Arquivo para 8 de julho de 2011

COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE TERÁ APOIO DE OBSERVATÓRIOS UNIVERSITÁRIOS

Para subsidiar os trabalhos da Comissão Nacional da Verdade, o governo federal vai produzir observatórios universitários que ficarão responsáveis por pesquisas sobre violências contra os direitos humanos.

Os observatórios universitários estarão ligados, conjuntamente com outras iniciativas acadêmicas, de acordo com Gilney Viana, coordenador-geral do Projeto Direito à Memória e à Verdade, da Secretaria de Direitos Humanos (SDH). Segundo ele, os “alunos podem fazer pesquisas, contribuir no sentido de uma leitura da história”.

Para Tatiana Ribeiro, professora de Direito Internacional do Centro Universitário Newton Paiva, onde será criado um dos primeiros observatórios, e coordenadora do grupo de pesquisa de direito à verdade, a SDH vai possibilitar a extensão das atividades desenvolvidas pelos alunos.

Vamos transformar esse trabalho em resultados práticos por meio de conscientização, levantamento de depoimentos, coleta de arquivos. Queremos alcançar os objetivos de nossa proposta, que é efetivamente garantir o direito à verdade”, disse Tatiana.

A SDH já instalou 20 comitês de direito à memória, à verdade e à justiça pelo país que acompanharão os trabalhos da Comissão da Verdade.

Eles são órgãos da sociedade. Vão buscar documentos, analisar depoimentos, explicar à sociedade o papel da Comissão da Verdade e, depois, poderão encaminhar à comissão as suas contribuições”, explicou Gilney Viana a função dos comitês.

Segundo Belisário dos Santos Junior, representante brasileiro da Comissão Internacional de Juristas, a sociedade brasileira entende a Comissão da Verdade como importante, por isso ela deve ser formada por pessoas isentas.

Essa comissão é um instrumento que pode ser bem ou mal usada. Se os membros da Comissão da Verdade não tiverem credibilidade, a comissão morre”, disse.

DILMA INAUGURA TELEFÉRICO NO RIO E COMENTA A SITUAÇÃO DOS POBRES NO BRASIL ANTES DE LULA

A presidenta Dilma Vana Roussef inaugurou ontem, dia 7, no Complexo do Alemão, na Zona Norte Rio de Janeiro, um teleférico que liga a estação de trem de Bonsucesso ao ponto mais alto do complexo, com capacidade de transportar 30 mil pessoas por dia em três plataformas. Cada um dos 152 bondinhos tem a capacidade de transportar até dez pessoas, que pagarão 1 real, nas seis estações entre Bonsucesso e Palmeira. O investimento foi de R$ 210 milhões.

A obra do teleférico no Complexo do Alemão foi lançada por Lula, em 2008, como produto do Programa de Aceleração do Crescimento, cuja mãe batizada por Lula, é Dilma, na época ministra da Casa Civil. Para Dilma, a obra faz do projeto de melhorar a vida das pessoas.

Não voltamos (através do PAC) a investir (tão somente) na infraestrutura de rodovias e de hidrelétricas. O que o governo vem fazendo desde a época do presidente Lula, e o que vou aprofundar, é o investimento nas pessoas. Não fazemos obras por causa dos materiais. Fazemos obras para beneficiar a vida diária de cada um.

Muitas pessoas, hoje aqui, anônimas, tiveram suas vidas modificadas. Contaram a história, me contaram seus nomes. Como dona Ronisete. Ela tem agora o direito de ir e vir. E é isso que foi construído com esse teleférico.

Com o projeto do teleférico, o Estado assume sua função, que é gastar dinheiro público em benefício das pessoas que mais precisam, mas que foram abandonadas anos e anos.

O Brasil tinha o hábito de condenar uma parte da população ao abandono, à máxima negligência”, discursou Dilma.

