Arquivo para 21 de junho de 2012

NA ABERTURA OFICIAL DA RIO+20 DILMA DIZ QUE PAÍSES RICOS DEVEM FINANCIAR DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DOS POBRES

Na cerimônia de abertura oficial da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, RIO+20, a presidenta Dilma Vana Rousseff cobrou dos países ricos financiamento para o desenvolvimento sustentável dos países pobres. O discurso de Dilma visava atingir os países ricos que participam da conferência e que são contrário a criação de um fundo de financiamento para o desenvolvimento sustentável dos países mais pobres. Segundo ela os países ricos têm mais responsabilidade na promoção do desenvolvimento sustentável que os pobres.

Dilma também chamou atenção para outros compromissos que não foram consumadas. Ela lembrou dos compromissos da redução da emissões de gases poluentes, previstos no Protocolo de Kyoto, e outras conquistas da Rio92, que permaneceram no papel. Dilma também comentou que em razão da crise financeira internacional, os interesses nacionais das nações ricas é muito maior que os interesses globais. Ela disse também que o Brasil se encontra na posição de cobrar desses países por causa de seu avanço na sustentabilidade.

“A transferência das indústrias mais poluentes, do Norte para o Sul do mundo, colocou as economias desenvolvidas no rumo de uma produção tida como mais limpa. Mas deixou pesada a carga e conta socioambiental para os países em desenvolvimento. A promessa de financiamento do mundo desenvolvido para o mundo em desenvolvimento com vistas à adaptação e à mitigação ainda não se materializou nos níveis prometidos e necessários.

Temos a responsabilidade de agir para mudar esse quadro.

A disposição política para acordos vinculantes fica muito fragilizada. Não podemos deixar isso acontecer”, discursou Dilma.

Por sua vez, Luiz Alberto Figueiredo Machado, secretário executivo da delegação do Brasil na Rio+20, diante das posições contrárias dos países desenvolvidos ao documento final da conferência,  respondeu que esses países não podem cobrar porque são eles que menos cooperam.

“Tem de por dinheiro em cima da mesa. Se alguém tem ambição de ação e não põe dinheiro sobre a mesa é incoerente. Foi a negociação mais democrática da última década. O Brasil fez questão de demonstrar transparência”, observou Figueiredo Machado.

Pondo-se na contramão do otimismo dos representantes da Rio+20, principalmente ao documento final, o representante da Rede de Ação Climática, Wael Hmaiden, em nome de mais de 1.000 organizações não governamentais pediu para a referência de apoio atribuída às entidades civis organizadas seja tirada do texto final.

Para as organizações o texto não atende às demandas básicas que envolvem questões sociais e ambientais. O documento não faz menção ao direito reprodutivo das mulheres, limitação sobre o uso e a produção de energia nuclear, regulação detalhada das águas oceânicas, além de metas e prazos.

Hmaiden precisou apenas de cinco minutos para mostrar o protesto das entidades não governamentais contra o documento. Cinco minutos eficientes e efetivos.

DIZENDO-SE PREOCUPADO COM A AMEAÇA SOFRIDA PELO JUIZ, MOREIRA LIMA, O NOVO JUIZ DO CASO CACHOEIRA PROMETE ACELERAR O PROCESSO

Dizendo vê com muita “preocupação” as ameaças sofridas pelo juiz Paulo Moreira Lima, do caso Carlinhos Cachoeira, o novo juiz que assumiu o processo, Alderico Rocha Santos, da 5ª Vara Federal, em Goiás, prometeu que vai acelerar o andamento do processo contra Carlinhos Cachoeira e seu bando. Ele disse que no segundo semestre tem muitos compromissos e férias agendadas.

“Este juiz, salvo no mês de julho, não poderá instruir os feitos nos meses subsequentes em razão do preenchimento da pauta de audiências nos processos de seus ofícios e de férias regulamentares”, disse Alderico.

Sobre as ameaças sofridas pelo juiz Paulo Moreira Lima, ele disse que a violência acarreta problemas maiores.

“O  caminho da intimidação e da violência não leva à solução, mas a problemas maiores”, disse Alderico.

