RECADO DE UMA PROFESSORA DO RIO GRANDE DO NORTE PARA PROFESSORES DO AMAZONAS

Numa Audiência Pública na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, a professora Amanda Gurgel fez um contundente discurso analisando a situação da educação nesse estado. Postado no youtube, rapidamente o vídeo chegou a marca dos 150 mil acessos, difundindo-se por todo o país, sendo reproduzido pela blogosfera, tornando-se notícia de jornais impressos, televisivos e radiofônicos, assim como se tornou um dos temas mais comentados nas redes sociais.

Amanda é professora de Língua Portuguesa, é filiada ao Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU) e participa do movimento de greve que ocorre no RN.

O que a professora Amanda fala no vídeo é uma realidade conhecida por todos os professores, por todos os alunos, pais de alunos, por toda a sociedade, e vem ocorrendo há séculos, desde que a primeira escola pública foi inaugurada no Brasil. Mas então por que a repercussão do vídeo? É que o discurso contido nele não é um boom midiático, mas se constitui num enunciado, segundo o conceito do filósofo Michel Foucault. É isso que Amanda percebe na entrevista que deu ao jornal Tribuna do Norte: “Quem é professor há 20 ou 30 anos conhece o processo de degeneração pelo qual as escolas vêm passando. Isso é o principal e não a minha imagem ou até mesmo as minhas palavras, mas a situação.”

O enunciado de Amanda se liga ao enunciado de tantos outros professores, quando falam da degradação do ensino público: escolas deterioradas, baixos salários, ausência de recursos didáticos, superlotação das salas de aula, infinitos problemas familiares e outros que afetam a aprendizagem dos alunos, doenças advindas da atividade de docência, etc. Assim, o enunciado de Amanda vai além do espaço restrito da escola e se expande até a crítica à forma como o Estado é governado. Ele se constitui em um enunciado a partir da posição de Amanda: numa Audiência Pública dentro da Assembleia Legislativa, à frente de deputados fantasistas e da própria secretária de Educação do RN.

Amanda se diz surpresa com a repercussão, uma vez que, repetimos, a realidade que ela descreve não é nova. Mas o que é novo é o enunciado. É uma repetição, mas uma repetição que carrega algo novo. O enunciado de Amanda reúne uma multiplicidade de elementos que lhe possibilita sair da condição de sujeito sujeitado, como se encontram muitos professores, e se torne um sujeito de enunciado atuante.

Para diminuir sua atuação é que armadilhas já vão sendo forjadas instantaneamente, como uma tentativa de personalização, de transformá-la em celebridade. Mas Amanda não cai nessa. “Queria focar no discurso político, porque eu não tenho o menor interesse de focar na minha imagem”, corta ela na entrevista.

Ela não cai nem mesmo na sutil tentativa de transformá-la num símbolo de luta dos professores, esvaziando sua potência real. “Nem símbolo de uma luta. Eu sou apenas mais uma peça. Assim como eu, há outros, milhares de trabalhadores. Eu não sou símbolo de nada e nem pretendo ser.”

Assim, Amanda vai preservando sua singularidade, o movimento de sua potência, sua integridade, e a resistência dos educadores, seja do RN, seja do Amazonas, seja de qualquer outro estado, de qualquer cidade do Brasil.

