Arquivo para 21 de agosto de 2012

COMEÇA HOJE A PROPAGANDA ELEITORAL NO RÁDIO TELEVISÃO E OS CANDIDATOS PREPARAM SEUS SHOWS

A propaganda gratuita de candidatos aos cargos de prefeitos e vereadores na rádio e na televisão começa hoje, dia 21 de agosto de 2012. A propaganda faz parte das campanhas dos candidatos em todas as cidades do país com exceção o Distrito Federal. Esses candidatos terão 45 dias para fazerem uso desses veículos de comunicação. A propaganda se fará de segunda-feira a sábado duas vezes ao dia, sendo 30 minutos pela manhã e 30 pela noite. Os candidatos a prefeitos terão as segundas, quartas e sextas-feiras para suas exibições. Já os candidatos a cargo de vereador terão as terças, quintas e sábados.

Com a propaganda gratuita nesses veículos de comunicação o eleitor vai exercer um direito conferido pela democracia representativa. O eleitor vai poder ter em sua casa, através desses veículos de comunicação, as propostas dos candidatos, entre eles os de seu interesse. Pela limitadíssima dimensão política que a maioria dos candidatos carrega, será um espetáculo, como tem sido em todas as eleições, de tocante tristeza, conferindo ao eleitor a oportunidade de compreender como está em tempo de se mudar o conceito de educação familiar e escolar. Ou melhor, social. É um verdadeiro desfile de impotência democrática.

O espetáculo grotesco é proporcionado tanto por candidatos ao cargo de vereador como ao cargo de prefeito. Isso porque a realidade partidária no Brasil é deprimente. A maioria dos que são membros de partidos não tem nenhum sentido do que seja política. Inclusive os que portam curso superior, e alguns até com curso específico em ciência política. São candidatos que seguem, sem saber, a definição de político de Weber: políticos que vivem da política. Lógico, que ainda candidatos, são pretendentes a viver da política. É um caso doloroso que não pode ser sintetizado por uma relatividade. Afirmar-se que se trata apenas de candidatos aos cargos de vereador e prefeito. O Senado também se encontra repleto desse tipo politicofastro – o falso político -, assim como a Câmara Federal.   

Aqui em Manaus, é um show de rudez política. A começar que a quase maioria dos candidatos faz parte dos partidos de alcunhados líderes que há quase trinta anos infelicitam o estado do Amazonas e impedem que Manaus seja uma cidade. Tem candidato representante de tudo e para tudo, menos para a democracia.

Como em Manaus os alcunhados partidos de esquerda, como PCdoB e o PT, são apenas pelegos dos partidos da direita ignara que (?) governam a capital e o estado, não tem candidato de oposição. Mas há candidato ao cargo de prefeito que tenta se camuflar de oposicionista mesmo sendo declaradamente reacionário e militar no partido da extrema-direita que mais prejudicou o Brasil. E mesmo também sendo apoiado por um velho cacique – hoje sem tribo – conhecido como um dos mais retrógados da miserável história política do Amazonas. Existem os candidatos Navarro do PCB, Herbert Amazonas do PSTU, e Maranhão, que poderiam ser a representação da oposição, mas as estruturas de seus partidos e a limitada atuação em Manaus, não carregam possibilidades de tirar Manaus e o estado do Amazonas do vaco abismal em que se encontram.

No mais, a propaganda política em Manaus vai ser só para realizar a obrigação da lei eleitoral. Ou no jargão futebolístico: só para cumprir tabela.

MINISTRO JOAQUIM BARBOSA DEPOIS DE VOTAR PELAS CONDENAÇÕES DE PIZZOLATO, VALÈRIO E CIA, E ABSOLVER GUSHIKEN, REBATE A CRÍTICA DA MÍDIA

O ministro-relator do processo do alcunhado mensalão, Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF) depois de votar pela condenação do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, e o empresário Marcos Valério e seus sócios, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach, por prática e coautoria de crimes de peculato e corrupção ativa, e inocentar o ex-ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Luiz Gushiken, rebateu as posições contra sua atuação feita pela mídia acéfala.    

O ministro Joaquim Barbosa, deu uma entrevista afirmando que sua presença no STF incomoda alguns veículos da imprensa, e de quebra censurou a cobertura que alguns jornalistas estão fazendo do julgamento. Para ele a imprensa polarizou de maneira equivocada o debate sobre o formato de julgamento do mensalão. Segundo Joaquim Barbosa, tudo não passou de “fata de assunto” e “grande bobagem”.

