Arquivo para 23 de dezembro de 2011

NO NATAL DOS CATADORES DE MATERIAL RECICLÁVEL DILMA SE COMPROMETE A COMBATER CRIMES CONTRA MORADORES DE RUA

Participando do natal dos catadores de material reciclável, a presidenta Dilma Vana Rousseff, se defrontou com uma denúncia grave feita por uma das participantes sobre a violência executada contra os moradores de rua.

A líder dos catadores Maria Lúcia apresentou à presidenta uma lista informando os assassinatos, só neste ano de 2011, de 142 moradores de rua. Muito preocupada com a revelação, Dilma, se comprometeu a dialogar com os governadores para ver se conseguem acabar com essa violência que ela chamou de “limpeza humana”.

“Muitas vezes, o que está ocorrendo é uma limpeza humana nas grandes cidades deste país.

Nós temos todo um dever em relação à população de rua e o primeiro deles é proteger a vida e proteger contra a violência. O governo federal vai fazer tudo o que puder para impedir que haja nas cidades e nos estados esse nível de violência que vocês estão aqui denunciando. Não controlamos a polícia dos governadores, mas acho fundamental criar com eles um diálogo para impedir isso que a Maria Lúcia, veio aqui denunciar. E que não denunciou tudo, conforme ela me disse”, se comprometeu Dilma.

A presidenta durante seu discurso disse que os catadores deveriam se associar em cooperativas que o governo poderia auxiliá-los através do Plano Brasil Sem Miséria. Disse também que o governo pretende incentivar os catadores para se qualificarem e trabalharem no aproveitamento dos resíduos sólidos para que essa atividade passe a ter importância econômica. Dilma pediu ainda a colaboração das lideranças para que organizem os cadastros dos catadores para que eles sejam atingidos pelas políticas do governo.

“Essa atividade tem que ter conseqüências econômicas e sociais. Nossa maior preocupação é construir cooperativas e associações. É garantir que os catadores tenham a proteção de uma organização forte para, de fato, atuar na sociedade.

Eu juro para vocês que farei o possível e o impossível para que este país, as populações que até então foram marginalizadas sejam de fato, a partir do fim do meu governo, cada mais populações com direitos, com oportunidades e, sobretudo, com elevada autoestima. Saibam que todos nós temos que ter responsabilidade conosco mesmo, mas também com toda a sociedade”, considerou a presidenta.

Depois ela foi encontra-se com o ex-presidente Lula, criador da cerimônia de natal dos catadores que hoje faz parte da agenda presidencial, para lhe entregar um presente concedido por seus companheiros e companheiras catadoras e catadores de material reciclável.

Durante todos os anos de seus dois mandatos Lula participou ativamente na festa dos catadores e catadoras.  

MINISTRA ELIANA CALMON REBATE ACUSAÇÃO DE QUE O CNJ ESTEJA QUEBRANDO SIGILO FISCAL E BANCÁRIO DE JUÍZES

São especulações “absurdas e desencontradas” de entidades classistas de juízes que atuam em “espetáculo dantesco”, observou a corregedora-geral da Justiça, ministra Eliana Calmon, sobre as acusações de que o Conselho Nacional de Justiça está quebrando sigilo fiscal e bancário de mais de 200 juízes e servidores do Judiciário.

A investigação sobre o patrimônio de juízes é feita há mais de quatro anos pela Corregedoria Nacional de Justiça, segundo a ministra Calmon. E já investigou juízes dos estados do Amapá, Amazonas, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A investigação também faz análise do patrimônio de parentes que é uma imposição legal da Lei de Improbidade.

“Todos têm que apresentar suas declarações de bem e de renda de acordo com a lei e isso deve ser examinado pelos órgãos de controle, como a Corregedoria e o Tribunal de Contas da União (TCU). É para apresentar para ficar dentro do arquivo? Não. É para examinar se tem transação ilícita”, analisou a ministra Calmon.

