Arquivo para 6 de outubro de 2011

OBAMA CHAMA STEVE JOBS DE VISIONÁRIO, CONFIRMANDO A DESCORPORIFICAÇÃO DO HOMEM E A DESREALIZAÇÃO DO MUNDO

O ex-diretor executivo da Apple, Steve Jobs, ficou conhecido por ‘revolucionar’ a forma como os usuários da Internet ‘navegam’ ao ‘criar’ o iPod, o iPhone e o iPad. Ele havia deixado em agosto o comando da empresa, a maior do mundo no setor de tecnologia, devido à descoberta de um câncer no pâncreas, e faleceu ontem, aos 56 anos.

Os pêsames dos aficionados pela cybertecnologia confirmam aquilo que o filósofo francês Jean Baudrillard chama de “abolição das distinções reais”, que se dá a partir de uma auto-intoxicação midiática que domina de forma totalitária das existências individuais às geofinanças globalitárias. Telecapitalismo.

É o que se pode depreender, por exemplo, da ‘mensagem’ do presidente norte-americano Barack Obama: “Ele transformou nossas vidas, redefiniu indústrias inteiras e alcançou um dos maiores feitos da história humana: mudou a forma como cada um de nós vê o mundo.”

É a ostentação e a homenagem à fabricação serial de subjetividades, levando, como diz o outro filósofo francês, Paul Virilio, “ao risco incalculável de que o ‘comércio do visível’ realize o que nenhum regime totalitário conseguiu com as ideologias: uma adesão unânime”.

O que mais caracteriza essa sedução aos aparelhinhos de Jobs são uma infantilização dos indivíduos – descorporificação do homem (Virilio) – e o rompimento com o chamado “princípio de realidade” – desrealização do mundo (Baudrillard).

Se não há corpo e não há mundo, o que resta é uma serialização de afetos artificiais. O ouvir, o cheirar, o provar, o tocar, o ver, todos os sentidos capturados, globalizados pela Indústria do Prazer, controlados em ondas, decibéis, fragrâncias, gostos, brilhos, detalhes… Consumismo perfeito.

A fruta que Eva deu a Adão comer foi substituída pela maçã da Aplle, e não há mais como se saber que fruta real era ela nem que gosto tinha, uma vez que “a memória apaga-se ao mesmo tempo que o real” (Baudrillard). Não é à toa que os aparelhinhos de Jobs, assim como os de Bill Gates, são caracterizados pela capacidade de armazenamento e ordenação.

A Memória Mundo (Deleuze) suplantada pela memória em gigabytes. Assim não há mais a possibilidade de experimentar a dor que, como diria Sartre, permitia ao homem ser dono de seu destino e abrir-se a novas experiências em novas formas de percepções e novas formas de relações. Nessa clonagem desse virtual impotente – sem nada de virtus (potência) -, a própria dor tornou-se uma simulação produzida apenas para ser sanada não tanto por remédios quanto por narcóticos capitalísticos, como os aparelhinhos da Aplle ou da Microsoft ou outros tantos ‘aparelhãos’.

Tomamos uma frase de Obama por diletantismo, porque todas as mensagens enviadas a Jobs carregam o mesmo enunciado sincero de “degeneração do espírito”, como diria Nietzsche. Tomemos, então, sem deixar de ser diletantes, as palavras do chinês Jin Yi, de 27 anos, sobre a morte de Jobs: “É uma pena o dia de hoje. Ele criou todos esses aparelhos que alteraram as percepções das pessoas sobre as máquinas. Mas não conseguiu testemunhar o último passo, pelo qual, por meio dos seus equipamentos, as vidas das pessoas poderão ser efetivamente unidas a essas máquinas.”

Assim como Obama acerta ao chamar Jobs de visionário, uma vez que nele nada há de real, o único erro do rapaz, empregado da Aplle, é que o último passo já havia sido dado há muito por outros tantos Jobs & Gates. E não se deve chorar lágrimas holográficas diante do cadáver da realidade humana, que nem putrefação exala mais. Assim como não devemos, como diz Baudrillard, “nos inclinar diante dessa supremacia do virtual, pois seria apenas nova forma de servidão voluntária”.

