Arquivo para janeiro \27\-04:00 2012



A sabedoria do boêmio

Por Ana Ferraz

Noite dessas, Paulo Vanzolini sonhou com uma poesia de Olavo Bilac que decorou quando ainda era rapazote. Os versos, que são muitos, vieram por inteiro. Aos 88 anos, o autor de composições que atravessaram gerações sem perder a força, como Ronda e Homem de Moral, conserva a prodigiosa memória e se mantém imperturbável diante da fama.

Considerado por muitos o embaixador do samba de São Paulo, ele agradece o epíteto. “Não é verdade, mas eu gosto”, diz, sorriso nos lábios. Acomodado numa poltrona de couro na modesta casa do Cambuci, “bairro cheio de bares ótimos”, o homem culto que cresceu rodeado de livros e se tornou zoólogo de reputação internacional põe em perspectiva a criação de uma vida, 70 composições e 155 trabalhos científicos. “Que glória é essa, meu Deus”, questiona, num lapso, o declarado ateu, bisneto de anarquista. “É uma glória muito humilde. Não tenho motivos para ser vaidoso.”

Nesta sexta 27, semana em que São Paulo completa 458 anos, Vanzolini concederá ao público o privilégio de tê-lo na Choperia do Sesc Pompeia. Instalado numa mesa, cervejinha à mão, o artista acompanhará alguns de seus grandes sucessos, interpretados por Ana Bernardo e Carlinhos Vergueiro. Entre uma canção e outra, o show será pontuado pelas reminiscências do compositor que, junto com Adoniran Barbosa, de quem foi “amigo de muitas cachacinhas”, traduziu a cidade de forma definitiva.

“Adoniran era ótima pessoa, nos dávamos muito bem. O cara mais desligado que já conheci. Vinha de família italiana do Vêneto. De menino o chamavam de Joanim.” Os longos papos entre Vanzolini e João Rubinato (Adoniran), que em sua simplicidade dizia não entender bem o que o cientista fazia (“ele mexe com zoológico, sei lá”), jamais renderam samba. “Sempre me pedem para contar como era nossa conversa. Era muito cotidiana. Não tinha nada demais. Era nossa conversa.”

A famosa Tiro ao Álvaro, relembra, surgiu como um presente do jornalista e escritor Osvaldo Molles ao amigo Adoniran. Foi Molles também o criador do personagem Charutinho, de tiradas engraçadas embaladas por sotaque italianado, que interpretou com grande sucesso na Rádio Record. “Adoniran acabou assumindo na vida real o personagem da ficção. No fundo, ele era mesmo só o Joanim.” Quando a saudade aperta, Vanzolini dirige-se ao Mercado Municipal, o Mercadão da capital paulista. “Colocaram uma estátua do Adoniran numa mesa. De vez em quando vou lá tomar uma cerveja com ele.”

A prosa animada de repente silencia. O olhar do compositor vagueia pela sala, ambiente que Ana Bernardo, sua atual mulher, define como “totalmente masculino”. Justifica-se a quase queixa: sobre um aparador, uma grande cobra de madeira exibe a boca aberta (souvenir comprado na Espanha). A seu lado, outra, bem mais modesta nas medidas, porém, verdadeira, exibe-se sobre um tronco. Para alívio dos visitantes, o exemplar não se move, foi plastificado graças a uma técnica especial. A terceira fica na mesinha de centro. Ao lado da porta de entrada, o cabideiro dá pistas sobre a atividade profissional do dono da casa. Ali estão os chapéus que Vanzolini usava para adentrar o mato em busca de bichos.

Foi com a zoologia que o boêmio ganhou a vida. Ele fez-se médico pela Universidade de São Paulo somente para facilitar o doutorado em zoologia, em Harvard, nos EUA. Especialidade: répteis. “Nunca examinei um doente na vida.” Por motivos óbvios, tem grande apreço por lagartos e lagartixas. Até hoje mantém a postos seu kit de pegar bicho. No ano passado, uma editora reuniu toda a sua produção científica. Também em 2011, a Fundação Conrado Wessel concedeu seu prêmio máximo a Vanzolini. “Vou receber em junho, na Sala São Paulo. É bom pra burro, são 300 mil reais”, admira-se. “Só que vou ter de pagar Imposto de Renda.”

Em um ano repleto de homenagens, Vanzolini receberá a Medalha Armando de Salles Oliveira. Um gesto de reconhecimento ao homem de números científicos robustos: 47 anos de trabalho no Museu de Zoologia, 31 deles como diretor, 40 mil animais capturados e a construção do mais completo acervo sobre répteis da América do Sul. A paixão pelos tais bichos começou quando ele ainda era imberbe. Aos 14 anos já estagiava no Instituto Biológico, onde foi iniciado na branquinha. “Todo fim de expediente rolava uma cachacinha, eu ganhava meia.”

No rastro dos répteis, muitas histórias. “Durante um trabalho na Argentina, fui comprar um disco da Mercedes Sosa e saí de braço dado com um soldado”, diverte-se. “O agente da polícia queria saber por que eu estava comprando aquele disco. Disse: ‘Ela é uma boa cantora’. O sujeito ficou olhando na minha cara. Me ameaçou, mas não podia fazer nada.”

Em tempos de ditadura, Vanzolini foi surpreendido por um convite impossível de ser recusado. O general Golbery do Couto e Silva, o “feiticeiro” do regime militar, o convocava a Brasília. Sem mais explicações. Enviou passagem aérea e limusine com motorista. “Ele mandou me chamar para passar um sabão. Queria me dizer que eu era contra o governo. E eu era. Me disse que isso poderia dar mau resultado.” Com calma inabalável, o cientista retrucou: “Isso vai depender de quem aguentar mais tempo, nós ou vocês”. Conversa encerrada, voltou para São Paulo.

Foi durante o tempo em que serviu na cavalaria que Vanzolini compôs um de seus maiores sucessos, Ronda, clássico que adquiriu a impressão digital de Márcia, sua mais reconhecida intérprete. “Eu sou Ronda”, já assumiu a cantora ao autor. A música é líder de pedidos nos karaokês até hoje. “As japonesas são as que mais pedem. No bar em que a Ana canta, vem escrito no guardanapo: Honda”, conta o compositor, rindo. A verdade, confessa, é que sua relação com a canção inspirada nas mulheres que observava no entra e sai dos bares à procura dos parceiros se desgastou. “Sabe o que as minhas filhas dizem? Fez, agora aguenta!” Vanzolini argumenta que a composição, de melodia pungente, é uma piada. “Começa dando a impressão de que a mulher procura o sujeito para se reconciliar, mas é para desperdiçar um pente de revólver.”

Vanzolini começou a compor quando frequentava a Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo. Diz não ter ideia de qual foi a primeira composição. “Aliás, lembro, mas joguei fora, não prestava.” Outra meia dúzia teve a mesma infausta sorte. A criação favorita? “Não me ocorre nenhuma.” Dali a pouco cita aquela que considera uma de suas melhores, Longe de Casa eu Choro. “Fiz em Cambridge, pensando em São Paulo. Era uma poesia minha. O Paulinho Nogueira pegou o livro e disse: ‘Você não é poeta, é sambista. Aqui está cheio de letras de samba esperando música’. Paulinho era meu amigo de infância. Fez a melodia com Eduardo Gudin.” Outra que também teve o auxílio luxuoso de Paulinho Nogueira é Valsa das Três da Manhã. “Paulinho era um sujeito de qualidade humana excepcional.” A que mais rendeu? “Só uma deu dinheiro, Volta por Cima. Comprei livros para o Museu de Zoologia.”

