Arquivo para 18 de novembro de 2011

A UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS CONTRA A VIOLÊNCIA FÍSICA E JUDICIAL SOFRIDA PELO PROFESSOR GILSON MONTEIRO

Na tarde de ontem, 17 de novembro, parte do Campus Universitário esteve voltada ao debate a violência na Universidade e também em um ato de Solidariedade ao julgamento do caso do professor Gilson Monteiro que após ter sido agredido covardemente enquanto trabalhava em sala de aula há dois anos e meio pelo irmão do atual governador do Amazonas Omar Aziz e por fim o julgamento não se mostrou democraticamente imputável. Isto pois o fato foi levado a judice e o Ministério Público Federal no Amazonas deixou o irmão de Omar sem uma punição mais severa, decidindo pelo pagamento pecuniário de 15 mil reais. Porém esta decisão ocorreu segundo o professor Gilson sem que houvesse em nenhum momento a consulta dele ou da universidade. E esta arbitrariedade também foi um dos motivos do debate.

Estiveram presentes diversos no debate estudantes de graduação e pós-graduação, professores de vários departamentos entre eles Maria da Conceição, Inara Costa, Tom Zé do Departamento de Comunicação Social e outros como Luis Fernando de Ciências Sociais, Francisco Jacob de História e Auxiliomar de História. Estavam presentes também o Deputado Estadual José Ricardo e o Vereador Waldemir José, o presidente do Sindicato dos Jornalistas Cesar Wanderley, representantes do Sintesam, Andes entre outros.

Além da arbitrária decisão do Ministério Público Federal no Amazonas foi decidido a violência dentro da Universidade. A professora Maria Conceição comentou um dos fatores a falta de preocupação dos administradores e da reitoria em alguns pontos cruciais como a falta de vigilância, o esvaziamento do campus, e a falta de órgãos administrativos.

Sabemos que a universidade é destratada pela administração dos gestores universitários e que a mesma não se volta para a comunidade. Como em vários espaços a universidade , incluindo a do Amazonas, várias vezes se mostrou apenas uma reprodutora de saberes imóveis e para que a atuação profissional fosse feita sem nenhuma modificação das praticas constituídas do estado. Neste sentido esta discussão é ocupa um espaço neste desdobramento da universidade como criadora de novos conhecimentos  heterogêneos e de construção conjuta com toda a sociedade.

DA VIOLÊNCIA SOFRIDA PELO PROFESSOR GILSON

A violência decorreu do fato do professor ao lecionar sobre a omissão dos meios de comunicação de assuntos de interesse público, e exemplificou sobre o caso do governador Omar Aziz que foi investigado e teve seu nome incluido, e posteriormente retirado, na lista da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) da Pedofilia, e mesmo assim a mídia servil do Amazonas acobertou o fato.  Uma das que assistiam a aula era sobrinha do atual governador e ligou para o pai, desencadeando o ato nefasto.

 

“Este evento é uma reação encabeçada pela ADUA, nosso sindicato, que após o resultado do processo no qual fui agredido, houve uma denúncia e a Polícia Federal fez o inquérito e o Ministério Público Federal no Amazonas propôs um acordo que previa o pagamento de três parcelas de 5 mil e 100 reais totalizando 15.300 mil reais. Isto foi considerado pelos professores uma afronta e este ato público é uma demonstração de insatisfação da comunidade e traz a questão da própria violência na universidade. Junto com os professores a universidade tem que ser o espaço violentamente para quebrar os muros dos conhecimentos já estabelecidos, para criar novos conhecimento, mas que houvesse um processo continuo de avaliação de toda comunidade de como o conhecimento se dá dentro e fora da universidade. Temos que buscar a violência pelo respeito aos outros e temos que ser ’ virulentamente’ defensor do respeito aos outros e as diferenças. A universidade deve discutir, temos um problema da invasão da USP, da Universidade Federal de Rondônia onde dois estudantes foram presos pois fizeram uma charge do reitor, então chegamos neste ponte e não dá pra aceitar atos de violência deste tipo e ficarmos calado. Temos que recrudescer em favor dos estudantes da Universidade de Rondônia, professores, técnicos e todos estudantes do país inteiro,e podermos nos rebelar por melhores condições de trabalho. A discussão não é centrado só na violência, mas na melhora das condições de trabalho pra nós professores, os estudantes e técnicos. Quanto a estes fatos estávamos tímidos, mas começo a ver uma reação e demonstra que tem uma vontade firme de uma sociedade melhor e mais justa, e esta manifestação é um bom início. Hoje tem uma manifestação com um grupo de estudantes expressando-se culturalmente na entrada, outro grupo aqui discutindo e este é o coração da universidade e que me deixa muito feliz. Agora quanto a proposta e acordo do Ministério Público, o departamento de jornalismo nunca foi ouvido, eu nunca fui ouvido e a universidade diz que nunca foi ouvida. Depois o Ministério pediu que o departamento se manifestasse e o Departamento de comunicação negou duas vezes e na última vez destinou os 15 mil reais a uma entidade que combate o câncer”

