Arquivo para outubro \25\-04:00 2011



ZEITGEIST – O Filme

DILMA INAUGURA EM MANAUS A PONTE MEGALOMANÍACA DO DESPERDÍCIO E AMPLIA A ZONA FRANCA DA ILUSÃO

No dia da comemoração dos 342 anos da não-cidade Manaus, onde a fantasia econômica comandada pelo projeto-prótese-industrial Zona Franca e o desperdício do dinheiro público, a presidenta do Brasil Dilma Vana Rousseff, compareceu para inauguração de uma ponte que sai de um lugar imaginário para se ligar com o ufanismo telúrico.

A ponte que teve um orçamento superfaturado, era para ser R$ 500 milhões, ultrapassou mais de R$ 1bilhão, por isso a ponte do desperdício, representa a fantasia da mística moderna que sobrevoa a lendária Amazônia e que atinge certos governantes abstraídos do real. A ponte-egoica não tem valor algum para a economia da propalada Região Metropolitana, posto que o Amazonas é um estado pobre em produção agrícola e pecuária. Em Manaus até cheiro verde é importado. Como a ponte da ilusão liga a não-cidade com municípios abandonado pelos governos estaduais ela sintetiza as imagens confusas de seus autores. O que Dilma só confirmou.

A Zona Franca de Manaus, que é apenas um pólo de montagem e não um parque industrial, conforme o conceito da economia atrai pessoas que acreditam ser a não-cidade um paraíso no Norte. O que está diretamente ligado aos problemas sociais que acometem a não-cidade em razão da forte migração. A ampliação da existência da Zona Franca para 50 anos que a presidenta realizou é uma moeda de barganha eleitoral. Todos os candidatos a qualquer cargo político no Amazonas ou à Presidência da República sempre a recorrem.

Como se fala na linguagem futebolística, Dilma só cumpriu a tabela do que já se encontra traçado. Se fosse o Serra presidente iria fazer o mesmo. Mas nunca analisam e explicam para a população o que cientificamente é a Zona Franca de Manaus em seu aspecto econômico real e social. Como “o medonho já aconteceu”, como diz o filósofo Heidegger, ninguém ousa tocar em tal  ícone ameaçador. Ninguém ganha eleição no Amazonas examinando a Zona Franca. Manaus é o único lugar no Brasil que para sonhar com desenvolvimento teve que criar um projeto de lei que o incentivasse, mas que não deu certo.

Estava claro que não iria se realizar. O desenvolvimento de uma região não sai de leis promulgadas, mas dos entrelaçamentos das forcas produtivas relacionas às produções naturais da agricultura, pecuária, extrativismo, indústria e comércio. Nada que ocorreu no Amazonas. Por pura irresponsabilidade e ignorância de seus governantes. 

O discurso de Dilma encheu o peito dos megalomaníacos levando-os às lágrimas patéticas. Dilma tocou em uma veia sensível para eleger calculistas. Falou em milhões de empregos, desenvolvimento do Amazonas, que a ponte é um “monumento à altura dos 342”. Dilma tem razão em falar todos estes predicados, porque ela não conhece a história triste do estado de Ajuricaba.

“Trouxe dois presentes.

Queremos que a Zona Franca gere empregos a milhões de amazonenses. Este é um reconhecimento da situação do povo do Amazonas e do que representa a floresta e a imensa riqueza de biodiversidade para o País.

Quando impedimos o desmatamento, criamos oportunidade de trabalho para o Amazonas. Aqui combinamos duas coisas, o crescimento e a preservação do meio ambiente.

A ponte é um monumento à altura dos 342 anos. Desejo a Manaus, ao Amazonas e ao povo amazonense um feliz aniversário”, discursou Dilma.

SEGUNDA-FEIRA DOMINICAL

O dia das boa almas

# Argentina continua com o povo no poder: Cristina Kirchner vence as eleições para à Presidência da República confirmando o óbvio. Cristina é reeleita com votação maior que todos os votos dos concorrentes somados.

Mas a reeleição de Cristina Kirchner não é só motivo de comemoração por parte do povo argentino, de pessoas como Maradona, a classe intelectual, artistas, professores, estudantes, operários, religiosos, o povo de forma singular, é motivo de comemoração também dos povos livres da América Latina e de todo o mundo que acreditam em suas independências e soberanias.

Mas a reeleição de Cristina Kirchner assim como é comemorada pelos democratas do mundo é também lamentada desesperadamente por toda extrema-direita do mundo. Dos Estados Unidos passando pela França de Sarkozy, e todos os países da Europa intervencionista. Passando por um forte baixo astral provocado pela onda de protestos contra a ditadura do capital através dos movimentos dos indignados, a vitória de Cristina Kirchner é mais um sinal de que o capital não é a solução para o bem-estar social.

No Brasil um dos setores da extrema-direita que mais sofreu com a reeleição de Cristina Kirchner, e que tramou durante todo o período de campanha, como é de seu feitio, foi a mídia acéfala que odeia a democracia representada pelos jornais O Globo, Estadão e Folha de São Paulo que escreveram artigos, através de seus amestrados jornalistas, ofensivos contra Kirchner, como é de seu feitio.

Artigos e matérias inúteis, como inúteis são suas existências.

Durante a comemoração de sua reeleição Cristina Kirchner lembrou saudosa a amiga de seu companheiro Nestor Kirchner.

“Quero agradecer a alguém que já não pode me chamar, mas que é o grande fundador desta vitória. Nunca acreditei em fazer sem ele, sem sua incomensurável coragem e valentia”, confessou contagiante Cristina.

Ainda nas comemorações falou das mensagens enviadas pelos chefes de Estados. Quando anunciou o nome do reacionário direitista presidente do Chile, Piñera, o povo caiu de vaia. Logo depois anunciou o nome de Dilma, foi o delírio do povo com aplausos, mas o delírio maior de alegria ocorreu no momento que foi anunciado o nome de Hugo Chávez.   

Viva, a Argentina! Viva a mulher latina! Viva a mulher do mundo!  

# A mídia acéfala da extrema-direita não dorme e não cansa quando se trata de sabotar as expressões do governo federal. Foi assim com o governo Lula, e continua no governo Dilma. Ela não suporta seu fedor burguês e projeta-o nos que lhes são diferentes.

O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) é uma dessas expressões do governo federal que ela, como lobista do ensino privado, não para de tentar sabotar. É entendível, ela odeia o que é público. Assim, ela através do jornal O Globo, às 14 horas, divulgou o tema da redação da prova de ontem, dia 23. “Viver em Rede no Século 21: os limites entre o privado e o público”.

Como o tema foi divulgado antes do término das provas está visível o interesse desse acéfalo em quere sabotar o andamento da prova, porque qualquer candidato pode que se achar prejudicado na redação pode usar o argumento de que outros foram beneficiados pela divulgação do tema.

Por sua vez, o governo Dilma que tem dado mole para essas mídias conspiradoras, mais uma vez tentou ponderar em prol do fato fascista dizendo que como a divulgação ocorreu depois das provas serem distribuídas não houve quebra de sigilo.

E assim a acéfala vai se enchendo de força para continuar sua trama conspiratória.     

# Mistificação e realidade atroz. O Conselho Nacional de Transição da Líbia declarou que o “faraó do tempo” está fora no lixo da história, se referindo a tomada definitiva da Líbia com a morte de Muammar Khadafi. E para consolar os familiares e as testemunhas vivas dos que foram mortos nos combates encarnou a força do além dizendo que todos estão bem.

“Todos os mártires, os civis e o Exército, haviam esperado por este momento. Agora eles estão no melhor dos lugares no paraíso eterno”, disse o dirigente do CNT, ajoelhado, Mustafa Abdel Jalil.

O misticismo religioso em sua forma fundamentalista não tem nenhuma diferença do misticismo capitalista imperial. Os dois são produções da mesma mente irracional. Daí que a queda do ditador da Líbia, Khadafi, por imposição destas duas forças não possibilita qualquer mudança democrática no país.

A realidade atroz imposta pelas forcas militares intervencionista da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) ao povo líbio só confirma que o delírio despótico capitalista continua disseminando seu ímpeto tanático.

# O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em estado deplorável na opinião do povo norte-americano, fantasiando sua reeleição, usou, como Bush fazia, as intervenções nos países estrangeiros por suas forças militares como instrumentos demagógico para tentar seduzir este povo para auferir alguns votos.