Paradoxalmente, e para assombro de quem não o conhece, Vanzolini nada sabe de música. “Tenho péssimo ouvido. Não sei ler música, não sei o que é acorde”, jura. “Meu professor foi o rádio.” O método para preservar as composições consistia em decorá-las. “Se esquecesse perdia tudo. Dá uma mão de obra danada, por isso larguei”, diz. “Fica uma coisa obsessiva. Até que a música saia você não pensa em outra coisa.” O método Vanzolini de compor é outro mistério. “Inspiração a gente procura. Na cabeça. Geralmente começa com uma frase. Aí vem tudo junto, letra e melodia.”

Para quem supõe haver sempre algo autobiográfico em cada letra, o mestre desmente. “Nunca sofri com dor de cotovelo, por exemplo, é só um tema.” Na belíssima Quando Eu For Eu Vou sem Pena, interpretada por Chico Buarque em Acerto de Contas, coleção com quatro CDs que reúne a obra do autor (“essa caixa completou a minha vida”), o tom é triste. Uma tocante despedida. Mas não se trata exatamente disso. A inspiração atende pelos nomes de Miriam, Marina, Carol e Cris. “Eu estava numa fazenda, durante excursão do museu. Comecei a pensar em como seria quando partisse”, conta. “Eram as alunas que estavam ali, ele fez para elas”, entrega Ana Bernardo, diante do olhar risonho do poeta fingidor.

Boêmio de carteirinha, mulherengo apenas “na medida da necessidade”, Vanzolini adorava percorrer as ruas de São Paulo até altas horas, sozinho. Nesse périplo pela então metrópole da garoa, fez várias descobertas. “Uma vez abri uma porta e descobri os Macambiras. De outra, Virgínia Rosa.” Ana Bernardo, companheira dos últimos 15 anos, também foi um encontro patrocinado pela música. A filha do fundador dos Demônios da Garoa encantou o compositor com sua voz firme e melodiosa. “Ela entende a música que canta. É minha melhor intérprete.”

Autodefinido sambista tradicional, Vanzolini mantém o entusiasmo pela música. Ouve com admiração Noel Rosa, Dorival Caymmi, Nelson Cavaquinho, Sílvio Caldas, Cartola e Paulinho da Viola, entre outros grandes. E considera-se realizado. “Estou recebendo mais do que esperava. É muita recompensa no fim da vida”, comenta, com a sabedoria dos modestos. Na segunda-feira que antecede o carnaval, a Banda Redonda, fundada por Plínio Marcos, vai homenageá-lo. O enfarte que lhe surpreendeu em 2004, roubando-lhe 70% da capacidade cardíaca, provou ser incapaz de deter o poeta. “Estarei lá, lógico”, garante, com brilho no olhar.

*Carta Capital

MINISTRA DO MEIO AMBIENTE DIZ QUE ÓRGÃOS AMBIENTAIS ESTÃO POLARIZADOS ENTRE LICENCIAR E FISCALIZAR

Participando do 2º Encontro Brasileiro de Secretários de Saúde, em Porto Alegre, que ocorre paralelo ao Fórum Social Temático (FST), a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que as relações entre os órgãos ambientais no Brasil encontram-se polarizadas entre o licenciar e fiscalizar. Eles aparecem como atores secundários no debate que resultam em políticas públicas.

De acordo com a ministra há uma crise de valores éticos, comportamento e insumos, uma crise global além da crise econômica. Para ela a agenda ambiental do Brasil é de vanguarda e deve assim permanecer. O compromisso principal do governo quando da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, Rio+20, é ultrapassar o que foi pensado na Rio 92. Quanto ao Código Florestal, ela, acredita que é preciso encontrar caminho para a convergência e o diálogo.

“Meio Ambiente é muito mais do que isso. Aquele discurso que, há mais de 20 anos, os ambientalistas  vêm formulando começar a ganhar entendimento e contorno. Não para uma revisão do paradigma, mas sobre como podemos avançar no paradigma do desenvolvimento sustentável.

A conferência trata de processos, de uma visão mais abrangente, de negociação, de inclusão política e de inclusão de todos os atores. Quando a gente discute a questão do aterro social, por exemplo, também temos que discutir a inclusão social dos catadores, a reciclagem, a geração de emprego, a geração de renda e a dignidade dessas pessoas. Isso é mio ambiente, sustentabilidade e desenvolvimento. Não é só licenciar o aterro.

O ministério não pode ficar a reboque de uma agenda que tem um poder político imenso. Tem sido muito difícil fazer esse exercício de negociação política. Por mais que a gente pactue, as negociações são extremamente complexas e difíceis.

O debate do código segue, não se encerrou. Estamos fazendo uma avaliação do cenário. Ainda tem pedreira pela frente, mas se não tivermos o apoio para convergência e para aquilo que foi construído, muito dificilmente a gente poderá superar algumas barreiras”, disse a ministra. 

NO ANIVERSÁRIO DA CIDADE DE SÃO PAULO A POLÍCIA VOLTOU A USAR SUA TRUCULÊNCIA CONTRA MANIFESTANTES

Nem o mais ingênuo inútil poderia acreditar que nas comemorações de 458 anos da cidade de São Paulo poderia tudo correr na mais santa paz urbana. Uma cidade com mil problemas, principalmente avolumados pelas péssimas administrações do PSDB, e agora do PSD, de Kassab, não pode comemorar aniversário em vão. E não comemorou mesmo.

Um grupo de manifestantes que se reuniu na Praça da Sé, no centro da capital, para protestar contra a truculência da Polícia Militar usada para expulsar e reprimir moradores do Pinheirinho, e também para expulsar do centro da cidade os habitantes da Cracolândia, foi reprimido e agredido pela PM do governador do PSDB, Geraldo Alckmin.

O protesto foi também para acusar a especulação imobiliária estimulada pelo “Projeto Nova Luz” que visa reestrutura a região da Luz, no centro de São Paulo, encorajado pelo prefeito Gilberto Kassab, que adotou a política de desocupar prédios no centro da cidade para a especulação imobiliária, segundo os ativistas.

Durante os protestos, o prefeito Kassab, que foi homenageado pelos movimentos populares como “o pior prefeito de São Paulo”, ao tentara sair em seu carro foi cercado pelos manifestantes que gritaram palavras de ordens e lançaram ovos – quanto está o preço do ovo? – contra seu carro. Os manifestantes foram reprimidos pelos policiais com cassetetes na grande festa das autoridades rejeitada pelo povo.

Segundo o movimento Luz Livre, que organizou os protestos, durante o espetáculo de truculência promovido pela polícia, uma pessoa ficou ferida.

Viva, São Paulo!

PRÉDIOS DESABAM NO CENTRO DO RIO DE JANEIRO

Dois prédios desabaram na noite de ontem, dia 25, no centro do Rio de Janeiro, nos fundos do Teatro Municipal, na área da Cinelândia. O maior tinha 20 andares e o menor 10 andares. As especulações sobre a causa do desabamento até às 23 horas, não haviam determinado uma causa certa. Especulava-se que poderia ser vazamento de gás, mas o que não foi confirmada. Para o prefeito, Eduardo Paes, que se fez presente no local do ocorrido cinqüenta minutos após, a causa mais provável do desabamento talvez seja falha na estrutura dos prédios que eram muito antigas.

