Arquivo para 18 de agosto de 2012

SABATINA MIDIÁTICA

Êxtase da informação: simulação. Mais verdadeira que a verdade.

Êxtase da informação: simulação. Mais verdadeira que a verdade. Jean Baudrillard

@ Depois da polêmica causada na quinta-feira pelos ministros Joaquim Barbosa, relator do alcunhado mensalão, e Ricardo Lewandowski, revisor, quando Joaquim Barbosa decidiu que o julgamento dos réus seria por capítulos, fatiado, como se diz, e Lewandowski queria que fosse votação única, os ministros anunciando seus votos de uma vez, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Ayres Britto, decidiu que a votação será mesmo fatiada.

Para Ayres Britto o julgamento será realizado por núcleos temáticos: operacional, financeiro e político. Embora Ayres Britto tenha feito essa divisão, alguns analistas e juristas acreditam que o julgamento é na verdade um julgamento político. Para alguns trata-se na verdade de por fim a vida política do ex-deputado federal e ex-ministro da Casa Civil do governo Lula, José Dirceu. O que muito interessa a extrema-direita e a mídia sequelada.

O presidente do STF disse também que acredita ser possível que já na segunda-feira o ministro Lewandowski, revisor do processo, possa apresentar seu voto.

“Se o relator agregar algo ao terceiro item, a palavra ainda continua com ele. Se ele disser que o terceiro item da denúncia está exaurido, aí quem fala imediatamente é o revisor”, disse Ayres Britto que explicou o que é votação por núcleos temáticos, mas não soube explicar se a votação dessa forma vai prolongar o julgamento.

“Isso significa segmentar. Pega o voto e parcela. Não faz um voto de ponta a ponta e, sim, por núcleos. O ministro-relator seguiu a metodologia da denúncia. Toda ela é segmentada por núcleos temáticos, núcleos de acusação. Ele separou esses diversos núcleos para fazer sua votação.

Não sei. Isso é meio incógnito, se vai estender ou não. E, ao que eu soube, o ministro Lewandowski anunciou que se adaptaria a essa metodologia do fatiamento na hora da votação”, disse Ayres Britto.

Como o ministro Cezar Peluzo vai ser aposentado compulsoriamente no dia 3 de setembro, por completar 70 anos, e se o julgamento prolongar ele não exercerá seu voto, Ayres Britto aproveitou para tecer comentários sobre o profissionalismo de Peluso.

“O ministro Peluso honra qualquer tribunal. Reconhecidamente, é um juiz muito técnico, dotado de excelentes conhecimentos teóricos, com mais de 44 anos como juiz de carreira e mais de nove anos no STF. Qualquer tribunal gostaria de contar com a participação do ministro Peluso, porque ele qualifica e adensa as decisões tribunalícias”, observou Britto.

O ministro Cezar Peluso é uma das maiores forças conservadoras do STF. Tem vastos conhecimentos técnicos-jurídicos, mas carece da potência produtora da jurisprudência filosófica, o que concebe transformações. A poieses que não se confunde com a lei constituída.

@ Em meio a tentativa da Associação Nacional das Instituições do Ensino Superior (Andes), o maior sindicato dos professores das universidades federais, em conseguir abrir novamente um diálogo com o governo federal para discutir a questão dos reajustes, e com o Ministério da Educação respondendo que a proposta do governo buscou valorizar a titulação e a dedicação exclusiva, várias universidades federais do país deram por finalizada a greve.

Entre essas universidades encontram-se a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Universidade, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e Universidade de Brasília (UnB) que em assembleia geral por 130 votos contra 115 decidiram terminar a paralisação que iniciou em 17 de maio. A informação foi da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (Adunb). Também decidiu terminar a greve o Instituto Federal de Educação Profissional e Tecnológica do Paraná (IFPR).

A greve que começa a arrefecer em algumas universidades deixa um rescaldo não muito vantajoso para os professores, de acordo com os objetivos da Andes. Os professores não aceitaram a proposta do governo federal em conceder um reajuste de 25% e 40%, para todos os docentes, aplicados parcelados até o ano de 2015. Por isso, o sindicato tentou reabrir as negociações sem conseguir seu intento.

Por sua vez, o Ministério da Educação, em nota, disse que as negociações com os sindicatos estão encerradas, e não há hipótese de rever o critério da titulação na progressão.

