Arquivo para 14 de maio de 2012

SEGUNDA-FEIRA DOMINICAL

Dia das boas almas

# Em cadeia nacional de rádio e televisão a presidenta Dilma Vana Rousseff anunciou como parte das comemorações do Dia das Mães o programa do governo federal Ação Brasil Carinhoso que faz parte do grande programa Brasil sem Miséria. O programa visa tirar da pobreza absoluta as famílias que tenham crianças de 6 anos de idade. Cada membro dessas famílias receberão R$ 70 que corresponde um reforço ao Bolsa Família.

No primeiro eixo, o programa vai contemplar quatro milhões de famílias. A preocupação do programa com criança de 6 anos de idade decorre do entendimento que o governo tem de que nessa faixa de idade o país encontra mais dificuldade de reduzir a pobreza. Mas segundo Dilma, embora a pobreza encontre nessa faixa uma contagiante presença, a faixa adolescente também é muito preocupante. E as regiões onde encontram-se concentradas a pobreza absoluta nessa idade são as regiões Norte e Nordeste, onde habitam 78% dessas crianças.

“O Brasil Carinhoso faz parte do grande programa Brasil Sem Miséria, que estamos desenvolvendo com sucesso em todo o território nacional. Será a mais importante ação de combate à pobreza absoluta na primeira infância já lançada em nosso país.

Por essas razões, o Brasil Carinhoso, mesmo sendo uma ação nacional, vai olhar com a máxima atenção para as crianças dessas duas regiões mais pobres”, disse Dilma em seu pronunciamento político-maternal.

O programa Brasil Sem Miséria desde seu lançamento no ano passado vem mostrando que seus objetivos estão sendo alcançados, embora a direita satisfeita e confortada em sua lógica gastronômica burguesa considere um recurso populista. Agora, com o lançamento de mais uma parte sua como o Brasil Carinhoso, e prestando mais agudamente atenção às crianças do Norte e Nordeste, a burguesia da moral estomacal vai invectivar afirmando que trata-se de manter os redutos eleitorais de Lula e da própria Dilma.

Posição de quem é infeliz quando da felicidade dos outros.

# Antecipando as comemorações do Dia Internacional da Luta contra a Homofobia, que serão realizadas no dia 17, centenas de mães e representantes das entidades de defesa da causa Gay fizeram uma passeata pela rua Augusta até o Largo do Arouche. A escolha da Rua Augusta ocorreu em função dela ser território de grande atuação dos grupos LGBT, e ter sido palco de vários atos de violências contra homossexuais.

A passeata que teve como motivo presta tributo a todos que foram discriminados, pediu a criminalização da homofobia. De acordo com Franco Reinaudo, um trabalho elaborado pela prefeitura de São Paulo, com o título Mapa da Homofobia, mais de 200 casos de violência contra a população LGBT foram denunciados ao órgão só em janeiro deste ano, número bem superior a janeiro do ano passado quando foram registradas 50 denúncias  de violência, sejam elas xingamento ou violência física.Para Franco isso mostra que as pessoas estão tendo mais coragem de fazer suas denúncias.

“O objetivo principal é dá visibilidade à violência cometida contra a população LGBT. Essa caminhada é um ato solene, passando por locais onde aconteceu, aqui em São Paulo, algum ato de violência contra essa população”, disse Franco.

Gislaine Cristina Araujo, uma das mães que participou da caminhada e mãe de Alexsandro dos Santos Ferraz, 18 anos, homossexual assumido, disse que a caminhada é importante porque pode conscientizar a sociedade e contribuir para a diminuição da violência física, que é o que mais a preocupa com relação ao seu filho.

“Essa agressão é gratuita. Temos que respeitar as pessoas. Uma gosta do São Paulo, outra gosta do Corinthians. Uma gosta de doce, outra gosta de salgado. Por que tratar os homossexuais como se fosse uma coisa de outro mundo”, observou Gislaine.

A senhora Gislaine em sua pergunta afirma que os homossexuais não são de outro mundo. É verdade. Entretanto, os seus discriminadores é que são de outro mundo. O mundo que não existe a faculdade racional. Daí eles terem pavor da vida que não compreendem. Daí serem deploráveis acéfalos nazifascistas.

# A organização da Cúpula dos Povos que se encontrará entre os dias 15 e 23 de junho no Rio de Janeiro, como evento paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, o Rio+20, protestou contra o conceito de economia verde defendido pelos países capitalistas integrantes da conferência. Entre eles o Brasil. A discordância do conceito de economia verde foi divulgada em uma nota distribuída ontem pelos líderes da Cúpula dos Povos.