Obama afirmou demagogicamente emocionado, que as ações do seu país no Iraque e no Afeganistão colocavam os Estados Unidos na liderança do mundo. Esta a democracia de Obama: o domínio de nações pela força. Este o conceito de liderança: mortes de crianças, mulheres, idosos, todos inocentes. Obama, membro do partido democrático, não difere nada dos republicanos.

# E o Peladão Brasileiro continua… imóvel. O Vascão empurrou no Bahia, que se encontra precisando de uma força de Ogum, mas nada muda. Passou para a liderança, ajudado pelo Coringão que só empatou, mas nada muda. Na próxima partida perde e tudo continua na mesma de sempre ad infinitum.

Depois do baile do meio de semana, o Mengão, do falastrão Luxemburgo não passou de um mísero empate com o Peixe do mascarado Neymar. Há que o torcedor urubu chorar? Não! Tudo está como dantes no pebol de Abrantes. Olha o Periquito: continua perdendo a caminho das últimas colocações.

Ruim mesmo é ver o Fogão, que se dizia querer ir para cima da tabela, levando couro duas vezes seguidas.

Agora, bom mesmo é ver a Luzinha classificada. Quer dizer… só não tão bom porque sabe-se que ela vai ser mais uma imobilizada no Peladão Brasileiro. Fazer o que se não há outra elite do futebol brasileiro. 

JUSTIÇA BOA É JUSTIÇA JUSTA, SEM CHORO

A população da não cidade Manaus amanheceu ontem, dia 22 de outubro de 2011 pagando a passagem no transporte coletivo R$ 2,75, no executivo R$ 5,50,  a meia passagem estudantil R$ 1,40 e extinguiu-se a domingueira de R$ 1,10 criada pelo homem que tirou o pijama do prefeito cassado e que a tinha função social.

Isto tudo, porque o desembargador Domingos Jorge Chalub Pereira, que foi absolvido pelo CNJ por insuficiência de provas num processo envolvendo outros júizes,  no plantão judicial, dia 20 de outubro de 2011, quinta-feira, acatou agravo de instrumento interposto pela Procuradoria da Fazenda Pública Municipal (PM) e cassou a liminar do juiz da 7ª Vara Cível, Rosselberto Himens.

Consultando o site do Tribunal de Justiça do Amazonas encontramos no portal de notícias o seguinte: “Na decisão do desembargador estava comprovada a renovação da frota de ônibus da capital amazonense. Segundo o magistrado foram analisados as Notas Fiscais e o RENAVAM. Os documentos comprovam que 40% da frota já foi renovada.”

Para reforçar isso, Chorube declara ainda:”Quero deixar claro que não está sendo julgada a tarifa, mas se os veículos entregues à população são realmente novos. Está comprovado que 40% da frota foi renovada. Mas se for  comprovado o contrário, cabe ao Ministério Público do Estado apresentar a denúncia.”
Ainda de acordo com o desembargador, o mérito da decisão do juiz Rosselberto Himenes que baixava a tarifa para 2,25 já foi atendido. Por esse motivo – explica o desembargador – seus efeitos foram cessados…”

No jargão jurídico prevalece a máxima de que “decisão judicial não se discute, se cumpre”. Da nossa parte entendemos que se discute sim, principalmente se a parte prejudicada assim entender. Ai eles falam, mas só se discute nos autos. Como nós não temos os autos, e sim o pronunciamento do desembargador chorão, discutimos aqui, analisando cada item da sua decisão.
Primeira questão é a seguinte: o desembargador analisou também os documentos da SUFRAMA? Os ônibus são novos mesmo. Fora dos Autos. Por que o vereador Waldemir José do Partido dos Trabalhadores – PT foi agredido numa garagem de ônibus quando fazia uma vistoria in loco para confirmar se os coletivos eram novos mesmo? Os dados para o reajuste são confiáveis? A SMTU possui dados confiáveis?

O desembargador toma uma decisão declarando que “não estava julgando a tarifa, mas se os veículos eram novos e comprovou que 40% eram renovados. Se, Chorube não estava julgando a tarifa, então eu choro. Porque desde ontem as empresas estão roubando os usuários combrando R$ 2,75. Estamos sendo roubados. Plagiamos aqui, Michel Moore, no cinema “Capitalismo – uma história de Amor”,  quando ele diz que os bancos norte americanos roubam as pessoas. Quarenta por cento dos ônibus não é frota renovada. Se o prefeito cassado pela insígne juiza Maria Eunice Torres do Nascimento diz que os 900 ônibus só terminarão de chegar em 2012, então confirma-se que estamos sendo assaltados.

Segunda questão: Decisão judicial discute-se sim. O próprio desembargador fala que se a renovação não for comprovada, cabe ao MPE apresentar a denúncia. Como pode, se estou seguro de minha decisão e ela é justa? Não posso tergiversar, principalmente se sou o juiz. A justiça tem de ser justa. Mas nem sempre é assim. Recorrendo ainda a Michel Moore e ao mesmo cinema já mencionado, numa panorâmica cinematrográfica, na cidade de Nova Orleans, inúmeras pessoas, por ocasião da passagem do Katrina perderam tudo, estão nos telhados das casas submersas e ai ele narrando fala: “Por que isso só acontece com os pobres?” E hoje na não cidade de Manaus, que segunda feira faz natalício, inúmeras pessoas do povo, várias vezes perguntaram: por que esses juízes estudam tanto, mas só interpretam a lei a favor dos que tem dinheiro? Por que eles interpretam errado as leis? Por que as leis se apegam nas entrelinhas? Quando a justiça será boa?

Para responder tais inquietações, recorremos  ao poeta e dramaturgo alemão, Bertolt Brecht, e extraimos do seu livro Poemas 1913-1956, da Editora 34, esse:

O PÃO DO POVOA

Justiça é o pão do povo.

Às vezes bastante, às vezes pouca.

Às vezes de gosto bom, às vezes de gosto ruim.

Quando o pão é pouco, há fome.

Quando o pão é ruim, há descontentamento.

Fora com a justiça ruim!
Cozida sem amor, amassada sem saber!
A justiça sem sabor, cuja casca é cinzenta!
A justiça de ontem, que chega tarde demais!
Quando o pão é bom e bastante
O resto da refeição pode ser perdoado.
Não pode haver logo tudo em abundância.
Alimentado do pão da justiça
Pode ser feito o trabalho
De que resulta a abundância.

Como é necessário o pão diário
É necessária a justiça diária.
Sim, mesmo várias vezes ao dia.

De manhã, à noite, no trabalho, no prazer.
No trabalho que é prazer.
Nos tempos duros e nos felizes.
O povo necessita do pão diário
Da justiça, bastante e saudável.
Sendo o pão da justiça tão importante
Quem, amigos, deve prepará-lo?

Quem prepara o ouro pão?
Assim como o outro pão
Deve o pão da justiça
Ser preparado pelo povo

Bastante, saudável, diário.

Outubro de 1917. Outubro de 2011. Outubro de 2012. Não esqueçam.

i iNDA TEM FRANÇÊiS Qi DiZ Qi A JENTi NUM SEMO SERO

@“TRANSPARÊNCIA MÁXIMA”, disse querer o ministro do Esporte, Orlando Silva, depois de se encontrar com a presidenta Dilma Vana Rousseff para tratar das denúncias de prática de corrupção em sua pasta publicada com informações do policial militar João Dias Ferreira, ex-membro do PC do B, partido também do ministro.

Falando com jornalistas depois do encontro no palácio do Planalto, Orlando Silva afirmou que entregou à presidenta documento contestando parte por parte das denúncias, e que ofereceu a quebra de seu sigilo bancário, telefônico e fiscal, porque quer “a máxima transparência”.

Nós conseguimos provar a atitude correta que temos no Ministério do Esporte”, disse o ministro. Segundo ele, a presidenta demonstrou “confiança e solidariedade”.

O ministro também enviou uma carta aos membros do partido que se encontram reunidos no 17ª Convenção Estadual do PC do B. Em trecho da carta, ele afirma que o objetivo dos ataques contra sua pessoa é para derrotar o projeto transformador de Dilma.

