Arquivo para 12 de junho de 2012

HOJE A CPMI DO CACHOEIRA RECEBE O GOVERNADOR PERILLO, E AMANHÃ, AGNELO, DO DISTRITO FEDERAL

Os depoimentos dos governadores Marconi Perillo de Goiás, membro do PSDB, hoje, e Agnelo Queiroz do Distrito Federal, membro do PT, amanhã, na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), ambos personagens das investigações da Polícia Federal mostradas pelas operações Vegas e Monte Carlo, onde os dois estão relacionados à Carlos Augusto Ramos vulgo Carlinhos Cachoeira, estar ouriçando seus pares.

Parlamentares dos dois partidos estão procurando de toda forma minimizar as suspeitas sobre seus companheiros para poder ajudá-los durante os transcursos dos depoimentos. A turma do PT tenta se preparar para inquirir Perillo sobre a venda da casa no valor de R$ 1.4 milhão para o mafioso Carlinhos Cachoeira, ninho onde a Polícia Federal o prendeu no dia 29 de fevereiro. Auxiliando os petistas em seus argumentos, encontram-se os conteúdos dos depoimentos de elementos envolvidos com o contraventor que apresentaram contradições piorando a situação do governador de Goiás.

O líder do PT, Gilmar Tatto (PT/SP), depois de reunião com as bancadas da Câmara e do Senado, disse que seu partido vai se posicionar no depoimento de Perillo sobre o tema da venda da casa, e insistir na proximidade do governador com o mafioso. Sobre a acusação que pesa sobre seu companheiro de partido, governador Agnelo Queiroz, cujo governo tem contrato com a Delta, empresa acusada de pagar propina a agentes públicos, Tatto, disse que o contrato com a “Delta foi uma decisão judicial”, e que não foi o governador quem a contratou.

“Eu sei que é difícil explicar essa relação íntima que ele tem com Carlinhos Cachoeira, que é o chefe do crime organizado em Goiás. Até porque, se existia a contravenção no estado de Goiás, a responsabilidade de combatê-la é do governador. Os delegados que vieram prestar depoimento aqui na CPMI disseram claramente: o governador Marconi Perillo vendeu a casa dele para o Cachoeira. O Carlinho Cachoeira foi preso pela Polícia Federal na casa que era do governador. Tanto ele era íntimo de Cachoeira que ligou para dar parabéns no aniversário.

O contrato da Delta foi uma decisão judicial. Não foi o Agnelo que contratou a Delta, que fez a licitação. Quando ele assumiu o governo do Distrito Federal tinha uma decisão judicial para manter a Delta. Mesmo assim ele fez uma auditoria no mês de janeiro, logo que assumiu, e reduziu o contrato em 40%. Então olha a diferença”, disse Tatto.

Por sua vez, os parlamentares do partido ultraconservador, PSDB, estão tentando destruir os argumentos dos petistas referentes as relações de Perillo com o mafioso Carlinhos Cachoeira, muitas vezes semelhantes à eles. Álvaro Dias, senador, e líder do ultraconservador, disse que o que vem afirmando o governador de Goiás, sobre a venda da casa, não há qualquer contradição. Quanto a Agnelo, o senador ultraconservador afirmou que seu partido, durante o depoimento do rival, vai ser imparcial e não vai atacar o governador do DF.

“O que tenho ouvido é uma só versão insistentemente repetida: o governador vendeu para o Garcez e recebeu em cheque. O Garcez vendeu para Walter Paulo, que pagou em dinheiro. Só há uma versão. Se é um negócio lícito ou não, certamente a CPMI terá a oportunidade de julgar quando votar o relatório final.

Não há espaço para agressão desnecessária. O questionamento tem que ser duro, todos os fatos revelados devem ser investigados e nós vamos dar oportunidade ao governador de Brasília de esclarecer todas as denúncias que pesam contra ele. Aliás, uma enxurrada de denúncias há vários anos, antes de ser governador, depois de ser governador, denúncias velhas, denúncias novas. Ele terá certamente oportunidade de responder”, disse Dias.

