Arquivo para 10 de fevereiro de 2012

A LEI MARIA DA PENHA TEM SUA VALIDADE CONFIRMADA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

Analisando a ação de autoria da Presidência da República ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que confirmasse a legalidade da Lei Maria da Penha, implantada em 2006, para evitar interpretações de que ela não trata homens e mulheres de forma igual, o que faz com que alguns juízes ainda teimem em aplicá-la, o STF, julgou por unanimidade a validade da lei.

Para o entendimento dos ministros a lei, símbolo da luta contra a violência doméstica, não fere o princípio de constitucionalidade de igualdade, e sim o contrário, posto que busca proteger as mulheres para garantir uma cultura de igualdade efetiva, sem violência e preconceito. E de acordo com o relato, Marco Aurélio Mello, “a lei foi um avanço para uma nova cultura de respeito”.

Gracie Fernandes, que representou a União durante o julgamento, disse que há dados que afastam “de uma vez por todas, a tese de que a lei ofende o princípio da igualdade entre homem e mulher”. Ela disse que, que dos 92,9% dos casos de violência doméstica, a agressão é praticada pelo homem contra a mulher, e, em 95% dos casos da violência contra a mulher, o agressor é seu companheiro. Ainda de acordo com Gracie Fernandes, 6,8 milhões de brasileiras já foram espancadas no recinto doméstico, com um episódio de violência registrado a cada cinco segundo.

A mais antiga mulher na composição atual do STF, a ministra Carmen Lúcia, durante seu voto fez uma apreciação muito importante. Fazendo uma observação sobre sua própria experiência, ela, disse 1que ainda hoje sofre preconceito por ser ministra.

“Acham que juízas desse tribunal não sofrem preconceito, mas sofrem. Há gente que acha que isto aqui não é lugar de mulher”, disse a ministra.

Em seguida foi analisada uma ação de inconstitucionalidade da Procuradoria-Geral da República (PGR) que tem como objetivo que o Ministério Público possa denunciar agressores sem que a mulher agredida não tenha feito a denúncia. Segundo a PGR a violência doméstica cometida pelo companheiro chega a 90%. O Estado deve proteger a vítima quando ela não tem condição de fazer.

Com uma votação de 10 votos a favor da ação da PGR, e um voto contra os ministros decidiram que o Ministério Público pode entrar com ação penal, em caso de violência doméstica mesmo que a mulher decida voltar atrás na acusação contra o companheiro.   

O ministro Marco Aurélio Mello, relator da ação, foi acompanhado em seu voto pelos nove ministros, enquanto o ministro Cesar Peluso ficou sozinho com seu voto contrário.

“Aos 65 anos, eu não acredito mais me Papai Noel. Sem proteção, a mulheres desistem de processar seus agressores”, afirmou Mello.

Enquanto, o ministro Peluso, defendendo seu voto contrário disse que é um retrocesso à proteção da mulher. Segundo o ministro a mulher pode deixar de denunciar seu agressor, já que ela sabe que não pode mais desistir da ação contra ele. No entendimento de Peluso, a mulher denuncia o companheiro porque ela sabe que pode voltar atrás.

Com a defesa de seu voto o ministro mostra o quanto entende de afecção da mulher. E o quanto entende de sua psicologia.

DILMA DIZ QUE É CONTRA A ANISTIA DOS POLICIAIS QUE COMETERAM CRIMES DURANTE AS MANIFESTAÇÕES

Em visita às obras da Ferrovia Transnordestina, em Parnamirim, município de Pernambuco, a presidenta Dilma Vana Rousseff, comentou de forma bastante lúcida a paralisação dos policiais na Bahia.

Ela se mostrou “estarrecida” com as gravações divulgadas na mídia em que dois policiais tratam sobre como devem causar pânico na sociedade, seqüestrando viaturas e bloqueando avenidas e estradas. Imagine se Dilma, durante a entrevista, já soubesse que uma deputada do PSOL do Rio de Janeiro, estava de conluio telefônico com um policial incitando a paralisação no Rio de Janeiro, como ficaria mais “estarrecida.

