Arquivo para 9 de julho de 2012

SEGUNDA-FEIRA DOMINICAL

Dia das boas almas

# Impotente diante de tantas frustrações políticas no Brasil em função de seu partido ultraconservador, PSDB, não conseguir formar, junto com outros semelhantes, uma oposição  inteligente e confiável para fazer frente aos governos populares de Lula e Dilma, o líder do reacionário partido, senador Álvaro Dias, viajou até o Paraguai, segundo ele, para prestar solidariedade ao presidente usurpador, Federico Franco.

Álvaro Dias, dotado de forte sentimento de inveja foi ao Paraguai, mostrar o que a maior parte da população brasileira já sabe: que seu partido concorda com o golpe de Estado, promovido pela direita ultraconservadora do país executado pelo Parlamento manipulado. O ato de ir prestar solidariedade ao governo que destituiu o presidente Fernando Lugo do poder paraguaio não é um ato isolado de um partido reacionário como é o PSDB, mas representa acima de tudo os objetivos da direita brasileira interpretada, principalmente, pela mídia acéfala que vem publicando matérias voltadas aos interesses do governo usurpador de Federico Franco.

O papel do senador retrógrado não é só de prestar solidariedade ao governo de Franco, mas também o papel petulante de querer apresentar uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar a decisão tomada pelo Brasil, Argentina e Uruguai de suspender o Paraguai do Mercosul. E impulsionado também pela decisão dos três países decidirem pela entrada da Venezuela no bloco do Mercosul.

A posição do PSDB, na figura do senador Álvaro Dias, em querer mostrar que apoia o golpe dado no país, confirma sua associação ideológica com a política intervencionista dos Estados Unidos na América do Sul, visto que o deputado da direita paraguaia, López Chávez, afirmou que o governo encontra-se negociando a instalação de uma base militar norte-americana no Paraguai. Segundo ele, dias após a destituição de Lugo, representantes do Pentágono, visitaram o Paraguai.

Na atitude do PSDB há uma nota clara de que este partido de direita pretende que a América do Sul volte à ser o quintal dos Estados Unidos, como se afirmava nas décadas de 60 e 70. Mas para aumentar o poço de frustrações de Álvaro Dias, a história nunca volta. Nem como farsa, com todo respeito ao filósofo do Capital, Karl Marx.

# O Foro de São Paulo, em Caracas, que reuniu personagens ilustres dos governos latinos na semana passada, apresentou uma nota em tom maior que chamou a atenção do universo político da região. A nota foi o vídeo gravado e enviado para o fim do foro por Lula – depois de se aliar com Maluf, é claro –  em que ele afirma apoiar o quinto mandato de Hugo Chávez, à Presidência da Venezuela, além de acreditar que ele vai vencer às eleições, segundo Lula, para ajudar a América Latina a construir sua história independente da tutela dos impérios.

“Gostaria de estar aí para dar um forte abraço no meu companheiro Hugo Chávez. Sob a liderança de Chávez, o povo venezuelano teve conquistas extraordinárias, As classes populares nunca foram tratadas com tanto respeito, carinho e dignidade.

Essas conquistas precisam ser preservadas e consolidadas. Chávez, conte comigo, conte conosco no Partido dos Trabalhadores, conte com a solidariedade e apoio de cada militante de esquerda, de cada democrata, e de cada latino-americano. Sua vitória sera nossa vitória”, disse Lula,

Por sua vez, Chávez, que teve uma presença breve no foro em virtude de se encontra em tratamento de um câncer, agradeceu entusiasmado o pronunciamento de Lula, exclamando “Viva Lula!”

“Tenho certeza de que cada dia se aproxima mais o momento em que nós nos encontraremos de novo e o abraço que daremos será do tamanho desse mundo e além”, retribuiu Chávez.

No vídeo,Lula, também comentou o golpe de Estado que a direita executou no Paraguai para destituir da Presidência o presidente Fernando Lugo. Ele chamou a atenção para o perigo que a América Latina ainda corre por causas dos sentidos colonias que ainda predominam nos países latinos. Ele também se colocou a favor da Argentina na questão das Malvinas.

