Arquivo para 1 de agosto de 2012

PARA DILMA A ENTRADA DA VENEZUELA NO MERCOSUL COLOCA O BLOCO NA QUINTA POSIÇÃO MUNIDIAL

A incorporação de um novo sócio após vinte e um anos é a grande oportunidade do crescimento do Mercosul. A entrada da Venezuela iguala o bloco à condição de quinta economia mundial. Só atrás dos Estados Unidos, China, Alemanha e Japão. Foi o que afirmaram em discursos os presidentes do Brasil, Argentina, Uruguai e Venezuela.

A presidenta do Brasil, Dilma Vana Rousseff, ao discursar falou do desejo que sempre perseguiu os membros do Mercosul para que ele ampliasse suas fronteiras.

“O Mercosul, um dos principais produtores mundiais de alimentos e de minérios, consolida-se como potência energética e alimentar global.

Há tempos desejamos um Mercosul ampliado em suas fronteiras e com capacidades acrescidas. Estamos conscientes de que o Mercosul inicia uma nova etapa. De gora em diante, nos estendemos da Patagônia ao Caribe”, analisou a presidenta Dilma.

Para a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, o momento é para vencer a herança da época da exclusão de milhares de pessoas impostas pelas cruéis ditaduras militares.

“Foram décadas de solidão. Estamos realmente diante de um dia histórico com a inclusão da Venezuela no Mercosul”, observou Cristina Kirchner.

Por sua vez, o presidente do Uruguai, José “Pepe” Mujica, disse que a verdadeira integração do Mercosul deve ser feita pelos trabalhadores, e não pelos empresários.

“As grandes maiorias estão ali contemplando este debate e nosso dever é incluí-las e que participem porque aqui se está desempenhando o futuro. A história se escreve com o que está lutando para viver, os esquecidos. Nossa verdadeira integração está nos anônimos”, lembrou Mujica.

Para Chávez, o Mercosul pode estimular com maior propriedade o trabalho agrícola, já que a economia de seu país foi basicamente sustentada pelo petróleo.

“Nos últimos 100 anos, tivemos um modelo baseado na renda do petróleo. Queremos sair deste modelo e impulsionar o desenvolvimento agrícola, pois temos em nosso país mais de 30 milhões de hectares que podem ser trabalhados e melhorados.

Com isso, podemos dizer que entramos em um novo período de aceleração da história que estamos construindo, com mudanças e aceleração histórica, geográfica e política. Mudanças profundas para nossa América Latina”, discursou Chávez.      

NA CERIMÔNIA DE INCLUSÃO DA VENEZUELA NO MERCOSUL CHÁVEZ AFIRMA QUE SEU PAÍS NÃO FOI OPORTUNISTA

Depois da cerimônia de inclusão da Venezuela no bloco do Mercosul indicada pelos países sul-americanos Argentina, Brasil e Uruguai, o presidente Hugo Chávez afirmou que não houve oportunismo para que a entrada de seu país fosse concretizada.

A resposta de Chávez é para evitar a continuação dos comentários, principalmente do governo usurpador do Paraguai, que afirmam que a Venezuela aproveitou a suspensão do país de Lugo, que era contra a sua entrada no bloco, para solidificar a inclusão.

A suspensão do Paraguai do bloco do Mercosul ocorreu em face do Golpe de Estado executado pelas forças reacionárias que eliminaram sumariamente o ex-presidente Fernando Lugo do cargo sem lhe permitir qualquer defesa. Em seu argumento, Chávez, ilustrou exemplificando com uma partida de futebol. Para ele a entrada da Venezuela no grupo vem só fortalecer o seu sentido democrático.

“Não foi oportunismo. Estamos apenas cumprindo o nosso papel, é parte da dinâmica política fazer o que está fazendo. Estamos no Mercosul porque a Venezuela tinha que estar no Mercosul. Porque apenas a extrema direita do Paraguai, que de maneira irracional, ia contra todo o interesse do Brasil, Argentina, Venezuela e Uruguai.

Se fosse uma partida de futebol e tivessem suspendido o rei Pelé, que por uma falta ganhou um cartão vermelho, e não fez os gols necessários para ganhar a partida. E logo alguém dissesse, nos fraudaram porque Pelé não jogou. Pelé não jogou porque estava suspenso. O Paraguai não é parte do Mercosul no momento.