Para os participantes da Cúpula dos Povos esse conceito é “enganoso”. A nota também contesta o programa da Rio+20, que segundo ela os países vão discutir temas mas não vão tocar na crise global que é produto do “capitalismo, com suas formas clássicas e renovadas de dominação, que concentra a riqueza e produz desigualdades sociais”.

O conceito de economia verde, segundo a mexicana, Sílvia Ribeiro, diretora da organização ETC, é um “disfarce para mais negócios e mais exploração”.

“Muitos creem que é algo positivo, mas é um disfarce para mais negócios e mais exploração dos ecossistemas. O outro aspecto é que eles querem se apropriar da natureza usando tecnologias perigosas, como s transgênicos e a biologia sintética. É uma solução falsa que vai se resolver tudo com tecnologia, em vez de se ir as causas da baixar as emissões do efeito estufa, os padrões de produção e consumo”, inferiu Silvia Ribeiro.

O capitalismo não pensa. Daí não tem ação. E como não tem ação tem somente reação saída das propulsões de seus fantasmas, sombras e fetiches. Nada no capitalismo pode ser entendido pela ótica e ética racional, pois a ausência desses modus expressão sua teratogenia. Seus monstros predadores. Dais não se querer encontra princípios racionais em suas enunciações.

Entendendo dessa forma, fica fácil compreender porque a Cúpula dos Povos contesta o conceito de economia verde. O capitalismo é o antípoda da eco-poesia de Garcia Lorca: “Verde que te quero verde. Verde vento verde rama”.       

# Cupins em festa! As peladas-pernadas estaduais terminaram, mas ano que vem continua o festival anti-ecológico dos cupins: muita perna-de-pau roída. O Fogão como estrela solitária adora a solidão. Levou, no placar agregado, de 5 a 1. Nada de valoroso ao Fluzão, visto que tem pernas aos montes.

Em São Paulo o Bugre, sem qualquer sangue nativo, um verdadeiro farsante, se entregou ao Peixe do possesso Muricy e do mascarado Neymar. O firuleiro da mídia acéfala que o tem como um produto de marketing próprio para seus propósitos lucrativos.

Mas há algo bom no meio dos cupins. A conquista do campeonato paraense pelo Cametá, e também a conquista do campeonato pernambucano pelo Santa Cruz.

 

Vale a pena pagar para ver TV?

Hoje quem paga para ver TV no Brasil paga caro. Pesquisa realizada pela Ancine (Agência Nacional de Cinema) constatou que os brasileiros desembolsam muito mais pelo serviço de TV por assinatura do que os consumidores de outros seis países latinos: Portugal, Espanha, Chile, Argentina, Peru e Equador.

Laurindo Lalo Leal Filho

(*) Artigo publicado originalmente na Revista do Brasil, edição de maio/2012.

Houve tempo em que identificávamos os canais de TV pelos números. “O programa passou no 4 ou no 7? Ou será que foi no 2”. Não era assim? Os canais iam do 2 ao 13 que, com os intervalos entre um e outro, somavam sete nas grandes cidades. Ninguém, àquela altura, poderia imaginar que existiriam um dia canais 127 ou 519. Ainda por cima pagos.

Hoje pagar para ver TV não é mais novidade. Até fevereiro deste ano mais de 13 milhões de brasileiros já faziam isso, número que deve dobrar em cinco anos.

Melhor distribuição de renda e uma possível, mas ainda não confirmada redução no preço dos pacotes oferecidos, podem explicar esse crescimento.

Hoje quem paga para ver TV no Brasil paga caro. Pesquisa realizada pela Ancine (Agência Nacional de Cinema) constatou que os brasileiros desembolsam muito mais pelo serviço de TV por assinatura do que os consumidores de outros seis países latinos: Portugal, Espanha, Chile, Argentina, Peru e Equador.

O preço máximo de um canal de TV paga no Brasil era de R$ 3,74 no final de fevereiro, duzentos por cento mais caro do que o valor máximo cobrado na Espanha (R$ 1,83). O preço mínimo de um canal no Brasil é de R$ 1,74. No Peru de 56 centavos de Real.

Na Argentina, o pacote da DirecTV com 97 canais custa R$ 83,52 mensais, enquanto o da Tvfuego, com 74 canais, R$ 65,10. No começo de março a Net cobrava no Rio de Janeiro R$ 69,90 por um pacote de 30 canais e a Sky R$ 74,90 por 40 canais.

Mas não só isso que os brasileiros pagam. O serviço é cobrado duas vezes já que além do pagamento mensal, os assinantes são obrigados a ver muita propaganda, paga pelo telespectador e embutida nos preços dos produtos ou serviços anunciados.

