Arquivo para janeiro \31\-04:00 2012

DILMA VISITA CUBA PARA REAFIRMAR ACORDOS ECONÔMICOS E POLÍTICOS

Em um momento de transição econômica, social e política em Cuba, que vive o processo de abertura econômica proposto pelo presidente Raúl Castro, envolvendo demissões voluntárias de funcionários públicos, liberação de compra de automóveis e imóveis, permissão para atividades autônomas e o incentivo à agricultura familiar, a presidenta Dilma Vana Rousseff, chega ao país cubano para reafirmar acordos econômicos e políticos.

Dilma chegou com uma agenda cheia para ser executada. A presidenta, inicialmente, se encontrará com o presidente Raúl Castro, em seguida participará de uma homenagem ao herói cubano José Martí, líder do movimento de independência do povo cubano do julgo do poder espanhol.

Dilma visitará o Porto de Mariel, que fica a 50 quilômetros da capital, Havana, onde está em curso a sua ampliação resultante de parcerias com empresários e o governo brasileiro. Para o governo cubano a ampliação do porto é um empreendimento estratégico para o intercâmbio comercial de Cuba. De US$ 683 milhões, 80% do total das obras é o Brasil quem financia.

Seguindo sua política econômica de expansão ou “mudança de mentalidade”, o governo cubano almeja transformar a região portuária de Mariel em um complexo industrial. E um dos projetos é a construção de uma indústria de vidros. Esse tema foi discutido com o ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, ainda no começo de janeiro, junto às autoridades cubanas.

A presidenta Dilma vai, principalmente, tratar com o governo cubano as questões dos acordos bilaterais que para o país caribenho é profundamente importante como política de fortalecimento econômico para diminuir a força do embargo econômico imposto ao povo da ilha desde o ano de 1962, pelos Estados Unidos que vem mantendo a política de austeridade contra Cuba no governo de Obama.  

“O BRASIL PASSOU MAIS DE 20 ANOS SEM POLÍTICA HABITACIONAL”, AFIRMOU DILMA

A presidenta Dilma Vana Rousseff durante sua participação no lançamento das obras em Camaçari, na Bahia, envolvida com a política de habitação de seu governo, herança do governo Lula, que tem proposta de entregar casas a milhares de brasileiros, afirmou que durante 20 anos o Brasil passou sem uma política habitacional. Uma afirmação óbvia para quem conhece o que é política de moradia no país.

“Sempre que venho lançar ou entregar uma obra do Minha Casa, Minha Vida, ou qualquer projeto que tenha ligação com qualquer obra de retirada de população de área de risco é um extremo orgulho.

Nesse país uma das coisas mais importantes que nós mudamos é justamente a política habitacional. O Brasil passou mais de 20 anos sem ter uma política real de garantia da casa própria para sua população.

A casa é talvez a coisa mais importante para uma família. É onde se criam os filhos, onde se recebem os amigos”, discursou Dilma.

ELIANA CALMON DIZ QUE DESÍDIA DOS TRIBUNAIS LOCAIS FORAM RESPONSÁVEIS PELO DESAPARECIMENTO DE 5,4 MIL COMPUTADORES

Com o objetivo de melhorar a informatização da Justiça, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) repassava aos tribunais locais equipamentos de informática. Porém, alguns tribunais não tombaram esses equipamentos, não os identificaram como patrimônio do tribunal como doação do CNJ. Resultado, a Secretaria de Controle Interno do CNJ fez uma apuração em 15 estados sobre a situação dos equipamentos, e não deu outra. Desapareceram 5,4 mil computadores. Sem falar nos outros que não desapareceram, mas que estão com problema de manutenção, sem uso, mantidos em depósitos, no valor de R$ 2,3 milhões.

Com esse resultado, o relatório da auditoria sugeriu a suspensão das doações aos tribunais que “não mostraram cuidado com o patrimônio recebido”.

“Não propriamente sumiço de cinco mil computadores. O que há é uma desídia, porque deveriam ter sido imediatamente tombados, imediatamente identificados como patrimônio do tribunal como doação do CNJ, e me parece que aí está o ponto. Houve uma desídia, e começaram a ser usados, retirados do almoxarifado e usados sem a identificação, sem o devido tombamento”, disse a corregedora-geral de Justiça, Eliana Calmon.

Receberam o material, usaram o material sem identificação, o material desapareceu, e isto é rastro de corrupção com o bem público, porque houve prejuízo para o patrimônio do Estado. 

GOVERNO FEDERAL LIBERA R$ 900 MIL PARA O AMAZONAS E O ÁCRE COMO AJUDA AOS HAITIANOS

Os governos do Amazonas e do Acre vinham – principalmente o do Amazonas -, por incapacidade em tratar os casos de imigração dos haitianos para seus territórios, acusando o governo federal de não adotar uma política capaz de solucionar o fato transnacional. Agora, o governo federal resolveu mostrar aos dois estados que eles terão de assumirem suas competências políticas.

O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome, publicou portaria no Diário Oficial da União (DOU) que repassa aos dois estados a quantia de R$ 900 mil para a elaboração de programas de assistência aos imigrantes haitianos.

Cada estado receberá o recurso de acordo com a quantidade de haitianos que recebeu. Como o Acre registrou 1,4 imigrantes, vai receber a quantia de R$ 360. Já o Amazonas, que recebeu 4,6 imigrantes, vai abiscoitar a maior fatia correspondente a R$ 540 mil. Todavia, no dia 19, o Acre recebeu 1.3 milhão, do Ministério da Saúde.

Provavelmente, em função da dificuldade em tratar do assunto como questões suas, os dois estados irão chiar afirmando que a grana é pouca, esquecendo que o Brasil é uma organização política composta por estados. Todos eles com suas constituições, o que obriga cada um a se responsabilizar por suas questões internas. Somente posteriormente pedir ajuda ao governo federal.

Ter o governo federal sempre como muleta, é fácil governo. Como foi, e é, o caso do Amazonas. As principais políticas sociais que funcionam no estado têm a marca do governo federal. 

TRAVESTIS E TRANSEXUAIS DO RIO TERÃO INCLUSÃO DO NOME SOCIAL EM REGISTROS DE OCORRÊNCIAS

Movida pela força política pelo Decreto 43.065, assinado em 8 de julho de 2011, que dispõe sobre o direito do uso do nome social por travestis e transexuais na administração direta e indireta do estado, e, como também, do encontro com o superintende de Direitos Individuais Coletivos e Difusos e coordenador do Programa Estadual Rio Sem Homofobia, Joel Nascimento, a chefe de Polícia Civil do Rio, Marta Rocha, anunciou que travestis e transexuais terão a inclusão do nome social em registros de ocorrências.    

De acordo com a decisão da chefa da Polícia Civil, Martha Rocha, antes do carnaval uma portaria será assinada com essa determinação.

“Vamos realizar reuniões com delgados titulares e treinamento aos policiais para receberem essas populações nas delegacias.

A Polícia Civil está inserindo no seu registro de ocorrência o nome social das travestis e transexuais. Vítimas e testemunhas de crimes poderão usar este nome. O nome social será incluído junto com o nome do registro civil. Nosso objetivo é que essas pessoas mão sejam vitimizadas pela segunda vez nas delegacias”, afirmou Martha Rocha.