A chamada oposição venezuelana não gostou nada do vídeo em que Lula homenageia Chávez, para ela Lula é um “mercador”. O protesto foi estimulado pelo fato de Lula homenagear o presidente venezuelano exatamente no período acirrado das disputas eleitorais.

# Ainda tem internauta-futebolístico que fica fazendo beicinhos quando se afirma que o futebol brasileiro é um verdadeiro peladão. Quem se deu à tortura de assistir o encontro de pernas-de-pau no clássico dos 100 anos, com um mínimo de inteligência e tolerância, não pode ser contrário ao verdito peladeiro.

O sofrimento dos mais de 90 minutos impostos pela Fluzão e o Mengão à dendeca foi de causar cãibras nos cérebros. Uma verdadeira pelada, mano velho! Coisa horrorosa! Até que teve uns poucos momentos que o Mengão parecia que pretendia lembrar que era um time de futebol. Mas foram momentos intensamente efémeros. Quase imperceptível. Por sua vez, o Fluzão é do fubá de sempre, nada de criativo e ativo.

Enquanto isso, o Peixe, do mascarado Neymar conseguiu ganhar a primeira no peladão. E o seu benfeitor foi o Grêmio. O Periquito, tirando as broncas que se encontra disputando a Pelada Brasil, pegou mais um couro. Dessa vez da Macaca, que agradeceu ao goleiro Deola. O Vascão que durante algumas rodadas pousava de líder, agora desceu ao auxílio do empate de 1 a 1 com o Figueira.

E por aí caminha os descaminhados peladeiros, com aplausos dos cupins. 

Estela de Carlotto: “Eles não olham nos olhos”

Em entrevista ao jornal Página/12, a presidenta das Avós da Praça de Maior fala sobre as sentenças contra nove repressoes pelo roubo de crianças durante a ditadura argentina. Estela De Carlotto destaca que ficou provado que os roubos de crianças foram uma prática sistemática duran te a ditadura e afirma que se decepcionou com o tamanho de algumas penas. Também contou como foi o momento de escutar a sentença frente aos repressores: “Eles não falam, não olham, não gesticulam, não demonstram emoções, nem arrependimento”.

Victoria Ginzberg – Página/12

Buenos Aires – Sua escrivaninha está cheia de coisas, mas nada está ali sem uma razão. Há presentes, como a pequena virgem de Itatí ou os dois retratos seus feitos com canetinhas coloridas por crianças de seis anos de uma escola que visitou há alguns dias. Tem fotos, entre as quais se distingue uma com sua família em seu aniversário de oitenta e outra na qual segura Tania, a filha do neto recuperado e agora deputado federal Horacio Pietragalla. O retrato de sua filha Laura, sequestrada em novembro de 1977, quando estava grávida de dois meses e meio, está pendurado na parede, perto de um dos primeiros cartazes das Avós da Praça de Maio, onde se vê uma margarida na qual faltam algumas pétalas. “crianças desaparecidas. Procuremo-las”, diz o cartaz.

Depois de um dia intenso, de reuniões e visitas a programas de televisão, Estela de Carlotto refletiu falou ao Página/12 sobre a sentença com a qual a Justiça deu por provada a existência de um plano sistemático de roubo de crianças durante a última ditadura. Embora tenha criticado algumas penas que lhe pareceram baixas (houve duas absolvições e penas que vão dos 50 anos a Jorge Rafael Videla, até cinco anos, para Susana Colombo, apropriadora de um menino) afirmou que prefere ver “o copo meio cheio” e que o processo “hierarquiza a Argentina”.
Também contou como foi o momento de escutar a sentença frente aos repressores: “Eles não falam, não olham, não gesticulam, não demonstram emoções, nem arrependimento, nem nada do que humanamente se pode esperar”.

– Qual é a avaliação da sentença?

