Arquivo para 1 de maio de 2012

HOJE É PRIMEIRO DE MAIO, DIA DO TRABALHADOR

Quem é o trabalhador? É todo homem ou mulher que vende sua força de trabalho em troca de um salário.

Quem é o patrão? É todo homem ou mulher que possui os meios de produção. Os bancos, as indústrias, fazendas.

Como o trabalhador produz a riqueza? Através da mais-valia. Um motorista de ônibus recebe por mês R$ 1.500,00. O ônibus que ele dirige por 8 horas fatura em média no turno R$ 600,00. Em dois dias e meio de trabalho ele paga seu salário. O restante vai para o patrão. Assim ele enriquece o patrão e fica sempre pobre.

O trabalhador no capitalismo mudará sua condição de explorado quando entender que é o produtor da riqueza e ao mesmo tempo é o miserável.

Nosso país é rico. Tem um povo trabalhador, mas, infelizmente 1% da população controla sua riqueza.

Ainda a pouco a presidenta Dilma Vana Rousself falou sobre o dia do trabalhador e o que seu governo vem fazendo para melhorar a situação dessa classe. Falou da necessidade da diminuição dos juros para empréstimos, financiamentos e custeios e que o Brasil ainda é o país onde se cobra os maiores juros bancários do mundo.

A concentração de dinheiro por bancos privados é uma das marcas do capitalismo. Trabalhadores nos Estados Unidos perceberam isso e estão nas ruas protestanto contra os bancos sediados em Nova Iork.

Nosso país, já falamos aqui, sempre foi governado por gente das classes dominantes. Os trabalhadores sempre foram mantidos à parte. Esse quadro só mudou quando chegou à presidencia da República, um trabalhador, torneiro mecânico, Luiz Inácio Lula da Silva e agora a presidenta Dilma Vana Rousself.

A relação com os trabalhadores mudou porque por trás há um partido. O partido dos Trabalhadores. Organização criada a partir de uma tomada de consciência de operários, trabalhaores, professores, pensadores, gente do povo que constituíram esse partido, que apesar dos darlyngs tem proporcionado mudanças neste país.

Hoje, nesta data,  quando foi criada por volta de 1890, não deveria ser de festividades, mas sim de reflexão, debates sobre a situação dos trabalhadores e que lutassem pela redução para 8 horas de trabalhos.

O feriado não foi uma concessão de governos, mas fruto de um movimento de trabalhadores, homens e mulheres que partindo da Europa atingiu todo os continentes.

Embora contrariando os anarquistas, a Força Sindical, a CUT e a maioria dos sindicatos brasileiros, pelegos (que recebem dinheiro de prefeituras – vide o caso do sindicato dos metalúrgicos de Manaus que ano passado comemorou a data com dinheiro repassado pelo prefeito cassado Amazonino Mendes)  deixem de lado as orientações dos primeiros movimentos e chantageiam os trabalhadores distribuindo bebidas e prêmios.

Quando o movimento surgiu não se pensava nem se agia dessa maneira. É necessário repensarmos o que fazer a partir de agora. Comecemos com o poema do dramaturgo da Floresta Negra, o alemão, Bert Brecht.

PERGUNTAS DE UM TRABALHADOR QUE LÊ

Quem construiu a Tebas de sete portas?
Nos livros estão nomes de reis.
Arrastaram eles os blocos de pedra?
E a Babilônia várias vezes destruída –
Quem a reconstruiu tantas vezes? Em que casas
Da Lima dourada moravam os construtores?
Para onde foram os pedreiros, na noite em que a Muralha da China ficou pronta?
A grande Roma está cheia de arcos do triunfo.
Quem os ergueu? Sobre que
Triunfaram os Césares? A decantada Bizâncio
Tinha somente palácios para seus habitantes? Mesmo na lendária Atlântida
Os que se afogavam gritaram por seus escravos
Na noite em que o mar a tragou.
O jovem Alexandre conquistou a Índia.
Sozinho?
César bateu os gauleses.
Não levava sequer um cozinheiro?
Filipe da Espanha chorou, quando sua Armada
Naufragou. Ninguém mais chorou?
Frederico II venceu a Guerra dos Sete Anos
Quem venceu além dele?
Cada página uma vitória.
Quem cozinhava o banquete?
A cada dez anos um grande homem.
Quem pagava a conta?
Tantas histórias
Tantas questões.