PINHEIRINHO CHEGA NA GLOBO EM FORMA DE GREVE DE FOME

A revolta da burguesa assalariada

Em tempos de crise, o candidato óbvio para “apertar os cintos” são os níveis mais baixos da burguesia assalariada: uma vez que o seu mais-salário não cumpre nenhum papel econômico imanente, a única coisa que permite diferenciá-los do proletariado são seus protestos políticos. Embora estes protestos sejam nominalmente dirigidos pela lógica brutal do mercado, eles efetivamente protestam contra a gradual corrosão de sua posição econômica (politicamente) privilegiada. O artigo é de Slavoj Zizek.

Slavoj Zizek – Blog da Boitempo

(*) Artigo publicado originalmente no blog da Boitempo

Embora os protestos sociais em curso nos países ocidentais desenvolvidos pareçam indicar o renascimento de um movimento emancipatório radical, uma análise mais detalhada nos compele a elaborar uma série de distinções precisas que, de alguma forma, embaçam essa clara imagem.

Três coisas caracterizam o capitalismo de hoje: a tendência de longo prazo de transformação do lucro em renda (em suas duas principais formas: a renda do “conhecimento comum” privatizado e a renda pelos recursos naturais); o papel estrutural mais forte do desemprego (a própria chance de ser “explorado” em um emprego duradouro é percebida como um privilégio); e a ascensão de uma nova classe que Jean-Claude Milner chama de “burguesia assalariada” [Veja Jean-Claude Milner, Clartes de tout, Paris, Verdier, 2011].

Para explicar a relação entre estas características, comecemos com Bill Gates: como ele se tornou o homem mais rico do mundo? Sua riqueza não tem nada a ver com o custo de produção daquilo que a Microsoft vende (pode-se até mesmo argumentar que a Microsoft paga a seus trabalhadores intelectuais um salário relativamente alto), isto é, a riqueza de Gates não é o resultado de seu sucesso em produzir bons softwares por preços mais baixos do que seus concorrentes ou por uma “maior exploração” de seus trabalhadores intelectuais contratados.

Se este fosse o caso, a Microsoft teria ido a falência há muito tempo: as pessoas teriam optado massivamente por programas como Linux que são de graça e, de acordo com especialistas, de melhor qualidade que os programas da Microsoft. Por que, então, existem milhões de pessoas que ainda compram Microsoft? Porque a Microsoft se impôs como um padrão quase universal, “quase” monopolizando o setor, uma espécie de personificação direta daquilo que Marx chamou de General Intellect (Intelecto Coletivo), o conhecimento coletivo em todas as suas dimensões, da ciência ao prático know how.

Gates se tornou o homem mais rico em algumas décadas através da apropriação da renda pela permissão de que milhões participem na forma do “intelecto coletivo” que ele privatizou e controla.

Deve-se transformar criticamente o aparato conceitual de Marx: por causa de sua negligência em relação à dimensão social do “intelecto coletivo”, Marx não vislumbrou a possibilidade de privatização do próprio “intelecto coletivo”. É isto que está no coração da luta contemporânea pela propriedade intelectual: a exploração tem cada vez mais a forma de renda, ou, como diz Carlo Vercellone, o capitalismo pós-industrial é caracterizado pelo “tornar-se renda do lucro” [Veja Capitalismo cognitivo, editado por Carlo Vercellone, Roma, manifestolibri, 2006].

Em outras palavras, quando, por conta do papel crucial do “intelecto coletivo” (conhecimento e cooperação social) na criação de riqueza, as formas de riqueza se tornam cada vez mais desproporcionais em relação ao tempo de trabalho diretamente empregado na produção, o resultado não é, como Marx parecia esperar, a autodissolução do capitalismo, mas a transformação gradual do lucro gerado pela exploração da força de trabalho em renda apropriada pela privatização do “intelecto coletivo”.

O mesmo acontece com os recursos naturais: sua exploração é uma das maiores fontes de renda hoje, acompanhada da luta permanente pra saber quem ficará com esta renda – os povos do Terceiro Mundo ou as corporações ocidentais (a suprema ironia é que, para explicar a diferença entre força de trabalho – que, em seu uso, produz mais-valia sobre seu próprio valor – e outras mercadorias – que somente consomem seu próprio valor em seu uso e, portanto, não envolvem exploração -, Marx menciona como exemplo de uma mercadoria ordinária o petróleo, a própria mercadoria que hoje é a fonte de extraordinários “lucros”…).

Aqui também não faz sentido vincular as altas e baixas do preço do petróleo com altos e baixos custos de produção ou preços do trabalho explorado – custos de produção são negligenciáveis, o preço que pagamos pelo petróleo é a renda que pagamos para os proprietários deste recurso por conta de sua escassez e oferta limitada.

A consequência deste crescimento na produtividade alavancado pelo impacto exponencialmente crescente do conhecimento coletivo é a transformação do papel do desemprego: embora o “desemprego seja estruturalmente inseparável da dinâmica de acumulação e expansão que constitui a própria natureza do capitalismo enquanto tal” [Fredric Jameson, em Representing Capital, Londres, Verso Books, 2011, p. 149], o desemprego adquiriu atualmente um papel qualitativamente diferente.

Naquilo que, possivelmente, é o ponto extremo da “unidade dos opostos” na esfera da economia, é o próprio sucesso do capitalismo (crescimento produtivo etc.) que produz desemprego (produz mais e mais trabalhadores inúteis) – o que deveria ser uma benção (menos trabalho duro necessário) se torna uma sina. O mercado global é, assim, em relação a sua dinâmica imanente, “um espaço no qual todos já foram, um dia, trabalhadores produtivos, e no qual o trabalho, em todos os lugares, foi aos poucos retirando-se do sistema” [Fredric Jameson, em Valences of the Dialetic, Londres, Verso Books, 2009, p. 580-1].

Isso é, no atual processo de globalização capitalista, a categoria dos desempregados adquire uma nova qualidade além da clássica noção de “exército industrial de reserva”: devemos considerar em relação a categoria do desemprego “aquelas enormes populações, que ao redor do mundo foram ‘expulsas da história’, que foram deliberadamente excluídas dos projetos modernizadores do capitalismo de primeiro mundo e apagadas como casos terminais sem esperança” [Jameson, em Representing Capital, p. 149]: os assim chamados estados falidos (Congo, Somália), vítimas da fome ou de desastres ecológicos, presos a “rancores étnicos” pseudo-arcaicos, objetos da filantropia e das ONGs, ou (frequentemente os mesmos personagens) da “guerra contra o terror”.

A categoria dos desempregados deve assim ser expandida para agregar uma população de largo alcance, dos temporariamente desempregados, passando pelos não mais empregáveis, até pessoas vivendo nas favelas e outras formas de guetos (todos aqueles desconsiderados pelo próprio Marx como “lúmpem-proletariado”) e, finalmente, áreas inteiras, populações ou estados excluídos do processo capitalista global, como os espaços em branco nos mapas antigos.

