Arquivo para 2 de novembro de 2011

Viver entre os 1%

Amigos,

Há 22 anos, que se completam nesta terça-feira, estava com um grupo de operários, estudantes e desempregados no centro da cidade onde nasci, Flint, Michigan, para anunciar que o estúdio Warner Bros, de Hollywood, comprara os direitos de distribuição do meu primeiro filme, “Roger & Me”. Um jornalista perguntou: “Por quanto vendeu?”

“Três milhões de dólares” – respondi com orgulho. Houve um grito de admiração, do pessoal dos sindicatos que me cercava. Nunca acontecera, nunca, que alguém da classe trabalhadora de Flint (ou de lugar algum) tivesse recebido tanto dinheiro, a menos que um dos nossos roubasse um banco ou, por sorte, ganhasse o grande prêmio da loteria de Michigan.

Naquele dia ensolarado de novembro de 1989, foi como se eu tivesse ganho o grande prêmio da loteria – e o pessoal com quem eu vivia e lutava em Michigan ficou eufórico com o meu sucesso. Foi como se um de nós, finalmente, tivesse conseguido, tivesse chegado lá, como se a sorte finalmente nos tivesse sorrido. O dia acabou em festa. Quando se é trabalhador, de família de trabalhadores, todos cuidam de todos, e quando um se dá bem, ou outros vibram de orgulho – não só pelo que conseguiu ter sucesso, mas porque, de algum modo, um de nós venceu, derrotou o sistema brutal contra todos, sem mercê, que comanda um jogo cujas regras são distorcidas contra nós.

Nós conhecíamos as regras, e as regras diziam que nós, ratos das fábricas da cidade, nunca conseguíamos fazer cinema, ou aparecer em entrevistas na televisão ou conseguíamos fazer-nos ouvir em palanque nacional. A nossa parte deveria ser ficar de bico calado, cabeça baixa, e voltar ao trabalho. E, como que por milagre, um de nós escapara dali, estava a ser ouvido e visto por milhões de pessoas e estava ‘cheio de massa’ – santa mãe de deus, preparem-se! Um palanque e muito dinheiro… agora, sim, é que os de cima vão ver!

Naquele momento, eu sobrevivia com o subsídio de desemprego, 98 dólares por semana. Saúde pública. O meu carro morrera em abril: sete meses sem carro. Os amigos convidavam-me para jantar e sempre pagavam a conta antes que chegasse à mesa, para me poupar ao vexame de não poder dividi-la.

E então, de repente, lá estava eu montado em três milhões de dólares. O que eu faria do dinheiro? Muitos rapazes de terno e gravata apareceram com montes de sugestões, e logo vi que, quem não tivesse forte sentido de responsabilidade social, seria facilmente arrastado pela via do “eu-eu” e muito rapidamente esqueceria a via do “nós-nós”.

Em 1989, então, tomei decisões fáceis:

1. Primeiro de tudo, pagar todos os meus impostos. Disse ao sujeito que fez a declaração de rendimentos, que não declarasse nenhuma dedução além da hipoteca; e que pagasse todos os impostos federais, estaduais e municipais. Com muita honra, paguei quase um milhão de dólares pelo privilégio de ser norte-americano, cidadão deste grande país.

2. Os 2 milhões que sobraram, decidi dividir pelo padrão que, uma vez, o cantor e activista Harry Chapin me ensinou, sobre como ele próprio vivia: “Um para mim, um para o companheiro”. Então, peguei metade do dinheiro – e criei uma fundação para distribuir o dinheiro.

3. O milhão que sobrou, foi usado assim: paguei todas as minhas dívidas, algumas que eu devia aos meus melhores amigos e vários parentes; comprei um frigorífico para os meus pais; criei fundos para pagar a universidade das sobrinhas e sobrinhos; ajudei a reconstruir uma igreja de negros destruída num incêndio, lá em Flint; distribuí mil perus no Dia de Ação de Graças; comprei equipamento de filmagem e mandei para o Vietnã (a minha ação pessoal, para reparar parte do mal que fizemos àquele país, que nós destruímos); compro, todos os anos, 10 mil brinquedos, que dou a Toys for Tots no Natal; e comprei para mim uma moto Honda, fabricada nos EUA, e um apartamento hipotecado, em Nova York.