Nos tempos do terror usavam a tortura, prisão e assassinatos. Hoje, as mesmas forças usam o linchamento político, a execração pública para eliminar os nossos companheiros. Não nos iludamos, o objetivo final é derrotar o projeto transformador liderado pela presidenta Dilma”, diz trecho da carta. I inda têm françêis…

@“VENEZUELA REITERA SEU REPÚDIO À CULTURA DE MORTE impostas pelas elites ocidentais que hoje incendeiam o mundo a fim de monopolizar as riquezas e os recursos soberanos dos povos”, diz trecho do comunicado do Ministério das Relações Exteriores do governo da Venezuela contra a condução das operações militares da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na Líbia, que terminou com mortes de civis e a morte de Muammar Khadafi.

O comunicado se posiciona contra “o crime cometido no dia 20 de outubro de 2011 contra o líder líbio Muammar Khadafi”, que para ele trata-se claramente de “política de barbárie conduzida pela OTAN e seus aliados na Líbia”.

A agressão militar ilegal unilateral da OTAN contra um país que não efetuou ato de guerra algum, semeia um triste precedente que poderá ser utilizado convenientemente pelo império contra qualquer nação do sul que se interponha no caminho de sua política de dominação”, diz mais o comunicado. I inda têm françêis…

@UM MÊS DE OCUPEM WALL STREET. Na próxima segunda-feira completará um mês do movimento Ocupem Wall Street, que chamou a atenção tanto da sociedade norte-americana como das sociedades de outros países.

O fator principal da identificação mundial do movimento encontra-se em seu objetivo principal, que é chamar a atenção das nações de todo mundo para a violência da concentração de poder econômico nas mãos de apenas 1% da população mundial que é responsável por todas as crises que abalam financeiramente todos os setores das sociedades.

Espalhado em seu propósito por outras nações, ele chegou como “os indignados”, na Grã-Bretanha, Alemanha, Holanda, Canadá, México, Chile, Peru, entre outras. Mais fortalecido, o movimento dos “indignados” promete nesse fim de semana e começo da outra aumentar suas ações, que, embora pacíficas e sem lideranças, está fazendo tremer durões como Obama. I inda têm françêis…

@CRIANÇAS E ADOLESCENTES TRABALHAM em diversos setores, até nos lixões. De acordo coma Constituição Federal, os menores de 16 anos não podem ser contratados para trabalhar, salvo a partir de 14 anos, como aprendiz. Todavia, em todo Brasil, a própria Justiça tem concedido autorizações para crianças e adolescentes trabalharem. Entre os anos de 2005 e 2010, promotores e juízes concederam 33.173 mil autorizações.

Essas crianças têm carteira assinada, recebem os salários e todos os seus benefícios, de forma que o contrato de trabalho é todo regular. Só que, para o Ministério do Trabalho, o fato de uma criança menor de 16 anos estar trabalhando é algo que contraria toda a nossa legislação. Estamos fazendo o possível, mas não há previsão para acabarmos com esses números agora”, afirmou Luiz Henrique Ramos Lopes, chefe da Divisão de Fiscalização do Trabalho Infantil do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). I inda têm françêis…

@MOBILIZAÇÃO PELA EDUCAÇÃO, organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e suas 43 filiadas, pretende reunir em Brasília mais de 10 mil manifestantes para reivindicar junto o Congresso Nacional a incluir no Plano Nacional de Educação (PNE) 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para ser aplicado na educação, já que atualmente somente 5% do PIB é aplicado.

Todos os sindicatos levarão uma cota de profissionais a Brasília. Iremos marchar do Estádio Mané Garrincha até o Congresso Nacional.

Para nós, o recurso a mais tornou-se uma questão central. Se o PNE é um plano para o governo cumprir a tarefa de casa no atendimento da educação básica, no ensino técnico profissional, no momento das vagas do ensino superior público, é evidente que precisamos ter mais dinheiro.

Já há conversas que este relatório já pode vir semana que vem, portanto nossa marcha será estratégica no sentido de pressionar o Congresso Nacional”, afirmou Marta Vanelli, secretária-geral da CNTE.I inda têm françêis…

@ Wiener Philharmoniker – Maurice Ravel Bolero Inda tem francês…

Vamos que vamos!

A máfia no poder

*Mino Carta

Quando adolescente, já perguntava aos meus imberbes botões por que o Brasil, país de imigração campana, calabresa e siciliana, entre outras, não conhecia o fenômeno mafioso. Desde logo, formulei uma tese sem qualquer pretensão científica, mas convincente na opinião dos botões. Não temos uma Cosa Nostra no Brasil porque eméritos mafiosos estiveram e estão no poder, líderes em atividades diversas teoricamente legais, em condições de agir às claras e a salvo dos riscos corridos, e sofridos, por Al Capone ou Totò Riina.

Capone e Riina, e muitos outros do mesmo porte, acabaram na cadeia, aqui os equivalentes viveram e vivem à larga, ou estão soltos, quando não são nome de ruas e praças. Não faltam exemplos recentes nas áreas mais diversas, a começar pela política, a qual, a rigor, está em todas porque por trás de tudo. Algo espantoso se deu por ocasião do Panamericano do Rio. Previu-se um orçamento de 400 milhões, gastaram-se dez vezes mais para realizar obras hoje inúteis e entregues ao descaso. Serviços de todo gênero foram encomendados aos familiares e amigos dos organizadores da tertúlia monumental, a despeito dos nítidos conflitos de interesse. Que aconteceu com os responsáveis por tanto descalabro?

É do conhecimento do mundo mineral que quem mandou no Panamericano mandará nas Olimpíadas de 2016. Também é, quanto ao futebol, que a Fifa é um antro mafioso desde os tempos de João Havelange e que Joseph Blatter e Ricardo Teixeira são seus profetas. Desde a posse de Dilma Rousseff na Presidência da República CartaCapital permite-se chamar a atenção do governo para as péssimas consequências de um Mundial de Futebol desastrado, exposto ao risco do desmando, e várias vezes voltamos à carga no mesmo sentido.

Não nos precipitamos a endossar agora as suspeitas levantadas em relação ao ministro do Esporte, Orlando Silva, mesmo porque apressadamente veiculadas por Veja. CartaCapital jamais deixou de defender o princípio in dubio pro reo e enxerga na reportagem da semanal da Editora Abril insinuações e conjecturas em lugar de provas. Para variar. Certo é, contudo, que um ministro do Esporte chamado a lidar com Ricardo Teixeira e Joseph Blatter deve necessariamente situar-se acima de qualquer suspeita.

A presidenta, tão determinada no combate à corrupção, obviamente sabe disso e saberá precaver-se, a bem do País e do seu governo. CartaCapital insiste, de todo modo, em suas preocupações diante da clara presença no gramado e fora dele da máfia do futebol mundial.

Cabe encarar a questão também de outro ângulo, a partir da análise do singular destino da esquerda nativa. Refiro-me neste exato instante ao PCdoB, nascido da costela do Partidão em nome de uma fidelidade ideológica e moral que os discípulos de Luiz Carlos Prestes teriam traído. Outro aspecto da história brasileira que amiúde me levou a convocar os botões diz respeito à efetiva e duradoura existência de uma esquerda brasileira.

Desabrido, Lula já me disse, em entrevista publicada em CartaCapital há seis anos, “você sabe que eu nunca fui de esquerda”. Resta ver o que significa hoje ser de esquerda. Para mim claro está, ao menos, que é de esquerda quem se empenha, clara e honestamente pela igualdade, e sem medir esforços, para a redenção dos herdeiros da senzala. Parece-me que alguns passos neste rumo o ex-presidente deu.

Confirma-os, e com objetivos maiores, Dilma Rousseff ao definir o projeto de acabar com a miséria. Inevitável, entretanto, observar que um sem-número de políticos está a cuidar é da sua própria riqueza, e entre eles, pasmem, não faltam os ex-comunistas do B. Orlando Silva desde os começos de sua atuação ministerial é alvo de inúmeras denúncias de corrupção encaminhada pelas sendas do dinheiro das ONGs, a envolverem não somente o próprio, mas também seu partido. Era de se esperar? Desfecho inescapável de um enredo movido a ganância acima e além de crenças e princípios? O PCdoB já teve, entre outras razões de orgulho, a lisura e a coerência dos seus filiados. No poder, é mais um que se porta como os demais.