DILMA RECEBE NA BULGÁRIA A MAIOR CONDECORAÇÃO DO PAÍS

Em sua última estadia na Europa, a presidenta Dilma Vana Rousseff visitou a Bulgária, terra onde nasceu seu pai, Petar Rousseff, com objetivo de tratar de negócios entre os dois países, como também fortalecer seus laços familiares de descendência búlgara.

Depois de conversar sobre os interesses econômicos e culturais que envolvem o Brasil e a Bulgária com o presidente do país, Georgy Parvanov, a presidenta disse que tem esperança de “aproximar os dois países”.

Eu estou feliz e emocionada com esta primeira visita à terra natal de meu pai. Estou aqui com esperança e expectativa de transformar esse amor e respeito que meu pai me mostrou em atos concretos para aproximar esse dois países”, disse Dilma.

Dilma se reuniu com o primeiro-ministro búlgaro, Boyko Borisov, e à tarde participou de um fórum empresarial que contou com as presenças de representante de grandes empresas brasileiras, como Petrobrás, Vale, Eletrobrás, Embraer e Marco Polo.

Nosso comércio vinha crescendo notadamente ao longo da última década e espero que continue neste mesmo momento. A crise internacional ainda em curso nos impede de tirar das cifras de intercâmbio conclusões. Tenho, no entanto, o firme propósito de recuperar o terreno perdido, o dinamismo, e multiplicar as oportunidades”, disse Dilma.

Hoje, Dilma fará um passeio pela antiga capital da Bulgária, Veliko Tarnovo. Depois visitará a cidade onde nasceu seu pai, Gabrovo, onde se encontrará com alguns parentes. Em seguida, no pátio da escola onde seu pai estudou, fará um discurso.

Entretanto, mesmo com todos os fatos proporcionados pela sua visita na Bulgária, um dos importantes momentos, que lembrou seu companheiro Lula, e causou mais bílis invejosa em Fernando Henrique, foi quando ela, em Sofia, a capital da Bulgária, recebeu a maior condecoração da Nação Búlgara: a ordem Stara Planina.

CUBA EXIGE DE OBAMA “JUSTIÇA” CONTRA TERRORISMO DE ESTADO QUE MATOU 73 PESSOAS EM UM AVIÃO COMERCIAL

O governo cubano comemora o 35º aniversário do atentado à bomba que matou 73 pessoas, passageiros de um avião DC-10 C da Cubana de Aviação, minutos depois de decolar de Barbados. Foram 57 cubanos, 11 guianeses, e 5 norte-coreanos.

Os dois principais acusados do ato terrorista foram os anticastristas Orlando Bosch, que morreu em abril desse ano, e o ex-agente da CIA Luiz Posada Carriles, todos acolhidos pelos Estados Unidos, sem jamais serem processados.

Para Cuba, a confirmação de que os Estados Unidos têm relação com o atentado se tornou evidente no momento em que as autoridades cubanas entregaram, em junho de 1998, ao FBI, 64 folhas sobre 31 ações desfechadas contra a ilha em seu território nos anos 90.

Como única resposta, o FBI, em Miami, com estreitos vínculos com a extrema-direita cubano-americana, apoiadora do terrorismo contra a ilha, concentrou todas suas forças em perseguir e processar nossos compatriotas”, disse Raúl Castro.

O dia 6 de outubro foi decretado por Raúl Castro, o “Dia das vítimas do terrorismo de Estado”, depois que o governo dos Estados Unidos incluiu Cuba na lista do Departamento de Estado como patrocinador de terrorismo.

Assim, hoje, dia 6, à luz de velas, jovens cubanos vão realizar na cerimônia do “Dia das vítimas do terrorismo de Estado”, uma vigília com poemas e canções. Durante a vigília, será exigido “o fim da injustiça cometida contra” os cinco cubanos que se encontram presos nos Estados Unidos. Também haverá uma peregrinação ao Cemitério de Cólon, onde se encontram os restos mortais das vítimas. O ato coincidirá com a libertação de René Gonzalez, na sexta-feira, que conclui a pena de 13 anos, mas que não voltará para a ilha enquanto não cumprir o regime de liberdade condicional.

É preciso exigir com toda energia que não se acrescente mais uma injustiça, que não se insista em um castigo adicional ao já consumado, que não se coloque a vida de René em perigo”, publicou o jornal do estado, Granma.