10 Responses to “RECADO DE UMA PROFESSORA DO RIO GRANDE DO NORTE PARA PROFESSORES DO AMAZONAS”


  1. 1 José Higino Dias Filho domingo, 22 maio, 2011 às 9:12 am

    Parabenizo à Professora Amanda Gurgel por traduzir, num discurso claro, objetivo e de alto nível, o cenário de uma realidade muito complexa que expõe as faces perversas de vários setores da nossa sociedade. Por mais absurdo que pareça, o enunciado da Professora contém fatos verdadeiros que estão ao alcance dos olhos de qualquer pessoa e, pior ainda, ao alcance dos olhos das autoridades responsáveis pela educação e de outros que se dizem preocupados com ela. É uma realidade que está exposta aos governantes (em nível federal, estadual e municipal), secretários, diretores, pessoas do ministério público, religiosos, pessoas da imprensa, estudantes, pais e aos próprios alunos. No entanto, seu enunciado produz o efeito de chocar as pessoas. Penso que ela foi muito feliz ao encunciar seu discurso e ele se tornou referência para seus colegas professores e, com o advento da internet, alcançou uma divulgação enorme. Como Professor, fico muito feliz com o acontecimento desse evento e atento à tarefa de manter por longo tempo o impacto que ele causou, no aguardo dos efeitos positivos que possam surgir a partir dele. A educação é uma das vítimas prediletas de políticos e da grande mídia, que a mencionam e até mesmo incluem em parte de suas ações para que seus discursos de “defensores da educação” não sejam de todo vazio. Ela é vítima também de uma sociedade que não entende seu papel fundamental e, por ser carente dos frutos da educação, não tem opinião própria, mas depende do “grito da mídia” para formar seu discurso e ter o que dizer em seu dia-a-dia. Nossos governantes costumam gastar muito mais em propaganda do que em educação. Basta dizer que Minas Gerais e São Paulo (O primeiro e terceiro estados mais ricos do país) pagam salários aos professores que são metade (ou menos) do que paga o Piauí ou o Amapá e entraram na justiça contra o governo federal quando foi proposto um piso acima de R$1000,00 para os professores. É uma falta de respeito ouvir um candidato dizer que vai colocar dois Professores em sala de aula, ou outro dizer que vai mandar o Professor atender em casa. De fato, na visão deles, esses profissionais são “mão de obra barata”. É uma grande falta de respeito também da grande mídia ao fazer uso político da situação (denunciar o que é de seu interesse, esconder os podres dos governantes “amigos”), insistirem na divulgação das idéias da educação pelo “fácil” (esporte, dança, circo e trabalho voluntário). A mídia não respeita o Professor como profissional. Há muito o que dizer diante de um cenário tão complexo. Repito que me sinto feliz diante desse acontecimento e espero que muitos Professores e outros reais defensores da educação fiquem atentos a essas possibilidades, como estava atenta a Professora Amanda.

  2. 2 lilian corrêa machado domingo, 22 maio, 2011 às 11:11 am

    Gostaria de dar os parabens a esta professora pela sua fala. Eu como professora aposentada sei bem o que ela esta falando. Lilian Corrêa Machado

  3. 3 Idalice Alves de Magalhaes domingo, 22 maio, 2011 às 5:36 pm

    Parabéns professora!
    O seu desabafo, e o desabafo de milhares de professores por todo o Brasil.

  4. 4 DELCIRO BATISTA DA SILVA domingo, 22 maio, 2011 às 8:02 pm

    “Gustavo Ioschpe ( diz que é economista “economizar para os patrões” e sabe tudo de educação, assim diz a Rede Globo ) , REALIDADE QUEM SABE MESMO É O PROFESSOR, QUE VIVENCIA CADA DIA AS CONDIÇÕES DE TRABALHO. ESSES ESPECIALISTAS BOYZINHOS SÃO PAGOS PELA MÍDIA CONSERVADORA PARA MENTIR”. Delciro Batista
    Estraido da revista veja on line (não conseguir inserir as fotos)
    Hora de peitar os sindicatos
    “Antes que a patrulha trate de pôr palavras na minha boca, eu me adianto. Não sou contra a existência de sindicatos, mas acho que eles devem ser vistos como defensores de seus próprios interesses. Seu peso no discurso público deve ser temperado por essa realidade ”
    Luis Cleber

    Manifestação sindical
    A luta dos manifestantes não melhora em nada a qualidade da educação. Ao contrário, o ensino sofre com os atentados ao mérito

    Quando se fala sobre a política da saúde em relação ao tabagismo, os representantes dos fabricantes de cigarro raramente são trazidos para o debate. Essa exclusão não se dá pelo seu desconhecimento da questão, já que eles claramente conhecem o produto mais do que a maioria de seus interlocutores, nem porque haja algum preconceito contra essas pessoas — entendemos que elas estão fazendo esse trabalho para sustentar suas famílias, e não por um desejo de matar milhões de pessoas por ano. Desconsideramos suas opiniões porque sabemos que elas não terão em mente o bem público, mas única e exclusivamente o ganho de sua empresa. São parte interessada na questão e, portanto, sabemos que seu julgamento será influenciado por vieses potencialmente conflitantes com o interesse comum.