Abraços afinados para todos os trabalhadores e trabalhadoras do planeta terra que um dia univois-se-ão.

DILMA E O DIA DO TRABALHADOR

A presidenta Dilma Vana Rousseff fez pronunciamento ao povo brasileiro na noite de ontem, dia 30, em cadeia de rádio e televisão comemorando o Dia do Trabalho. A presidenta que é representante do Partido dos Trabalhadores, o partido que mudou historicamente a concepção retrógada do conceito de trabalhador, embora hoje tenha se transfigurado, em seu discurso pontuou a ênfase nas políticas sociais que inserem ao homem dignidade como força de produção de trabalho capaz de produzir uma sociedade mais justa que satisfaça as necessidades do homem.

Por isso, Dilma, se pronunciou afirmando que não quer ser lembrada como uma presidenta que soube tratar bem com a economia, mas uma presidenta que seja conhecida pela defesa da capacitação profissional do trabalhador brasileiro. Para ela, a capacitação profissional contribui para luta contra a pobreza extrema, conquista de melhores salários, e permite ao trabalhador ter acesso a mais bens e serviços.

“Não quero ser a presidenta que cuida apenas do desenvolvimento do país, mas aquela que cuida, em especial, do desenvolvimento das pessoas”, discursou Dilma.

Dilma no transcurso de seu discurso não deixou fora a corrupção cujas consequências atinge em cheio os trabalhadores, visto que ao desviar dinheiro público faz com que falte para aplicação de políticas que beneficiem os trabalhadores.

Sobre a corrupção ela afirmou que vai continuar combatendo os “malfeitos e os malfeitores” e estimular as pessoas honestas do Brasil.

“Garanto às trabalhadoras e trabalhadores brasileiros que vamos continuar buscando meios de baixar impostos, de combater os malfeitos e os malfeitores e, cada vez mais, estimulara as coisas bem feitas e as pessoas honestas de nosso país”, discursou a presidenta.

Dilma também falou sobre a disparidade dos impostos cobrados pelos bancos aos empresários e aos consumidores, e pediu que os consumidores escolham as empresas que lhes oferecem melhores condições.

“É inadmissível que o Brasil, que tem um dos sistemas financeiros mais sólidos e lucrativos, continue com um dos juros mais altos do mundo. Esses valores não podem continuar tão altos. O Brasil de hoje não justifica isso. Os bancos não podem continuar cobrando os mesmos juros para as empresas e para o consumidor, enquanto a taxa básica Selic cai, a economia se mantém estável e a maioria esmagadora dos brasileiros honra com presteza e honestidade os seus compromissos.

O setor financeiro, portanto, não tem como explicar esta lógica perversa aos brasileiros. A Selic baixa, a inflação permanece estável, mas os juros de cheque especial, das prestações ou do cartão de crédito não diminuem.

É bom, também que você consumidor, faça prevalecer os seus direitos escolhendo as empresas que lhe ofereçam as melhores condições”, discursou Dilma, contra a especulação perversa de um dos maiores representante – quiçá o maior – da trapaça do capitalismo, o sistema financeiro.  

CPMI DE CACHOEIRA TERÁ CARTILHA SOBRE SIGILO

Vital Rego (PMDB/PB) presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigará o contraventor Carlos Augusto Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira, preso junto com seus comparsas pela Operação Monte Carlo da Polícia Federal, vai entregar aos membros da comissão uma cartilha com as regras do Parlamento explicando o manuseio de dados sigilosos. A cartilha, segundo o presidente da CPMI, é um resumo dos regimentos internos  e dos códigos de ética da Câmara, Senado e Congresso.

