Arquivo para 28 de março de 2012

PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA PEDE AO STF ABERTURA DE INQUÉRITO CONTRA O SENADOR DEMÓSTENES, AMIGO DO MAFIOSO

Diante das provas irrefutáveis colhidas Polícia Federal na Operação Monte Carlo realizada em Goiás, onde o senador Demóstenes Torres (DEM/GO), ex-campeão moral do Congresso Nacional, representante da ultradireita, aparece envolvido intimamente com o mafioso Carlinhos Cachoeira, gozando de financeiros privilégios, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, resolveu pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) abertura de inquérito para investigá-lo.  

Roberto Gurgel explicou que os motivos que o levaram a demorar no pedido de abertura de inquérito decorreu do fato dos dados serem insuficiente, e que os documentos mais robustos só chegaram com a operação realizada pela Polícia Federal. Segundo ele o material completo das apurações só chegou há duas semanas passadas. Já em 2009, as primeiras informações sobre o envolvimento de políticos com o mafioso passaram a ser conhecidas.

O procurador-geral afirmou que foram dez meses de gravações e pelo material ser tão extenso a Policia Federal ainda não havia degravado. Para ele os indícios colhidos pelas interceptações telefônicas são “graves o suficiente para pedir a abertura de inquérito”.

De acordo com o pedido feito pelo procurador-geral ao MPF o inquérito poderá ser desmembrado em três frentes. Uma para investigar a conduta do senador Demóstenes Torres; outra para investigar as ações de outros deputados envolvidos no esquema; e a terceira para outros envolvidos que não tem prerrogativa de foro cujos casos devem ser enviados à Justiça Federal, em Goiás.

Procurando mostrar uma das funções do Parlamento, lutar pela ética na política, alguns parlamentares estiveram com o procurador-geral da República para ativar a investigação contra o senador moral. O grupo que visitou o procurador-geral era formado, entre outros,  por senadores como o senador Randolfe Rodrigues (PSOL/AP) e deputados como o deputado Praciano (PT/AM) que foi também falar com o procurador-geral porque viu o que Eduardo Braga não viu.

Para o líder do PSOL, Randolfe Rodrigues, o senador santo não tem mais condições de permanecer no cargo.

“Claramente me parece que não tem mais condições para o senador Demóstenes, aqui no âmbito do Senado Federal. Eu, se fosse o senador Demóstenes, acho que a única alternativa que restaria neste momento seria a renúncia. Da nossa parte, ocorrendo a denúncia da PGR ao Supremo com o pedido de abertura de inquérito, torna-se inevitável que aqui sejam representados os membros envolvidos na Operação Monte Carlo ao Conselho de Ética”, opinou Rodrigues.

Enquanto isso, o presidente do partido da ultradireita, Agripino Maia (DEM/RN) disse que o seu partido vai esperar as informações da Procuradoria-Geral da República para que o amigo do mafioso se defenda e a partir de então sua agremiação tome as devidas providências. Entre elas, expulsá-lo do reacionário partido.

“Eu não quero dizer que a expulsão é provável porque eu não conheço as acusações e não quero fazer um julgamento antecipado. Agora, posso dizer apenas que o partido já teve, em circunstâncias preocupantes, um comportamento claríssimo que o Brasil todo conhece. E não vai hesitar um minuto em repetir a dose se as evidências se mostrarem iguais”, disse o justo Agripino.  

CORREGEDOR-GERAL DO SENADO CONTESTA DEFESA QUE EDUARDO BRAGA FEZ DE DEMÓSTENES, AMIGO DO CONTRAVENTOR

Na segunda-feira, o líder do governo, o conservador Eduardo Braga (PMDB/AM), em dobradinha com o senador da ultradireita Álvaro Dias (PSDB/PR), ao comentar a situação do senador da ultradireita Demóstenes Torres (DEM/GO), mostrando porque fora escolhido pela presidenta Dilma para lhe representar no Senado, disse que era para não se “politizar” o processo, porque não havia quebra de “decoro”.

Ontem, terça-feira, o corregedor-geral do Senado, Vidal do Rego (PMDB/PB), seu parceiro, afirmou que a situação do senador amigo do mafioso, Carlinhos Cachoeira, é “preocupante”. Contestando a posição de Eduardo Braga, seu parceiro, o corregedor-geral comentou que se o Supremo Tribunal Federal (STF) acatar o pedido do procurador-geral, Roberto Gurgel, para abrir inquérito contra o amigo de Cachoeira, dificilmente o exemplo moral do DEM vai escapar de um julgamento político. Nada do que Eduardo Braga viu nas relações financeiras entre o moralista do DEM com o mafioso Carlinhos Cachoeira. Uma relação que nem precisa “politizar”.

“A situação é preocupante, e a corregedoria só se manifestará quando receber os elementos que estão solicitados à Procuradoria-Geral da República”, disse o senador Vidal do Rego.

Comentando as tentativas de defesa feita pelo senador amigo do mafioso, que vem dizendo que os grampos realizados pela Polícia Federal são ilegais, o corregedor-geral do Senado disse que do ponto de vista político – o que Eduardo Braga não viu – podem complicar a situação do senador.

“A acusação de ordem jurídica perde força e acusação de ordem política perde força”, afirmou Vidal do Rego.

E será exatamente o corregedor-geral, Vidal do Rego, quem irá encaminhar o pedido de abertura de processo no Conselho de Ética do Senado contra o ex-paladino da justiça do Congresso se a documentação requerida pela Procuradoria-Geral da República confirmar que o ex-líder moral do DEM recebia grana do jogo do bicho.

