Arquivo para 9 de outubro de 2012

O porquê do ódio a Chávez

Do Brasil de Fato

Ele cumpriu a promessa de governar para as maiorias e mostrou que a História não tinha terminado. Por isso (não por seus erros) as oligarquias da Venezuela e de todo o continente latino-americano o detestam… e usam dos meios de comunicação dia e noite para atacá-lo

08/10/2012

 

Ignacio Ramonet

(ex-diretor do jornal Le Monde Diplomatique)

e Jean-Luc Melenchon

(candidato da esquerda nas eleições presidenciais da França)

 

(Tradução: Daniela Frabasile)

 

Hugo Chávez é, sem dúvida, o chefe de Estado mais difamado no mundo. Com a aproximação das eleições presidenciais de 7 de outubro, essas difamações tornaram-se cada vez mais infames, em muitos países. Testemunhavam o desespero dos adversários da revolução bolivariana frente à perspectiva de uma nova vitória eleitoral de Chávez.

Um líder político deve ser valorizado por seus atos, não por rumores veiculados contra ele. Os candidatos fazem promessas para ser eleitos: poucos são aqueles que, uma vez no poder, cumprem tais promessas. Desde o início, a proposta eleitoral de Chávez foi muito clara: trabalhar em benefício dos pobres, ou seja – naquele momento – a maioria dos venezuelanos. E cumpriu sua palavra.

Por isso, este é o momento de recordar o que estava verdadeiramente em jogo nesta eleição. A Venezuela é um país muito rico, pelos fabulosos tesouros de seu subsolo, em particular o petróleo. Mas quase toda essa riqueza estava nas mãos da elite política e das empresas transnacionais. Até 1999, o povo só recebia migalhas. Os governos que se alternavam, social-democratas ou democrata-cristãos, corruptos e submetidos aos mercados, privatizavam indiscriminadamente. Mais da metade dos venezuelanos vivia abaixo da linha de pobreza (70,8% em 1996).

Chávez fez a vontade política prevalecer. Domesticou os mercados, deteve a ofensiva neoliberal e posteriormente, graças ao envolvimento popular, fez o Estado se reapropriar dos setores estratégicos da economia. Recuperou a soberania nacional. E com ela, avançou na redistribuição da riqueza, a favor dos serviços públicos e dos esquecidos. Políticas sociais, investimento público, nacionalizações, reforma agrária, quase pleno-emprego, salário mínimo, imperativos ecológicos, acesso à moradia, direito à saúde, à educação, à aposentadoria… Chávez também se dedicou à construção de um Estado moderno. Colocou em marcha uma ambiciosa política de planejamento do uso do território: estradas, ferrovias, portos, represas, gasodutos, oleodutos.

Na política externa, apostou na integração latino-americana e privilegiou os eixos Sul-Sul, ao mesmo tempo que impunha aos Estados Unidos uma relação baseada no respeito mútuo… O impulso da Venezuela desencadeou uma verdadeira onda de revoluções progressistas na América Latina, convertendo este continente em um exemplo de resistência das esquerdas frente aos estragos causados pelo neoliberalismo.

Tal furacão de mudanças inverteu as estruturas tradicionais do poder e trouxe a refundação de uma sociedade que até então havia sido hierárquica, vertical e elitista. Isso só podia desencadear o ódio das classes dominantes, convencidas de serem donas legítimas do país. São essas classes burguesas que, com seus amigos protetores e Washington, vivem financiando as grandes campanhas de difamação contra Chávez. Até chegaram a organizar – junto com os grandes meios de comunicação lhes que pertencem – um golpe de Estado, em 11 de abril de 2002.

Estas campanhas continuam hoje em dia e certos setores políticos e midiáticos encarregam-se de fazer coro com elas. Assumindo – lamentavelmente – a repetição de pontos de vista como se demonstrasse que estão corretos, as mentes simples acabam acreditando que Hugo Chávez estaria implantando um “regime ditatorial no qual não há liberdade de expressão”.

Mas os fatos são teimosos. Alguém viu um “regime ditatorial” estender os limites da democracia em vez de restringi-los? E conceder o direito de voto a milhões de pessoas até então excluídas? As eleições na Venezuela só aconteciam a cada quatro anos, Chávez organizou mais de uma por ano (14, em treze anos), em condições de legalidade democrática, reconhecidas pela ONU, pela União Europeia, pela OEA, pelo Centro Carter, etc. Chávez demonstrou que é possível construir o socialismo em liberdade e democracia. E ainda converte esse caráter democrático em uma condição para o processo de transformação social. Chávez provou seu respeito à vontade do povo, abandonando uma reforma constitucional rejeitada pelos eleitores em um referendo em 2007. Não é por acaso que a Fundação para o Avanço Democrático [Foundation for Democratic Advancement] (FDA), do Canadá, em um estudo publicado em 2011, colocou a Venezuela em primeiro lugar na lista dos paí­ses que respeitam a justiça eleitoral.