*Mino Carta é diretor de redação de CartaCapital. Fundou as revistas Quatro Rodas, Veja e CartaCapital. Foi diretor de Redação das revistas Senhor e IstoÉ. Criou a Edição de Esportes do jornal O Estado de S. Paulo, criou e dirigiu o Jornal da Tarde.

“MANAUS QUE QUEREMOS” COMEÇA EM FESTA NA PRAÇA

Na próxima segunda-feira, dia 24, a alcunhada cidade de Manaus comemora natalício. Alguns historiadores e não-historiadores dizem que são 342 anos. Mas para a Manaus que queremos não importa, visto que a cidade de Manaus ainda não existe. Portanto, não há motivo para comemorações. A não ser para os iludidos, os indiferentes e, principalmente, para os calculistas da prática da politicafrenia. O exercício doloroso de administrar a coisa pública sob a perspectiva patológica.

Maquiagem de ônibus

Maquiagem de ônibus

Maquiagem de ônibus

“Na semana passada já tivemos uma vitória : estive no Ministério Público do estado falando com a promotora de justiça Sheila Andrade e a promotora Ana Cláudia e elas acolheram nossos argumentos baseado em algumas fotos como estas aqui. Esta foto aqui mostra um ônibus de 2011 sendo pintado na garagem da Eucatur. Aqui outra foto que tiramos, assim estavam os ônibus maquiados e muitos deles são maquiados. Por conta disto a promotora, na terça feira dia 12, deu entrada em uma ação exigindo que não fosse aumentado os preços antes que estas empresas demonstrassem que realmente os ônibus que estão aí são novos. Então quero chamar atenção. Eles estão trabalhando com a seguinte questão: ônibus novo, preço novo. Não é verdadeiro isto, é uma mentira que estão falando pra nossa população. Por que posso garantir que com ônibus novos não se pode exigir que a população pague mais por conta disto ? Isto por que na planilha da tarifa os empresários colocam um item que é chamado depreciação que nada mais é que o dinheiro que eles pedem a população para que eles tenham a renovação freqüente dos ônibus. Então a população já paga para que os ônibus sejam renovados constantemente. Acredito que em torno de 25% de renovação anual deste ônibus, se este percentual está correto, significa que nos três anos que o Sr. Amazonino está na frente esta frota já deveria ter sido renovada em 900 ônibus, e por que não renovaram ? Por que a população paga por mês 1 milhão e 100 mil na tarifa para que este governo fiscalize este ônibus, e não eles não fazem que anualmente tenham os ônibus substituídos. ” Fala do vereador Waldemir José

Um exercício que, ao apanhar enunciações jurídica-administrativa-econômica-geográfica, traduz-se em cidade. Uma tradução que não reflete o que é urbe, os corpos matérias das cidades, ruas, calçadas, prédios, logradouros públicos, e corpus imateriais que constituem a verdadeira cidade: as relações afetivas de alegria de seus habitantes. Tudo que a alcunhada Manaus não expressa. Seus corpos materiais, como diz o filósofo Guattari, interpelam os habitantes, causando dor e tristeza, dado suas formas arquitetônica, estilística, histórica negarem a possibilidade de uma composição afetiva alegre. E seus corpos imateriais impossibilitam relações seguras de seus habitantes, porque essas relações dessa Manaus refletem os anseios das famílias que dominaram e dominam esse território através de suas particularidades pessoas. Uma cidade para elas manterem, iniciarem e preservarem seus privilégios materiais. Daí porque essa Manaus é uma não-cidade. Ela não expressa o encadeamento produtivo das potências de todas as famílias. Seu Direito Civil não é uma produção de todas as famílias.

Luta pela moradia Leila

Essa não-cidade é um patético quadro que só serve nesta data para professores incautos obrigarem seus oprimidos alunos a “pesquisar” sobre a data ufanística e as chamadas autoridades exibirem um contentamento com outras intenções, nada democráticas. O que elas sabem muito bem fazer.

Por isso, diante dessa antidemocrática realidade de uma não-cidade que já nasceu sob a dor de seus pioneiros habitantes, índios, caboclos, mestiços, oprimidos pela força colonial e o capital estrangeiro, os movimentos sociais, luta pela moradia, pelo transporte público, economia solidária, as associações, como a Associação Filosofia Itinerante (AFIN), Associação dos Agricultores, Associação dos Educadores Populares, religiosos, estudantes, Cáritas, CNBB, SARES, transeuntes, parlamentares como o vereador Waldemir José  (PT), deputado José Ricardo (PT) e o deputado federal Francisco Praciano (PT), se encontraram em festa-produtiva na Praça da Matriz para lançarem a enunciação política-social-econômica: “ A MANAUS QUE QUEREMOS”.

E aí, manos, a festa foi no palanque e na platéia-ativa. Falas, gargalhadas, incitações, cantos, tudo que uma festa estética-cidade pode realizar.

Uma perspectiva filosófica de uma estética urbana que a não-cidade jamais provocou. Uma estética-cidade onde todos seus habitantes poiéticos possam ser criadores do processual do viver, viver bem e viver com todos. O pletos democrático. A Pluralidade-Una da sociedade dos amigos: a Democracia.

Filósofo Marcos José

Membro da Cáritas Antonio

Com essa estética-cidade há razão para festa, porque criar sua própria história é a verdadeira festa dos iguais, como pensa a democracia.

Temos reunidos hoje alguns movimentos sociais e parlamentares que continuam na luta para que nossa cidade possa ter uma vida melhor. Hoje uma grande luta é pela educação de qualidade. Hoje há uma grande quantidade de prédios alugados, inclusive motéis que foram alugados e transformados em escola, esta uma realidade da Zona Oeste da cidade. Temos também o grande problema do transporte coletivo e que aqui nós trabalhadores e trabalhadoras que usamos todos os dias e sabemos disto. E inclusive há reclamações de cidadãos cadeirantes, como o que falou comigo ainda a pouco e pediu para lembrar que entre vários outros, os ônibus que faz o transporte para o Armando Mendes nenhum tem o elevador funcionando.” António, membro da Caritas.

Deputado Estadual José Ricardo

“Estamos aqui para apoiar a proposta de discussão de uma Manaus que queremos, uma Manaus que o povo merece, mas uma Manaus que tenha participação do povo, da sociedade, onde na administração pública tenha a participação do povo, principalmente nas discussões dos recursos e do orçamento. No Amazonas e em Manaus, que é administrada há 28 anos pelo mesmo grupo político, quando vamos falar de transparência, participação do povo, discussão do orçamento público as coisas se fecham e o povo não fica sabendo quanto é o dinheiro que existe para investir nas políticas necessárias para garantir qualidade de vida. E o povo também não sabe, pois não tem acesso e não é divulgado sobre o sistema de transporte coletivo.

Manaus é uma cidade não para de crescer e que cresceu a tal ponto pela falta de empenho dos governantes, pois não há espaço para moradia, de ter loteamentos populares, para que o mais pobre possa ter acesso. E hoje são muitos bairros que é difícil levar benefícios, pois não houve planejamento, não tem espaço, as vezes até para passar os ônibus. O poder público não tem projetos de habitação que contemplem os mais pobres, ou os que não tem renda. E Manaus que hoje é a 7ª cidade em população no Brasil com 1 milhão e 700 mil pessoas segundo o IBGE não tem um projeto de loteamento popular onde o cidadão possa procurar, ou a prefeitura ou o governo para comprar um terreno e depois buscar o financiamento com órgãos facilitadores como a Caixa Econômica. E na educação também percebemos que o que queremos para cidade precisa ser mais intenso, pois hoje o dinheiro que tem para educação é pouco e temos escolas com deficiência, temos a manutenção de mais de um terço das escolas municipais sendo prédios alugados e no estado não é muito diferente e os professores continuam lutando para ter o básico. No município há quase 15 porcento de desistentes por que parte das escolas nem espaço para parte de lazer tem.” Deputado José Ricardo

Vereador Waldemir José

“Juntos nós temos ainda muito à construir para uma cidade que sirva para todos e para todas e não apenas uma cidade para as “minorias”. Como foi mostrado na apresentação do MCVE, um ponto importante para discussão é a carência da educação pública de qualidade, coisa que não acontecia há 40 anos atrás e hoje escola pública quer dizer escola para conquistar títulos e não para aprender a ser cidadão e dominar as técnicas.