E o líder do governo, Eduardo Braga, não viu nada desses elementos condenatórios. Uma visão estreita. Talvez um vício produzido na política da direita no Amazonas que o senador ainda não conseguiu fragmentar. Eduardo Braga foi duas vezes governador do Amazonas e prefeito, sempre eleito pelo grupo reacionário que infelicita a existência do povo amazonense há quase trinta anos. Com ajuda de parte da esquerda Oh My Darling, composta por membros do PT e PCdoB, é claro.   

Indígenas do MS evitam despejo e colocam agronegócio no banco dos réus

Indígenas Guarani Kaiowá viajaram a São Paulo para acompanhar o julgamento que tratava da ordem de despejo da aldeia Laranjeira Nhanderú. Desta vez a comunidade indígena venceu, e a justiça decidiu pela sua permanência no local. Movimentos sociais e indígenas organizam o Tribunal Popular da Terra em Mato Grosso do Sul, entre 30 de março e 1º de abril, que fará um julgamento simbólico do Estado brasileiro, do latifúndio e do agronegócio.

Fábio Nassif

São Paulo – Nesta segunda-feira (26), indígenas Guarani Kaiowá do Mato Grosso do Sul viajaram mais uma vez a São Paulo para acompanhar o julgamento que tratava da ordem de despejo da Aldeia Laranjeira Nhanderú. Desta vez a comunidade indígena da aldeia localizada no município de Rio Brilhante venceu, e a justiça decidiu pela sua permanência no local. A decisão vale pelo menos até a finalização de uma perícia judicial que levará a aldeia a novos julgamentos.

As lideranças saíram aliviadas, já que os outros três despejos e os ataques dos pistoleiros renderam algumas mortes de indígenas. Mesmo assim, a situação ainda é muito instável pois a comunidade está localizada no meio de uma plantação de soja, depende das cestas básicas entregues pela Funai e permanecem sendo ameaçados por jagunços.

O cacique Faride agradeceu o apoio dos advogados e apoiadores, mas cobrou a Fundação Nacional do Índio quanto à demarcação daquela terra. “A Funai está demorando para apresentar o laudo antropológico. Isso prejudica muito porque quando chegamos aqui [no julgamento] os fazendeiros estão sempre mais avançados que nós”, disse.

O funcionário do órgão presente contou que a Coordenação Geral de Identificação e Delimitação (CGID), departamento da Funai responsável pela regularização das áreas indígenas, está com o pedido de Laranjeira Nhanderú e mais 400 pedidos de demarcação de terras de todo o país. Segundo ele, a média é de 20 terras demarcadas por ano.

Isso significa que, em uma estimativa, se esta média for mantida, os indígenas de Laranjeira Nhanderú podem ter que lutar para sobreviver durante os próximos cinco anos para eventualmente terem sua terra reconhecida pelo Estado. Segundo dados do Cimi, no entanto, nos oito anos do governo Lula foram 88 terras homologadas, uma média de 11 por ano, o que acirrou ainda mais os conflitos por terra no Brasil.

Justiça popular
O estado onde se mata mais indígenas no país finalmente irá enfrentar o banco dos réus. Entidades, movimentos sociais e indígenas organizam o Tribunal Popular da Terra em Mato Grosso do Sul, nos próximos dias 30, 31 de março e 1º de abril, e fazem um julgamento simbólico do Estado brasileiro, do latifúndio e do agronegócio. A ideia é colher depoimentos sobre as violações aos direitos humanos cometidas neste histórico conflito de terras, e, a partir daí, julgar o papel do Estado.

O eixo da atividade será “povos da terra e estrutura fundiária em MS” e será realizada na UFMS. Na noite de sexta haverá uma abertura solene, e no dia seguinte, a partir das 8h, haverão cinco oficinas simultâneas: “Diálogos sobre a questão agrária: ações e impactos no MS”; “Movimento negro e as questões dos territórios quilombolas”; “A luta pela restituição territorial dos povos indígenas em MS”; “Oficina musical: luta pela terra, pela vida – resistir é preciso”; e “Agrotóxicos e seus impactos no Mato Grosso do Sul”, com a exibição do filme “O veneno esta na mesa”, de Sílvio Tendler.

Na tarde de sexta acontecerá uma mesa redonda com Miescelau Kudlavicz, da Comissão Pastoral da Terra (CPT/MS); Narciso Pires, presidente da ONG Tortura Nunca Mais/PR e Katya Vietta, doutora em Antropologia Social e Etnologia Indígena. O tribunal será aberto oficialmente às 19h30 no auditório LAC da UFMS, com participação da juventude do MST e apresentações culturais, como o já conhecido grupo de rap indígena Brô Mcs. A sentença será proferida no sábado pela noite.

No domingo, as várias organizações, entidades de direitos humanos e movimentos populares realizarão uma plenária de avaliação e de articulação de outras atividades. O tribunal está sendo organizado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Diretório Central de Estudantes da UFMS, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Conselho Aty Guassú Kaiowá-Guarani em conjunto com mais de 20 entidades.

Entre os dias 20 e 22 de abril ocorre em São Paulo, no Sacolão das Artes, a versão nacional do Tribunal Popular da Terra, que pode reunir mais de mil ativistas, indígenas, quilombolas e trabalhadores rurais. Na ocasião, haverá debate sobre casos conhecidos de criminalização da pobreza e dos movimentos sociais como do Pinheirinho, da ocupação da fazenda da Cutrale em Iaras (SP) e do Quilombo Rio dos Macacos (BA).

Fotos: Marina D’Aquino

*Carta Maior

“O Dia que Durou 21 anos”

Zé Geraldo na Quinta Cultural no dia 29 deste mês


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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