Mas esta nova forma de capitalismo não traz também uma nova perspectiva de emancipação? Nisto reside a tese de Hardt e Negri em Multidão: guerra e democracia na Era do Império [Rio de Janeiro: Record, 2005] onde eles pretendem radicalizar Marx, para quem o capitalismo corporativo altamente organizado já era uma forma de “socialismo dentro do capitalismo” (uma espécie de socialização do capitalismo, com os proprietários tornando-se cada vez mais supérfluos), de maneira que seria necessário apenas cortar a cabeça do proprietário nominal e nós teríamos socialismo.

Para Hardt e Negri, entretanto, a limitação de Marx foi estar historicamente limitado ao trabalho industrial mecanicamente industrializado e hierarquicamente organizado, razão pela qual a sua visão de “intelecto coletivo” seria como uma agência central de planejamento; somente hoje, com a elevação do trabalho imaterial ao padrão hegemônico, a transformação revolucionária se torna “objetivamente possível”. Esse trabalho imaterial se desdobra entre dois pólos: trabalho (simbólico) intelectual (produção de ideias, códigos, textos, programas, figuras etc. por escritores, programadores…) e trabalho afetivo (aqueles que lidam com afecções corpóreas, de médicos a babás e aeromoças).

O trabalho imaterial é hoje hegemônico no sentido preciso em que Marx proclamou que, no capitalismo do século XIX, a produção industrial em larga escala era hegemônica, como a cor específica dando o tom da totalidade – não quantitativamente, mas cumprido um papel chave, emblematicamente estrutural. Assim, o que surge é um inédito vasto domínio dos “comuns”: conhecimento compartilhado, formas de cooperação e comunicação etc. que não podem mais ser contidos na forma da propriedade privada – por quê? Na produção imaterial, os produtos já não são objetos materiais, mas novas relações sociais (interpessoais) – em suma, a produção imaterial já é diretamente biopolítica, produção de vida social.

A ironia é que Hardt e Negri se referem aqui ao próprio processo que os ideólogos do capitalismo “pós-moderno” celebram como a passagem da produção material para a simbólica, da lógica centralista-hierárquica para a lógica da autopóiese e da auto-organização, cooperação multi-centralizada etc. Negri é aqui efetivamente fiel a Marx: o que ele tenta provar é que Marx estava certo, que a ascensão do intelecto coletivo é, em longo prazo, incompatível com o capitalismo.

Os ideólogos do capitalismo pós-moderno estão afirmando exatamente o oposto: é a teoria marxista (e sua prática) que permanecem dentro dos limites de uma lógica hierárquica e sob controle centralizado do Estado, e assim não conseguem lidar com os efeitos sociais da nova revolução informacional. Existem boas razões empíricas para esta afirmação: de novo, a suprema ironia da história é que a desintegração do Comunismo é o exemplo mais convincente da validade da tradicional dialética marxista entre forças produtivas e relações de produção com a qual o marxismo contou na sua tentativa de superar o capitalismo.

O que arruinou efetivamente os regimes comunistas foi sua inabilidade em acomodar-se à nova lógica social sustentada pela “revolução informacional”: eles tentaram dirigir esta revolução com um novo projeto de planejamento estatal centralizado de larga escala. O paradoxo, assim, é que aquilo que Negri celebra como chance única de superação do capitalismo, é exatamente o que os ideólogos da “revolução informacional” celebram como ascensão de um novo capitalismo “sem fricção”.

A análise de Hardt e Negri possui três pontos fracos que, em sua combinação, explicam como o capitalismo pode sobreviver ao que deveria ser (em termos marxistas clássicos) uma nova organização da produção que o tornaria obsoleto. Ela subestima a extensão do sucesso do capitalismo contemporâneo (pelo menos em curto prazo) de privatizar o “conhecimento comum”, assim como a extensão com que, mais do que a burguesia, são os próprios trabalhadores que se tornam “supérfluos” (número cada vez maior deles torna-se não somente desempregado, mas estruturalmente inempregável).

Além disso, mesmo que seja verdade, em princípio, que a burguesia está progressivamente se tornando desfuncional, deve-se qualificar esta afirmação – desfuncional para quem? Para o próprio capitalismo. Isto quer dizer que, se o velho capitalismo envolvia idealmente um empreendedor que investia dinheiro (seu ou emprestado) em produção organizada e dirigida por ele próprio, recolhendo o lucro, hoje está surgindo um novo tipo ideal: não mais o empreendedor que possui sua própria empresa, mas o gerente especialista (ou um conselho administrativo presidido por um CEO) de uma empresa de propriedade dos bancos (também dirigidos por gerentes que não possuem os bancos) ou investidores dispersos. Neste novo tipo ideal de capitalismo sem burguesia, a velha burguesia desfuncional é refuncionalizada como gerentes assalariados – a nova burguesia recebe cotas, e mesmo se ela possui uma parte na empresa, eles recebem as ações como parte da remuneração pelo trabalho (“bônus por sua gerência bem sucedida”).

Esta nova burguesia ainda se apropria da mais-valia, mas da forma mistificada daquilo que Milner chama de “mais-salário”: em geral, a eles é pago mais do que o salário mínimo do proletário (este ponto de referência imaginário – frequentemente mítico – cujo único verdadeiro exemplo na economia global de hoje é o salário de um trabalhador numa sweat-shop na China ou na Indonésia), e é esta diferença em relação aos proletários comuns, esta distinção, que determina seu status. A burguesia no sentido clássico, assim, tende a desaparecer. Os capitalistas reaparecem como um subconjunto dos trabalhadores assalariados – gerentes qualificados para ganhar mais por sua competência (razão pela qual a “avaliação” pseudo-científica que legitima os especialistas a ganharem mais é crucial hoje em dia).

A categoria dos trabalhadores que recebem mais-salário não está, obviamente, limitada aos gerentes: ela se estende a todos os tipos de especialistas, administradores, funcionários públicos, médicos, advogados, jornalistas, intelectuais, artistas… O excesso que eles recebem tem duas formas: mais dinheiro (para gerentes etc.), mas também menos trabalho, isto é, mais tempo livre (para alguns intelectuais, mas também para setores da administração estatal).

O procedimento de avaliação que qualifica alguns trabalhadores para receberem mais-salário é, claramente, um mecanismo arbitrário de poder e ideologia sem nenhuma ligação séria com a competência real – ou, como diz Milner, a necessidade de mais-salário não é econômica, mas política: para manter uma “classe média” com o propósito de estabilidade social. A arbitrariedade da hierarquia social não é um erro, mas todo o seu propósito, de forma que a arbitrariedade da avaliação cumpre um papel homólogo à arbitrariedade do sucesso de mercado. Isto é, a violência ameaça explodir não quando existe muita contingência no espaço social, mas quando se tenta eliminar esta contingência.