Outro fato importante para ser discutido é que a menos de um mês a cidade de Manaus vêm berrando nas ruas por falta d’água. No Mauzinho há questão de 15,10 dias atrás 500 pessoas foram as ruas queimar pneus, chamar atenção das autoridades que lá não tinha água. Há 12 dias atrás no Jorge Teixeira, umas 300 pessoas foram as ruas dizer que não tinha água naquele bairro. Isto está virando uma rotina, sendo que uma das empresas que mais recebo reclamações é da companhia Águas do Amazonas. E há 10 anos atrás quando Amazonino privatizou a Cosama o vereador, na época, Praciano já dizia que se houvesse a privatização ia se tirar água da casa dos pobres, e foi isto que aconteceu. Eles não cumprem o contrato que eles fizeram. É comum vermos nesta cidade pessoas que recebem um salário mínimo e tem uma conta de água de 200 reais. Isto é um absurdo, pois água é uma questão de vida e não de lucro. A partir de hoje estamos junto com algumas entidades abrindo uma campanha em nossa cidade e queremos colocar em pauta a substituição da Companhia Águas do Amazonas. Nós queremos fazer um plebiscito e precisamos que a Câmara de Manaus vote que é preciso ter este plebiscito para que a população diga para o poder constituído se querem ou não Águas do Amazonas. Nós apresentamos este projeto de plebiscito das águas desde o dia 21 de julho deste ano e está parado na Câmara sem a consideração do presidente.  Então para aprovar este projeto só com uma força vindo da sociedade.” Verador Waldemir José

Deputado Federal Praciano

“Nós temos que lutar juntos e gritar que não dá mais ficar com o transporte coletivo como está, pagando este preço; não dá mais pra sermos a cidade do encontro das águas e a gente não tem água. Nem administrar água nossos governantes souberam. Chega. Não dá mais de roubo de corrupção, de ver uma ponte de 500 mil se transformar em uma ponte de um bilhão e cem mil; não dá mais ver estádio de 600 milhões para franquia de eventos. Um dos maiores escândalos de corrupção aqui há 6 anos atrás se mostrou na Operação Albatroz (da Polícia Federal) onde o cara que tinha a chave do cofre do estado, o secretário de fazenda, Alfredo Paes,  foi preso e algemado por sua corrupção avaliada em 501 bilhões de reais por conta de licitações falsas, de uma quadrilha que envolvia muita gente. O processo correu em segredo de estado e o povo não podia saber. A justiça foi tão ruim, tão lenta que  este cidadão foi premiado.  Aqui nesta cidade hoje Alfredo Paes é o secretário de fazenda do Amazonino, sendo o dono do cofre do município. Chega de corrupção, de disperdício e falta de transparência, de transporte coletivo ineficiente.

No interior do Estado do Amazonas não tem um mamógrafo funcionando em nenhum município do interior. Cidadão do interior que quer tratar da aposentadoria e busca auxílio da previdência, não encontra no interior nenhum perito médico. Para estes governantes, cidadão do interior é cidadão de segunda categoria. Mas eles se acham os melhores, o governo da ponte, do Prosamin de 8 bilhões que não tem transparência. E a saúde… As farmácias populares em Manaus como estão ? Peguemos um dado. Palmas: 235 mil habitantes, capital do Tocantins. Manaus: quase 2 milhões de habitantes. Sabe quantas farmácias populares tem na cidade de Manaus ? 24 farmácias. E em Palmas com 235 mil habitantes ? 26 farmácias populares. Isto pois não entende que farmácia pro povo é importante, remédio pros aposentados, pro povo. E popular que dá desconte de 90%, 85%. Remédio de 20 reais sai por 1,50, outros de 300 reais você compra por 20. Sabe quantos municípios do interior tem farmácia popular. Só sete dos 61.” Deputado federal Francisco Praciano

ENQUANTO A SENSATEZ DE DILMA PREVALECE AO COMENTAR A MORTE DE KHADAFI, HILARY CLINTON COMEMORA

A presidenta Dilma Vana Rousseff, em Angola, na África, ao ser informada sobre a morte do ditador líbio Muammar Khadafi, manteve a sensatez, a inteligência e a honestidade que os verdadeiros e puros políticos têm. Disse “que não se deve comemorar a morte de qualquer líder”.

Acho que a Líbia está passando por um processo de transformação democrática. Agora, isso não significa que a gente comemore a morte de qualquer líder que seja. O fato de ela (Líbia) está em um processo democrático é algo que todo mundo deve, acho que não é comemorar a palavra, mas apoiar, incentivar e, de fato, o que queremos é que os países tenham capacidade de, internamente, viver em paz com a democracia.

A grande questão é a reconstrução. Uma reconstrução dentro do clima de paz. Porque não é só a guerra em si que causa danos. Causa danos também o pós-guerra, o efeito da destruição sobre as populações e as nações”, concebeu, diplomaticamente, política Dilma.

Enquanto Dilma dava demonstração de racionalidade política e respeito pelas nações, a Secretária de Estado norte-americano Hilary Clinton se preparava em um estúdio para fazer comentário sobre um tema qualquer quando uma de suas assessoras lhe entregou um telefone celular onde estava a mensagem da morte de Khadafi. Quando Hilary leu a mensagem não se conteve de satisfação e soltou um sonoro Wow! de satisfação.

Hilary tinha razão de comemorar a morte de Khadafi. Nós últimos messes, aquele que já havia negociado com o governo dos Estados Unidos no passado era agora inimigo que deveria ser destruído. Anseio dos predadores daquilo que eles chamam de política, tudo em nome da democracia que eles idealizaram paranoicamente.

Não foi por menos que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao saber da notícia, desabafou, afirmando que o mundo não tem mais lugar para ditadores. É verdade, principalmente para os ditadores do capitalismo. A ditadura que ele, Obama, defende como honra de um homem premiado pelo Nobel da Paz. A ditadura que mata crianças e inocentes em todo mundo.

É por isso que ele vem assistindo com grande inquietação o crescimento em seu país e em todo o mundo capitalista os movimentos contra a ditadura do capitalismo que ele defende.

PROTESTO INDÍGENA LEVA IBAMA A SUSPENDER CONSTRUÇÃO DA USINA SÃO MIGUEL NO RIO TELES PIRES

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), diante da situação tensa no Rio Teles Pires, no Mato Grosso, depois que os índios das etnias Kaiaby, Apiacá e Munduruku transformaram em reféns dois funcionários da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e cinco funcionários da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), como protesto contra o aproveitamento hidroelétrico do rio e o retardo na demarcação de terras indígenas dessas etnias, decidiu suspender as audiências públicas do processamento de licenciamento ambiental da Usina Hidrelétrica de São Miguel no Rio Teles Pires.

As audiências do Ibama tinham o propósito de discutir o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) da construção da usina com as comunidades, e as audiências estavam previstas para os dias 22, 23 e 25 desse mês corrente.

Por sua vez, o EPE tem como meta licitar a usina em leilão marcado para o dia 20 de dezembro.

CHÁVEZ, COMENTANDO SEU TRATAMENTO, DIZ QUE COMEÇOU A SAIR DA CAVERNA PARA A VANGUARDA

Novamente o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, desmente notícias que tinha piorado em seu estado enfermo em razão de um câncer que foi acometido. A última notícia de sua impossibilidade de cura foi divulgada por um de seus médicos, que afirmou que ele teria no máximo dois anos de vida, porque sua doença é incurável.

Agora, depois de quatro meses de tratamento médico em Havana, Cuba, Chávez, em solo venezuelano, reafirma que não há mais “células malignas no organismo”, e que vai percorrendo pouco a pouco os caminhos para chegar ao primeiro plano.

Não há atividades anormais das células, segundo a tomografia computadorizada e a ressonância magnética.

Comecei a sair da caverna, agora estou na vanguarda. Estava na retaguarda e já comecei a percorrer os caminhos e pouco a pouco sigo para o primeiro plano.

Os efeitos da quimioterapia são mais lentos e provocam dois impactos, a baixa imunidade e uma espécie de barreira epidemiológica”, afirmou o presidente venezuelano.