@ A morte do educador, escritor e ex-reitor da Universidade de Brasília (UnB), cassado em 1964, ocorrida no ano de 1971, Anísio Teixeira, vai ser investigada pela Comissão de Memória e Verdade da Universidade de Brasília que tem o seu nome, como forma de homenagem póstuma.

A morte de Anísio Teixeira sempre teve uma névoa de indiscernimento tanto para sua família como para os amigos e pessoas preocupadas com os direitos humanos. O que ficou como verdade – sendo ficção – foi que Anísio Teixeira saiu de sua casa para visitar o filólogo Aurélio Buarque de Hollanda, no bairro do Flamengo, no Rio de Janeiro, e ao tentar pegar o elevador caiu no fosso. Todavia, essa versão de sua morte está sendo desmascarada com novas informações. Novas não, velhas informações. Só que agora é que estão se tornando mais públicas.

A história real, segundo sinais insuspeitos de personagens que vivenciaram fatos sobre a morte do educador, é que ele foi sequestrado por agentes da força repressora da ditadura militar que dominou o Brasil entre os anos de 1964 e 1985, e levado para uma unidade da Aeronáutica, sendo submetido à tortura com um objeto cilíndrico que lhe quebrou vários ossos, levando-o posteriormente à morte. O crítico literário e amigo de Anísio Teixeira, Afrânio Coutinho, presenciou a necropsia do educador juntamente com os médicos e amigos de Teixeira; o neurologista, Diolindo Couto; o professor de anatomia patológica, Domingos de Paola; e o anatomopatologista, Francisco Duarte Guimarães, e percebeu que em função dos ossos quebrados ele havia sido assassinado. Todos os quatro encontram-se mortos.

A versão do assassinato de Anísio Teixeira pela repressão militar é aceita pela família e amigos, e veio a público na semana passada em Brasília quando da instalação da comissão. João Augusto de Lima Rocha, professor da Universidade da Bahia (UFBH) e biógrafo de Anísio Teixeira, durante a cerimônia, disse que fora informado pela primeira vez do assassinato do educador através do ex-governador da Bahia (1967-1971), Luiz Viana Filho que apoiara o golpe e era próximo do primeiro ditador militar, Castelo Branco. Ele dissera para João Augusto que o e ex-reitor encontrava-se preso em uma unidade da Aeronáutica, no Rio. O segundo que lhe informara da verdade, foi o crítico literário Afrânio Coutinho que falara sobre o caso, em março de 1989, na casa e na presença do irmão de Jorge Amado, James Amado casado com a filha do escritor Graciliano Ramos, Luiza Ramos.

“Ele me disse que presenciou a necropsia de Anísio Teixeira. Pelos ossos que estavam quebrados de Anísio, ele não admitia que tinha sido queda. Quase todos os ossos estavam quebrados. A versão é que ele foi sequestrado no caminho e submetido à tortura. Anísio também disse a ele que estava recebendo telefonemas com ameaças”, contou João Augusto.

@ Queimadas, desmatamentos, expansão das estradas e ocupações irregulares são algumas das causas que estão levando o Rio Acre nos últimos anos sofrer as maiores secas de sua história. O rio é abastecido por lençóis freáticos comprometidos por essas predações. O estudo é apresentado pela engenheira florestal da Secretaria do Meio Ambiente do Acre (Sema), Vera Reis.

No ano de 2010, o Rio Acre atingiu a sua segunda maior seca em 40 anos. Chegou a uma lâmina d’água de 1,5 metro, e hoje já se encontra com 2,05 metros com tendência a diminuir, visto que a seca vai de agosto até outubro.

“Até meados de setembro, a tendência é que ele continue baixando. Todas essas ações predatórias, além de outras, comprometem a vazão do Rio Acre ajudando na provocação de cheias que atingem boa parte da capital acreana.

Em 11 de setembro tivemos a maior seca dos últimos 40 anos”, observou Vera Reis.

Com o objetivo de avaliar preventivamente as cheias, foi montada uma Unidade de Situação na Universidade Federal do Acre com parceira com a Agência Nacional de Água (ANA) que vai funcionar a partir deste ano, segundo Vera Reis.

“Esta unidade moderniza nossa rede de hidrometeorologia que recebe informações sobre ocorrências se chuvas, níveis do rio e quando elas atingirão a cidade” disse Vera.