É neste nível que se deve buscar pelo que se pode chamar de, em termos um tanto vagos, a função social da hierarquia. Jean-Pierre Dupuy [em La marque du sacre, Paris, Carnets Nord, 2008] concebe a hierarquia como um dos quatro procedimentos (“dispositivos simbólicos”) cuja função é fazer com que a relação de superioridade não seja humilhante para os subordinados: a hierarquia (a ordem externamente imposta de papéis sociais em clara contraposição ao valor imanente dos indivíduos – eu, portanto, experimento meu menor status social como totalmente independente do meu valor intrínseco); a desmistificação (o procedimento crítico-ideológico que demonstra que as relações de superioridade/inferioridade não estão fundamentadas na meritocracia, mas são resultado de lutas objetivamente ideológicas e sociais: meu status social depende de processos sociais objetivos, não de méritos – como diz Dupuy sarcasticamente, a desmistificação social “cumpre o mesmo papel, em nossas sociedades igualitárias, competitivas e meritocráticas do que a hierarquia nas sociedades tradicionais” [p. 208] – isto nos permite evitar a conclusão dolorosa de que “a superioridade do outro é o resultado de seus méritos e conquistas”; a contingência (o mesmo mecanismo, porém sem a sua forma crítico-social: nossa posição em escala social depende de uma loteria natural e social – sortudos são aqueles que nascem com melhores disposições e em famílias ricas); a complexidade (superioridade ou inferioridade dependem de um processo social complexo independente das intenções ou méritos dos indivíduos – digamos, a mão invisível do mercado pode causar o meu fracasso ou o sucesso do meu vizinho, mesmo que eu tenha trabalhado muito mais e seja muito mais inteligente).

Ao contrário do que parece, todos estes mecanismos não contestam ou sequer ameaçam a hierarquia, mas a tornam palatável, uma vez que “o que desencadeia o turbilhão da inveja é a ideia de que o outro merece a sua sorte e não a ideia oposta, a única que pode ser abertamente expressa” [p.211]. Dupuy extrai desta premissa a conclusão (óbvia, para ele) de que é um grande erro pensar que uma sociedade que seja justa e que se perceba como justa será assim livre de todo o ressentimento – ao contrário, é precisamente em tal sociedade que aqueles que ocupam posições inferiores encontraram uma válvula de escape para seu orgulho ferido em violentas explosões de ressentimento.

Aí reside um dos maiores impasses da China hoje: o objetivo ideal das reformas de Deng Xiaoping era introduzir um capitalismo sem burguesia (como classe dominante); agora, entretanto, os líderes chineses estão descobrindo dolorosamente que o capitalismo sem hierarquia estável (conduzida pela burguesia como nova classe) gera permanente instabilidade – portanto, que caminho tomará a China? Mais genericamente, esta é possivelmente a razão pela qual (ex-)comunistas reaparecem como os mais eficientes gestores do capitalismo: sua histórica inimizade com a burguesia enquanto classe se encaixa perfeitamente na tendência do capitalismo contemporâneo em direção a um capitalismo gerencial sem burguesia – em ambos os casos, como Stalin disse a muito tempo, “os quadros decidem tudo” (está surgindo também uma diferença interessante entre a China de hoje e a Rússia: na Rússia os quadros universitários eram ridiculamente mal pagos, eles de fato se confundiam com os proletários, enquanto na China eles são bem remunerados com um “mais-salário” como meio de garantir sua docilidade).

Além disso, esta noção de “mais-salário” também nos permite lançar novas luzes sobre os atuais protestos “anti-capitalistas”. Em tempos de crise, o candidato óbvio para “apertar os cintos” são os níveis mais baixos da burguesia assalariada: uma vez que o seu mais-salário não cumpre nenhum papel econômico imanente, a única coisa que permite diferenciá-los do proletariado são seus protestos políticos. Embora estes protestos sejam nominalmente dirigidos pela lógica brutal do mercado, eles efetivamente protestam contra a gradual corrosão de sua posição econômica (politicamente) privilegiada.

Lembremos da fantasia ideológica favorita de Ayn Rand (de seu Atlas Shrugged), a de “criativos” capitalistas em greve – esta fantasia não encontra sua realização perversa nas greves de hoje, que em sua maioria são greves da privilegiada “burguesia assalariada” motivada pelo medo de perder seu privilégio (o excedente sobre o salário mínimo)? Não são protestos proletários, mas protestos contra a ameaça de ser reduzido à condição proletária. Isto quer dizer: quem ousa se manifestar hoje, quando ter um emprego permanente já se tornou um privilégio? Não os trabalhadores mal pagos (no que sobrou) da indústria têxtil etc. mas o estrato de trabalhadores privilegiados com empregos garantidos (muitos da administração estatal, como a polícia e os fiscais da lei, professores, trabalhadores do transporte público etc.). Isto também vale para a nova onda de protestos estudantis: sua maior motivação é o medo de que a educação superior não mais lhes garanta um mais-salário na vida futura.

Está claro, obviamente, que o enorme renascimento dos protestos no último ano, da Primavera Árabe ao Leste Europeu, do Occupy Wall Street à China, da Espanha à Grécia, não devem definitivamente ser desconsiderados como uma revolta da burguesia assalariada – eles guardam potenciais muito mais radicais, de forma que devemos nos engajar numa análise concreta caso a caso. Os protestos estudantis contra a reforma universitária em curso no Reino Unido são claramente opostos às barricadas do Reino Unido em agosto de 2011, este carnaval consumista de destruição, a verdadeira explosão dos excluídos.

Em relação aos levantes do Egito, pode-se argumentar que, no começo, houve um momento de revolta da burguesia assalariada (jovens bem educados protestando contra a falta de perspectiva), mas isto foi parte de um amplo protesto contra um regime opressivo. Entretanto, até que ponto o protesto conseguiu mobilizar trabalhadores e camponeses pobres? Não seria a vitória eleitoral dos islâmicos também uma indicação da base social estreita do protesto secular original?

A Grécia é um caso especial: nas últimas décadas surgiu uma nova “burguesia assalariada” (especialmente na administração estatal superdimensionada) graças à ajuda financeira e empréstimos da União Europeia, e muitos dos protestos atuais, mais uma vez, reagem à ameaça de perda destes privilégios.

Além disso, esta proletarização da baixa “burguesia assalariada” vem acompanhada do excesso oposto: as remunerações irracionalmente altas dos grandes executivos e banqueiros (remunerações economicamente irracionais, uma vez que, como demonstraram as investigações nos Estados Unidos, elas tendem a ser inversamente proporcionais ao sucesso da empresa). É verdade, parte do preço pago por essa super remuneração é o fato dos executivos ficarem totalmente disponíveis 24 horas por dia, vivendo assim num estado de emergência permanente. Mais do que submeter estas tendências a uma crítica moralista, deveríamos interpretá-las como a indicação de como o próprio sistema capitalista não é mais capaz de encontrar um nível interno de estabilidade autorregulada e de como esta circulação ameaça sair do controle.

(*) Traduzido por Chrysantho Sholl e Fernando Marcelino

CARTA DE INDIGNAÇÃO AO GOVERNADOR PARANÁ

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carta de indignação_placas na serra

SEGUNDA-FEIRA DOMINICAL

Dia das boa almas

Falando em entrevista sobre o fim do Fórum Social Temático (FST) realizado em Porto Alegre, o membro do comitê organizador do evento, Celso Woyciechowski, disse que seus objetivos foram alcançados. Segundo Celso, os 40 mil presentes no FST mostraram o que pode acontecer na Cúpula dos Povos que ocorrerá paralelo a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, Rio+20, que ocorrerá em junho, quando os movimentos sociais apresentarão que serão negociadas pelos governos.

