Arquivo para 16 de outubro de 2011

EM OUTUBRO, MÊS DA REVOLUÇÃO COMUNISTA, O PREFEITO AMAZONINO, QUE FANTASIAVA SER COMUNISTA, OPRIME O POVO

As manifestações populares acontecem quando o povo percebe que seus governantes e a classe que o sustenta ficam cada vez mais ricos, em detrimento do povo, que fica cada vez mais pobre.

Estas manifestações vem ocorrendo desde o início do ano: África, Oriente Médio, Europa e América nos últimos dias.

O povo, cansado de ver que a política econômica neoliberal fracassou, resolveu reagir e está derrubando governos e colocando em xeque o sistema tão bem estudado por Karl Marx, Frederich Engels e centenas de outros filósofos, economistas e gente do povo.

Por nossas bandas, puxados pelos estudantes e outras categorias de trabalhadores, trava-se uma luta contra o reajuste da passagem do transporte coletivo na cidade de Manaus. A cidade das festas não-festas.

Não é de hoje que este assunto é sempre pauta neste bloguinho intempestivo. O sistema na não-cidade de Manaus é caótico, péssimo.

Prefeitos como Cel. Jorge Teixeira, João Furtado, Manuel Ribeiro, Artur Neto, Amazonino, Eduardo Braga, Alfredo Nascimento, Carijó, Serafim e agora o Cassado nunca resolveram esse serviço essencial para o povo.

Não tem como resolver porque o município não tem interesse. O sistema é controlado pelo SINETRAN. Tanto se prova isso que o próprio presidente do SMTU, Marcos Cavalcante, que já foi cassado como vereador, por apropriar-se de dinheiro da antiga EMTU, vem a público e diz que a Superintendência não possui dados confiáveis sobre o sistema.

Se a Superintendência não possui dados confiáveis, então não é confiável a cobrança da passagem da forma como foi calculada a atual planilha.

Um funcionário como esse, e pela declaração dada, no mínimo deveria ser demitido sumariamente do cargo. Não sai, porque como sempre, deve muito ao seu cassado prefeito, pois denúncias contra o mesmo continuam nos tribunais.

A não-cidade de Manaus, pelas propagandas eleitorais, era para ser a melhor cidade do mundo. Não era nesta data, para estar preocupada com a copa do mundo de 2014. Não era para estar preocupada com o BRT, os moradores, comerciantes, que terão seus imóveis indenizados, não era para estarem preocupados, porque a cidade teria metrô de superfície, expresso, número exato de estudantes com suas carteiras, passagem temporal, e ninguém precisaria ficar na parada de ônibus esperando mais de uma hora.

Mas a não cidade não muda. Muda a ganância dos empresários em querer ganhar mais e explorar essa mina que é o transporte coletivo, e não esqueçam que o Estado os isenta do ICMS do diesel.

É importante destacar que quando o prefeito cassado reajustou a primeira vez a passagem os estudantes e trabalhadores foram para a rua e brecaram o reajuste.

O prefeito cassado decidiu então que a passagem seria reajustada quando as empresas apresentassem 900 ônibus novos. Esses 900 ônibus novos só serão completados em 2012. Como então reajustar a tarifa se todos os ônibus novos ainda não chegaram?

Outro problema levantado é que os ônibus não são novos. São ônibus maquiados, reencarroçados. E, se a Marcopolo, Comil, Volkswagen, DETRAN e SEFAZ-AM, SUFRAMA e SMTU não se manifestarem sobre o assunto, quem sai prejudicado são essas empresas que estão vendendo produtos não confiáveis e os órgãos do Estado cometendo falsidade ideológica, pois estão atestando como novos ônibus velhos.

Segundo os empresários, são R$ 300 milhões de investimentos. Quem vai pagar a conta? Nós. Só no primeiro dia da cobrança, um feriado, receberam mais de 300 mil. Isso chama-se roubo.

Portanto, mesmo que sejamos repetitivos com o tema, não podemos deixar de dar nossa contribuição, pois trata-se de um fato de utilidade pública que afeta a vida de milhares de pessoas que desembolsarão R$ 2,75, R$ 5,50, R$ 1,40, e não terão mais a domingueira de R$ 1,10 para fazer aquela visita aos familiares e amigos.