Em meio aos palavrórios dos membros dos dois partidos o que se pode esperar, sem qualquer dúvida, é um acordo de “cavalheiros”: “eu não te ataco e tu não me atacas. Vamos pegar leve nas perguntas.  Nada de “agressão desnecessária””. Um acordo tácito de silêncio. Nada mais que isso. Mas há uma nota que pode destoar essa preocupação dos dois partidos com seus parceiros. É a voz da representação do PSOL. É possível que um senador assim como o senador Randolfe Rodrigues (PSOL/AP), com agrande atuação no Congresso Nacional, abale as muralhas erguidas pelo PT e PSDB. Irmãos siameses no caso.    

PARA O SECRETÁRIO-GERAL DA ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A RIO+20 AUSÊNCIA DE LÍDERES NÃO AFETA O EVENTO

A ausência de líderes mundiais como Angela Merkel, chanceler da Alemanha, David Cameron, primeiro ministro do Reino Unido, e Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+20, não afetará o documento final que deverá ser apresentado pelas nações participantes. A firmação foi feita pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas para a Rio+20, Sha Zukang.

A informação foi dada por Zukang depois que ele se reuniu com o prefeito do Rio, Eduardo Paes, quando trataram dos detalhes da logística do encontro ambiental. Apesar de ter afirmado que as ausências não afetarão a conferência, o secretário-geral ainda tinha esperança – sempre a esperança – dos líderes comparecerem.

Os dois líderes europeus se desculparam com o argumento que não compareceriam por causa da crise econômica, já o presidente norte-americano por causa das eleições. Desculpas com culpas. O que é que vai mudar na crise econômica as participações das duas nações europeias, e as eleições nos Estados Unidos. A economia iria piorar mais do que já se encontra? Obama iria perder as eleições? Argumentos inseguros de patéticos ex-colonizadores.

“Eu não acho que as ausências enfraquecerão o documento final da Rio+20, pois os Estados Unidos, o Reino Unido e a Alemanha vão estar muito bem representados, em alto nível.

São problemas internos deles e uma questão soberana de cada país, dizer quem participará da conferência. Mas nós ficaremos muito felizes se eles mudarem de ideia e decidirem estar aqui.

Estamos otimistas, porque vamos, definitivamente, sob a presidência do Brasil, chegar a um bom resultado”, declarou Zukang.

Segundo ele, já se encontram inscritos 134 chefes de Estado e governo para discursar, mais do que os 108 discursos na Rio92, e Johannesburgo, em 2002, na Rio+10, quando discursaram 104. Amanhã, dia 13, Dia de Santo Antônio, começa a Rio+20.

JURISTAS QUE ELABORAM O NOVO CÓDIGO PENAL AFIRMAM QUE RACISMO E TRABALHO ESCRAVO PODEM VIR A SER CRIMES HEDIONDOS

Em reunião realizada ontem, dia 11, a comissão de juristas responsáveis pela elaboração do novo Código Penal, afirmou que os crimes de racismo e exploração o do trabalho escravo podem vir a ser tratados como crimes hediondos. Junto com esses crimes, também podem ser incluidos os crimes de financiamento do tráfico e os crimes contra a humanidade.

Até o dia 25 de junho a comissão de juristas vai copilar todas as sugestões em um anteprojeto que será usado como base para votação no Congresso do novo Código Penal. Nas sugestões a comissão estabeleceu penas mais duras para os crimes violentos e mais penas mais brandas para os crimes de menor ofensividade. Por exemplo, a pena para o chamado encontrão, onde o assaltante pega a carteira da pessoa que ele deu o encontro, a pena pode ser mais leve. Já a invasão de residência passa a ser um crime mais grave. Outro ponto que a comissão tornou mais pesada a pena, é o referente aos maus-tratos em pessoas.

“Diversas figuras de descarcerização foram pensadas, o que se chama hoje de justiça restaurativa. Se a pessoa reparou o dano integralmente, ela obterá a extinção da punibilidade.

