Arquivo para 5 de julho de 2012

EM PLACAR DE BASQUETE, 22 A 0, CCJ DO SENADO APROVA CONSTITUCIONALIDADE NA CASSAÇÃO DE DEMÓSTENES

De acordo com o que já vinha se delineando nos últimos dias, a votação de constitucionalidade do pedido de cassação do senador Demóstenes Sem Partido Torres, amicíssimo do mafioso Carlos Augusto Ramos, vulgo Carlinho Cachoeira, preso com seu bando no dia 29 de fevereiro pela Polícia Federal por força das operações Vegas e Monte Carlo, se realizou com folga.

Em um placar de basquete, 22 a 0, os senadores da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, consideraram constitucional o pedido de cassação do amicíssimo de Carlinho Cachoeira.  De acordo com o relator do processo, Pedro Taques (PDT/MT), todos os ritos constitucionais, foram respeitados, inclusive o que garantiu ampla defesa do senador ex-campeão da moral parlamentar. Em um relatório de 28 páginas, que foi muito elogiado pelos senadores presentes, o senador Pedro Taques, mostrou de forma clara, e com embasamento político-jurídico a condição insofismável da quebra de decoro parlamentar de Demóstenes.

Por sua vez, em seu desespero de advogado bem pago, o defensor de Demóstenes, Antônio Carlos de Almeida Castro, tentou de toda forma desmerecer o andamento do processo tanto do Conselho de Ética do Senado como o relatório da CCJ. Ele afirmou, em bom tom, que houve cerceamento de defesa, e que não pôde, durante o processo no Conselho de Ética, provar que as gravações apresentam indícios de ilegalidade.

A defesa de Demóstenes bem que tentou anular as provas das gravações realizadas pela Polícia Federal em que o senador aparece em conversas íntimas com o contraventor Carlinhos Cachoeira, porém todas às tentativas foram em vão. A Justiça decidiu que as gravações são legais. Com a decisão da Justiça, os advogados de Demóstenes tentaram apelar para a Comissão de Ética, só que a estratégia não deu certo, visto que a Justiça já havia afirmado a legalidade das gravações.

O senador Demóstenes não compareceu a CCJ, ele já sabia do resultado. Não poderia ser diferente. A certeza estava provada durante seus discursos na tribuna do Senado quando tentou desesperadamente convencer seus ex-pares de que é inocente. O plenário estava vazio.

Agora, a democracia espera o dia 11 de julho, data da votação de sua cassação. Enquanto isso Demóstenes vai contando os dias. O que é seu direito. Mas, diante de todos esses fatos, tem um ponto que é bom para Demóstenes. É que o seu suplente, o que vai ocupar sua vaga, é um empresário de Goiás, seu amigo, e muito amigo de Carlinhos Cachoeira, cuja ex-mulher é a atual mulher do contraventor.

E como é entendido, tudo encontra-se em família.

SENADO APROVA O FIM DO VOTO SECRETO, MAS, INFELIZMENTE, NÃO VALE PARA CASSAÇÃO DE DEMÓSTENES

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 86/07, conhecida como PEC do Voto Aberto, de autoria do senador reacionário, Álvaro Dias (PSDB/PR), que prevê o fim do voto secreto em processos de cassação de parlamentares, foi votada ontem, dia 4, em dois turnos. Nas duas votações os senadores foram quase unânimes em propor o fim do voto secreto. Uma indignidade parlamentar.

Na primeira votação do primeiro turno o resultado foi de 56 a favor, e 1 contra. Na segunda votação foi de 55 a favor, e 1 contra. O senador que votou contra, possivelmente por temer, e não saber o que é democracia, foi coerente nas duas votações. Enquanto teve um senador dos 50 e tal, que se arrependeu, se mostrando um inimigo da democracia.

A PEC 86/07, não libera votação para outros temas como votação para escolha de autoridades como ministros para tribunais superiores, diplomatas, diretores do Banco Central, ministros do Tribunal de Contas da União, procurador-geral da República, vetos presidenciais e eleição dos membros das Mesas Diretoras da Câmara e do Senado.