Um dos grandes problemas causados pelos fenômenos hidrográficos e as ações predadoras do homem que atingem a existências das populações é observado nos bairros próximos ao rio. Esses bairros não possuem saneamento básico e as populações sofrem nessas condições como é o caso de Maria das Dores Santana que mora no bairro Taquari, em Rio Branco. Ela faz uso de água poluída para preparar comida.

“Às vezes eu uso a água do rio para cozinhar. Eu trato, coloco hipoclorito e uso. Graças a Deus até hoje não deu problema de saúde”, disse Maria das Dores

Que liberdade é esta?

Do PMDB dos dias de hoje, que diria o Doutor Ulysses? Digo, aquele que enfrentou os cães raivosos da ditadura, ironizou a “eleição” de Ernesto Geisel ao criar sua anticandidatura e liderou a campanha das Diretas Já. E do PDT, que diria Leonel Brizola, um dos poucos a esboçarem uma tentativa de resistência ao golpe de 1964, cassado e exilado, no retorno vigiado pelo poder ditatorial no ocaso, e ininterruptamente perseguido pela Globo? Quem ainda recorda as duas notáveis figuras tem todas as condições para imaginar o que diriam.

A CPI do caso Cachoeira acaba de escantear a convocação do jornalista Policarpo Jr., diretor da sucursal de Veja em Brasília, que por largo tempo manteve parceria criminosa com o contraventor. As provas irrefutáveis da societas sceleris apresentadas por CartaCapital na edição da semana passada não somente foram olimpicamente ignoradas pela mídia nativa, o que, de resto prevíamos, mas também não surtiram efeito algum junto à CPI. A qual, como se sabe, teria de apurar em todos os aspectos os crimes cometidos pelo talentoso Carlinhos e seus apaniguados. Entre eles, está demonstrado, Policarpo Jr.

Se as façanhas da semanal da Editora Abril não entraram na pauta da CPI é porque aqueles que nela representam PMDB e PDT são contrários à convocação do jornalista de Veja. Há precedentes para explicar. Sem justificar, é óbvio. Quando dos primeiros sinais de que Policarpo Jr. estava envolvido no entrecho criminoso, um dos filhos de Roberto Marinho foi a Brasília para um encontro com o vice-presidente da República e líder peemedebista Michel Temer. Tomava as dores de Roberto Civita, nosso Murdoch subtropical, sob a alegação de que alvejar Veja significaria mirar na mídia nativa em geral e pôr em xeque a liberdade de imprensa. Outro encontro, no mesmo período, Temer teve com o presidente-executivo da Abril, Fábio Barbosa. Cabe lembrar que fato igual não se deu nos tempos da censura dos ditadores a alguns órgãos de imprensa, quando os Marinho se relacionam com extrema cordialidade com os ministros da Justiça (Justiça?), e Veja estava sob censura feroz.

E eis que surgem as provas cabais da participação de Policarpo Jr., mas a vontade dos barões midiáticos prevalece, com a inestimável contribuição do PDT, escudado nos argumentos de um notório simpatizante das Organizações Globo, Miro Teixeira, idênticos, palavra por palavra, àqueles usados por um dos Marinho na conversa  com Temer. Donde, caluda, como se nada tivesse ocorrido, de sorte a cumprir a recomendação da casa-grande: nada de encrencas, deixemos as coisas como estão. Encrencas para quem? Para a minoria privilegiada, omissa. E a liberdade de imprensa? É a de Veja agir como bem entende.

Encaro meus acabrunhados botões, e pergunto: e que diria vovô Brizola de Brizola Neto? Será que Miro Teixeira pesa mais na balança do poder do que o ministro do Trabalho? Pesa ao menos dentro do PDT, a ponto de ofender impunemente a memória do engenheiro Leonel. É a observação dos botões, sugerida como conclusão inescapável.

Confesso algo entre o desconforto e o desalento. Indignação e revolta eu experimentava durante a ditadura, hoje sobrevém a desesperança. A mídia nativa é o próprio alicerce da casa-grande. Não há, dentro do seu espaço, impresso ou não, uma única voz que se levante para pedir justiça. É o silêncio compacto da turba, enquanto os seus porta-vozes invectivam contra a corrupção, sempre e sempre petista, e desde já decidem o resultado do processo do chamado “mensalão”. Pretendem-se Catões, são piores que Catilina.

Os botões me puxam pela manga. Ah, sim, esqueci: uma voz se levanta, a do Estadão, para noticiar que Gilmar Mendes, este monstro sagrado da ciência jurídica nativa, solicita um inquérito público a respeito de CartaCapital. Motivo: a nossa denúncia da sua participação do valerioduto mineiro. Mendes diz até ter estudado na Alemanha, deveria saber, porém, que no caso o único caminho é nomear advogado e mover demanda no Penal.