Já havíamos feito isso em relação aos animais. O ser humano é um animal também, não faria o menor sentido que a pena dos maus-tratos do ser humano fosse inferior, e não será mais”, disse Luiz Carlos Gonçalves, relator da comissão, e procurador da República.

Rio+20: Só 4 de 90 metas ambientais têm avanço

Apenas quatro dos 90 objetivos ambientais mais importantes acertados nos últimos 40 anos tiveram avanços significativos. O número é inferior ao de objetivos que tiveram retrocesso: oito no total. Outros 40 registraram poucos avanços e 24 praticamente não apresentaram nenhum progresso. Além disso, 14 não puderam ser avaliados devido à falta de dados mensuráveis. As informações são da quinta edição do relatório Panorama Ambiental Global, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.

Jornal da Ciência/EcoAgência

No momento em que o mundo negocia um novo acordo sobre desenvolvimento sustentável, a ser assinado na cúpula Rio+20, a ONU afirmou que apenas quatro dos 90 objetivos ambientais mais importantes acertados internacionalmente nos últimos 40 anos tiveram avanços significativos. O número é inferior ao de objetivos que tiveram retrocesso: oito no total. Outros 40 registraram poucos avanços e 24 praticamente não apresentaram nenhum progresso. Além disso, 14 não puderam ser avaliados devido à falta de dados mensuráveis. As informações constam da quinta edição do relatório Panorama Ambiental Global, o GEO-5, divulgado no dia 6 de junho pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Segundo o órgão, houve avanço significativo nos objetivos de erradicação do uso de substâncias nocivas à camada de ozônio, eliminação do uso de chumbo em combustíveis, ampliação do acesso a fontes de água potável e aumento das pesquisas sobre a poluição dos mares.

Mas os esforços para o combate às mudanças climáticas e para a preservação dos estoques pesqueiros, por exemplo, praticamente não deram resultado. E a proteção dos recifes de corais teve retrocesso – desde 1980, eles sofreram redução de 38%. Mensagem – Para o diretor executivo do Pnuma, Achim Steiner, o relatório é uma mensagem direta para os líderes que se reunirão na Rio+20, conferência sobre desenvolvimento sustentável que começa na próxima semana na cidade. Segundo ele, é “chocante” que o mundo não tenha conseguido avançar na maioria dos acordos ambientais. Steiner diz, porém, que o relatório não passa apenas uma “mensagem de fracasso”.

A segunda parte do documento é voltada para a análise de políticas que contribuem para o desenvolvimento sustentável. Com a divulgação, o Pnuma espera que essas iniciativas possam ganhar escala. Também presente ao lançamento do relatório, a coordenadora executiva da Rio+20 atribuiu a falta de implementação dos acordos já firmados ao fato de que os líderes políticos e empresariais ainda não incorporaram o desenvolvimento sustentável ao centro de suas políticas.

Henrietta Elizabeth Thompson avalia que a conferência não está fadada a ver o mesmo acontecer com seus acordos porque o cenário atual é “diferente”. Como exemplo, ela citou o fato de que neste ano, pela primeira vez, o Banco Mundial reuniu ministros da Economia de todo o mundo para discutir o desenvolvimento sustentável. Outros fatores que, segundo ela, terão impacto positivo sobre a Rio+20 são a existência de mais informações científicas sobre a necessidade de mudanças e a maior presença de líderes empresariais nas discussões.

De acordo com Fatoumata Keita-Ouane, do setor científico do Pnuma, a pesquisa mostrou que os objetivos são implementados com mais sucesso quando vinculados a metas numéricas e com prazos definidos.

Uma das discussões na Rio+20 é justamente o estabelecimento dos chamados Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que poderiam englobar metas nas áreas de energia e erradicação da pobreza, por exemplo. Inércia – Presente na divulgação do relatório do Pnuma, Carlos Nobre, secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) apontou a importância do relatório para a conscientização mundial e decorrente tomada de ações. “Temos que quebrar essa inércia e esperamos que a Rio+20 seja o momento de isso acontecer.