Outubro de 1917, Outubro de 2011, Outubro de 2012. Não esqueçam…

SÓ PARA LOUCOS (MUITOS POUCOS) (ou Só para poucos e muito LOUCOS)

O tema mítico de Dionisos

Nos profundos e intrincados labirintos da psique vivem ainda os deuses pagãos. Dois mil anos de cristianismo representam apenas a superfície. Pesquisas arqueológicas e pesquisas psicológicas são trabalhos paralelos feitos em áreas diferentes. Dionisos manifesta-se em nítidas imagens sob múltiplos aspectos de sua natureza dual, jovem e velho, bissexuado, animalesco, orgiástico, frenético, o inventor do vinho, dom deste deus aos homens para ajudá-los a provar, embora fugazmente, a euforia da embriaguez e até mesmo o êxtase religioso.

Em meados dos anos 60, “O lobo da Estepe” (1927), de Hermann Hesse (1877-1962), começou a ser lido como uma espécie de “O Pequeno Príncipe” por toda uma geração influenciada primeiro pela psicanálise e em seguida pelos ecos do movimento hippie.

Hesse virou moda. Seus livros foram devorados com um espírito de culto. Se você passou a infância naqueles anos psicodélicos, deve ter tropeçado pelo menos uma vez em algum dos romances do autor (Prêmio Nobel Literatura de 1946), esquecidos na borda de uma piscina ou ao lado de uma cadeira de praia e discutidos pelos adultos como alegorias da procura espiritual do EU pelo viés do inconsciente psicanalítico (“Demian”) ou do misticismo orientalista (“Sidharta”).

É muito provável que a “literatura de mensagem” de Hesse, que tanto marcou os leitores nos anos 60/70, também esteja ironicamente na origem dos livros de Paulo Coelho, em seu aspecto massificado de “pérolas de sabedoria”.

Ironicamente, porque, ao contrário do que pode parecer, “O Lobo da Estepe” não é um romance fácil. Ainda mais num mercado que é avesso dos valores que o livro propõe, um mundo em que a idéia de auto-conhecimento foi invertida e transformada em impostura e lugar-comum, vulgarizada como estratégia de marketing e vendas.

O que chamamos cultura, o que chamamos espírito, alma, o que temos por belo, formoso e santo (sagrado/espiritual), seria simplesmente um fantasma, já morto há muito, e considerado vivo e verdadeiro só por meia dúzia de loucos como nós?”, pergunta o protagonista.

Com a distância de tempo, a atual reedição (26) de “O Lobo da Estepe” prova que, a despeito de seu lado “filosófico”, que o tornava aparentemente mais acessível nos anos 60, o romance de Hesse é, do ponto de vista literário, extremamente complexo, imaginativo e inovador para a época em que foi escrito. Um texto que oscila entre o simbolismo e o surrealismo, criando um mundo onírico que lembra os pesadelos das novelas de Schnitzler e dos contos de Hoffmann.

A misantropia, o solipsismo e a inadequação de seu protagonista ao mundo, descontadas as eventuais referências á ânsia de um “encontro com Deus”, também estão de alguma forma na origem dos personagens de Thomas Bernhard: “O Lobo da Estepe, o sem pátria e solitário odiador do mundo burgês (…) Não se devem considerar suicidas apenas aqueles que se matam (…) Essa classe de homens se caracteriza na trajetória de seu destino porque para eles o suicídio é a forma de morte mais verossímil (…) Não estou satisfeito em ser feliz. (…) A infelicidade de que necessito (…) me permitiria sofrer com ânsia e morrer com prazer (…)Anseio por uma dor que me prepare e me faça desejar a morte”, diz o narrador do romance de Hesse.

Bernhard chegou a declarar numa entrevista a TV austríaca: “Quando descrevo este gênero de situações centrífugas encaminhadas na direção do suicídio, trata-se certamente da descrição de estados em que eu próprio me encontro e em que, por outro lado, talvez me sinta bem enquanto escrevo, justamente porque não me suicidei, porque escapei disso”.

