Arquivo para 20 de junho de 2012

PRODUÇÕES AFRO NO CURSO E BATIZADO DO GRUPO CAPOEIRA NAGÔ EM MANAUS

A cultura brasileira tem centenas de expressões provenientes da presença negra em nosso país. Isto sem contar a beleza infinita das manifestações engendradas aqui pelo nosso povo mestiço. Uma desta prática criada pelos negros com base em sua expressividade, dança e força de sua tradição foi a capoeira, uma produção afro de nossa cultura.

Com o passar do tempo a capoeira negra virou brasileira, mas continou com a força dos negros. O negodito Itamar Assumpção em seu último disco Pretobrás cantou sobre o desapego alguns negros pela nossa própria cultura e tradição, devido as presentes formas de preconceitos. Diz negodito:

“Negro jogando pernada, negro jogando rasteira
Todo mundo condenava uma simples brincadeira
E o negro deixou de lado acreditou na besteira
Hoje só tem gente branca na escola de capoeira”

Porém a produção da capoeira pelos negros e brancos é uma expressão afrobrasileira em nossa cultura, e não pode ser deixada de lado por todo o nosso povo. O importante é a produção e presença negra em nossas vidas. E assim como o samba teve sua expressividade com Noel Rosa e Almirante, dois grandes sambistas de pele clara, nossa capoeira continua forte na vitalidade do Brasil Mestiço.

PRODUÇÕES AFRO NO CURSO E BATIZADO DO GRUPO CAPOEIRA NAGÔ

Um dos grupos da expressão da capoeira em Manaus é o grupo Nagô, nome proveniente de uma denominação dada ao iorubano, como a todo negro da Costa dos Escravos que falava ou entendia o ioruba. Vindo em grande número para o Brasil como escravos, os nagôs tiveram influência social e religiosa entre o povo mestiço, conservando, apesar dos processos de aculturação, seus mitos e tradições sacras. Os Nagôs é o grupo negro mais conhecido em seu complexo social vivo (conforme Dicionário de Folclore de Câmara Cascudo).

E nesta alegria de nossa cultura, o grupo Capoeira Nagô produziu um curso e batizado de capoeira aqui em Manaus, mostrando que se depender da cultura popular não faltará opções em todas as quebradas de nossa não-cidade.

E com um evento único, bem diferente das apresentações dos grupos de capoeira, os Nagôs fizeram, além do batismo e rodas onde se jogou capoeira,diversas apresentações tipicas da cultura afro, como Maculelê, Puxada de rede e até o Frevo que vale ressaltar que além de ser uma dança tipica de Pernambuco (Estado natal do Professor Pulga) tambem tem raizes africanas e um dos maiores divulgadores dessa arte foi um Amazonense, Sr. Frascisco do Nascimento Filho. “O Nascimento do Passo”.

E com a alegria a festa foi produzida e fortalecndo nossa cultura o grupo Nagô continua com seu envolvimento e criação de vários forma de vermos e sentirmos nossa nação afrobrasileira.

RASCUNHO DO DOCUMENTO FINAL DA RIO+20 É APROVADO, SOCIEDADE CIVIL PROTESTA E DILMA DIZ QUE FOI “VITÓRIA DO BRASIL”

Vazio, fraco, sem metas claras e compromissos definidos, foi como a sociedade civil definiu o rascunho d documento final da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, RIO+20, que passou a ser chamada, zombeteiramente, de RIO-20.

Diante das fortes críticas apresentadas pela sociedade civil, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse que ela tem toda razão de protestar, visto que o texto apresentado pelos negociadores, e que será entregue aos chefes de Estado e governos, não está completo e poderá sofrer alterações. Os chefes de Estados começam a chegar hoje.

Ele disse também que não houve fracasso do governo promover a Rio+20. Por sua vez, a sociedade civil vai apresentar 30 projetos para serem entregues aos chefes de Estados e governos.

“A crítica da sociedade civil deverá ser levada em consideração. Não vamos dar este texto por definitivo. É um texto-base. Haverá ainda muita discussão e as críticas são importantes para contribuir para este debate. Os chefes de Estados não vêm aqui só para assinar. Pode haver mudanças. O que vai acontecer nos próximos três dias não é apenas um ritual de passagem.

Não posso enxergar fracasso. É Preciso que se olhe para o conjunto do processo”, observou Gilberto Carvalho.

