Arquivo para 13 de agosto de 2012

VELHA MÍDIA: É Fantástico: o sequestro da notícia alheia

Desde sábado, depois que começou a circular fortemente pelas redes sociais a capa de CartaCapital sobre o consórcio Veja & Cachoeira, a TV Globo desencavou uma notícia velha, dada em primeira mão…também por CartaCapital, sobre a suspeita de um sequestro levado a cabo pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Cachoeira e seu advogado, Marcio Thomaz Bastos, durante sessão da CPI do Cachoeira, em 22 de maio. Foto: José Cruz / ABr

O plágio tardio foi uma maneira desesperada de tentar neutralizar a única notícia que realmente ainda interessa sobre o tema, desde a cassação de Demóstenes Torres: as ligações de Policarpo Jr., diretor da Veja em Brasília, com o bicheiro, a quem pediu para grampear um deputado federal.

Botaram a matéria velha no Fantástico e obrigaram O Globo, cada vez mais o primo pobre das Organizações, a repercutir a história. Miserável sina, esta, do velho diário carioca, obrigado a repercutir notícia sequestrada de páginas alheias.

Na edição 698, de 18 de maio passado, CartaCapital trouxe a capa “No mundo de Cachoeira”, uma reportagem de Cynara Menezes sobre os múltiplos esquemas criminosos do bicheiro. Na matéria interna, intitulada “Senhor do submundo”, um dos pontos tratados pela repórter foi, exatamente, o sequestro que a Globo passou o fim de semana apresentando como novidade.

Leiam o texto de Cynara, escrito e publicado há três meses (leia mais clicando AQUI):

“Na quarta-feira 9, o também delegado da PF Raul Alexandre Souza, titular da Operação Vegas, havia relatado à CPI uma “ampla sorte de crimes de natureza grave” cometidos pelo grupo de Cachoeira. Segundo o federal, em determinado momento chegou a temer pela integridade física de um dos membros da quadrilha. Em abril de 2009, narrou o delegado, um funcionário “foi sequestrado e mantido em cárcere privado” pelo fato de Cachoeira desconfiar que o assecla estivesse envolvido no roubo de dinheiro apurado nas máquinas caça-níqueis. Os autores do sequestro teriam sido Jairo Martins e Idalberto Martins de Araújo, o Dada, os arapongas que aparecem nas escutas como fontes constantes do jornalista Policarpo Jr., diretor da sucursal de Brasília da revista Veja.”

Ou seja, vivem num fantástico mundo de bobos e cegos, certos, entre outras alucinações, de que as pessoas só entram na internet para rever os capítulos da novela da Carminha e as gracinhas do Globo Esporte.

Amanhã, terça-feira, dia 14 de agosto, o deputado Dr. Rosinha (PT-PR) vai ao plenário da CPI do Cachoeira pedir a convocação de Policarpo Jr. e dar início à única investigação que realmente precisa ser feita na comissão, já que todo o resto já foi apurado pela Polícia Federal.

Veja sustentava o esquema criminoso de Cachoeira, e vice-versa.

O único sequestro dessa história é o sequestro da verdade, da ética e do jornalismo.

Texto de Leandro Fortes da Carta Capital

INCORPORAÇÃO JURÍDICA DA VENEZUELA NO MERCOSUL

Já faz um mês que a Venezuela foi incorporada ao Mercosul. Hoje (13) ocorre sua incorporação jurídica a União Aduaneira sul-americana. Realiza-se hoje a passagem da oficialização para a questão jurídica para que os prazos oficiais do bloco fossem respeitados. Dilma Rousseff, Cristina Kirchner (Argentina) e José Mujica (Uruguai) coincidem na orientação para que todos colaborem com os venezuelanos e para os estudos da nomenclatura. A nomenclatura é a adequação dos produtos comercializados com os códigos adotados no Mercosul.

Na Venezuela o livre comércio, chamado de liberalização, irá iniciar depois da conclusão do processo de nomenclatura. Segundo a Agência Brasil: “A previsão é que ocorra a partir de janeiro de 2013. Mas, pelo Protocolo de Adesão da Venezuela ao Mercosul, o prazo final é até quatro anos. O esforço será para antecipar esse prazo”.