A imprensa reacionária, em sua intolerância, se posicionou contrária – como se fosse a dona das doxas jurídicas – ao modo do ministro conduzir o julgamento que fatiou o julgamento por capítulos que ficou diferente da proposta do ministro-revisor Ricardo Lewandowski, que pretendia que fosse feita a leitura do voto de cada ministro por inteiro. A disposição de seu voto não tinha mistério, posto que ele tornou seus critérios públicos em junho, disse o ministro.

“Gostaria de corrigir umas bobagens que foram ditas na imprensa. Há muita intolerância no Brasil. E para alguns periódicos nesse país, incomoda muito minha presença nesse tribunal”, sentenciou o ministro.

Quanto a possibilidade do ministro, Cezar Peluso, antecipar seu voto, já que ele vai se aposentar compulsoriamente no dia 3 de setembro, Barbosa, disse que isso é critério do presidente do SFT, ministro Ayres Brito, mas que ele pode mudar sua posição depois que seus colegas fizerem suas exposições.

“Não é da minha alçada, é da alçada do presidente. Minha preocupação aqui é proferir um voto, se eu estiver na presidência eu decidirei”, disse Joaquim.

Movimentos do campo se unem por novo projeto de agricultura

Pequenos agricultores, trabalhadores rurais com ou sem terra, indígenas, quilombolas e outros segmentos do campo reeditam encontro unitário após 51 anos. O objetivo é construir um projeto de reorganização da agricultura brasileira. Luta pela reforma agrária é o principal fator de unidade neste momento, diz William Clementino, dirigente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag). “Nenhuma política de combate à pobreza terá êxito sem a reforma agrária”, defendeu .

Vinicius Mansur

Brasília – Após 51 anos do I Congresso Camponês, realizado em Belo Horizonte (MG), em 1961, os movimentos sociais e sindicais do meio rural brasileiro voltaram a se unir em evento semelhante: o Encontro Unitário dos Trabalhadores, Trabalhadoras e Povos do Campo, das Águas e das Florestas, iniciado nesta segunda-feira (20), em Brasília.

A aliança entre as 13 organizações que gestaram o encontro já vinha sendo construída desde o início deste ano, conforme noticiou Carta Maior, e de acordo com o dirigente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), William Clementino, é a luta pela reforma agrária o principal fator de unidade neste momento. ”A reforma agrária na lei ou na marra, com flores ou com sangue, ela vai ter que acontecer, porque ela é um princípio que supera a pobreza e a miséria”, disse, relembrando a célebre frase de Francisco Julião, líder das Ligas Camponesas, durante o congresso de 1961. Clementino lembrou que 7 milhões das 11 milhões de famílias que recebem o Bolsa Família estão no campo e, portanto, nenhuma política de combate à pobreza terá êxito sem a reforma agrária.

O representante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stedile, afirmou que nestes dois anos de governo de Dilma Rousseff (PT) não houve um decreto sequer de desapropriação de terras para a reforma agrária. Segundo Stedile, o encontro simboliza uma aliança que já vem sendo construída com o objetivo de criar forças para mudar o atual “grande objetivo” da agricultura brasileira: “Hoje ela é refém de um único objetivo: dar lucro pras multinacionais, por isso está entupindo as terras de soja, etanol e boi para exportar. O que nós queremos: que a agricultura brasileira seja organizada para produzir alimentos sadios, sem agrotóxico, para a população brasileira”.

O líder do MST ainda destacou que desde a crise econômica internacional de 2008, o capital estrangeiro aumentou sua presença no campo brasileiro, comprando terras, usinas, licenças de mineração e hidrelétricas, agredindo áreas de pesca artesanal, multiplicando o uso de agrotóxicos e forçando mudanças na legislação indígena. “50% do etanol pertence a três empresas: Bunge, Cargil e a Shell. Vai sobrar à sociedade brasileira um enorme passivo ambiental e outro passivo, porque não é uma agricultura que incorpora os trabalhadores”, criticou.

Elisangela Araújo, da Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Fetraf),ressaltou que houve alguns avanços importantes nos últimos anos, mas ainda muito aquém da importância do setor. “O governo precisa investir em um novo modelo, não só o plano Safra, mas medidas estruturantes para os próximos 10 ou 20 anos (…) Temos que pensar na juventude, na sucessão das propriedades. Não dá pra ter uma agricultura familiar com mais de 70%, mas sem assistência técnica, pesquisa e tecnologia”, exemplificou.