Agora, a PEC vai ser encaminha para aprovação na Câmara dos Deputados. Lá o tema vai ser acirrado, porque a Câmara consegue ser mais reacionária que o Senado. Com uma pequena diferença, mas mais reacionária.

CORINGÃO É CAMPEÃO DA TAÇA LIBERTADORES DIANTE DE UM BOCA MURCHA SEM QUALQUER INTIMIDADE COM O TANGO ARGENTINO

Especial Por Fora de Futebol

Agora a torcida do Boca e os jornalistas argentinos têm todo o direito de exigir o fim do elenco mais medíocre do time que já teve o craque Maradona como seu ídolo maior. O resultado da pelada, onde o Boca Murcha foi derrotado comprova a situação que há muito os argentinos aficionados do Boca vêm acusando. É hora do deprimido, nauseado e cuspidor, Riquelme, aceite a merecida aposentadoria. E se não fosse também a mediocridade, e a visível limitação do Timão, bem que o placar poderia ter sido melhor e maior, porque o Boca estava em campo para fazer  a festa do anfitrião. E que festa, se o Coringão fosse talentoso.

A própria partida em si, cheia de passes errados, e chutões para cima – para comemorar a quadra junina -, além da performance vulgar do destemperado perna-de-pau Emerson, que ganhou dois gols, revelam o que foi a final das Libertadores cuja nota principal foi prender o futebol.

Como diz a voz futebolística-peladeira, alguém tinha que levar a taça, e coube ao time que mais teve acasos positivos, ganhá-la. Talvez, nem seja caso de acasos, visto que para ganhar do time do Boca murcha o acaso não conta. Mesmo que os dois gols tenham saído de jogadas proporcionada pelo próprio Boca murcha.

O primeiro, uma falta cobrada para a área que um jogador cabeceou para trás, e no empurra, empurra – com os murchas pedindo falta -, sobrou para o destemperado Emerson que chutou para onde encontrava seu o nariz. O segundo, o zagueiro perna-de-pau murcha, com a bola dominada no meio do campo, com uns três murchas em sua frente, resolve passar para outro murcha em sua mesma linha, onde se encontrava o destemperado que pegou a dendeca, correu para frente do gol, e chutou atabalhoado na esquerda do goleiro que aceitou.

Em síntese, foi uma pelada entre duas equipes de grandes semelhanças. Uma, o Boca murcha, em franca decadência, mostrou que não tem qualquer nota do vigor de um tango argentino, qualquer presença que cause respeito ao adversário. Um sinal de ombridade. Um exemplo claro de falta de tenacidade foi a aceitação do murcha, Caruzzo, dos abestalhamentos de Emerson, que anêmico, não teve qualquer sinal de reação. Não cantou uma nota acima da partitura vulgar da pelada. Fosse o verdadeiro Boca com todos os dentes, o destemperado jamais ousaria qualquer gracinha. Outra, o Coringão, mostrando o estado real em que se encontra o futebol brasileiro. Um verdadeiro celeiro de pernas-de-pau, prontos para mostrar o quanto foi errada a escolha da realização da Copa de 2014, no Brasil. Uma boa prova é a posição que alcunhada seleção brasileira ocupa agora no ranking da FIFA:11º lugar. A pior posição de toda sua história. E tome pernas-de-pau do tipo Neymar.

No mais, o resultado da pelada tem a cara da aliança do Lula, torcedor emérito do Coringão, e o procurado pela Interpol, Paulo Maluf. 

CORINTHIANS QUE TEM DEUS COMO TORCEDOR FIEL É CAMPEÃO DA AMÉRICA

Neste quatro de Julho quando os americanos comemoram o aniversário da independência da América, os afinados comemoram o aniversário da Associação Filosofia Itinerante – AFIN,  a grande torcida do Time do Povo, Coringão, Timão, Corinthians por este país inteiro soltou seu grito e comemorou também, a inédita conquista da taça Libertadores da América que ressoua nos cinco cantos do planeta Terra nos principais matutinos deste 5 de julho de 2012.