 Professor Gilson Monteiro

 

Eu vim aqui prestar a nossa solidariedade, primeiro ao prof. Gilson pela agressão que ele sofreu, uma agressão covarde, dentro da sala de aula por parte do irmão do atual governador do estado, um ato repudiado por todos não só da universidade, pela sociedade, mas que não teve uma consequência no sentido de ter uma punição adequada. Provavelmente pelo que ele é, irmão de um governante, certamente não houve um grande interesse das autoridades fazerem uma punição. Se fosse uma outra pessoa certamente teria um tratamento diferenciado. Também a solidariedade a todos estudantes, professores, professoras, trabalhadores aqui da universidade que também sofre a violência no dia a dia nos serviços públicos, falta de segurança, falta realmente de uma atenção melhor nesta questão da preservação de sua integridade e muita vezes até agressões que sofrem, verbais contra os seus trabalhos, as suas opiniões. Eu vejo em tempo vir trazer uma reflexão para a falta de segurança de um modo geral no estado do Amazonas onde falta uma política adequada de segurança pública onde devirá não só investir em armamentos para sair correndo atrás dos assaltantes, botar na cadeia e esquecer na penitênciaria, mas paralelo ter um investimento na prevenção, nas políticas para a juventude na área da cultura, do lazer, do trabalho. Você tem muitos espaços na cidade, conjuntos novos que mesmo o governo constrói e depois não oferece nenhuma infra-estrutura. Bairros inteiros que não tem uma quadra de esporte, onde não tem uma atividade cultural, nem atendimentos de saúde tem e transporte é difícil. E lógico que o que pode se esperar para adolescentes e jovens quando você não oferece nesta fase tão importante do desenvolvimento de sua vida, sem falta de referencias positivos, e aí temos muitos jovens envolvidos na marginalidade, tráfico de drogas e terminam na penitênciaria. Entao solidariedade a todos que lutam por justiça, por segurança, mas também por políticas construtivas e sociais para todos.”

Deputado Estadual José Ricardo

“Este evento foi decidido em uma assembléia da ADUA pois saiu o resultado do processo do professor Gilson depois de dois anos e houve uma grande insatisfação por causa da pena que foi dada ao agressor. A assembléia avaliou que o processo teria itens que poderia ser revisto em conjutura nacional e então houve uma comissão criando uma etapa de um ato político com participação do corpo docente, da comunidade universitária. Nós encaminhamos este fato para o ANDES, o nosso sindicato nacional, e ele está em uma instância e uma acessoria jurídica maior, podendo dar um novo entendimento e encaminhamento para instância superior, e certamante vão abraçar nossa causa. A gente acaba vendo este ato de violência específica do professor Gilson abre precedentes para que outras pessoas sejam agredidas também e isto acabe sendo visto como uma coisa normal. Achamos que o espaço universitário deve cultivar autonomia do conhecimento, reflexão política, liberdade de expressão que é próprio da universidade e este espaço deve ser preservado. E o que aconteceu foi um professor ser atingido na sala de aula pois estava dando aula e citou o nome de uma pessoa importante na cidade e assim convidamos a comunidade universitária em prol desta discussão mais ampla que é a questão da violência, insegurança.”