    Na área da educação, que é tão importante quanto a da saúde, não é assim. Se você tem frequentado a imprensa brasileira nas últimas décadas, sua visão sobre educação será provavelmente idêntica à dos sindicatos de professores e trabalhadores em educação. Você deve achar que o país investe pouco em educação, que os professores são mal remunerados, que as salas de aula têm alunos demais, que os pais dos alunos pobres não cooperam, que deficiências nutritivas ou amorosas na tenra infância fazem com que grande parte do alunado seja “ineducável” e que parte do problema da nossa educação pode ser explicada pelo fato de que as elites não querem um povão instruído, pois aí começarão os questionamentos que destruirão as estruturas do poder exploratório dessas elites. Não importa que todas essas crenças, exceto a última, sejam demonstravelmente falsas quando se cotejam décadas de estudos empíricos sobre o assunto (a última não resiste à lógica). Todas elas vêm sendo defendidas, ad nauseam, pelas lideranças dos trabalhadores da educação. E, como são muito pouco contestadas, acabaram preenchendo o entendimento sobre o assunto no consciente coletivo, e já estão de tal maneira plasmadas na mente da maioria das pessoas que todas as evidências apresentadas em contrário são imediata e automaticamente rechaçadas. É como se ainda negássemos a ligação entre o cigarro e o câncer de pulmão.

    A sociedade brasileira parece não reconhecer que os sindicatos de professores pensam no bem-estar de seus membros, e não no da sociedade em geral. Incorporamos a ideia de que o que é bom para o professor é, necessariamente, bom para o aluno. E isso não é verdade. Cada vez mais a pesquisa demonstra que aquilo que é bom para o aluno na verdade faz com que o professor tenha de trabalhar mais: passar mais dever de casa, mais testes, ocupar de forma mais criativa o tempo de sala de aula, aprofundar-se no assunto que leciona. E aquilo que é bom para o professor — aulas mais curtas, maior salário, mais férias, maior estabilidade no emprego, maior liberdade para montar seu plano de aulas e para faltar ao trabalho quando for necessário — é irrelevante ou até maléfico para o aprendizado dos alunos.

    É justamente por haver esse potencial conflito de interesses entre a sociedade (representada por seus filhos/alunos) e os professores e funcionários da educação que o papel do sindicato vem ganhando importância e que os sindicatos são tão ativos politicamente, convocando greves, passeatas, manifestando-se publicamente com estridência etc., da mesma maneira que a indústria tabagista ou de bebidas faz mais lobby do que, digamos, os fabricantes de fralda.

    Uma das razões que tornam os sindicatos tão poderosos é que eles funcionam. Estudo do fim da década de 90 mostrou que, entre os professores brasileiros, a sindicalização era o fator mais importante na determinação do seu salário: os filiados tinham salários 20% mais altos que os independentes.

    Outras pesquisas sobre o papel do sindicato dos professores trazem resultados curiosos. Estudo de um economista de Harvard tentando entender o porquê da queda da qualidade das pessoas que optaram pela carreira de professor nos EUA entre 1961 e 1997 encontrou dois fatores: um deles, que explica três quartos do problema, era a crescente sindicalização dos professores, causando compressão salarial (o outro fator era a emancipação feminina, já discutida aqui em artigo anterior). Quando um sindicato se “adona” de uma categoria, a tendência é que os salários de seus membros deixem de ser um reflexo de seu mérito individual e passem a ser resultado de seu pertencimento a alguma categoria que possa ser facilmente agregável e discernível — como ter “x” anos de experiência ou ter feito uma pós-graduação, por exemplo —, pois só assim é possível estabelecer negociações salariais coletivas, para milhares de membros. E só com negociações coletivas é que se torna possível a um sindicato controlá-las. Talvez seja por isso que os aumentos salariais tenham se provado ferramenta tão ineficaz na melhoria da qualidade da educação: as pessoas mais competentes parecem não fugir do magistério pelo fato de o salário ser alto ou baixo, mas sim por seu salário não ter nenhuma relação com seu desempenho. Nenhum ás quer trabalhar em lugar em que recebe o mesmo que os vagabundos e incompetentes. Talvez seja por isso que outro estudo mostrou, paradoxalmente, que a filiação a um sindicato afeta de forma significativamente negativa a satisfação dos professores com a sua profissão. É o preço a pagar pelo aumento salarial.

    O outro estudo que conheço sobre o tema é do alemão Ludger Wossmann, que comparou dados de 260 000 alunos em 39 países. Uma de suas conclusões é que naquelas escolas em que os sindicatos têm forte impacto na determinação do currículo os alunos têm desempenho significativamente pior (todos os estudos mencionados aqui estão na íntegra emtwitter.com/gioschpe).

    Quando ouvir um membro desses sindicatos se pronunciando, portanto, é mais seguro imaginar que suas reivindicações prejudicam o aprendizado do que o contrário. E, especialmente quando a questão for salarial, é preciso levar em conta que não apenas os professores são beneficiados por seu aumento, como os sindicatos também, já que são mantidos por cobranças determinadas através de um porcentual do salário.

