Arquivo para 21 de outubro de 2011

A máfia no poder

*Mino Carta

Quando adolescente, já perguntava aos meus imberbes botões por que o Brasil, país de imigração campana, calabresa e siciliana, entre outras, não conhecia o fenômeno mafioso. Desde logo, formulei uma tese sem qualquer pretensão científica, mas convincente na opinião dos botões. Não temos uma Cosa Nostra no Brasil porque eméritos mafiosos estiveram e estão no poder, líderes em atividades diversas teoricamente legais, em condições de agir às claras e a salvo dos riscos corridos, e sofridos, por Al Capone ou Totò Riina.

Capone e Riina, e muitos outros do mesmo porte, acabaram na cadeia, aqui os equivalentes viveram e vivem à larga, ou estão soltos, quando não são nome de ruas e praças. Não faltam exemplos recentes nas áreas mais diversas, a começar pela política, a qual, a rigor, está em todas porque por trás de tudo. Algo espantoso se deu por ocasião do Panamericano do Rio. Previu-se um orçamento de 400 milhões, gastaram-se dez vezes mais para realizar obras hoje inúteis e entregues ao descaso. Serviços de todo gênero foram encomendados aos familiares e amigos dos organizadores da tertúlia monumental, a despeito dos nítidos conflitos de interesse. Que aconteceu com os responsáveis por tanto descalabro?

É do conhecimento do mundo mineral que quem mandou no Panamericano mandará nas Olimpíadas de 2016. Também é, quanto ao futebol, que a Fifa é um antro mafioso desde os tempos de João Havelange e que Joseph Blatter e Ricardo Teixeira são seus profetas. Desde a posse de Dilma Rousseff na Presidência da República CartaCapital permite-se chamar a atenção do governo para as péssimas consequências de um Mundial de Futebol desastrado, exposto ao risco do desmando, e várias vezes voltamos à carga no mesmo sentido.

Não nos precipitamos a endossar agora as suspeitas levantadas em relação ao ministro do Esporte, Orlando Silva, mesmo porque apressadamente veiculadas por Veja. CartaCapital jamais deixou de defender o princípio in dubio pro reo e enxerga na reportagem da semanal da Editora Abril insinuações e conjecturas em lugar de provas. Para variar. Certo é, contudo, que um ministro do Esporte chamado a lidar com Ricardo Teixeira e Joseph Blatter deve necessariamente situar-se acima de qualquer suspeita.

A presidenta, tão determinada no combate à corrupção, obviamente sabe disso e saberá precaver-se, a bem do País e do seu governo. CartaCapital insiste, de todo modo, em suas preocupações diante da clara presença no gramado e fora dele da máfia do futebol mundial.

Cabe encarar a questão também de outro ângulo, a partir da análise do singular destino da esquerda nativa. Refiro-me neste exato instante ao PCdoB, nascido da costela do Partidão em nome de uma fidelidade ideológica e moral que os discípulos de Luiz Carlos Prestes teriam traído. Outro aspecto da história brasileira que amiúde me levou a convocar os botões diz respeito à efetiva e duradoura existência de uma esquerda brasileira.

Desabrido, Lula já me disse, em entrevista publicada em CartaCapital há seis anos, “você sabe que eu nunca fui de esquerda”. Resta ver o que significa hoje ser de esquerda. Para mim claro está, ao menos, que é de esquerda quem se empenha, clara e honestamente pela igualdade, e sem medir esforços, para a redenção dos herdeiros da senzala. Parece-me que alguns passos neste rumo o ex-presidente deu.

Confirma-os, e com objetivos maiores, Dilma Rousseff ao definir o projeto de acabar com a miséria. Inevitável, entretanto, observar que um sem-número de políticos está a cuidar é da sua própria riqueza, e entre eles, pasmem, não faltam os ex-comunistas do B. Orlando Silva desde os começos de sua atuação ministerial é alvo de inúmeras denúncias de corrupção encaminhada pelas sendas do dinheiro das ONGs, a envolverem não somente o próprio, mas também seu partido. Era de se esperar? Desfecho inescapável de um enredo movido a ganância acima e além de crenças e princípios? O PCdoB já teve, entre outras razões de orgulho, a lisura e a coerência dos seus filiados. No poder, é mais um que se porta como os demais.