Como se tratava de um prédio comercial onde estavam instaladas salas comerciais e uma agência bancaria, e era noite, poucas pessoas se encontravam em seu interior. Calcula-se que 11 pessoas foram vitimadas com ferimentos, e duas morreram. Mas, segundo o prefeito Eduardo Paes, deve haver outras pessoas sobre os escombros. As vítimas estão sendo levadas para o Hospital Souza Aguiar. Foi armada uma tenda com assistentes sociais para atender e orientar os parentes das vítimas.

As ruas circunvizinhas estão obstruídas para facilitar os trabalhos dos bombeiros e os grupos de resgates, por isso os veículos não podem trafegar nessas ruas. O que os responsáveis pelos trabalhos pedem compreensão dos motoristas.

A Transformação Interior

www.indianrose.pt/rosep/index.php

Curso Fado de Coimbra

 

CURSO

Fado de Coimbra

 

todas as quintas-feiras de Fevereiro a Junho de 2012

 

21h30 às 23h

Mensalidade: 25 euros

Inscrições através do email institutodemusica.clp@gmail.com

Tópicos principais do curso:

-Origens do fado
-Tradição académica (traje, serenatas, locais emblemáticos)
-A guitarra portuguesa de Coimbra – teorias da evolução do instrumento
-Períodos/fases mais marcantes da história do fado de Coimbra
-Diferentes estilos da canção de Coimbra (canção, trova, balada,romagem…)
-Intérpretes mais marcantes (guitarristas e solistas)
-Canção de Intervenção
-Os poetas e os compositores
-O fado de Coimbra na actualidade

Formador:Pedro Fernandes Martins, Solista de fado de Coimbra no Grupo de Fado Académico da Universidade do Porto; letrista e compositor de Fado de Coimbra (temas cantados e instrumentais).

Clube Literário do Porto

Rua Nova da Alfândega, nº 22

4050-430 Porto

Tel. 222 089 228

Fax. 222 089 230

Email: clubeliterario@fla.pt

URL: www.clubeliterariodoporto.co.pt

http://clubeliterariodoportofla.wordpress.com/

DERRUBADA DO MASTRO DE SÃO SEBASTIÃO NO CENTRO DE TAMBORES DE MINA DE MÃE EMÍLIA

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Oh! Mater em cristo
Meu santo varão
Livrai-nos da peste
meu São Sebastião

Salve o cristo puro
Estrela luzente
Prodígio das graças
do onipotente

Oh! Mater em cristo
Meu santo varão
Livrai-nos da peste
meu São Sebastião

Na última sexta-feira (20) foi comemorado no Centro de tambores de Mina Djê Djê/Nagô Toy Lissá Agbê Manja em Manaus a tradicional festa de São Sebastião, o martir que é padroeiro dos soldados, atletas, dos homossexuais e toda moçada LBGT. Além de ser um santo cristão, ele é cultuado pelas diversas religiões afro reprentado no chamado sincretismo de Oxóssi, o santo que mora nas matas e a a proteje.

A festa é celebrada nos  terreiros de Mina louvando São Sebastião que para a mina “é um Xapanã e o Rei Sebastião da Praia do Lençol. Então nós louva  neste dia, canta para toda a família do lençol,  todos os vodums da Praia do Lençol” explica Nochê Hunjaí Emília de Toy Lissá/Agbê Manjá que também deu um depoimento sobre o santo.

Já fazem 35 anos que eu faço esta tradição. Primeiro eu faço por que ele me pertençe, neste tempo todinho é do mesmo mês meu, mesmo dia meu, é meu protetor como santo e como vodum. Então tenho que fazer esta louvação a ele e todo ano eu faço. E a gente canta pra Xapanã, para Rei Sebastião e canta para o homem também.  Depois a gente abre pra Oxóssi, por que uma nação, como por exemplo na Bahia na casa de Mãe Menininha, eles tem Oxossi como Ogum, e na verdade ele foi um guerreiro, um soldado, herói, batalhador. Então tem umas nações que pra eles ele é um Ogum.


E a festa começou quando santo, que estava em um andor enfeitado de flores, era carregado em volta de seu mastro enquanto era cantado o ponto  “Bendito São Sebastião”. Com muita alegria cantou-se para São Sebastião.

Nasceste no berço
Do vil paganismo
Porém a fé santa
Vos deu o batismo

Vós desde menino
Já nos ensinava
A religião santa
Que ao culto amava

Após as orações para São Sebastião chegou a hora da derrubada do grande mastro que estava fincado no solo. O mastro estava repleto de frutas, vegetais e outros produtos incluindo cupuaçu, laranja, pupunha, milho, banana, abacaxi, pé de moleque, mel, vinho entre outros. A primeira batida no mastro foi feita por Mãe Emília, seguida de seus filhos de santos e dos demais presentes

Depois de várias batidas o mastro foi ao chão e junto dele os presentes foram pegar os alimentos repletos de axés de São Sebastião. Abaixo vemos o vídeo de todo a caminhada com o santo e a derrubada do mastro

Após a queda do mastro foram acendidas diversas velas para Sebastião, foram feitos os pedidos, agradecimentos, oferendas e rezas para o santo para que se construa um ano de muito axé.

E assim chegou a hora de voltar ao salão e trazer novamente o martir para continuar a festa. E que festa alegre esta do centro de tambores de Mina, que seguiu durante a noite toda.


E os tambores começaram a rufar pelos abatazeiros (ou ogams em outras nações) enchendo todo o terreiro de vibrações e dando vida para os diversos pontos cantados louvor.

 

E os convidados foram chegandos e muitos deles de outras casas de santo foram entrando na roda e alegrando o salão de cores e cantos.

Rei Sebastião,
Ele é guerreiro militar
Rei Xapanã, ele é pai de terreiro
Lá numa guma, guma Imperial

Quem tiver a sua vista aberta
Agora que eu quero ver
Sebastião arrasta as correntes
Fazendo a terra tremer

Pai Edson de Codoense usou sua voz melodiosa para puxar  rezas para Rei Sebastião para que Mãe Emília se preparasse para receber o aniversariante da noite o turco Ubirajara.

 

E desceu na cabeça de Mãe Emília o turco Ubirajara, que se chama de caboco, mas é na verdade um turco, como explicou mãe Emília que festeja além de Sebastião, o seu aniversário de Ubirajara em sua cabeça.

E depois se louva os turcos como já é uma tradição não só na minha casa como nos terreiros do Maranhão todinho, fazem homenagem neste dia, levanta mastro e festejam. A entidade, o seu Ubirajara é um turco. Nós chamamos caboco, mas ele é um turco que já vem luas e luas. Na minha cabeça  está com 45 anos que eu trabalho com ele.

Meu pai Turquia
Já içou sua bandeira
Venha ver como é bonito
ver seu filho na trincheira

Com teu lindo Penacho
É Um Penacho De Arara.
Com o Rompe da Mata Virgem
Com o Rompe da Mata Virgem
Ele é O Caboclo Ubirajara.