Em compensação, esta semana Roberto Jefferson se tornou personagem de destaque por ter apontado no ex-presidente Lula o chefão da quadrilha. Ele mesmo, o Jefferson que no começo da história, quando já havia embolsado 4 milhões de reais despejados pelo valerioduto nos seus bolsos, cuidou de isentar o então presidente.

Nem tudo é desgraça nas pregas do momento: na terça 14, o Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou por unanimidade a decisão de primeiro grau que reconhece como torturador o coronel Carlos Brilhante Ustra, comandante do DOI-Codi por certo período dos anos de chumbo. É a primeira vez que um órgão colegiado da Justiça brasileira afirma os crimes de um agente da ditadura civil-militar. Com isso, abre-se a porta para processos similares no Cível. A demanda movida pela família Teles, que conta com cinco torturados na masmorra do coronel Ustra, valeu-se do destemor e do saber do jurista Fábio Konder Comparato, infatigável na defesa da causa. Seu desfecho, pelo menos até agora, representa um avanço, mas a lei da anistia, condenada nas instâncias internacionais e tão limitativa das nossas aspirações democráticas, continua em vigor.

Ao cabo da semana, os botões sustentam condoídos que a casa-grande está de pé, inabalável, certa da cordialidade da senzala, como diria Sérgio Buarque de Holanda.

Mino Carta

A teoria da crítica radical do valor e a atualidade do pensamento de Guy Debord

Por Arlindenor Pedro

A morte do filosofo alemão Robert Kurz, ocorrida não dia 18 de outubro em Nuremberg, representa um duro golpe nas fileiras daqueles que em todo o mundo buscam frear a atual marcha da humanidade na direção da barbárie, que põem em perigo a nossa própria espécie e muitas das espécies existentes na face terrestre.

Kurz foi um crítico impiedoso dos conceitos gerais do chamado marxismo oficial, elaborado pela esquerda dogmática e positivista que ajudou a burguesia liberal a erigir a sociedade da mercadoria, em que atualmente o mundo está atolado, levando a humanidade a uma situação de penúria sem precedentes. Para ele o movimento socialista serviu, em ultima instância, como avalizador da sociedade de consumo em que vivemos. Com seus escritos, propunha, então, um novo olhar para as obras de Marx, ressaltando nela os estudos que ele fez sobre o trabalho abstrato e fetiche da mercadoria, abandonados pelo marxismo oficial que optou em ver dogmaticamente o proletariado como o motor principal de mudanças na sociedade, omitindo-se na luta pela destruição do Estado e a construção de uma nova sociedade, onde a mercadoria e o dinheiro não mais seriam os elementos de intermediação entre o homem e a natureza.

Robert Kurz teve muita coragem e ousadia! Propunha uma revisão completa dos conceitos iluministas que nortearam a construção da sociedade reacional que se firmou plenamente após a terceira revolução industrial, onde a incorporação da ciência ao processo produtivo levou ao declínio da existência da classe trabalhadora , seja do ponto numérico, seja do ponto de vista do processo, tornando-a, pouco a pouco, secundária ou mesmo, em muitos aspectos, desnecessária para economia capitalista. Insere-se na vertente de pensadores marxistas que se preocupavam com a impossibilidade do homem moderno encontrar sua plena existência num mundo de ampla oferta de mercadorias.

Nos últimos tempos, através de seu acurado conhecimento sobre as verdadeiras causas da tragédia contemporânea, que nos aproximam de uma crise sem precedentes na nossa história, dado ao poder de destruição que acumulamos, Kurz se tornou uma referência teórica e de princípios, formulando conceitos que nos ajudam a encontrar a saída do desastre eminente. A importância do pensamento de Robert Kurz é muito grande, devido a ser ele o continuador dos conceitos libertários da humanidade, à altura das ideias expressas em obras como “História e Consciência de Classe-Estudos sobre a dialética marxista” , de György Lukács e do “Estudo sobre a teoria do valor” , de Isaak Rubin, obras da década de 20, que foram pioneiras no estudo do conceito do fetiche da mercadoria na economia capitalista, formulado por Marx, e que não foi levado em conta pelos pensadores da Terceira Internacional.