*Mino Carta é diretor de redação de CartaCapital. Fundou as revistas Quatro Rodas, Veja e CartaCapital. Foi diretor de Redação das revistas Senhor e IstoÉ. Criou a Edição de Esportes do jornal O Estado de S. Paulo, criou e dirigiu o Jornal da Tarde.

“MANAUS QUE QUEREMOS” COMEÇA EM FESTA NA PRAÇA

Na próxima segunda-feira, dia 24, a alcunhada cidade de Manaus comemora natalício. Alguns historiadores e não-historiadores dizem que são 342 anos. Mas para a Manaus que queremos não importa, visto que a cidade de Manaus ainda não existe. Portanto, não há motivo para comemorações. A não ser para os iludidos, os indiferentes e, principalmente, para os calculistas da prática da politicafrenia. O exercício doloroso de administrar a coisa pública sob a perspectiva patológica.

Maquiagem de ônibus

Maquiagem de ônibus

Maquiagem de ônibus

“Na semana passada já tivemos uma vitória : estive no Ministério Público do estado falando com a promotora de justiça Sheila Andrade e a promotora Ana Cláudia e elas acolheram nossos argumentos baseado em algumas fotos como estas aqui. Esta foto aqui mostra um ônibus de 2011 sendo pintado na garagem da Eucatur. Aqui outra foto que tiramos, assim estavam os ônibus maquiados e muitos deles são maquiados. Por conta disto a promotora, na terça feira dia 12, deu entrada em uma ação exigindo que não fosse aumentado os preços antes que estas empresas demonstrassem que realmente os ônibus que estão aí são novos. Então quero chamar atenção. Eles estão trabalhando com a seguinte questão: ônibus novo, preço novo. Não é verdadeiro isto, é uma mentira que estão falando pra nossa população. Por que posso garantir que com ônibus novos não se pode exigir que a população pague mais por conta disto ? Isto por que na planilha da tarifa os empresários colocam um item que é chamado depreciação que nada mais é que o dinheiro que eles pedem a população para que eles tenham a renovação freqüente dos ônibus. Então a população já paga para que os ônibus sejam renovados constantemente. Acredito que em torno de 25% de renovação anual deste ônibus, se este percentual está correto, significa que nos três anos que o Sr. Amazonino está na frente esta frota já deveria ter sido renovada em 900 ônibus, e por que não renovaram ? Por que a população paga por mês 1 milhão e 100 mil na tarifa para que este governo fiscalize este ônibus, e não eles não fazem que anualmente tenham os ônibus substituídos. ” Fala do vereador Waldemir José

Um exercício que, ao apanhar enunciações jurídica-administrativa-econômica-geográfica, traduz-se em cidade. Uma tradução que não reflete o que é urbe, os corpos matérias das cidades, ruas, calçadas, prédios, logradouros públicos, e corpus imateriais que constituem a verdadeira cidade: as relações afetivas de alegria de seus habitantes. Tudo que a alcunhada Manaus não expressa. Seus corpos materiais, como diz o filósofo Guattari, interpelam os habitantes, causando dor e tristeza, dado suas formas arquitetônica, estilística, histórica negarem a possibilidade de uma composição afetiva alegre. E seus corpos imateriais impossibilitam relações seguras de seus habitantes, porque essas relações dessa Manaus refletem os anseios das famílias que dominaram e dominam esse território através de suas particularidades pessoas. Uma cidade para elas manterem, iniciarem e preservarem seus privilégios materiais. Daí porque essa Manaus é uma não-cidade. Ela não expressa o encadeamento produtivo das potências de todas as famílias. Seu Direito Civil não é uma produção de todas as famílias.

Luta pela moradia Leila

Essa não-cidade é um patético quadro que só serve nesta data para professores incautos obrigarem seus oprimidos alunos a “pesquisar” sobre a data ufanística e as chamadas autoridades exibirem um contentamento com outras intenções, nada democráticas. O que elas sabem muito bem fazer.