Ele é Bira,
ele se chama Ubirajara

Ubirajara quando chegou
Não temeu a caboclo nenhum
Ubirajara quando chegou
Não temeu a caboclo nenhum
Ubirajara é caboclo bravo
Não temeu a caboclo nenhum


Edmundo velho Edmundo
Edmundo velho Edmundo
Eu me chamo Ubirajara
Meu pai Oxossi é guardião
Do outro mundo
Eu me chamo Ubirajara
Meu pai Oxossi é guardião
Do outro mundo.

E então começaram a descer também diversos cabocos e encantados como a caboca índia Ida e vários outros que logo também passaram a saudar os presentes.

Pai Dinho que também estava presente puxou alguns pontos com sua voz forte e agradável que compunha com os abatás e mostrava aos presentes a beleza e força do tambor-de-mina.

Estrela d’alva
é a sua guia
Ubirajara é um
caboco valente

Ubirajara mora
Lá na mata
Lá na grota funda
Lá no fim do mundo

Só queria meu Deus
só queria
Ver o canto
dos Orixás

Eu queria meu Deus
só queria
Ver o povo
da banda de lá

O grande momento da noite chegou quando os seis bolos do aniversariante turco Ubirajara  foram distribuido para os presentes, assim como diversas frutas para todos os presentes que esperaram em fila a degustação deste presente com muito axé. E nesta alegria a festa trouxe toda disposição e envolvimento da Mina.

Parabéns pra você
Nesta data querida
Muitas felicidades
Muitas forças em luz

Não é, não é, não é
Todo santo tem seu dia
Não é, não é, não é
Seu Ubirajara hoje é seu dia

DILMA DIZ QUE EDUCAÇÃO NÃO DEVE TER LIMITES DE INVESTIMENTOS

A presidenta Dilma Vana Rousseff, acompanhada pelo ex-presidente Lula, durante seu discurso na posse dos novos ministros Aluizio Mercadante, no Ministério da Educação (MEC), e Marco Antonio Raupp, na Ciência, Tecnologia e Inovação, disse que em seu governo não haverá limites para investimentos na educação. Ela afirmou que esse pensamento herdou do ex-presidente Lula, que mantinha as portas do Palácio sempre abertas para o ministro Fernando Haddad. Falando diretamente para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ela disse que pretende a mesma política de Lula, referente à educação, porque foi ele quem democratizou o acesso à educação no Brasil. Ela defendeu também o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) atribuindo os problemas que surgiram à própria dimensão do concurso.

“Quando tínhamos que discutir com o presidente a criação e a interiorização de universidades, a criação de escolas técnicas e a criação de institutos federais de tecnologia era a coisa mais fácil que tinha porque sempre a porta para Fernando Haddad estava aberta. Sempre não tinha limite para investimento, e que nós, Casa Civil e Planejamento, tínhamos que nos conformar porque era assim a regra do jogo.

Eu quero informar ao Guido que eu aprendi muito com o presidente Lula. Eu continuo o mesmo projeto porque eu sei que é isso que transformará o Brasil.

Não estou aqui fazendo a defesa do Enem por nenhum princípio de teimosia, mas é porque ao fazê-lo, estou defendendo o ProUni, o Reune e o Ciência Sem Fronteira.

Nenhum de nós é soberbo de achar que um projeto que se faz nasce perfeito. Ele precisa de um teste da realidade. Ele precisa da tentativa e erro. Agora, há que reconhecer que um projeto que abrange milhões de pessoas, é inevitável que nos primeiros tempos ocorra alguns desvios. Esses desvios nós temos a humildade de reconhecer e de corrigir. Quem não é capaz de fazer isso não faz uma boa gestão”, discursou a presidenta.

ONU REAFIRMA QUE TODOS ENVOLVIDOS EM CRIMES SEXUAIS MENORES NO HAITI SERÃO PUNIDOS

Mariano Fernandez, chefe da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah) reafirmou o compromisso do organismo internacional em punir todos os que estiverem envolvidos em crimes sexuais contra menores haitianos.

A declaração de Mariano foi uma forma de compactuar com a Organização das Nações Unidas (ONU) que divulgou estar investigando denúncias de abuso sexual infantil envolvendo a polícia da ONU.

“A missão continuará a tomar medidas rigorosas para garantir, se for o caso, que os culpados sejam punidos”, disse Mariano.

Com a violência e o desemprego aumentado, alguns haitianos formaram grupos que estão assaltando, ameaçando os moradores e colocando suas vidas em constante perigo. Diante desse quadro arrasador, militares brasileiros e mais militares de outros países resolveram criar a Minustah para combater os crimes executados pelas gangues.

Além dessas violências o Haiti vive instabilidade política apesar do presidente eleito, Michel Martelly, procurar de todas as forças reunir apoio. Com o objetivo de intensificar cooperação brasileira através da ampliação de parcerias nas áreas de saúde, agricultura, capacitação profissional e apoio à construção de uma hidrelétrica, no Sul do país, a presidenta Dilma estará viajando na próxima semana ao país.

O horror e a opção preferencial contra os pobres

Nada mais precisa ser dito para descrever a operação de despejo de Pinheirinho, em São José dos Campos, e a ação policial contra os usuários de crack no centro da capital, na chamada Cracolândia. Mas existem muitas explicações para a truculência, a desumanidade, a destituição do direito de cidadania aos pobres pelo poder público paulista.

Maria Inês Nassif

É o horror. Nada mais precisa ser dito para descrever a operação de despejo de Pinheirinho, em São José dos Campos, e a ação policial contra os usuários de crack no centro da capital, na chamada Cracolândia. Mas existem muitas explicações para a truculência, a desumanidade, a destituição do direito de cidadania aos pobres pelo poder público paulista.

A primeira delas é tão clara que até enrubesce. Nos dois casos, trata-se de espantar o rebotalho urbano de terrenos cobiçados pela especulação imobiliária. O Projeto Nova Luz do prefeito Kassab, que vem a ser a privatização do centro para grandes incorporadoras, vai ser construído sob os escombros da Cracolândia, sem que nenhuma política social tenha sido feita para minorar a miséria ou dar uma opção séria para crianças, adolescentes e adultos que se consomem na droga.

O terreno desocupado com requintes de crueldade em São José dos Campos, de propriedade da massa falida do ex-mega-investidor Naji Nahas, que já era de fato um bairro, vai ser destinado a um grande investimento, certamente. O presente de Natal atrasado para essas populações pobres libera esses territórios antes que terminem os mandatos dos atuais prefeitos, e o mais longe possível do calendário eleitoral. Rapidamente, a prefeitura de São Paulo está derrubando imóveis; a prefeitura de São José não deve demorar para limpar o terrreno de Pinheirinho das casas – inclusive de alvernaria – das quais os moradores foram expulsos.

Até outubro, no mínimo devem ter feito uma limpeza na paisagem, o que atenua nas urnas, pelo menos para a classe média, a ação da polícia. A higienização justifica a truculência policial. A “Cidade Limpa” de Kassab, que começou com a proibição de layouts na cidade, termina com a proibição de exposição da pobreza e da miséria humana.

A segunda é de ordem ideológica. Desde a morte de Mário Covas, que ainda conseguia erguer um muro de contenção para o PSDB paulista não guinar completamente à direita, não existe dentro do partido nenhuma resistência ao conservadorismo. Quando Geraldo Alckmin reassumiu o governo do Estado, em janeiro de 2011, muitas análises foram feitas sobre se ele, por força da briga por espaço político com José Serra dentro do partido, iria trazer o seu governo mais para o centro. A referência tomada foi o comando da Segurança Pública, já que em seu mandato anterior a truculência do então secretário, Saulo de Castro Abreu Filho, virou até denúncia contra o governo de São Paulo junto à Comissão de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos.