O governo de Hugo Chávez dedica 43,2% do orçamento a políticas sociais. Resultado: a taxa de mortalidade infantil caiu pela metade. O analfabetismo foi erradicado. O número de professores, multiplicado por cinco (de 65 mil a 350 mil). O país apresenta o maior corficiente de Gini (que mede a desigualdade) da América Latina. Em um informe em janeiro de 2012, a Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal, uma agência da ONU) estabelece que a Venezuela é o país sul-americano que alcançou (junto com o Equador), entre 1996 e 2010, a maior redução da taxa de pobreza. Finalmente, o instituto estadunidense de pesquisa Gallup coloca o país de Hugo Chávez como a sexta nação “mais feliz do mundo”.

O mais escandaloso, na atual campanha difamatória, é a pretenção de que a liberdade de expressão esteja restrita na Venezuela. A verdade é que o setor privado, contrário a Chávez, controla amplamente os meios de comunicação. Qualquer um pode comprovar isso. De 111 canais de televisão, 61 são privados, 37 comunitários e 13 públicos. Com a particularidade de que a parte da audiência dos canais públicos não passa de 5,4%, enquanto a dos canais privados supera 61%… O mesmo cenário repete-se nos meios radiofônicos. E 80% da imprensa escrita está nas mãos da oposição, sendo que os jornais diários mais influentes – El Universal e El Nacional – são abertamente contrários ao governo.

Nada é perfeito, naturalmente, na Venezuela bolivariana – e onde existe um regime perfeito? Mas nada justifica essas campanhas de mentiras e ódio. A nova Venezuela é a ponta da lança da onda democrática que, na América Latina, varreu os regimes oligárquicos de nove países, logo depois da queda do Muro de Berlim, quando alguns previram o “fim da história” e o “choque de civilizações” como únicos horizontes para a humanidade.

A Venezuela bolivariana é uma fonte de inspiração da qual nos nutrimos, sem fechar os olhos e sem inocência. Com orgulho, no entanto, de estar do lado bom da barricada e de rerservar nossos ataques ao poder imperial dos Estados Unidos, seus aliados do Oriente Médio, tão firmemente protegidos, e qualquer situação onde reinem o dinheiro e os privilégios. Por que Chávez desperta tanto rancor em seus adversários? Sem dúvida, porque, assim como fez Bolívar, soube emancipar seu povo da resignação. E abrir o apetite pelo impossível. 

O povo venezuelano deu o troco, mais de 80% do eleitorado votou.  Um fato inédito na história do país e das eleições em países latino-americanos.  E 55% deles deram mais seis anos ao presidente Chávez.

VÍTIMAS DA TORTURA TÊM SEUS CASOS ANALISADOS PELA CARAVANA DA ANISTIA

A Caravana da Anistia, da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça em sua edição de número 62 realizou sessão no Armazém da Utopia, espaço do Festival Internacional do Rio de Janeiro, local de debates e reuniões populares, para analisar os casos das vítimas da tortura infligida pela ditadura militar que tomou conta do Brasil entre os anos de 1964 e 1985.

Os três casos analisados, que foram deferidos por unanimidade, foram de Maria Célia de Melo Ludberg, Maria Cristina da Costa Lira e Daniel Carvalho de Souza. Maria Célia que foi preso em 1971 junto com seu irmão Hervê, era militante da Aliança Nacional Libertadora e que foi tortura e violentada sexualmente, encontra-se na Suécia asilada e veio para o Brasil por causa da sessão da Anistia. Em razão do profundo trauma ela não voltou para o Brasil.

“De muitas formas tenho me realizado na Suécia, embora tenha sido um caminho de muita luta, constante e dura. No entanto, sinto que não pude fechar o caminho da tortura e da repressão. Aqui volto porque quero e espero que possa fechar esse capítulo doloroso para mim e para minha família, que também sofreu pelo que aconteceu comigo”, disse Célia.

A outra presa Maria Cristina Costa Lira foi presa em 1970 quando tinha 19 anos. Sua prisão, onde foi torturada, se deu porque pertencia ao Partido Revolucionário dos Trabalhadores. Ela tentou duas vezes o suicídio em consequência das torturas a que foi submetida.

“Essa luta para muitos de nós culminou na prisão, onde conhecemos a crueldade, a brutalidade, a tortura, um jogo perverso da crueldade. Mas apesar de todos os infortúnios, vivemos motivos de grande esperança e motivo de celebração, ao encontrar até no ambiente hostil do cárcere seres capazes de exercer a solidariedade, a bondade a compaixão, o amor ao próximo”, observou Maria Cristina.

Daniel Carvalho de Souza viveu sua infância e grande parte de sua juventude no exílio, morando em diversos países, em razão da perseguição da repressão aos seus pais Irles Carvalho e Herbert José de Souza, o Betinho, que foram anistiados pela comissão.

“Eu acho que o que ficou daquela época, talvez a parte mais complicada, é você passar 15 anos com a sensação de que onde quer que você esteja, eu não pertencia  àquele lugar, sabia que um dia, aonde eu estivesse, eu ia sair dali e ao mesmo tempo a gente mantinha uma relação muito forte com o Brasil, com a música brasileira, com a comida brasileira”, disse Daniel.