Ela disse que “respeita democraticamente os movimentos e suas reivindicações”, mas que é contra a formação de quadrilha, incitação ao crime, depredação ao patrimônio público, e outros crimes que não tem nenhum sinal de reivindicação trabalhista, como vem ocorrendo nas manifestações dos policiais da Bahia.

Dilma foi determina ao afirmar que policiais que participaram desses tipos de crime não merecem ser anistiados.

“Crimes contra o patrimônio, contra as pessoas e contra a ordem pública, não podem ser anistiados. Se anistiar vira um país sem regra.

Não consideramos que seja correto instaurar o pânico, criar o medo, criar situações que não são aquelas compatíveis com uma democracia. Eu não considero que o aumento de homicídios nas ruas, queima de ônibus, entrar encapuzados em ônibus, seja a forma correta de conduzir o movimento.

Vai chegar um momento que vão anistiar antes do processo grevista começar. Eu não concordo com isso. Por reivindicação, eu não acho que as pessoas têm que ser presas, nem condenadas. Agora, por atos ilícitos, por crimes contra o patrimônio, crimes contra as pessoas e crimes contra a ordem pública, não podem ser anistiados. Se você anistiar, vai virar um país sem regra”, disse a presidenta.   

POLICIAIS E BOMBEIROS FAZEM PRALISAÇÃO NO RIO

Em assembléia iniciada às 17 horas, com concentração na Cinelândia, em frente à Câmara dos Vereadores, os policiais militares e civis e mais os bombeiros decidiram por aclamação, às 23h 21, paralisar suas atividades. Foram 1,5 mil servidores que se fizeram presentes e decidiram seguir a ordem das lideranças para que sigam para suas unidades, e se recusem a sair.

Os policiais militares e civis e os bombeiros decidiram parar para reivindicarem um piso salarial de R$ 3,5 e a libertação do cabo Benevenuto Dalciolo que foi preso no dia 8 depois de voltar de Salvador onde foi acompanhar a paralisação dos policias baianos.

Com a decisão dos policiais e bombeiros em paralisar o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, pediu ajuda ao Exército que colocou 14 mil soldados para patrulhar o estado, enquanto a Força Nacional de Segurança vai disponibilizar 300 homens para executar os serviços dos bombeiros.

A preocupação com a realização do carnaval, segundo o comandante dos bombeiros, coronel Sérgio Simões, não deve existir visto que ele será realizado com segurança, porque as forças federais e o efetivo que não aderiu à paralisação estarão trabalhando.

A geografia da violência

Quando escreveu ‘Geografia da Fome’, em 1946, Josué de Castro, sofreu pressões para eliminar a palavra incômoda do título de sua maior obra. Contrariando a elite melindrada e gelatinosa, deixou um clássico que desnaturalizou a fome brasileira, isentando ‘jeca tatus’ e ‘nortistas’ de serem os responsáveis pela própria desnutrição. A partir daí o tema ganhou fórum de desafio político, decorrente de estruturas de poder que aboliram a escravidão, mas mantiveram direitos e riquezas concentrados na casa-grande.

De certa forma, a palavra violência substitui hoje o espaço que um dia foi ocupado pela fome como a ligadura dos desafios que enfeixam a grande questão da política brasileira: a realização plena da cidadania na vida das grandes massas do seu povo.

Como a fome, a violência é uma palavra incômoda. Muitos prefeririam não anexá-la à agenda do país, menos ainda reconhecê-la como estuário das pendências e desafios dessa década. Policiais inaceitavelmente armados reivindicando direitos – justos, diga-se – são parte desse mosaico desordenado e urgente, que inclui a macabra colheita de 100 cadáveres em cinco dias de recuo parcial do policiamento nas ruas de Salvador.

A exemplo da fome, a violência não responde a um cardápio único. Superá-la requer uma verdadeira revolução no acesso e na qualidade de bens que formam (hoje deformam) a subjetividade brasileira.