A CPMI, que de acordo com o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT/RG) promete ser “explosiva”, investigará o mafioso Carlinhos Cachoeira  preso sob a acusação de exploração ilegal de jogos caça-níqueis e jogo do bicho, além de corrupção junto com agentes privados e públicos, entre eles seu amigão, o senador que simulava ser campeão da moral parlamentar, Demóstenes Torres. Demóstenes aparece nas gravações realizadas pela Polícia Federal em comprometedores diálogos. Diálogos que vão desde pagamentos de propinas até trama para enredar o governo federal.

Depois de lamentar o vazamento pela imprensa das informações que corriam em segredo de Justiça no Supremo Tribunal Federal e na Porcuradoria-Geral da República, depois que elas foram liberadas para a CPMI, Vital Rego, disse que a cartilha vai prevenir os membros da comissão quanto à revelação dos conteúdos das reuniões.

“Já demos algumas orientações e também estamos elaborando uma cartilha que resume o material que está posto nos três códigos de ética e nos regimentos que codificam este trabalho. Tanto o regime comum do Congresso, como o do Senado e da Câmara. Estamos instituindo esta cartilha ressaltando a conduta de cada parlamentar em relação ao sigilo” afirmou o presidente da CPMI.

BRIZOLA É O NOVO MINISTRO DO TRABALHO

Com posse marcada para o dia, quinta-feira, o deputado federal Brizola Neto (PDT), um dos mais atuantes herdeiros políticos de Leonel de Moura Brizola, o homem do socialismo moreno, grande militante de esquerda, e que por isso a Globo tentou derrotar, mas saiu derrotada, foi escolhido o novo ministro do Trabalho.

Uma escolha com grande significância. Primeiro porque Brizola Neto não era o preferido pelo do partido que por clara demonstração do ex-ministro do Trabalho, Carlos Lupi, os mais indicados eram o deputado Vieira da Cunha (PDT/RG) e o secretário-geral do partido Manuel Dias. Nas lides intestinais do partido, Lupi, é adversário de Brizola Neto e não gostaria de vê-lo como ministro. Mas agora vai vê-lo e, como diria Zagalo, ter que engoli-lo. Segunda porque a escolha ocorre exatamente na véspera do Dia do Trabalho. Uma data que no Brasil atual expressa às transformações visíveis ocorridas no governo Lula, que bateu o recorde de vagas de emprego e carteiras assinadas.

Depois da escolha de Brizola, a presidenta Dilma Vana Rousseff divulgou nota em que reconhece o talento e a importância de Brizola Neto para  cargo maior do trabalho no país. Na nota ela diz que Brizola neto “prestará grande contribuição ao país”.

VÍDEO MOSTRA CABRAL, GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, EM RELAÇOES ÍNTIMAS COM A FAMÍLIA CAVENDISH

Cavendish é dono da empresa construtora Delta que presta serviços ao governo do Rio de Janeiro e tem grande parte do bolo das obras do PAC. O vídeo mostra também exigências eróticas de Cabral ao casal que em festa em restaurante marca data do casamento orquestrado por Cabral.

“Então dá um beijo na boca! Abre essa boca!”, exige Cabral ao casal realizar seu voyeurismo oral.

Cavendish com sua empresa encontra-se até o pescoço envolvido nas denúncias apresentadas pela investigação da Operação Monte Carlo, realizada pela Polícia Federal contra Carlos Augusto Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira. O diretor de construções da empresa, Cláudio Abreu, um dos articuladores de Carlinhos Cachoeira na empresa e no governo federal, já se encontra preso.

Veja o vídeo e constate como frívolo e vazio o humor da burguesia ignara.

Venezuela, salário mínimo e mentiras

A partir deste Primeiro de Maio a Venezuela terá o mais alto salário mínimo de toda a América Latina. Será equivalente a R$ 1.310, contando com o ticket alimentação, obrigatório. Lá pagam-se, obrigatoriamente 15 salários anuais – o famoso “aguinaldo” -, assim, na média, o ganho mensal do trabalhador que recebe salário mínimo passa a ser de R$ 1.637.

O aumento beneficiará a 4 milhões de venezuelanos, incluindo cerca de 2 milhões de aposentados e pensionistas.

O aumento do mínimo terá impacto político importantíssimo na guerra que o imperialismo e a oligarquia venezuelana travam, sem cessar, contra Chávez. Apresentam a Venezuela como um país caótico, desordenado. Agora, agregam à guerra ideológica permanente uma overdose de veneno para explorar a doença de Chávez.