O time do povo ganhou o título invicto e valorizou ainda mais porque jogou com o supercampeão das Américas, Boca Júnior. Ninguém, tanto na Argentina como no Brasil ousava comemorar o título antecipadamente. O jogo de Buenos Ayres foi envolvente. O empate corinthiano lhe deu um alento, mas sem a vantagem de gol fora de casa, qualquer empate levaria a partida para as penalidades.

O jogo do Pacaembu em São Paulo que parou essa megalópole  e Maués  no interior do Amazonas onde uma carreata ocupou a Avenida Getúlio Vargas de ponta a ponta simbolizou o amor que essa torcida revela por esse time que trouxe com Vladimir, Sócrates e outros craques a democracia corintiana.

Esse titulo conquistado neste 04 de julho de 2012 possui alguns maestros, não resta dúvida: Emerson, Romarinho, Cássio, Chicão, Júlio César, Alessadro, Douglas, estes quatro que caíram com o timão para série B e voltaram com o time para a série A, Paulinho, Liedson, Jorge Henrique, Diego Castán, dentre outros, mas, o título não pode ser uma marca apenas dos jogadores e do técnico, por trás deles há o torcedor, e o torcedor do Corinthians ainda com maior destaque, porque é o único time no mundo que tem um grande torcedor: Deus. E Deus é Fiel.

Neste momento não podemos creditar destaque para um jogador apenas ou para o técnico, mas para todos que se envolvem onde a dendeca rola e claro a onda mecadológica capitalística que ganha milhões de reais com esse evento.

Que nosso futebol não anda bem das pernas isso temos falado bastante aqui, tanto que o time que se intitula do Brasil aparece no ranque da capitalística FIFA em 11ª posição. Nossas pernas estão sendo comidas pelos cupins e pouco se está produzindo em termos de craques no nosso pais. Craque produzido por televisão, markenting é apenas ilusão. Um exemplo disso foi o vexame que vimos no Japão ano passado quando o Santos tomou uma aula de futebol do Barcelona.

O Corinthians ganhou a taça libertadores da América sem nenhum nome de destaque, sem nenhum markenting em cima deste ou daquele mascarado. O Corinthians ganhou o jogo porque nesta noite os cupins caíram das pernas do Emerson e ele faturou o segundo gol do timão que o Diego do Vasco não conseguiu fazer nas quartas de finais no goleiro Cássio.

O Corinthians é campeão porque ganhou do Vasco da Gama e do Santos. O Corinthians é campeão porque nesta noite de lua cheia as luzes iluminaram os céus do Brasil para que o time do povo levasse para a galeria de troféus do Parque São Jorge a única que lhe faltava depois do vexame que foi perder para o Tolima, claro, sem desmerecer o futebol do país do nosso querido presidente Hugo Chaves.

O Corinthians é campeão porque jogou com um time que é referência no futebol mundial, o Boca Júnior. Ganhamos do Boca, mas não temos nenhum sabor de vingança porque “é tão bom ganharmos da Argentina”.

Nesta madrugada de festa, os corações corinthianos cantam: “Salve o Corinthians, campeão dos campeões – Santos e Boca, eternamente, dentro dos nossos corações. E aí dá para ir na imaginação até aquela tarde em que nosso time caiu em Goiás para a segunda divisão, mas a torcida entoou: Sou Louco por ti Corinthians, chorando, lamentando, mas não deixou seu time no pior momento e isso hoje foi comemorado na sua casa, no seu coração: Estádio do Pacaembu.

Valeu Timão, valeu Time do Povo, valeu Coringão, valeu Corinthians. Até Tókio, no Japão no mês de dezembro de 2012.  