4. O que sobrou, depositei numa conta de poupança simples, que paga juros baixos. Tomei a decisão de jamais comprar ações. Nunca entendi o cassino chamado Bolsa de Valores de Nova York, nem acredito em investir num sistema com o qual não concordo.

5. Sempre entendi que o conceito do dinheiro que gera dinheiro criara uma classe de gente gananciosa, preguiçosa, que nada produz além de miséria e medo para os pobres. Eles inventaram meios de comprar empresas menores, para imediatamente as fechar. Inventaram esquemas para jogar com as poupanças e reformas dos pobres, como se o dinheiro dos outros fosse dinheiro deles. Exigiram que as empresas sempre registassem lucros (o que as empresas só conseguiram porque despediram milhares de trabalhadores e acabaram com os serviços de saúde pública para os que ainda tinham empregos). Decidi que, se ia afinal ‘ganhar a vida’, teria de ganhá-la com o meu trabalho, o meu suor, as minhas ideias, a minha criatividade. Eu produziria produtos tangíveis, algo que pudesse ser partilhado com todos ou de que todos gostassem, como entretenimento, ou do qual pudessem aprender alguma coisa. O meu trabalho, sim, criaria empregos, bons empregos, com salários decentes e todos os benefícios de assistência médica.

Continuei a fazer filmes, a produzir séries de televisão e a escrever livros. Nunca iniciei um projecto pensando “quanto dinheiro posso ganhar com isso?”. Nunca deixei que o dinheiro fosse a força que me fizesse fazer qualquer coisa. Fiz, simplesmente, exatamente o que queria fazer. Essa atitude ajuda a manter honesto o meu trabalho – e, acho, ao mesmo tempo, que resultou em milhões de pessoas que compram bilhetes para assistir aos meus filmes, assistem aos programas que produzo e compram os meus livros.

E isso, precisamente, enlouqueceu a direita. Como é possível que alguém da esquerda tenha tanta audiência no ‘grande público’?! Não pode ser! Não era para acontecer (Noam Chomsky, infelizmente, não vai aparecer no Today View de hoje; e Howard Zinn, espantosamente, só chegou à lista dos mais vendidos do New York Times depois de morto). Assim opera a máquina dos meios de comunicação. Está regulada para que ninguém jamais ouça falar dos que, se pudessem, mudariam todo o sistema, para coisa muito melhor. Só liberais sem personalidade, que vivem de exigir cautela e concessões e reformas lentas, aparecem com os nomes impressos nas páginas de editoriais dos jornais ou nos programas da televisão aos domingos.

Eu, de algum modo, encontrei uma brecha na muralha e meti-me por ali. Sinto-me abençoado, podendo viver como vivo – e não ajo como se tudo fosse garantido para sempre. Acredito nas lições que aprendi numa escola católica: que se tens sucesso, maior é a tua responsabilidade por quem não tenha a mesma sorte. “Os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos.” Meio comunista, eu sei, mas a ideia é que a família humana existe para partilhar com justiça as riquezas da terra, para que os filhos de Deus passem por esta vida com menos sofrimento.

Dei-me bem – para autor de documentários, dei-me super bem. Isso, também, faz enlouquecer os conservadores. “Você está rico por causa do capitalismo!” – gritam. Hummm… Não. Não assistiram às aulas de Economia I? O capitalismo é um sistema, um esquema ‘pirâmide’ que explora a vasta maioria, para que uns poucos, no topo, enriqueçam cada vez mais. Ganhei o meu dinheiro à moda antiga, honestamente, fabricando produtos, coisas. Nuns anos, ganho uma montanha de dinheiro, noutros anos, como o ano passado, não tenho trabalho (nada de filme, nada de livro); então, ganho muito menos. “Como é que você diz que defende os pobres, se você é rico, exatamente o contrário de ser pobre?!” É o mesmo argumento de quem diz que, “Você nunca fez sexo com outro homem! Como pode ser a favor do casamento entre dois homens?!”