A presidenta Dilma Vana Rousseff falando, em Los Cabos, no México, onde participou da Cúpula G20, sobre a aprovação do texto-base, resultado de grandes contradições em suas discussões e finalizações, disse que foi “uma vitória do Brasil”.

“Um acordo entre 191 países e delegações é um acordo complexo. É sempre bom olhar que há a necessidade de um balanço entre os países. A questão do documento não é uma questão que diga respeito a um só país. Estamos fazendo um documento que é o documento possível entre diferentes países e diferentes visões do processo relativo à questão ambiental.

Eu acho que temos que comemorar, sim, como uma vitória do Brasil, ter conseguido aprovar um documento que seja um documento oficial entre os diferentes países, contemplando posições distintas. Não tem só europeus, não tem só asiáticos, não tem só países do G77. Todos, cada um é voto, e cada um tem a mesma consideração que o outro, ou então não tem reunião possível entre países”, afirmou Dilma.

Participando de eventos paralelos à Rio+20, representantes de organizações de defesa do meio ambiente, do setor de saúde, sindicalistas de vários países do mundo se mobilizaram para apoiar a criação da Taxa Internacional sobre as Transações Financeiras, a conhecida Taxa Robin Hood.

O objetivo é pressionar os chefes de Estados a se comprometerem a criação do imposto destinado a criação de postos de trabalho dignos e sustentáveis; ao combate à pobreza e a desigualdade; ao fortalecimento das ações contra as mudanças climáticas; como também promoção de serviços públicos, como saúde e educação. De acordo com a Confederação Sindical Internacional (CSI) em 13 países, 63% da população pesquisada apoia a Taxa Robin Hood.

“Esse seria um imposto sobre o capital que é usado para especulação e investimentos, e que não gera nada de positivo, a não ser o lucro para seu proprietário”, afirmou Jocélio Drummond, presidente da CSI. 

ERUNDINA FAZ PREVALECER A ÉTICA-POLÍTICA E SE NEGA SER VICE DE HADDAD QUE RECEBEU APOIO DE MALUF QUE LULA ALIOU

Seguindo a máxima bíblica do “dize-me com quem andas que te direi quem és” a engajada e consciente deputada Erundina (PSB/SP) recusou ser vice na chapa de Fernando Haddad, candidato do Partido dos Trabalhadores à prefeitura de São Paulo. Erundina para recusar o cargo de vice só recorreu à um princípio fundamental da existência: a ética. Princípio que a maioria dos alcunhados políticos passam quilômetros de distância. 

A deputada engajada ao ver que o PT faria aliança com Paulo Maluf, personagem maior do PP, logo tomou frente e disse que se fosse consumada a tal da aliança, ela estaria fora. Não deu outra, o PT paulista excitado por Lula, o chefe da campanha de Haddad, calculando votos da extrema direita representada por Paulo Maluf, e o tempo eleitoral nos meios de comunicação proporcionado pelo partido, também do deputado nazifascista Bolsonaro (PP/RJ), mandou às favas os pruridos éticos da companheira do filósofo francês Félix Guattari.  

Erundina não quis saber da possibilidade dos petistas, comandados por Lula, recorrerem à lógica brechtiana do “O que você faria para mudar o mundo?… Afunda na lama, abraça o carrasco, mas muda…”, por isso deu o salto da dignidade. Ela sabe muito bem que se eles recorressem à lógica do teatrólogo alemão, Brecht, seria só para validar a decisão do partido em se filiar ao procurado pela Interpol. Um argumento que muitos apedeutas que não conhecem a moral de Brecht sustentam de acordo com seus interesses.

Também, com seu ato político, Erundina, mostrou ao Brasil que ainda há possibilidade de se implantar a ética-política no exercício parlamentar. Seu ato revigorou nos que já estavam fechando a cortina da política como produção comunalidade, por não acreditar mais no homem-político, propósitos democráticos maiores.

A posição ética de Erundina, não querendo misturar sua ilustre biografia com a biografia antidemocrática de Paulo Maluf – ele é cria da ditadura, como dizia Brizola: Filhote da ditadura -, com ele permanecendo na aliança, mostra um ponto triste na candidatura de Haddad: Haddad, não tem voz ativa em sua participação como candidato à prefeitura de São Paulo. Lula escolheu por ele. Tudo que a direita adora. Inclusive a direita do PT.