Uma escola efetivamente republicana que nivele por cima, oferecendo um mesmo ponto de partida igual para todos, por exemplo (para isso o orçamento do MEC não pode secundar a massa de recursos fiscais transferidos aos rentistas da dívida pública). Ou uma mídia pluralista capaz de democratizar a informação e a cultura, aguçando em vez de entorpecer o discernimento crítico e a subjetividade livre e independente. Serviços públicos de saúde, segurança e acessos a bens culturais que afrontem – a palavra é justamente essa, afrontar – abismos seculares escavados pela desigualdade, alinham-se como requisitos à restauração de portas da civilização corroídas pelo cupim do elitismo excludente e parasitário.

Nada se fará sem democracia e bons empregos e tampouco basta ter orçamento se o aparelho público for desastroso – colocando, como agora, no caso dos aeroportos, o governo no desgastante dilema de privatizar ou caminhar para o colapso aéreo em plena Copa de 2014. Tudo isso é relevante, mas o grande salto para o futuro consiste justamentem em admitir que a mobilidade incremental azeitada pelo sistema econômico disponível não é suficiente.

Não é que seja apenas insuficiente: é quase um suicídio social depositar a formação da subjetividade nas mãos do mercado.

A nova geografia da violência parece desmentir avanços quase épicos alcançados na redução da pobreza, da fome e do desemprego, mas não é verdade. Eles são reais. Foram e serão decisivos na reformulação do desenvolvimento brasileiro. Infelizmente, porém, não há paradoxo: o rastro da violência avança em linha com a interiorização do crescimento, do consumo e do investimento.

O fato de uma greve policial, como a de Salvador, ter gerado – se com ‘ajuda’ de setores grevistas pior ainda – mais de 100 homicídios em menos de uma semana confirma as dimensões da emergência política embutida nessas linhas paralelas.

A ruptura de equilíbrios precários, substituídos por impulsos mórbidos de consumo –e a indução a comportamentos anti-sociais, inoculados pelo canhão midiático– gera confusão e endosso cego ao que o mercado difunde como sendo o novo, o desejável e o indispensável, ao preço do ‘custe o que custar’. Geram, ademais, uma percepção desesperadora da desigualdade medida por paradigmas de riqueza e ócio nefastos e inviáveis.

A reiteração da sexualidade como uma dimensão utilitária, exibicionista e descartável do relacionamento humano faz parte desse desterro ético. Seu apelo lubrifica a emergência de padrões de comportamento incensados por novelas e animadores psicopatas de Big Brothers, que precipitam a baldeação de valores tradicionais para zonas cinzentas em que semi-cultura, semi-informação, mercado e barbárie se marmorizam e se alimentam em perfeita metástase social.

Se um factóide de estupro induzido e capitalizado, rende prestígio, dinheiro e admiradores aos seus protagonistas, como impedir efeitos em cascata numa subjetividade desprovida de filtros para rejeitar a fraude, a falta de ética, a corrosão do caráter e dos laços da convivência compartilhada?

O “Mapa da Violência-2012“, coordenado por Julio Jacobo Waiselfisz, dimensiona essa espiral pela fita métrica da uniformização dos padrões de violência homicida no território nacional. “Seria altamente desejável se essa transformação atuasse no sentido de homogeneizar as taxas por baixo’, pondera o relatório. ” Contudo”, constata, “se isso realmente acontece em algumas regiões do país, na maior parte dos casos, presenciamos o efeito inverso: o crescimento vertiginoso da violência em locais considerados pacíficos e tranquilos”. Em 2010, o conjunto daquelas que eram até então as 17 menores taxas de homicídio da federação, superou em 25,7%, a soma das que detinham antes os índices recordes. Um exemplo ilustrativo e atual: nessa baldeação, a Bahia saltou do 23º lugar para o 3º no ranking nacional de homicídios.