Por isso, diante dessa antidemocrática realidade de uma não-cidade que já nasceu sob a dor de seus pioneiros habitantes, índios, caboclos, mestiços, oprimidos pela força colonial e o capital estrangeiro, os movimentos sociais, luta pela moradia, pelo transporte público, economia solidária, as associações, como a Associação Filosofia Itinerante (AFIN), Associação dos Agricultores, Associação dos Educadores Populares, religiosos, estudantes, Cáritas, CNBB, SARES, transeuntes, parlamentares como o vereador Waldemir José  (PT), deputado José Ricardo (PT) e o deputado federal Francisco Praciano (PT), se encontraram em festa-produtiva na Praça da Matriz para lançarem a enunciação política-social-econômica: “ A MANAUS QUE QUEREMOS”.

E aí, manos, a festa foi no palanque e na platéia-ativa. Falas, gargalhadas, incitações, cantos, tudo que uma festa estética-cidade pode realizar.

Uma perspectiva filosófica de uma estética urbana que a não-cidade jamais provocou. Uma estética-cidade onde todos seus habitantes poiéticos possam ser criadores do processual do viver, viver bem e viver com todos. O pletos democrático. A Pluralidade-Una da sociedade dos amigos: a Democracia.

Filósofo Marcos José

Membro da Cáritas Antonio

Com essa estética-cidade há razão para festa, porque criar sua própria história é a verdadeira festa dos iguais, como pensa a democracia.

Temos reunidos hoje alguns movimentos sociais e parlamentares que continuam na luta para que nossa cidade possa ter uma vida melhor. Hoje uma grande luta é pela educação de qualidade. Hoje há uma grande quantidade de prédios alugados, inclusive motéis que foram alugados e transformados em escola, esta uma realidade da Zona Oeste da cidade. Temos também o grande problema do transporte coletivo e que aqui nós trabalhadores e trabalhadoras que usamos todos os dias e sabemos disto. E inclusive há reclamações de cidadãos cadeirantes, como o que falou comigo ainda a pouco e pediu para lembrar que entre vários outros, os ônibus que faz o transporte para o Armando Mendes nenhum tem o elevador funcionando.” António, membro da Caritas.

Deputado Estadual José Ricardo

“Estamos aqui para apoiar a proposta de discussão de uma Manaus que queremos, uma Manaus que o povo merece, mas uma Manaus que tenha participação do povo, da sociedade, onde na administração pública tenha a participação do povo, principalmente nas discussões dos recursos e do orçamento. No Amazonas e em Manaus, que é administrada há 28 anos pelo mesmo grupo político, quando vamos falar de transparência, participação do povo, discussão do orçamento público as coisas se fecham e o povo não fica sabendo quanto é o dinheiro que existe para investir nas políticas necessárias para garantir qualidade de vida. E o povo também não sabe, pois não tem acesso e não é divulgado sobre o sistema de transporte coletivo.

Manaus é uma cidade não para de crescer e que cresceu a tal ponto pela falta de empenho dos governantes, pois não há espaço para moradia, de ter loteamentos populares, para que o mais pobre possa ter acesso. E hoje são muitos bairros que é difícil levar benefícios, pois não houve planejamento, não tem espaço, as vezes até para passar os ônibus. O poder público não tem projetos de habitação que contemplem os mais pobres, ou os que não tem renda. E Manaus que hoje é a 7ª cidade em população no Brasil com 1 milhão e 700 mil pessoas segundo o IBGE não tem um projeto de loteamento popular onde o cidadão possa procurar, ou a prefeitura ou o governo para comprar um terreno e depois buscar o financiamento com órgãos facilitadores como a Caixa Econômica. E na educação também percebemos que o que queremos para cidade precisa ser mais intenso, pois hoje o dinheiro que tem para educação é pouco e temos escolas com deficiência, temos a manutenção de mais de um terço das escolas municipais sendo prédios alugados e no estado não é muito diferente e os professores continuam lutando para ter o básico. No município há quase 15 porcento de desistentes por que parte das escolas nem espaço para parte de lazer tem.” Deputado José Ricardo

Vereador Waldemir José

“Juntos nós temos ainda muito à construir para uma cidade que sirva para todos e para todas e não apenas uma cidade para as “minorias”. Como foi mostrado na apresentação do MCVE, um ponto importante para discussão é a carência da educação pública de qualidade, coisa que não acontecia há 40 anos atrás e hoje escola pública quer dizer escola para conquistar títulos e não para aprender a ser cidadão e dominar as técnicas.