Durante a coletiva de imprensa concedida pelos dirigentes, foi destacado que a política financiamento da agricultura via planos Safra, além de privilegiar o agronegócio, que recebeu cerca de R$ 120 bilhões este ano, contra R$ 15 bilhões para agricultura familiar, vem se mostrando ineficaz para pequenos agricultores, uma vez que, das 4 milhões famílias brasileiras enquadradas  neste setor, apenas 1 milhão tem recorrido aos créditos.

Os representantes da Associação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Otoniel Guarani Kaiowá, e da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), Denildo Rodrigues, criticaram a pressão feita pelo Estado em suas terras. “O próprio estado que tem o papel de defender é quem age como violador”, disse Rodrigues, citando como exemplo as invasões do Quilombo dos Macacos, na Bahia, pela Marinha, e do Quilombo de Alcântara, no Maranhão, pela Aeronáutica.

Já Otoniel criticou a violação sistemática do direito de consulta dos povos indígenas e revelou que o governo, durante a Rio+20, disse que não abrirá mão dos projetos de infraestrutura ferroviária e energética que atravessam suas terras.

Também sobraram críticas à imprensa. Questionados sobre a repressão aos movimentos do campo, João Pedro Stedile apontou que a violência física ainda acontece em muitas regiões do Brasil, apesar dos números terem diminuído com a democratização da sociedade brasileira, mas chamou atenção dos jornalistas para outro tipo de repressão. “Agora nós enfrentamos os patrões de vocês, que é o processo de criminalização que há na televisão, na imprensa. Vocês sabem melhor do que nós – só que não podem dizer senão perdem o emprego – que a imprensa brasileira é o verdadeiro partido ideológico da burguesia e eles nos últimos anos tem adotado uma linha de criminalizar a luta social”, disparou.

O encontro
Além de participarem dos espaços internos para formulação de um programa para agricultura brasileira, os militantes presentes ao encontro sairão às ruas na quarta-feira em uma marcha pela Esplanada dos Ministérios. Entretanto, nenhuma negociação com o governo será buscada ou aceita. De acordo com os organizadores, o encontro destina-se à construção de unidade entre os movimentos e à busca de diálogo com a sociedade. “ Nós já conversamos com o Estado brasileiro. Dissemos quando fizemos todas as nossas jornadas de luta, de todos os movimentos, no primeiro semestre. Que o governo nos respondesse. Não vai ser hoje ou em agendas pontuais, com proposições pontuais, que o governo vai responder”, disse Clementino, da Contag.

O Encontro Unitário reúne sete mil pessoas em Brasília até quarta-feira (22). Além de Contag, MST, Fetraf, Apib e Conaq, também promovem o encontro a Cáritas Brasileira, o Conselho Indigenista Missionário (CIMI), a Comissão Pastoral da Terra (CPT), 0 Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), o Movimento Camponês Popular (MCP), o Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e o Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (Sinpaf).

Fotos: Valter Campanato/ABr

Padre Júlio Lancellotti: massacre de moradores de rua em 2004 foi “ação coordenada”

Em ato pelo fim da violência contra a população em situação de rua em São Paulo, movimentos sociais e pastorais reivindicam de candidatos a prefeito políticas públicas efetivas. “Ocupamos a praça da Sé, mostramos que temos força e estamos mobilizados”, declarou Anderson, do Movimento Nacional da População de Rua. Padre Júlio Lancellotti diz que massacre de sete moradores de rua, em 2004, não foi um “desvio de conduta”.

Isabel Harari

São Paulo – O massacre de sete moradores de rua na praça da Sé, no centro de São Paulo, em agosto de 2004, “foi uma ação coordenada, muito bem pensada, não um desvio de conduta, como a Secretaria estadual de Segurança Pública quer colocar”, disse à Carta Maior o padre Júlio Lancellotti, conhecido defensor dos direitos das pessoas em situação de rua. “O centro de São Paulo é dominado pelo crime organizado. Por exemplo, se você não paga pela segurança informal, você é assaltado. A própria definição de crime organizado explicita a participação de órgãos do Estado nisso tudo”, denunciou.

Lancellotti esteve presente nas atividades realizadas pelo Movimento Nacional da População de Rua (MNPR) – em parceria com pastorais e outras organizações sociais – para lembrar o Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua, celebrado em 19 de agosto, mesma data do massacre. No domingo (19), foi organizado um “acampaço” na praça da Sé com diversas atividades culturais e debates. Nesta segunda-feira (20), aconteceu um encontro com os candidatos à prefeitura de São Paulo na Faculdade de Direito do Largo São Francisco. As reivindicações contra a violência à população em situação de rua também ocorreram em outras capitais brasileiras, como Belo Horizonte, Salvador, Vitória e Fortaleza.