Ele disse também que ao acelerar a apuração do processo tanto a sociedade quanto os réus ficarão satisfeitos, visto que é de interesse de ambos que tudo seja apurado e que os culpados sejam punidos.

“Diante dos fatos, tenho certeza que tanto só acusados como a sociedade tem interesse no esclarecimento dos mesmos o mais breve possível, a fim de que sejam absolvidos os inocentes  e condenados os culpados, se houver, após a produção da prova, com respeito às garantias do contraditório e da ampla defesa”, observou o juiz.

A Polícia Federal através das operações Vegas, Monte Carlo e Saint-Michel, apresentou dados de suas investigações em que compromete o contraventor Carlos Augusto Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira, preso com seu bando no dia 29 de fevereiro, pela Polícia Federal, por força das ditas operações, o juiz Alderico Santos, ao dizer “condenados os culpados, se houver”, será que está excedendo no zelo. Pelos trabalhos apresentados pela Polícia Federal, culpados existem.

Enquanto isso, argumentando sobre o habeas-corpus para soltura do braço direito do contraventor Carlinhos Cachoeira, Gleib Ferreira da Cruz – mais um do bando do mafioso, o relator de todos os recursos contra o mafioso e seu bando, desembargador Tourinho Neto, soltou mais uma de suas tiradas jurídicas contagiantes.

Ele afirmou que o “jogo de azar” é largamente aceito pela sociedade.

“Veja-se que muitos setores da sociedade defendem a legalização dos jogos de azar, visto que a prática é largamente aceita pela sociedade em geral, ainda que seja ilegal”, afirmou Tourinho.

Só que, como aconteceu com Carlinhos Cachoeira, o habeas-corpus não soltou Gleib da Cruz, visto ser alvo de outro mandado de prisão. Fica tudo como era antes. Ele permanece no Complexo Penitenciário Aparecida de Goiania. 

CORINTHIANS NÃO SE ABATE COM A ALIANÇA DE LULA COM MALUF E DESPACHA O GAROTO-PROPAGANDA NEYMAR, E O ENFEZADO MURICY

Especial Por Fora De Futebol

O Corinthians, conhecido como Timão pela consciência do povo, é um time limitadíssimo entre os times pernas-de-pau que alimentam os cupins dos campos de futebol desse Brasil ex-varonil do esporte bretão. Só que ao enfrentar o Peixe ele não poderia se dar ao luxo de ser mais limitado. Ainda porque o mascarado Neymar quando percebeu que uma das semifinais seria contra o Coringão começou à debochar do time do Parque São Jorge, afirmando que a final seria entre seu time e o Boca.

Resultado, de tanto abrir a boca para proferir falsa profecia peladeira, o Timão foi em sua casa, empurrou uma dendeca, e ontem, na noite do dia 20 de julho, despachou-o diretamente para o Peladão Brasileiro, para tentar sair da zona de rebaixamento. Assim, Neymar, o produto mais vazio do marketing peladeiro, teve que se contentar, juntamente com seus amigos ‘desgançados’, e o irritado técnico Muricy, com os afagos de seu protetor Pelé, que diz que é seu fã, mas, na verdade, quer que ele continue batendo a pelada que se encontra batendo. Tanto no peixe-frito – pelo Coringão – como na alcunhada seleção de Mano.

Mas o grande feito do Coringão só foi possível, porque ele não se deixou abater pela irracional e demagógica aliança promovida por Lula, seu maior torcedor, com o filhote da ditadura – como o dizia o caudilho Leonel de Moura Brizola – Paulo Maluf. O Coringão sentiu o golpe, mas não deu bola para o azar da aliança. Azar que vai levar Haddad, candidato à prefeitura de São Paulo, para uma situação triste em sua iniciada carreira política, transformada em politicagem, como dizem os torcedores esclarecidos do Timão.

Mas a noite para o Timão não foi somente alegria por sua vitória sobre o time do jovem marketeiro perna-de-pau, que o fez quebrar um tabu histórico nas Libertadores, mas também porque o seu amado-rival-inimigo-regional, São Paulo, levou couro do Coxa, que o enrolou com duas dendecas despachando-o, também, diretamente para o Peladão Brasileiro.

É muita alegria para um time só. Mas Lula não tem direito dessa alegria.

