Arquivo para 12 de outubro de 2011

ESTUDANTES NAS RUAS CONTRA A ‘MAQUIAÇÃO’ DOS ÔNIBUS E O AUMENTO DA TARIFA

Como dissemos neste bloguinho intempestivo no dia do anúncio da entrega dos ônibus maquiados – quando foi anunciado pelo prefeito cassado de Manaus, Amazonino Mendes, o aumento da passagem de R$ 2,25 para R$ 2,75, e de R$ 3,00 para R$ 5,50 nos chamados ‘alternativos’ -, que esta semana prometia, caso o povo manauara e os movimentos sociais resolvessem realizar um ato capaz de impedir o abusivo e irresponsável aumento da tarifa de transporte público.

Ontem, tarde de terça-feira, estudantes da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e secundaristas realizaram uma passeata contra o aumento da tarifa de ônibus e a entrega de ônibus maquiados, como novos, para atuarem como transporte coletivo em Manaus. Os estudantes subiram a Av. Rodrigo Otávio e e deram a volta à Bola do Coroado. Ao mesmo tempo, outra manifestação ocorria no Centro da cidade, na Praça da Matriz.

Este bloguinho esteve presente na manifestação – que nem as fortes chuvas que tem caotizado uma cidade sem qualquer planejamento urbano conseguiu impedir – e entrou em contato com vários estudantes e outras pessoas que participaram da passeata, que parece ser a primeira de várias que devem ocorrer caso o estúpido aumento seja mantido.

Eu acho que é um abuso aquilo que a Prefeitura de Manaus está fazendo com a população porque é uma tarifa abusiva R$ 2,75. Eu acho que está mais do que na hora de a população manauara se revoltar e vim para as ruas reivindicar seus direitos porque se passar mais um tempo a gente vai continuar sendo atropelado por aqueles que tem sempre o olho voltado pro capital, para o neoliberalismo, que tem o olho voltado sempre para os interesses dos empresários e nunca o da população verdadeiramente. Então a minha indignação é essa. Eu acho que as pessoas tem que vir mais pras ruas e movimentar por que assim juntos nós somos mais fortes.” Fabiane, estudante de Serviço Social/Ufam

O que eu vejo é que desde de 2008 a gente não faz análises da conjuntura políticas, nada e sempre serve para fazer verdadeiros espetáculos assessorados pelas políticas, na maioria das vezes. E nosso próprio governo, que é para o qual nós devemos lutar contra, adora esse espetáculo. Depois começam a proteger esses grupinhos, aí tem o famoso apelo popular e depois acaba em nada. E a população mais uma vez fica desacreditada. Isso porque o movimento estudantil está representado por aquele grupo, a Une. Hoje o movimento estudantil passa por um grave problema: se você quer discutir dentro dele um projeto de educação, não consegue; se você reinvidicar R$0,50 centavos na passagem, todo mundo se junta; nós tentamos fazer algo com o movimento anti-manicomial, o movimento se mostra extremamente insensível às causa sociais. Pelo menos é assim que está em Manaus.” Pablo Ícaro – estudante de Ciências Sociais/Ufam

Eu acho uma palhaçada o que o prefeito Amazonino Mendes está fazendo conosco. Não só com a gente estudante mas com toda a população. Nós pagamos impostos, portanto isso não é para ocorrer. A gente não pode dá vida fácil pra empresário. A gente tem que correr atrás do que é nosso por direito. Então é isso que a gente tá falando hoje e não ficar calado diante dessa sem vergonhice que está acontecendo. O prefeito de Manaus tem que botar a mão na consciência e saber que o estudante tem direito em Manaus, aqui ele não é o chefe! Ele tem que pedir opinião primeiro pra só depois ele fazer algo.” Taísa – estudante Solon de Lucena

Isso daqui é só o começo da balbúrdia. Esse Estado e essa cidade aqui estão roubando a gente, eles estão espoliando o nosso direito de viver. Nosso direito à cultura. Nosso direito a arte. Nosso direito de ir e buscar, de sair e de voltar. Esse cara aí, esse Amazonino, ele está contra o povo. Ele está contra a sociedade. Ele está aumentando essa tarifa pra estragar mais a liberdade do povo. O povo já é limitado. O povo já não tem saúde boa, educação boa e o transporte é uma porcaria. Ele tá achando que esse “transporte” novo vai resolver os problemas, ele está muito enganado! Isso é uma mentira! Isso é um absurdo esse transporte que a gente tem aqui. Os ônibus podem aparecer novos, mas o terminal aí lotado, a criminalidade lá dentro, a falta de energia, um monte de problema lá dentro. Isso é o começo da enganação do povo. Maldito prefeito!” Thiago, estudante História/Ufam