O fato de ter mantido Castro fora da Segurança e se aproximado do governo federal, incorporando alguns programas sociais federais, e uma relação nada íntima com o prefeito da capital, deram a impressão, no primeiro ano de governo, que Alckmin havia sido empurrado para o centro. O que não deixava de ser uma ironia: um político que nunca escondeu seu conservadorismo foi deslocado dessa posição por um adversário interno no partido, José Serra, que, vindo da esquerda, tornou-se a expressão máxima do conservadorismo nacional.

Isso não deixa de ser uma lição para a história. Superado o embate interno pela derrota incondicional de José Serra, que desde a sua derrota vinha perdendo terreno no partido e foi relegado à geladeira, depois da publicação de “Privataria Tucana”, do jornalista Amaury Ribeiro Júnior, Alckmin volta ao leito. O governador é conservador; o PSDB tornou-se orgânicamente conservador, depois de oito anos de governo Fernando Henrique Cardoso (FHC) e oito anos de posição neoudenista. A polícia é truculenta – e organicamente truculenta, já que traz o modelo militar da ditadura e foi mais do que estimulada nos últimos governos a manter a lei, a ordem e esconder a miséria debaixo do tapete.

O nome de quem faz a gestão da Segurança Pública não interessa: está mais do que claro que passou pelo governador a ordem das invasões na Cracolândia e em Pinheirinho.

Outra análise que deve ser feita é a da banalização da desumanidade. Conforme a sociedade brasileira foi se polarizando politicamente entre PSDB e PT, a questão dos direitos humanos passou a ser tratada como um assunto partidário. O conservadorismo despiu-se de qualquer prurido de defender a ação policial truculenta, de tomar como justiça um Judiciário que, nos recantos do país, tem reiterado um literal apoio à propriedade privada, um total desprezo ao uso social da propriedade e legitimado a ação da polícia contra populações pobres (com nobres exceções, esclareça-se).

Para os porta-vozes desses setores, a polícia, armada, “reage” com inofensivas balas de borracha à agressão dos moradores que jogam pedras perigosíssimas contra escudos enormes da tropa de choque. No caso de Pinheirinho, a repórter Lúcia Rodrigues, que estava na ocupação, na sexta-feira, foi ela própria alvo de duas balas letais, vindas da pistola de um policial municipal. Ela não foi atingida, mas duvida, pela violência que presenciou, das informações de que tenha saído apenas uma pessoa gravemente ferida daquele cenário de guerra.

(*) Colunista política, editora da Carta Maior em São Paulo.

SECRETÁRIO NACIONAL DE ARTICULAÇÃO SOCIAL É AGREDIDO PELA POLÍCIA DE ALCKMIN EM PINHEIRINHOS

Paulo Maldos, secretário nacional de articulação social, com larga experiência em movimentos populares, foi designado pela Secretaria-Geral da República para dialogar com a comunidade que vivia em Pinheirinhos e o governo do estado de São Paulo para resolver o impasse na reintegração de posse. Ao chegar, no local, às 8 horas de domingo, ao saber da presença de policiais fortemente armados no local, foi dialogar com o comandante da Tropa de Choque da Polícia Militar de São Paulo, presente ali por ordem do governador, mas não foi atendido.

Impossibilitado em sua missão, Maldos, recuou e foi conversar com os moradores que pacificamente observavam os movimentos dos policiais. De repente, para o desespero dos moradores, os policiais começaram a atirar com balas de borracha e lançar bombas de gás lacrimogêneo. Foi então, que pela primeira vez, Maldos, sentiu o impacto de balas em seu corpo.

“A comunidade de Pinheirinhos foi agredida de forma brutal. Fui ver as perspectivas para construir um programa habitacional para aquela comunidade. Fui passar o dia para conversar sobre a possibilidade de verticalização, construção de prédios.

Ouvi os gritos dos policiais dizendo para eu voltar. Peguei um cartão da Presidência da República, mas recebi armas apontadas para mim.

Estavam todos perplexos com aquela situação. Quando estava de costas, recebi tiros dados pela Tropa de Choque, que me atingiram na perna. Tenho militância há algumas décadas e é pela primeira vez que sou agredido dessa forma. Atiraram também contra a Polícia Rodoviária Federal.

Houve uma agressão ao pacto federativo. Tínhamos esse dois acordos, que para mim eram incompatível com aquela realidade de presença militar ostensiva”, afirmou Maldos.

Havia uma decisão da Justiça Federal suspendendo a reintegração de posse, um acordo entre os governos federal, estadual e municipal de 15 dias de trégua para criar proposta aos moradores, tudo isso o governador de São Paulo, Geraldo Alck,im, rasgou em nome da violência contra famílias desarmadas e indefesas em todos os sentidos urbanos.

O governador Alckmin, com sua polícia, proporcionou ao mundo civilizado, atos que afirmam a vida real do nazismo-estatal, digno do cinema do cinegrafista grego Costa Gravas.

DILMA DIZ, NA PRIMEIRA REUNIÃO MINISTERIAL DO ANO, QUE OS MINISTÉRIOS DEVEM ADOTAR MONITORAMENTO ELETRÔNICO

Na primeira reunião ministerial do ano de 2012, que contou com as presenças de quase todos os 38 ministros da República em vista das ausências dos ministros da Presidência Social, Garibaldi Alves, e da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, a presidenta Dilma Vana Rousseff, disse que todos os ministros deverão apresentar até o mês de junho um modelo de monitoramento eletrônico, em tempo real.

O objetivo do uso do monitoramento eletrônico, em tempo real, é aumentar a transparência das ações do governo e evitar fraudes em convênios visto que todos os gastos e transações das pastas passam a ser vistos e cobrados na hora pelo governo.

“As ações fazem parte de um projeto revolucionário, progressista, e absolutamente indispensável para a verdadeira reforma do Estado. Não por meio da demissão de servidores ou da perda de direitos previdenciários, mas por meio da gestão de um Estado mais profissional e meritocrático.

Isso não é uma questão básica de reforma do Estado. Isso é como fazer com que o Estado dê serviços melhores para a população”, disse a presidenta Dilma, de acordo com a informação do porta-voz da Presidência da República, Thomas Traumann.

ONU QUER QUE OBAMA FECHE A PRISÃO DE GUANTÁNAMO

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, durante sua campanha eleitoral fez diversas promessas, algumas não cumpridas, entre elas, uma que não se limita apenas ao território ianque, mas toca na dignidade humana em toda a terra. A ativação da prisão de Guantánamo, que fica localizada em território cubano, onde estão confinados prisioneiros que foram torturados por suspeitas em atos terroristas, onde alguns deles jamais foram confirmados como terroristas. Guantánamo continua em atividade da mesma forma que se encontrava no governo fascista de Bush.  

Agora, Navi Pillay, alta-comissária para os Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), exigiu que o presidente Obama, feche a prisão que ofende a dignidade e a razão humana.

A alta-comissária, diante do não cumprimento da palavra, disse encontra-se “profundamente decepcionada”, e que os Estado Unidos fracassaram em Guantánamo.

“Estou profundamente decepcionada com os Estados Unidos em encerrarem a prisão de Guantánamo. Estou incomodada com a incapacidade de encontrar os responsáveis pelas graves violações dos direitos humanos, incluindo torturas que lá ocorreram”, disse Pillay. 