“Não vou mudar de lado: Haddad é o melhor candidato”

Apesar de ter desistido de concorrer como vice à Prefeitura de São Paulo, na chapa encabeçada por Fernando Haddad (PT), a deputada Luíza Erundina (PSB-SP) descartou a possibilidade de apoiar outro candidato: “Minha desistência não significa recusa ao Haddad ou ao projeto que ele representa. Nada me move ou me leva a sair deste campo onde eu sempre estive, que é o campo socialista. Eu não vou mudar de lado nunca”.

Najla Passos

Brasília – Apesar de ter desistido de concorrer como vice à Prefeitura de São Paulo, na chapa encabeçada por Fernando Haddad (PT), a deputada Luíza Erundina (PSB-SP) descartou, nesta quarta (20), em coletiva à imprensa, a possibilidade de apoiar outro candidato nas eleições deste ano. “Minha desistência não significa recusa ao Haddad ou ao projeto que ele representa. Esse compromisso permanece, até porque é um compromisso com minhas bases em São Paulo. Nada me move ou me leva a sair deste campo onde eu sempre estive, que é o campo socialista. Eu não vou mudar de lado nunca”, esclareceu.

A deputada atribuiu sua desistência única e exclusivamente ao espaço que o partido deu ao presidente estadual do PP, deputado Paulo Maluf, com quem firmou aliança na última segunda (18). Sua renúncia, inclusive, foi anunciada após publicação, pela imprensa, de uma foto em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumprimenta Maluf, após visita à residência dele, no bairro Jardins, em São Paulo. “Não foi a foto em si, mas o simbolismo dela, o que ela representa. O fato do ex-presidente Lula, com a força que tem, com a popularidade que tem, ir à casa do Maluf. Uma pessoa só vai a casa da outra quando mantêm relações de amizade, relações de respeito mútuo”, observou.

Para Erundina, Lula errou ao aceitar se reunir com Maluf em ambiente privado e firmar uma aliança com ele, em troca de espaço na TV para a campanha de Haddad. “É um preço muito alto por uma coisa tão pequena. Mídia é importante, mas não é tudo em uma campanha. Caso contrário eu não teria me elegido há 22 anos”, disse. E, após reconhecer que não manteve contatos recentes com o ex-presidente, alfinetou: “Lula é sensível. A essas alturas ele já deve ter percebido o fora que deu”.
Erundina contou que, quando aceitou ser vice na chapa de Haddad, não foi informada das pretensões do PT em firmar aliança com o PP de Maluf. “A presença do Maluf só atrapalha, só desqualifica, só afasta as pessoas”.

Entretanto, admitiu que não é ingênua e que não descartava essa hipótese, principalmente em função das relações que os dois partidos mantém em âmbito nacional. “Eu estive na residência do Haddad, no domingo à noite, e ele minimizou o acordo com o PP e disse que estava esperando o retorno da direção nacional do PT. Eu achava que a aliança até poderia ser fechada, mas na sede de um dos partidos, de uma forma mais institucional”, justificou.

Para a parlamentar, Maluf representa o que há de pior para a política brasileira, por ser procurado pela Interpol e, principalmente, “pelo estrago que ele fez à democracia do país”. “Ele se alinhou com a ditadura, foi prefeito biônico e construiu cemitérios para desova dos corpos de militantes de esquerda que sumiram, que foram vítimas de tortura. Quando eu fui prefeita, nos identificamos uma vala clandestina, no Cemitério de Perus, com oito corpos de desaparecidos políticos da Ditadura Militar. Portanto, conviver com esta criatura não dá. Muito menos, fazer política com ele”, explicou.

Questionada se Maluf já não estaria morto politicamente antes da aliança, foi contundente. “Maluf é muito vivo. Ele parecia morto e enterrado, e por isso investiu pesado para ser resgatado pelo PT. O que ele quer, agora, é se higienizar ao lado de forças políticas que não o representam, porque nós estamos em pleno processo de revelação dos crimes da ditadura”, observou.