AMEAÇA DE MORTE LEVA JUIZ QUE APURA AÇÃO CRIMINOSA DE CACHOEIRA SE AFASTAR DO CARGO

O juiz que apura as denúncias de ação criminosa de Carlos Augusto Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira, preso pela Polícia Federal por força das operações Vegas e Monte Carlo, Paulo Moreira Lima da 11ª Vara Federal em Goiás, pediu seu afastamento do caso. Segundo o juiz, o motivo de seu afastamento são as ameaças que vem sofrendo juntamente com membros de sua família por pessoas ligadas ao mafioso Carlinhos Cachoeira.

Desde que assumiu a Operação Monte Carlo, o juiz, veio saber que poderia ser alvo de ameaças, e ter que se submeter a um esquema de segurança, a sua vida correria perigo. Para confirmar as ameaças, Moreira Lima, contou que policiais procuraram seus parentes para falar sobre a Operação Monte Carlo. O juiz começou sua atuação na vara criminal em 2009, de lá para cá já condenou vários criminosos que não se intimidam em mostrar que têm por ele grande descontentamento.

“Nítida ameaça velada, visto que mostraram que sabem quem são meus parentes”, comebtou o juiz.

Para substituir o juiz, Paulo Moreira Lima, deveria ser designado o titular da vara, juiz Leão Aparecido Alvez, mas ele mesmo mesmo se impediu, visto que tem ligação com um dos envolvidos no esquema de Cachoeira. De acordo com a Corregedoria Nacional de Justiça a Polícia Federal detectou uma ligação de seu telefone para um dos membros da suposta quadrilha. À corregedora Eliana Calmon, Aparecido Alvez, confirmou o telefonema, mas afirmou que a ligação foi feita por sua mulher, que estava usando o telefone.

“Se a interceptação telefônica indicar qualquer envolvimento de alguém íntimo do juiz Leão Aparecido, como sua esposa, com algum envolvido com a quadrilha, o juiz não poderá estar à frente das investigações”, afirmou Eliana Calmon.

No entanto, ontem, pela parte da noite, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) anunciou o novo juiz que conduzirá a ação penal contra Carlinhos Cachoeira. Trata-se do juiz federal Alderico Rocha Santos, que atual titular da 5ª Vara Federal. Ele conduzirá o caso, mas não vai deixar o posto.

O novo juiz do caso criminoso, Cachoeira, já tem experiência na área criminal. Foi ele, quando pertencia a Justiça Federal em Tocantins em 2002, quem mandou prender o ex-governador do Pará, e atualmente senador, Jader Barbalho, por fraudes contra a Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (SUDAM), mas que logo foi solto pelo desembargador Tourinho Neto, que foi contra a prisão, e hoje é o relator de todos os recursos sobre o mafioso Cachoeira que chegam ao tribunal.

Tourinho, na semana passada, concedeu habeas-corpus para libertar Cachoeira, preso por força das operações Vegas e Monte Carlo, mas teve que permanecer preso por força da Operação Saint-Michel. O mafioso é acusado de fraude nos cartões de bilhetagem dos transporte coletivo do Distrito Federal. Tourinho ficou conhecido pela frase que usou como argumento para soltar Cachoeira: “assentou a poeira”. Ele afirmou que a organização de Carlinhos estava desarticulada e que ele não oferecia perigo. Um argumento falho: preso Carlinhos Cachoeira mantém seu grupo em ação. Exemplo, as ameaças contra o juiz Paulo Moreira Lima. 

Rio+20: a Idade da Razão

A Cúpula da Terra, a ‘Rio+20’, acontece num divisor histórico que cobra, ao mesmo tempo legitima a busca de novos caminhos para a continuidade da aventura humana no planeta. A singularidade desta reunião, o seu maior trunfo, não pode ser abstraído,  tampouco amesquinhado pelas organizações, lideranças e chefes de Estado reunidos a partir desta 4ª feira no Rio de Janeiro: a Rio+20 reverbera o colapso da ordem neoliberal.

Não é um acaso, nem deve ser tratado assim. Se a Rio+20 não associar organicamente a agenda do meio ambiente a um elenco de medidas destinadas a enfrentar a derrocada em curso suas propostas serão contaminadas pelo bafejo da irrelevância. O movimento ambientalista, cuja pertinência está sedimentada em estudos e indicadores científicos que evidenciam o assalto aos recursos que formam as bases da vida na Terra,  enfrenta aqui a idade da razão.

Sua responsabilidade é dar consequência política à  bandeira do Estado anfitrião desse encontro, ou seja, o futuro sustentável não será conquistado apenas na esfera  ambiental.