– Os cinquenta anos de pena para Videla nos impactaram. É a primeira vez que se dá uma cifra dessa magnitude. Também houve penas de 40 e 30 anos. O que nos decepcionou foi a pena baixa que tiveram os demais. O outro fato muito bom para destacar foi o reconhecimento explícito que fazem da existência de um plano sistemático para o sequestro de bebês que se pôs em prática. A sentença afiança e determina isto para sempre. Portanto, em todos os processos que vamos fazer daqui para frente, isso já não se discute. Há que lembrar que nós começamos isto em 1996. Um grupo de Avós, com três advogados, iniciamos esta demanda na Justiça porque víamos que havia um plano. Havíamos querido provar durante o processo contra os comandantes e nos disseram que não havia elementos. Começamos há muitos anos e nunca deixamos de recorrer à Justiça. Agora conseguimos um resultado satisfatório.

– A sentença é melhor que ruim ou pior que boa?

– É melhor que ruim. Digo essa frase que é tão comum agora, que é melhor ver o copo meio cheio e não o copo meio vazio. Existe um copo meio vazio, mas o copo meio cheio é muito bom. Às penas baixas se pode recorrer e também, os réus estão envolvidos em outros processos, nos quais também vão ser julgados e condenados. Por exemplo, nos surpreendeu que (Eduardo) Ruffo (repressor do centro clandestino Automotores Orletti) fosse absolvido, ainda que não fosse decretada sua liberdade porque está implicado em outros casos.

– Como foi o momento no qual você escutou a sentença?

– Foi muito chocante. Não é a primeira vez que me choca muito, humanamente. Quando entram esses velhos corcundas algemados eu abstraio sobre quem estou vendo, me parece tão humilhante ter algemas para um ser humano… que lhe atem as mãos. Me despojo de quem são e penso: “que vergonha, que humilhação”. Mas depois digo: “que bom”. Isso é pouco perto do que eles fizeram. Não tem que ter dó nem piedade, são rostos totalmente petrificados, pétreos. Perguntaram-me se eu tinha olhado nos seus olhos. Nem me ocorreu tal coisa, mas, também, eles não olham nos olhos. Eles não falam, não olham, não gesticulam, não demonstram emoções, nem arrependimento, nem nada que de humanamente se possa esperar.

– De fato, a última que Videla disse no processo foi que as mulheres grávidas usavam seus filhos por nascer como escudos.

– Quando vi o que havia dito este animal, porque outra cosa não me sai… ainda diz que respeita as mães. Mas que respeito, não? Se assim respeitou a sua mãe… Dizer que estas mulheres, “subversivas” como ele as chamou, usavam os filhos como escudos, dizer isso das jovens que eles mataram, que tinham o valor de lutar por um país melhor, com riscos, tinham um projeto de vida no qual estava esse filho. Eu logo lembrei de Laura, e pensei: “não pode se defender, portanto me ofendo eu com essas palavras”. Me machucaram, me ofenderam, me enfureceram. Laura esteve nove meses sequestrada. Ali nasceu seu menino. Ela estava em uma maca, as liberadas contaram. Estava presa, atada, como estavam todas. Teve o bebê, o tiraram, lhe disseram que iam dá-lo a mim e nunca me deram.

Laura havia perdido dois bebês com seu primeiro companheiro, até de seis meses de gravidez. E eu pensava… mal alimentada, torturada, o que vai acontecer. E, entretanto, o bebê nasceu em tempo e saudável, porque assim o viu ela e o disse às companheiras. E a mataram dois meses depois de dar a luz. Este personagem não tem perdão. Não há nada de bom para dizer, para mim é um demônio.

– O triste é que é um ser humano o que fez essas coisas.

– Eu acho que só tem o semblante, nada mais. Não consigo imaginá-lo com seus seres familiares.

– Quais penas lhe pareceram baixas, a do médico Jorge Luis Magnacco, parteiro da ESMA (10 anos), a de Colombo, a apropriadora de Francisco Madariaga (cinco anos)?

– Todas me pareceram baixas. Os advogados vão estudar os argumentos para ver que atitude tomar. Com a mulher, a apropriadora de Francisco, acontece o que aconteceu com todas as mulheres, que em geral não foram presas, as consideraram vítimas do apropriador. São classificadas mais como vítimas do que como vitimadoras. Nunca houve uma pena forte.