Outro país que intensifica sua entrada no bloco é o Equador. O primeiro passo foi realizado pelo presidente do Equador, Rafael Correa, em dezembro do ano passado, em Montevidéu, no Uruguai, durante a Cúpula do Mercosul. Faltam ainda outras etapas como a submissão do pedido ao Parlamento.

Sabe-se que a demora de seis anos para o ingresso da Venezuela no bloco se deu devido a resistência de parlamentares paraguaios e brasileiros, assim como se sabe que o Paraguai está afastado do bloco até 2013 quando ocorrerá novas eleições neste país. O Paraguai foi afastado devido decisão dos países signatários do bloco após o golpe de Estado, neste ano, que resultou na destituição de Fernando Lugo.

SEGUNDA–FEIRA DOMINICAL

Dia das boa almas

# Luiz Francisco Correa Barbosa, advogado do ex-deputado federal cassado, Roberto Jefferson (PTB/RJ), personagem principal da afirmação da existência do alcunhado mensalão, irá hoje, dia 13, na defesa de seu constituinte, no Supremo Tribunal Federal (STF), afirmar que o mensalão foi uma mentira do ex-deputado cassado para se vingar do ex-deputado José Dirceu (PT/SP), e ex-ministro da Casa Civil do governo Lula.

Roberto Jefferson arquitetou a existência do mensalão afirmando que havia um esquema de compra de parlamentares para votar projetos do governo federal comandado por José Dirceu. Em sua tese, o advogado Luiz Francisco Correa Barbosa dirá que os R$ 4 milhões era cumprimento de um acordo para que o PTB financiasse campanha eleitoral em 2004. A mesada paga aos parlamentares no esquema atribuído a José Dirceu foi “objeto de coação”. Pressionado por seu partido, Roberto Jefferson, teria criado o termo como figura de retórica para se vingar de seus desafetos.

Para o advogado, a tese de defesa em público, derruba a tese centra de acusação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Para ele o advogado de defesa de Marco Valério, Marcelo Leonardo conseguiu desconstruir a tese de Roberto Gurgel.

“A casa caiu! Ele (Leonardo) indicou provas, ao juízo ao crivo do contraditório, que não são aquelas que indicou o procurador-geral. Essa Ação Penal vai terminar com um festival de absolvições porque não tem provas contra quase ninguém.

Não há um elemento de prova no processo a não ser a palavra dele (Roberto Jefferson) de que ele recebeu esses R$ 4 milhões”, sentenciou o advogado Luiz Francisco Correa Barbosa.

# A Associação de Docentes da USP (Adusp) o Sindicato dos Trabalhadores da USP e 26 entidades estudantes e associações que compõem o Fórum Aberto pela Democratização da USP vão realizar hoje, dia 13, uma manifestação em frente ao instituto exigindo que a USP anule a demissão da ex-professora do Instituto de Química, Ana Rosa Kucinski, sequestrada e assassinada em 1974 junto com seu marido, o físico Wilson Silva, por uma das garras da forças repressivas da ditadura militar que dominou o Brasil entre os anos de 1964 e 1985, comandadas pelo torturador delegado Sérgio Paranhos Fleury.

Ana Rosa era militante da Ação Libertadora Nacional (ALN) e lutava contra o regime ditatorial. Em 1975, o instituto sem saber o motivo de seu desaparecimento da universidade, lhe demitiu e continuou sem se preocupar com o fato. Desparecida sem que ninguém soubesse seu paradeiro, o caso de Ana Rosa voltou a ser comentário das entidades que lutam pelos direitos humanos e dos presos políticos depois que o ex-delegado Cláudio Guerra, membro de grupo de repressão e execução da ditadura, confessou no livro Memórias de Uma Guerra Suja dos jornalistas Marcelo Neto e Rogério Medeiros que o corpo de Ana Rosa fora incinerado na Usina Cambahyba, no Rio de Janeiro.

Para vice-presidente da Adusp, Elizabetta Santoro, professora da Faculdade de Letras, Filosofia e Ciências Humanas da USP, o comportamento da universidade simboliza como ela age em relação ao seu histórico com a ditadura.

“É emblemático. Até hoje, a universidade não reverteu uma atitude que foi baseada em mentira.

Queremos fazer jus à memória e a verdade, precisamos saber o que de fato ocorreu e avaliar a postura da universidade, que condescendeu com a repressão. Se revermos suas atitudes desse período, podemos fazer luz ao passado, avaliarmos nosso presente e planejar nosso futuro”, observou a professora Elizabetta Santoro.