Eu tô aqui pra ajudar os estudantes nessa manifestação. Eu acho isso um absurdo porque eles colocam ônibus mal cuidados onde as pessoas são humilhadas. É uma vergonha o transporte em Manaus.” Francisca Queiroz – vendedora de doce/atua no Campus da Ufam

Nós estamos aqui por indignação. Pergunta pro Amazonino se ele acha justo o filho dele pagar R$2,75 por um ônibus todo velho e quebrado. Você passa quase uma hora esperando um ônibus sem contar que a gente perde tempo nas nossas coisas. Então, Sr. Amazonino Mendes o senhor é responsável por essa porcaria de transporte!” Taís – estudante de Letras/Ufam

Eu acho que todo processo é legítimo, porém esse grupo aqui de estudantes são de pessoas que não estão ligados a nenhum partido, são cidadãos preocupado com o aumento da passagem e preocupados com o que está acontecendo na cidade. Eu esclareço isso porque é um momento onde o movimento estudantil está fragilizado e certas figuras querem ganhar posição nisso e aí quem não está sabendo da história vira massa de manobra. Então essa divisão clara aqui é porque aqui, onde estamos, é outro tipo de gente. Claro que a causa é de todo mundo, mas essa galera aqui não quer virar massa de manobra.” Inara Nascimento – estudante do mestrado de Antropologia/Ufam

Nós temos aqui estudantes do nível superior e secundaristas e temos aqui aqueles que tem envolvimento com os partidos políticos e que defendem uma ideologia partidária. Nós estamos fazendo essa manifestação porque achamos que temos o direito de manifestar a nossa indignação contra o aumento absurdo da passagem sendo que a promessa não foi cumprida e que os ônibus não foram entregues em sua totalidade. Nós temos ônibus novos pregando aí pelas ruas. Às seis horas da manhã tem ônibus novos pregando na rua com problemas mecânicos. Nós não achamos justo porque os salários não aumentaram na proporção que o preço da passagem está aumentando, que a cesta básica está aumentando. Nós temos a saúde, que nós pagamos nossos impostos, mas não temos algo de qualidade. A mesma coisa no sistema educacional e no transporte coletivo. É inconcebível pagarmos essa tarifa absurda, mais cara do que outras cidades. Em outros lugares a passagem não é tão cara quanto em Manaus e a qualidade também é um pouco melhor que a da nossa cidade. Essa é uma das nossas indignações.” Abel Bezerra dos Santos – presidente do Centro Acadêmico de Pedagogia/Ufam

Na caminhada, esteve presente o vereador Waldemir José (PT), que tem travado, via órgãos judiciais, uma vez que a Câmara Municipal de Manaus é subserviente em sua totalidade, uma luta solitária contra a sanha dos empresários e a conivência do prefeito cassado.

O pessoal da Une esteve em contato conosco lá na Câmara e eles me informaram que haveria essa passeata. Sobre a manifestação em si eu acredito que já está tarde, o pessoal demorou muito a fazer isso, mas eu acho que ainda tem tempo. Hoje o Ministério Público está entrando na Justiça para tentar derrubar a ação, já tem pelo menos umas três ações hoje na Justiça com a possibilidade de derrubar esse aumento. Mas eu acredito o seguinte, é possível reverter desde que realmente a população consiga se mobilizar e mostrar a sua indignação em relação a esse fato que é o aumento da tarifa sem uma participação efetiva da população.” Waldemir José, vereador

DESRESPEITO À LIMINAR OU LENTIDÃO DA JUSTIÇA

Waldemir já havia entrado com uma ação no Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE), no dia 12 de setembro, contra qualquer aumento da passagem, devido à denúncia de maquiação de ônibus velhos que, pintados, são entregues como novos para rodar na cidade.

Ontem à noite, no momento em que terminava essa passeata, o juiz plantonista Rosselberto Himenes, da 7º Vara Cível do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), concedia, devido ação civil proposta pelo MPE a partir do vereador, a liminar para suspensão do reajuste da tarifa de ônibus.

No entanto, hoje os ônibus de linha estão cobrando a tarifa com aumento, ou seja, R$ 2,75, enquanto os alternativos estão sem critério definido, uns cobrando ainda a tarifa de R$ 3, outros cobrando R$ 5,50.