Quando a democracia retornar ao Paraguai, seremos os primeiros a levantar as mãos para apoiar e aprovar o regresso do Paraguai ao bloco”, disse Chávez. 

CACHOEIRA NÃO TEM MAIS ESCRITÓRIO DE MÁRCIO THOMAZ BASTOS COMO SEU DEFENSOR JURÍDICO

Depois que a dondoca, Andressa Mendonça, mulher do mafioso Carlos Augusto Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira, preso com sua corriola pela Polícia Federal em 29 de fevereiro por ação das operações Vegas e Monte Carlo, aprontou uma das mais ousadas cartadas chantagistas contra o juiz federal Alderico Rocha Santos que julga o processo do meliante, para que ele o livrasse, o grupo de mais sucesso atual na parada da corrupção brasileira levou uma dura derrota.

O escritório de advocacia do ex-defensor de presos políticos no tempo da ditadura militar que dominou o Brasil entre os anos de 1964 e 1985, Márcio Thomaz Bastos, deixou a defesa do contraventor. De acordo com a advogada que pertence ao grupo de Bastos, Dora Cavalcanti Cordani, a petição da saída do caso foi protocolada ontem, dia 31. Falando à imprensa ela afirmou que a saída não tem nada relacionado com a jogada da dondoca Andressa Mendonça. O escritório já havia assumido deixar o caso depois da audiência da 11ª Vara Federal em Goiania.   

“Tínhamos combinado que após as audiências começaríamos a transição para um outro escritório escolhido por eles. Estamos em reunião com a família e acho que até o final da semana já poderemos repassar o processo”, disse Dora Cavalcanti.

Pode ser mera coincidência, a dondoca aprontar vilmente, e Márcio Thomaz Bastos, deixar o caso. Mas os fatos têm que ser tratado de maneira mais clara e convincente. Parece que para Bastos era muito difícil advogar para um acusado fortemente compulsivo e narcisista como é Carlinhos Cachoeira. E mais, em condição de réu altamente comprometido. A prova encontra-se nas quase nenhuma vitória do escritório em defesa do meliante. Tirando o direito que conseguiu na Justiça para que o contraventor ficasse calado na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) – o que é constitucional -, o resto foi só derrota. Vários habeas-corpus pedindo a soltura do réu e nenhum acatado pela Justiça.

No cômputo geral, Carlinhos Cachoeira, gastou dinheiro para nada. Mas é dinheiro ganho fácil, por isso ele não deve está lamentando. É por esse ganhar fácil que ele vai gastar mais com o novo escritório de advocacia. 

Espanhóis prometem protestos até recuperarem direitos eliminados com a crise

Povo tomou as ruas ao longo de todo o semestre contra política de cortes que atinge saúde, educação, aposentados e desempregados. Movimentos sociais prometem mais uma safra de grandes manifestações a partir de setembro, quando deve ocorrer nova greve geral no país ibérico. A reportagem é de Guilherme Kolling, direto de Madri

Guilherme Kolling

Madri – Os protestos contra os cortes drásticos nos gastos públicos são diários na Espanha. Diversas categorias de servidores fazem atos em praças, estações de trem, em frente a hospitais e em pontos simbólicos do centro de Madri, como a Puerta del Sol. Além de ações pontuais que já fazem parte do cotidiano do país ibérico nos últimos meses, o primeiro semestre foi marcado por grandes manifestações.

A primeira da série na gestão do conservador Mariano Rajoy, que assumiu o governo espanhol no final do ano passado, foi em 29 de março: uma greve geral que parou o país. O alvo foi a reforma nas leis trabalhistas. A medida facilitou demissões na iniciativa privada e tirou direitos de trabalhadores em uma nação em que desemprego atinge a um em cada quatro habitantes da população economicamente ativa – 24,6% ou 5,7 milhões de pessoas; entre os jovens, o índice chega a 50%.