O fim das Olimpíadas de London deixou para o mundo esportivo do Brasil 17 medalhas, sendo três de ouro, cinco de prata e nove de bronze. Um conquista que lhe postou no 22ª lugar no ranking mundial das forças esportivas. Uma posição que não merece qualquer inveja, já que mostra o quanto nós estamos muito distante dos outros países que ocupam as primeiras posições,

Todavia, mesmo com a triste colocação, a presidenta Dilma Vana Rousseff, divulgou nota exaltando os atletas brasileiros principalmente por seus espíritos “de garra, esforço e abnegação”.

“Nossas atletas mostraram, nas mais diversas modalidades, exemplo de garra, esforço e abnegação e provaram que o Brasil estar ajudando a construir, por meio do esporte, exemplos de vida e perseverança para todos os nossos jovens”, diz a nota.

Mas tratando de seleção masculina de futebol, o que se pode inferir da “garra, esforço e abnegação” que Dilma atribui aos atletas não pode ser aplicada aos pernas-de-pau que levaram um banho da seleção mexicana. Embora tenha generalizado a homenagem aos atletas nem de longe chegas aos mercenários pernas-de-pau.

A seleção mais bajulada e arrogante para ganhar a medalha de ouro não soube se portar com a “garra, esforço e abnegação”, porque se encontrava envolvida no manto narciso da ambição capitalista que sempre serve de ponte de passagem para o marketing da pelada internacional. A mídia tupiniquim fez de tudo para que os pernas-de-pau trouxessem o ouro, que depois, como se viu, se transformou em barro. Uma provocação do Rei Midas que tocou na medalha mexicana, e com toda razão que o ouro tem como o mais precioso metal. Seja em país capitalista, socialista, ou primitivista.

Mas o ouro que virou barro que fortaleceu uma grande realidade da pelada brasileira. Neymar é um peladeiro como qualquer um. Bem que a mídia acéfala quis transformá-lo em um craque. Exaltou-o ao píncaro, mas as outras seleções mostraram que tudo não passava de fantasia ufanista. O mascarado do Peixe deve ter caído abismalmente no mercado de venda de pernas-de-pau.

Agora, como a verdade exposta, a mídia acéfala esportiva vai ter que encontrar outras ilusões para apresenta-lo como craque, porque a comunidade futebolística internacional já sabe que ele é um grande blefe que a indústria do entretenimento consumista tentou empurrar para os incautos torcedores.

Outros que também se mostraram arrogantes narcisistas foram os mãos-de-pau do vôlei brasileiro. Uma seleção cheia de pruridos burgueses e achaques infantilizados que perdeu para a Rússia exatamente por não ter a maturidade necessária para compreender o que uma participação olímpica.

Depois de se encontrar com dois sets na frente, viu o ouro se metamorfosear em barro por obra da vaidade e fantasia de todos, principalmente de seu técnico Bernardinho, que, como mostra seu nome, teima em não se tornar adulto.

Enquanto isso, no Peladão Brasileiro nada de novo sob a luz dos estádios. O Galo bicou o Vascão por 1 a0, e é mais do que nunca primeiro lugar do peladão o que não lhe faz melhor do o que ocupa o último lugar. Tudo em casa. Flusão baleou o Periquito, normal. Da mesma forma que a vitória do Mengão sobre o Sport não põe nenhum sinal notável no peladão.

O Peladão Brasileiro vai no ritmo de Caetano. “…Tudo é igual, não me iludo e com tudo, a mesma porta sem trinco, o mesmo teto,…”

O JORNALISMO ONANISTA

Tome-se uma melodia qualquer; durante cinco anos martele-se a letra e a música no consciente e no subconsciente da sociedade. Na TV repita-se sempre o título da canção, divulgue trechos com caras e bocas sugestivas. Debulhe-se os versos de forma intermitente  nas colunas de jornalistas ‘de prestígio’; durante cinco anos dê a eles a oportunidade de ecoar suas colunas nas emissoras de TV e nos noticiários das rádio pela manhã, à tarde e à noite; dissemine-se os bordões à exaustão ao longo desse período em artigos e entrevistas; dedique-se a eles dúzias de manchetes , capas e escaladas em telejornais.