Penso como pensava aquele Congresso só de homens que votou a favor do voto para as mulheres, ou como os muitos brancos que foram às ruas, marchar com Martin Luther Ling, Jr. (E lá vem a direita, aos gritos, ao longo da história: “Hei! Você não é negro! Você nem foi linchado! Por que está a favor dos negros?!”). Essa desconexão impede que os Republicanos entendam por que alguém dá o próprio tempo ou o próprio dinheiro para ajudar quem tenha menos sorte. É coisa que o cérebro da direita não consegue processar. “Kanye West ganha milhões! O que está a fazer lá, em Occupy Wall Street?!”. Exatamente – lá está, exigindo que aumentem os impostos a ele mesmo. Isso, para a direita, é definição de loucura. Todo o resto do mundo somos muito gratos que gente como ele se tenha levantado, ainda que – e sobretudo porque – é gente que se levantou contra os seus interesses pessoais financeiros. É precisamente a atitude que a Bíblia, que aqueles conservadores tanto exaltam por aí, exige de todos os ricos.

Naquele dia distante, em novembro de 1989, quando vendi o meu primeiro filme, um grande amigo meu disse o seguinte: “Eles cometeram um erro muito grave, ao entregar tanto dinheiro a um sujeito como tu. Essa massa fará de ti um homem perigosíssimo. É prova do acerto do velho dito popular: ‘Capitalista é o sujeito que te vende a corda para se enforcar a ele mesmo, se achar que, na venda, pode ganhar algum dinheiro.”

Atenciosamente,

Michael Moore

MMFlint@MichaelMoore.com
27/10/2011

*Tradução do coletivo da Vila Vudu

VÍDEO DIVULGADO POR LULA MOSTRA AGRADECIMENTO AO POVO QUE TEM MANDADO MENSGENS DE ESPERANÇA, ALÉM DE FÉ EM SUA SAÚDE

Em vídeo, gravado no Hospital Sírio-Libanês, divulgado pelo próprio Lula, ele, agradece as mensagens de esperança e carinho que o povo tem lhe enviado desde o momento em que ficou sabendo e foi tornado público que tinha um câncer na laringe.

Seu agradecimento chega também aos estadistas que lhe enviaram mensagens de solidariedade e cumprimento que melhore em breve. Entre estas mensagens encontra-se também a do papa Bento XVI que disse que vai rezar para que ele tenha êxito em seu tratamento.

No vídeo Lula também se mostra entusiasmado com sua cura afirmando que vai “tirar de letra” e as boas perspectivas quanto ao futuro do Brasil através do desenvolvimento da economia para melhorar a qualidade de vida da população.

“Acho que vou vencer esta batalha. Não foi a primeira vez e não será a última que vou enfrentar. Com a solidariedade de vocês vai ser muito mais tranquilo, muito mais fácil.

Não existe espaço para pessimismo ou ficar lamentando. Se o dia não foi bom, a gente faz ele ficar melhor amanhã com muita garra.

Precisamos acreditar na nossa presidenta, ajudá-la, por que é assim que o Brasil vai para frente”, diz Lula.

 

AGU VAI RECORRER CONTRA A DECISÃO DA JUSTIÇA FEDERAL DO CEARÁ QUE ANULOU 13 QUESTÕES DO ENEM

Até quinta-feira a Advocacia-Geral da União (AGU) vai recorrer da decisão da Justiça Federal do Ceará que anulou 13 questões em todo o Brasil das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) de 2011, realizadas nos dias 22 23 de outubro.

A decisão de pedir o cancelamento das questões saiu do Ministério Público Federal do Ceará depois que foi constatado que alunos do Colégio Christus, de Fortaleza, foram privilegiados com acessos às questões.

O Ministério da Educação (MEC) asseverou que as apostilas distribuídas pelo colégio tinham as 13 questões e foram copiadas dos 32 cadernos do pré-teste aplicado no ano passado a 91 alunos do colégio.

Enquanto o Ministério Público defende o cancelamento das provas em todo país, o MEC e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), instituição responsável pela aplicação do pré-teste e o exame, avaliaram que a sentença da Justiça cearense foi “desproporcional”, e que a possibilidade de cancelamento das provas está fora de cogitação.