– Ela argumenta que (Víctor Gallo), o apropriador, lhe batia…

– Coisa que é possível. Ao Francisco, que, pobrezinho, fugiu aos 16 anos para salvar sua vida, ele lhe dava um revólver para que fizesse guarda, quando o menino não sabia nem manejá-lo. Era muito violento o homem e a mulher pode ter sido vítima. Mas isso não a libera. O fato de ter se apropriado de uma criança é um delito grave. Não a libera da responsabilidade de, por consciência, ter criado um filho que não era próprio, registrá-lo como nascido dela e nunca tê-lo ajudado a libertar-se, ainda que seja escondido do homem. Não teve a coragem ou não quis fazê-lo, isso só ela saberá. A Justiça não pode considerar que não é culpada.

– Acha que seria necessário fazer uma reforma para elevar as penas previstas por delitos de apropriação de crianças ou com as ferramentas que há chega, mas os juízes não as usam?

– Acho que tem que modificar algo, porque sempre sofremos esta angústia de que as penas para os apropriadores de nossos netos eram muito baixas. O roubo de bebês não está qualificado como um delito grave. Em todos os casos é gravíssimo, mas neste caso particular é muito mais grave ainda, porque foi mediante o terrorismo de Estado. Há um delito de apropriação de crianças quando a uma mãe, em uma clínica, lhe dizem que seu pequeno morreu e não é verdade e o deram a outra pessoa. O delito é muito grave. Mas aqui o delito está ligado à morte da mãe.

– Quer dizer que não se leva em conta que a apropriação está ligada a um homicídio.

– Exatamente. Aqui há um delito que não prescreve, que é de lesa humanidade. Estes casos deveriam ter mais anos de castigo. Até agora não pedimos especificamente, apesar de sempre nos queixarmos de que roubar uma criança parece que é menos grave que roubar uma vaca.

– Você disse que quando Videla falou se lembrou da sua filha. Depois de declarar tantas vezes o testemunho se transforma em um trâmite mais ou sempre mobiliza?

– Sempre mobiliza porque se está falando de sua própria história. Enquanto trabalho aqui e falo, como estou fazendo agora, me despojo um pouco dessa história para ser a presidenta da instituição Avós da Praça de Maio. Quando tenho que ir testemunhar sou a mãe da Laura e a história se materializa, tenho que falar dela, me perguntam sobre sua vida, sua militância e isso me leva a lembrar coisas, inclusive coisas que aparentemente havia me esquecido. Ou seja, é remexer na ferida.

– Então, como mãe da Laura, que pensou quando escutou a sentença?

– Como Avó da Praça de Maio, como argentina, como mãe da Laura, me senti muito bem. Me pareceu correto, sobretudo esses aspectos importantes dos quais falamos. Disse: “missão cumprida”. É a satisfação da coisa feita. Me senti muito emocionada. Francisco, que estava ao meu lado, chorou muitíssimo. Acho que, além dos anos que lhes deram, sentiu que finalmente foram condenados, seu rosto se contraiu, foi o impacto de que essa pessoa recebeu um castigo.

– O fato de que Videla foi condenado usando a lei Blumberg, lhe provoca algum tipo de contradição?

– Quando disseram que íamos pedir 50 anos pela lei Blumberg não gostei. Disse: “não queremos essa lei”. É de um personagem que é uma fraude, que queria vingança ou sei lá o que queria… mas depois me fizeram ver que, já que a lei existia e se podia usar, havia que usá-la para evitar que Videla recuperasse sua liberdade. Essa foi a estratégia, usar as ferramentas para que o homem não recupere a liberdade. Agora vai ficar na cadeia até o fim de seus dias. O que nos dá satisfação é que, sem dúvida, a Argentina e nosso governo se hierarquizam com o processo. A Argentina assume o papel de líder no tema e de vanguarda.

– É importante que se dê por provado na sentença o sequestro das crianças que não foram encontradas?