Provocada pela mídia, Erundina admitiu que considera a aliança com o PP uma “concessão de princípios”. Porém, afirmou que não irá permitir que sua desistência seja utilizada pelo campo da direita para prejudicar o projeto que o campo socialista, incluindo o PT e seu partido, têm para a prefeitura de São Paulo. “O Maluf tem muito mais a ver com o outro campo e só não está lá porque não aceitaram pagar o preço alto que ele cobrou: a Secretaria de Habitação de São Paulo”.

De acordo com ela, a decisão de deixar a chapa de Haddad foi, também, uma forma de preservar o projeto encabeçado por ele. “Se eu continuasse, teria que passar o tempo todo me justificando pela saia justa de estar ali junto com o Maluf. E isso atrapalha qualquer processo eleitoral. Foi uma decisão muito difícil, mas fiz o que julguei correto”, acrescentou.

Fotos: Beto Oliveira/Agência Câmara

Carta Maior

Participantes da Rio+20 fazem ato por comunidade ameaçada de remoção no RJ

Mais de mil integrantes de movimentos sociais e ONGs brasileiros e estrangeiros que participam da Cúpula dos Povos – evento paralelo à Rio+20 – foram até a comunidade da Vila Autódromo, zona oeste da cidade, e, com seus moradores, fizeram um ato em sua defesa nesta quarta-feira (20). O motivo alegado para a remoção são as obras viárias e o Parque Olímpico na região, de modo a adequar a infraestrutura local aos Jogos Olímpicos de 2016.

Igor Ojeda

Rio de Janeiro – Seu Lúcio tem 84 anos, 22 dos quais vividos na Vila Autódromo, comunidade da baixada de Jacarepaguá, zona oeste do Rio de Janeiro. Sua vida está toda ali. Amigos, família, trabalho. Ele é estufador: trabalha consertando poltronas e sofás. Atualmente, no entanto, ele se sente como vivendo “numa balança”.

Pois sua casa, assim como toda a comunidade, sofre a ameaça de ser removida pelo poder público. O motivo alegado é a necessidade da realização de obras viárias e o Parque Olímpico na região, de modo a adequar a infraestrutura local aos Jogos Olímpicos de 2016. Os moradores da Vila Autódromo, estudiosos e advogados que o apoiam, porém, dizem que o evento esportivo é apenas um pretexto; segundo eles, a verdadeira intenção é atender os interesses do setor imobiliário.
Como isso em mente, mais de mil integrantes de movimentos sociais e ONGs brasileiros e estrangeiros que participam da Cúpula dos Povos – evento paralelo à conferência oficial – foram até a comunidade e, juntamente com seus moradores, fizeram um ato em sua defesa nesta quarta-feira (20). O objetivo era denunciar a desterritorialização dos povos em todo o mundo. Aproveitaram para questionar as “falsas soluções” apresentadas pelo Rio+20 – Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, que começou em 13 de junho e vai até dia 22.

Movimentos indígenas, camponeses, quilombolas, de mulheres, de luta por moradia, assim como entidades de defesa de direitos desses grupos chegaram em diversos ônibus, que saíram de vários pontos do centro carioca. Com muita música, cantos e batuques, os manifestantes se juntaram aos moradores da Vila Autódromo e caminharam pelas ruas de terra da comunidade. Em seguida, tentaram se dirigir rumo ao Rio Centro – local de convenções onde acontece a cúpula oficial –, mas foram impedidos de prosseguir por uma forte barreira policial.
Um grupo grande de indígenas de todo o país que insistia em entrar no Rio Centro conseguiu que o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, comparecesse ao local para negociar. Após alguns minutos de conversas com o líder caiapó Raoni, ficou acordado que o ministro receberia na cúpula oficial 12 lideranças indígenas. O encontro estava previsto para acontecer às 15 horas desta quarta. Entre as reivindicações dos indígenas, estavam incluídas a interrupção das obras de Belo Monte, a demarcação de terras e questões relacionadas à saúde e educação.

Durante o ato, podia-se ouvir gritos de guerra e músicas contra o capitalismo e a chamada economia verde. “Capitalismo é um horror! Destrói a vida, a natureza e o amor!” e “O povo unido, organizado, não precisa de polícia nem Estado” eram algumas das palavras de ordem. Já os indígenas entoavam músicas contra a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte.