Em nota divulgada ontem, dia 1°, os dois órgãos divulgaram a intenção de recorrer da decisão, posto que pretendem que sejam canceladas somente as provas dos alunos do colégio Christus.

“O Ministério da Educação e o Inep entendem que a arguição proposta de cancelar as provas, unicamente dos alunos do Chritus ou até do complexo educacional da instituição, tem um caráter pedagógico e restabelece a isonomia, uma vez que aqueles alunos tiveram uma vantagem no tempo dedicado à resolução das 180 questões aplicadas”, diz trecho da nota.

Essa decisão do MEC e do Inep põe abaixo o boato divulgados pelas mídias acéfalas que noticiaram pela parte da tarde de ontem que os dois órgãos não iam recorrer para evitar luta jurídica com a ocorrida no ano passado.

DEPUTADO MARCELO FREIXO DEIXA O BRASIL DEPOIS DE RECEBER VÁRIAS AMEÇAS DE MORTE E RECEBE SOLIDARIEDADE

O deputado Marcelo Freixo que presidiu a CPI das Milícias no Rio de Janeiro, composta por traficantes e, principalmente, policiais, e prendeu mais de 200 criminosos paramilitares, deixou o Brasil na noite de ontem, dia 1°, depois de se tornar vítimas das ameaças desencadeadas pelos que sentiram atingidos com sua atuação democraticamente corajosa para fazer funcionar as instituições públicas.

Marcelo Freixo saiu do Brasil depois de receber convite de proteção da Anistia Internacional.

“Foi um aumento muito grande das ameaças neste momento, por isso aceitei o convite da ONG Anistia Internacional para passar uns dias fora tempo suficiente para fazer o ajuste da minha segurança no Rio.

Eles são controlados por policiais em atividade. Há um informe da CPI de que teve uma investigação que fizemos que levou à prisão de mais de 500 membros de milícias aqui no Rio. Por isso, recebo estas ameaças. Porque vários de seus líderes foram presos pela investigação que fizemos”, afirmou o deputado.

Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, o deputado Marcelo Freixo, tirou qualquer insinuação que se possa fazer de que combate as milícias por ser “um herói”. De acordo com suas declarações ele combate o crime organizado porque é “sua obrigação”.

Pela parte da tarde de ontem na escadaria da Assembléia do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), manifestantes realizaram um ato de solidariedade em favor do deputado com o nome “ Grande atos NAS RUAS em defesa do DEPUTADO MARCELO FREIXO e do NOSSO BRASIL”. Cartazes com frases “Freixo Vivo!” e “Mais uma voz não pode ser calada”, foram erguidos entre palavras de ordens.A manifestação começou na internet.

“Não podíamos apenas ficar trás do computador. Freixo sempre colocou a cara a tapa, e por conta disto sofre constantes ameaças de morte. Cabe a nós chamar atenção para isso, e isso tem que ser feito nas ruas.

Esse ato não é pela pessoa do deputado, mas serve para destacar que um político brasileiro é ameaçado de morte nas barbas do Estado, que nada faz. Isso é o combustível para estarmos aqui”, disse o fotógrafo Vistor Coutinho, um dos organizadores

PROFESSOR DE FILOSOFIA DA USP DIZ QUE ATAQUES NAS REDES SOCIAIS CONTRA LULA É OBRA DA “DIREITA RESSENTIDA”

O professor de filosofia Vladimir Safatle da Universidade de São Paulo (USP) em entrevista ao site Brasil Atual analisou a fúria odienta que invadiu as redes sociais com mensagens nazistas contra o presidente Lula. Um verdadeiro quadro psiquiátrico próprio do discurso da mente dos indivíduos psicopatas que vai de representante da juventude (?) do PSDB passando pela voz ecolálica do poder capitalista, Lúcia Hipólito, que se tomou como a campeã da moral e médica ao atribuir ao próprio Lula à causa de sua doença. Doença que não é dele, é claro, mas do homem. Toda doença é do Homem. Só os estúpidos como os que vociferam psicopaticamente acreditam que a doença é de uma pessoa.

