Arquivo para 4 de junho de 2011

i iNDA TEM FRANÇÊiS Qi DiZ Qi A JENTi NUM SEMO SERO

@ PALOCCI CONCEDE ENTREVISTA À MÍDIA CONSERVADORA tentando atingir a opinião pública para enfraquecer a tensão que tem sofrido durante as últimas semanas. Assim, entendem alguns analistas ao lerem e assistirem as entrevistas concedidas pelo ministro da Casa Civil para o jornal Folha de São Paulo, que denunciou em público o aumento de seu patrimônio em 20 vezes a mais no período de 2006 a 2010 quando era deputado federal, e a TV Globo, líder das emissoras conservadoras do país.

Para as emissoras, Palocci disse que as acusações têm um “forte conteúdo político”, e que não há crise no governo. “Não há uma crise, há uma questão em relação à minha pessoa. É uma coisa que cabe a mim, não é uma crise nem no país, nem no governo”.

Palocci disse que manteve sua empresa dentro da lei e os bens da empresa estão registrados em cartório. Ele disse ainda que não revela os nomes das empresas às quais prestou consultoria por tratarem-se de empresas privadas renomadas, e ele é um homem público.

Meu papel é cumprir as leis rigorosamente. Eu não teria, porque nenhum cidadão tem, não estou acima da lei. Tomei todas as providências, os bens da empresa estão registrados em cartório em nome da empresa, e quando entrei no governo entreguei todas as informações pertinentes à Comissão de Ética e à Corregedoria-Geral da União.

Não divulgo o nome de terceiros, que são idôneos e renomados, sou homem público, mas não tenho direito de expor essa empresa. Não posso expor contratos com empresas privadas renomadas em um contexto de conflito político”, disse Palocci.

Os conteúdos das entrevistas concedidas por Palocci às duas mídias conservadoras são os mesmos que ele já havia tornado público. Não acrescentaram nada de novo, nem para os interesses especulativos das mídias, e nem para melhorar sua situação no governo federal. I inda tem françêis…

@LULA SE ENCONTRA COM CHÁVEZ. O ex-presidente Lula, depois de passar por Cuba e conversar com as autoridades cubanas sobre temas de interesses aos dois países, Brasil e Cuba, foi até à Venezuela, onde, em Caracas, foi recebido pelo presidente venezuelano Hugo Chávez.

Lula, juntamente com sua comitiva composta por seu ex-secretário de Comunicação, Franklin Martins, mais a ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos, seu assessor, Paulo Okamoto, e o presidente do conselho administrativo da Empresa Odebrecht S.A., Emílio Odebrecht, trataram com Hugo Chávez de temas relativos às políticas internacionais.

Antes do encontro, Chávez disse aos jornalistas que os dois representantes das esquerdas sul-americanas tratariam de temas concernentes à unida dos partidos de esquerda.

Falaremos da unidade dos partidos de esquerda, a propósito do Fórum de São Paulo e sobre a situação mundial, em particular a agressão do império à Líbia e a países produtores de petróleo”, disse Chávez.I inda tem françêis…

@COMISSÃO PASTORAL DA TERRA ENTENDE COMO PRECIPITAÇÃO A POLÍCIA DESCARTAR CONFLITO AGRÁRIO NA MORTE do agricultor Marcos Gomes da Silva, assassinado a tiros no dia de ontem, em Eldorado dos Carajás.

Depois de ouvir do delegado Alberto Teixeira, superintendente da Polícia Civil da regional, a afirmação de que a o assassinato do trabalhador rural não tem qualquer relação com os conflitos agrários, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) afirmou que vai esperar outras investigações, pois acha precipitado descartar o assassinato da esfera dos conflitos agrários, tendo em vista os últimos acontecimentos, em que quatro trabalhadores rurais foram assassinados, em menos de um mês, com ações ligadas às madeireiras.I inda tem françêis…

@O MOVIMENTO “VETA, DILMA!”, que começou a duas semanas passadas nas redes sociais, reuniu centenas de estudantes e transeuntes no Centro de Curitiba. O Veta, Dilma! tem como objetivo político auxiliar a presidenta a vetar os pontos aprovados no novo Código Florestal na semana passada que são contrários à defesa ambiental e estimula a impunidade dos grandes empresários ruralistas.