“Todo o Fórum Social Mundial e, aqui também, essa edição temática, sempre tem expectativas e grandes possibilidades de essas expectativas serem concretizadas. Acho que esse FST concretizou as expectativas, tanto de público, tivemos mais de 40 mil pessoas participando de todas as atividades – quanto de construir uma extraordinária plataforma para encaminhar à Cúpula dos Povos, durante a Rio+20, em junho.

Esse elemento temático deu foco aos debates, motivou e fez com que as pessoas participassem mais, com conteúdo, com profundidade e, portanto, transformassem este fórum em uma das melhores edições no que diz respeito ao debate do conteúdo e no encaminhamento das resoluções. Nós, da comissão organizadora, estamos extremamente satisfeitos, pelo conteúdo, pela riqueza dos debates que aqui foram apresentados e pelas proposições que certamente serão levadas para a Cúpula dos Povos, no Rio de Janeiro” disse Celso.

Mesmo que a síntese do FST não fosse esta que Celso apresenta, de qualquer maneira, seria um grande resultado visto que reuniu pessoas para discutirem temas fundamentais a transformação da sociedade opressora.

# Enquanto isso, no Fórum Econômico Mundial, que terminou ontem em Davos, na Suíça, foi quase unanimidade a afirmação, diante do pessimismo que se abateu sobre os países europeus e norte-americano, que a América Latina é um “oásis” de instabilidade econômica, crescimento e oportunidade.

Os povos latinos americanos não devem ter nenhuma ingenuidade em crer em tal afirmação, visto que ela está carregada de grandes interesses desses países que criaram a crise econômica global e não sabem como resolvê-la. Além do mais, o Fórum Econômico Mundial é a expressão do capitalismo dominante. E sabe-se muito bem que o sistema de signos para elogio do capitalismo, não é outro que não o explorador.

 # O show era de Rita Lee, mas a polícia de Aracaju, onde ela fazia sua última apresentação muito entusiasmada, resolveu também dá seu show de violência sentando o porrete nos participantes que para ela estava transgredido a ordem. Rita Lee não gostou e interferiu afirmando que o show era dela e não queria ali a presença da polícia agredindo seus faz. Um absurdo do tempo da ditadura, de acordo com Lee.

A polícia não gostou da atitude da roqueira e se aproximou mais do palco em tom de ameaça, mas Rita não se intimidou. O show continuou, e no final ela foi levada para delegacia, enquadrada no art. 287 do Código Penal, por crime de desacato e apologia ao crime ou ao criminoso.

“Este show é meu. Não é de vocês. Vocês não têm o direito de ir para cima das pessoas. Vocês são do tempo da ditadura… Vocês querem chamar a atenção… Eu tenho paranóia desse tipo de coisa. Por que isso? Eu queria saber. Cadê por escrito que vocês têm que fazer isso? Não pode ser… por causa de um baseadinho. Cadê um baseadinho pra eu fumar aqui… É rock and roll. Pô, é meu último show, queria tanto fazer vocês felizes…”, disse Rita aos faz, pedindo uma salva de vaias aos policiais, ao que foi bem atendida.

Semana passada Rita Lee divulgou que iria se aposentar. Segundo notícias, por causa um problema nas cordas vocais. Fato que seu discurso vibrante contra os policiais negam tal afirmação.

# E os pernas continuam provocando os amigos cupins. Os campeonatos de pelada dos dois mais pernudos estados, São Paulo e Rio de Janeiro, continuam a mostrar o celeiro inesgotável de pernas-de-pau.

O Periquito continua na mesma forma do Peladão Brasileiro, sempre empatando. Em três partidas empatou duas, enquanto o São Paulo ganhou as três, como o Coringão, mas esse feitos nãos os fazem superiores, posto que todos são referências deles mesmos.

Para as bandas do samba, o Mengão mostrou sua bela forma. Depois de perde nas Libertadores, empatou no carioquinha. Seu rival só em nome, mas igual em pernas, Vascão, ganhou o que não o faz melhor que os urubuzudas.

De formas, que as partidas são sempre as mesmas. O que está fazendo que até torcedor perneiro fanático, já esteja largando o brado de superioridade. 

O PASSO SEGUINTE DA HISTÓRIA E AS LINHAS DE PASSAGEM

O passo seguinte da história não virá da maquiagem verde do capitalismo, nem de miragens dissociadas das potencialidades e circunstancias do presente. O maior desafio é superar o déficit de democracia que sanciona a ganância do dinheiro sobre a economia, a natureza e a subjetividade. A principal urgência: colocar todo o sistema financeiro sob o controle do interesse público. O novo sujeito histórico consiste em unir o interesse comum em defesa do bem comum: as fontes da vida na Terra, a dignidade humana, a plena realização das potencialidades do indivíduo em nosso tempo. ‘Pinheirinho’ não é um ponto fora da curva: a lógica dominante não tem mais nada a oferecer exceto ‘Sofrimento e Dor’. A São Paulo tucana é a conexão mais avançada do capitalismo brasileiro com a saturação da ordem mundial. As eleições municipais deste ano na capital paulista não se resumem à mera troca de alcaide: elas confrontam duas lógicas diante da crise. Uma, disposta a superar as raízes do colapso em que vivemos, cujo limbo mais exposto é a desordenada ruína dos gigantescos conglomerados urbanos; a outra, decidida a impedir a mudança decretando a reintegração de posse sobre cada centímetro de cidadania conquistado pelos que vivem na soleira da porta, do lado de fora da cidade e da democracia.

Fonte: Blog Carta Maior

POLÍTICA DE DIREITOS AUTORAIS E DE USO DE IMAGENS DO BLOG AFINSOPHIA

O blog Afinsophia não possui qualquer atividade que tenha fins lucrativos e todos os conteúdos, imagens e textos que são produzidos exclusivamente pelo blog podem ser usados sem fins lucrativos por qualquer pessoa sem prêvia solicitação. Caso queira utilizar com fins lucrativos ou financeiros alguma imagem, material ou texto produzidos pelo blog é necessário entrar em contato para obter a anuência escrita da Associação Filosofia Itinerante (AFIN).

O trabalho do blog é de interesse estritamente coletivo a partir dos vários âmbitos. Todas as fotografias que são feitas pela AFIN em eventos de interesse público e colocadas no blog têm apenas a finalidade de comunicar, noticiar e levantar questionamentos racionais acerca dos temas. Entretanto a Associação Filosofia Itinerante entende que mesmo nas fotografias de um evento público podem haver participantes que desejam resguardar sua imagem ou até o próprio nome por questões pessoais. Neste ponto a Associação ao ser contactada fará a retirada da imagem ou nome da pessoa independente do motivo pessoal, conforme resguarda o Capítulo II do Código Civil (Lei 10.406/2002) em seu Artigo 20 e 21 que resguarda a imagem, o nome e a vida privada.