Assim também, ao final de “O Lobo da Estepe”, o protagonista entra num teatro mágico, que lhe abre, como uma droga, as portas da percepção (leiam “As Chaves das Portas da Percepção”, Aldous Huxley) para o interior do seu inconsciente e se depara com um letreiro que lembra bastante a literatura de Bernhard: “Delicioso suicídio! Você se arrebenta de rir!”

Todo o problema do personagem do livro de Hesse é um permanente mal-estar cuja fonte é a inadequação do seu espírito à sociedade, à massa, à média e à vulgarização burguesa da vida e dos valores. É por isso que ele se define como “lobo da estepe”.

Aos 48 anos, aluga um quarto mobiliado na casa de uma senhora onde passa a viver isolado do mundo. É um intelectual misantropo. Suas andanças são ao mesmo tempo um mergulho simbólico dentro de si mesmo e uma redescoberta sensorial dos prazeres físicos.

Quando sai para a rua, as coisas se sucedem como se ele estivesse sonhando ou alucinando e como se tudo dissesse respeito a si mesmo. Um mundo bem mais imaginário e simbólico do que real (o que é [o real]?).

À certa altura, recebe de um propagandista ambulante um panfleto que é a espantosa análise de sua própria personalidade. Encontra uma mulher que é, ao mesmo tempo, a lembrança de um amigo de infância e seu duplo (anima-Jung). É levado a um teatro mágico, “só para loucos”, cujo efeito é semelhante ao de uma droga de autoconhecimento. (plantas de poder – psicologia transpessoal – “Emergência Espiritual” Stan e Cristina Groff).

A duplicação de si se estende por todo o romance e culmina no jogo de espelho desse teatro mágico, em que o protagonista descobre que o eu é múltiplo. O autor se duplica em narrador e este, em elementos de sua própria narrativa. “Assim como a LOUCURA, em seu mais alto sentido, é o princípio de toda sabedoria, assim a esquizofrenia é o princípio de toda arte, de toda fantasia”. Ao que só lhe resta, como em Thomas Bernhard, “VIVER E APRENDER A RIR”.

Aviso aos navegantes/delirantes/leitores deste SKiZOeM@IL: Ler 22 (número do LOUCO no Tarô de Marselha-Leiam “Jung e o Tarô” A. Jaffete) vezes e depois responder este email escrevendo 22 (já sabem porque) linhas (mínimo) sobre os sentimentos que afloraram do seu inconsciente pessoal/coletivo (se é que vcs conseguiram se conectar a (22 MB/ps)).

Um abraço de camisa de força e um cheiro/pirado no cangote (das mulheres).

*Jorge M. Gouvêa – LOUCODIDATA EM FORMAÇÁO FAZENDO PÓS-PÓS-PÓS-PÓS-PÓS-DOUTORADO EM ARTECULTURALOUCURA

Milhares protestam na Europa contra ditadura do mercado

Dezenas de milhares de manifestantes saíram às ruas em importantes capitais europeias na jornada “unidos por uma mudança global”. Maiores atos ocorreram em Bruxelas, Madri, Barcelona, Roma e Londres. Para Jon Aguirre Such, um dos integrantes do grupo Democracia Já, da Espanha, o alcance e a extensão dos protestos “demonstra que não se trata de um tema que diz respeito unicamente aos espanhóis, mas sim ao mundo inteiro. A crise é mundial, os mercados atuam em escala global, a resposta, então, é mundial”. A reportagem é de Eduardo Febbro, direto de Bruxelas.

A bolsa ou a vida!” O cartaz colocado na fachada do edifício da Bolsa de Bruxelas serviu de fio condutor da jornada “unidos por uma mudança global” que reuniu dezenas de milhares de pessoas em todo o planeta neste sábado. Ao longo trajeto pela capital belga, cada vez que os cerca de 7 mil manifestantes passavam por um banco ou qualquer outra instituição financeira um coro de vaias e gritos em todos os idiomas possíveis rompia o consenso festivo da marcha. Assim como em outras capitais do mundo, a impunidade dos bancos foi o alvo principal da manifestação popular. “Culpables, ladrones cabrones”, gritava um enraivecido senhor belga de aproximadamente 50 anos que aprendeu com um indignado espanhol a dizer essas palavras em castelhano. Quando a marcha chegou à sede da bolsa, a gritaria se tornou um slogan comum: “Culpados!”.