A devassa começou em São Paulo, segundo a ministra, porque é o estado com maior aparelho jurídico. São 45 mil servidores e 2 mil juízes. No estado a corregedoria detectou 150 situações suspeitas incluindo falta de informações sobre o pagamento da correção monetária e a falta apresentação da cópia do Imposto de Renda ao Tribunal de 45%  de magistrados do estado.

“Não estou preocupada com São Paulo, é muito pouco. O local que mais me preocupa é Mato Grosso do Sul, onde nenhum juízes entregou informação sobre a renda”, afirmou a ministra Calmon.

Afirmando com veemência, a ministra Eliana Calmon, disse que seu gabinete não é responsável por qualquer vazamento de informações sigilosas, porque o cruzamento de dados ainda está em andamento, e o relatório ainda não ficou pronto.

LULA ENVIA MENSAGEM DE BOAS FESTAS E FELIZ ANO NOVO AOS BRASILEIROS

São Paulo, 22 de dezembro de 2011

“Minhas amigas e meus amigos
O ano de 2011 vai terminando e este momento especial do Natal, de confraternização com a família e os amigos, permite reforçar os laços de afeto e união para começarmos um novo ciclo com muita energia e amor.
Neste final de ano, quero agradecer de coração todo o carinho que recebi em 2011. A solidariedade de tantos amigos do Brasil e de outros países tem me ajudado muito durante o meu tratamento.
Desejo que todos tenham muita saúde, paz e prosperidade neste ano que vai começar. Vamos continuar juntos em 2012 com a presidenta Dilma, construindo um Brasil e um mundo cada vez melhor, mais justo e mais solidário.
Um forte abraço,
Luiz Inácio Lula da Silva”

PRESIDENTE DA CHEVRON É INDICIADO PELA POLÍCIA FEDERAL

George Buck, presidente da empresa petrolífera Chevron que causou crime ambiental no Campo de Frade, na Bacia de Santos, no Rio de Janeiro, foi indiciado pela Policia Federal juntamente com mais 17 elementos envolvidos na responsabilidade pelo vazamento de óleo.

Segundo o responsável pelas investigações, delegado do Meio Ambiente, Fábio Scliar, a empresa petrolífera Chevron e a empresa Transocean, terceirizada pela Chevron, apresentaram documentos falsos sobre o desastre ecológico. Por isso, elas podem responder por crime ao meio ambiente e sonegação de informações às autoridades cujas penas podem chegar até 18 anos de prisão. Além de receberem multas e serem proibidas de operar no Brasil durante cinco anos.

“Elas produziram documentações com informações que não eram verazes e apresentaram esses documentos às autoridades públicas. Esse crime está previsto no Artigo 299 do Código Penal”, disse o delegado Scliar.

CPI das privatizações: a responsabilidade do PT

A nova relação de forças existente no país permite que a discussão esmagada nos anos 90 – e ainda vetada pela mídia conservadora, que silencia diante do livro citado – seja reaberta agora. Ao protocolar um pedido de CPI sobre o assunto, na última quarta-feira, dia 21, o deputado Protogenes Queiroz, destravou o ferrolho da porta do silêncio. É importante utilizá-la para arejar o tema com o ar fresco da seriedade que o passado negou. O artigo é de Saul Leblon.

Saul Leblon

O desabalado processo de privatizações vivido pelo Brasil nos anos 90 ressentiu-se, entre outros requisitos, da necessária transparência de um debate sereno e abrangente.

No atropelo que marcou uma agenda impulsionada por coalizão de interesses econômicos e ideológicos, então no auge do seu poder, a mídia conservadora cumpriu a função de silenciar as vozes e forças discordantes, asfixiando-as com o método conhecido da desqualificação.

O aparelho de Estado resultante de quase duas décadas de ditadura militar necessitava sem dúvida ser passado a limpo pela democracia, tendo sido desvirtuado como instrumento da sociedade e do desenvolvimento.