Na tarde de ontem, Chávez foi à cidade venezuelana de Táchira, seguindo para cidade de La Grita, para pagar uma promessa no Santuário do Santo Cristo.

ANUNCIADA A MORTE DE KHADAFI

O canal de TV “Al Jazeera”, do Qatar, veiculou há pouco imagens que seriam do suposto corpo Muammar Khadafi, que teriam sido conseguidas logo após o ex-líder líbio ter sido morto pelas forças do Conselho Nacional de Transição em Sirte.

Depois o vice-presidente do Conselho Nacional de Transição, Abdel Hafiz Ghoga, confirmou em entrevista coletiva transmitida pela TV a partir de Benghazi, no leste da Líbia, a morte do coronel Khadafi.

Segundo explicações, ex-ditador da Líbia foi ferido e morto quando as forças rebeldes da cidade de Sirte tentavam capturá-lo. Ainda de acordo com a Al Jazeera, o corpo de Khadafi foi enviado para ser examinado em um necrotério.

A cidade de Sirte era o último foco de resistência das tropas que permaneciam leais a Khadafi. Com a notícia, rapidamente as ruas da capital da Líbia,  Trípoli e, Sirte foram ocupadas pela população.

CRÔNICA EM TEMPO REAL DA IRREAL MORTE DE KHADAFI

Simplesmente, quando o matador exagera, precisa-se, por vezes, liquidá-lo também”, diz Jean Baudrillard sobre o acordo que o Ocidente mantinha com Saddam Hussein contra o Irã.

Até dias recentes, como bem observou o educador Miguel Oliveira num texto neste bloguinho intempestivo, “o ditador era amigo de todos os grandes mandatários europeus. Almoçava com Berlusconi, jantava com Sarkozy, passeava pela Inglaterra, Alemanha, Bruxelas, Amsterdã, Suécia. Era adorado. Seu país possuía o que mantinha a riqueza de todos. Petróleo, ouro, água, praias”.

Além disso, chama a atenção a forma como se deu a sanha do velho faroeste americano em perseguir e capturar Khadafi, e o uso das forças de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), que acabou auxiliando no massacre de civis na Líbia.

Por fim, a filmagem com um celular da morte de Khadafi, que foi veiculada imediatamente ao mundo inteiro, só demonstra a banalização da estupidez e da perversidade, que recobre com a imagem da morte todo o mundo, enquanto a desrealiza.

Já não é possível matar Khadafi. Ele existe no simulacro da imagem de sua própria morte. Mas o engodo maior desse tipo de execução telemidiática em tempo real é que torna cada um de nós virtualmente executores. Todos a serviço do telecapitalismo, enquanto se vão vendendo os ingressos para o teatrinho e teatrão dos valores Ocidentais.

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Leia também neste bloguinho:

A SUBJETIVIDADE CAPITALISTA APRONTA DAS SUAS NA LÍBIA

KHADAFI NA MIRA DO VELHO FAROESTE AMERICANO

DILMA E O PRESIDENTE DE MOÇAMBIQUE EXIGEM QUE O G20 DECIDAM COM RAPIDEZ SOBRE A CRISE

A presidenta Dilma e o presidente de Moçambique, Armando Emílio Guebuza, durante diálogo sobre os 40 projetos bilaterais em andamento, nas áreas da agricultura, educação, ciência e tecnologia, saúde, formação profissional, e sobre a fábrica de antirretrovirais e outros medicamentos, em Moçambique, exigiram do G20 decisão sobre a crise financeira internacional, porque estão preocupados com o impacto da crise.

Falando sobre estreitamento das relações entre o Brasil e Moçambique, os dois chefes de Estado afirmaram que vão se dedicar à defesa dos princípios democráticos.

Os dois chefes de Estado expressaram preocupação com a crise financeira internacional, tento concordado em trabalhar em conjunto, bilateral e multilateralmente, para minimizar os seus efeitos. Nesse sentido, concordaram também que o G20 deve voltar a demonstrar capacidade de resposta conjunta diante da atual situação econômica mundial, como ocorreu em 2008.

Os dois estão empenhados em defender os princípios democráticos, respeito aos direitos humanos, ao Estado de Direito e boa governança política e econômica”, diz o comunicado.

PGR VAI PEDIR ABERTURA DE INQUÉRITO AO STF PARA INVESTIGAR ORLANDO SILVA

Por tomar as denúncias contra o ministro do Esporte, Orlando Silva, como graves, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, vai pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) abertura de inquérito para investigá-lo.

A gravidade dos fatos é tamanha que se impõe, para que se possa examiná-los, o inquérito no STF”, disse o procurador-geral da República.

De acordo com Roberto Gurgel, o inquérito só será aberto depois que o Ministério Público determinar quais as diligências que devem ser tomadas, e depois dos desdobramentos que devem ocorrer nesta semana, como o depoimento do policial militar delator, João Dias Ferreira, na Polícia Federal.

Para o procurador-geral da República, apenas o depoimento do policial militar delator não pode levar o inquérito a conclusões possíveis.

Nós não podemos nesse momento considerar os fatos provados apenas em razão das declarações de uma única pessoa. Nós temos que examinar isso com atenção devida, com todo cuidado, para verificar sua procedência e, em sendo procedente, aí sim serem adotadas as providências que o caso requer”, afirmou o procurador-geral.

Como o ex-ministro do Esporte, Agnelo Queiroz (PT/DF), hoje governador do Distrito Federal (DF) também está sendo acusado de recebimento de R$ 250 mil de propina, o procurador-geral da República disse que há possibilidade do MP pedir ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a remessa ao STF do inquérito que envolve Agnelo.

Estamos neste momento examinando isso. Hoje passei a manhã examinando este aspecto e é possível sim que a Procuradoria peça aqui o inquérito que existe relacionado ao governador e que se encontra no STJ”, observou Roberto Gurgel.

GOVERNO FEDERAL E ÍNDIOS VÃO SE REUNIR COM A OEA PARA DISCUTIR BELO MONTE

Marcada para a próxima quarta-feira, dia 26, em Washington, para tratar das discordâncias na construção da Usina de Belo Monte, no estado do Pará, a Organização dos Estados Americanos (OEA) vai se reunir com representantes do governo brasileiro, representantes das comunidades tradicionais indígenas e as entidades de direitos humanos responsáveis pelas denúncias de violação nas áreas afetadas pela construção da usina.

Responsável pelo tratamento do tema, o Ministério das Relações Exteriores ainda não se manifestou se mandar algum representante para a reunião.

A reunião foi convocada a partir do momento que a comissão da OEA recebeu as explicações do governo, em abril de 2011, e que os representantes das comunidades contestaram as explicações. A questão se refere à medida cautelar emitida pela comissão que exige audiência com os índios e a tradução dos estudos de impacto ambiental, para a língua indígena.

As denúncias enviadas para a comissão em novembro de 2010 trata dos desrespeitos aos direitos dos índios e das comunidades ribeirinhas que habitam a região de Volta Grande do Xingu.

São autores das denúncias as entidades Movimento Xingu Vivo Para Sempre, Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Prelazia do Xingu, Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos, Justiça Global e Associação Interamericana para Defesa do Ambiente (Ainda).

Sociólogo norte-americano antecipa que ‘o capitalismo chegou ao fim da linha’

Há exatamente dois anos, você disse ao RT que o colapso real da economia ainda demoraria alguns anos. Esse colapso está acontecendo agora?

Não, ainda vai demorar um ano ou dois, mas está claro que essa quebra está chegando.

Quem está em maiores apuros: Os Estados Unidos, a União Europeia ou o mundo todo?

Na verdade, o mundo todo vive problemas. Os Estados Unidos e União Europeia, claramente. Mas também acredito que os chamados países emergentes, ou em desenvolvimento – Brasil, Índia, China – também enfrentarão dificuldades. Não vejo ninguém em situação tranquila.

Você está dizendo que o sistema financeiro está claramente quebrado. O que há de errado com o capitalismo contemporâneo?