Antônio Neto- Presidente da ADUA (Associação dos Docentes da Universidade Federal do Amazonas)

 

“Vejo que este momento é muito oportuno por que tudo indica que o processo judiciário não foi justo, por que simplificar a questão somente numa questão monetária é muito pouco pra uma pessoa que está montada no dinheiro e 15 mil reais, não é bom senso. Na verdade muito mais que as questão do dinheiro é a reflexão que este rapaz teria que fazer no sentido de compreender o erro que ele compreendeu e fazer uma auto-crítica e eu não vi em momento algum este tipo de manifestação. E este evento é oportuno pois ele reage a isto pois o julgamento não cumpriu o objetivo. E ai começa um reação para que esta situação não seja rotina na nossa cidade, e aqui é importante para a organização social, os professores, os estudantes e a sociedade se manifesta para que busquemos efetuar esta justiça e a constituir e garantir o espaço universitário que é realmente o espaço da diversidade de idéias, da crítica e por conta disto este fato não venha a tolir este espaço.”

Vereador Waldemir José

RESULTADO DO CONCURSO DA SEDUC – AM 2011 PARA Deficientes Físicos

http://www.cespe.unb.br/concursos/seduc_am2011/

Entra no link ta escrito edital de número 15 e verá seu resultado.

RESULTADO DO CONCURSO DA SEDUC – AM 2011

http://www.amazonas.am.gov.br/content/uploads/2011/11/18.11.11-Resultado-do-CONCURSO.pdf

Uma comparação e suas lições

Por: Mino Carta

As seis capas que ilustram esta página contam uma história de várias lições, ou morais. As seis são o rosto de semanais de informação publicadas ao mesmo tempo no fim da semana passada, quatro de revistas brasileiras, uma britânica, outra americana. Estas duas últimas são de repercussão mundial. Time é o incunábulo dos news magazines do planeta todo. Fundada em 1923, provocou o nascimento da Newsweek dez anos depois e influenciou todas as demais publicações do gênero continentes afora. The Economist, com a qual CartaCapital mantém honrosa parceria, é tida há tempo a semanal mais importante do mundo.

The Economist

Time

Três capas focalizam o mesmo assunto e estampam a imagem da mesma personagem, simbólica da crise econômica e financeira que a ninguém poupa em qualquer latitude e longitude, o premier italiano Silvio Berlusconi finalmente derrubado em um lampejo de senso comum. The Economist, Time e CartaCapital coincidem na mira da informação prioritária, se quiserem na apreensão a respeito do destino de todos. Em oposição, Veja, Época e IstoÉ parecem editadas, nem digo em outro planeta, em outra galáxia.

Desde as primeiras conversas entre dois universitários americanos, Henry Luce e Britton Hadden, empenhados em levar a cabo o projeto da pioneira Time, ficou assentado o propósito de iluminar os leitores ao lhes oferecer o resumo dos fatos da semana devidamente analisados e hierarquizados em ordem decrescente ao sabor da sua influência sobre a vida do mundo e de cada cidadão. Na semana passada, The Economist, Time e CartaCapital foram fiéis ao legado. Veja, Época e IstoÉ prontificaram-se a participar de um capítulo especial de Jornada nas Estrelas. Não são deste mundo, com o risco de que o Brazil-zil-zil também não seja, ao menos aquele da chamada classe média à qual se refere Veja na sua capa. O que vem a ser, exatamente, de limites nítidos, a classe média nativa não sei.

Época

IstoÉ

Sei dos herdeiros da casa-grande e dos seus capatazes, de uma minoria de ricaços estabelecidos em rincões esfuziantes na imitação de Abu Dabi e de um largo número de cidadãos que gostariam de lhes seguir os passos. Sei também que esta classe média habilita-se a achar graça no mulherão Pereirão e a digerir outras lições de infatigável alienação pontualmente ministradas.

 

Veja

CartaCapital

 Em termos de civilização, classe média significa, no bem e no mal, conhecimento, ideias, crenças. Cultura. Classe média é o burguês na acepção política e representa, na Europa, por exemplo, a porção mais conspícua de uma população também em termos numéricos. Não era, é óbvio, quando fez a Revolução Francesa, mesmo assim foi decisiva para vincar o tempo e dar início oficial à Modernidade. A nossa classe média, em boa parte, e tanto mais em São Paulo, o estado mais reacionário da federação, ainda mantém ligações com a Idade Média, com a inestimável contribuição da mídia nativa, inclusive de semanais nascidas com outros, nobres, republicanos intuitos.