Ademais de sua blindagem repressiva, é indiscutível que muitas das empresas enredadas na engrenagem estatal nesse período serviam apenas de fachada para o assalto ao erário público, desservindo a população e desguarnecendo o país em áreas essenciais.

Não foi esse, porém, o critério da bocarra voraz que escolheu o quê e como seriam privatizadas, extintas ou fortalecidas as empresas formadoras do patrimônio público brasileiro.

O livro-dossiê do jornalista Amaury Jr,’A Privataria Tucana’, desvela um pedaço do apetite rapinoso que orientou boa parte do processo e dele se aproveitou. Antes e com rigor reconhecido até pelos seus críticos,o jornalista Aloysio Biondi já havia vasculhado outras dimensões e casos correlatos.

A nova relação de forças existente no país permite que a discussão esmagada nos anos 90 – e ainda vetada pela mídia conservadora, que silencia diante do livro citado – seja reaberta agora. Ao protocolar um pedido de CPI sobre o assunto, na última quarta-feira, dia 21, o deputado Protogenes Queiroz, destravou o ferrolho da porta do silêncio. É importante utilizá-la para arejar o tema com o ar fresco da seriedade que o passado negou.

A CPI que está sendo proposta não deve ser encarada como uma oportunidade de revanche contra personalidades arestosas da vida política nacional. O envolvimento de José Serra e o enriquecimento de seus familiares no intercurso com o afanoso processo é um ângulo. Ilustrativo, merecedor de esclarecimentos amplos,mas talvez não o mais importante. A reabertura da discussão hoje tem o mérito, entre outras coisas, de adicionar elementos à retificação da macroeconomia legitimada no processo de privatizações, e cujos efeitos deletérios ainda são determinantes na condução da agenda brasileira de desenvolvimento.

À rapinagem do patrimônio público sucedeu-se, simultaneamente nos anos 90, a expropriação da soberania democrática na formulação das políticas públicas brasileiras. A agenda do Estado mínimo que embalava o rufar dos negócios ‘no limite da irresponsabilidade’, transferia ao mesmo tempo o comando regulador da economia à autossuficiência dos livres mercados, descredenciando a política, as urnas e a mobilização social como protagonistas supremos do desenvolvimento. Quando tomou posse em 2003, não por acaso, em meio ao dilúvio de interditos e restrições, o Presidente Lula desabafou: ‘Terceirizaram o Estado brasileiro’.

Não são questões de natureza teórica. A dominância financeira subjacente a esse rolo compressor explica hoje porque o Estado brasileiro destina ao SUS, por exemplo, com as consequências sabidas, o equivalente a 1/3 da fatia do PIB que o Estado francês reserva à saúde pública. Em contrapartida, graças a juros de calibre inédito em economias relevantes, o Brasil oferece 5,5% do PIB aos rentistas da dívida pública que não para de crescer. O desequilíbrio cambial decorrente da política monetária ensandecida faz do Brasil atualmente um paraíso dos capitais especulativos, com a contrapartida de importações maciças que aniquilam elos das cadeias produtivas, corroendo a indústria,o emprego e o saldo comercial.

Embora agônica no plano mundial por conta da crise capitalista que engendrou, a hegemonia das finanças desreguladas continua a dar as cartas aqui e alhures. Entre outros motivos, porque as forças de esquerda, de um modo geral, renderam-se elas também ao receituário ortodoxo do mito dos mercados autossuficientes.

O PT traz no seu DNA sindical, enriquecido por correntes de esquerda e de extração religiosa progressista, um antagonismo de berço com essa agenda. Mas acomoda em seu interior também o germe da rendição socialdemocrata que hoje pavimenta o avanço desconcertante da extrema-direita na Europa, em meio ao desmantelo de direitos duramente fincados como estacas demarcatórias da fronteira entre a civilização e a barbárie da lógica redutora do capital.