Segundo a Secretaria Municipal de Trasnportes Urbanos (SMTU), o cumprimento da liminar não está sendo cobrada pelo órgão devido ao não recebimento da mesma. Os usuários questionam se o caso ocorre devido à lentidão proposital da Justiça ou desse órgão municipal, que deveria defender e fazer cumprir os direitos da população. Provavelmente, as duas coisas estejam a ocorrer.

Depois da caminhada, o grupo se reuniu na frente do Campus e decidiu voltar a se reunir amanhã 13 de outubro, às 9h, na Praça do Congresso, em frente ao Instituto de Educação do Amazonas, Centro de Manaus, para uma grande passeata envolvendo todas as entidades estudantis e todas as pessoas que quiserem protestar e resistir ao aumento da tarifa.

Ao que tudo indica, poderão ocorrer novamente aquelas grandes passeatas estudantis contra o aumento arbitrário e abusivo da passagem de ônibus em Manaus, como aqueles que você acompanhou há dois anos aqui neste bloguinho. É a movimentação estudantil puxando o protesto contra a tirania e ausência do Estado de direito nessa cidade, nesse estado… Vamos nessa, moçada!


TST DETERMINA O FIM DA GREVE DOS TRABALHADORES DOS CORREIOS E OBRIGA VOLTA NA QUINTA-FEIRA

Ao julgar o dissídio coletivo dos trabalhadores dos Correios, em greve há 28 dias, os ministros da Seção Especializada em Dissídio Coletivo (SDC) do Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu que os trabalhadores voltem às atividades na quinta-feira, dia 13, somente porque hoje é feriado. Em sua decisão, O TST determinou que os Correios descontem no salário dos grevistas o equivalente a sete dias de greve e mais 21 dias de paralisação que devem ser compensados com trabalhos extra nos fins de semana. Caso a decisão não seja cumprida, a entidade defensora dos trabalhadores pagará uma multa diária de R$ 50.

Enquanto o ministro Maurício Godinho Delgado, relator do processo, considerou a greve não abusiva, sugerindo que os dias parados fossem compensados com trabalhos extra, e sem corte dos dias em folha, o ministro presidente do TST, João Orestes Dalazen, afirmou que a entidade deve descontar os dias parados, porque, segundo ele, a legislação determina que a empresa não tem obrigação de pagar pelos dias que não foram prestados. O ato dos trabalhadores é uma quebra de contrato entre eles e a empresa, decidiu o ministro, para quem faltou bom senso nos trabalhadores na condução da greve.

A solução negociada deveria ser alcançada em diversos momentos e não se alcançou por falta de sensibilidade e porque há pessoas infiltradas no movimento paredista que talvez estejam mais interessados em que haja uma radicalização de posições. A greve em determinados momentos tevês contorno inequivocadamente políticos”, afirmou o ministro.

Em sua observação sociológica, o ministro comete um grande equívoco ao afirmar que a greve teve “contornos políticos”, porque toda greve, apesar da desativação de sua força política, ela continua sendo uma manifestação política. E isso os trabalhadores mostraram bem.

LEI SANCIONADA POR DILMA ESTABELECE AVISO PRÉVIO EM 90 DIAS

Na quinta-feira, dia 13, o Diário Oficial da União (DOU) publicará a nova mudança na lei do aviso prévio que, a partir dessa data, começará a vigorar. Na mudança, a nova lei determinará que serão mantidos os 30 dias de aviso prévio, mas uma nova nota será acrescida. Em cada ano de trabalho serão acrescentados três dias. O que significa que em 20 anos de trabalho o trabalhador terá 90 dias de aviso prévio. Ou seja, quando o trabalhador completar 20 anos de função ele terá 90 dias de aviso prévio.

A nova lei foi sancionada pela presidenta Dilma Vana Rousseff, sem vetos. A lei foi aprovada pela Câmara dos Deputados.

INDÍGENAS FAZEM PROTESTOS NO CHILE CONTRA GENOCÍDIO DE ÍNDIOS NAS AMÉRICAS

Há quase cinco meses convivendo com manifestações estudantis que lutam por um ensino de qualidade e educação pública, assim como manifestações de trabalhadores e funcionários públicos, um verdadeiro clima de tensão, agora o governo do presidente Piñera está enfrentado outro protesto. Dessa vez trata-se de manifestações indígenas que buscam chamar a atenção para o genocídio indígena nas Américas. Ontem, dia 11, mais de 10 mil indígenas da etnia Mapuche invadiram as ruas de Santiago, chamando atenção para esse perverso fato histórico. Chamada para deter o movimento, a polícia prendeu 18 manifestantes.