Essa é uma história muito longa. Na minha visão, o capitalismo chegou ao fim da linha e já não pode sobreviver como sistema. A crise estrutural que atravessamos começou há bastante tempo. Segundo meu ponto de vista, por volta dos anos 1970 – e ainda vai durar mais uns 20, 30 ou 40 anos. Não é uma crise de um ano, ou de curta duração: é o grande desabamento de um sistema. Estamos num momento de transição. Na verdade, na luta política que acontece no mundo — que a maioria das pessoas se recusa a reconhecer — não está em questão se o capitalismo sobreviverá ou não, mas o que irá sucedê-lo. E é claro: podem existir duas pontos de vista extremamente diferentes sobre o que deve tomar o lugar do capitalismo.

Qual a sua visão?

Eu gostaria de um sistema relativamente mais democrático, mais relativamente igualitário e moral. Essa é uma visão, nós nunca tivemos isso na história do mundo – mas é possível. A outra visão é de um sistema desigual, polarizado e explorador. O capitalismo já é assim, mas pode advir um sistema muito pior que ele. É como vejo a luta política que vivemos. Tecnicamente, significa é uma bifurcação de um sistema.

Então, a bifurcação do sistema capitalista está diretamente ligada aos caos econômico?

Sim, as raízes da crise são, de muitas maneiras, a incapacidade de reproduzir o princípio básico do capitalismo, que é a acumulação sistemática de capital. Esse é o ponto central do capitalismo como um sistema, e funcionou perfeitamente bem por 500 anos. Foi um sistema muito bem sucedido no que se propõe a fazer. Mas se desfez, como acontece com todos os sistemas.

Esses tremores econômicos, políticos e sociais são perigosos? Quais são os prós e contras?

Se você pergunta se os tremores são perigosos para você e para mim, então a resposta é sim, eles são extremamente perigosos para nós. Na verdade, num dos livros que escrevi, chamei-os de “inferno na terra”. É um período no qual quase tudo é relativamente imprevisível a curto prazo – e as pessoas não podem conviver com o imprevisível a curto prazo. Podemos nos ajustar ao imprevisível no longo prazo, mas não com a incerteza sobre o que vai acontecer no dia seguinte ou no ano seguinte. Você não sabe o que fazer, e é basicamente o que estamos vendo no mundo da economia hoje. É uma paralisia, pois ninguém está investindo, já que ninguém sabe se daqui a um ano ou dois vai ter esse dinheiro de volta. Quem não tem certeza de que em três anos vai receber seu dinheiro, não investe – mas não investir torna a situação ainda pior. As pessoas não sentem que têm muitas opções, e estão certas, as opções são escassas.

Então, estamos nesse processo de abalos, e não existem prós ou contras, não temos opção, a não ser estar nesse processo. Você vê uma saída?

Sim! O que acontece numa bifurcação é que, em algum momento, pendemos para um dos lados, e voltamos a uma situação relativamente estável. Quando a crise acabar, estaremos em um novo sistema, que não sabemos qual será. É uma situação muito otimista no sentido de que, na situação em que nos encontramos, o que eu e você fizermos realmente importa. Isso não acontece quando vivemos num sistema que funciona perfeitamente bem. Nesse caso, investimos uma quantidade imensa de energia e, no fim, tudo volta a ser o que era antes. Um pequeno exemplo. Estamos na Rússia. Aqui aconteceu uma coisa chamada Revolução Russa, em 1917. Foi um enorme esforço social, um número incrível de pessoas colocou muita energia nisso. Fizeram coisas incríveis, mas no final, onde está a Rússia, em relação ao lugar que ocupava em 1917? Em muitos aspectos, está de volta ao mesmo lugar, ou mudou muito pouco. A mesma coisa poderia ser dita sobre a Revolução Francesa.

O que isso diz sobre a importância das escolhas pessoais?

A situação muda quando você está em uma crise estrutural. Se, normalmente, muito esforço se traduz em pouca mudança, nessas situações raras um pequeno esforço traz um conjunto enorme de mudanças – porque o sistema, agora, está muito instável e volátil. Qualquer esforço leva a uma ou outra direção. Às vezes, digo que essa é a “historização” da velha distinção filosófica entre determinismo e livre-arbítrio. Quando o sistema está relativamente estável, é relativamente determinista, com pouco espaço para o livre-arbítrio. Mas, quando está instável, passando por uma crise estrutural, o livre-arbítrio torna-se importante. As ações de cada um realmente importam, de uma maneira que não se viu nos últimos 500 anos. Esse é meu argumento básico.

Você sempre apontou Karl Marx como uma de suas maiores influências. Você acredita que ele ainda seja tão relevante no século XXI?

Bem, Karl Marx foi um grande pensador no século XIX. Ele teve todas as virtudes, com suas ideias e percepções, e todas as limitações, por ser um homem do século XIX. Uma de suas grandes limitações é que ele era um economista clássico demais, e era determinista demais. Ele viu que os sistemas tinham um fim, mas achou que esse fim se dava como resultado de um processo de revolução. Eu estou sugerindo que o fim é reflexo de contradições internas. Todos somos prisioneiros de nosso tempo, disso não há dúvidas. Marx foi um prisioneiro do fato de ter sido um pensador do século XIX; eu sou prisioneiro do fato de ser um pensador do século XX.

Do século 21, agora…

É, mas eu nasci em 1930, eu vivi 70 anos no século XX, eu sinto que sou um produto do século XX. Isso provavelmente se revela como limitação no meu próprio pensamento.

Quanto – e de que maneiras – esses dois séculos se diferem? Eles são realmente tão diferentes?

Eu acredito que sim. Acredito que o ponto de virada deu-se por volta de 1970. Primeiro, pela revolução mundial de 1968, que não foi um evento sem importância. Na verdade, eu o considero o evento mais significantes do século XX. Mais importante que a Revolução Russa e mais importante que os Estados Unidos terem se tornado o poder hegemônico, em 1945. Porque 1968 quebrou a ilusão liberal que governava o sistema mundial e anunciou a bifurcação que viria. Vivemos, desde então, na esteira de 1968, em todo o mundo.

Você disse que vivemos a retomada de 68 desde que a revolução aconteceu. As pessoas às vezes dizem que o mundo ficou mais valente nas últimas duas décadas. O mundo ficou mais violento?

Eu acho que as pessoas sentem um desconforto, embora ele talvez não corresponda à realidade. Não há dúvidas de que as pessoas estavam relativamente tranquilas quanto à violência em 1950 ou 1960. Hoje, elas têm medo e, em muitos sentidos, têm o direito de sentir medo.

Você acredita que, com todo o progresso tecnológico, e com o fato de gostarmos de pensar que somos mais civilizados, não haverá mais guerras? O que isso diz sobre a natureza humana?

Significa que as pessoas estão prontas para serem violentas em muitas circunstâncias. Somos mais civilizados? Eu não sei. Esse é um conceito dúbio, primeiro porque o civilizado causa mais problemas que o não civilizado; os civilizados tentam destruir os bárbaros, não são os bárbaros que tentam destruir os civilizados. Os civilizados definem os bárbaros: os outros são bárbaros; nós, os civilizados.

É isso que vemos hoje? O Ocidente tentando ensinar os bárbaros de todo o mundo?

É o que vemos há 500 anos.

PARA OS SENADORES, OAB E CNBB TÊM DE HAVER MUDANÇA NO PROJETO QUE CRIA A COMISSÃO DA VERDADE

O projeto de lei que cria a Comissão Nacional da Verdade, que foi aprovada pela Câmara dos Deputados, e que se encontra próximo de ser votado no plenário do Senado, tem que ser modificado, para permitir total divulgação dos documentos sigilosos do período da ditadura militar. É o que pretendem senadores, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

O texto deve ter modificação para garantir autonomia financeira e política à comissão, foi o que defendeu no Senado o filho do ex-presidente João Goulart, João Vicente Goulart.

Que depois de tanto tempo e tanta luta, essa comissão não seja instalada sem autonomia”, disse Goulart, que foi seguido pela observação do presidente da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coelho, para quem a Comissão da Verdade deve ser plural.

Já Gilda Carvalho, procuradora federal dos Direitos dos Cidadãos, sugeriu que conste no texto da proposta que militares e pessoas ligadas às vítimas da ditadura não participem da comissão para que ela seja imparcial.

Entendemos que a comissão deve ser criada com membros que tenham honradez, compromisso com o país e imparcialidade. Por isso, somos contra a participação de representantes dos militares e das vítimas”, afirmou Gilda.