MARINA SAI DO PV, PARTIDO EM QUE NUNCA ESTEVE

A ex-senadora e candidata à Presidência da República nas eleições de 2010, Marina Silva, pediu seu desligamento do Partido Verde (PV). Marina é uma mulher engajada nas lutas democráticas sempre com intenção coletiva. Foi assim que ela começou seu movimento político-social lá no Acre quando ainda era adolescente, período em que foi alfabetizada, para por com determinação sua inteligência e destemor no mundo. Principalmente no mundo chamado Brasil. Tirando alguns pruridos impulsivos que a colocam em planos metafísicos, Marina é uma das mulheres mais importantes do Brasil pós-ditadura militar.

Marina foi fundadora do Partido dos Trabalhadores, militou singularmente como poucos dentro do partido e fora do partido por causas que envolviam não só questões sindicais como também as causas mais gerais. Depois de sua inegável performance como mulher-política, Marina foi alçada no governo Lula para o cargo de ministra do Meio Ambiente. Como Marina tem temas, como diz o senador Cristovam Buarque, na pasta ecológica ela conseguiu amealhar algumas inimizades que conspiraram contra sua presença no cargo, e, consequentemente, impulsionaram sua demissão. E, na sequência, Marina deixou o Partido dos Trabalhadores, que ajudou a fundar e que não queria vê-lo afundar com suas reais ideias.

Afeita às causas ecológicas, ao deixar o PT, ela se filiou ao PV, acreditando que lá ela poderia realizar algumas de suas ideias, especificamente ambientalistas. Aí, talvez pela primeira vez, Marina fora ingênua. Não sabia que o PV de verde só tem o v. Em quase toda sua totalidade, o PV é reacionário e submisso. E não é só porque tem Zequinha Sarney. O PV, no Brasil, nasceu de uma onda ambientalista delirante, sem qualquer suporte real que pudesse servir de tema para discussão ampla das questões ecológicas. O PV nasceu de um impulso tão delirante que talvez, no mundo, ele seja o único partido que não aproveitou a moda da ecologia que pariu os ecochatos. Nem ecochato o PV conseguiu ser. Sem esquecer que o conceito de Natureza deste PV não tem sustentação filosófica e científica. Natureza, para ele, é fatalmente metafísica. Delírio, melhor dizendo.

Dois exemplos claros de alienação-ecológica do PV. Não precisa nem passar pelo PV do Rio de Janeiro, basta saber que tem Gabeira. O que já mostra o retrato de corpo inteiro, a ecografia do partido, e seu diagnóstico. O primeiro exemplo encontra-se em São Paulo, cujo principal personagem do partido é manifestamente submisso ao prefeito Kassab e tem estreitíssima relação com o PSDB. Mais uma força verde reacionária. O segundo exemplo vai daqui da princesinha do Norte, que é comandada por mais de 30 anos por reacionários, Manaus. Aqui a sigla do PV é uma verd(e)adadeira moeda de troca. Sempre esteve ligada a esses reacionários que mandam no estado. Sempre servindo de apoio às causas retrógradas. Nas eleições passadas fora submetida aos humores ditatoriais do ex-senador Arthur Neto. Tudo porque o partido não é um corpo constitutivo de uma enunciação ecosófica, como diz o filósofo Felix Guatarri. O entendimento de ecologia do partido se fecha no entendimento de representação parlamentar e, se der, executiva.

Daí que a saída de Marina Silva não é nenhuma saída, visto que com sua abrangência política/sócia/ambiental, ela jamais fez parte dos delírios esverdeados do anódino PV.

PROFESSORA AMANDA GURGEL RECUSA O PRÊMIO ESMOLANTE/SEDUTOR DO PNBE

A engajada professora Amanda Gurgel, que ficou conhecida no Brasil a partir de seus enunciados na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte que tocaram nas mazelas do degradado e decadente sistema educacional brasileiro, mais uma vez declina o ângulo da movimentação educare, agora recusando um prêmio esmolante/sedutor do Pensamento Nacional de Bases Empresariais (PNBE).