Logo em seguida, os indignados vindos de vários países da Europa lançaram uma chuva de sapatos contra o edifício da Bolsa, ante o olhar atônito e cheio de incompreensão dos jornalistas belgas que cobriam o evento. Um imenso fosso segue separando os círculos oficiais dos meios de comunicação e os milhares de jovens e adultos que saíram às ruas para expressar seu rechaço e sua repugnância frente a um sistema mundial que protege e subvenciona os ladrões e castiga as vítimas com todo o peso da irresponsabilidade e da indolência.

Ao longo da marcha, os indignados colaram dezenas de adesivos nos caixas automáticos de bancos, fizeram uma parada na Praça de Burckère, lançaram muitos insultos na frente da sede do banco Euroclear – a instituição pretende demitir 500 pessoas – sem cansar-se jamais de cantar o hino mundial das marchas: “We are the 99%”, ou seja, os 99% da humanidade vítima da barbárie social perpetrada sim piedade “por esses senhores de gravata, salários de reis e contas bancárias com dinheiro que não pertence a eles”, segundo disse André, um jovem belga com diploma de engenheiro de redes, mas sem trabalho. A medida que ia passando o tempo e os números da participação em outras cidades do mundo iam chegando aos seus ouvidos, os indignados celebravam e aplaudiam o êxito e a visibilidade planetária do movimento. “Não somos nem marionetes, nem mercadoria do liberalismo, somos gente com consciência, e que estamos para que nos vejam”, disse Antonio, um indignado espanhol que se expressavam com orgulho e em um tom alto de voz.

Jon Aguirre Such, um dos integrantes do grupo Democracia Já, da Espanha, que impulsionou o movimento do 15M, resumiu muito bem a situação quando explicou que o alcance e a extensão dos protestos “demonstra que não se trata de um tema que diz respeito unicamente aos espanhóis, mas sim ao mundo inteiro. A crise é mundial, os mercados atuam em escala global, a resposta, então, é mundial”. Até os mais aguerridos militantes contra o sistema financeiro mundial observam espantados a forma como que, paulatinamente, os protestos contra o sistema financeiro, o repúdio à forma que foi reduzida a democracia, vem ganhando as capitais do mundo.

Neste sentido, o economista Thomas Coutrot, co-presidente do movimento ATTAC, assinalou que “o que está acontecendo é um fenômeno muito promissor. Os cidadãos já não querem delegar as decisões aos políticos e aos partidos. Querem influenciar. É uma espécie de retorno às fontes da democracia”.

Os países da zona euro puseram 160 bilhões de euros para salvar a Grécia sem consultar ninguém, e isso em um momento em que os sistemas sociais da Europa está afundando sob o peso dos cortes orçamentários. Isso não é democracia”, disse, colérico, Jean, outro jovem indignado belga. Ao lado dele, na concentração diante da bolsa, Javier, um indignado espanhol que veio a Bruxelas há uma semana para participar das oficinas sociais organizadas desde o domingo passado, completou o panorama com cifras mais concretas: “Se fazemos um balanço, dá calafrios; os estados europeus entregaram 5,3 trilhões de dólares para resgatar os bancos da crise. Nenhum Estado consultou a população, ou seja, quem vota naqueles que estão no poder. Essa soma equivale a 16 vezes o valor da dívida da Grécia e é mais de 400% do que todos os países da União Europeia gastam, juntos, em educação ou saúde pública. Estão nos tomando como idiotas!”.

