Arquivo para 16 de novembro de 2011

OBSCENIDADE MIDIÁTICA NA OCUPAÇÃO DA ROCINHA

O conluio formado pelo governo do Rio de Janeiro com a mídia para cobrir a ocupação da Favela da Rocinha com objetivo de instalar as Unidade de Polícia Pacificadora UPPs e dar maior segurança à população dessa comunidade, para o filósofo francês Baudrillard seria nada mais do que uma simulação, fingir ter o que não se tem pela força da exacerbação. Ou seja, há uma parte da sociedade que deve ser afastada para que a outra parte, a boa, possa conviver em segurança. Síntese: a sociedade em sua condição é boa, não há lugar para transgressores.

Mas a síntese esquece que é na própria condição dessa sociedade que surge a transgressão. Então, a obscenidade mostrada pelo filósofo Baudrillard elimina qualquer moral que se quer superior e modelo. A exacerbação moral do conluio governo-mídia não consegue torna uma sociedade unicamente formada por bons. Foi exatamente isto que alguns estudiosos viram na midiatização da ocupação da Favela da Rocinha. Um espetáculo com intenção de mostrar que existem maus sem bons, e bons que não produzem. Daí que o mau, ter que ser afastado do bom.

Para o professor de Sociologia e Antropologia da Universidade do Rio de Janeiro (UFRJ) e diretor do Núcleo de Estudos em Cidadania, Conflitos e Violência Urbana (Necvu), Michel Misse, o conluio lembra artigo da década de 1950 que criticava a aliança entre a polícia e a imprensa para a supervalorização das prisões.

“O interessante é que são artigos críticos de Silvio Terra, que hoje dá nome à Academia de Polícia do Rio de Janeiro. Desde àquela época já se identificava a tendência de tornar muito mais importante, inteligentes e perigosos aqueles que eram capturados pela polícia. Era uma forma de hipervalorizar o trabalho da polícia”, observou o professor.

Outra observação do professor sobre a obscenidade baudrillardiana no espetáculo polícia e mídia, foi quanto a prisão do traficante, em estágio de rendição, Antonio Bonfim Lopes, o Nem.

“Essa aliança explica, em parte, a ênfase na divulgação da prisão de Nem, que era um traficante de varejo. O Nem já estava negociando com a Polícia Civil sua rendição. O advogado mantinha contato com a polícia quando ele resolveu fugir”, disse Misse.

O mesmo entende o professor e coordenador da área de Sociologia da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, Marcelo Burgos, para quem houve midiatização na prisão de Nem.

“O interesse da mídia e a repercussão de um traficante do porte de Nem não é compreensível. Apesar de não ser um pé rapado, ter domínio territorial, de controlar um volume razoável de dinheiro e de mercadoria, não se pode considerá-lo um chefão do tráfico. É claro que houve uma midiatização da prisão dele”, disse Marcelo.

A TERCEIRA MARCHA CONTRA CORRUPÇÃO DEU CHABU

A intenção de colocar pelo menos alguns milhares de manifestantes na versão da Terceira Marcha contra Corrupção no Brasil inteiro deu chabu. Em são Paulo foram apenas 210 pessoas em passeata pela Avenida Paulista. Os pingados manifestantes carregaram faixas com dizeres contra a corrupção e proferiam palavras de ordens. Por um momento pararam a passeata para cantar o Hino Nacional.

No Rio de Janeiro algumas dezenas de pessoas se reuniram em frente à Câmara dos Vereadores, montaram um varal com frases contra a corrupção e realizaram discursos contra a corrupção. Para uma das coordenadoras do movimento, Cris Maza, o movimento luta pela aprovação geral da Lei da Ficha Limpa pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e o fim do voto secreto no Parlamento, e o foro privilegiado das autoridades.

“Queremos tornar a corrupção um crime hediondo. Nos mobilizamos para dar nosso recado e não deixar o dia passar em branco”, disse Cris.

Se no Rio de Janeiro e São Paulo a marcha contra a corrupção se tornou a marcha dos pingados, mais pingado ainda foi em Brasília. Nada mais do que 30 pessoas se reuniram embaixo da marquise do Museu da República.

Ensopados pela água da chuva, os pingados manifestantes resolveram estender uma bandeira do Brasil e caminhar até a Rodoviária do Plano Piloto. Todos vestidos de preto parecendo mais uma manifestação dark.

Como esta manifestação contra a corrupção tem um forte teor do cheiro da direita comandada pela mídia acéfala como a Globo, Folha de São Paulo, Estadão, Veja, Época, e adjacência, foi muito doloroso o espetáculo promovido pelos pingados. Não pode se transformar em mercadoria para atacar o governo Dilma.