Até setores progressistas, distraídos, impressionam-se ante este dilúvio de mentiras e repetem que Chávez impediu o surgimento de novas lideranças ou que não resolveu o caos do abastecimento. Na realidade, a Revolução Bolivariana promove intensamente o florescimento de milhares e milhares de novas lideranças, estimula a politização das massas. Segmentos antes avessos à política hoje andam com a Constituição no bolso, conscientes de seus direitos.

A nova Lei do Trabalho vai formalizar conquistas quando na Europa se destrói o Estado do Bem-Estar Social. Foi ampliada a comunicação pública e estimulada a leitura de jornais e livros, com distribuição gratuita e pesquisas apontam a Venezuela como o terceiro país em que mais se lê na América Latina. E sem analfabetismo.

O uso da TV por Chávez é uma verdadeira escola de quadros a céu aberto estimulando o povo a pensar em política, ideologia, economia, história e cultura. Estimula, também, um controle popular para enfrentar a sabotagem ao abastecimento – a burguesia esconde toneladas de alimentos – já há filmes denunciando esta crime, também combatido com a criação de mercados estatais que vendem produtos a preços 70 % mais baixos.

Chávez enfrenta o câncer e a Revolução Bolivariana consolida-se para enfrentar os desafios que toda revolução enfrenta.

Beto Almeida é jornalista.
Publicado originariamente no jornal Brasil de Fato

“Governo acumula forças para enfrentar debate sobre a mídia”

Secretário de Comunicação do Partido dos Trabalhadores diz que os meios de comunicação, a revista Veja em especial, não podem ser poupados das investigações da CPI do Cachoeira. “Se um deputado ou senador tem que responder por associação com o crime organizado, uma empresa de comunicação social também deve”, afirma, em entrevista à Carta Maior, o deputado André Vargas. Para ele, a presidenta Dilma Rousseff enfrentará o tema da concentração dos meios de comunicação.

Maria Inês Nassif, Najla Passos e Vinicius Mansur

Em entrevista à Carta Maior, o secretário de Comunicação do Partido dos Trabalhadores, deputado André Vargas (PR), admite que há um descompasso entre as bandeiras históricas do PT para a comunicação e a política praticada pelo governo. Mas afirma que a presidenta Dilma Rousseff enfrentará o problema da alta concentração dos meios de comunicação no Brasil, a exemplo do que vem fazendo com os juros bancários, porque possui mais condições efetivas de fazê-lo do que o seu antecessor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Avalia que a CPMI do Cachoeira ajudará a deslanchar o debate. “A dinâmica dos fatos estabelece uma ligação a ser esclarecida entre a ‘fábrica de crises’ que a grande imprensa utiliza sistematicamente, principalmente no período em que o PT está no poder”, avalia.

Qual é o projeto do PT para a área de comunicações? O PT recuou do programa apresentado nas eleições?

O PT vem sistematicamente, nos seus documentos, retomando um debate que não é só das eleições, mas da história dos 32 anos do partido. A questão da democratização das comunicações está na nossa plataforma. A agenda política permanece não só a mesma, como vem se aprimorando, buscando um foco. O PT continua com suas bandeiras, mas tem a contingência de ser o partido do governo. E a condução do governo tem outro ritmo.

Então existe um descompasso entre o que o PT pensa para a Comunicação e a forma como o governo age?

É natural que haja algum descompasso. Este é um governo de coalizão. Na nossa visão, o marco regulatório já deveria estar em discussão, mas o governo administra sua coalizão, sua governabilidade. O PT ajuda o governo nessa governabilidade, mas discorda e deixa isso bem claro em todos os seus documentos. Nós lutamos por um marco regulatório que, de fato, enfrente questões como o monopólio da mídia, a desconcentração, a propriedade cruzada, a questão do conteúdo regional, que rediscuta os contratos entre as afiliadas, o crescimento da internet etc.

E como se dá a pressão do PT nesse governo de coalizão? Qual o peso dela?

