Arquivo para 16 de maio de 2012

MINISTRO CELSO DE MELLO QUE CONCEDEU LIMINAR PARA CACHOEIRA NÃO DEPOR DISSE QUE PODE REVER DECISÃO

Com a liberação das informações sobre o inquérito contra o mafioso Carlos Augusto Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira, amicíssimo do senador Demóstenes Sem Partido Torres, pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) aos advogados do contraventor, o ministro Celso de Mello do Supremo Tribunal Federal (STF) disse que pode rever a decisão. O ministro Celso de Mello na segunda-feira concedeu liminar para que o mafioso não depusesse ontem, dia 15.

Para o ministro a liminar que suspendeu o depoimento perdeu o objeto, já que a comissão liberou os documentos. A liberação dos documentos era o que os advogados de defesa de Carlinhos Cachoeira tinham como principal objetivo no habeas corpus para que ele soubesse do que era acusado. Ainda, segundo o ministro Celso de Mello, os advogados podem negociar com a comissão mais tempo para estudar os documentos.

Dante da liberação dos documentos o presidente da CPMI deve informar formalmente ao STF para que a liminar seja revista. Enquanto a informação não for concretizada a liminar continua em vigor.

Se, eventualmente, esse acesso se confirmar, isso resulta na prejudicialidade no processo de habeas corpus, porque haverá perda de objeto.

Nada impede que o presidente da CPMI, deliberando sobre essa matéria, estabeleça um prazo razoável.

Hoje, estou assinando um ofício solicitando ao presidente da CPMI para que preste informações, mas nada impede que ele antecipe e exponha a deliberação”, disse o ministro Celso de Mello.

Por sua vez, o ministro Ricardo Lewandowski, relator do inquérito que apura o caso Cachoeira, disse que jamais negou acesso a informação que integram o inquérito aos advogados do acusado.

“A decretação do sigilo que eu determinei na CPI é em relação a terceiras pessoas, naturalmente não atinge os investigados”, disse Lewandowski.

A decisão do ministro Celso de Mello em conceder liminar aos advogados de Carlinhos Cachoeira para que ele não depusesse não agradou muitos parlamentares que consideraram o ato interferência de Poderes. Desse entendimento resultou a rápida determinação de convocar o mafioso para depor na próxima terça-feira, dia 22.

“Essa decisão abre um precedente muito grave, caso o Supremo confirme no julgamento do mérito. Ela desrespeita o poder da CPMI de investigar. Imaginemos quantos pedidos de habeas corpos estarão lá de pessoas que não querem comparecer à CPMI. Há uma interferência clara do Poder Judiciário no Poder Legislativo”, observou o senador Randolfe Rodrigues do PSOL do Amapá

VOTAÇÃO SOBRE SE CACHOEIRA É SOLTO OU CONTINUA PRESO FOI ADIADA, MAS PLACAR POR SUA PERMANÊNCIA JÁ É DE 3 A 0

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) que ontem julgava o pedido de habeas corpo para soltura de mafioso Carlos Augusto Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira, pela Quinta Turma do STJ, teve a sessão suspensa por força de pedido de vista do desembargador convocado Adilson Macabu.

O placar já se encontrava nos 3 a 0 a favor da permanência do mafioso preso quando Macabu pediu vista. O contraventor encontra-se preso desde o dia 29 de fevereiro quando foi flagrado pelas operações Vegas e Monte Carlo, realizadas pela Polícia Federal comandando uma rede de crimes, entre eles, a prática de jogos ilegais.

As investigações da Polícia Federal revelaram que o contraventor estava em cumplicidade com várias personagens tanto políticos, agentes públicos e privados, e empresários constituindo em um poder de alta influência em vários setores da sociedade.

Os ministros que votaram pera continuidade da prisão do mafioso argumentaram que ele não deve responder à Justiça em liberdade porque ele oferece risco de que livre possa continuar chefiando o esquema criminoso.

Portanto, o mafioso Carlinhos Cachoeira deve continuar preso No Presídio da Papuda, em Brasília. O Ministério Público (MP) já entrou com pedido para que ele volte para um presídio de segurança máxima porque na Papuda ele tem mais facilidade de articular suas relações.

PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA VAI RECEBER DA CPMI PEDIDO PARA QUE RESPONDA POR ESCRITO PORQUE DEMOROU A APRESENTAR DENÚNCIAS

Em razão das suspeitas de deputados e senadores de que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e sua mulher, a subprocuradora, Cláudia Sampaio, demoraram em apresentar denúncias no processo que investiga contra o mafioso Carlinhos Cachoeira, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) decidiu pedir informações por escrito ao procurador-geral. No pedido, o procurador-geral deve explicar sobre a atuação do Ministério Público após o recebimento das duas operações Vegas e Monte Carlo.