Agora, só resta esperar por outra data chamativa para os pingados se manifestarem com tal denodo.  

MANIFESTANTES DO MOVIMENTO OCUPEM WALL STREET EXPULSOS PELA POLÍCIA INICIAM NOVOS PROTESTOS

A polícia que defende os direitos dos empresários, senhores do império capitalista no país governado pelo democrata-republicano Barack Obama, desfez os acampamentos dos manifestantes do Ocupem Wall Street que há mais de dois meses ocupam a área próxima ao símbolo do capital financeiro mundial. Além de desfazer os acampamentos a polícia capitalizada expulsou os manifestantes que servem de símbolo de luta contra o capitalismo predador para manifestantes de mais de 80 países. De quebra, com sua violência bem cultuada, prendeu 70 manifestantes.

Mas como acontece com os que racionalmente pensaram este mundo capitalizado e entenderam que nele não salvação e nem possibilidade para o homem ser feliz, os manifestantes expulsos já prepararam novos protestos. Convocaram os manifestantes para uma assembléia em outro território de Manhattan. Eles afirmaram que a polícia pode expulsar fisicamente os manifestantes, mas jamais pode “eliminar uma idéia cuja hora chegou”.

Para os porta-vozes do movimento Ocupem Wall Street ele se tornou um símbolo e alterou o discurso da economia mundial.

“Ocupem Wall Street se tornou um símbolo nacional e mesmo internacional. Um crescente movimento popular que alterou significativamente a narrativa nacional sobre a nossa economia, nossa democracia e nosso futuro”, disseram os porta-vozes.

Reflexões de Fidel Cinismo genocida – Segunda e última parte

Para termos uma ideia do potencial da URSS em seus esforços para manter a paridade com os Estados Unidos nesta esfera, basta assinalar que quando se produziu sua desintegração, em 1991, na Bielorrúsia havia 81 ogivas nucleares, no Cazaquistão 1.400 e na Ucrânia aproximadamente 5 mil, as quais passaram à Federação Russa, único Estado capaz de sustentar seu imenso custo, para manter a independência.

Em virtude dos tratados START e SORT sobre a redução de armas ofensivas, assinados entre as duas grandes potências nucleares, o número destas se reduziu para vários milhares.

Em 2010, foi assinado um novo Tratado deste tipo entre ambas as potências.

Desde então, os maiores esforços foram consagrados ao aperfeiçoamento dos meios de direção, alcance, precisão e engano da defesa adversária. Imensas quantias são investidas na esfera militar.

Muito poucos no mundo, salvo raros pensadores e cientistas, se dão conta e advertem de que bastaria a explosão de 100 armas nucleares estratégicas para pôr fim à existência humana no planeta. A imensa maioria teria um fim tão inexorável como horrível, em consequência do inverno nuclear que seria gerado.

O número de países que possuem armas nucleares, neste momento se eleva a oito, cinco deles são membros do Conselho de Segurança: Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, França, e China. Índia e Paquistão adquiriram o caráter de países possuidores de armas nucleares, em 1974 e 1998, respectivamente. Os sete mencionados reconhecem esse caráter.

Israel, ao avesso, nunca reconheceu seu caráter de país nuclear. Contudo, calcula-se que possui entre 200 e 500 armas desse tipo, ficando indiferente quando o mundo se inquieta pelos gravíssimos problemas que ocorreriam, em decorrência da eclosão de uma guerra, na região onde se produz grande parte da energia que move a indústria e a agricultura do planeta.

Graças à posse das armas de destruição em massa é que Israel pôde desempenhar seu papel como instrumento do imperialismo e do colonialismo, nessa região do Oriente Médio.

Não se trata do direito legítimo do povo israelense a viver e trabalhar em paz e liberdade, se trata precisamente do direito dos demais povos da região à liberdade e à paz.

Enquanto Israel criava aceleradamente um arsenal nuclear, atacou e destruiu, em 1981, o reator nuclear iraquiano de Osirak. Fez exatamente o mesmo com o reator sírio, em Dayr az-Zawr, no ano de 2007, um fato sobre o qual estranhamente a opinião pública mundial não foi informada. As Nações Unidas e a AIEA conheciam perfeitamente o ocorrido. Tais ações contavam com o apoio dos Estados Unidos e da Aliança Atlântica.

Nada tem de estranho que as mais altas autoridades de Israel proclamem agora sua intenção de fazer o mesmo com o Irã. Esse país, imensamente rico em petróleo e gás, tinha sido vítima das conspirações da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos, cujas empresas petrolíferas saqueavam seus recursos. Suas forças armadas foram equipadas com o armamento mais moderno da indústria bélica dos Estados Unidos.