 

 

A “Frente Paraguaia” mostra os dentes

Bastou um golpe de Estado para catalisar a orfandade conservadora,  que  amargava indócil ostracismo no ambiente democrático e progressista que predomina no Brasil e na América do Sul.  Veio do sofrido Paraguai – onde 2,5% da população detém 80% das terras – a senha para replicar cepas e esporões remanescentes de ditaduras e negócios contrariados ao longo desse processo.

O ‘golpe democrático’ contra Fernando Lugo  aconteceu numa sexta-feira (22-06); rito expresso, cumprido em 33 horas. As bactérias conservadoras se alvoroçaram;  mas ainda aguardariam o fim de semana para medir a espaço de adesão. Avaliado o risco, começaram a proliferar-se. A frente paraguaia pró-golpe manifestar-se-ia, primeiro, no Congresso.

Expoentes tucanos e emissários do agronegócio brasileiro, que anexou extensões escandalosas de terras do país vizinho em prejuízo dos camponeses locais, desfraldariam o lobby.  Queriam o ‘reconhecimento do novo governo amigável’ por parte da Presidenta Dilma. Rechaçados, seria a vez da cavalaria midiática colocar-se a campo. A Folha, em editorial no dia 26, sugestivamente intitulado ‘Paraguai soberano’ esbravejava antecipadamente contra a reunião do Mercosul que ocorreria em Mendoza, três dias depois, e recomendava, ou melhor, ordenava: ‘o melhor que o Itamaraty tem a fazer é calar-se e respeitar a soberania do vizinho’.

Como os presidentes do Brasil, Argentina e Uruguai não leram o editorial e, ademais de suspenderem o Paraguai golpista, incorporaram a Venezuela progressista ao bloco, as cepas e esporões passaram a reproduzir-se com furor lacerdista.  Colunistas prestativos lixaram o verniz liberal e espanaram o pó de uma biografia de bons serviços prestados à ditadura brasileira, como editores de recados semanais nas revistas de sempre.

Aqui e ali espumaram sua essência intacta contra o que classificariam como sendo ‘uma truculenta intervenção nos assuntos internos do Paraguai’.

Nesta 3ª feira, coube ao ‘Estadão’ editorializar o desejo implícito na esponjosa reação em cadeia de valores liberais que costumeiramente unem o cofre agrário ao bolso da subserviência geopolítica. O jornalão que patrocinou o golpe de 64, e esperneou quando foi excluído do butim, deixou de lado a liturgia do espaço editorial e aconselhou aos golpistas paraguaios ‘mandar às favas essa união aduaneira fracassada e buscar negociações relevantes para seu país’. Leia-se, buscar o regaço largo dos EUA, implodindo uma união regional que nem a crise conseguiu arranhar –e que corre o risco de se fortalecer se o colapso financeiro dos ricos for exorcizado pela retomada do ativismo estatal na região.

A frente paraguaia, portanto, pôs-se a campo, tem objetivos claros e agora explícitos: apoiar o golpe; através dele, criar um contencioso capaz implodir a espiral soberana e progressista em curso na América Latina. Leia oporrtuna a entrevista do assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia sobre o assunto, nesta pág.

Por Saul Leblon

Carta Maior

O pesadelo da imobilidade urbana: até quando?

O sonho de modernidade se transformou no pesadelo da imobilidade e, mesmo para a minoria que tem acesso aos automóveis, este modelo dá sinais claros de esgotamento. O Brasil pratica uma política de Robin Hood às avessas: há mais subsídio para a produção de automóveis do que de ônibus; o preço da gasolina é mantido congelado, enquanto sobe o do óleo diesel, que move a quase totalidade do transporte coletivo ; e bilhões são gastos em obras direcionadas para a inalcançável meta de “desafogar o trânsito”, enquanto que investimentos em metrôs e corredores de ônibus não saem do papel. O artigo é de Marcos Pimentel Bicalho.