Novas formas de viver e de produzir, intrinsecamente  convergentes na distribuição de direitos e riquezas devem compor o passo seguinte da história.

Neomalthusianos tingidos de verde, alguns até bem-intencionados, podem constatar, ao contrário, que a bandeira da ‘estagnação benigna’ já se encontra em vigor em sociedades da periferia do euro, por exemplo, com os desdobramentos sabidos. Hoje 1/3 da humanidade ainda depende da queima de lenha ou carvão (leia-se, derrubada de florestas)  para preparar uma simples refeição. Um bilhão de seres humanos vive no calabouço da fome crônica. Um bilhão no campo, sem acesso pleno a recursos e conquistas da civilização. Nem a estagnação, nem a devastação resolvem  o desafio gêmeo do nosso tempo. Qualquer dissociação entre  justiça social e equilíbrio ambiental  condena o futuro ao desastre,  da humanidade e da natureza.

A Rio+20 não pode ser apenas uma versão atualizada do balanço do fim do mundo. Para ser mais que isso precisa ouvir as circunstâncias da história. Nas últimas décadas, a desregulação imposta a todos os níveis da atividade humana agravou os contornos da crise social e ambiental. Se os chamados ‘fundos alfa’ –altamente agressivos e especulativos– conseguem dobrar o rendimento dos detentores de riqueza em um par de meses, todos os demais setores da economia capitalista terão que perseguir idêntica voragem. Do contrário, acionistas insaciáveis fritarão o fígado de gestores empedernidos numa  grande queima de ações em Bolsas. A dominância financeira impôs quase 40 anos de aceleração turbinada e  predatória em todas as latitudes, do macro ao micro.

Acelerar significa, por exemplo, desregular. O quê? Tudo: do mercado de trabalho à exploração das riquezas naturais. Privatizando e liberalizando o mercado da água, por exemplo. Ou permitindo o plantio e o desmatamento ensandecido  nas beiras de rios, como querem os exportadores brasileiros de commodities.

A engrenagem que esfarelou seres humanos e territórios com intensidade inaudita nas últimas décadas está agônica. Mas seus operadores e o poder político que os respalda continuam a dar as cartas da vida e da morte do planeta. O epicentro do jogo nesse momento consiste na brutal determinação desses interesses  em validar títulos que lhes dão direitos de saque sobre a riqueza disponível, cujo montante repune um valor de face da ordem de US$ 600 trilhões: 10 vezes a soma do PIB planetário. Fazer valer essa riqueza papeleira que começa a evaporar, requer de seus detentores uma disposição bélica para romper qualquer regra de equilíbrio. Exemplos como o escalpo imposto à Grécia demonstram que eles não são amadores no ramo.Mas a Grécia é só a cabeça do alfinete de uma dança das cadeiras cuja regra é mate nove se quer resgatar tudo o que nunca poderia ter sido seu.

Os encontros da Rio+20 estão emparedados pela matemática desse saque de proporções diluvianas contra direitos sociais, espaços e bens públicos e qualquer resquício da natureza capaz de emprestar valor eetivo a um papelório financeiro que se esfuma.

Assim como é apavorante que o G-7 e o G-20 não incluam o risco ambiental na sua agenda de urgências face ao desmanche financeiro, constitui identica insensatez ambientalistas discutirem o ‘futuro que queremos’, sem assumir que o sistema financeiro atual não cabe nesse futuro. Ou melhor, representa a principal ameaça a ele. E como tal não poderia sair ileso e intocado da Cúpula da Terra, na Rio+20.

Saul Leblon

Carta Maior

Rio+20 também esculacha

Centenas de jovens, entre militantes brasileiros e de outros países latino-americanos, participaram do “esculacho” de Dulene Aleixo Garcez do Reis, no Rio de Janeiro. Amparado na Lei de Anistia, Garcez do Reis reside no apartamento 1409 do prédio localizado na Avenida Lauro Muller, 96, onde dois de seus vizinhos disseram ignorar que viviam junto a um repressor que em 1970 torturou o secretário geral do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário Mario Alves, morto pouco depois no Batalhão da Polícia do Exército na Barra da Tijuca. A reportagem é de Darío Pignotti.

Darío Pignotti – Especial para Carta Maior

Rio de Janeiro – Ana Bursztym-Miranda, ex-companheira de prisão de Dilma Rousseff, foi feita prisioneira por agentes da ditadura aqui, na zona universitária da Urca, há 30 anos. “Me sequestraram a três quadras desta praça onde agora estão estes jovens do Levante Popular, é necessário que os repressores sejam esculachados para recuperar a memória, para que se conheça a verdade e se faça justiça, não vamos desistir até que se faça justiça”.