A mudança na legislação voltou a pautar outra grande mobilização, em 1º de Maio, quando as centrais sindicais lideraram os protestos, novamente com críticas ao “ajuste” nas contas públicas feito governo de direita do Partido Popular (PP) e imposto pela União Europeia, como pré-requisito para que o país recebesse recursos de fora. O cartaz de “No a los recortes!” com o desenho de uma tesoura já era onipresente e segue sendo exibido por ativistas nas ruas.

Duas semanas depois do Dia do Trabalhador, todo o país voltou a ser mobilizado, desta vez pelos “Indignados”, movimento liderado por jovens que surgiu em 2011 nas redes sociais e que estava completando seu primeiro aniversário. O coletivo – conhecido como “15M”, por ter sido fundado em 15 de maio – voltou a tomar a Puerta del Sol e levou milhões de pessoas às ruas de centenas de cidades da Espanha.

Apesar das palavras de ordem contra políticos e até sindicatos – “Que no! Que no! Que no nos representan!” -, o grupo tinha pelo menos um ponto em comum de luta com os manifestantes de outros atos: sua contrariedade à política de cortes de gastos, que afetam saúde e educação. A crítica também foi direcionada ao repasse de bilhões de euros para bancos.

As manifestações seguiram no primeiro semestre, mas só voltaram a pautar o noticiário com a demanda dos mineiros, que iniciaram uma marcha desacreditada no início, no norte do país. Depois de 20 dias de caminhada e 400 km percorridos, chegaram à capital aclamados por milhares de madrilenhos que foram prestar o seu apoio no dia 10 de julho. A ameaça ao emprego desses trabalhadores pela diminuição drástica de recursos para as minas virou um emblema para todas as categorias de funcionários públicos atingidas e pelos cidadãos que não estão de acordo com o ajuste nas contas.

Mas ao invés de receber o grupo, o governo colocou a tropa de choque em frente ao Ministério da Indústria e Comércio e na rua que dá acesso ao Congresso. No mesmo dia, aprovou o maior corte da história recente da democracia da Espanha, que tem 30 anos. Anunciou uma redução de gastos de 65 bilhões de euros, penalizando funcionários públicos, aposentados e desempregados.

A resposta foi imediata. Uma semana depois, espanhóis saíram às ruas em mais de 80 cidades. Com a união das principais centrais sindicais do país – algumas inclusive rivais, mas que viram nas medidas do governo um inimigo em comum -, uma massa protestou contra políticos e banqueiros, exigindo sacrifícios também das organizações financeiras e cortes em cargos e benefícios de políticos.

Centenas de entidades e milhares de cidadãos foram dar o seu apoio e cobrar sacrifício de políticos e banqueiros. E todos prometem ficar nas ruas até que o governo mude sua postura e que os direitos dos trabalhadores e os serviços sejam repostos. As mobilizações na rua devem voltar com força em setembro, culminando com uma nova greve geral.

Especialistas apostam que atos públicos ganharão força
Estudiosos dos movimentos sociais apostam que a pressão da população na Espanha vai se manter e até se reforçar. Enquanto isso, a administração comandada por Mariano Rajoy tenta se blindar, ignorando os protestos e mantendo sua política de corte de gastos.

“O governo tem medo da participação dos cidadãos. Por isso, simbolicamente rodeia o Parlamento de barricadas que impedem o acesso. Considera o povo um inimigo. Se negou a receber os mineiros, que vinham acompanhados de uma impressionante quantidade de trabalhadores”, observa o catedrático em direito do trabalho da Universidade Castilha La Macha, Antonio Baylos.

O acadêmico aponta que a luta do povo espanhol já é longa e tem cada vez mais pessoas se incorporando a ela. “As mobilizações vão continuar. E até o final de setembro ou início de outubro teremos uma grande greve.”

Baylos reforça que o mandatário espanhol, Mariano Rajoy, conseguiu produzir uma convergência de sindicalistas e associações profissionais de todo tipo para combater o seu programa. Ele diz que os movimentos sinalizam que não querem esperar até a próxima eleição para uma mudança de rumo. A principal proposta, já defendida pelos dois principais sindicatos do país, CCOO y UGT, é exigir a convocação de um referendo para que os espanhóis possam manifestar sua opinião sobre as medidas do governo que não haviam sido propostas no programa eleitoral.