A partir das pesquisas e formulações e de alguns integrantes da Escola de Frankfurt a teoria do valor foi sendo amadurecida e condições foram reunidas para o desenvolvimento do pensamento criativo de Kurz. Ele conseguiu assim dá um passo à diante com suas formulações que se convencionou chamar de crítica radical do valor.

Kurz foi um autor prolífico em artigos e ensaios e alguns deles – como Razão Sangrenta, Ontologia Negativa, Tábula Rasa e Dominação sem sujeito, foram publicados em 2004, em um livro que tomou o nome de Razão Sangrenta4, tornando-se um marco nesse passo a diante, onde se desenvolveu a critica radical ao Esclarecimento ou Iluminismo. Uma crítica à própria modernidade e à sociedade capitalista considerando-a uma sociedade baseada na abstração das qualidades sensíveis e na racionalidade assentada exclusivamente no valor. Trata-se de um momento que faz com que a própria revista Krisis, criada por Kurz em 1986, divida-se, dando lugar então a nova revista teórica criada por Kurz que teve o nome de Exit!

Mas, o chegar de Kurz e seus companheiros às formulações que os fazem hoje originais no que diz respeito ao tipo de combate que empreendem ao sistema capitalista, não pode ser visto na sua gênese (propondo a ruptura com conceitos como trabalho, luta de classe, progresso, etc.), sem integra-lo num grande movimento de crítica ao mundo das mercadorias, movimento esse que tem o francês Guy Debord como um de seus expoentes mais importantes.

Debord pertenceu à outra geração de pensadores europeus e sua militância politico-teórica se deu num mundo relativamente diferente do de Kurz: a Europa de pós-guerra. Ele não conheceu a internet na sua plenitude e nem o estágio de globalização da economia do mundo contemporâneo, que fez parte da vida de Robert Kurz e de seus companheiros da Exit! A Sociedade do Espetáculo que é a obra mais conhecida desse importante teórico francês, não é muito fácil de ser lida devido ao caráter fragmentário e bastante abstrato de seu texto, além de certa dificuldade para ser encontrada no Brasil. Assim como as obras de Robert Kurz, foi claramente condenada ao esquecimento pela mídia da burguesia liberal e, assim como a de Kurz, tachada de apocalíptica. Desse modo suas ideias também não deveriam ser levadas a sério. Segundo o filosofo alemão Anselm Jappe, autor do livro Guy Debord, isto se dá devido ao fato de que sua obra como um todo é inaceitável para aqueles que dominam a mídia em todo o globo. Quando são divulgadas, suas ideias são banalizadas,como por exemplo, a voz corrente nos bancos acadêmicos e nos estúdios de televisão, sobre o que é a sociedade do espetáculo. Recorrendo a Anselm Jappe, diria também que “devemos lamentar essa desinformação? Quando li Marx pela primeira vez fiquei surpreendido por não ter ouvido falar dele nas escolas. Quando comecei a entender Marx, isso deixou de me surpreender.”

Também as teorias de Marx foram deturpadas, ou reduzidas a uma simples doutrina econômica acerca do empobrecimento pretensamente inevitável do proletariado, para em seguida, por isso não ter acontecido totalmente, ser denunciada como uma teoria sem valor científico. Para compreendermos a teoria de Guy Debord precisamos saber, preliminarmente, o que é, de fato, aquilo que chamamos de Sociedade do Conhecimento – conceito que é amplamente aceito para nomearem-se as principais características de um tipo de sociedade que vai emergindo e substituindo a sociedade industrial, que conhecemos até então. Esta sociedade, fruto da revolução tecnológica que tomou força a partir dos anos 50, tem, grosso modo, como principais características: 1. a globalização das economias e dos costumes, moldando um mundo cada vez mais igual, onde é reproduzindo o estilo de vida da matriz ideológica – a sociedade americana; 2. rápidas mudanças tecnológicas, fazendo com que o tempo útil da mercadoria seja cada vez menor, acentuando nela o seu valor de troca; 3. desmaterialização das mercadorias, lá onde o mercado dos intangíveis vai substituindo o dos tangíveis, fazendo com que a imagem do produto tome o lugar dele próprio, como objeto de consumo; 4. customização dos produtos, onde o consumo é cada vez mais dirigido, criando-se tribos definidas para este fim, além, é claro, da extrema concorrência a nível global.