“Não é surpresa o abuso da fala do presidente, que jamais teve um exercício de fonoaudiologia, e estava no palanque todo santo dia, tabagismo e alcoolismo”, disse a amestrada das Organizações Globo engrossando o surto dos psicopatas sociais.

Para Vladimir Safatle, que “existe um setor da vida nacional que se aproveita dos sentimentos mais arcaicos para expressar sua incompreensão completa com o que está em jogo na sociedade brasileira”.

Quais as motivações para os comentários contra o ex-presidente Lula?

Tem duas coisas interessantes para se pensar. Com o advento da internet, o que aconteceu em larga medida foi que o conjunto de opiniões que são extremamente preconceituosas, que muitas vezes beiram o racismo, a xenofobia e coisas da mesma natureza, foram tendo o direito de cidadania. Porque a internet garante o anonimato das opiniões. Pode-se fazer uma apologia do nazismo em um comentário que isso não vai redundar em nada porque você tem várias maneiras de aparecer como anônimo. Claro que tem sempre esse tipo de mediação feito pelos servidores, mas a internet entrou em um processo de radicalização de opiniões. Muitas vezes ela não serve como um fórum de debates, ela serve como um caso de injúrias.

Nesse caso, além disso, o ex-presidente Lula é uma personalidade que desperta amor e ódio. Fenômenos dessa natureza acabam permitindo que esses sentimentos contrários aflorem.

Por que Lula desperta essa relação de amor e ódio?

Queira ou não, é uma das figuras mais importantes da história brasileira desde 1945. Independente do julgamento que se possa faz do presidente Lula, esse aspecto é inegável. Foi o único presidente eleito na história do Brasil que conseguiu eleger seu sucessor de maneira democrática. Isso demonstra, entre outras coisas, uma posição muito privilegiada dele no cenário político brasileiro. Daqui para a frente, muito do que acontece vai ser em função dele. De como se posicionar frente a Lula, do pós-Lula, questões dessa natureza. Não me parece estranho que seja um personagem que desperta tanta controvérsia de opiniões.

A origem humilde e a vida sindical alimentam essa parcela do ódio?

É difícil dizer porque não vi o perfil desses tipos de comentários. O que se sabe é que há um histórico de violência não só em relação a ele, mas à esquerda em geral, por parte de setores da vida nacional que colocam todos no mesmo balaio e fazem afirmações das mais radicais. Basta ver os posts sobre questões ligadas à ditadura militar, que são da ordem do medonho, dizendo que eram bandidos, que tinham de ser torturados. Me parece que é mais uma das manifestações muito recorrentes, cada vez mais por conta da internet, de uma certa parcela da direita brasileira que é muito ressentida com a presença da esquerda na vida política nacional.

Coincidentemente, isso ocorreu um ano após as manifestações contra nordestinos nas redes sociais.

É a vida política nacional no seu nível mais raso. Acredito que esse tipo de opinião, pelo menos de maneira explícita, é veiculada por uma minoria, que grita muito, mas pelo menos não é muito grande – isso de maneira explícita. Aquilo decorreu da visão de que o Brasil havia sido dividido eleitoralmente, o que era uma meia verdade porque as votações do PT foram expressivas em todos os estados. Existe um setor da vida nacional que se aproveita dos sentimentos mais arcaicos para expressar sua incompreensão completa com o que está em jogo na sociedade brasileira.

Qual o papel da imprensa na formação do imaginário sobre Lula nestes setores da sociedade?

Uma questão da democracia é que sempre será preciso tolerar um pouco isso. Tem um setor da imprensa nacional extremamente agressivo no que diz a respeito de seus oponentes porque se vê como perseguido, que gosta de se utilizar dessa figura, e que no fundo usa dos expedientes retóricos mais crassos possíveis. Nesse sentido, nada disso me impressiona muito. Até porque uma doença de um ex-presidente é tratada em qualquer lugar do mundo da maneira mais serena possível. Existe todo um imaginário em torno das doenças dos políticos, sempre há muita especulação porque se for alguma coisa grave o político sai de cena. Uma figura como o Lula, se sai da vida política, traz uma série de consequências muito importantes. Desde a época da finada União Soviética que não se sabia nada sobre a saúde dos políticos. Faz parte da esfera política essa questão sobre a saúde.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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