Assim a Associação Filosofia Itinerante reforça seu interesse e carater público e não lucrativo, respeitando o direito do uso de suas imagens.

AMAZONINO FAZ MARKENTING COM OBRAS DO GOVERNO FEDERAL E ESTADUAL

Estamos a menos de um ano das eleições para prefeito das capitais e cidades do Brasil. Ontem, dia 27 de janeiro de 2012 dentro de um coletivo uma usuária reclamava do prefeito de Manaus que durante esses três anos não “mostrou pra que veio” , dizia, e  completava: o pior é que ele ainda pode ser eleito. Pois bem, licenciado para ir à São Paulo, depois Brasília, Manaus foi comandada por três vereadores que nada fizeram a não ser terem aumentado seus proventos no final do mês.

Essa ausência do prefeito foi bastante criticada e pra desanuviar o desgaste, convocou a imprensa, dia, 27/01/2012, para expor o que fará nesse restante de mandato. Como sempre, políticos do tipo de Amazonino gostam muito de cifras. Sapecou. R$ 732 milhões para ser aplicado em projetos de melhoria da cidade, porque “você merece uma cidade melhor”. Esta cidade não é melhor,  por isso o slogan, porque se ela fosse melhor, não mereceríamos uma cidade melhor. Dessa forma justifica-se para nós da AFIN, caracterizá-la como não cidade.   

E como não cidade, Amazonino acha que pode em poucos meses fazer o que não fez em quatro anos. Vai resolver o problema habitacional. Através da Secretaria Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários em parceria com o governo federal que já vem colocando em prática “Minha Casa Minha Vida” na cidade de Manaus e dinheiro de investidores internacionais. O que é incrível é que Amazonino não resolveu esse problema quando foi governador, senador e prefeito. O déficit habitacional na cidade de Manaus é gritante. Aqui temos vários Pinheirinhos. Teve um secretário seu pra área habitacional e fundiária quando era governador na época, cuja maior preocupação foi construir pousadas/motel dentre as quais uma sobre um igarapé, afluente do rio goiabinha, no Núcleo 16, no bairro Cidade Nova IV, próximo à Escola Estadual Engenheiro Artur Soares Amorim (provavelmente não constará no seu nome).

O atual secretário da SEHAF, Valtair Cruz, da cota do PT My Darlyg, ligado ao presidente da sigla municipal Waldemir Santana, projeta soluções na área habitacional, transitividade (ciclovias) com prazo de 15 anos. O que vemos é a transferência de problemas de um prefeito para outro.
E por estarmos no período  pré-eleitoral, o prefeito anunciou o PROURBIS e  “ação conjunta”. Manaus será um brinco. Cinco mil trabalhadores do governo do Estado e da prefeitura recuperarão as vias públicas, taparão rachaduras no asfalto e buraco nenhum ficará para sapo contar estórias.
Criará o Amazonarium. Já temos o bairro Amazonino Mendes também chamado de Mutirão. Apareceu o Amazon Bus. Mas, Amazonarium não estava escrito como proposta de sua campanha para prefeito. No porto das Lajes construirá um grande aquário onde constará de um lado o Rio Negro e do outro o Solimões. Num será representado como o caboclo lida com o meio e no outro receberá várias espécies de répteis. Amazonino quer ser a maior invenção já criada pelo homem: Deus.

Como o manauense merece uma cidade melhor, implantará o BRT. Deu certo no México, Curitiba, Bogotá, Londres, cidades chinesas… O BRT não vai prosperar porque seu mandato tem menos de um ano de duração e nesse ano de duração não conseguirão aprontar nem o edital. Se uma coisa que nessa cidade nunca deu certo foi projetos: de casas, projetos de transporte coletivo. O metrô de superfície do Alfredo Nascimento e do Amazonino não deu certo, nunca saiu da simulação tele-imagética  assim como o Expresso que consumiu mais de 120 milhões do BNDES.

A não cidade de Manaus está instransitável. Há muitos carros  e todos os utilizam para irem a seus trabalhos. Como não há transporte coletivo suficiente a cidade vira um caos. E não adianta construírem viadutos e elevados. Desafoga numa área e congestiona noutra. O Manaustran já deve ir projetando rodízio de veículos para a área comercial da cidade (porto), porque do jeito que está a  cidade a cada dia fica “imexível”. Mas para isso, deverá a prefeitura oferecer um sistema de transporte coletivo, com horário, segurança, e conforto para que o usuário possa utilizá-lo, contribuindo assim para criar-se uma cidade melhor.

E uma cidade melhor não é produzida faltando nove meses para o término de um mandato. Uma cidade melhor é construída a partir do primeiro dia de mandato. Com secretários inteligentes numa comunhão com o povo, ouvindo o povo. Uma cidade não é construída a partir de gabinete, de conchavos, corrupção, fraudes em concursos. Uma cidade melhor é aquela onde as pessoas se sentem bem, contente e felizes. Mas infelizmente, não é isso que vemos na Manaós de Ajuricaba. E como naquela época já demonstrava o que seria hoje, ele resolveu desaparecer, resolveu “pular o muro”. Manaus, um dia será melhor. E nosso slogan será. Manaus: esta, é a melhor cidade. Vai demorar muito, porque, temos que derrotar pessoas e ideologias, mas estamos construindo o caminho. Valeu,  mano.

INDA TEM FRANCÊS QI DIZ QI A JENTI NUM SEMO SERO

@ IGNACIO RAMONET, JORNALISTA FRANCÊS, DEFENDE COMISSÕES DE VERDADE e memória pública. O jornalista, ex-diretor do jornal francês, Le Monde Diplomatique, ao participar do debate sobre Direitos Humanos, Memória e Justiça, em sessão especial do Fórum Social Temático (FST) e do Fórum Mundial de Educação, em Porto Alegre,  sugeriu que fossem criadas e fortalecidas comissões da verdade  e memória pública para que os crimes cometidos nas ditaduras não sejam esquecidos e repetidos.

Para Ramonet, o reconhecimento da memória tem que ir além de reparações individuais às vítimas e familiares. Tem que ser tornado público para que a sociedade tenha conhecimento dos horrores que são cometidos contra os direitos humanos nas ditaduras. Para que isso ocorra, Ramonet sugeriu que sejam criados museus, construção de monumentos e a criação de datas nacionais para homenagear as vítimas.

“O relato do sofrimento e da resistência é indispensável para que novas gerações conheçam melhor o que se passou. Para que a memória não se degrade, é necessário que seja exercida em relação direta com o presente. É a única maneira de evitar a impunidade e de evitar que o horror se repita.

O que está em jogo é o direito das vítimas a uma reparação moral e o direito coletivo à memória, a poder estabelecer oficialmente que a ditadura foi uma abominação e que a impunidade é insuportável, a poder denunciá-la e proclamá-la em museus, nos manuais escolares ou em dias de memória coletiva como o de hoje.