Outro fato importante para ser discutido é que a menos de um mês a cidade de Manaus vêm berrando nas ruas por falta d’água. No Mauzinho há questão de 15,10 dias atrás 500 pessoas foram as ruas queimar pneus, chamar atenção das autoridades que lá não tinha água. Há 12 dias atrás no Jorge Teixeira, umas 300 pessoas foram as ruas dizer que não tinha água naquele bairro. Isto está virando uma rotina, sendo que uma das empresas que mais recebo reclamações é da companhia Águas do Amazonas. E há 10 anos atrás quando Amazonino privatizou a Cosama o vereador, na época, Praciano já dizia que se houvesse a privatização ia se tirar água da casa dos pobres, e foi isto que aconteceu. Eles não cumprem o contrato que eles fizeram. É comum vermos nesta cidade pessoas que recebem um salário mínimo e tem uma conta de água de 200 reais. Isto é um absurdo, pois água é uma questão de vida e não de lucro. A partir de hoje estamos junto com algumas entidades abrindo uma campanha em nossa cidade e queremos colocar em pauta a substituição da Companhia Águas do Amazonas. Nós queremos fazer um plebiscito e precisamos que a Câmara de Manaus vote que é preciso ter este plebiscito para que a população diga para o poder constituído se querem ou não Águas do Amazonas. Nós apresentamos este projeto de plebiscito das águas desde o dia 21 de julho deste ano e está parado na Câmara sem a consideração do presidente.  Então para aprovar este projeto só com uma força vindo da sociedade.” Verador Waldemir José

Deputado Federal Praciano

“Nós temos que lutar juntos e gritar que não dá mais ficar com o transporte coletivo como está, pagando este preço; não dá mais pra sermos a cidade do encontro das águas e a gente não tem água. Nem administrar água nossos governantes souberam. Chega. Não dá mais de roubo de corrupção, de ver uma ponte de 500 mil se transformar em uma ponte de um bilhão e cem mil; não dá mais ver estádio de 600 milhões para franquia de eventos. Um dos maiores escândalos de corrupção aqui há 6 anos atrás se mostrou na Operação Albatroz (da Polícia Federal) onde o cara que tinha a chave do cofre do estado, o secretário de fazenda, Alfredo Paes,  foi preso e algemado por sua corrupção avaliada em 501 bilhões de reais por conta de licitações falsas, de uma quadrilha que envolvia muita gente. O processo correu em segredo de estado e o povo não podia saber. A justiça foi tão ruim, tão lenta que  este cidadão foi premiado.  Aqui nesta cidade hoje Alfredo Paes é o secretário de fazenda do Amazonino, sendo o dono do cofre do município. Chega de corrupção, de disperdício e falta de transparência, de transporte coletivo ineficiente.

No interior do Estado do Amazonas não tem um mamógrafo funcionando em nenhum município do interior. Cidadão do interior que quer tratar da aposentadoria e busca auxílio da previdência, não encontra no interior nenhum perito médico. Para estes governantes, cidadão do interior é cidadão de segunda categoria. Mas eles se acham os melhores, o governo da ponte, do Prosamin de 8 bilhões que não tem transparência. E a saúde… As farmácias populares em Manaus como estão ? Peguemos um dado. Palmas: 235 mil habitantes, capital do Tocantins. Manaus: quase 2 milhões de habitantes. Sabe quantas farmácias populares tem na cidade de Manaus ? 24 farmácias. E em Palmas com 235 mil habitantes ? 26 farmácias populares. Isto pois não entende que farmácia pro povo é importante, remédio pros aposentados, pro povo. E popular que dá desconte de 90%, 85%. Remédio de 20 reais sai por 1,50, outros de 300 reais você compra por 20. Sabe quantos municípios do interior tem farmácia popular. Só sete dos 61.” Deputado federal Francisco Praciano

ENQUANTO A SENSATEZ DE DILMA PREVALECE AO COMENTAR A MORTE DE KHADAFI, HILARY CLINTON COMEMORA

A presidenta Dilma Vana Rousseff, em Angola, na África, ao ser informada sobre a morte do ditador líbio Muammar Khadafi, manteve a sensatez, a inteligência e a honestidade que os verdadeiros e puros políticos têm. Disse “que não se deve comemorar a morte de qualquer líder”.