SEM ACORDO SATISFATÓRIO, GREVE DOS TRABALHADORES DOS CORREIOS CONTINUA

O acordo fechado na terça-feira entre a Federação Nacional dos Trabalhadores de Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) com a empresa dos Correios, em audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), foi rejeitado.

A rejeição do acordo ocorreu depois que a maioria dos sindicatos de trabalhadores dos Correios, em assembleias promovidas ontem, dia 5, em todos os estados e no Distrito Federal (DF). Agora, com a rejeição, a greve vai continuar, enquanto na segunda-feira a Seção Especializada em Dissídios Coletivos irá julgá-la.

Para o presidente do Sintect de São Paulo, Elias Cesáreo de Brito Junior, a insatisfação da categoria com o acordo celebrado entre as duas partes foi referente ao desconto de seis dias na folha de pagamento e compensação dos outros 15 dias nos fins de semana e feriados. No acordo, cada sábado trabalhado iria compensar apenas um dia parado, quando atualmente um funcionário dos Correios que trabalha aos sábados tem direitos a dois dias por semana de folga.

Outro desacordo dos trabalhadores com a proposta dos Correios foi referente a não aceitação do aumento linear de R$ 80,00 a partir de 1º de agosto. A empresa estatal só quer pagar a partir de outubro.

Ativistas falam sobre o movimento “Ocupar Wall Street”

Quatro ativistas discutem os objetivos do acampamento no distrito financeiro de Nova York. “Deveria estar razoavelmente claro para qualquer um que olhe o que está se passando no movimento Ocupar Wall Street que o objetivo é acabar com a influência corrupta dos extremamente ricos sobre a política democrática. Wall Street controla a América e nós nos opomos a isso”, diz o jornalista Jesse Alexander Meyerson, de 25 anos.

Jesse Strauss – Al Jazeera

Em 17 de setembro, um grupo relativamente pequeno de pessoas frustradas com a crise financeira nos EUA e com a resposta que o governo do país deu a ela, acampou no Parque Zuccotti, na cidade de Nova York – próximo ao local onde estavam as Torres Gêmeas e próximo a Wall Street.

Uma semana depois, os nova-iorquinos começaram a acampar, 80 manifestantes foram presos e ao menos quatro foram atingidos por sprays de pimenta da polícia, quando marchavam pelo distrito financeiro de Nova York.

Depois de duas semanas, milhares de manifestantes se dirigiram à Ponte do Brooklyn e 700 foram presos, enquanto marchavam diretamente pelo famoso vão que dá nos bairros nova-iorquinos de Manhattan e do Brooklyn.

A ação se tornou conhecida como “Ocupar Wall Street”, um trending topic que se tornou viral no Twitter, no Facebook e, como os organizadores esperavam, nas ruas.
Enquanto esse texto era escrito, pessoas de aproximadamente 70 outras cidades dos EUA estavam tomando ou planejando tomar as áreas próximas aos centros financeiros, e acampando, marchando e tomando decisões coletivas a respeito de como fazer o melhor uso deste momento, usando o “Ocupar Wall Street” como exemplo. Ações de solidariedade estão ocorrendo ou sendo planejadas no Reino Unido, na Alemanha, na Austrália e na Bósnia.

Mas os aspectos principais desse movimento de ocupação de Wall Street permanecem indefinidos. O grupo não produziu nenhum conjunto de demandas e se orgulha de reunir as pessoas com base numa questão, em vez de visando a um objetivo.

A Al Jazeera falou com quatro ativistas que estão participando do movimento crescente de “ocupação” nos EUA, para ter algumas respostas a respeito de suas motivações, processos de tomadas de decisões, esperanças e dados demográficos.

Elliot Tarver (E.T), 21 anos, é um dos que tem participado da Ocupação de Wall Street organizando o processo desde o planejamento do primeiro encontro, no começo de agosto, e tem estado nas manifestações quase diariamente.

Jesse Alexander Meyerson (JAM), 25, é um jornalista de Nova York que está trabalhando no comitê de apoio ao trabalho da Ocupação de Wall Street.

Mohamed Malik (MM), 29 é ex-diretor executivo do Conselho de Relações Islamo-Americanas no sul da Flórida e hoje está desempregado, organizando o movimento Ocupação de Miami, no estado da Flórida, que está para ser lançado em 15 de outubro.