Todos os candidatos receberam o convite. Ofícios foram mandados e protocolados em seguida. No entanto, apenas Carlos Gianazzi (Psol), Soninha Francine (PPS) e Fernando Haddad (PT) compareceram. “Alguns candidatos já declararam que não têm compromisso nenhum com o nosso segmento”, disse Anderson, do MNPR.

Dados do MNPR mostram que em 2000 o número da população em situação de rua era de 8.706 pessoas  (destas, 5.013 estavam acolhidas em albergues e 3.693 permaneciam na rua). Em 2011 essa cifra teve um aumento de 66%, atingindo o patamar de 14.478 pessoas (7.713 acolhidas e 6.765 na rua). “Ocupamos a praça da Sé, mostramos que temos força, estamos mobilizados e cientes de nossos direitos. O povo na rua, a luta continua!”, declarou Anderson, puxando o coro de cerca de 200 pessoas na Sala dos Estudantes da Faculdade de Direito.

As reivindicações propostas aos candidatos pelo MNPR se resumem na criação de políticas públicas articuladas (capazes de abranger saúde, educação, habitação, geração de renda, emprego e trabalho) de forma intersetorial e transversal, garantindo a estruturação da rede de proteção às pessoas em situação de rua. A necessidade de levar em consideração  a complexidade de processos sociais que levam a pessoa à rua, assim como a diversidade dessa parcela da população, foram pontos importantes na apresentação do MNPR. “No albergue tem homens, mulheres, velhos, crianças, travestis… tem vezes que eu vejo família amontoada na mesma cama. Não tem qualquer diferenciação no tratamento”, declarou à Carta Maior uma integrante do MNPR que não quis se identificar.

O respeito à legislação, em especial à Lei 12.316/97, que instituiu a política municipal de atendimento à população de rua na cidade de São Paulo, é outro fator que deve ser levado em consideração. “Temos consciência dos nossos direitos, e vamos cobrar”, disse Anderson. Os três candidatos presentes assinaram uma carta por meio da qual se comprometeram, se eleitos, a assegurar os direitos da população em situação de rua em metas fixadas já no primeiro trimestre do eventual mandato. “Vamos observar a legislação e nos articular com os movimentos sociais. Daqui a quatro anos vamos ver um quadro diferente, ao contrário do que aconteceu nos últimos oito anos”, declarou o candidato petista Fernando Haddad.

Samuel, do Centro Nacional de Direitos Humanos, apontou para o fato de São Paulo ser a cidade com mais pessoas em situação de rua no país. Levantou a necessidade de uma maior articulação com o governo federal no que diz respeito às políticas públicas e de uma maior participação da população como um todo na consolidação e fiscalização das medidas governamentais.

Segundo o MNPR, há em São Paulo aproximadamente 9 mil vagas nos albergues – existem, no entanto, quase 15 mil pessoas em situação de rua. Andréia, de 38 anos, sofre com a divisão arbitrária a que sua família foi submetida. “Estou lutando para encontrar um advogado que tire meu filho Marcos [de cinco anos] de um abrigo diferente do meu”. Ela alerta também para as condições precárias dos locais. “No São Camilo II [abrigo onde dorme] colocaram uma mulher com gripe suína, ela está lá há dois meses, junto com todo mundo”, completa. “Os albergues são instrumentos imediatos, não são a única alternativa. É preciso que tenha mais vagas e que se respeite a diversidade”, disse Soninha Francine.

“O morador de rua não dorme mais, com medo do caminhão do ‘rapa’ chegar e levar tudo”, disse Paulinho, do MNPR. Para Carlos Gianazzi, as políticas da atual administração colocam a violência como ponto central das ações. “É uma política de limpeza social, impulsionada pela Copa do Mundo e pelas operações urbanas. A prefeitura usa mecanismos para limpar a cidade, limpar o que possa prejudicar a imagem. As empreiteiras, impulsionadas pela especulação imobiliária, exigem que a administração limpe as áreas. São elas que financiam as campanhas de alguns candidatos”, disse. Segundo ele, quando o financiamento das candidaturas vêm do próprio partido, não é necessário que se explique a origem do dinheiro. Assim, as empresas privadas podem injetar dinheiro nas campanhas sem aparecer publicamente.

A avaliação geral dos participantes do encontro é que a situação da população de rua é da exclusão social levada ao extremo, associada a uma sociedade desigual social e economicamente. “Basta de violência à população de rua, queremos políticas públicas efetivas já”, declarou Anderson, do MNPR.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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