12 mitos do capitalismo

São muitos e variados os tipos e meios de manipulação em que a ideologia burguesa se foi alicerçando ao longo do tempo. Um dos tipos mais importantes são os mitos. Trata-se de um conjunto de falsas verdades, mera propaganda que, repetidas à exaustão, acriticamente, ao longo de gerações, se tornam verdades insofismáveis aos olhos de muitos.

Um comentário amargo, e frequente após os períodos eleitorais, é o de que “cada povo tem o governo que merece”. Trata-se de uma crítica errónea, que pode levar ao conformismo e à inércia e castiga os menos culpados. Não existem maus povos. Existem povos iletrados, mal informados, enganados, manipulados, iludidos por máquinas de propaganda que os atemorizam e lhes condicionam o pensamento. Todos os povos merecem sempre governos melhores.

A mentira e a manipulação são hoje armas de opressão e destruição maciça, tão eficazes e importantes como as armas de guerra tradicionais. Em muitas ocasiões são complementares destas. Tanto servem para ganhar eleições como para invadir e destruir países insubmissos.

São muitos e variados os tipos e meios de manipulação em que a ideologia capitalista se foi alicerçando ao longo do tempo. Um dos tipos mais importantes são os mitos. Trata-se de um conjunto de falsas verdades, mera propaganda que, repetidas à exaustão, acriticamente, ao longo de gerações, se tornam verdades insofismáveis aos olhos de muitos. Foram criadas para apresentar o capitalismo de forma credível perante as massas e obter o seu apoio ou passividade. Os seus veículos mais importantes são a informação mediática, a educação escolar, as tradições familiares, a doutrina das igrejas, etc. (*)

Apresentam-se neste texto, sucintamente, alguns dos mitos mais comuns da mitologia capitalista.

• No capitalismo qualquer pessoa pode enriquecer à custa do seu trabalho.

Pretende-se fazer crer que o regime capitalista conduz automaticamente qualquer pessoa a ser rica desde que se esforce muito.

O objectivo oculto é obter o apoio acrítico dos trabalhadores no sistema e a sua submissão, na esperança ilusória e culpabilizante em caso de fracasso, de um dia virem a ser também, patrões de sucesso.

Na verdade, a probabilidade de sucesso no sistema capitalista para o cidadão comum é igual à de lhe sair a lotaria. O “sucesso capitalista” é, com raras excepções, fruto da manipulação e falta de escrúpulos dos que dispõem de mais poder e influência. As fortunas em geral derivam directamente de formas fraudulentas de actuação.

Este mito de que o sucesso é fruto de uma mistura de trabalho afincado, alguma sorte, uma boa dose de fé e depende apenas da capacidade empreendedora e competitiva de cada um, é um dos mitos que tem levado mais gente a acreditar no sistema e a apoiá-lo. Mas também, após as tentativas falhadas, a resignarem-se pelo aparente falhanço pessoal e a esconderem a sua credulidade na indiferença. Trata-se dos tão apregoados empreendedorismo e competitividade.

• O capitalismo gera riqueza e bem-estar para todos
Pretende-se fazer crer que a fórmula capitalista de acumulação de riqueza por uma minoria dará lugar, mais tarde ou mais cedo, à redistribuição da mesma.

O objectivo é permitir que os patrões acumulem indefinidamente sem serem questionados sobre a forma como o fizeram, nomeadamente sobre a exploração dos trabalhadores. Ao mesmo tempo mantêm nestes a esperança de mais tarde serem recompensados pelo seu esforço e dedicação.

Na verdade, já Marx tinha concluído nos seus estudos que o objectivo final do capitalismo não é a distribuição da riqueza mas a sua acumulação e concentração. O agravamento das diferenças entre ricos e pobres nas últimas décadas, nomeadamente após o neo-liberalismo, provou isso claramente.

Este mito foi um dos mais difundidos durante a fase de “bem-estar social” pós guerra, para superar os estados socialistas. Com a queda do émulo soviético, o capitalismo deixou também cair a máscara e perdeu credibilidade.

• Estamos todos no mesmo barco.
Pretende-se fazer crer que não há classes na sociedade, pelo que as responsabilidades pelos fracassos e crises são igualmente atribuídas a todos e portanto pagas por todos.

O objectivo é criar um complexo de culpa junto dos trabalhadores que permita aos capitalistas arrecadar os lucros enquanto distribui as despesas por todo o povo.

Na verdade, o pequeno numero de multimilionários, porque detém o poder, é sempre auto-beneficiado em relação à imensa maioria do povo, quer em impostos, quer em tráfico de influências, quer na especulação financeira, quer em off-shores, quer na corrupção e nepotismo, etc. Esse núcleo, que constitui a classe dominante, pretende assim escamotear que é o único e exclusivo responsável para situação de penúria dos povos e que deve pagar por isso.

Este é um dos mitos mais ideológicos do capitalismo ao negar a existência de classes.

• Liberdade é igual a capitalismo.
Pretende-se fazer crer que a verdadeira liberdade só se atinge com o capitalismo, através da chamada auto-regulação proporcionada pelo mercado.

O objectivo é tornar o capitalismo uma espécie de religião em que tudo se organiza em seu redor e assim afastar os povos das grandes decisões macro-económicas, indiscutíveis. A liberdade de negociar sem peias seria o máximo da liberdade.

Na verdade, sabe-se que as estratégias político económicas, muitas delas planeadas com grande antecipação, são quase sempre tomadas por um pequeno número de pessoas poderosas, à revelia dos povos e dos poderes instituídos, a quem ditam as suas orientações. Nessas reuniões, em cimeiras restritas e mesmo secretas, são definidas as grandes decisões financeiras e económicas conjunturais ou estratégicas de longo prazo. Todas, ou quase todas essas resoluções, são fruto de negociações e acordos mais ou menos secretos entre os maiores empresas e multinacionais mundiais. O mercado é pois manipulado e não auto-regulado. A liberdade plena no capitalismo existe de facto, mas apenas para os ricos e poderosos.

Este mito tem sido utilizado pelos dirigentes capitalistas para justificar, por exemplo, intervenções em outros países não submissos ao capitalismo, argumentando não haver neles liberdade, porque há regras.

• Capitalismo igual a democracia.
Pretende-se fazer crer que apenas no capitalismo há democracia.

O objectivo deste mito, que é complementar do anterior, é impedir a discussão de outros modelos de sociedade, afirmando não haver alternativas a esse modelo e todos os outros serem ditaduras. Trata-se mais uma vez da apropriação pelo capitalismo, falseando-lhes o sentido, de conceitos caros aos povos, tais como liberdade e democracia.

Na realidade, estando a sociedade dividida em classes, a classe mais rica, embora seja ultra minoritária, domina sobre todas as outras. Trata-se da negação da democracia que, por definição, é o governo do povo, logo da maioria. Esta “democracia” não passa pois de uma ditadura disfarçada. As “reformas democráticas” não são mais que retrocessos, reacções ao progresso. Daí deriva o termo reaccionário, o que anda para trás.

Tal como o anterior este mito também serve de pretexto para criticar e atacar os regimes de países não capitalistas.

• Eleições igual a Democracia.
Pretende-se fazer crer que o acto eleitoral é o sinonimo da democracia e esta se esgota nele.