Mas, o conceito de Sociedade do Conhecimento, por si só, não é suficiente para que possamos ter uma compreensão exata do mundo em que vivemos. Para isto teremos que utilizar outros conceitos, mais específicos e menos abrangentes do que o da Sociedade do Conhecimento. Ora, tornou-se um lugar comum dizer que uma teoria tem caráter científico quando ela é demonstrável e pode ser aplicada numa realidade universal. Num caso específico da filosofia, e da forma de se observar a sociedade capitalista contemporânea, parece-me que as ideias desenvolvidas por Debord no livro que denominou Sociedade do Espetáculo, e que é relatada através do filme do mesmo nome, podem ser plenamente demonstráveis no mundo contemporâneo: ele nos diz que a mercadoria é o nexo que estrutura a sociedade contemporânea – o mundo do presente-vivido, e me parece que este é um conceito concreto, visível a todos, passível de levarmos em consideração.

Vemos nos tempos atuais o capitalismo completar o seu ciclo final, após ter-se globalizado totalmente, banindo da terra outros modos de produção, que ainda insistiam em sobreviver. Podemos dizer que ele parte agora para um novo momento – seu momento mais importante, o ápice da sua existência: a conquista das almas de todos os seres humanos. A ideia é a de uma sociedade em que tudo se torna descartável. A busca por objetos é incessante e parte de uma equação que traduz a compreensão de que ter esses objetos é sinônimo de felicidade. O consumo, então, acaba por reger nosso modelo de vida atual, definida pelo excesso de ofertas, demandas vorazes e liquidez destes mesmos objetos. A atualidade seria, então, marcada por uma “cultura das sensações”, na qual imperaria o culto ao corpo e a beleza e certo hedonismo: tendência a querer obter permanentemente o prazer e evitar o sofrimento. Desta forma, vemos o capitalismo tornar a todos consumidores, com objetos customizados para todos os gostos, com preços plenamente alcançáveis para aqueles que estão dentro do mercado de consumo, onde o conceito de “ter” que antes tinha substituído completamente o conceito de “ser”, dá lugar ao conceito do “parecer”, isto é: não é mais necessário se possuir um produto se uma cópia perfeita pode me dar a mesma sensação de satisfação, dentro do grupo social que frequento, pois o que importa é a sensação que aquela mercadoria me dá. Globalizando os mercados e transformando a humanidade como um todo num exército de consumidores, o capitalismo abriu mão do trabalho como o elemento determinante da sua existência, através do uso continuado e cada vez mais incessante da tecnologia, notadamente da tecnologia digital, sucessora da tecnologia analógica. A descaracterização do trabalho e a transformação de todos em meros consumidores, eis aí a base de entendimento desta nova sociedade.

Em regra geral, a observação das características desse tipo de sociedade foram feitas pelo filósofo francês Guy Debord, na década de 60, influenciando os jovens nas barricadas de Paris e em todo mundo. Naquela ocasião, ele tornou claro que o espetáculo, adjetivo com que nomeava essa nova característica da sociedade contemporânea, seria o resultado e o projeto do modo de produção existente – que entendo eu ser o modo de produção capitalista – erigindo para um novo momento da humanidade, uma a visão de mundo (weltanschauung) da burguesia liberal que, em última instância, desenvolveu até as ultimas consequências os preceitos do mundo esclarecido. Portanto, o espetáculo seria o elemento mais importante da atual sociedade produtora de mercadorias: como todo intercâmbio entre os indivíduos só se realiza por intermédio das mercadorias, então os indivíduos converter-se-iam em espectadores do movimento autônomo das coisas, tornando-se, inclusive, eles próprios mercadorias.

No espetáculo já não predominaria simplesmente a produção mercantil, mas a imagem. A separação, ou alienação do trabalho, consumada no âmbito da produção capitalista retornaria como falsa unidade no plano da imagem. O espetáculo seria a autonomização das imagens, doravante contempladas passivamente por indivíduos que já não vivem em primeira pessoa. Ali, a imagem não reflete apenas a mercadoria, como numa banal teoria pseudocrítica do consumo, mas o conjunto da relação social capitalista baseada na separação. Por isso, o espetáculo não seria simplesmente um conjunto de imagens, um abuso do mundo visível, e sim um tipo particular de relação social entre pessoas mediadas por imagens.