Durante anos o mercado da TV por assinatura no Brasil foi ocupado por um duopólio: a Net no cabo e a Sky via satélite. Dividiram um bolo publicitário em expansão que, segundo a ABTA (Associação Brasileira de TV por Assinatura) cresceu 20% nos dois últimos anos passando de 1 bilhão em 2010 para R$ 1,2 bilhão em 2011.

À essa receita, juntam-se além da assinatura paga pelo telespectador, os valores cobrados de canais religiosos e de vendas para serem incluídos nos pacotes das operadoras.

Tanto dinheiro não corresponde à qualidade do serviço oferecido.

Assinantes queixam-se da repetição constante dos filmes exibidos, do tempo destinado aos anúncios, dos canais incluídos nos pacotes e que não lhes interessam, para não falar da cobrança extra (o “pay-per-view”) exigida pela exibição de determinados jogos de futebol.

Pesquisas confirmam essa insatisfação. Até o ano passado as emissoras com maior audiência na TV paga eram aquelas com sinal aberto: Globo, vista por 37% dos assinantes, Record (11%), SBT (6,4%) e Bandeirantes (3,7%). Só no quinto lugar aparecia uma TV fechada, a Discovery Kids, com 3,1%, seguida da SportTV com 2,6%.

Como se vê, não são as programações exclusivas da TV paga que levam muita gente a ter televisão por assinatura. A razão está na qualidade do sinal oferecido, livre de chuviscos e interferências comuns em regiões montanhosas e nos grandes centros urbanos, cada vez mais ocupados por altos edifícios. Para grande parte do público, a TV por assinatura serve apenas para substituir a antena convencional.

Com a nova lei da TV paga o conteúdo tende a melhorar um pouco já que os canais deverão reservar um espaço, ainda pequeno, para produções nacionais. Elas substituirão parte dos velhos e repetidos enlatados impostos pelas operadoras ao púbico.

Mas, por outro lado, consolidará uma da práticas mais criticadas pelos assinantes: a veiculação de publicidade, estabelecida agora em um limite de até 25% do total da programação. Com isso o pagamento duplo torna-se lei.

Distorção a ser corrigida por um novo marco regulatório para a comunicação, há tanto tempo esperado no Brasil, capaz de garantir também ao consumidor o direito de montar o pacote de canais que lhe interessa, livrando-o das programações impostas arbitrariamente pelas operadoras.

Laurindo Lalo Leal Filho, sociólogo e jornalista, é professor de Jornalismo da ECA-USP. É autor, entre outros, de “A TV sob controle – A resposta da sociedade ao poder da televisão” (Summus Editorial). Twitter: @lalolealfilho.

Rede Desenvolvimentista: os intelectuais vão à luta

A disposição de discutir os desafios do país, não de um ponto de vista diletante ou apenas acadêmico, mas engajado, organizado e direcionado à busca de soluções para os gargalos do desenvolvimento brasileiro, reuniu meia centena de economistas das mais diversas especialidades na semana passada na Unicamp. A iniciativa, desdobrada em três dias de debates, divididos em cerca de uma dezena de mesas, foi o segundo passo na implantação da Rede Desenvolvimentista. Nascida na universidade, a Rede pretende consolidar-se como uma caixa de ressonância da agenda do desenvolvimento, ancorada em propostas e projetos para o Estado brasileiro e a integração sul-americana.

A iniciativa tem um significado histórico encorajador. Cada época tem sua usina de reflexão estratégica. A Cepal cumpriu esse papel nos anos 50/60, de um ponto de vista progressista. O nacional desenvolvimetismo do ISEB funcionou como um tink thank das reformas de base que agitaram a vida política e intelectual do país até 1964. O ocaso da agenda do desenvolvimento a partir dos anos 90 tem razões políticas conhecidas. A hegemonia do credo neoliberal tornava dispensável a reflexão de natureza propositiva sobre os rumos do país. O mercado era rei. Seus centuriões midiáticos, mas também academicos, blindavam a agenda econômica e o debate político.O círculo de ferro circunscrevia governos, partidos e intelectuais nos limites das reformas requeridas à livre ação dos capitais, ungidos à condição de sinônimo de eficiência e autossuficiencia na ordenação da economia e da sociedade.

A desordem financeira que eclodiu em 2008 rasgou a fantasia desse corso afinado na ditadura do Estado mínimo com suas privatizações e regressividade social. Ao dobrar a aposta nesse enrêdo anacrônico a Europa hoje figura como um condensado pedagógico da natureza letal do credo ortodoxo na vida dos cidadãos e da engrenagem produtiva. Mais que tudo ,porém, a chocante desagregação da sociedade europeia nos recorda que o colapso de um ciclo não leva automaticamente ao passo seguinte da história.