Sobre o asfalto foram colocadas quatro grandes faixas que formavam a frase: “Vila Autódromo resiste há 40 anos”. “Eu só quero é ser feliz, andar tranquilamente na favela onde eu nasci…” era uma das músicas entoadas pelos manifestantes. Outra faixa dizia: “Remoção não é sustentabilidade”.

Localizada ao lado do autódromo do Jacarepaguá, muito utilizado até os anos 1980 para a etapa brasileira do campeonato de Fórmula 1, a Vila Autódromo abriga cerca de 4 mil pessoas em casas simples de alvenaria e ruas sem pavimentação. Segundo Eliomar Coelho, vereador carioca pelo Psol, a remoção da comunidade não é tão simples de ser executada, pois seus moradores teriam o título de uso, o que daria a eles o direito real de uso do terreno por 99 anos. Assim mesmo, a pressão continua grande. “A prefeitura do Rio fez uma grande articulação entre os grandes interesses econômicos, os governos das três esferas [federal, estadual e municipal] e a mídia. Então, é um poder de fogo enorme. Mas a população da comunidade está devidamente mobilizada. Cada morador vem ganhando consciência sobre seus direitos”.

Um exemplo disso é Jane Nascimento, de 56 anos, diretora-social da Associação dos Moradores e Pescadores de Vila Autódromo (AMPVA), que atua organizando a população local para resistir à remoção. Ela afirma que, embora muitos moradores estejam criando coragem, a mobilização não é fácil. “A Secretaria de Habitação do município vive querendo seduzir o povo, oferecendo ajuda social. Mas, sutilmente, avisa que se a pessoa não sair por bem, terá que sair do mesmo jeito.” Como alternativa, diz, o poder público promete o cadastramento no Programa Minha Casa Minha Vida, “para o povo adquirir dívida”.

Para demonstrar que a Vila Autódromo é viável socialmente, ambientalmente e urbanisticamente, a AMPVA, juntamente com o Núcleo Experimental de Planejamento Conflitual (ETTERN/IPPUR/UFRJ), elaboraram o “Plano Popular da Vila Autódromo”, que propõe a urbanização da comunidade como alternativa mais barata do que a remoção. O projeto engloba planos para os setores habitacional, educacional, ambiental, cultural, de saneamento, economia local e transporte. “A implementação desse plano pode tornar a Vila Autódromo um modelo de integração urbanística e ambiental de uma comunidade, em consonância com o discurso de sustentabilidade que é o centro da Rio+20. Tecnicamente, não existe razão para a remoção, pois apresentamos soluções para todas as áreas”, explica Regina Bienenstein, coordenadora do Núcleo de Estudos e Projetos Habitacionais e Urbanos (Nephu) da Universidade Federal Fluminense (UFF) e uma das elaboradoras do plano.

É tudo que seu Lúcio quer: permanecer onde vive há mais de duas décadas. “Conheço todo mundo, gosto daqui. É muito bom aqui, nem ponto de bicho tem”. Observando com atenção a mobilização, ele comenta: “Espero que isso toque o coração desse pessoal que só pensa em dinheiro. As grandes empresas que querem fazer apartamentos. Não é por causa dos Jogos Olímpicos que querem tirar a gente daqui, é por causa da especulação imobiliária”.

Fotos: Arquivo

Carta Maior

“Se fosse pelo mercado, não existiriram políticas sociais”, diz Sachs

Em conferência realizada na Coppe/UFRJ, o economista e sociólogo Ignacy Sachs defendeu a necessidade de um novo paradigma de produção e desenvolvimento, baseado no tripé “socialmente justo, ambientalmente sustentável e economicamente viável”. Para Sachs, esse modelo não surgirá pelas mãos do mercado: “lamento que se dê espaço para as soluções que sejam as de mercado. O mercado tem vista curta, pensa o imediato, por ele não existiriam políticas sociais”.

Caio Sarack

Rio de Janeiro –  Dando prosseguimento à série de conferências proposta pela Coppe/UFRJ com temas da Rio+20, o economista e sociólogo Ignacy Sachs falou segunda feira (18), no auditório do Centro Tecnológico, sobre alternativas para um desenvolvimento sustentável e socialmente justo. “Existem três pernas que devem ser articuladas em conjunto. Medidas que articulem o socialmente justo, o ambientalmente sustentável e o economicamente viável”, defendeu.