A CPI da privatização abre um espaço de discussão política e de investigação de responsabilidades num momento crucial da maior crise vivida pelo capitalismo nos últimos 80 anos. Pode ser uma trincheira importante para evitar que o colapso em curso seja ‘resolvido’ dobrando-se a aposta nos métodos e agendas que provocaram a a vossoroca da esfera pública, a captura dos recursos nacionais e o engessamento financeiro e ideológico do Estado brasileiro a partir dos anos 90.

É incompreensível assim que deputados do PT tenham omitido a sua assinatura no requerimento de CPI protocolado no dia 21. Não se trata de renegá-los, mas de sensibilizá-los para o debate relevante e inadiável que essa CPI propicia, num quadro de gravidade histórica inquietante. Com o objetivo de acelerar essa discussão pertinente e fraterna no interior do partido e entre eleitos e eleitores, Carta Maior disponibiliza a lista com os nomes dos deputados que assinaram a CPI, aguardando a palavra daqueles que se omitiram.

*Blog Carta Maior

“O HUMANISMO ESTÁ NO FIM”, DIZ PASOLINI


A entrevista a seguir foi publicada na segunda-feira, dia 19/12/2011, enviada por Luis Nassif, às 10:27, extraída por Raquel do IHU Online. A entrevista é interessante porque Pier Paolo Pasolini fala de temas que tanto nos seus livros como no cinema ele sempre tratou:  burguês, política,  humanismo, economia, marxismo, comunismo, socialismo, revolução e nos trás um tema atualíssimo que é o consumismo, que ele chama da mais nova revolução. Por estarmos na quadra natalina e de festas consumistas reverberamos na rede essa magnífica contribuição do cineasta italiano.

”Eu sei que muitos pensam que sou louco, mas o humanismo está no fim”. Entrevista com Pier Paolo Pasolini

Uma entrevista inédita com o escritor italiano Pier Paolo Pasolini, gravada em Estocolmo, na Suécia, no dia 30 de outubro de 1975, pouco antes da sua morte. “Não há mais católicos e marxistas no meu país. Venceu a revolução consumista”. O texto completo está publicado no novo número da revista Espresso.

A reportagem é do jornal La Repubblica, 16-12-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis a entrevista.

O senhor foi escritor, ainda é. Como decidiu fazer cinema?

Isso tem raízes distantes. Quando eu era jovem, tinha 18-19 anos, por um momento pensei em ser diretor. Depois, veio a guerra, e isso cortou por longos anos toda possibilidade e toda esperança. E depois houve circunstâncias: depois que eu publiquei o meu primeiro romance, Ragazzi di vita, que teve sucesso na Itália, fui chamado para fazer roteiros. Quando gravei Accattone, era a primeira vez que eu encostava em uma câmera. Ele nunca tinha feito nem uma fotografia, e nem agora eu sei fazer uma fotografia.

O senhor prefere atores não profissionais. Como trabalha? Busca um ambiente e, quando o encontra, escolhe as pessoas depois?

Não é exatamente assim. Se eu faço um filme de ambiente popular, pego pessoas do povo, isto é, não profissionais, porque acredito que é impossível para um ator burguês fingir que é um operário ou um agricultor. Soaria falso de modo intolerável. Ao contrário, se eu faço um filme de ambiente burguês, já que não posso pedir que um engenheiro, um médico ou um advogado venha ser ator para mim, eu pego atores profissionais. Naturalmente, falo da Itália, e da Itália de dez anos atrás. Se eu estivesse na Suécia, provavelmente pegaria atores, porque não há mais diferença entre um burguês e um operário na Suécia. Falo de um fato físico. Na Itália, há uma diferença assim como entre um branco e um negro.

Nos seus últimos filmes, não há elementos religiosos, não é?