Durante o debate, alguns vereadores se opuseram à pressa na aprovação do projeto promovida pela Câmara dos Deputados.

Não podemos apenas bater o carimbo do que vem da Câmara com a desculpa de que não pode voltar para lá por questões de prazo. Esta é a Casa da Federação e temos que manter o equilíbrio”, observou o senador Pedro Taques (PDT/MS).

Para fortalecer o que foi observado por Taques, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL/AP) afirmou que a Casa não pode ser apenas homologatória.

Esta Casa não pode apenas ser homologatória das propostas aprovadas na Câmara. Não podemos aceitar a imposição de que o tempo não nos permite melhorar o projeto”, disse Rodrigues.

Por sua vez, a senadora Lídice da Mata (PSB/BA) disse que a comissão não apenas para reconciliar, mas sim fazer justiça.

A comissão deveria se chamar Comissão da Justiça. Não podemos pensar que ela vai produzir apenas um material histórico sobre o que ocorreu durante a ditadura. O que estamos buscando com a comissão é a justiça seja feita”, disse a senadora.

MINISTRO FALA EM AUDIÊNCIA COM DEPUTADOS, ENQUANTO A CHAMADA OPOSIÇÃO FALA COM POLICIAL DENUNCIANTE

Na audiência conjunta das comissões de Fiscalização Financeira e Controle e de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados, que durou três horas, o ministro do Esporte, Orlando Silva, voltou a negar com veemência a acusação feita pelo policial militar João Dias Ferreira, ex-militante do PC do B, à suja Veja. O denunciante, em conluio com a revista da extrema-direita, afirmou que o ministro participou de um esquema de corrupção no Programa Segundo Tempo, responsável pelo repasse de verbas para incentivar crianças e jovens a praticar esportes. Segundo o policial, que já esteve preso, o ministro Orlando Silva recebeu dinheiro desviado do programa.

O ministro, na audiência, negou que tenha praticado qualquer ato ilícito, e que a prova é que não há qualquer prova.

O fato gravíssimo é que uma revista nacional disse que o ministro recebeu recurso público de desvio e até agora não mostrou nenhuma prova.

Nego peremptoriamente. Não houve, não haverá provas contra mim. Também repudio a informação de que haja esquema de Caixa 2 para o meu partido. Repudio as duas denúncias.

Coloquei meus sigilos fiscal, bancário e telefônico à disposição.

Quem fez a acusação? Trata-se de um desqualificado, um criminoso, uma pessoa que foi presa, uma fonte bandida”, afirmou o ministro.

Enquanto o ministro falava em audiência, o policial denunciante se encontrava com a incansável trupe conspiradora composta pelos ressentidos líderes da chamada oposição. Sem tese política para propor para a democracia brasileira, ela aproveita a sociedade com a imprensa sórdida de mercado que sempre se encontra disposta para sangrar a democracia popular.

De acordo com o deputado janota do DEM, ACMZinho, o delator foi de uma riqueza de detalhes sobre a acusação contra o ministro. O janota disse que o delator deu um “depoimento estarrecedor”.

Foi um depoimento absolutamente estarrecedor, com detalhes que não estão na revista, com provas materiais inegáveis contra o ministro e o ministério”, afirmou ACMZinho, do alto de seu senso de boyzinho do vovô ACMZão.

ACMZinho é engraçadinho. Ele acredita que a sociedade brasileira é abestalhada. Ele fala em provas que não saíram na suja Veja. Quem acredita que a suja iria deixar passar provas sob o domínio do policial delator? ACMZinho quer frisson. E frisson da direitaça é de um péssimo gosto.

Por sua vez, o Ministério da Justiça pediu à Polícia Federal proteção para o policial militar delator.

HOJE TEM GREVE GERAL NO CHILE

Estudantes do Chile, que lutam por uma educação pública e de qualidade, há mais de cinco meses em greve, estarão no dia de hoje, 19, realizando mais uma greve geral que contará com as participações de professores, funcionários públicos, donas de casa, trabalhadores e os principais sindicatos do país.

A greve, além de ser um protesto pela criação de um sistema de ensino democrático, que realize os direitos do povo chileno, é uma manifestação contra a posição intransigente do governo do presidente da direita ultraconservadora, Sebastián Piñera, que vem endurecendo no tratamento contra os grevistas, onde centenas de manifestantes já foram presos e feridos por ação de sua força policial.

Ontem, dia 18, véspera da realização da greve geral, ruas da capital do Chile, Santiago, amanheceram com ônibus incendiados, barricadas, o que provocou uma lentidão no tráfego. De acordo com informação da polícia, os responsáveis pelos danos foram pessoas encapuzadas.

Segundo os líderes estudantis Gastón Urrutia e Camilo Ballesteros, a paralisação foi a forma encontrada pelas categorias e as famílias para exigir reformas no ensino do Chile.

A ATRIZ SUSAN SARANDON RECONHECE O PAPA BENTO XVI COMO NAZISTA

A bela, honesta, inteligente, engajada nas causas políticas e sociais, atriz Susan Sarandon, que foi criada na doutrina católica e que em 1999 foi escolhida Embaixadora da Boa Vontade do UNICEF, em um debate em um festival de cinema norte-americano, afirmou que havia enviado para o papa uma cópia do livro no qual foi baseado o filme Os Últimos Passos de um Homem, que narra à história de um condenado e que lhe permitiu ganhar um Oscar, em 1995.

Perguntada que papa, ela respondeu: “O último papa. Não esse nazista que temos agora”.

Como já é do conhecimento do mais carola fiel, o papa Bento XVI, que nasceu na Alemanha, e na pia batismal recebeu o nome de Joseph Ratzinger, durante sua juventude, pertenceu à entidade nazista Juventude Hitlerista, no início de 1940.

NO IBAS, DILMA DEFENDE MAIOR PARTICIPAÇÃO DE EMERGENTES NO DESEMPENHO GLOBAL

Durante a abertura do Fórum Ibas, que reúne Índia, Brasil e África do Sul, e que começou hoje (18) pela manhã, em Pretória, capital sul-africana, a presidenta Dilma Vana Rousseff, em seu discurso, falou que a forma como os três países representados lidaram e vem lidando com a crise mundial demonstra que crescimento, geração de empregos e distribuição de renda devem caminhar juntos.

Para ela, a intensificação da recessão fiscal não resolve a crise financeira, que só passará a diminuir com um acordo sólido entre os países europeus, que devem operar uma consolidação fiscal e controlar os sistemas bancários. Por isso, Dilma convocou, segundo notícia no Blog do Planalto, o mundo a se unir em torno de uma consolidação fiscal e coordenação macroeconômica e reiterou que os países em desenvolvimento podem e devem participar da construção de uma nova ordem internacional.

Não podemos ficar reféns de visões ultrapassadas ou de paradigmas vazios de preocupação social em relação ao emprego e em relação à riqueza dos povos. É prioritário solucionar o problema da dívida soberana e reverter o quadro recessivo global. É inadiável a regulamentação do sistema financeiro; é fundamental pôr fim a políticas monetárias que provocam uma verdadeira guerra cambial e estimulam o protecionismo”, afirmou a presidenta.

Dilma defendeu ainda uma reforma urgente do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (Bird), entre outros organismos multilaterais. Ela destacou ainda a posição responsável dos países do Ibas diante do conflito na Líbia e da posição quanto ao conflito na Síria. Para ela, todos eles têm “todas as credenciais para assumir assento permanente e dotar aquele órgão da legitimidade que lhe falta”.

A brasileira finalizou convidando o presidente Zacob Zuma e o primeiro-ministro Manmohan Singh para participarem da Rio+20, em junho de 2012 no Brasil, e a “estreitar a cooperação trilateral no comércio e em programas de educação, ciência, tecnologia e inovação, como o Ciência sem Fronteiras”.

A importância do Ibas tem muito a ver com o papel global que desempenhamos e podemos desempenhar, com o fato de que representamos três continentes – a América Latina, a África e a Ásia. Esse Fórum é, portanto, um poderoso instrumento para promover a cooperação trilateral em áreas de impacto concreto nas nossas regiões e nos nossos países (…). Nossa diversidade e nossa cooperação são os principais trunfos que temos para garantir uma presença livre e soberana dos países em desenvolvimento neste mundo em transformação em que vivemos”, convocou Dilma.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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