Para os coordenadores do movimento, a juventude tem que mostrar sua força de atuação, pois foi por falta de apoio da juventude que Dilma cedeu às imposições dos ruralistas. Os manifestantes pretendem tirar um texto para formular uma nota de repúdio contra a aprovação do novo Código Florestal, que teve como relator o deputado federal Aldo Rabelo (PC do B/SP). I inda tem françêis…

@FUJIMORISTAS AMEAÇAM FAMÍLIA DE FILHO DE VARGAS LLOSA. Álvaro Vargas Llosa, filho do escritor peruano Prêmio Nobel de Literatura, tal como seu pai, resolveu apoiar a candidatura de Ollanta Humala à Presidência do Peru, e, segundo ele, por isso os partidários da candidata Keiko Fujimori, filha do ditador Alberto Fujimori, condenado à 25 anos prisão, julgado por crime de corrupção e crime contra a humanidade, passaram a ameaçar a ele e a sua família.

Participando de um comício de Humala, no Centro de Lima, que reuniu milhares de pessoas, Álvaro Vargas Llosa disse que os bandidos da campanha de Keiko invadiram sua casa e ameaçaram os que lá estavam presentes.

Quero dar a vocês uma mensagem de meu pai, Mário Vargas Llosa. A máfia “fujimontesinistas” enviou para minha casa um grupo de bandidos, que tentou intimidar as crianças e idosos que lá vivem. Quero dar-lhes uma resposta de meu pai a estes agressores: “Ollanta presidente!”, discursou Álvaro Llosa.

O termo “fujimontesinistas”, usado por Álvaro, é uma junção dos nomes do ditador Fujimori e seu assessor, Vladimiro Montesinos, também condenado por crimes de corrupção e violação dos direitos humanos.

Como as eleições ocorrem no domingo, há notícias de que aumentou os números de atos violentos entre os participantes das campanhas, principalmente porque na reta final vem crescendo a vantagem do candidato das esquerdas, Ollanta Humala, depois de passar as duas últimas semanas na segunda colocação. No meio da refrega eleitoral, fala-se em possível fraude no dia da eleição. I inda tem françêis…

@CAÇADAS DE PEDRINHO, DE MONTEIRO LOBATO, DEVE SER CONTEXTUALIZADA quando for usada em sala de aula pelos professores. Essa foi a forma que o Conselho Nacional de Educação (CNE) encontrou para por fim no impasse criado por grupos de defensores do movimento negro que viram na obra do escritor paulista clara demonstração de racismo, e os grupos que, inclusive escritores, não aceitaram a acusação contra Lobato.

Uma sociedade democrática deve proteger o direito de liberdade de expressão e, nesse sentido, não cabe veto à circulação de nenhuma obra literária e artística. Porém, essa mesma sociedade deve garantir o direito à não discriminação, nos termos constitucionais e legais, e de acordo com os tratados internacionais ratificados pelo Brasil”, diz a nota divulgada pelo colegiado.

Para Fernando Haddad, ministro da Educação, a decisão do Conselho foi clara.

Penso que ficou mais clara a intenção do Conselho, que não creio que tenha sido outra, a bem da verdade. E o Conselho despertou um debate interessante sobre uma figura histórica que escreveu livros que todos nós lemos e produziu também um material contestável nos dias de hoje”, disse o ministro. I inda tem françêis…

@A MARCHA DAS VAGABUNDAS será realizada hoje, dia 4, na Avenida Paulista, em São Paulo. Tendo como modelo a passeata Slut Walk, realizada em Toronto, no Canadá, que levou mais 3000 mulheres às ruas, estimulada pela declaração de um policial em uma universidade, que preconceituosamente afirmou que as mulheres não deveriam se vestir como vagabundas para não sofrerem nenhum tipo de abuso sexual, as mulheres do Brasil farão a versão abrasileirada.

Com o objetivo de chamar a atenção da sociedade brasileira, e fazer com que ela tome posição contra o machismo que predomina no Brasil, as mulheres da Marcha das Vagabundas querem ter o livre direito de se vestirem da forma que bem entenderem. Sem que sejam molestadas pelos machistas assediadores, que segundo Solange Dó-Ré, ima das coordenadoras da marcha, trata-se de mentes doentias.

Não é a roupa que causa o estupro, por exemplo, é a mente doentia de um homem que sente prazer no medo e humilhação que uma mulher sente nessa hora”, disse Dó-Ré.

Já para outra organizadora da marcha, Madô Lopez, o evento deve levar o tema para ser colocado em pauta na sociedade para discussões.