Finalmente, numa 5ª feira de agosto, (09-08) vá a campo e pergunte a 2.562 pessoas se elas conhecem a melodia e que opinião tem sobre os estribilhos massificados durante cinco anos.No domingo seguinte (12-08) espete-se os resultados em manchetes impactantes’: 73% da população tem a mesma opinião da  mídia sobre a cantilena em questão. A saber, assegura o Datafolha: 73% dos brasileiros acham que os acusados do chamado ‘mensalão’ devem ser condenados à prisão. Ah, sim, a partir da 2ª feira, (13-08), acione-se a etapa seguinte; o mesmo dispositivo midiático põe-se a martelar o resultado da pesquisa como sendo ‘a vontade da Nação’. Sugere-se que não pode ser outro o discernimento da Suprema corte do país, sob risco de perder a ‘credibilidade perante a opiniáo pública’.

Dê a esse onanismo midiático o nome de liberdade de imprensa e classifique como chavista quem ousar arguí-lo.  À propósito, leia nesta pág. o artigo de Tarso Genro sobre o linchamento inédito em curso na democracia brasileira. 

Fiquei péssimo quando vi que não poderia ingressar na polícia por ter HIV, conta candidato ao curso de formação de soldados da PM do Pará

Fiquei  péssimo quando vi que não poderia ingressar na polícia por ter HIV, conta  candidato ao curso de formação de soldados da PM do Pará

O  belenense Rodrigo, de 25 anos, foi o responsável pela recente denúncia sobre a  obrigatoriedade do teste de HIV para admissão do curso de Formação de  Soldados da Polícia Militar do Estado do Pará. Em entrevista exclusiva à Agência  de Notícias da Aids, Rodrigo, que pediu para não ter seu sobrenome  divulgado, contou que se sentiu “péssimo” e “muito frustrado” quando leu o  edital e descobriu que seria excluído do processo de seleção por ter HIV.

“É muito  difícil ter que conviver nessa sociedade preconceituosa em condições normais, e  isso se torna pior quando vejo que sou impedido de participar dela como um homem  comum, com problemas de saúde que qualquer ser humano pode vir a ter”, disse.

Leia a  seguir a entrevista na íntegra:

Agência  de Notícias da Aids: Como surgiu a ideia de ser polícia militar? Você  pretende fazer carreira nas forças armadas?

Rodrigo:  Bom, não tenho o objetivo especifico de fazer parte da polícia militar. Minha  real vontade é de ser um funcionário público concursado. Já estudei muito no  decorrer da minha vida e quero poder aplicar meus conhecimentos adquiridos  agora, nesta fase da minha vida, na qual pretendo construir um futuro estável.  Mas quando fui ler o edital para formação de soldados da PM, fiquei sabendo  sobre a exigência do teste.

Agência Aids: Segundo nota divulgada pela Procuradoria Geral do Estado, “há  justificativas técnicas da área médica que demonstram a incompatibilidade do  exercício do cargo militar pelo paciente soropositivo bem como porque o fato do  militar ser portador de HIV é causa de reforma do mesmo, ainda que se  trate de paciente assintomático.” O que você acha desta justificativa?

Rodrigo:  Acho que é uma boa justificativa para quem quer manter os portadores de HIV longe de seu circulo social. Primeiramente, vemos uma grande  incoerência com relação à justificativa técnica da área médica, que diz que os  portadores de HIV têm o organismo debilitado e possivelmente não  conseguiriam exercer suas funções com êxito no serviço militar. Porém, os  próprios médicos recomendam a todos os portadores de HIV que tenham  atividades físicas diariamente, já que os exercícios beneficiam a produção de  linfócitos TCD4 e reduzem a carga viral dos portadores.

Não  obstante, o argumento da procuradoria geral que diz que o fato do militar ser  portador de HIV é causa de reforma do mesmo é um absurdo! Sabemos que  cada órgão público e privado tem seus regimentos internos, mas eles não podem  ferir os direitos humanos! Conheço bem os termos do art.110, da lei 6880/80,  relativo ao estatuto dos militares. Este estatuto foi feito em uma época a qual  não existiam tratamentos medicamentosos para o HIV, em 1980, quando a  possibilidade do óbito em decorrência da doença era infinitamente maior em  comparação aos tempos atuais, além do que a qualidade de vida das pessoas com o  vírus era muito baixa. Naquela época, os portadores de HIV realmente  precisavam desta super proteção. Hoje em dia, as coisas são bem diferentes. Em  1980 nem tínhamos a atual constituição. Percebam o quanto este estatuto é  defasado e chega a ser discriminatório.