O partido dialoga de forma respeitosa com a presidente e este é tema
recorrente. Nos seus documentos, o PT nunca deixou de manifestar sua opinião, sem deixar de entender que o governo tem o tempo dele e nós temos o nosso. Os grandes veículos exercem também sua pressão sobre o governo.

Nós vivemos em um ambiente democrático. Mas a mídia [tradicional], em especial a Veja, não esconde que tem quase uma fixação pelo PT, que deve ser avaliada no campo da psiquiatria, da psicologia. Agora, a CPI do Cachoeira mostrará mais um pouco disso. Muita coisa que a gente suspeitava pode ser verdade. Os veículos de comunicação bateram também no PSDB, mas no nosso caso há um superdimensionamento.

O sr. está dizendo que a grande mídia usou desses expedientes especialmente nos governos do PT?

Isso ficou claro nos fatos que levaram à CPI do Cachoeira. É a primeira vez que a mídia não apoia uma CPI no seu nascimento. É simbólico isso. E só passou a apoiar forçando uma mudança de foco: elegeram a Delta [construtora responsável por obras do PAC] , e se esqueceram do Demóstenes [Torres, senador por Goiás] e do [Marconi] Perillo [governador de Goiás]. Mas a gente fala mídia como se fosse um ente absoluto. Não é assim.

Não é mais porque a Globo falou que se torna verdade. Isso está muito relativizado. Não existe mais um jornal nacional no país. Jornal impresso, muito menos. Há jornal em São Paulo que pretende ser nacional e não chega no ABC paulista. O governo tem feito alguns movimentos, ainda que não do jeito que a gente gostaria. A questão da regionalização que a Secom [Secretaria de Comunicação da Presidência] faz. Eu gostaria que fizesse muito mais, mas já há mais investimentos na mídia da internet. Antes eram 500 veículos que recebiam publicidade oficial. Hoje já são mais de 8 mil. Já é alguma coisa.

No debate sobre a mídia, a militância reclama que essa questão andou apenas no final do governo Lula e foi relegada a segundo plano no governo Dilma.
Em toda transição entre governos existe uma reacomodação. E o primeiro ano de todo governo é atípico mesmo. Mas eu acredito que o governo Dilma irá fazer muito neste campo, porque as condições de efetivamente fazer estarão melhores do que as condições de efetivamente fazer que o Lula teve.

E, neste aspecto, a CPMI do Cachoeira ajuda?

Ajuda. Não fomos nós que criamos a CPI; não fomos nós que delegamos a um senador moralista ser sócio do crime organizado. Nosso governo investiga mais criminosos, a Polícia Federal tem melhores condições de investigação. Mas não fomos nós que criamos os fatos da CPI. O que nós entendemos é que a dinâmica dos fatos estabelece uma ligação a ser esclarecida entre a fábrica de crises que a grande imprensa se utiliza sistematicamente e o crime, principalmente no período em que o PT está no poder.

Aliás, tem gente que estabelece semelhanças da capas da Veja de agora com as feitas no governo Collor, antes do impeachment. A revista nem foi criativa. Achou que havia escândalo suficiente para derrubar um governo e seguiu o roteiro. Se isso foi feito de forma criminosa, como fez o [Rudolf] Murdoch [o magnata das comunicações, controlador do jornal britânico News of the World, fechado por envolvimento em interceptação de conversas telefônicas de celebridades], esse é um debate legítimo ao qual a sociedade deve ter acesso. Isso será um subproduto da chamada CPI do Cachoeira. Vai estar presente nas investigações.

O que nos move é esclarecer os fatos. Se as gravações obtidas[pela Veja] para construir as matérias foram feitas de forma ilegal, nós queremos apurar. Queremos saber que relações esse jornalista [Policarpo Júnior] tinha com Cachoeira. Se um deputado ou senador tem que responder por associação com o crime organizado, uma empresa de comunicação social também deve, pois não é uma empresa neutra. É uma empresa que influencia opinião. Por que este seguimento não pode ter uma avaliação? Porque não podem se subordinar a uma conferência nacional? Ouvir o povo? No caso da TV Globo, ela é concessão pública.