O economista e vice-presidente da Fundación Alternativas, Nicolás Sartorius, um dos pensadores da esquerda espanhola, concorda que as mobilizações sociais vão continuar até que o governo modifique sua política econômica. “Só austeridade e cortes vão aprofundar a recessão e aumentar o desemprego.”

Ele ressalta que somente em Madri, nos últimos meses, foram mais de mil manifestações de rua, o que deve voltar com força depois das férias de agosto. Em setembro, os movimentos sociais planejam organizar um referendo nacional sobre as medidas do governo. A campanha, projeta Sartorius, pode durar vários meses e culminar com greve geral.

“O horizonte dos protestos dependerá da evolução econômica no país, da política europeia e da situação do governo, mas o rumo está claro: forçar uma nova política econômica que faça compatível a austeridade e o crescimento econômico”, aponta ele.

Fotos: Guilherme Kolling

Os falsos paladinos da liberdade de expressão

Os “blogs sujos” estão de fato se transformando em importante contraponto ao discurso homogêneo da grande mídia dominante. E isso parece ser intolerável para alguns setores – falsos paladinos – que ostentam publicamente a bandeira da liberdade de expressão e da democracia entre nós.

Venício Lima

(*) Publicado originalmente no Observatório da Imprensa.

Chegou ao conhecimento público, no último mês de fevereiro, que o jornalista Celso de Castro Barbosa fora demitido pelo editor da Revista de História da Biblioteca Nacional (RHBN) após divergências relacionadas à publicação, no site da revista, de uma resenha sua sobre o livro A Privataria Tucana. Pouco tempo depois, o próprio editor da RHBN, historiador Luciano Figueiredo, foi demitido. Em junho, o Conselho Editorial da RHBN, formado por conceituados intelectuais, anunciou sua renúncia coletiva.

Todo o episódio permanece nebuloso.

Logo após sua demissão, o jornalista Celso de Castro Barbosa disse à Carta Capital: “Fui censurado e injuriado”. A matéria, sob o título “Resenha de ‘A privataria tucana’ causa demissão de jornalista na revista da Biblioteca Nacional”, comenta:

Barbosa destaca que a remoção do texto ocorreu apenas “após o chilique do PSDB” em 1º de fevereiro, nove dias depois da publicação em destaque na primeira página do site da revista. O motivo seria uma nota divulgada em um jornal carioca, segundo a qual a cúpula do partido estava “possessa” com a revista, tida pela legenda como do governo. A evidente pressão externa fez com que o jornalista recebesse um chamado do editor-chefe da publicação, Luciano Figueiredo, naquele mesmo dia. “Ele [Figueiredo] disse concordar com quase tudo que havia escrito, mas o Gustavo Franco [ex-presidente do Banco Central no governo FHC] leu, não gostou e resolveu mobilizar a cúpula tucana”. Para conter o movimento, relata, o editor-chefe se comprometeu a escrever uma nota assumindo a culpa pela publicação do texto. “Eu disse: ‘Culpa de que? Ninguém tem culpa de nada. É uma resenha de um livro.” (…) Inconformado com a resenha, [o presidente do PSDB, Sérgio] Guerra chegou a enviar cartas de protesto à ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e a Figueiredo. Outros tucanos alegaram que a publicação era pública, trazia os nomes da presidenta Dilma Rousseff e de Hollanda no expediente e recebia verba da Petrobras. Logo, deveria se manter isentada de questões políticas. (…) [ver aqui a íntegra da matéria].

A representação na PGE
Relembro este episódio motivado pela representação que o PSDB protocolou no último dia 23 de julho na Procuradoria Geral Eleitoral com o objetivo de “denunciar a utilização de organizações, blogs e sites financiados com dinheiro público, oriundo de órgãos da administração direta e de estatais, como verdadeiras centrais de coação e difamação de instituições democráticas. Da mesma forma, pretende-se denunciar a utilização de tais blogs e sites como instrumento ilegal de propaganda eleitoral”.

Baseada em matérias jornalísticas publicadas na revista Veja, e nos jornais O Globo e na Folha de S.Paulo, a representação denuncia (1) a utilização de blogs e sites “para desmoralizar o Supremo Tribunal Federal por ocasião do julgamento do ‘mensalão’”; (2) a conclamação de organizações para defender réus da Ação Penal 470; e (3) a utilização de blogs para “fazer propaganda eleitoral para candidatos apoiados pelo Partido dos Trabalhadores”.