Segundo a líder do movimento indígena, Isolina Paillal, o protesto serve para marcar a data da chagada de Cristovão Colombo nas Américas, no século XV. De acordo com Isolina, a data é para ser lembrada como o “início do genocídio dos povos indígenas das Américas”.

DILMA ANISTIA BOMBEIROS

O projeto de lei criado pelos deputados federais para beneficiar com anistia os bombeiros envolvido no movimento de 4 de junho, quando 439 bombeiros grevistas invadiram e ocuparam o quartel central da corporação para logo em seguida serem presos até o dia 10 de junho, sendo libertados por força de um habeas corpus conseguido por um grupo de deputados federais, foi sancionado pela presidenta Dilma Vana Rousseff.

O projeto de lei do senador Lindbergh Farias (PT/RJ), e que foi aprovado pela Câmara dos Deputados no dia 20 de setembro, concede anistia de infrações previstas no Código Penal Militar e no Código Penal. Assim, a lei sancionada pela presidenta Dilma vai beneficiar bombeiros de 13 estados e do Distrito Federal (DF).

Zizek: o casamento entre democracia e capitalismo acabou

O filósofo e escritor esloveno Slavoj Zizek visitou a acampamento do movimento Ocupar Wall Street, no parque Zuccotti, em Nova York e falou aos manifestantes. “Estamos testemunhando como o sistema está se autodestruindo. “Quando criticarem o capitalismo, não se deixem chantagear pelos que vos acusam de ser contra a democracia. O casamento entre a democracia e o capitalismo acabou”. Leia a íntegra do pronunciamento de Zizek.

Slavoj Zizek

Durante o crash financeiro de 2008, foi destruída mais propriedade privada, ganha com dificuldades, do que se todos nós aqui estivéssemos a destruí-la dia e noite durante semanas. Dizem que somos sonhadores, mas os verdadeiros sonhadores são aqueles que pensam que as coisas podem continuar indefinidamente da mesma forma.

Não somos sonhadores. Somos o despertar de um sonho que está se transformando num pesadelo. Não estamos destruindo coisa alguma. Estamos apenas testemunhando como o sistema está se autodestruindo.

Todos conhecemos a cena clássica do desenho animado: o coiote chega à beira do precipício, e continua a andar, ignorando o fato de que não há nada por baixo dele. Somente quando olha para baixo e toma consciência de que não há nada, cai. É isto que estamos fazendo aqui.

Estamos a dizer aos rapazes de Wall Street: “hey, olhem para baixo!”

Em abril de 2011, o governo chinês proibiu, na TV, nos filmes e em romances, todas as histórias que falassem em realidade alternativa ou viagens no tempo. É um bom sinal para a China. Significa que as pessoas ainda sonham com alternativas, e por isso é preciso proibir este sonho. Aqui, não pensamos em proibições. Porque o sistema dominante tem oprimido até a nossa capacidade de sonhar.

Vejam os filmes a que assistimos o tempo todo. É fácil imaginar o fim do mundo, um asteróide destruir toda a vida e assim por diante. Mas não se pode imaginar o fim do capitalismo. O que estamos, então, a fazer aqui?

Deixem-me contar uma piada maravilhosa dos velhos tempos comunistas. Um fulano da Alemanha Oriental foi mandado para trabalhar na Sibéria. Ele sabia que o seu correio seria lido pelos censores, por isso disse aos amigos: “Vamos estabelecer um código. Se receberem uma carta minha escrita em tinta azul, será verdade o que estiver escrito; se estiver escrita em tinta vermelha, será falso”. Passado um mês, os amigos recebem uma primeira carta toda escrita em tinta azul. Dizia: “Tudo é maravilhoso aqui, as lojas estão cheias de boa comida, os cinemas exibem bons filmes do ocidente, os apartamentos são grandes e luxuosos, a única coisa que não se consegue comprar é tinta vermelha.”

É assim que vivemos – temos todas as liberdades que queremos, mas falta-nos a tinta vermelha, a linguagem para articular a nossa ausência de liberdade. A forma como nos ensinam a falar sobre a guerra, a liberdade, o terrorismo e assim por diante, falsifica a liberdade. E é isso que estamos a fazer aqui: dando tinta vermelha a todos nós.