O pedido para que Roberto Gurgel responda por escrito é decorrente do fato dele ter se negado a depor perante a CPMI. A decisão de pedir que Roberto Gurgel responda por escrito foi proposta pelo relator da comissão, Odair Cunha (PT/ MG).

O relator listou cinco perguntas para o procurador-geral responder.

  • Em que circunstâncias chegaram os autos da Operação Vegas à Procuradoria-Geral da República (PGR)?
  • Quando os dados chegaram?
  • Quais as providências adotadas por Gurgel diante dos indícios levantados pela Polícia Federal?
  • Em que data e em quais circunstâncias a PGR teve conhecimento da Operação Monte Carlo?
  • E quais providências foram tomadas em relação à Operação Monte Carlo?

Pelo o que muito foi falado sobre esse tema, depõe ou não depõe, inclusive pelo próprio Roberto Gurgel e ministros seus pares, possivelmente o procurador-geral da República não vá responder as cinco inquirições.

9º Seminário LGBT no Congresso Nacional

Abertura do 9º Seminário LGBT no Congresso Nacional – Respeito à Diversidade se Aprende na Infância. Sexualidade, Papéis de Gênero e Educação na Infância e na Adolescência

 

A deputada Teresa Surita, da Frente Parlamentar Mista de Direitos da Criança e do Adolescente, fala na abertura do 9º Seminário LGBT no Congresso Nacional – Respeito à Diversidade se Aprende na Infância Sexualidade, Papéis de Gênero e Educação na Infância e na Adolescência.

 

A deputada Teresa Surita, da Frente Parlamentar Mista de Direitos da Criança e do Adolescente, e o deputado Jean Wyllys, da Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT, participam da abertura do 9º Seminário LGBT no Congresso Nacional – Respeito à Diversidade se Aprende na Infância. Sexualidade, Papéis de Gênero e Educação na Infância e na Adolescência.

Fonte: Agência Brasil

Complica-se a situação do casal Gurgel

O delegado da PF, Raul Alexandre Souza, responsável pela Operação Vega, falou em sessão secreta do Conselho de Ética do Senado nesta 3ª feira; se perguntado o delegado iria confirmar o teor da nota emitida pela Polícia Federal nesta 2ª feira, que complica ainda mais a situação do casal Gurgel, respectivamente o procurador-geral da República, Roberto Gurgel e a esposa, subprocuradora Claudia Sampaio.

A nota da PF desmente declarações recentes da subprocuradora. Ela afirmara à imprensa, na semana passada, que o delegado Raul, responsável pela Operação Vega –investigação que em 2009 já oferecia provas da ação criminosa de Demóstenes Torres e da quadrilha Cachoeira–, teria pedido que a PGR não abrisse inquérito sobre o caso, para não atrapalhar as investigações.

O comunicado da PF diz elegantemente que Claudia Sampaio mentiu e reitera: houve três encontros entre o delegado e a subprocuradora; em nenhum deles Raul teria sugerido o “arquivamento ou o não envio da Operação Vegas ao STF”; o engavetamento do caso foi uma decisão deliberada e unilateral do casal Gurgel.

Pior que isso: ao atribuí-lo a um pedido do delegado a subprocuradora implicitamente admite que não haveria outra justificativa para o que ocorreu. E o que ocorreu adiou por três anos o indiciamento e a prisão de um grupo político-criminoso diretamente implicado nos acontecimentos que deram origem às denúncias do chamado processo do ‘mensalão’. O caso envolveu o governo do PT, ex-ministros e lideranças do partido, que agora serão acusados justamente pelo procurador-geral, Roberto Gurgel.

Não se trata mais de uma “acusação dos mensaleiros”, como deu a entender o Procurador Geral em recente entrevista. Quando uma sombra paira sobre a isenção não basta emitir bordões sob medida para o desfrute da mídia conservadora. O casal Gurgel deve explicações. Não a supostos mensaleiros, à sociedade brasileira. Nesta 3ª feira, a CPI deu cinco dias de prazo para o procurador enviar essas explicações à comissão, por escrito.

Por Saul Leblon

Carta Maior

Cachoeira: “O Policarpo, ele confia muito em mim, viu?”

Ligação interceptada pela Operação Monte Carlo fornece mais indícios sobre a proximidade do esquema do contraventor Carlos Cachoeira e a revista Veja. Esta ligação, na qual Cachoeira relata encontro com Policarpo Júnior, já havia sido divulgada pela imprensa, porém, omitiu-se a maior parte dela. De acordo com o bicheiro, o editor da Veja queria sua ajuda para provar que o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, havia ajudado a Delta a “entrar em Brasília” durante a gestão do ex-governado do Distrito Federal, José Roberto Arruda.