Tratar-se-ia, evidentemente, das relações de produção capitalistas, radicadas na alienação do trabalho, isto é, na total indiferença da produção em relação à vontade e ás necessidades dos produtores. A contemplação passiva das imagens, que foram escolhidas por outros, substituiria o vivido e próprio poder de determinar o futuro do indivíduo. O espetáculo torna-se o capital concentrado a tal ponto que se transforma ele próprio em imagem. O espetáculo é, portanto, o capital que esgotou a fase de acumulação primitiva – dissolução dos últimos laços pré-capitalistas que ainda restavam como limites exteriores do capitalismo – e passa a reproduzir essa mesma acumulação como seu elemento interior e incessantemente renovado. A separação dos homens de suas condições de vida foi estendida agora ao mundo todo e completada, não restando ao capital outra saída senão intensificar esta separação, privando do homem dos seus aspectos mais elementares – seus desejos, afetos, seus sonhos. Isolados, separados num mundo onde não tem mais nenhum papel ativo, sucumbe o homem a uma total dominação, invisível e implacável. Seria o racionalismo pleno de um mundo onde até o sonho é previsível e controlado.

Sou da opinião de que esta forma de observar o mundo, este pensamento de Guy Debord, insere-se na vertente das obras iniciadas, no inicio do século XX com os pensadores da Escola de Frankfurt, ou do Instituto de Pesquisas Sociais da Universidade de Frankfurt, onde eles fazem a critica do valor, de forma diferenciada da escola marxista oficial, presente principalmente nos partidos comunistas europeus. Embora em nenhum momento, Debord, tenha comungado abertamente das teses desta Escola, suas ideias, assim como suas atitudes políticas, nos levam a ver similitudes no pensamento dele com o de muitos teóricos daquela Escola, que acabam revendo os conceitos gerais elaborados pelo iluminismo, que servem de base para o pensamento ocidental da atualidade e dão suporte para a sociedade da mercadoria.

Uma das obras mais conhecidas desta Escola e que nos leva a repensar esses conceitos é a A Dialética do Esclarecimento de Theodor W. Adorno e Max Horkheimer. Editada em 1947, em pleno pós-guerra, transformou-se em importante documento de análise filosófica da historia humana, e em particular, dos conceitos gerais do Iluminismo, que aqui eles chamam de Esclarecimento. As consequências das análises de suas obras levavam a um caminho diferente daquele do marxismo oficial, profundamente integrado ao pensamento leninista e já nos finais dos anos 20 e início dos anos 30 do século passado pelo pensamento estalinismo, que vigorou até bem recentemente e dominava a maioria dos partidos comunistas do mundo. Seus estudos utilizavam-se tantos dos pressupostos teóricos marxistas como da psicanálise freudiana, integração que irá perpetuar-se ao longo da produção teórica da maior parte dos membros do Instituto.

A Dialética do Esclarecimento é uma obra que tem um inestimável valor, por procurar responder as perguntas frequentes que assolam o homem contemporâneo: por que após o avanço inquestionável da ciência que deu ao homem condições de superar a maioria dos males que aflige a sua existência, como a fome, a desigualdade, o medo e a exploração do homem pelo homem, ao invés de conduzir-se para um mundo de plena emancipação, dá testemunho do curso de uma nova barbárie? Os autores, num escrito que desenvolveram propositalmente de forma assistemática, num texto complexo e difícil, nos fazem mergulhar nessa problemática, levando-nos para as origens da civilização: vendo nos mitos e na civilização clássica grega a gênese do esclarecimento, colocando-o como uma forma de libertação que o homem encontrou da natureza.

Deixando de abordar a gênese do esclarecimento a partir do pensamento ilustrado dos filósofos do século XVIII, notadamente dos conceitos de Kant, que criou na modernidade as bases racionais da sociedade em que vivemos, Adorno e Horkheimer partem do axioma de que “o mito já é o esclarecimento e esclarecimento acaba por reverter à mitologia”, e por isto o retornar de aspectos da interpretação da Odisseia de Homero, mormente os relacionados ao drama de tipo prometeico entre auto conservação e sacrifício, que de certa forma aborda a racionalidade humana, presente na civilização moderna. No estudo do conflito dos homens com os deuses e na sua luta pela libertação, e condução de sua história, longe das amarras das forças naturais, subjugando-a aos seus propósitos, o texto nos leva a entender que longe de se tornar livre o homem cria para si um novo senhor, que o aprisiona: a lógica cientifica, a forma racional de ver e se relacionar com a natureza, que o afasta do mundo real. Querendo ser livre o homem torna-se escravo da técnica e cria um mundo reificado aonde os valores humanos vão desaparecendo. O desencanto do mundo na verdade cria um mundo desumano. Para eles o mito converte-se em esclarecimento e a natureza em mera objetividade. O preço que os homens pagam pelo aumento do seu poder é a alienação daquilo sobre o que exercem o poder.