Existe um perigo. Não nos apaixonemos por nós mesmos. É bom estar aqui, mas lembrem-se, os carnavais são baratos. O que importa é o dia seguinte, quando voltamos à vida normal. Haverá então novas oportunidades? Não quero que se lembrem destes dias assim: “Meu deus, como éramos jovens e foi lindo”.

Lembrem-se que a nossa mensagem principal é: temos de pensar em alternativas. A regra quebrou-se. Não vivemos no melhor mundo possível, mas há um longo caminho pela frente – estamos confrontados com questões realmente difíceis. Sabemos o que não queremos. Mas o que queremos? Que organização social pode substituir o capitalismo? Que tipo de novos líderes queremos?

Lembrem-se, o problema não é a corrupção ou a ganância, o problema é o sistema. Tenham cuidado, não só com os inimigos, mas também com os falsos amigos que já estão trabalhando para diluir este processo, do mesmo modo que quando se toma café sem cafeína, cerveja sem álcool, sorvete sem gordura.

Vão tentar transformar isso num protesto moral sem coração, um processo descafeinado. Mas o motivo de estarmos aqui é que já estamos fartos de um mundo onde se reciclam latas de coca-cola ou se toma um cappuccino italiano no Starbucks, para depois dar 1% às crianças que passam fome e fazer-nos sentir bem com isso. Depois de fazer outsourcing ao trabalho e à tortura, depois de as agências matrimoniais fazerem outsourcing da nossa vida amorosa, permitimos que até o nosso envolvimento político seja alvo de outsourcing. Queremos ele de volta.

Não somos comunistas, se o comunismo significa o sistema que entrou em colapso em 1990. Lembrem-se que hoje os comunistas são os capitalistas mais eficientes e implacáveis. Na China de hoje, temos um capitalismo que é ainda mais dinâmico do que o vosso capitalismo americano. Mas ele não precisa de democracia. O que significa que, quando criticarem o capitalismo, não se deixem chantagear pelos que vos acusam de ser contra a democracia. O casamento entre a democracia e o capitalismo acabou.

A mudança é possível. O que é que consideramos possível hoje? Basta seguir os meios de comunicação. Por um lado, na tecnologia e na sexualidade tudo parece ser possível. É possível viajar para a lua, tornar-se imortal através da biogenética. Pode-se ter sexo com animais ou qualquer outra coisa. Mas olhem para os terrenos da sociedade e da economia. Nestes, quase tudo é considerado impossível. Querem aumentar um pouco os impostos aos ricos?Eles dizem que é impossível. Perdemos competitividade. Querem mais dinheiro para a saúde? Eles dizem que é impossível, isso significaria um Estado totalitário. Algo tem de estar errado num mundo onde vos prometem ser imortais, mas em que não se pode gastar um pouco mais com cuidados de saúde.
Talvez devêssemos definir as nossas prioridades nesta questão. Não queremos um padrão de vida mais alto – queremos um melhor padrão de vida. O único sentido em que somos comunistas é que nos preocupamos com os bens comuns. Os bens comuns da natureza, os bens comuns do que é privatizado pela propriedade intelectual, os bens comuns da biogenética. Por isto e só por isto devemos lutar.

O comunismo falhou totalmente, mas o problema dos bens comuns permanece. Eles dizem-nos que não somos americanos, mas temos de lembrar uma coisa aos fundamentalistas conservadores, que afirmam que eles é que são realmente americanos. O que é o cristianismo? É o Espírito Santo. O que é o Espírito Santo? É uma comunidade igualitária de crentes que estão ligados pelo amor um pelo outro, e que só têm a sua própria liberdade e responsabilidade para este amor. Neste sentido, o Espírito Santo está aqui, agora, e lá em Wall Street estão os pagãos que adoram ídolos blasfemos.

Por isso, do que precisamos é de paciência. A única coisa que eu temo é que algum dia vamos todos voltar para casa, e vamos voltar a encontrar-nos uma vez por ano, para beber cerveja e recordar nostalgicamente como foi bom o tempo que passámos aqui. Prometam que não vai ser assim. Sabem que muitas vezes as pessoas desejam uma coisa, mas realmente não a querem. Não tenham medo de realmente querer o que desejam. Muito obrigado

Tradução de Luis Leiria para o Esquerda.net, via Carta Maior


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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