Como enfrentar esses interesses, num ambiente de mídia concentrada e sem critério de regulação?

A democracia é o melhor dos ambientes. Esse novo Brasil não está sendo construído só pelo PT, pelos partidos, mas também pelo povo. Quanto mais nós conseguimos empoderar essa multiplicidade de comunicações, redes e tudo, maior será o avanço. Nós temos hoje um processo de acesso à informação multiplicado, mas um processo de produção de informação ainda muito concentrado. Eu acredito que o governo está armazenando as condições para encarar esse problema de frente, como fez com os bancos. Nós estamos em uma fase de acúmulo de forças para fazer este debate. Que não é um debate simples de fazer.

Acumulando forças como? E a maioria legislativa do governo?

Nós não temos muita alternativa. Quando nos pronunciamos a favor da regulação e o PSB, do neto do Miguel Arraes [Eduardo Campos, governador de Pernambuco] falou contra o documento do PT [que propõe o novo marco regulatório, democratização da comunicação etc], deu para perceber que não seria fácil . E tudo isso passará pelo Congresso Nacional. Para falar muito claramente sobre a correlação de forças: a Emenda 3, a famigerada, perdemos. O Código Florestal, nós arregimentamos forças e contamos 180 votos. Mas quando foi a voto não chegamos a 120 votos. Esses são os aliados que temos.

E como mudar essa correlação de forças?

Onde é que o povo se manifesta nessa questão? Essa discussão não vai provocar uma passeata com 50 mil pessoas. Há poucas manifestações sobre isso no campo das redes e esse é um debate que a população ainda não assumiu. São importantes estratégias como a do FNDC [Fórum Nacional de Democratização da Comunicação], de fazer uma campanha de popularização do marco regulatório da comunicação. Mas o PT não pode fazer essa mobilização sozinho, inclusive porque o tema fica estigmatizado como sendo algo do PT. Este é um trabalho para o conjunto de partidos, entidades, grupos e movimentos envolvidos nesse debate. Aliás, muito me impressiona entidades do nível da OAB e a CNBB não entrarem nesta agenda, pois isso interessa também a esses seguimentos.

Essa resistência não teria a ver com essa interpretação de que a regulação cerceará a liberdade de expressão?

Por isso é que nossa visão é que a nossa campanha seja pela liberdade de expressão. Por que é isso o que nós defendemos: uma liberdade de ir e vir, de receber, mas também de oferecer, de interagir. E a convergência digital oferecer essa possibilidade.

Por que o senhor assegura que o governo Dilma tem melhores condições de fazer esse debate que o governo anterior?

O governo vai ter que enfrentar este tema, e ninguém do governo disse que não vai enfrentar. O governo tem um desafio histórico de dar conta dessa demanda, que é uma demanda estrutural da sociedade brasileira. Não é uma demanda utópica, uma questão qualquer. É uma questão de fundo. O governo, dentro do processo de governabilidade, está acumulando energia e força. Nós não temos dúvida de que o governo tem este compromisso. Mas o PT vai continuar dizendo e tensionando. Não nos compete avaliar perfil de ministros, mas compete reforçar uma posição que a presidente tem colocado: a de que é favorável à liberdade de imprensa – aliás, isso nunca foi uma dicotomia para nós.

Nós somos favoráveis e somos frutos da liberdade de imprensa. A esquerda, o Lula, a Dilma, tudo isso é fruto da liberdade de imprensa. Mas também sofremos e padecemos da concentração da mídia que, muitas vezes, impõe uma visão que limita o desenvolvimento da sociedade. Nós não queremos que o PT se perpetue no poder, mas que a sociedade brasileira seja cada vez mais civilizada, aberta, sem preconceitos, onde todos tenham direito a comer, beber, vestir, emprego, universidade, lazer, esporte, enfim, a comunicar, a se ver, a ter identidade. Nós não cogitamos a hipótese de que isso não seja por uma via democrática. E a via democrática é o Congresso Nacional. Isso não quer dizer que não vamos debater os temas que não têm apoio da maioria do Congresso. Vamos debater, mas vai chegar a hora de votar. Mas existem passos que não demandam mudança de legislação. É importante, por exemplo, cobrar a instalação do Conselho de Comunicação, que está na Constituição.