Novos atores e novos projetos devem assumir o comando do destino brasileiro.
A Rede Desenvolvimentista avança nesse hiato entre dois mundos. E se propõe a pavimentar um pedaço da travessia organizando a discussão de agendas estratégicas para superar os gargalos da supremacia neoliberal sedimentados na esfera financeira, industria, cambial e tecnológica.

O termo ‘social desenvolvimentismo’ sintetiza o eixo desse comboio de idéias e forças políticas que busca resgatar o direito soberano de uma sociedade planejar o seu crescimento com maior equidade entre os cidadãos.

Com o risco de afrontar nuances pode-se dizer que uma constatação permeou os três dias de debates na Unicamp: o desenvolvimento brasileiro vive uma dobra decisiva; o equilíbrio frágil entre crescimento e justiça social, perseguido a partir de 2003, e que diferencia o desenvolvimentismo hoje da versão economicista dos anos 50, requer um salto estrutural para se instaurar de forma consistente e duradoura. O modelo chinês de arrocho salarial não serve por princípio –assim como não serve a eficiência exportadora alemã, ancorada igualmente em arrocho.

“Voces sabem quanto ganha uma administradora de empresas terceirizada na Alemanha de Merkel? Pois bem, ganha 800 euros, quase o salário de empregada doméstica no Brasil”, exemplificou Luiz Gonzaga Belluzzo em sua intervenção sobre os componentes da crise internacional. O tripé requerido, feito de aceleração do investimento, salto de produtividade e avanços sociais, sobretudo na educação, não está,portanto, resolvido;nem há modelos prontos a perseguir. O fenômeno da desindustrialização evidencia o custo de se prolongar essa indefinição no tempo. O fôlego industrial do país hoje é 5% inferior ao que existia no pré-crise de 2008. Poderá recuar mais 5%, advertiu-se no debate da Rede. Quem acha que é pouco deve ser informado que a corrosão ocorre justamente nos setores de ponta, que dão o comando aos demais segmentos da produção.

Não se trata de um fetiche manufatureiro: ter indústria significa ter um setor de bens de capítal arrojado capaz de irradiar competitividade e eficiência ao conjunto do sistema produtivo.

Inúmeras medidas são evocada na superação dessa regressividade fabril, que não decorre apenas do câmbio defasado e dos juros siderais, ainda que esses componentes tenham um peso importante. Um ensaio de consenso emergiu dos debates: o mercado não fará isso pela sociedade brasileira. Seja na frente do investimento, na da pesquisa, do crédito e do salto educacional requerido, o Estado democrático deve assumir um papel hegemônico no processo.

Não se trata de menosprezar a importância dos mercados nesse processo, sobretudo do mercado de capitais, mas as insuficiências da lógoca privada ficaram evidentes na recente queda de braços entre o governo e a banca em torno dos spreads . A pendência só se inclinou a favor da redução do custo do dinheiro (mas empacou na expansão do crédito) quando o governo Dilma decidiu politizar o tema e acionou uma poderosa alavanca indutora: os bancos estatais, que normatizaram o significado do interesse nacional nos dias que correm. Esse trunfo existe também na economia do petróleo, graças à regulação soberana das reservas do pré-sal.Mas inexiste em outros segmentos e esferas modeladoras do desenvolvimento. Fundos de investimento de longo prao, por exemplo, são diluídos e desconectados. A criação de um ‘fundo dos fundos’, que reunisse capitais públicos, caixas de pensão e mesmo capital estrangeiro de longo prazo –comandados por um grande ordenador estatal, como o BNDES– foi uma das idéias-força registradas no evento da Unicamp, na intervenção do economista Jorge Matoso.

Difícil sintetizar a rica diversidade das peocupações afloradas nesse engatinhar promissor da Rede Desenvolvimentista. Mas uma intervenção colhida no calor dos debates sugere que os limites do passado, finalmente, perderam a prerrogativa de pautar o futuro : “O Brasil tem que perder o medo de discutir novamente um tema interditado nos anos 90: a criação de novas empresas públicas, estatais que possam nuclear setores estratégicos e fazer o mesmo que os bancos públicos e a Petrobrás fazem hoje em suas áreas de referência: colocar o mercado a serviço do país’. É um bom ponto de partida para o aggiornamento do desenvolvimentismo no Brasil do século XXI.

Por Saul Leblon

Carta Maior


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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