A verdade é uma resposta essencial para as vítimas e os sofrimentos devem ser reconhecidos publicamente. É preciso saber em que condições se violaram os direitos humanos dessas pessoas e quais foram às razões que conduziram os torturadores a fazer o que fizeram para que tenhamos uma idéia do que não se pode repetir”, disse Ramonet. Inda tem francês…   

@ RAQUEL ROLNIK, RELATORA ESPECIAL DA ONU pede a suspensão da ordem de despejo de Pinheirinho. A relatora especial da Organização das Nações Unidas (ONU), a urbanista brasileira, Raquel Rolnik, apelou às autoridades que suspendam a ordem de despejo no bairro Pinheirinho, em São José dos Campos, efetuada pela Policia Militar de São Paulo, que usando da violência expulsou do local, moradores que se encontravam na área há mais de oito anos. O despejo dos moradores seguiu a ordem da Justiça de São Paulo.

Dizendo-se “chocada” com o “uso excessivo de força” na operação de remoção, ela pediu que as autoridade se esforcem para encontrar uma solução pacifica e adequada para as famílias que foram expulsas.

“A suspensão da ordem de despejo permitiria que as autoridades retomassem as negociações com os moradores, a fim de encontrar uma solução pacífica e definitiva para o caso, em total conformidade com as normas internacionais de direitos humanos.

A situação atual das pessoas despejadas é extremamente preocupante. Sem alternativa de habitação, elas estão vulneráveis a outras violações de direitos humanos”, afirmou a relatora da ONU. Inda tem francês…

@ VALE É ESCOLHIDA A PIOR EMPRESA DO MUNDO. A empresa mineradora Vale, que foi privatizada pro Fernando Henrique, foi escolhida pelo Publics Eye Awards com o prêmio de Pior Empresa do Mundo, por prática de crimes ambientais e sociais. A divulgação do prêmio ocorreu ontem, dia 27, em Davos, na Suíça, onde ocorre o Fórum Econômico Mundial.

O prêmio é anualmente organizado pelas organizações internacionais Greenpeace, da área ambiental; e declaração de Berna, da área social para atentar contra as ações de corporações que realizam crimes ambientais e sociais.

A Vale foi eleita como a Pior Empresa do Mundo com 25 mil votos de internautas, derrotando até a empresa japonesa Tepco, responsável pelas usinas nucleares de Fukushima, que ficou com 800 a menos.

As entidades responsáveis pela indicação da Vale para concorrer ao prêmio e que se encontram participando do Fórum Social Temático (FST) comemoraram a escolha. Um dos membros da coordenação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Alexandre Conceição, desabafou em alegria.

“A Vale foi roubada do povo brasileiro durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso e entregue praticamente de graça ao mercado. Ainda hoje recebe financiamento público, via BNDES, para levar devastação ambiental e degradação social onde quer que ela atue”, disse. Inda tem francês…

@ PROTESTOS CONTRA O CÓDIGO FLORESTAL É NOTA NO FÓRUM SOCIAL TEMÁTICO. Várias entidades ligadas às questões ambientais que participam do Fórum Social Temático (FST), em Poro Alegre, vêm demonstrando em forma de protestos suas posições contra o Código Florestal, e o que acreditam que ocorrerá na Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, na Rio+20, que ocorrerá no mês de junho.

Para os manifestantes a chamada economia verde, não passa de um capitalismo verde sem qualquer conotação de alternativa de desenvolvimento sustentável. Para eles a economia verde não é nada mais do que uma forma de banalizar o discurso ambiental nos meios econômicos e na sociedade.

Especificamente sobre o Código Florestal, setores avançados da sociedade têm criticado com veemência as tentativas de alterações da legislação ambiental brasileira, como fez a coordenadora da Rede de ONGs da Mata Atlântica (RMA), Renata Cunha.

“As mudanças no Código Florestal afetam não somente a Mata Atlântica, mas todos os biomas brasileiros. Na verdade não se trata de um código florestal, mas de um código agrícola elaborado pelos ruralistas. É um retrocesso na legislação ambiental e estamos correndo um risco muito grande”, disse Renata.

Seguindo o mesmo entendimento que denuncia a ofensiva do capital rural, Pedro Stédile, dirigente do MST, relembrou os desrespeitos à lei executados pelos empresários ruralistas no episódio da introdução da soja transgênica no Rio Grande do Sul, como os ataques ao Estatuto da Terra.

“O capital se comportou contra a lei. Sempre que há uma lei que prejudica ou controla o capital, as elites brasileiras adotam essa política de comer pelas beiradas. Está sendo assim com esta anistia. O agronegócio precisa desmatar. Atualmente, são apenas três setores – a soja, a pecuária e a cana – que querem avançar sobre o Código Florestal. Querem avançar sobre a biodiversidade para impor a monocultura”, disse Stédile. Inda tem francês…

Vamos que vamos. Vamos!

Economia verde ou economia das verdinhas?

“Antes eles garantiram a parte morta da natureza e agora querem a parte viva”, disse a francesa Genevieve Azam, ativista da Attac, durante debate sobre a chamada economia verde. O americano Pat Mooney reforçou a fala de Genevieve: “Desde a Rio 92, é possível ser dono dos elementos da cadeia periódica e dos códigos genéticos dos seres. Agora o capitalimo está atrás do restante. Através da nanotecnologia e da biotecnologia, é possível tornar os elementos da natureza em produtos”.

Ivan Trindade

Porto Alegre – O segundo dia de atividades do evento Plenárias, Diálogos e Narrativas rumo à Rio +20 contou com uma plenária sobre alternativas à chamada economia verde, terminologia que os grandes capitalistas utilizam para posar de preocupados com o meio ambiente. Com o auditório da faculdade de direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul repleto, a francesa Genevieve Azam abriu as falas dizendo que o agora capitalismo verde quer em 2012 saquear o que não conseguiu saquear em 1992, época da Eco 92. “Antes eles garantiram a parte morta da natureza e agora querem a parte viva”, disse a ativista da ATTAC.

O americano Pat Mooney reforçou a fala de Genevieve: “Desde a Rio 92, é possível ser dono dos elementos da cadeia periódica e dos códigos genéticos dos seres. Agora o capitalimo está atrás do restante. Através da nanotecnologia e da biotecnologia, é possível tornar os elementos da natureza em produtos”. Além da crítica ao modelo de negócios da economia verde, Mooney mostrou-se alarmado com ações de governos, que não só não aceitam a responsabilidade pelos danos causados ao planeta, como estão tentando modificar o modo como a natureza funciona para adequá-lo ao modus operanti do capitalismo: “Eu chamo isso de geopirataria, Dois exemplos são o estímulo à super-reprodução de planctons, para que a absorção de CO2 seja maior.

De outra forma, o governo inglês está preparando um vulcão artificial que lançará cinzas à estratosfera para diminuir a penetração dos raios do sol e diminuir o aquecimento global”. E o pior, segundo, Mooney é que as as nações desenvolvidas não precisam de aprovação da ONU para fazer isso. Mooney encerrou com uma analogia sobre a geopirataria: “É como se aqueles que destruíram a casa, nos garantissem que acharam um jeito de reconstruí-la sem parar de derrubar as paredes”.