“Estes jovens não são da geração de meus filhos, porque nossos filhos cresceram com temor por serem tratados como filhos de bandidos, esta nova geração não está intimidada pela repressão, eles vão de frente à busca da verdade”.

Ana participou hoje, junto a centenas de jovens entre os quais havia militantes brasileiros e de países latino-americanos, na marcha até o domicilio do torturador Dulene Aleixo Garcez do Reis, no Botafogo. Amparado na Lei de Anistia, Garcez do Reis reside no apartamento 1409 do prédio localizado na Avenida Lauro Muller, 96, onde dois de seus vizinhos me disseram ignorar que viviam junto a um repressor que em 1970 torturou o secretário geral do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário Mario Alves, morto pouco depois no Batalhão da Polícia do Exército na Barra da Tijuca.

Há bandeiras do MST, um estandarte multicolor que representa as nações indígenas bolivianas, militantes com bonés verdes nos quais se lê um repúdio ao “capitalismo verde” e campesinos paraguaios. Boa parte dos presentes está participando na Cúpula dos Povos que acontece no Aterro do Flamengo, a umas poucas quadras da residência do torturador.

Todos os entrevistados – fora César, que trabalha na segurança privada – coincidiram que os esculachos devem gerar consciência e aumentar a pressão por um objetivo crucial: que haja Justiça com os repressores da ditadura.

Carolina Dias, estudante da Faculdade de Ciências Sociais, é uma das coordenadoras do esculacho e me explica que esta modalidade de denúncia “se inspirou no que fizeram os companheiros da Argentina e do Uruguai contra os repressores”. “A gente acredita muito na força do povo e se o Povo toma consciência da necessidade de que se puna os repressores não haverá imprensa, por mais hegemônica que seja, que possa frear o avanço até a Justiça” assegura Carolina.

“O importante desta marcha é que há companheiros de vários estados vindos à Cúpula dos Povos, a partir deste ano os esculachos se nacionalizaram, em maio fizemos esculachos simultâneos em 11 estados, vamos avançando a passos curtos, não podemos avançar além de nossas próprias pernas” opina Carolina, de 22 anos.

Eliete Ferrer foi presa no Chile em 1973, pouco depois do golpe de Estado, financiado e apoiado pela ditadura brasileira em conluio com o Departamento de Estado.

“Se o esculacho é uma prática que está sendo realizada em todos os países da região, também temos que realizar investigações coordenadas sobre a Operação Condor para esclarecer como se reprimiu e matou os militantes em vários países” me disse Ferrer, que acaba de publicar um livro sobre as vítimas da repressão.

Rosa Britez veio do Paraguai para participar da Cúpula. “Esculachar os militares está muito bem, para que se faça Justiça. No Paraguai a Justiça é muito corrupta e muito lenta, e quase ninguém foi preso. Se todos os jovens e os militantes fizerem pressão, vai poder haver justiça. Nós sabemos que (o ditador) Stroessner recebeu muita ajuda do Brasil, que trocavam prisioneiros na Operação Condor”.

Só faltava o Capitão Nascimento Nunca havia visto um caveirão ao vivo até o meio-dia de hoje. O veículo estava parado em frente ao prédio do repressor Garcez dos Reis, atrás e dando cobertura a um nutrido número de efetivos da polícia de choque, liderados pelo robusto major Pires. Pelo menos cinco viaturas, outras tantas motocicletas e um helicóptero que depois de sobrevoar pelo menos quatro vezes a marcha, permaneceu uns 5 minutos estático sobre os manifestantes.

“Isto não é um ato de proteção à marcha, é uma provocação. Colocam o helicóptero aqui em cima para impedir que se ouçam os oradores… ninguém sabe para que trazer um caveirão… isto acontece porque o Estado que torturou continua sendo igual agora, um Estado repressivo” disse Neyrivam, do MST de Pernambuco.

A maioria das janelas do edifício está fechada, salvo algumas onde se notam alguns vizinhos que tiram fotos dos manifestantes quando aplaudem um orador que diz “somos um país pária na justiça internacional… os esculachos continuarão enquanto não houver uma revisão da anistia”.

Tradução: Libório Júnior

Fotos: http://levante.org.br


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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