Debord também se preocupava com esta questão, isto é, a impossibilidade do homem moderno encontrar sua plena existência num mundo de ampla oferta de mercadorias. Porém, o pensamento de Debord vai mais além do que o que alcançou aquele dos estudos dos filósofos da Escola de Frankfurt, pois o aspecto mais atual do seu pensamento está em interpretar esta situação do homem contemporâneo à luz da critica de Marx ao valor, partindo do estudo da visão marxiana desenvolvida na sua Critica da Economia Política, mas colocando em relevo o conceito de fetiche da mercadoria. Em ultima instância, entendemos o pensamento de Marx como uma constatação e uma critica da redução de toda a vida humana, no capitalismo, ao valor, isto é, à economia.

Opondo-se a interpretação dos partidários de Marx, que na geração deles viam a questão da exploração econômica como o mal maior do capitalismo e desta forma propunham uma nova sociedade onde a economia existiria, mas não seria usada para a exploração de uma classe sobre a outra, Debord, remetendo ao próprio Marx, discorda dessa visão teórica e concebe a esfera econômica, como ela própria, oposta a totalidade da vida. E ai está sua originalidade. E isto será então retomado por Kurz.

Recordando duas consequências da critica do fetichismo que Debord soube apreender com grande antecedência, assim nos diz Anselm Jappe: ¨em primeiro lugar, a exploração econômica não é o único mal do capitalismo, dado este ser, necessariamente, a negação da própria vida em todas as suas manifestações concretas. Em segundo lugar, nenhuma das inúmeras variantes no interior da economia baseada na mercadoria pode realizar uma mudança decisiva. Por isso é que seria totalmente inútil esperar uma solução positiva do desenvolvimento da economia e da distribuição adequada dos seus benefícios. A alienação e a expropriação constituem o núcleo da economia mercantil que, além do mais, não poderia funcionar de modo diferente, e os progressos da ultima são, necessariamente, os progressos das duas primeiras. Isso constitui uma autêntica redescoberta, considerando que o “marxismo” (refere-se aqui ao “marxismo” dito oficial), a par da ciência burguesa, não fazia “critica da economia política”, mas limitava-se a fazer economia política, levando em conta apenas os aspectos abstratos e quantitativos do trabalho, sem discernir ai a contradição com o seu lado concreto. Este marxismo já não via na subordinação da vida inteira às exigências da economia um dos efeitos mais desprezíveis do desenvolvimento capitalista, mas, pelo contrário, um dado ontológico cuja evidenciação até parecia um fato revolucionário . A “imagem” e o espetáculo de que fala Debord devem ser entendidas como um desenvolvimento posterior da forma-mercadoria. Têm em comum a característica de reduzir a multiplicidade do real a uma única forma abstrata e igual. De fato, a imagem e o espetáculo ocupam em Debord, o mesmo lugar que a mercadoria e os respectivos derivados que ocupam na teoria marxiana” .

Mas, é importante frisarmos novamente que esses caminhos já tinham sido trilhados por György Lukács, no seu polêmico livro História e Consciência de Classe, que sem dúvidas, influenciou o pensamento de Debord, pois foi o primeiro dos estudiosos de Marx que retomou o conceito de fetichismo da mercadoria. Tal conceito que tinha aparecido em Marx na Critica da Economia Política, foi relegado ao esquecimento pelos marxistas posteriores, tais como Engels, Kautsky, Rosa de Luxemburgo, Lenine e é esse conceito que está na base do pensamento de Debord quando elabora a teoria da Sociedade do Espetáculo.

Muito de Kurz estava em Debord que seguia e aprofundava os caminhos abertos por este precursor da crítica radical do valor. Debord foi o primeiro a levantar o véu do verdadeiro espetáculo do capitalismo que é o horror da vida-não-vivida num mundo com um modo de produção em extinção. Serra da Mantiqueira, maio de 2012.

Arlindenor Pedro-  é professor de história,funcionário público e especialista em Projetos Educacionais.Anistiado por sua oposição ao Regime Militar, atualmente dedica-se à produção de flores tropicais na Região das Agulhas Negras. Email para contatos  : arlindenor@newageconsultores.com.br Bloger : arlindenor. wordpress.com


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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