O objectivo é denegrir ou diabolizar e impedir a discussão de outros sistemas politico-eleitorais em que os dirigentes são estabelecidos por formas diversas das eleições burguesas, como por exemplo pela idade, experiencia, aceitação popular, etc.

Na verdade é no sistema capitalista, que tudo manipula e corrompe, que o voto é condicionado e as eleições são actos meramente formais. O simples facto da classe burguesa minoritária vencer sempre as eleições demonstra o seu carácter não representativo.

O mito de que, onde há eleições há democracia, é um dos mais enraizados, mesmo em algumas forças de esquerda.

• Partidos alternantes igual a alternativos.
Pretende-se fazer crer que os partidos burgueses que se alternam periodicamente no poder têm políticas alternativas.

O objectivo deste mito é perpetuar o sistema dentro dos limites da classe dominante, alimentando o mito de que a democracia está reduzida ao acto eleitoral.

Na verdade este aparente sistema pluri ou bi-partidário é um sistema mono-partidário. Duas ou mais facções da mesma organização política, partilhando políticas capitalistas idênticas e complementares, alternam-se no poder, simulando partidos independentes, com políticas alternativas. O que é dado escolher aos povos não é o sistema que é sempre o capitalismo, mas apenas os agentes partidários que estão de turno como seus guardiões e continuadores.

O mito de que os partidos burgueses têm politicas independentes da classe dominante, chegando até a ser opostas, é um dos mais propagandeados e importantes para manter o sistema a funcionar.

• O eleito representa o povo e por isso pode decidir tudo por ele.
Pretende-se fazer crer que o político, uma vez eleito, adquire plenos poderes e pode governar como quiser.

O objectivo deste mito é iludir o povo com promessas vãs e escamotear as verdadeiras medidas que serão levadas à prática.

Na verdade, uma vez no poder, o eleito auto-assume novos poderes. Não cumpre o que prometeu e, o que é ainda mais grave, põe em prática medidas não enunciadas antes, muitas vezes em sentido oposto e até inconstitucionais. Frequentemente são eleitos por minorias de votantes. A meio dos mandatos já atingiram índices de popularidade mínimos. Nestes casos de ausência ou perda progressiva de representatividade, o sistema não contempla quaisquer formas constitucionais de destituição. Esta perda de representatividade é uma das razões que impede as “democracias” capitalistas de serem verdadeiras democracias, tornando-se ditaduras disfarçadas.

A prática sistemática deste processo de falsificação da democracia tornou este mito um dos mais desacreditados, sendo uma das causas principais da crescente abstenção eleitoral.

• Não há alternativas à política capitalista.
Pretende-se fazer crer que o capitalismo, embora não sendo perfeito, é o único regime politico/económico possível e portanto o mais adequado.

O objectivo é impedir que outros sistemas sejam conhecidos e comparados, usando todos os meios, incluindo a força, para afastar a competição.

Na realidade existem outros sistemas politico económicos, sendo o mais conhecido o socialismo cientifico. Mesmo dentro do capitalismo há modalidades que vão desde o actual neo-liberalismo aos reformistas do “socialismo democrático” ou social-democrata.

Este mito faz parte da tentativa de intimidação dos povos de impedir a discussão de alternativas ao capitalismo, a que se convencionou chamar o pensamento único.

• A austeridade gera riqueza
Pretende-se fazer crer que a culpa das crises económicas é originada pelo excesso de regalias dos trabalhadores. Se estas forem retiradas, o Estado poupa e o país enriquece.

O objectivo é fundamentalmente transferir para o sector publico, para o povo em geral e para os trabalhadores a responsabilidade do pagamento das dividas dos capitalistas. Fazer o povo aceitar a pilhagem dos seus bens na crença de que dias melhores virão mais tarde. Destina-se também a facilitar a privatização dos bens públicos, “emagrecendo” o Estado, logo “poupando”, sem referir que esses sectores eram os mais rentáveis do Estado, cujos lucros futuros se perdem desta forma.

Na verdade, constata-se que estas politicas conduzem, ano após ano, a uma empobrecimento das receitas do Estado e a uma diminuição das regalias, direitos e do nível de vida dos povos, que antes estavam assegurados por elas.

• Menos Estado, melhor Estado.
Pretende-se fazer crer que o sector privado administra melhor o Estado que o sector público.

O objectivo dos capitalistas é, “dourar a pílula” para facilitar a apropriação do património, das funções e dos bens rentáveis dos estados. É complementar do anterior.

Na verdade o que acontece em geral é o contrário: os serviços públicos privatizados não só se tornam piores, como as tributações e as prestações são agravadas. O balanço dos resultados dos serviços prestados após passarem a privados é quase sempre pior que o anterior. Na óptica capitalista a prestação de serviços públicos não passa de mera oportunidade de negócio. Neste mito é um dos mais “ideológicos” do capitalismo neoliberal. Nele está subjacente a filosofia de que quem deve governar são os privados e o Estado apenas dá apoio.

• A actual crise é passageira e será resolvida para o bem dos povos.
Pretende-se fazer crer que a actual crise económico-financeira é mais uma crise cíclica habitual do capitalismo e não uma crise sistémica ou final.

O objectivo dos capitalistas, com destaque para os financeiros, é continuarem a pilhagem dos Estados e a exploração dos povos enquanto puderem. Tem servido ainda para alguns políticos se manterem no poder, alimentando a esperança junto dos povos de que melhores dias virão se continuarem a votar neles.

Na verdade, tal como previu Marx, do que se trata é da crise final do sistema capitalista, com o crescente aumento da contradição entre o carácter social da produção e o lucro privado até se tornar insolúvel.

Alguns, entre os quais os “socialistas” e sociais-democratas, que afirmam poder manter o capitalismo, embora de forma mitigada, afirmam que a crise deriva apenas de erros dos políticos, da ganância dos banqueiros e especuladores ou da falta de ideias dos dirigentes ou mecanismos que ainda falta resolver. No entanto, aquilo a que assistimos é ao agravamento permanente do nível de vida dos povos sem que esteja à vista qualquer esperança de melhoria. Dentro do sistema capitalista já nada mais há a esperar de bom.

Nota final:

O capitalismo há-de acabar, mas só por si tal decorrerá muito lentamente e com imensos sacrifícios dos povos. Terá que ser empurrado. Devem ser combatidas as ilusões, quer daqueles que julgam o capitalismo reformável, quer daqueles que acham que quanto pior melhor, para o capitalismo cairá de podre, O capitalismo tudo fará para vender cara a derrota. Por isso quanto mais rápido os povos se libertarem desse sistema injusto e cruel mais sacrifícios inúteis se poderão evitar.

Hoje, mais do que nunca, é necessário criar barreiras ao assalto final da barbárie capitalista, e inverter a situação, quer apresentando claramente outras soluções politicas, quer combatendo o obscurantismo pelo esclarecimento, quer mobilizando e organizando os povos.

(*) Os mitos criados pelas religiões cristãs têm muito peso no pensamento único capitalista e são avidamente apropriados por ele para facilitar a aceitação do sistema pelos mais crédulos. Exemplos: “A pobreza é uma situação passageira da vida terrena”. “Sempre houve ricos e pobres”. “O rico será castigado no juízo final”. “Deve-se aguentar o sofrimento sem revolta para mais tarde ser recompensado.”

*Fonte: O Diario de Portugal Info.