Espero que a marcha sirva ao menos para discussão ser colocada em pauta entre os círculos sociais das pessoas. Espero que a ideia seja discutida e talvez surja uma consciência crítica a respeito do assunto, ficaria muito feliz se soubesse que o evento, seguido da discussão, gerasse alguma mudança para melhor no comportamento das pessoas em geral”, conjecturou Madô. I inda tem françêis…

Vamos que vamos!

Vamooooooooooos!

Os últimos momentos

*Felipe Milanez

José Cláudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo enfrentavam interesses poderosos. Mas não contavam com a traição de quem vivia as mesmas agruras. Por Felipe Milanez. Foto: Marcelo Lacerda

A noite ainda cobria a floresta quando, por volta das 4h30 da manhã da terça-feira 24 de maio, uma moto vermelha passou em frente à Encruzilhada da Morte, apelido de um boteco localizado no assentamento Praia Alta-Piranheira, na área rural de Nova Ipixuna, no Pará. Seguiu em alta velocidade e cruzou a pequena vila de Maçaranduba. Sobre ela, dois homens carregavam uma mochila comprida. A dupla andava rápido por um motivo: era preciso chegar antes ao local planejado e preparar a tocaia. Certamente, não haveria outra oportunidade tão cedo.

Alguns quilômetros adiante, a moto parou em frente a uma ponte em más condições sobre um igarapé: uma tora de madeira semiafundada e, ao lado, uma prancha levantada. Passar ali exige cuidado. No fim da ponte, uma ladeira encobre a visão de quem a atravessa, local perfeito para emboscada. A dupla camuflou-se no mato, em um ponto de onde era possível enxergar até o topo da ladeira e não ser visto. E esperou.

Não muito longe, Maria do Espírito Santo se levantou assim que o sol surgiu por entre as árvores. Despertou o marido, José Cláudio Ribeiro, saiu pela varanda da casa, caminhou cerca de 5 metros e foi até a cozinha preparar o café. José Cláudio veio em seguida. Por volta das 7 da manhã, dia claro, o casal saiu. Passaram, como de costume, na casa de Laíse Santos Sampaio, vizinha, irmã e confidente de Maria. E foram para a cidade. Precisavam buscar logo o dinheiro que faltava para enviar à irmã de José Cláudio, que vive no Tocantins e está mal de saúde. Haviam conseguido com uma vizinha 700 reais emprestados. Mas os outros 1,3 mil reais viriam de uma amiga em Marabá. José Cláudio guiava a moto, Maria ia na garupa.

Perto da ponte, José reduziu ao mínimo a velocidade e conduziu a motocicleta com os pés. Assim que cruzaram o igarapé, foram surpreendidos. O primeiro tiro de escopeta atravessou a mão direita de Maria e atingiu o lado esquerdo do abdome de José. Na sequência, mais tiros de escopeta e de um revólver 38, que levariam o casal à morte. Um dos assassinos retirou o capacete e a touca que escondia seu rosto. Suado, livrou-se da touca no local do crime. O outro puxou a faca, andou até José Cláudio, que dava os últimos suspiros, e cortou um pedaço de sua orelha direita para levar como prova do serviço realizado.

José Cláudio e Maria, ambos de 54 anos, tinham medo. Sabiam que a morte os espreitava. Em conversa telefônica no início de maio, Maria declarou que estava com muito medo, e que “as coisas estavam ainda piores”. Seu apelo é conhecido nacionalmente desde outubro de 2010, quando a revista Vice divulgou trechos de uma entrevista feita por mim. “Eu sozinha eles não me pegam. Mataram a irmã Dorothy (Stang), mas não é o caso. Era uma freira, não tinha marido. Eu tenho um marido de personalidade forte. Que já teve momento de discutir com pistoleiro. Se pegar, pegam os dois”, anteviu.

A militância do casal é fruto do desejo de viver na Amazônia e preservar a floresta. Assentados, tornaram-se voz -ativa contra a concentração de terras, o contrabando de madeira e a produção ilegal de carvão. Acumularam muitos e poderosos inimigos: madeireiras, donos de carvoaria, grileiros, pecuaristas, industriais da siderurgia e até mesmo assentados como eles que se dedicam a extrair madeira de forma ilegal. Nunca se intimidaram e pagaram o preço. Dois dias depois, outro pequeno agricultor, Herivelto Pereira dos Santos, também seria morto. Até agora, a polícia não estabeleceu conexões entre os crimes, mas parece lógico que há aí, no mínimo, uma escalada da violência decorrente do clima tenso. José Cláudio até desconfiava do preço por sua cabeça: 5 mil reais. Há quem fale no dobro, por causa de sua posição de liderança.