Marcos Pimentel Bicalho

No final do ano passado, na abertura da reunião do Fórum Nacional de Secretários de Transporte, em João Pessoa, o Governador da Paraíba, em sua fala, disse, mais ou menos literalmente a seguinte frase: “as políticas do Governo Federal de incentivo à indústria automobilística, ainda que tenham tido efeito benéfico para a economia, foram desastrosas para as cidades brasileiras”.

De fato, a concessão de incentivos fiscais para a produção de automóveis foi uma das principais medidas do Governo para enfrentar, com sucesso, a crise econômica mundial de 2009, e continua sendo peça importante das ações que visam manter aquecida a economia nacional. Porém, a que custo?

O Governador se referia aos congestionamentos, a parte mais visível do problema. Perdas econômicas, para as cidades, e deterioração da qualidade de vida, para a população, antes sentidas apenas nas grandes metrópoles, se tornaram parte do cotidiano de todas as cidades médias, e até de menor porte, guardadas as devidas proporções, é claro.
Outros graves problemas também decorrem do modelo de transporte abraçado pelo país, mais intensamente a partir da segunda metade do século passado: consumo de energia, poluição e acidentes de trânsito também são externalidades das políticas de mobilidade que moldaram o Brasil para e pelo transporte rodoviário, e as cidades para os automóveis.

O sonho de modernidade do século XX se transformou no pesadelo da imobilidade e, mesmo para a minoria que tem acesso aos automóveis, este modelo dá sinais claros de esgotamento. Se, no início, ter um carro conferia ao seu proprietário pleno acesso a todas as oportunidades da vida urbana, em comparação com as condições dadas àqueles que usam os meios de transporte coletivo, hoje, esta garantia não existe mais. Ainda que em condições mais vantajosas, os usuários do transporte individual também sofrem hoje para se deslocar, presos nos congestionamentos que eles mesmos provocam.

Se sofrem os privilegiados, padecem ainda mais aqueles que dependem do transporte público, preteridos nos incentivos fiscais, ignorados nos investimentos públicos e abandonados na gestão cotidiana do espaço público de circulação.

O Brasil pratica uma política de Robin Hood às avessas: há mais subsídio para a produção de automóveis do que de ônibus; o preço da gasolina, que movimenta os automóveis, é mantido congelado, enquanto sobe o do óleo diesel, que move a quase totalidade do transporte coletivo urbano; e bilhões são gastos em obras viárias (duvidosas) direcionadas para a inalcançável meta de “desafogar o trânsito”, enquanto que investimentos em metrôs e corredores de ônibus não saem do papel.

Esforços inúteis! Obras viárias faraônicas, cada vez mais caras, prometidas como solução para os problemas do trânsito, têm vida útil cada vez mais curta, quando já não são inauguradas saturadas, em função do vertiginoso crescimento da frota de automóveis, e, mais recentemente, de motocicletas, em circulação.

Não há solução para o deslocamento diário de grandes quantidades de pessoas que não seja o transporte público, de qualidade e a preços acessíveis, para a população. Mais do que nunca são necessários investimentos continuados, dos três níveis de governo, na expansão da infraestrutura destinada ao transporte coletivo urbano. A recente retomada dos investimentos federais no setor, com os PACs da Copa e da Mobilidade em Grandes Cidades (acima de 700 mil habitantes), deve ser louvada, mas é modesta e insuficiente para atender as necessidades de um país cada vez mais urbano.

E, por fim, não basta investir na melhoria do transporte público, ainda que isto seja necessário e urgente. Serão necessárias, em paralelo, crescentes restrições econômicas (pedágio urbano) e operacionais (rodízio), destinadas a reduzir o uso do transporte individual. Como o espaço viário é escasso, ele precisa ser destinado para o uso dos meios mais eficientes de transporte, isto é, aqueles que transportam um maior número de pessoas ocupando menos espaço e com menores custos sociais.

(*) Marcos Pimentel Bicalho é urbanista, consultor em planejamento de transportes e assessor técnico da Associação Nacional de Transportes Públicos – ANTP.

Carta Maior


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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