– No começo nos diziam que eles não tinham entidade jurídica. Para a Justiça não haviam nascido, não tinham nome, não podíamos levar certidão de nascimento.

– Não consideravam os sequestros das crianças nascidas em cativeiro?

– Nos recursos de habeas corpus colocávamos as crianças por nascer, mas nos diziam que essa pessoa não existia, que não se sabia se havia nascido ou não. Mas isso era antes. Agora já se aceita. E agora está provado que são pessoas vítimas. É muito importante. Se reconhece a realidade.

– Que mudanças houveram na Justiça e na sociedade desde que se fez a denúncia em 1996 até agora?

–Há um caminho que percorremos nestes 35 anos nos quais fizemos docência e que nos demonstra que as pessoas vão tomando consciência de que a ditadura afetou a todos, que as crianças desaparecidas são de todos e os adultos também. Ainda que não seja um familiar, pode ser um vizinho, alguém que caminhou pelas mesmas ruas, que o cumprimentava todos os dias, que ia fazer as compras no mesmo mercado. Isso está instalado. Daí vem a solidariedade que nos manifestam.

– Procura seu neto Guido em jovens de sua idade?

– Não, ainda que me sobressalte com o nome Guido sempre, mas agora é bastante comum. Sobressalto-me e pergunto: “que idade tem”. Tem vezes que me trazem dados que podem coincidir com meu neto, mas trato de não me animar. Não é bom agarrar-se a algo que é uma possibilidade, nada mais. A decepção é muito grande. Esse não é meu temperamento, meu temperamento é mais frio, para ter a cabeça bem posta e poder seguir fazendo coisas. Nunca digo quando encontramos um neto: “por que ela e não eu?”. Jamais. Sempre é uma sorte ter mais um neto e é como se fosse meu também.

Tradução: Libório Junior

Carta Maior

Jornalista chilena defende investigação sobre morte de Jango

Mônica González, autora de várias investigações envolvendo a Operação Condor, acredita que a morte do ex-presidente brasileiro João Goulart durante seu exílio na Argentina tem “a marca” do esquema repressivo coordenado das ditaduras sulamericanas. A jornalista considera que há elementos suficientes para supor que o presidente João Goulart foi vítima ca Condor e que a prova disso exige uma investigação coordenada em várias países. González considera “plausível’ a hipótese do envenamento.

Redação

Brasília – A morte do ex-presidente brasileiro João Goulart durante seu exílio na Argentina “tem a marca” da Operação Condor, esquema repressivo coordenado das ditaduras sulamericanas e, por isso, só será esclarecida se investigada coordenadamente em vários países, defende a jornalista chilena Mônica González.

“Há elementos suficientes para supor que o presidente João Goulart (deposto em 1964) foi vítima da Operação Condor e considero que são estes casos emblemáticos que merecem ser tratados prioritariamente no Brasil, disse González a jornalistas ao participar de um debate sobre a Condor, em Brasília.

Para que essa investigação chegue perto da verdade, defendeu ainda a jornalista chilena que já investigou muitos casos envolvendo a Operação Condor, é preciso que haja uma colaboração de vários países e que o Brasil receba os documentos que já foram encontrados no Uruguai, no Chile e na Argentina.

Os familiares de João Goulart já disseram que o ex-presidente representava uma ameaça para o ex-ditador brasileiro Ernesto Geisel e não descartam a possibilidade que sua morte foi resultado de um processo de envenenamento implementado por agentes de inteligência da ditadura.

Mônica González considera essa hipótese plausível, embora não disponha de provas para afirmar que aconteceu de fato. Mas ela lembrou que o envenenamento era um método aplicado naqueles anos. A jornalista realizou investigações no Chile e revelou como e onde se produziram substâncias tóxicas utilizadas para assassinar dirigentes políticos.

Ela não descarta que João Goulart tenha sido morto com uma dessas “armas químicas”. A jornalista chilena está investigando agora o uso de uma toxina para assassinar o ex-presidente chileno Eduardo Frei morto em 1981.

Carta Maior


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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