Se recordo a Veja que tive a honra de dirigir à testa da equipe fundadora, experimento um forte abalo entre o fígado e a alma. Precipitado também por uma constatação: o jornalismo brasileiro, entre o imediato pós-guerra e o golpe de 64, foi bem melhor do que o atual, se não no conteúdo pelo menos na forma, e mesmo durante a ditadura algumas publicações souberam ter momentos de grande dignidade. Na convicção de que as tiragens fermentam ao baixar o nível de sorte a secundar a parvoíce do público, com o pronto respaldo da publicidade mais abundante, acabou por enredar-se em suas próprias artimanhas e os profissionais, salvo notáveis exceções, assumiram o estágio intelectual inicialmente atribuído aos seus leitores.

Costuma-se dizer que Deus é brasileiro, não somos porém o povo eleito, enquanto o Brasil é uma terra prometida que por ora não merecemos. E a classe que haveria de ditar rumos, salvo raros oásis de sabedoria e boa visão da vida e do mundo, gosta de viver de aparência, de consumir em desvario, de cultivar alegremente sua ignorância.

DAS 2.176 ESCOLAS DE ENSINO SUPERIOR DO BRASIL AVALIADAS PELO ÍNDICE GERAL DE CURSOS SÓ 27 ALCANÇARAM A NOTA 5. VÁRIAS DO AMAZONAS ESTÃO ENTRE AS PIORES

Na avaliação do Índice Geral de Cursos (IGC) realizada em 2010, que tem como indicador os conceitos de 1 a 5, somente 27 instituições de ensino superior alcançaram a nota máxima. Dessas instituições 16 são instituições públicas as outras 11 são instituições privadas.

As instituições particulares Escola Brasileira de Economia e Finanças (Ebef) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), do Rio de Janeiro, a Faculdade de Administração de Empresas (Facamp), de Campinas, São Paulo, e a Escola de Economia de São Paulo, foram classificadas com os três primeiros lugares.

Já pelas instituições públicas, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), foi classificada em quarto lugar. Embora não seja obrigada a participar do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), por instituição estadual, a Unicamp participou em 2010. O que levou o ministro da Educação Fernando Haddad, a sugerir que a Universidade de São Paulo (USP), que é estadual, participe também.

Não pode ser olvidado que na avaliação do Enade que leva em consideração a infraestrutura da escola, o corpo dos professores e o projeto pedagógico, em 2010, de 4.143 cursos, 594 tiveram avaliação insatisfatória, com nota de 1 a 2 no Conceito Preliminar de Curso (CPC) que leva em consideração as notas de 1 a 5. Seguindo esse critério de avaliação os cursos que obtiveram a nota 3 são considerados satisfatórios. Já os que obtiveram notas 4 e 5 são considerados bons.

Assim, no cômputo das avaliações 80%  obtiveram notas entre 3 e 5, e só 58 cursos obtiveram CPC máximo. Na avaliação significa que em cada 5 cursos 1 é reprovado pelo  Ministério da Educação (MEC). Diante desse deplorável resultado, o Ministério da Educação (MEC) promete cortar 50 mil vagas de cursos de faculdades de qualidade sofrível. É bem provável que alguma – ou algumas – do Amazonas esteja na mira.

Os cursos que serão afetados serão das áreas de saúde, administração e ciências contábeis.

Na avaliação do IGC, a universidade federal que melhor foi pontuada foi a Universidade Federal de Lavras ( UFLA). Como já era de se esperar, a Universidade Federal do Amazonas (UFAM), nem sequer se aproximou das 27 classificadas. Mas se encontra entre as piores do Amazonas com nota 1 e 2.

Eis a lista das melhores avaliadas:

1 – Escola Brasileira de Economia e Finanças (Ebef -FGV), Rio de Janeiro (RJ) – privada

2 – Faculdade de Administração de Empresas (Facamp), Campinas (SP) – privada

3 – Escola de Economia de São Paulo (Eesp), São Paulo (SP) – privada

4 – Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Campinas (SP) – pública

5 – Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), São José dos Campos (SP) – pública

6 – Faculdade de Odontologia São Leopoldo Mandic, Campinas (SP) – privada

7 – Ínsper Instituto de Ensino e Pesquisa, São Paulo (SP) – privada

8 – Escola de Administração de Empresas de São Paulo (FGV-EAESP), São Paulo (SP) – privada

9 – Escola de Governo Professor Paulo Neves de Carvalho (EG), Belo Horizonte (MG) – pública

10 – Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (Ebape-FGV), Rio de Janeiro- privada

11 – Faculdade Fucape, Boa Vista (RR) – privada

12 – Universidade Federal de Lavras (UFLA), Lavras (MG) – pública

13 – Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre (RS) – pública

14 – Instituto Militar de Engenharia (IME), Rio de Janeiro (RJ) – pública

15 – Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (Faje), Minas Gerais (MG) – privada