As denúncias dos crimes ambientais feitas pelo casal ficaram mais intensas a partir de 2007, depois de serem excluídos da diretoria da Apaep, associação de assentamentos onde viviam. José e Maria acusavam a Apaep de ter se unido a carvoeiros e madeireiros ilegais. Ao mesmo tempo, em consequência do crescimento econômico experimentado pelo País e de novos projetos siderúrgicos na região, Marabá alcançou uma população de 233 mil habitantes. Isso representa demanda por mais casas, mais ruas, mais bairros. As árvores do entorno, principalmente as castanheiras sobreviventes do intenso período da exploração madeireira entre 1985 e 1995, viraram a matéria-prima da construção civil. Segundo documentos em meu poder, até o Incra valeu-se de madeira ilegal. Uma distribuidora e uma construtora, a Santa Bárbara, foram autuadas em agosto de 2010 pelo Ibama por venda e utilização de partes de castanheiras, cuja derrubada é expressamente proibida. O Incra-, que deveria proteger o assentamento e dar subsídio ao extrativismo, contratou a construtora que ergueu casas no projeto de -Assentamento 26 de Março.

Igualmente enfrentavam os pecuaristas e suas ações ilegais para acumular terras. Em 17 de novembro do ano passado, por intermédio de José Cláudio, o assentado Francisco Tadeu Vaz e Silva denunciou à Comissão Pastoral da Terra que Neusa Santis, do cartório de Marabá, teria usado “laranjas” para obter lotes na região e depois revendê-los para um tal José Rodrigues. Este e Genival Olivaria Santos, conhecido como Gilzão, acompanhados por policiais, teriam expulsado Vaz e Silva de seu terreno. O próprio José Cláudio denunciou posteriormente Neusa Santis ao Incra.

O primeiro tiro de escopeta atravessou a mão de Maria e se alojou no abdome de José. Outros disparos concluíram o serviço. Foto: Felipe Milanez

O casal encaminhou outras tantas denúncias aos órgãos competentes. Em uma delas, enviada ao Ministério Público, anotou: “O mais angustiante é que está sendo destruído todos os castanhais de dentro do projeto, e até o momento não está sendo feito nem uma ação por parte do Ibama, e o mesmo sabendo de todos os fatos que vem acontecendo no projeto, no desrespeito à extração de Castanheiras e na instalação de Fornos de Carvão e destruição de açaizais, andirobeiras e outras espesses (sic) que estão em extinção”.

Diziam-se também preocupados com a concentração de terras e suas consequên-cias: o desmatamento de grandes áreas e a extração ilegal de madeira. José e Maria chegaram a listar os principais madeireiros da região, todos de uma mesma família: Aguilar Tedesco, o patriarca, Aguimar Tedesco, o filho, Marlu, Marlos Ailton Tedesco, que seria um sobrinho (grau de parentesco não confirmado). O engenheiro florestal responsável pelos planos seria Edimilson Macedo dos Santos, conhecido como Bobo. A acusação- data de 13 de novembro de 2007.

A denúncia ao MP deu início a uma investigação. Instigado pela Procuradoria, o Ibama decidiu agir e todas as madeireiras da cidade passaram a ser vistoriadas. As empresas da família Tedesco foram multadas e embargadas. Mas, à medida que eram lacradas, novas companhias eram abertas no lugar, com outra estrutura jurídica. A Tedesco Madeiras Ltda., de 2007 até hoje, foi multada em 820 mil reais. Uma mudança radical e um baque em suas finanças. Só para se ter uma ideia, nos seis anos anteriores, as autuações das empresas do grupo não haviam somado 10 mil reais. Só a Madeireira Eunápolis, uma das principais da família, que entre 1999 e 2006 foi multada em míseros 4,3 mil reais, acumula autuações em quase 180 mil reais desde 2007.

Na entrevista de outubro de 2010, Maria se mostrava surpresa com a ação do Ibama, já que a denúncia havia sido encaminhada ao MP. No dia seguinte à maior operação realizada pelo instituto ambiental, um pistoleiro teria sido enviado para matar seu marido. Conta ela que um rapaz teria simulado um problema em uma moto e procurado pelo socorro de José Cláudio. A sorte é que ele não estava em casa e o homem foi embora.