A mesa “O início de uma nova era: o Antropoceno” quis discutir a entrada do homem moderno nesta época caracterizada pelo intenso aumento da influência das ações humanas na natureza, a economia predatória, processo este que se iniciou na Revolução Industrial e hoje tomou proporções catastróficas, assinalou o sociólogo.

A fala de Sachs foi uma crítica ao atual modelo de produção e economia. “Não houve um momento em que eu não levasse em conta a ineficiência das soluções de mercado, na verdade eu lamento que se dê espaço para as soluções que sejam as de mercado. O mercado tem vista curta, pensa o imediato e tem a pele grossa, ou seja, por ele não existiria políticas sociais”, disse à Carta Maior depois da mesa. A superação destes mecanismos de mercados seria o primeiro e mais urgente passo. Estes mecanismos, argumentou o economista, são insensíveis socialmente e não tem horizontes largos, a preocupação deste mercado é, então, cínica visto que não se leva em conta que o custo ambiental se coaduna com o custo social. “O novo paradigma para a ‘nave Terra’ é a de responsabilidade entre gerações, o legado da nossa geração, economicamente predatória, é catastrófica. Deve-se melhorar as condições do presente sabendo dos seus limites socio-ambientais para as gerações futuras”, disse.

Recursos renováveis, alternativas para melhoria na captação e armazenamento de energia, além da pesquisa voltada para a eliminação do desperdício são essenciais para um desenvolvimento sustentável. Sachs elogiou o trabalho feito na Coppe e exposto na série de conferência desde o dia 13. Neste ambiente de novas propostas, Ignacy fez sua parte. Delineou medidas que acredita serem necessárias para arrecadar fundos. Provocador, sugeriu que cobrássemos dos países desenvolvidos as suas intenções em desenvolver um Fundo Mundial de Desenvolvimento, socialmente includente. “Eu prefiro a palavra ‘includente’, porque ela nos coloca num processo, falar ‘inclusivo’ pode dar a ilusão de um final neste debate. Este fundo mundial é a arrecadação necessária para se efetivar medidas alternativas. A cobrança de pedágio aéreo e oceânico, taxação do carbono, onerar transações financeiras e a ajuda proposta pelos países ricos de 1% de seu PIB, chegaremos a 2% do PIB Mundial”, sugeriu.

Este fundo defendido por Sachs deixa algumas questões abertas, como ele próprio reconhece, mas delega, por exemplo, o problema da administração deste dinheiro à Nações Unidas, sempre conservando o seu caráter includente e dialógico. A preocupação com as particularidades econômicas e sociais de cada país também foi trazida pelo professor: “não é possível taxar de maneira única e geral, no entanto se deve fazer esta cobrança de acordo com nível de desenvolvimento de cada país”, relativizou. Expandir a relação de mercados e tecnologias além da Norte-Sul é um caminho que pode trazer benefícios aos países em desenvolvimento e os subdesenvolvidos, a rede de cooperação tecnológica e de pesquisas é um importante método de mudança, disse Sachs. Ele ainda sugeriu um papel de “abre-alas” aos BRICS no crescimento da parte sul do mundo, especificamente Brasil e Índia. Até mesmo a relação de países que possuem biomas semelhantes seria um novo paradigma. “Uma maior cooperação por biomas e não exclusivamente por meridianos. Pensarem em programas de intercâmbio científico entre Brasil e Índia. Vocês e a Índia têm cacife suficiente para mobilizar os outros, sobretudo para pegar a África no meio, ambos os países têm laços importantes com países africanos, e um bloco dos emergentes na rua com Brasil e a Índia de abre-alas, considero um cenário importante  e deve cobrar apoio da Nações Unidas”, pontuou.

O foco deve estar no planejamento desta mudança de paradigma. Um planejamento que deve ser arraigado no debate democrático e participativo, de forma a ocorrer nas esferas marginalizadas; articulando as particularidades de cada local: “recolher informações, onde estão os problemas locais e a natureza deles. O conhecimento fino da realidade e diálogo com a sociedade diretamente envolvida – isto é planejar”, concluiu Ignacy Sachs.

Carta Maior


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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