A juventude fragilizada pela mistura de semi-formação e semi-maturidade é a principal vítima desse ‘ajuste’ pelo pior. A taxa média de homicídios na sociedade brasileira encontra-se estabilizada há alguns anos na faixa de 26 mortes por 100 mil (nada a comemorar: em 2010 foram 50 mil assassinatos; média de 137 homicídios por dia). Mas na faixa etária entre 20 a 24 anos, as coisas assumem contornos de chacina geracional: a taxa salta para 60,4 homicídios por cem mil. A violência homicida já é responsável por 38,6% de todas as mortes de jovens no país, enquanto entre os não jovens a taxa cai para 2%.

Os avanços propiciados nos últimos anos na esfera da educação, com o acesso ampliado ao ensino superior através do Prouni, bem como a disseminação das escolas técnicas, são antídotos encorajadores. A exemplo da multiplicação de vagas de trabalho, eles alargam os trilhos da mobilidade e da esperança dos que nasceram à margem deles e estavam condenados assim a viver e a morrer . Algo se move e não é pouco diante da calcificação de interditos estruturais agravados pela contração da economia internacional. Em crises anteriores, de gravidade e duração muito aquém da atual, o país despencou, a economia regrediu, a miséria aumentou. Mas os dados da violência parecem dizer que ainda não atingimos o nervo da iniquidade. Ainda carecemos de um desassombro político e programático. Um novo marco divisor que não pode ser apenas a boa gestão do ciclo anterior. Que busque inspiração no exemplo de Josué de Castro e não retire o desafio da violência do lugar que ele ocupa, queiramos ou não admitir: o incômodo corolário de estruturas e interesses que, ao incorporar ao mercado, cobram o pedágio da servidão ao consumo, magnificam o sentimento da desigualdade e selam o cativeiro de uma subjetividade desumanizada desprovida da compreensão crítica da sociedade e do seu lugar na história.

Por: Saul Leblon

*Carta Maior

Casal de extrativistas assassinado no Pará recebe prêmio da ONU por defesa da floresta

Extrativistas, José Claudio e Maria eram incansáveis nas denúncias de desmatamento e grilagem no assentamento Praia Alta Piranheira, onde moravam. A atuação política contundente custou-lhes suas vidas. Hoje Laísa, irmã de Maria, está em Nova York para participar da cerimônia de encerramento do Ano Internacional das Florestas, na sede da Organização das Nações Unidas. Ela receberá um prêmio especial, um reconhecimento da luta de José Claudio e Maria para preservar a floresta.

Maíra Kubík Mano

O olhar de Laísa é impactante. Carrega uma tristeza que não parece estar perto de terminar. Com uma voz calma, ela comenta as últimas ameaças que recebeu. “Uma menina perguntou para a minha filha que tipo de transporte eu iria usar para viajar. E a minha filha respondeu que de moto. E ela disse: ‘eu vou fazer um pedido e tu fala para a tua mãe. Pede para ela não ir de moto, pelo menos dessa vez. Quem avisa amigo é’”.

Laísa Santos Sampaio é irmã de Maria do Espírito Santo, que em 24 de maio de 2011 foi morta ao lado de seu marido, José Claudio Ribeiro da Silva, no município de Nova Ipixuna (PA). Eles sofreram uma emboscada de dois pistoleiros justamente quando iam de moto para a cidade.

Extrativistas, José Claudio e Maria eram incansáveis nas denúncias de desmatamento e grilagem no assentamento Praia Alta Piranheira, onde moravam. A atuação política contundente custou-lhes suas vidas.

Hoje Laísa está em Nova York para participar da cerimônia de encerramento do Ano Internacional das Florestas, na sede da Organização das Nações Unidas. “Menina, está um frio aqui”, diz, simpática.

Laísa receberá um prêmio especial, um reconhecimento da luta de José Claudio e Maria para preservar a floresta. “É uma grande responsabilidade falar em nome de pessoas tão importantes, que defenderam uma causa tão importante. Eu estou no compromisso de representar esses heróis. Não só Maria e Zé Claudio, mas muitos outros. Lembrar o que eles fizeram é também um compromisso comigo mesma, é cumprir com a minha parte. Na hora que eu recebi o telefone da ONU, eu fiquei emocionada por eles. Pensei: ‘imagina se eles estivessem vivos!’ É um reconhecimento que eles não tiveram a oportunidade. São pessoas que não foram valorizadas pelos governos”, comenta.