Os argumentos destes indignados deixam em uma posição ridícula o punhado de contra-manifestantes que se concentraram no início da marcha para protestar contra os indignados. Era um grupo de dândis, vestidos como tais, a quem um indignado disse: “se vocês não nos deixam decidir, nós não deixaremos vocês dormir”. Com alguns incidentes, vidros quebrados, mas sem choques fortes com a polícia, a marcha belga se dirigiu para o ato final no Parque do Centenário. “Aqui estamos, e somos muitos”, disse Pierre, um indignado francês que caminhou desde Tolouse até Bruxelas. “Estamos aqui, em Roma, Madri, Washington, Nova York, México, Nova Déli, Berlim, Paris, onde seja. Os poderosos do mundo trabalham para um pequeno grupo de amigos, ignorando a vontade popular. Essa lógica nos levou è hactombe que estamos vivendo. Isso acabou”.

O 15-O levantou boa parte do planeta, com maior ou menor êxito segundo o lugar. Em Roma, o protesto ultrapassou as intenções dos indignados. Sob uma enorme faixa que dizia “Povo da Europa, de pé”, dezenas de milhares de italianos encheram as ruas da capital italiana expressando sua indignação. Estudantes, políticos e representantes de associações civis percorreram Roma com globos e cartazes em uma caminhada pacífica até que um pequeno grupo de violentos semeou o caos no centro da cidade. Os incidentes aconteceram perto da estação de trens Roma Termini, na Via Merulana. Não restam dúvidas de que os distúrbios foram provocados pelo que se conhece como “profissionais da provocação urbana”.

Cerca de 200 manifestantes violentos queimaram automóveis, quebraram caixas automáticos, saquearam vitrines e incendiaram um anexo do Ministério da Defesa. Os distúrbios deixaram um saldo de 70 feridos. Nada disso ocorreu em Londres. A marcha londrina iniciou em um clima festivo, mas com episódios engraçados devido à corrida de gato e rato entre a polícia e os manifestantes. A Scotland Yard protegeu com um muro de policiais o objetivo final dos manifestantes, a saber, a Bolsa de Valores de Londres. Os manifestantes conseguiram rodear a bolsa, mas sem maiores incidentes. Ante a surpresa geral, Julian Assange, fundador de Wikileaks, detido na Grã-Bretanha a espera de uma decisão judicial sobre o pedido de sua extradição para a Suécia, somou-se aos manifestantes. Assange disse á multidão que estava ali em “solidariedade com os movimentos que estão ocorrendo no mundo inteiro” e porque “todos queremos que haja um pouco de justiça no sistema financeiro mundial”.

Madri e Barcelona também foram cenário de mobilizações impressionantes. Em Madri, os indignados lotaram a praça Cibeles e voltaram a ocupar a Porta do Sol, símbolo histórico dos protestos do 15M. Os indignados da capital espanhola puseram em cena um “escudo anti-mercados”. Cada manifestante levantou o amuleto que tinha na mão para afugentar a “magia negra” dos mercados. Em Barcelona, dezenas de milhares de pessoas se concentraram na Praça da Catalunha com o mesmo propósito que animou manifestações no resto do planeta. A única diferença radica em uma cifra: o desemprego dos jovens na Espanha é de 20,89%.
Curiosamente, na França, o país de Stéphane Hessel, autor do livro “Indigne-se”, que deu nome ao movimento através do mundo, as marchas tiveram um impacto limitado. Em Paris houve vários grupos de manifestantes que convergiram para a sede da Prefeitura, onde realizaram uma Assembleia Popular. Os indignados se reuniram também em uma dezena de cidades do país, mas sem alcançar jamais a intensidade de outras cidades do mundo. Os analistas explicam a escassa mobilização pelo fato de que o desemprego da juventude é menor e que, globalmente a situação é melhor do que a da Espanha ou Itália. No entanto, o sistema financeiro goza dos mesmos privilégios e da mesma impunidade em Londres, Madri ou Nova York. O 15-O demonstrou que o espírito da revolta e da indignação semeado há sete meses na Praça do Sol irradia hoje em todo o planeta enquanto os dirigentes políticos guardam um silêncio de mortos ante o desfile das dezenas de milhares de seres vivos que marcham com a mesma consigna: “Basta, Ladrões!”.

*Eduardo Febbro – Direto de Bruxelas

*Tradução: Katarina Peixoto


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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