A seguir, falou o representante do Greenpeace, Pedro Torres, que enumerou os fatos que não se enquadram nas alternativas à economia verde. “Nessa alternativa, não cabe Belo Monte, não cabe a energia nuclear, que é suja e perigosa. Não cabem também as termoeléticas, como a que estão construindo em Soape, Pernambuco, que será a mais poluente do mundo, pois usará o diesel como combustível. Da mesma forma, o novo código florestal também não se encaixa. Esperamos que Dilma vete os artigos que premiam os desmatadores”.

O padre Dario, do movimento Justiça nos Trilhos, propôs uma viagem aos participantes ao contar a situação da região de Carajás, na divisa do Maranhão com o Pará: “Lá está a maior mina de minério de ferro do mundo, e a sua produção sai pela ferrovia que tem o maior trem do mundo, com 400 vagões. O Brasil gosta de se orgulhar desses números. Com dinheiro público, a Vale segue explorando o minério brasileiro e exportando, ao invés de beneficiá-lo aqui mesmo. Assim o Brasil segue comprando o produto industrializado mais caro enquanto vende matéria prima barata. E, depois de 30 anos desse processo, o que propõem? A duplicação da ferrovia!”.

O indígena equatoriano Rodrigo De La Cruz, representante da Coica, denunciou o desrespeito aos territórios indígenas em toda a América Latina, sempre pelo mesmo motivo: “São esses territórios que abrigam grande parte da biodiversidade das florestas. É preciso garantir a integridade dos territórios e a preservação dos seus valores culturais”. Cruz criticou também a criminalização do movimento indígena: “No Equador, há 200 índios presos”.

Alex Conceição, representante do MST e da Via Campesina, pediu o fim do uso de agrotóxicos pelo agronegócio. “Todo brasileiro ingere mais de cinco litros de agrotóxicos por ano. A agricultura brasileira e a política agrária é ditada por sete empresas multinacionais”, protestou Conceição. Para o trabalhador rural, uma verdadeira alternativa a qualquer projeto de economia verde no Brasil precisa passar pelo veto do novo código florestal e por uma reforma agrária verdadeira.

O mediador Pablo Solon encerrou as discussões com a constatação de que o capitalismo verde já está instalado e pediu resistência: “Querem especular com a natureza, como fizeram com o dinheiro. Não se pode permitir. Na economia verde, só se pensa em preservar o que tem algum valor. Há que se reconhecer que a natureza tem seu próprio ritmo e que o homem não é dono dela, mas parte dela”.

Os debates rumo à Rio +20 seguem nesta sexta-feira, 27.

Fotos: Ivan Trindade

*Carta Maior

A FACISMO (DES)NUDADO COMO SOLUÇÃO DO GOVERNO PAULISTA

CARTA DE REPÚDIO DE INTELECTUAIS CONTRA OS TERRORISTAS-MIDIÁTICOS DA TV GLOBO, CÁIO BLINDER E DIOGO MAINARDI

Srs. Diretores da Rede GloboCausa profunda surpresa, indignação e perplexidade assistir a um programa de vossa emissora em que jornalistas, comentaristas e palpiteiros assumam a defesa explícita da prática de assassinatos como meio válido de fazer política. Isso foi feito abertamente, no dia 15.01.2012, por Diogo Mainardi e Caio Blinder, ambos empregados da Rede Globo.
 
Depois de fazer brincadeiras de gosto duvidoso sobre sua suposta condição de agente do Mossad (serviço secreto israelense), Caio Blinder alegou que os cientistas que trabalham no programa nuclear iraniano são empregados de um “estado terrorista”, que “viola as resoluções da ONU” e que por isso o seu assassinato não constituiria um ato terrorista, mas sim um ato legítimo de defesa contra o terrorismo.Trata-se, óbvio, de uma lógica primária e rudimentar, com a qual Mainardi concordou integralmente. Parece não ocorrer a ambos o fato de que o Estado de Israel é liderança mundial quando se trata em violar as resoluções da ONU, e que é acusado de prática de terrorismo pela imensa maioria dos países-membros da entidade.
 
Será que Caio Blinder defende, então, o assassinato seletivo de cientistas que trabalham no programa nuclear israelense (jamais oficializado, jamais reconhecido, mas amplamente conhecido e documentado)? Ambos – o “agente do Mossad” Caio Blinder e Diogo Mainardi – se associam ao evangelista fundamentalista estadunidense Pat Robertson, que, em abril de 2005, defendeu em rede nacional de televisão, com “argumentos” semelhantes, o assassinato do presidente venezuelano Hugo Chávez, provocando comentários constrangidos da Casa Branca.Ao divulgar a defesa da prática do assassinato como meio de fazer política, a Rede Globo dá as mãos ao fundamentalismo – não importa se de natureza religiosa ou ideológica – e abre um precedente muito perigoso no Brasil. Isso é inaceitável. Atenção: não defendemos, aqui, qualquer tipo de censura, nem queremos restringir a liberdade de expressão. Não se trata de desqualificar ideias ou conceitos explicitados por vossos funcionários.
 
O que está em discussão não são apenas ideias.Não são as opiniões de quem quer que seja sobre o programa nuclear iraniano (ou israelense, ou estadunidense…), mas sim o direito que tem uma emissora de levar ao ar a defesa da prática do assassinato, ainda mais feita por articulistas marcadamente preconceituosos e racistas. Em abril de 2011, o mesmo “agente do Mossad” Caio Blinder qualificou como “piranha” a Rainha da Jordânia, estendendo por meio dela o insulto às mulheres islâmicas.Mainardi é pródigo em insultos, não apenas contra o Islã, mas também contra o povo brasileiro. Se uma emissora do porte da Globo dá abrigo a tais absurdos, mais tarde não poderá se lamentar quando outros começarem a defender, entre outras coisas, a legitimidade de se plantar bombas contra instalações de vossa emissora por quaisquer motivos, reais ou imaginários – por exemplo, como forma de represália pelas íntimas relações mantidas com a ditadura militar no passado recente, pela prática de ataques racistas contra o Islã e o mundo árabe, ou ainda pelos ataques contumazes aos movimentos sociais brasileiros e latino-americanos.Manifestações como essas do “agente do Mossad” Caio Blinder e Diogo Mainardi ferem as normas mais elementares da convivência civilizada.
 
Esperamos que a Rede Globo se retrate publicamente, para dizer o mínimo, tomando distância de mais essa demonstração racista de barbárie. Agradecemos a atenção.Assinam os representantes e instituições:- Hamilton Otavio de Souza – Editor Chefe da Revista Caros Amigos- José Arbex Jr. – Chefe do Departamento de Jornalismo da PUC-SP- Fabio Bosco – Central Sindical e Popular- Francisco Miraglia Neto – Vice-Presidente Regional do ANDES-SN- Reginaldo M. Nasser – Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais da PUC-SP- Marco Weisheimer – Editor da Carta Maior- Socorro Gomes – Presidente do Centro Brasileiro para a Paz- Soraya Misleh – Diretora de Imprensa do Instituto da Cultu ra Árabe- Soraya Smaili – Vice-Presidente da Associação dos Docentes da UNIFESP- Boris Vargaftig – Professor Titular da USP, membro da Academia Brasileira de Ciências- Isabelle Somma – jornalista e doutoranda de Historia Social da USP.

USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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