Malcom Sacks (MS), 22, é um ativista nova-iorquino que tem participado da ocupação do Parque Zuccotti.

AlJazeeraVocê poderia explicar, da maneira mais simples possível, o propósito do movimento Ocupar Wall Street? O que vocês estão comunicando e o que significa ter um protesto sem um objetivo definido?

ET: Ocupar Wall Street é um movimento crescente de pessoas que se juntaram por várias razões diferentes – é bastante amplo e não há qualquer estabelecimento explícito de demandas, embora implicitamente, ao se estar em Wall Street tomando a rua com todas as ações que temos feito, estas sejam pessoas que estão com raiva do modo como as corporações e a política e o dinheiro controlam as suas vidas e a sua maneira de viver e respirar e como funciona a sociedade, e que tem algum tipo de visão de um mundo diferente que existe além da ganância, do racismo, do patriarcalismo, do poder corporativo e da opressão política.

MS: Esta é uma expressão da frustração diante do sentimento de que o processo político está sendo comandado por interesses econômicos e em particular pelas corporações gigantes.

MM: Quando as pessoas usam a palavra “ocupar”, o que elas querem dizer é: trazer as pessoas para o papel no qual elas produzam realmente decisões políticas, sobretudo no que concerne à economia e ao nosso bem estar. O modo como as instituições operam no tipo da sociedade em que vivemos não é muito condizente com altos níveis de participação democrática. Eu penso que as pessoas se sentem frequentemente deixadas de lado, desconectadas. Nós temos essas elites em nossa sociedade que na verdade nos fazem questionar se vivemos de fato numa democracia, ou se na verdade vivemos numa plutocracia – um país controlado pelas elites? Neste caso, por uma elite econômica.

JAM: Deveria estar razoavelmente claro para qualquer um que olhe o que está se passando no movimento Ocupar Wall Street que o objetivo é acabar com a influência corrupta dos extremamente ricos sobre a política democrática. Eu realmente não acredito que as pessoas não entendam o que está em jogo aqui. Wall Street controla a América e nós nos opomos a isso.

Só porque não há uma determinada carta de exigências passando de mão em mão, ou alguma lei a ser anulada, isso não deveria nos fazer acreditar que é de algum modo não unificado ou um gesto sem sentido. O sentido está claro.

[Ocupar Wall Street] não é apenas um protesto político, mas também um modelo de sociedade, o que eu penso que é o protesto político verdadeiramente interessante – isto é a própria demanda.

Houve movimentos sociais plenos de sentido antes, sem serem unificados, sem terem uma lista coerente de demandas, e houve movimentos, antes, nos quais as demandas levaram anos para serem desenvolvidas – ao passo que a ocupação [de Wall Street] durou 16 dias até agora.

Em 1949, seria inconcebível que, em 1968, camaradas negros tivessem o direito de votar…Assim como no fim de dezembro de 2010, não havia um só americano expert ou estudioso do Oriente Médio prevendo que, por volta de 25 de janeiro, a Praça Tahir, no Egito estaria fervendo de gente e que, não muitas semanas depois, Hosni Mubarak teria sido deposto.

AlJazeera: O alvo é claro: Wall Street e os americanos mais poderosos e ricos que tomam as decisões que causaram ou levaram adiante a crise econômica. Quem está participando?

MS: Em geral, todos os sequelados da crise econômica, nos EUA, ao menos; é um tipo de resposta à crise econômica que finalmente está atingindo as pessoas. Eu penso que isso é um reflexo dessa crise. As pessoas não brancas nos EUA tem vivido num certo estado de crise, em termos de desemprego e falta de representação política e de falta de apoio do estado frente as suas dificuldades econômicas, nas últimas centenas de anos. Finalmente [esta crise, agora] aparece como crise para a maioria, inclusive a classe média e os trabalhadores brancos, e é por isso que temos visto pessoas brancas à frente das manifestações e ocupando espaço nesses protestos.