16 – Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), São Paulo (SP) – pública

17 – Faculdade de Economia e Finanças IBMEC (IBMEC), Rio de Janeiro (RJ) – privada

18 – Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte (MG) – pública

19 – Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), São José do Rio Preto (SP) – pública

20 – Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), São Carlos (SP) – pública

21 – Universidade Federal de Viçosa (UFV), Viçosa (MG) – pública

22 – Faculdade de Tecnologia de Mococa (Fatec), São Paulo (SP) – pública

23 – Centro Universitário Municipal de São José (USJ), São José (SP) – pública

24 – Escola de Direito de São Paulo (Direito GV), São Paulo (SP) – privada

25 – Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro (RJ) – pública

26 – Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), Uberaba (MG) – pública

27 – Universidade Federal de Itajubá (Unifei), Itajubá (MG) – pública

E acesse o link para ver as piores. Entre elas as do Amazonas.

http://www1.folha.uol.com.br/saber/1007973-mais-de-680-instituicoes-sao-reprovadas-pelo-mec-veja-lista.shtml

COMITÊ PELA MEMÓRIA, VERDADE E JUSTIÇA ENTREGA A DILMA NOMES PARA COMISSÃO DA VERDADE

Foi protocolado ontem, dia 17, pelo Comitê da Verdade, Memória e Justiça de São Paulo o documento que indica nomes de pessoas insignes da sociedade brasileira para fazer parte do corpo da Comissão da Verdade que vai investigar crimes contra os direitos humanos nos períodos de 1946 a 1986, com mais atuação nos anos entre 1964 e 1985, tempo de domínio da ditadura militar no Brasil.

O ato correu em frente ao escritório da Presidência da República, em São Paulo, e serviu, também para mostrar que o grupo, que é composto por várias entidades da sociedade civil, não está de acordo com o projeto de lei aprovado em outubro pelo Congresso. O projeto de lei define que o colegiado terá dois anos para trabalhar e deve ter sete membros nomeados exclusivamente pela presidenta, Dilma Vana Rousseff.

“No processo de tramitação do projeto de lei, os familiares das vítimas da Ditadura Militar (1964 – 1985) instituições como a OAB e o Ministério Público Federal e grupos de direitos humanos propuseram diversas emendas. Nenhuma delas foi acatada pelo governo, o que redundou em graves prejuízos as poderes e às finalidades da Comissão da Verdade”, afirma comunicado divulgado após o ato.

Segue a lista com os nomes dos indicados.

Aton Fon Filho, advogado, ex-preso político

Francisco Sant’anna, jornalista e professor universitário

Clarice Herzog, familiar de vítima da Ditadura

Expedito Solaney, secretário nacional de políticas sociais da CUT

Fábio Konder Comparato, jurista

João Vicente Goulart, familiar de vítima da Ditadura

Jonatas Moreth, 3° vice-presidente da UNE

José Henrique Rodrigues Torres, juiz de Direito

Kenarik Boujikian, juíza de Direito

Lincoln Secco, historiador, professor da USP

Marlon Weichert, procurador regional da República em São Paulo

Narciso Pires, Grupo Tortura Nunca Mais do Paraná

Noaldo Meireles, advogado da CPT da Paraíba

Stanley Calyl, Associação dos Anistiados do Arsenal de Marinha

POLÍCIA DO CAPITALISMO MUNDIAL INTEGRADO REPRIME E PRENDE NO “DIA DA AÇÃO” DO OCUPE WALL STREET

O braço armado do capitalismo mundial integrado (CMI) do governo democrata-republicano de Barack Obama voltou a atentar violentamente contra a manifestação pacifica realizada pelos integrantes do movimento Ocupe Wall Street que protestam contra o privilégio concedido pelo governo norte-americano a 1% da população contra 99% de desprivilegiados.

Na manifestação batizada de Dia da Ação, milhares de integrantes desfilaram pelas ruas de Nova York, no distrito financeiro de Manhattan, proferindo palavras de ordem, levantando bandeiras e faixas com dizeres contra a força desumana do capitalismo predador que empurra para os guetos a maior parte da sociedade.

O objetivo da passeata era chegar até em frente do prédio da Bolsa de Valores, símbolo da ostentação e deboche capitalista, mas foi barrada pela reação truculenta da força armada do CMI.