Conclui a representação que “as notícias (…) transcritas revelam claramente a prática de atos ímprobos e de ilícito eleitoral consubstanciados, não só em atentado aos princípios da administração pública, mas principalmente no recebimento indireto de doação por meio de apoio e publicidade custeada com o desvio de recursos públicos, sendo necessária a apuração dos fatos e a punição dos responsáveis na forma da lei” – e requer, especificamente:

a) apurar as fontes públicas de financiamento/receita das empresas e pessoas físicas (…) em especial da empresa PHA Comunicação e Serviços S/C Ltda., inscrita no CNPJ sob o nº 01.681.373/0001-38 e da empresa Dinheiro Vivo Agência de Informações S/A, inscrita no CNPJ sob o nº 58.732.710/0001-96;

b) apurar o desvio, ainda que indireto, de recursos públicos para a propaganda eleitoral de candidatos apoiados pelo Partido dos Trabalhadores – PT;

c) instaurar investigação destinada a apurar a prática de ato de improbidade [ver íntegra aqui].

Alguma novidade?
O comportamento antidemocrático de certos setores que se apresentam publicamente como defensores da democracia não constitui exatamente uma surpresa para quem acompanha a vida política do nosso país. Historicamente, o “liberalismo” brasileiro tem convivido, sem qualquer constrangimento, com posições não democráticas.

Não surpreende, portanto, que a defesa da liberdade de expressão – indevidamente associada à liberdade da imprensa – se caracterize por ser marcadamente seletiva. Quando se trata de opiniões divergentes, a resenha deve ser retirada do site (como aconteceu na RHBN) e/ou elas passam a ser consideradas como “coação e difamação de instituições democráticas”.

Tampouco surpreende que exista um posicionamento seletivo em relação ao financiamento público de veículos de comunicação. Como se sabe, entre nós o grande financiador da mídia tem sido o Estado, diretamente através da publicidade e/ou indiretamente através de financiamentos, empréstimos, subsídios, isenções fiscais etc., etc. [ver, neste Observatório, “Quem financia a mídia pública?” e “Quem financia a mídia privada?”]

Não consta que tenha incomodado a esses setores – que agora protocolam representação junto à Procuradoria Geral Eleitoral – o apoio editorial e “jornalístico” explícito a candidatos de oposição que tem caracterizado o comportamento de boa parte da grande mídia em períodos eleitorais recentes [cf., por exemplo, Venício A. de Lima, A Mídia nas Eleições de 2006; Editora Perseu Abramo, 2007]

O contraponto dos “blogs sujos”
O professor Bernardo Kucinski argumenta que o surgimento da Última Hora, no segundo governo Vargas (1951-1954), “constitui o único momento na história da imprensa brasileira em que tanto a burguesia como o campo popular constituem um espaço público por intermédio de grandes veículos de comunicação e debatem nesse espaço com armas equivalentes”.

E continua:

“(…) em todos os outros momentos da vida brasileira o que temos é um espaço público uniclassista, elitista e estreito, a ponto de se desenvolver um espaço público alternativo, menor, contra-hegemônico, constituído por pasquins, no século passado [19], pelos jornais anarquistas, no começo deste século [20] ou pela imprensa alternativa, nos anos 70, quando então o espaço público alternativo torna-se o único espaço público, tal era a identidade e coincidência de interesses entre o estado e a burguesia” [cf. A Síndrome da Antena Parabólica, Editora Perseu Abramo, 1998].

Os “blogs sujos” estão de fato se transformando em importante contraponto ao discurso homogêneo da grande mídia dominante.

Essa talvez seja a grande novidade.

E isso, sim, parece ser intolerável para alguns setores – falsos paladinos – que ostentam publicamente a bandeira da liberdade de expressão e da democracia entre nós.

Venício A. de Lima é jornalista, professor aposentado da UnB e autor de, entre outros livros, Política de Comunicações: um balanço dos Governos Lula (2003-2010). Editora Publisher Brasil, 2012.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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