O xá Reza Pahlevi também aspirava a dotar-se de armas nucleares. Ninguém atacava seus centros de pesquisas. A guerra de Israel era contra os muçulmanos árabes. Os do Irã não, porque tinham se transformado em um baluarte da OTAN, que apontava suas armas para o coração da URSS.

As massas dessa nação, profundamente religiosas, sob a direção do aiatolá Khomeini, desafiando o poder daquelas armas, desalojaram o xá do trono e desarmaram um dos exércitos melhor equipados do mundo sem disparar um tiro.

Por sua capacidade de luta, o número de habitantes e a extensão do país, uma agressão ao Irã não guarda semelhança com as aventuras bélicas de Israel no Iraque e na Síria. Uma sangrenta guerra se desencadearia inevitavelmente. Sobre isso não deve haver nenhuma dúvida.

Israel dispõe de um elevado número de armas nucleares e da capacidade de fazê-las chegar a qualquer ponto da Europa, Ásia, África e Oceania. Eu me pergunto: A AIEA tem o direito moral de sancionar e asfixiar um país, se tenta fazer em sua própria defesa o que Israel fez no coração do Oriente Médio?

Penso realmente que nenhum país do mundo deve possuir armas nucleares e que essa energia deve ser posta a serviço da espécie humana. Sem esse espírito de cooperação a humanidade marcha inexoravelmente rumo a sua própria destruição. Entre os próprios cidadãos de Israel, um povo sem dúvida laborioso e inteligente, muitos não estarão de acordo com essa disparatada e absurda política que também os leva ao desastre total.

De que se fala hoje no mundo acerca da situação econômica?

As agências internacionais de noticias informam que “O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e seu par chinês, Hu Jintao, apresentaram agendas comerciais divergentes […] ressaltando as crescentes tensões entre as duas maiores economias do mundo.”

“Obama usou seu discurso ― afirma a agência Reuters ― para ameaçar a China com sanções econômicas, a menos que comece a ‘jogar segundo as regras do jogo’…”. Tais regras são, sem dúvida, os interesses dos Estados Unidos.

“Obama ― afirma a agência ― está envolvido na batalha pela reeleição, no próximo ano, e seus opositores republicanos o acusam de não ser suficientemente severo com a China.”

As notícias publicadas na quinta-feira e sexta-feira últimas, refletiam muito melhor as realidades que estamos vivendo.

A agência estadunidense AP, a melhor informada desse país, comunicou: “O líder supremo iraniano advertiu os Estados Unidos e Israel de que a resposta do Irã será enérgica se seus arqui-inimigos lançarem um ataque militar ao Irã…”

A agência noticiosa alemã informou que a China tinha declarado que, como sempre, acreditava que o diálogo e a cooperação eram a única forma de aproximação ativa para resolver o problema.

A Rússia se opôs igualmente às medidas punitivas contra o Irã.

A Alemanha rechaçou a opção militar, mas se mostrou partidária de fortes sanções contra o Irã.

O Reino Unido e a França defendem fortes e enérgicas sanções.

A Federação Russa assegurou que fará todo o possível para evitar uma operação militar contra o Irã e criticou o informe da AIEA.

“‘Uma operação militar contra o Irã pode acarretar graves consequências e a Rússia terá que fazer tudo de sua parte para aplacar os ânimos’, afirmou Contantín Cosakov, chefe da comissão das Relações Exteriores da Duma” (Parlamento) e criticou, segundo a agência Efe, “as afirmações por parte dos Estados Unidos, França e Israel sobre o possível uso da força e de que o lançamento de uma operação militar contra o Irã está cada vez mais próxima”.

O editor da revista estadunidense Executive Intelligence Review, Edward Spannaus, declarou que o ataque contra o Irã desencadeará a Terceira Guerra Mundial.

O próprio secretário da Defesa dos Estados Unidos, depois de viajar a Israel, há alguns dias, reconheceu que não pôde obter do governo israelense um compromisso de se consultar previamente com os Estados Unidos sobre um ataque contra o Irã. Chegou-se a esses extremos.

O subsecretário de Assuntos Políticos e Militares dos Estados Unidos desvelou cruamente os obscuros propósitos do império:

“Israel e Estados Unidos se envolverão nas manobras conjuntas ‘mais importantes’ e ‘de maior transcendência’ da história dos aliados, declarou no sábado (12) Andrew Shapiro, subsecretário dos Assuntos Políticos e Militares dos Estados Unidos”.

“…no […] Instituto Washington para a Política do Oriente Médio, Shapiro anunciou que participarão nas manobras mais de 5 mil efetivos das forças armadas estadunidenses e israelenses e simularão a defesa de mísseis balísticos de Israel”.