Vinicius Mansur

Brasília – Uma conversa telefônica entre o contraventor Carlos Cachoeira e do então diretor da construtora Delta no Centro-Oeste, Cláudio Abreu, interceptada às 14:43 do dia 10 de maio de 2011 durante a Operação Monte Carlo da Polícia Federal (PF), fornece mais indícios sobre a proximidade da quadrilha investigada e da revista Veja.

Trechos desta gravação já foram divulgados pela imprensa há quase um mês atrás, entretanto de forma seletiva, como fez esta reportagem do G1 . Nela, o veículo destaca apenas o trecho em que Cachoeira diz a Claudio Abreu que “plantou” na imprensa – sem citar o nome da revista e do jornalista – informações contra o ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antonio Pagot:

“Eu plantando em cima dele igual o que eu plantei do Pagot aquela hora. Ele anotou tudo, viu. Tá uma beleza agora. O Pagot tá (…) com ele”.

Entretanto, no áudio da conversa, ao qual a reportagem de Carta Maior teve acesso, Cachoeira relata ao ex-diretor da Delta outros assuntos tratados com o editor da revista Veja em Brasília, Policarpo Júnior, em encontro realizado horas antes.

De acordo com o bicheiro, o editor da Veja queria sua ajuda para provar que o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, havia ajudado a Delta a “entrar em Brasília” durante a gestão do ex-governado do Distrito Federal, José Roberto Arruda. Policarpo ainda teria afirmado que o acordo foi fechado em uma reunião em Itajubá e que estaria atrás de um flagrante da entrega de “dinheiro vivo”. Por sua vez, Cachoeira teria dito a Policarpo que “não existiu essa reunião”.

Cláudio afirmou que as informações eram “furadas”:

“Na hora que eu estiver com você eu vou te contar porque o nosso chefe teve uma vez só com o cara, vou te contar como e porque que conhece o cara, tem nada a ver com a gente.”

Perguntado por Cláudio se Policarpo iria “alivar”, Cachoeira respondeu que o editor da Veja “não alivia nada, mas também não te põe em roubada”. Duas frases do contraventor, pouco depois, tranqüilizam o diretor da Delta:

“Garanto pra você que ele esqueceu.”

“O Policarpo, ele confia muito em mim, viu?”

De fato, nada foi publicado pela Veja neste sentido até então.

Antecedentes
No final de semana anterior, a revista Veja publicou a reportagem “O segredo do sucesso”, assinada por Hugo Marques, relacionando o crescimento da empresa Delta com os serviços de consultoria de José Dirceu.

Os documentos da operação Monte Carlo revelam que desde o dia 7 de maio a quadrilha de Cachoeira trocava telefonemas, preocupada com a reportagem, e discutia estratégias. Em uma ligação no dia 8 de maio, às 19:58, Cachoeira disse a Cláudio Abreu que o senador Demóstenes Torres trabalharia nos bastidores do Senado para abafar a reportagem.

Em outra ligação, no dia 11, às 09:59, Idalberto Matias de Araujo, o Dadá, tido pela PF como braço direito de Cachoeira, conta ao bicheiro que conversou com o repórter da Veja, Hugo Marques, que lhe revelou que o alvo de sua reportagem era “Zé Dirceu e não a Delta”.

Sobre Lula
Outro indício da proximidade entre o esquema de Cachoeira e a revista Veja está no final da gravação iniciada às 14:43 do dia 10 de maio de 2011.

Cachoeira e Cláudio Abreu citam um homem apelidado de “Lula” que não seria bem visto por Policarpo e “não entra bem na Veja”:

“Não sei se é uma boa deixar, utilizar ele dentro da Veja não. É só entrar, é tran…(ligação cortada) …é…”

Pela análise dos documentos da operação Monte Carlo, o Lula com o qual integrantes do esquema de Cachoeira mantiveram contato é Luís Costa Pinto, também citado como “Lulinha” em outros trechos da investigação. Ele já trabalhou no Jornal do Commercio, na Revista Veja, O Globo, Folha de São Paulo, Correio Braziliense e Revista Época. Há alguns anos passou a se dedicar à atividade de consultoria privada de comunicação e análise política.

Em 2010, Luís Costa Pinto coordenou a comunicação e a formulação de estratégia da campanha de Agnelo Queiroz (PT) ao governo do Distrito Federal.