A viagem aos Estados Unidos surgiu a partir do filme “Toxic Amazon”, dirigido pelo brasileiro Felipe Milanez e o mexicano Bernardo Loyola, que tem como fio condutor a história da morte do casal. A ONU convidou Milanez para exibir trechos do documentário na cerimônia e ofereceu o prêmio especial. O jornalista indicou então Laísa para receber a homenagem. Em poucos dias, ela teve que tirar seu primeiro passaporte e – o mais difícil – um visto americano.

Outro brasileiro, o ambientalista Paulo Adário, do Greenpeace, receberá o prêmio de “herói da floresta” por sua atuação na América Latina. Cada região do mundo terá um contemplado: na África, será Paul Nzegha Mzeka, de Camarões; na Ásia, Shigeatsu Hatakeyama, do Japão; na Europa, Anatoly Lebedev, da Rússia; e dos Estados Unidos, Rhiannon Tomtishen and Madison Vorva, pela América do Norte.

Mulheres

Na ONU, Laísa quer contar a história do assentamento e como é possível viver do extrativismo. “Nós aprendemos a usar a floresta com ela continuando em pé. A floresta não é intocável, mas é economicamente viável”, defende.

Ela participa de um grupo de mulheres que se reúne aos finais de semana para produzir óleo de andiroba, utilizado em cosméticos e hidratantes.

Sua irmã Maria foi a mentora do projeto. “Em 2006 ela buscou formação para nós. Ela reuniu todo mundo e descobrimos como fazer o manejo e o potencial da andiroba”. Laísa pretende profissionalizar mais a produção e obter autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para comercializá-la.

“O problema é que nós não temos políticas públicas para fortalecer a produção. Não existe crédito para quem vive da floresta. Temos 80% de floresta em nosso lote e não conseguimos crédito para trabalhar. Existe crédito para criar gado, mas não para a floresta”, critica.

Ameaças

O projeto ficou um pouco parado com a morte da irmã. Logo depois do crime, ela se mudou temporariamente para a casa de parentes em Marabá. Desde o início de 2012, porém, Laísa retornou ao assentamento e às suas atividades. Voltou a dar aulas na escola local onde é professora.

“Nós pedimos um posto policial lá dentro para inibir as ações ilegais. Tendo um posto lá, o caminhão não ia sair carregado de castanhais. E intimidava aqueles que estão prontos para matar. Depois dos assassinatos, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) fechou madeireiras, mas em Nova Ipixuna a maioria das madeireiras já está funcionando. Faz 8 meses que eles morreram e nada foi feito”, denuncia Laísa.

“A retirada da madeira está tímida, não está intensa como era antes. Acho que eles estão dando um tempo. Agora as carvoeiras, quase todas que funcionavam estão funcionando. O carvoeiro vem levando tudo, fica aquele deserto”, lamenta. Segundo levantamento feito pela família do casal, existem cerca de 100 fornos de carvão em funcionamento no assentamento.

“Até janeiro eu falava que estava ameaçada. Agora eu sinto na pele. Cada vez que eu saio na imprensa, conquisto mais a antipatia daqueles que estão me vendo como dedo-duro”.

Ela relata alguns casos: “Um menino estranho perguntou para o meu filho se a porteira da nossa casa ficava aberta ou fechada à noite. Outro dia, antes de ir para Nova York, uma criança de uns 14 anos entrou na escola, parou e ficou me olhando em pé, na porta, perto do quadro. Quando eu disse ‘oi’ para ele, ele saiu correndo e subiu numa moto onde estava um senhor”.

Ainda no mesmo tom de voz, Laísa fala sobre seu encontro com Gilberto Carvalho, ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, antes de embarcar para Nova York. “Ele falou de fazer o possível para que tenhamos um encontro com a Dilma”. O que ela falaria para a presidenta? “Eu diria, de imediato: ‘eu quero viver’”.

Fotos: Felipe Milanez

*Carta Maior


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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