Em  outros estados (possivelmente, de pessoas menos pré-conceituosas), já foram  criadas leis especificas para o assunto, proibindo a exigência do teste de HIV em concursos públicos.

O artigo  5 da constituição diz que são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra  e a imagem das pessoas, assegurado o direito à indenização pelo dano material ou  moral decorrente de sua violação. Sinto que a obrigatoriedade de fazer o teste  de HIV para ser admitido na Polícia Militar do Estado do Pará viola minha  intimidade e vida privada, além de ver essa proibição como desrespeitosa e  preconceituosa.

Agência Aids: Você afirmou que quer ser um funcionário público concursado e  construir um futuro estável. Passou em algum momento da sua cabeça entrar no  concurso da polícia e pedir reforma?

Rodrigo:  Nunca! Quero trabalhar até merecer minha aposentadoria. Vou me aposentar quando  estiver com idade avançada e realmente impossibilitado de exercer minhas  funções. Estou com muita energia! Quero continuar fazendo parte da sociedade.  Quero poder fazer carreira no serviço público. Pretendo realizar muitas coisas  nesta vida, e uma aposentadoria não me daria oportunidade de crescer. Muito pelo  contrario, faria com que eu parasse no tempo.

Agência Aids: Como se sentiu ao perceber que a sua sorologia para o HIV  seria um impeditivo para exercer uma carreira que deseja?

Rodrigo:  Me senti péssimo. Essa seria uma grande oportunidade para que eu pudesse começar  a construir o futuro que eu pretendo ter. Um bom salário e boas condições de  trabalho me atraíram. Ver que esta oportunidade estava fugindo do meu alcance  foi muito frustrante, principalmente por ser devido a minha condição de portador  do HIV. É muito difícil ter que conviver nessa sociedade preconceituosa  em condições normais, e isso se torna pior quando vejo que sou impedido de  participar dela como um homem comum, com problemas de saúde que qualquer ser  humano pode vir a ter.

Agência Aids: Você defende então o fim da exigência do teste de HIV nas  Forças Armadas? Se outros órgãos militares não fizerem esta exigência, pretende  se candidatar?

Rodrigo:  Defendo sim! Bom seria se tanto as forças armadas como a sociedade deixassem de  ver o HIV como um bicho de sete cabeças. Existem doenças muito mais  limítrofes, como a diabetes, e que são tratadas com naturalidade pela sociedade.  Trabalho na área da saúde e sei o que digo.

O  serviço militar continua sendo uma opção para que eu faça carreira no serviço  público. Recentemente, fui aprovado no concurso público da SESPA (Secretaria de  Saúde do Estado do Pará) e não precisei passar por toda essa situação. Fui  aprovado para um cargo que coloca minha saúde em muito mais risco e não me  pediram sorologia para HIV. Trabalharei em hospitais e postos de saúde,  onde o risco de eu contrair uma doença é maior do que nas ruas trabalhado como  policial.

Alguns  estados possuem leis especificas para esse assunto, proibindo a exigência de  testes de HIV nos concursos públicos. Se alguma oportunidade de fazer  parte do serviço público aparecer em outros estados, não tenha dúvida que vou  correr atrás. Há alguns meses, não realizei a prova da polícia militar do Estado  do Amazonas porque eles exigiam o teste de HIV também. Vejo que é hora de  fazer algo a respeito em âmbito federal.

Agência Aids: Como está sua saúde atualmente?

Rodrigo:  Estou muito bem. Sem nenhuma queixa de saúde. Pratico natação três vezes por  semana. Vivo com o vírus HIV há quatro anos e não faço uso de tratamento  medicamentoso por não precisar. Procuro manter hábitos saudáveis e faço todos os  exames necessários a cada seis meses para saber como está a minha  saúde.

AGÊNCIA DE  NOTÍCIAS DA AIDS | NOTÍCIAS

DST,  AIDS E HEPATITES VIRAIS

10/08/2012

Veja a matéria no site de  origem

CONVITE: Lançamento do livro «Era assim… Em Rio de Mel – Crónicas de uma Aldeia Beirã», de Luís Rodrigues, dia 22 de Fevereiro, às 18h00


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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