Além da vistoria das madeireiras, o Ibama- intensificou, a partir das denúncias do casal, a fiscalização dos caminhões que transportavam carvão ilegal para as siderúrgicas de Marabá. As principais consumidoras seriam a Sidepar e a Cosipar.

Para os assentados que não queriam mais o extrativismo, o carvão passou a ser importante fonte de renda, e uma moeda política nas eleições das assembleias da associação. O carvão ilegal custaria cerca de 30 reais o metro, o que poderia render até 2 mil reais por mês. Some-se o valor pago pelas toras e os assentados teriam um ganho rápido. “Se eu vendo uma árvore, ela me dá dinheiro uma vez. Se protejo, ela me dá dinheiro todo ano”, me disse José Cláudio em outubro, ao criticar a falta de perspectivas dos colegas de assentamento.

No último ano, as ações do Ibama eram capitaneadas por  Roberto Scarpari, conhecido pelo rigor no combate aos crimes ambientais. O casal se encontrou várias vezes com Scarpari, a quem sempre elogiou. O problema é que as ações de -repressão do Ibama não foram acompanhadas de outras investigações para estabelecer a ordem na região. Os denunciantes, em consequência, ficaram expostos.

O Ibama repassava as denúncias ao MP, que as encaminhava à Polícia Federal. Mas os federais, sob a justificativa (errônea) de que os crimes denunciados não eram da esfera federal, nunca as investigaram, nem as ameaças contra o casal. Foi outro órgão público, o Incra, que apontou o “equívoco” da PF: “Trata-se de área pública incorporada e sob o domínio da União”. Logo, de competência federal. Até 18 de abril de 2011, data da última manifestação do MP, não havia sido instaurado nenhum inquérito policial sobre os fatos, embora as denúncias de José e Maria, e as ameaças contra eles, já há muito tivessem se tornado públicas.

O casal não confiava na polícia de Nova Ipixuna. “Teve madeireiro que ameaçou agricultor. Chegou com a polícia, em um desses núcleos, ele trouxe a polícia disfarçada de fiscal, entrou no lote de um agricultor e tirou toda a madeira”, me contou Maria. A tática de José para sobreviver era alterar os caminhos por onde passava, sem nunca repetir as rotas. Só uma traição, portanto, poderia conduzir os matadores até eles.

O enterro do casal provocou comoção. Uma multidão despediu-se de José e Maria cantando o Hino Nacional. No fim, uma das assentadas repetia aos berros a frase: “Verás que um filho teu não foge à luta”. Deputados, representantes dos movimentos sociais, da PF e do Ibama se reuniram após o evento, enquanto helicópteros sobrevoavam a área. Mas nem todo esse aparato intimidou a pistolagem. No mesmo dia, a oito quilômetros das lápides do casal e três horas depois de os túmulos serem cobertos por terra, Erivelton foi morto. Encontrado no sábado pela manhã, ele havia levado um tiro na cabeça e outro no peito, método notório de execução. Como não se apontou relação entre as mortes, o assassinato de Erivelton será investigado pela polícia local.

No sábado 28,  familiares de José Cláudio e Maria tentaram levantar o nome de suspeitos do crime. Decidiram ainda pleitear que a casa onde vivia o casal seja transformada em uma Reserva Particular- do Patrimônio Natural (RPPN), forma de homenagem. Os parentes acreditam que a tentativa de levantar dinheiro para salvar a irmã possa expor o casal, sempre tão cuidadoso. Falam em traição vinda do próprio assentamento: alguém teria avisado os mandantes (seria não um, mas um consórcio) da viagem a Marabá e do possível trajeto do casal. “Alguém daqui de dentro traiu eles e informou que eles estavam indo para a cidade. Avisaram os pistoleiros”, afirma a irmã mais nova de José Cláudio, Claudenice Santos.

A queimada não poupa nem as castanheiras, que deveriam ser preservadas. Foto: Felipe Milanez

Maria, quando viva, queria ter feito mais uma denúncia, desta feita sobre a colônia de pescadores do lago de Tucuruí, no limite do assentamento. “Há mais de mil inscritos, mas eles não chegam a cem. Tão recebendo dinheiro de aposentadoria sem ser aposentados.” Queria fazer a denúncia bem organizada, ela disse. Seu senso de justiça não tolerava o roubo ao dinheiro público. Foi silenciada antes, da mesma forma banal com que vidas são ceifadas no meio da floresta. Na lei da selva, o pistoleiro e o mandante sempre vencem. Será diferente agora?

*Fonte: Carta Capital 


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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