Acho que a Líbia está passando por um processo de transformação democrática. Agora, isso não significa que a gente comemore a morte de qualquer líder que seja. O fato de ela (Líbia) está em um processo democrático é algo que todo mundo deve, acho que não é comemorar a palavra, mas apoiar, incentivar e, de fato, o que queremos é que os países tenham capacidade de, internamente, viver em paz com a democracia.

A grande questão é a reconstrução. Uma reconstrução dentro do clima de paz. Porque não é só a guerra em si que causa danos. Causa danos também o pós-guerra, o efeito da destruição sobre as populações e as nações”, concebeu, diplomaticamente, política Dilma.

Enquanto Dilma dava demonstração de racionalidade política e respeito pelas nações, a Secretária de Estado norte-americano Hilary Clinton se preparava em um estúdio para fazer comentário sobre um tema qualquer quando uma de suas assessoras lhe entregou um telefone celular onde estava a mensagem da morte de Khadafi. Quando Hilary leu a mensagem não se conteve de satisfação e soltou um sonoro Wow! de satisfação.

Hilary tinha razão de comemorar a morte de Khadafi. Nós últimos messes, aquele que já havia negociado com o governo dos Estados Unidos no passado era agora inimigo que deveria ser destruído. Anseio dos predadores daquilo que eles chamam de política, tudo em nome da democracia que eles idealizaram paranoicamente.

Não foi por menos que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao saber da notícia, desabafou, afirmando que o mundo não tem mais lugar para ditadores. É verdade, principalmente para os ditadores do capitalismo. A ditadura que ele, Obama, defende como honra de um homem premiado pelo Nobel da Paz. A ditadura que mata crianças e inocentes em todo mundo.

É por isso que ele vem assistindo com grande inquietação o crescimento em seu país e em todo o mundo capitalista os movimentos contra a ditadura do capitalismo que ele defende.

PROTESTO INDÍGENA LEVA IBAMA A SUSPENDER CONSTRUÇÃO DA USINA SÃO MIGUEL NO RIO TELES PIRES

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), diante da situação tensa no Rio Teles Pires, no Mato Grosso, depois que os índios das etnias Kaiaby, Apiacá e Munduruku transformaram em reféns dois funcionários da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e cinco funcionários da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), como protesto contra o aproveitamento hidroelétrico do rio e o retardo na demarcação de terras indígenas dessas etnias, decidiu suspender as audiências públicas do processamento de licenciamento ambiental da Usina Hidrelétrica de São Miguel no Rio Teles Pires.

As audiências do Ibama tinham o propósito de discutir o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) da construção da usina com as comunidades, e as audiências estavam previstas para os dias 22, 23 e 25 desse mês corrente.

Por sua vez, o EPE tem como meta licitar a usina em leilão marcado para o dia 20 de dezembro.

CHÁVEZ, COMENTANDO SEU TRATAMENTO, DIZ QUE COMEÇOU A SAIR DA CAVERNA PARA A VANGUARDA

Novamente o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, desmente notícias que tinha piorado em seu estado enfermo em razão de um câncer que foi acometido. A última notícia de sua impossibilidade de cura foi divulgada por um de seus médicos, que afirmou que ele teria no máximo dois anos de vida, porque sua doença é incurável.

Agora, depois de quatro meses de tratamento médico em Havana, Cuba, Chávez, em solo venezuelano, reafirma que não há mais “células malignas no organismo”, e que vai percorrendo pouco a pouco os caminhos para chegar ao primeiro plano.

Não há atividades anormais das células, segundo a tomografia computadorizada e a ressonância magnética.

Comecei a sair da caverna, agora estou na vanguarda. Estava na retaguarda e já comecei a percorrer os caminhos e pouco a pouco sigo para o primeiro plano.

Os efeitos da quimioterapia são mais lentos e provocam dois impactos, a baixa imunidade e uma espécie de barreira epidemiológica”, afirmou o presidente venezuelano.

Na tarde de ontem, Chávez foi à cidade venezuelana de Táchira, seguindo para cidade de La Grita, para pagar uma promessa no Santuário do Santo Cristo.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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