Porque não aceitei o prêmio do PNBE

Oi,
Nesta segunda,o Pensamento Nacional de Bases Empresariais (PNBE) vai entregar o prêmio “Brasileiros de Valor 2011”. O júri me escolheu, mas, depois de analisar um pouco, decidi recusar o prêmio.
Mandei essa carta aí embaixo para a organização, agradecendo e expondo os motivos pelos quais não iria receber a premiação. Minha luta é outra.
Espero que a carta sirva para debatermos a privatização do ensino e o papel de organizações e campanhas que se dizem “amigas da escola”.

Amanda

Natal, 2 de julho de 2011

Prezado júri do 19º Prêmio PNBE,

Recebi comunicado notificando que este júri decidiu conferir-me o prêmio de 2011 na categoria Educador de Valor, “pela relevante posição a favor da dignidade humana e o amor a educação”. A premiação é importante reconhecimento do movimento reivindicativo dos professores, de seu papel central no processo educativo e na vida de nosso país. A dramática situação na qual se encontra hoje a escola brasileira tem acarretado uma inédita desvalorização do trabalho docente. Os salários aviltantes, as péssimas condições de trabalho, as absurdas exigências por parte das secretarias e do Ministério da Educação fazem com que seja cada vez maior o número de professores talentosos que após um curto e angustiante período de exercício da docência exonera-se em busca de melhores condições de vida e trabalho.

Embora exista desde 1994 esta é a primeira vez que esse prêmio é destinado a uma professora comprometida com o movimento reivindicativo de sua categoria. Evidenciando suas prioridades, esse mesmo prêmio foi antes de mim destinado à Fundação Bradesco, à Fundação Victor Civita (editora Abril), ao Canal Futura (mantido pela Rede Globo) e a empresários da educação. Em categorias diferentes também foram agraciadas com ele corporações como Banco Itaú, Embraer, Natura Cosméticos, McDonald’s, Brasil Telecon e Casas Bahia, bem como a políticos tradicionais como Fernando Henrique Cardoso, Pedro Simon, Gabriel Chalita e Marina Silva.

A minha luta é muito diferente dessas instituições, empresas e personalidades. Minha luta é igual a de milhares de professores da rede pública. É um combate pelo ensino público, gratuito e de qualidade, pela valorização do trabalho docente e para que 10% do Produto Interno Bruto seja destinado imediatamente para a educação. Os pressupostos dessa luta são diametralmente diferentes daqueles que norteiam o PNBE. Entidade empresarial fundada no final da década de 1980, esta manteve sempre seu compromisso com a economia de mercado. Assim como o movimento dos professores sou contrária à mercantilização do ensino e ao modelo empreendedorista defendido pelo PNBE. A educação não é uma mercadoria, mas um direito inalienável de todo ser humano. Ela não é uma atividade que possa ser gerenciada por meio de um modelo empresarial, mas um bem público que deve ser administrado de modo eficiente e sem perder de vista sua finalidade.

Oponho-me à privatização da educação, às parcerias empresa-escola e às chamadas “organizações da sociedade civil de interesse público” (Oscips), utilizadas para desobrigar o Estado de seu dever para com o ensino público. Defendo que 10% do PIB seja destinado exclusivamente para instituições educacionais estatais e gratuitas. Não quero que nenhum centavo seja dirigido para organizações que se autodenominam amigas ou parceiras da escola, mas que encaram estas apenas como uma oportunidade de marketing ou, simplesmente, de negócios e desoneração fiscal.

Por essa razão, não posso aceitar esse Prêmio. Aceitá-lo significaria renunciar a tudo por que tenho lutado desde 2001, quando ingressei em uma Universidade pública, que era gradativamente privatizada, muito embora somente dez anos depois, por força da internet, a minha voz tenha sido ouvida, ecoando a voz de milhões de trabalhadores e estudantes do Brasil inteiro que hoje compartilham comigo suas angústias históricas. Prefiro, então, recusá-lo e ficar com meus ideais, ao lado de meus companheiros e longe dos empresários da educação.

Saudações,
Professora Amanda Gurgel


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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