“‘A tecnologia israelense é essencial para melhorar nossa segurança nacional e proteger nossas tropas’, acrescentou…”

“Shapiro destacou o apoio do governo de Obama a Israel, apesar dos comentários da sexta-feira por parte de um alto funcionário estadunidense que expressou sua preocupação de que Israel não avisasse os Estados Unidos, antes de levar a cabo uma ação militar contra as instalações nucleares do Irã.”

“Nossa relação com a segurança de Israel é mais ampla, mais profunda e mais intensa do que nunca antes.”

“‘Apoiamos Israel porque é de nosso interesse nacional fazê-lo’ […] É a pura força militar de Israel o que dissuade os possíveis agressores e ajuda a fomentar a paz e a estabilidade.”

Hoje, 13 de novembro, a embaixadora norte-americana na ONU, Susan Rice, disse à rede BBC que a possibilidade de uma intervenção militar no Irã não só não está fora da mesa, mas é uma opção real que está crescendo, por culpa do comportamento iraniano.

Ele insistiu em que a administração norte-americana está chegando à conclusão de que será necessário acabar com o atual regime do Irã para evitar que este crie um arsenal nuclear. “Estou convencida de que a mudança de regime vai ser a nossa única opção aqui”, reconheceu Rice.

Não é necessário nem uma palavra mais.

Por: Fidel Castro Ruz

A luta contra o ventre da barbárie capitalista

Por Gilson Caroni Filho

Liga Árabe suspende a Síria; Israel, com o apoio dos EUA, se prepara para atacar o Irã; consórcio franco-alemão toma o poder na Grécia e ameaça soberania italiana; corporações midiáticas censuram repressão policial aos movimentos sociais nos EUA. Com o arsenal nuclear existente, uma escalada militar global terá consequências imprevisíveis. Mais uma vez o mercado se aproxima do ventre que pariu a Besta. Os primeiros dias de novembro acenam para um perigoso redesenho do cenário internacional.

O roteiro, de tão açodado, não deixa qualquer espaço para dúvidas quanto aos reais interesses que movem as marionetes do teatro macabro. O relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) contendo acusações contra o governo foi divulgado um dia antes de a imprensa inglesa anunciar que o governo de Benjamin Netanyahu planeja uma ampla ofensiva contra as instalações israelenses. Estados Unidos e União Européia prontamente defenderam a adoção de medidas adicionais. São muitas as variáveis em jogo, mas há dados conjunturais que não podemos ignorar.

Em primeiro lugar, é preciso voltar no tempo, para entender o xadrez geopolítico no Oriente Médio. É fundamental reconhecer os motivos que levariam o governo israelense, respaldado pelo imperialismo norte-americano na região, a jogar todo o seu peso em uma aventura bélica de alto risco. E estes motivos só podem ser encontrados na derrota dos EUA na revolução iraniana e, principalmente, na derrocada militar do seu então representante, o Iraque, frente às massas iranianas imbuídas (apesar dos desvios da direção islâmica) de uma proposta anti-imperialista. Passados tantos anos, é plausível trabalharmos com essa hipótese? A resposta é afirmativa.

Se, na época, a derrota não veio sozinha, mas sim juntamente com um ascenso dos trabalhadores na região, que passava pelo surgimento do movimento Paz Agora em Israel – primeiro movimento de massa israelense a questionar a própria essência do Estado de Israel como um “estado policial” dos EUA – o fato que atualiza o quebra-cabeças foi a bem sucedida ofensiva diplomática do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmud Abbas, pedindo ao Conselho de Segurança o reconhecimento de um Estado independente. Somando-se a isso a adesão da Palestina como membro pleno da Unesco, as reações foram imediatas: os Estados Unidos suspenderam seu apoio financeiro à entidade. E Israel, sabotando qualquer possibilidade de paz, acelerou o processo de colonização em Jerusalém Oriental.

A perspectiva de isolamento, ainda que conte com o apoio incondicional dos principais países da União Européia, levou os ianques e seus títeres a organizarem uma aventura ousada e perigosa que, se levada a cabo, contará com o apoio do Partido Trabalhista, de “oposição”, em Israel. O alcance desta operação, com toda sorte de atrocidades que comporta, liberará forças que dividirão mais ainda a própria sociedade israelense e a comunidade judaica em geral.

Os ensaios fascistas, que se alastram perigosamente em escala mundial, precisam ser detidos e só serão evitados com o movimento de protesto de milhões de pessoas e governos progressistas, unidos com um único objetivo: banir as guerras, banir as armas de extermínio, impondo, pela força dos povos, a paz e o desarmamento. A luta contra o ventre que pariu inúmeras Bestas é cada vez mais um confronto contra a lógica capitalista.

Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista de Carta Maior e colaborador do Correio do Brasil e do Jornal do Brasil.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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