Quando os fatos são embasados em ciência, no melhor da ciência, não adianta fazer de conta, no estilo ‘eu não acredito, não quero ouvir’. Se os fatos estão mostrando vários desequilíbrios importantes e poucos progressos, a ação tem que ser correspondente”, propôs. Apesar de mostrar que os objetivos ambientais firmados na Rio 92 não foram cumpridos, o relatório do Pnuma ressalva que há esperança de melhoria do cenário global. Neste aspecto, o documento cita o Brasil como exemplo positivo, em decorrência da adoção de medidas preventivas, devido à implantação do sistema de monitoramento de desmatamento da Amazônia por satélites. Nobre destacou que “o Brasil está na vanguarda mundial em vários pontos.

É o único país em desenvolvimento que tem metas para a redução da emissão dos gases e que tem legitimidade para assumir posição de liderança na Rio+20″, ressaltou. Para ele, o conhecimento científico traduz com precisão o censo de urgência do cenário atual. Em sua apresentação, Nobre alertou que “já passamos do ponto em que poderemos ter o futuro que queremos, e que estamos próximos do limite”.

O secretário assinalou, ainda, que a diminuição da biodiversidade é um dos pontos mais alarmantes e disse que o desaparecimento do gelo no Polo Norte é praticamente irreversível, afetando não apenas o clima global, mas também a vida polar e marinha. Ele defendeu, também, a implantação de uma política pública mundial para evitar o aquecimento global, uma vez que estudos comprovam que a Floresta Amazônica não resistiria a uma elevação de quatro graus na temperatura. América Latina – O capítulo ‘América Latina e Caribe’ do relatório divulgado pelo Pnuma levanta questões sobre a gestão ambiental na região. “Muitos países da região não têm leis ambientais robustas”, diz Keisha Garcia, pesquisadora de Trinidad e Tobago e uma das coordenadoras do capítulo. “No geral, o meio ambiente é visto como algo isolado e não está entre as preocupações políticas centrais dos países.” Quase 80% da população dos 33 países da América Latina e Caribe vive em cidades, o que torna a região uma das mais urbanizadas do mundo.

O aumento da população produz vários desafios. Embora a região seja rica em recursos hídricos, a expansão populacional, a urbanização e o mau gerenciamento tornam problemático o suprimento de água no futuro. A região concentra cerca de 70% das espécies do mundo, mas registra grandes perdas de biodiversidade.

As múltiplas ameaças abrangem desde a mudança climática, até pressão demográfica e práticas insustentáveis de manejo da terra. A conversão de ecossistemas naturais em sistemas produtivos é, atualmente, um dos maiores fatores de impacto sobre a biodiversidade. “Políticas que envolvam as comunidades locais são chave para encontrar soluções”, lembra a pesquisadora Keisha.

O uso da terra é um problema frequente na região. Em muitos lugares, a agricultura e a pecuária são produzidas de forma não sustentável, lembra o estudo. “Desde 1960, as terras agriculturáveis aumentaram 86% na América Latina, 46% na África e 36% na Ásia, coincidindo com um grande desmatamento nas três regiões no período”, diz o estudo. Na América do Sul, a terra usada para agricultura aumentou 18% entre 1970 e 2009 e a pecuária, 31%. Práticas de integração pecuária e lavoura usadas em propriedades do cerrado brasileiro aumentam a produtividade e são citadas como bons exemplos.

O capítulo menciona os impactos que a região sofre com a mudança climática, e lista uma série de casos que merecem ser vistos com lupa. A construção de casas populares com critérios sustentáveis no Brasil é um dos exemplos, assim como o Bolsa Verde, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e que pretende beneficiar 73 mil pequenos agricultores e comunidades tradicionais.

Carta Maior

Regulamenta, Dilma!

Nos últimos meses, apesar da omissão deliberada e da satanização liberista que a grande mídia ainda faz do tema, é inegável que existe uma crescente mobilização de partidos políticos e da sociedade civil organizada em torno da necessidade da regulação das comunicações.