    Antes que a patrulha trate de pôr palavras na minha boca, eu me adianto: não sou contra a existência de sindicatos de professores, nem contra o lobby da indústria do cigarro, da bebida ou das armas. O direito de livre associação e expressão é um pilar inviolável de um estado democrático, e está acima até mesmo do aprendizado de nossos alunos. Só acho que os sindicatos e seus representantes devem ser vistos pelo que são: defensores de seus próprios interesses. Seu peso no discurso público deve ser temperado por essa realidade.

    Esse insight causa dois impactos importantes. O primeiro é que nós, os defensores da melhoria educacional do país, estamos sós. O sindicato dos professores não é nosso parceiro e a união dos alunos deixou há muito de defender os interesses educacionais do alunado, trocando-o pela generosa teta do Erário e pelo triste mercantilismo da emissão de carteiras vale-desconto. Não podemos esperar por movimentos organizados para abraçar essa causa: precisamos criar nós mesmos essa união, que será inclusive boicotada pelo status quo.

    O segundo é que, toda vez que uma organização com esses nobres fins se forma, o cacoete de buscar uma parceria com os representantes dos professores é o beijo da morte. Se quisermos defender exclusivamente o interesse do alunado, a relação com os sindicatos de trabalhadores da educação será provavelmente adversarial, talvez neutra, jamais colaborativa. Ou você já viu oncologista fazer parceria com a Souza Cruz ou o “Sou da Paz” de mãos dadas com a Taurus?

  5. 5 DELCIRO BATISTA DA SILVA domingo, 22 maio, 2011 às 8:16 pm

    PARA O MIGUEL:
    QUANDO É QUE VOCÊS PODEM VIR A ESCOLA APRESENTAR O TEATRO PARA OS NOSSOS ALUNOS?

  6. 6 Anônimo domingo, 22 maio, 2011 às 8:41 pm

    Aprovo o enunciado de Amanda,pois o que ela falou é a mais pura verdade. Imaginem vocês que em Aguas Lindas de Goiás as escolas ´~ao comandadas por politicos,ou seja cada vereador toma conta de uma escola e nomeia um diretor e os professores todos são indicados por ele. E ainda esiste os entregões(puxa-sacos)para dedurar os professores que por ventura faça algum comentario daquele politico é automaticamente esonerado.Para voces terem uma ideia em Aguas Lindas 90% é contrato,dair a politicagem deita e rola….

  7. 7 afinsophia domingo, 22 maio, 2011 às 8:48 pm

    Delciro,
    companheiro das lutas educativas, estamos com uma peça pronta, que estamos levando nas escolas e demais localidades onde há convite. Trata da mercadologização das religiões e se denomina “Achados e Perdidos no Caminho da Salvação”. Tem o cartaz na barra ao lado.
    Estamos terminando de ensaiar o “Boizinho Rizoma nas Tramas da Zona Franca Verde”, para apresentar no início de junho.
    Sé é entrar em contato por aqui ou por telefone que a gente vai… Valeu!
    Abraços afinados-miguelianos educasóficos!

  8. 8 Roberto domingo, 22 maio, 2011 às 9:24 pm

    Aqui uma das razões do status quo calamitoso e endêmico da educação brasileira :http://www.youtube.com/watch?v=r-F9XQn6OIA TV Globo – Bom Dia Brasil ( VAMOS DIVULGAR SEM PENA).wmv

  9. 9 celeste segunda-feira, 23 maio, 2011 às 8:45 am

    Quero parabenizar a professora AMANDA,pela coragem de lutar por esse tÃO SOFRIDO trabalho,pois so quem trabalha com responsabilidade e amor sabe o que ela quis transmiir.sou professora ha 32 anos tenho 50 anos e me desespero em saberque irei receber de aposentadoeia um salario e meio pelos anos dedicado a educaçao

  10. 10 MARIA MOURA segunda-feira, 23 maio, 2011 às 4:10 pm

    Na condição de conterrânea da professo Amanda, gostaria de parabenizá-la não apenas pelo discurso, mas tb pela coragem que teve em enfrentar os Depútados e a Secretária de Educação com seus comentários. Ao final do seu discurso, a professo pede desculpas á Jessica, acredito que seja sua filha que está sem aulas. Professora! Nâo se desculpe, pois, independente da idade que tenha a Jéssica, com certeza ela irá se orgulhar de você.
    Boa Sorte, e estou aqui torcendo por esses heróis da educação.


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USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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