MAUÉS-AM PRECISA TORNAR-SE CIDADE

“Aqui não é uma cidade, logo não há prefeito”. “Realmente, cadê o prefeito dessa cidade?” Dois comentário emblemáticos que sintetizam a situação e um fato sobre a não-cidade de Maués. O prefeito não para na cidade. Estuda em Manaus e reside no luxuoso bairro do Parque das Laranjeiras e usa frequentemente aviões particulares para suas viagens à cidade com a família e leva de carona vereadores que o apoiam, dizem seus municípes.

Ontem, dia 22/01/2012 deu tudo errado  na não-cidade do não-prefeito Belexo. A ambulância que iria socorrer as vítimas não conseguiu vencer a areia. Foi preciso um jeep  para rebocá-la. Os corpos acabaram sendo transportados para o hospital Dona Mundiquinha na carroceria de  veículo de um morador do bairro da Maresia e pra complicar mais, não havia avião para transladar os corpos para Manaus. A prefeitura utilizou 4 lanchas para  o translado até Itacoatiara, onde chegaram por volta das 21 h os três que residiam em Manaus. Onde estavam os aviões?

“É preciso vigiar,”  comenta o internauta Deusarino Melo e acionar Brasília para que tomem conhecimento e providências sobre a tragédia.

A prefeitura deve promover um concurso público para contratação de guardas salva-vidas, brigadas de incêndio, para  dentre uma eventualidade ou outra, apagar o fogo do lixão quando o  verão chegar ou para a defesa civil e alocá-los permanentemente nas praias e nos eventos com grande concentração de pessoas.

Para nós da AFIN não interessa explorar midiáticamente a tragédia. Para nós vale o desdobrar do ocorrido que é lamentável, e ir às causas e propor soluções para os problemas existentes.  E Maués está cheia deles . O Presidente Lula que ali esteve na Caravana das Águas e agora a Presidenta Dilma deram toda a atenção para a cidade, tanto é que vários serviços com verbas federais como o Luz para Todos, construção da Escola Técnica, hoje IFAM,  é uma realidade, mas há outros que a CGU está marcando de perto e punindo os responsáveis por desvio de verbas. 

Para que uma  não-cidade se torne cidade é preciso a atuação permanente do prefeito, dos seus secretários, do povo, com inteligência para promover e criar condições de vida e não de morte como o acontecido ontem na Praia da Ponta da Maresia.

SEGUNDA-FEIRA DOMINICAL

Dia das boas almas

# O Fórum Social Temático (FST) que é parte do Fórum Social Mundial (FSM) a partir de amanhã, dia 24, em Porto Alegre, retomará sua mobilização “um outro mundo possível” com o tema Crise Capitalista, Justiça Social e Ambiental, que será uma prévia da Cúpula dos Povos que é realizada simultaneamente com a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, Rio+20, que ocorrerá em junho.

Os coordenadores do FST esperam receber na capital gaúcha mais de 30 mil participantes durante a realização que vai até domingo. De acordo com o coordenador do comitê organizador, Mauri Cruz, mais de 25 eventos vão compor a agenda do FST de 2012, além da capital Porto Alegre.

“Serão atividades espalhadas pelo mundo, em todos os continentes. E a expectativa é que a edição centralizada de 2013 seja em um país da Europa, que participação ativa no processo, mas nunca sediou um fórum”, disse Mauri.

O FSM é uma enunciação política libertária que escapa da dominação da semiótica constituída do capitalismo predador. Como enunciação coletiva analisa o sistema capitalista em todas suas formas de expressão e opressão, oferecendo ao mundo novas idéias capazes de mudar a orientação atual da sociedade voraz que o capitalismo.

Território de encontros de enunciações construtoras, o FSM é uma vanguarda revolucionária no meio da sufocante sociedade monopolizadora que é o capitalismo.

# Dilma terminou o ano de 2011, e começou o ano de 2012, com aprovação máxima, de acordo com pesquisa apresentada pelo instituto de sondagem da direita, Datafolha. 59% dos brasileiros consideram o governo da presidenta ótimo ou bom. Para quem acompanhou os percursos de seu governo não há nada de surpreendente. Dilma soube tratar todos os enunciados que se oferecem em país de maneira política como pede a razão-social.

Entretanto, o jornal reacionário não se prendeu a analisar o conhecimento de Dilma na cena administrativa, pela ótica política. Preocupou-se apenas em tecer nuances ilustrativas, como comparar a aprovação de seu governo com outros governos passados, inclusive o governo Lula. Uma inócua comparação, não só pelo fato de que cada governo é um governo diferente de outro, como as experiências histórias são distintas de acordo com os fluxos políticos de cada época.

A ótima aprovação do governo de Dilma pelo povo brasileiro é singular nele mesmo. Carecendo de qualquer comparação. Quem gosta de comparação são os calculista platônicos.

# Milhares de pessoas no Brasil e em várias partes do mundo como Londres, Nova York, San Diego, Miami, realizaram manifestações pelo aumento de penas contra os que praticam crueldade contra os animais. Só a praia de Copacabana no Rio de Janeiro, reuniu mais de 5 mil pessoas. Na Avenida Paulista, em São Paulo, foram mais de 13,5 mil participantes. Pode-se afirmar que foi um grande evento.

A Manifestação Nacional Contra a Crueldade com Animais, nome que o evento teve no Brasil, tirando os sinais histéricos e os que conferem o ridículo glamour burguês, é um ato que deve ser entendido histórica e culturalmente como necessário. É compromisso obrigatório que o homem tem de se responsabilizar por sua perversidade em tentar eliminar os instintos dos animais, suas singularidades, pela força opressiva de seus sentimentos perversos. Movido pelo delírio de que a natureza é para lhe servir, o homem acreditou que poderia, e deveria, antropomorfizar todos os seres da natureza, principalmente os animais. Daí, a operação perversa que realizou em alguns. Mais familiarmente nos caninos e felinos. A sentimentalização desses animais pelo homem é histórica e cultural tão psicótica quanto o ato de espancá-los. Levar esses animais a perda de seus instintos com a dita domesticação eliminou-os do conceito genético de naturais.

Por isso, o que temos hoje são animais que respondem aos interesses sádicos do homem. Animais que hominizados encontram-se distantes de seus verdadeiros instintos. Tão dissipados em sua natureza que servem para os Disneys lucrar em cima de suas “humanidades”.

Daí que as manifestações servem, pelo menos, para diminuir essa culpa.

# Começou o desfile dos pernas-de-pau estadual. Depois de mais um ano de Peladão Brasileiro, repleto de pernas-de-pau, o Brasil viu no fim de semana e no começo desta, a realidade da pelada do Brasil mostrada pelo Barcelona de Messi através do Santos, time do mascarado Neymar, para o mundo.

Terminado o Peladão Brasileiro, com o Coringão Campeão, os pernas entraram de férias. Logo depois os pernas foram para seus clubes para treinamentos e pré-temporada. Passada a pré-temporada, veio a temporada, e com a temporada a primeira rodada dos estaduais. Novidade: os pernas continuam tal qual o peladão.

São Paulo, Palmeiras, Corinthians, Flamengo, Vasco, Fluminense, todos os chamados grandes continuam grandes continuam grandes pernadas muito bem evidenciadas pelos pernas enfrentados por eles. Daqui para frente é só tomar conta dos cupins para que pelo menos os pernas cheguem a fim da dolorosa jornada.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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