Venício Lima

(*) Publicado originalmente na revista Teoria e Debate.
Regulamentar é o mesmo que regular, verbo de origem latina que significa estabelecer regras para; estabelecer ordem; acertar, ajustar. Um dos papéis fundamentais do Estado é exatamente “estabelecer regras” – políticas públicas – relativas aos diferentes setores de atividade existentes numa sociedade para servir ao interesse coletivo.
Nas últimas décadas, atores sociais poderosos conseguiram tornar preponderante, em todo o planeta, a perspectiva política que postula limites estritos ao papel regulador do Estado. É o chamado “Estado mínimo” do ideário neoliberal. Os resultados desastrosos dessa política tornaram-se evidentes, a partir de 2008, com a crise global dos mercados financeiros. E suas consequências seguem fazendo estragos enormes ao redor do mundo.

É interessante notar, todavia, que, mesmo numa época em que dominou a perspectiva neoliberal, uma atividade foi e continua sendo objeto da regulação do Estado: as comunicações, reunindo os antigos setores de telecomunicações e radiodifusão e o novo espaço das TICs, as tecnologias de informação e comunicação.

Não só em vizinhos nossos como a Argentina, a Bolívia, o Equador, a Venezuela e o Uruguai, mas também na Inglaterra ocorre intenso debate sobre regulação e autorregulação – exemplos eloquentes por si mesmos.
São muitas as razões que justificam o imperioso papel regulador do Estado nas comunicações. A mais evidente (certamente) é a revolução digital pela qual passa o setor, que dissolveu as fronteiras entre as telecomunicações (telefonia, transmissão de imagens e dados), a comunicação social (rádio, televisão) e as TICs. Esse tsunami tecnológico provoca enormes ressonâncias no conjunto da sociedade, desde a transformação radical dos modelos de negócio até a reinvenção da sociabilidade humana, que agora se espraia viroticamente pelas redes sociais.

Uma razão talvez menos evidente ao senso comum, todavia, é a centralidade cada vez maior das comunicações nas democracias contemporâneas. A universalização da liberdade de expressão adquire um caráter fundante para a construção da cidadania ativa e republicana.
No Brasil, mesmo atores historicamente resistentes a qualquer alteração no status quo do setor de comunicações dão sinais públicos de finalmente reconhecer que algum tipo de regulação do Estado torna-se inevitável e inadiável.
De fato.

Para ficar apenas nos exemplos mais eloquentes: a principal referência legal para a radiodifusão, o Código Brasileiro de Telecomunicações (Lei nº 4.117/1962) completa cinquenta anos (!) no próximo mês de agosto. A Lei Geral de Telecomunicações (nº 9.472/1997), apesar de relativamente recente, entre outras questões já nasceu defasada por separar telecomunicações e radiodifusão. E as normas e princípios da Constituição de 1988 – que, pela primeira vez, trouxe um capítulo específico sobre a Comunicação Social – em sua maioria não foram regulamentados, e portanto não são cumpridos. Pior ainda, o artigo 224 que institui o Conselho de Comunicação Social, apesar de regulamentado, vem sendo descumprido pelo Congresso Nacional desde dezembro de 2006.

Mas não se trata apenas de uma questão legal. Regulamentar as comunicações implica o Estado cumprir seu papel de garantir a universalização da liberdade de expressão, assegurar maior diversidade e pluralidade de vozes no debate público e possibilitar a construção cidadã de uma opinião pública republicana e democrática.

A realização da 1ª Conferência Nacional de Comunicação em dezembro de 2009, apesar de boicotada por parte dos empresários de comunicações, confirmou o tema da regulação na agenda pública. Nos últimos meses, apesar da omissão deliberada e da satanização liberista que a grande mídia ainda faz do tema, é inegável que existe uma crescente mobilização de partidos políticos e da sociedade civil organizada em torno da necessidade da regulação das comunicações.
Por tudo isso, pela consolidação de uma democracia republicana, e em nome da maioria esmagadora do apoio popular que seu mandato tem recebido: regulamenta, Dilma!

Venício A. de Lima é jornalista, professor aposentado da UnB e autor de, entre outros livros, Política de Comunicações: um balanço dos Governos Lula (2003-2010). Editora Publisher Brasil, 2012.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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