Escute aqui o áudio

Leia a transcrição aqui:

Claudio: Oi

Cachoeira: Claudio, pode falar aí?

Cláudio: Fala

Cachoeira: Aquela hora eu tava com Policarpo, rapaz, antes do almoço ele me chamou para conversar. Mil e uma pergunta, perguntou se a Delta tinha gravação, defendi pra caralho vocês, viu. Mas não fala para o Lula não.

Cláudio: Tá, pode deixar. Quem chamou?

Cachoeira: Policarpo, po. Aquela hora que você me ligou, você lembra que eu te fiz umas perguntas do Pagot? Enfiei tudo no rabo do Pagot, aquela hora o Policarpo tava na minha frente.

Cláudio: Ah ta. Mas eu não ia falar pro Lula que tava com você.

Cachoeira: Fiquei com medo de você falar, por isso que eu não falei que ia ta com ele. Que ele ia almoçar com o Lula, então o Lula ia falar pra ele, e eu não gosto, gosto disso preservado, (ininteligivel).

Cláudio: Pois é, o…(ininteligível, parece “segredo”) cê falou pro Policarpo?

Cachoeira: Não, moço. Mil e uma histórias, me contou. Rapaz, falei “vocês erraram, Zé Dirceu não tava”. “Tem sim e eu to atrás de uma coisa só, ô Carlin”, é… teve uma reunião em Itajubá do Fernando com o Zé Dirceu e o Arruda, os três juntos,viu? Itajubá. Foi aí que fechou para Delta entrar em Brasília. Foi pedido. O Zé Dirceu pediu para o Arruda para o Fernando entrar em Brasília.

Cláudio: Ah… Essa informação ta totalmente furada, eu conheço bem a história. Não tem nada disso, cara. O que é? Esses caras tão indo por um caminho que tem nada a ver. A hora que eu encontrar com você eu vou te contar porque a relação, vou te falar.

Cachoeira: Cê me fala depois, mas não fala para ninguém que eu to conversando com…eu posso ajudar demais, mas por fora ta? Eu plantando em cima dele igual o que eu plantei do Pagot aquela hora. Ele anotou tudo, viu. Uma beleza agora, Pagot ta fudido com ele.

Cláudio: Pois é, pô. E vai sair mais alguma coisa?

Cachoeira: Ele ta, o Lula, mas num fala pro Lula não, mas o Lula deve contar a mesma história, ta? Essa de Itajubá. E com o Lula quem marcou não foi o… Júnior, Policarpo, o Lula que ligou para ele para marcar o almoço.

Cláudio: Uai, quem que marcou o almoço deles?

Cachoeira: O Lula ligou para o Policarpo para marcar. Você tinha me falado que o Policarpo que ligou pro Lula.

Cláudio: Ah, sei lá. Mas hein, me fala uma coisa aqui. O cara vai aliviar pra cima da gente?

Cachoeira: Não, não fala que eu te falei ta? Mas a história ta em cima de Itajubá, ta na reunião, que aquilo lá já deu, esquece ô Claudio, esquece, falei mil e uma coisa. É perguntou se tinha fita, a história que ta lá na Veja, sabe até o local que foi, o encontro do pessoal do Agnelo com o Fernando, é… que foi gravado dando dinheiro vivo. Eu falei “ô Policarpo, você acredita mesmo nisso?” Ele: “acredito”. Então, “pelos meus filhos eu to falando pro cê, não existiu essa reunião, esqueça, esqueça”, entendeu?

Cláudio: Pois é, ta vendo como as informações são furadas. Na hora que eu estiver com você eu vou te contar porque o nosso chefe teve uma vez só com o cara, vou te contar como e porque que conhece o cara, tem nada a ver com a gente, tem nada a ver.

Cachoeira: E ele tem tanta confiança em mim que é (inintelígivel) verdade, sabe, minha pra ele, que eu sei que é um cara que, tipo assim: o Policarpo é o seguinte, ele não alivia nada, mas também não te põe em roubada, entendeu? Eu falei, eu sei, ó: “inclusive vou te apresentar depois, Policarpo, o Cláudio, eu sou amigo”, eu falei que era amigo do cê de infância. “Então, ele trabalha na sua empresa”, falou assim, “vai me contar que você tem ligação com ele”. Sabia de tudo. “Eu não vou esconder nada de você não, Policarpo, o Cláudio é meu irmão, rapaz”. “Agora, eu te falo que não tem nenhuma ordem, eu lido com isso 24 horas, eu nunca ouvi falar dele na empresa lá, e o cara sabe de tudo, ligação com Zé Dirceu. Esqueça”. Aí ele virou e falou assim “enfim, então, isso aí você não sabe, foi numa reunião em Itajubá’, entendeu?