ET: Mesmo que a maior parte do espectro demográfico do grupo tenha começado com a classe média branca e com estudantes de graduação, o quadro se tornou muitíssimo mais diverso. Mesmo que isso tenha mudado, as pessoas que se sentem apoderadas e que tem condicionado toda a sua vida para se sentirem confiantes, confortáveis, líderes de um grupo e para falarem para centenas de pessoas são mais aquelas pessoas oriundas de posições privilegiadas – homens brancos em particular – e eu penso que isso é algo que precisa ser fortemente enfrentado.

AlJazeera: Como o grupo decide levar adiante alguma ação específica? Qual é o processo de tomada de decisão do grupo?

ET: O processo é a realização de assembleias gerais duas vezes por dia. Qualquer pessoa pode fazer uma proposta, uma declaração, ou ter um ponto a defender, e as coisas são decididas por consenso.. em vez de simplesmente ser eleito um grupo de líderes que irão decidir as coisas juntos, em seu pequena bolha fechada.

Uma grande tarefa é traduzir a nós mesmos e nos tornarmos mais acessíveis às pessoas que não entendem de fato o que significa tomar decisões horizontalmente – o que significa que não há um líder único que tenha controle e diga a todos o que fazer.

MS: Eu discordo. Estou hesitante em dizer que não há hierarquia, que não há liderança, porque eu realmente penso que há um núcleo de pessoas – jornalistas – que estão fazendo muito da organização e dando uma forma à imagem pública da coisa. Eu e outros camaradas temos encontrado resistência nas lideranças para incorporarem outras ideias ao trabalho e para pensarem criticamente a respeito do que está acontecendo.

Tentamos falar com um dos camaradas da mídia a respeito do problema de não haver gente não branca no movimento e o do problema dessas pessoas não se sentirem confortáveis em participar, e houve resistência da parte deles em reconhecer isto. Eles afastam as críticas dizendo: “Se alguém quiser se envolver pode se envolver. Se quiserem ser representados, eles simplesmente vem e podem fazê-lo, também”. Eu penso que isso é denegar a dinâmica real do poder que está em jogo agora. Eu não estou certo de se este é um modo de a liderança afastar a responsabilidade ou se eles realmente não pensam que estão exercendo poder no movimento.

AlJazeera: Vários sindicatos e organizações não lucrativas estão planejando uma marcha, no dia 5 de outubro, em apoio ao movimento Ocupar Wall Street. Só o sindicato dos trabalhadores no transporte público de Nova York representa 38 000 trabalhadores. O que isso significa e por que é importante?

ET: Eu acho que será realmente grande a marcha, em termos de mobilização das pessoas – pessoas provavelmente mais afetadas por um grande número de medidas de austeridade a que estão respondendo. Eu acho que isso tem um potencial de mudar o espectro demográfico do protesto – ao trazer trabalhadores e mais pessoas não brancas.

JAM: Eu acho que os sindicatos de trabalhadores e outros grupos viabilizam e fornecem a engrenagem para as necessidades daqueles que não têm voz, para os empobrecidos, etc., reconhecerem que esse movimento Ocupar Wall Street que está chamando a atenção de todo o país e todo o mundo tem pessoas realmente comprometidas, que não têm se sentido mobilizadas a dar outras respostas à crise.

De um modo mais cínico e insensível, pode-se suspeitar de que o que as grandes instituições querem é se aproximar, cooptar o movimento, impor a sua agenda a quem está na luta. Mas no meu modo de ver mais generoso, o que eu diria é que os sindicatos ajudariam esse movimento a crescer e expandir e a conseguir criar um movimento social ampliado, porque eles reconhecem que estamos em busca da mesma coisa: a classe oprimida e o desmantelo do poder dos ricos sobre a política.
AlJazeera:Olhando para a frente, o que podemos esperar do Ocupar Wall Street?
MS: Alguém ontem foi citado, dizendo: “ficaremos aqui enquanto pudermos”. Mas isso significa que, assim que eles disserem “vocês não podem ficar”, todo mundo vai embora? Você não pode de fato dizer qual a direção que essa coisa está tentando tomar, ela está simplesmente buscando existir. Eu sou cético a respeito de onde isso pode dar, mas apoio o movimento, porque penso que está claro que a sua existência, mesmo que não vá a lugar algum, é de muita importância.

ET: Agora está crescendo diariamente e o seu fim não parece próximo.

Tradução: Katarina Peixoto

Carta Maior


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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