Não estou tão certo de que não haja elementos religiosos nos meus últimos filmes. Nas Mille e una notte, também havia uma espécie de inspiração religiosa em todo o filme. Não havia religiosidade confessional, temas religiosos diretos, mas uma situação de mistério e de irracionalidade havia. Todo o episódio deNinetto, que é a parte central das Mille e una notte

O senhor participou do diálogo entre católicos e marxistas na Itália?

Não há mais marxistas e católicos na Itália, não há mais católicos na Itália.

Explique, então, qual é a situação.

Na Itália, ocorreu uma revolução, e é a primeira da história italiana, porque os grandes países capitalistas tiveram pelo menos quatro ou cinco revoluções, que tiveram a função de unificar o país. Penso na unificação monárquica, na revolução luterana reformista, na revolução francesa burguesa e na primeira revolução industrial. Mas a Itália, ao contrário, teve pela primeira vez a revolução da segunda industrialização, isto é, do consumismo, e isso mudou radicalmente a cultura italiana em sentido antropológico. Antes, a diferença entre operário e burguês era como entre duas raças. Agora, essa diferença quase não existe mais. E a cultura que foi mais destruída foi a cultura camponesa, que era então católica. Assim, o Vaticano não tem mais sobre as costas essa enorme massa de agricultores católicos. As igrejas estão vazias, os seminários estão vazios. Se você vai a Roma, não vê mais filas de seminaristas que caminham pela cidade, e, nas duas últimas eleições, houve um triunfo do voto secular. E os marxistas também foram mudados antropologicamente pela revolução consumista, porque vivem de outro modo, em uma outra qualidade de vida, em outros modelos culturais e também foram mudados ideologicamente.

São marxistas e consumistas ao mesmo tempo?

Há essa contradição, todos aqueles que são declaradamente marxistas, mesmo que votem em marxistas, são ao mesmo tempo consumistas. Não só isso: o Partido Comunista Italiano aceitou esse desenvolvimento.

Mas quando o senhor fala de marxistas, fala do Partido Comunista ou de outras facções?

Sim, dos comunistas, socialistas, extremistas. Por exemplo, os extremistas italianos jogam bombas e depois, de noite, assistem à televisão, Canzonissima [programa de variedades da RAI], Mike Bongiorno [famoso apresentador de TV italiano].

Ainda existe a sociedade de classes?

As classes existem, mas – e este é o ponto original da Itália – a luta de classes é no plano econômico, não mais no plano cultural. Agora, a diferença é econômica entre um burguês e um operário, mas não há mais diferença cultural entre os dois.

E o novo movimento fascista?

O fascismo acabou, porque se apoiava em Deus, família, pátria, exército, todas as coisas que agora não têm mais sentido. Não há mais italianos que, diante da bandeira italiana, se comovam.

Há, portanto, uma dissolução da sociedade italiana de hoje, não é verdade?

Eu considero o consumismo um fascismo pior do que o clássico, porque o clérico-fascismo, na realidade, não transformou os italianos, não entrou dentro deles. Foi totalitário, mas não totalizante. Só um exemplo que posso dar: o fascismo tentou, durante todos os 20 anos em que esteve no poder, destruir os dialetos. Não conseguiu. Ao contrário, o poder consumista, que diz querer preservar os dialetos, os está destruindo.

Faça uma profecia, seja Tirésias. Há esperança no futuro?

Deveria ser mais Cassandra do que Tirésias. Perguntei hoje a dez jovens suecos com quem falei, fiz-lhes esta pergunta: vocês ainda se sentem mais próximos da civilização humanista ou já se sentem dentro da civilização tecnológica? E me parece que eles responderam, tristemente, contudo, que eles se sentem como a primeira geração de cerca de 30 gerações diferentes daquilo que tem havido até agora. E, para concluir, tudo o que eu disse, eu o disse a título pessoal. Se vocês conversarem com outros italianos, eles lhes dirão: “Aquele louco do Pasolini”…

Extraído do blog do Luis Nassif Online


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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