Cláudio: Ham, pode falar para ele também esquecer isso aí, esquecer, esquece, cara. Vou te contar depois. É…

Cachoeira: Mas a história é essa, viu, o cara veio doidinho atrás da fita onde tava o Fernando dando dinheiro pro povo do Agnelo, foi filmado, (inteligível) a história até ele falou diferente, outra história.

Cláudio: Mas esqueça isso, tem nada disso não.

Cachoeira: Cê me garante? Eu “garanto, rapaz”. Você confia nele? “Confio”. Garanto pra você que ele esqueceu. Mas ele veio sequinho falando que aquilo era a verdade.

Cláudio: Pois é, ta vendo, ele contava um negócio desse aí, porque o cê mesmo sabe qual que é a verdade. Aí o cara falando dessa história, sabe até o local onde foi nós com o Agnelo, ta vendo? Tem nada a ver, porra.

Cachoeira: Ele falou que tem uma fonte aí que falou isso para ele, mas isso é fonte falsa, fonte furada, ô, ô, esqueça isso, tá bom? O Policarpo, ele confia muito em mim, viu? Vô ter que mostrar a mensagem que ele mandou antes, 10 horas da manhã para mim encontrar aqui em Brasília, eu tava aqui fui me encontrar com ele. Aí vou te mostrar depois, mas aí ele não pode saber que eu falei isso pro cê não, ta? Guarda aí, nem o Lula, não conta pro Lula não, se não o Lula acaba espalhando.

Cláudio: Tá. Cê quer encontrar com o chefe?

Cachoeira: Não, com o governador?

Cláudio: Com o Fernando, pô.

Cachoeira: Precisa não, fala pra ele que nós tamo olhando tudo, ta? Outra coisa, eu não senti que o (corte na ligação) gosta muito do Lula não, ta?

Cláudio: É né?

Cachoeira: O Lula, eu to descobrindo umas coisas aqui, o Lula manda muito no Correio Braziliense, viu? Entra. Entra no Correio, sabe tudo. Então, a Veja, assim, um pé atrás com ele, né? Ele atacou a Veja uma época aí. Você sabe da história, então? Ele não entra bem na Veja não, viu? Não sei se é uma boa deixar, utilizar ele dentro da Veja não. É só entrar, é tran…(ligação cortada) …é…?

Cláudio: Ta ok. Ta ok.

Cachoeira: Policarpo mesmo não é muito fã não, mas não fala que eu te falei isso não, nem pro Fernando, ta?

Carta Maior

PREFEITO DOENTE, MÁRTIR NÃO ACELERA CONCLUSÃO DE UBS

O prefeito cassado da não cidade de Manaus nos últimos feriados prolongados deixou Manaus para tratamento fora domicílio. Alguns falam em Miami, outros, São Paulo.

Nunca vimos esse alcaide tratar-se em hospital público desta cidade. Da vez que quebrou a costela num acidente de trânsito mal passou pelo hospital que leva o nome de sua genitora.

Mas o que chama nossa atenção é que as mil creches prometidas não sairão, os caminhões com internet para o povo não serão disponibilizados e para complicar mais a vida da população, as UBS – Unidades Básicas de Saúde, do Mutirão, Artur Virgílio Pai, Balbina Mestrinho, Núcleo 3 da Cidade Nova, que antes possuia uma arquitetura de barracão foram derrubadas para construção de novos prédios, mas o que vemos, como por exemplo, na UBS do Mutirão, avaliado em mais de três milhões, com prazo de um ano para ser concluída, não passa de um caixote de alvenaria. E a obra está atrasada. Pelo que se apresenta não oferecerá comodidade para os funcionários nem para os pacientes.

Enquanto isso, o prefeito cassado, mesmo doente, concorrerá à eleição, é o que afirmam secretários de sua desadministração.  Tais secretários afirmam que será candidatíssimo e se for preciso morrerá dando sua vida pelo que sabe fazer: política. Política às avessas, que não tem no povo sua finalidade.

Se o prefeito está doente e morrerá como mártir, dirão certas pessoas, é porque menosprezou o povo, não se preocupou como o povo, não construiu hospitais modernos e nunca se tratou por cá, preferindo os states e sampa. Outros dirão, que morra, “porque triste do povo que precisa de herói, de mártir”, pois esse mesmo povo deve ser o construtor de seu destino, de seu caminho.

Cobremos, sim, a conclusão das obras e das promessas, pois a hora da eleição está chegando e daqui a pouco estarão dando tapinhas nas nossas costas como se nada de adversidades estivessem acontecendo nesta não cidade de Manaus. 


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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