Carta Maior

Crise, hegemonia e discernimento histórico

Menen votou a favor da renacionalização da YFP, privatizada em 1992 em seu governo; Angela Merkel admite a necessidade de um plano de crescimento para uma Europa devastada pela receita de austeridade germânica; o discurso da extrema direita na França e na Grécia às vezes soa como um brado esquerdista contra o Estado fraco e o abandono da sociedade aos espoliadores ; no Brasil, Gilmar Mendes & outros, do STF, votam por unanimidade a favor do sistema de cotas na universidade; Alckmin diz que o PSDB sempre defendeu a ‘prevalência’ do trabalho sobre o capital; Murilo Portugal, da Febraban, tentou afrontar o governo na queda de braços dos juros com a velha soberba financista; foi retirado de campo rapidamente pelos bancões que anunciaram a adesão (perfunctória, é certo) aos cortes nas taxas … O que está havendo, além de oportunismo e conveniência episódica?

Talvez estejamos entrando no período mais decisivo da crise capitalista iniciada em 2008: aquele que coloca ao alcance da esquerda o desmascaramento histórico das idéias e agendas que hoje constrangem até personagens e força que por 30 anos subordinaram os destinos da economia e da sociedade à supremacia das finanças desreguladas.

A trágica herança desse período acumulou massa crítica na fornalha do discernimento social . Afogada em desemprego – que cresceu 66% entre seus Estados membros desde 2008, segundo a OIT – a União Européia tornou-se a chaminé sombria desse estágio terminal. A imolação da Espanha pelo governo direitista do PP corrige quem se iludiu com ‘a especificidade perdulária dos gregos’; ou relevou como tragicomédia o naufrágio italiano sob o comando de um Don Juan.

As histórias nacionais são sempre específicas. Mas a crise sistêmica que interliga gregos e troianos escancara o custo devastador da dominância financista ali onde ela não encontrou contrapesos no poder Estado, nem a resistência da democracia mobilizada.

O enlouquecido repto da direita espanhola escalpela a 4ª maior economia do euro em praça pública, ao custo de 5,6 milhões de desempregados, mais o desmanche do sistema de ensino e da saúde pública. E pur se muove : e mesmo assim os capitais continuam a fugir do país, a ponto de esculpir nuances de perplexidade no olhar catatônico do mandatário Mariano Rajoy que tudo faz a seu contento.

Nunca na série histórica do BC espanhol,desde 1990, houve registro de uma debandada tão persistente e graúda: desde junho investidores tiraram 128,5 bi de euros do país; a curva ascendente marcou novo pico em fevereiro com a saída de 25,5 bi de euros, quando os próprios espanhóis ricos remeteram outros 13 bi de euros para cofres estrangeiros. É uma sangria que todos enxergam e fingem não entender: o ajuste baseado em arrocho, recessão e consequente queda de receita conflita nos seus próprios termos com a meta perseguida de equilíbrio fiscal. A fuga ressalta o objetivo superior de obter liquidez, zerar posições, evadir-se, antes que seja tarde (nesta segunda-feira, pelo segundo trimestre consecutivo, a economia espanhola registrou resultado recessivo, com queda do PIB de menos 0,3%; 16 bancos locais tiveram avaliação piorada por uma agência de risco ingrata aos esforços do austericídio oficial).

As urnas francesas do próximo domingo, dia 6, vão testar a extensão desse discernimento na consciência européia. Pela primeira vez, a mistificação do debate sobre a natureza da crise e suas alternativas foi polarizada por uma visão consequente, personificada na candidatura de Mélenchon, cuja fatia de 11% dos votos pode ser decisiva à vitória de Hollande. Mais estratégica ainda será a persistência da pressão política da Frente de Esquerda num eventual governo socialista francês. Induzí-lo a adotar políticas que respondam de fato à natureza da crise -por exemplo, a regulação do sistema financeiro- será decisivo para saltar da revolta à construção de uma nova hegemonia política no coração do euro.

Por Saul Leblon

Carta Maior


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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