Segundo o site do movimento, mais de 200 manifestantes foram presos. Mas na conta do prefeito da cidade, Michael Bloomberg foram somente 177 manifestantes presos. Não importa a quantidade de pessoas presas, o que conta é que mais uma vez na terra que mais faz marketing de liberdade e democracia a força repressiva se fez presente como recurso para calar a voz dos que lutam pelos direitos iguais.

O perfil do corrupto

Por: Frei Betto

Manifestações públicas em várias cidades exigem o fim do voto secreto no Congresso; o direito de o CNJ investigar e punir juízes; a vigência da Ficha Limpa nas eleições de 2012; e o combate à corrupção na política.

corrupção

O corrupto age movido pela ambição de dinheiro

Por que há tanta corrupção no Brasil? Temos leis, sistema judiciário, polícias e mídia atenta. Prevalece, entretanto, a impunidade – a mãe dos corruptos. Você conhece um notório corrupto brasileiro? Foi processado e está na cadeia?

O corrupto não se admite como tal. Esperto, age movido pela ambição de dinheiro. Não é propriamente um ladrão. Antes, trata-se de um requintado chantagista, desses de conversa frouxa, sorriso amável, salamaleques gentis. Anzol sem isca peixe não belisca.

O corrupto não se expõe; extorque. Considera a comissão um direito; a porcentagem, pagamento por serviços; o desvio, forma de apropriar-se do que lhe pertence; o caixa dois, investimento eleitoral. Bobos aqueles que fazem tráfico de influência sem tirar proveito.

Há vários tipos de corruptos. O corrupto oficial se vale da função pública para extrair vantagens a si, à família e aos amigos. Troca a placa do carro, embarca a mulher com passagem custeada pelo erário, usa cartão de crédito debitável no orçamento do Estado, faz gastos e obriga o contribuinte a pagar. Considera natural o superfaturamento, a ausência de licitação, a concorrência com cartas marcadas.

Sua lógica é corrupta: “Se não aproveito, outro sai no lucro em meu lugar”. Seu único temor é ser apanhado em flagrante. Não se envergonha de se olhar no espelho, apenas teme ver o nome estampado nos jornais e a cara na TV.

O corrupto não tem escrúpulo em dar ou receber caixas de uísque no Natal, presentes caros de fornecedores ou patrocinar férias de juízes. Afrouxam-no com agrados e, assim, ele relaxa a burocracia que retém as verbas públicas.

Há o corrupto privado. Jamais menciona quantias, tão somente insinua. É o rei da metáfora. Nunca é direto. Fala em circunlóquios, seguro de que o interlocutor sabe ler nas entrelinhas.

O corrupto “franciscano” pratica o toma lá, dá cá. Seu lema: “quem não chora, não mama”. Não ostenta riquezas, não viaja ao exterior, faz-se de pobretão para melhor encobrir a maracutaia. É o primeiro a indignar-se quando o assunto é a corrupção.

O corrupto exibido gasta o que não ganha, constrói mansões, enche o pasto de bois, convencido de que puxa-saquismo é amizade e sorriso cúmplice, cegueira.

O corrupto cúmplice assiste ao vídeo da deputada embolsando propina escusa e ainda finge não acreditar no que vê. E a absolve para, mais tarde, ser também absolvido.

O corrupto previdente fica de olho na Copa do Mundo, em 2014, e nas Olimpíadas do Rio, em 2016. Sabe que os jogos Pan-americanos no Rio, em 2007, orçados em R$ 800 milhões, consumiram R$ 4 bilhões.

O corrupto não sorri, agrada; não cumprimenta, estende a mão; não elogia, incensa; não possui valores, apenas saldo bancário. De tal modo se corrompe que nem mais percebe que é um corrupto. Julga-se um negocista bem-sucedido.

Melífluo, o corrupto é cheio de dedos, encosta-se nos honestos para se lhe aproveitar a sombra, trata os subalternos com uma dureza que o faz parecer o mais íntegro dos seres humanos.

Enquanto os corruptos brasileiros não vão para a cadeia, ao menos nós, eleitores, ano que vem podemos impedi-los de serem eleitos para funções públicas.

*Frei Betto é escritor e assessor de movimentos sociais, autor do romance “Minas do Ouro” (Rocco), entre outros livros.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

esquizofia.wordpress.com

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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