Paulo Abrão, presidente da comissão, comentando os casos disse que apesar do Estado de Direito Democrático que se vive no Brasil ainda existem pessoas exiladas. Ele observou que a ditadura no Brasil foi diferente das de outros países. Aqui no Brasil houve uma econômica. E também justificou o direito de anistia dos filhos dos presos políticos e perseguidos.

“As pessoas não acreditam que ainda existem exilados, que ainda não estão no Brasil, em razão do medo ou da ausência de confiança suficiente nas instituições da democracia de hoje, para poder retornar com segurança. No fundo é isso que nos procuramos fazer, resgatar a segurança pública e cívica dos cidadãos no Estado.

 A forma mais recorrente de perseguição política da ditadura brasileira, distintamente de outras, foi a perseguição econômica, foi por meio das demissões arbitrárias e o afastamento profissional. Quando as pessoas dizem que na Argentina, no Chile a repressão foi pior porque lá houve mais mortos, mais desaparecidos, é porque elas ignoram que os métodos repressivos estão relacionados com os contextos históricos de cada país. A violência de uma ditadura não é medida pela pilha de corpos que ela é capaz de produzir, mas sim pela cultura autoritária que ela projeta no tempo.

Tem direito à anistia, à reparação, todos aqueles que foram atingidos por atos de exceção durante a ditadura militar. E atos de exceção são todos aqueles violadores de nossos direitos fundamentais segundo a normalidade democrática. Não que hoje, na democracia, os direitos das pessoas não sejam violados, mas ocorre que durante a ditadura militar eles foram violados deliberadamente, o Estado que existe para ser um ente artificial de proteção das pessoas foi instrumentalizado para ser o contrário disso, para ser um ente de perseguição e destruição das vidas das pessoas”, analisou Abrão.

DILMA FELICITA CHÁVEZ PELA REELEIÇÃO E ELE AGRADECE

A presidenta Dilma Vana Rousseff enviou mensagem de felicitações ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, por sua reeleição desejando-lhe bom governo, e pelo “processo democrático exemplar”, na Venezuela. Ela ainda colocou o Brasil à sua disposição para construção “de uma América do Sul mais justa e igualitária mediante o fortalecimento dos mecanismos bilaterais e dos grupos de integração. E ele felicíssimo, agradeceu a mensagem solidária e bolivariana.

“Obrigado a todos os amigos e amigas do mundo por suas palavras e seus sentimentos de amor para com a Venezuela!!! Obrigado!!!

Agora mesmo vou falar com nosso irmão Lula!

Há pouco, conversei com a companheira Dilma, com os companheiros presidentes, Putin, Luckashenko, Evo e Rafael Correa, presidentes da Rússia, Belarus, Bolívia e Equador.”

Chávez recebeu mensagens de felicitações de todo o mundo pela sua reeleição para o quarto mandato presidencial.

Entre os maiores, PT é o único partido que cresce

PMDB e PSDB estão à frente no ranking nacional de número de prefeitos e vereadores, mas ambos mantêm tendência de queda. O PT, ao contrário, aumentou em 12% a quantidade de prefeitos eleitos, e ainda segue na disputa em 22 grandes cidades. Em relação ao contingente de vereadores, cresceu 22%. “Se nós somarmos o número de vice-prefeitos em chapas puras e em chapas com aliados, nós estaremos presentes em 1.119 municípios”, afirma o presidente do PT, Rui Falcão.

Najla Passos

Brasília – Dos três maiores partidos brasileiros, o PT foi o único que aumentou o número de prefeituras nas eleições municipais deste domingo. Passou de 558, em 2008, para 624. Um crescimento de 12%. Seu principal rival, o PSDB, continua na sua frente, mas registrando a tendência de queda estabelecida desde as eleições passadas: encolheu de 791 prefeituras para 689. O PMDB, aliado do PT e líder do ranking de municípios, caiu de 1.204 prefeituras para 1.019.

“O PT considera ter obtido nesta eleição um resultado excelente. Nós crescemos em número de prefeitos, de vereadores e de vice-prefeitos. E se nós somarmos o número de vice-prefeitos em chapas puras e em chapas com aliados, nós estaremos presentes em 1.119 municípios”, afirmou o presidente do PT, Rui Falcão, em coletiva à imprensa, nesta segunda (8), em São Paulo.

Dentre os bons resultados do partido, ele destacou o da capital paulista, que terá Fernando Haddad disputando o segundo turno com José Serra, do PSDB. Também citou a eleição dos prefeitos dos municípios paulistas de São José dos Campos, Jacareí, Guatuba, e a disputa em Taubaté, todos eles na região do Vale do Paraíba, reduto do governador tucano, Geraldo Alkmin. E, ainda, os resultados em Minas Gerais e Bahia, onde o partido fez o maior número de prefeituras: 114 e 96, respectivamente.

“Se nós somarmos também as vitórias dos partidos aliados, o projeto da presidente Dilma, do PT e do ex-presidente Lula foi consagrado neste primeiro turno. E estamos bastante otimistas com os segundo turno. Já estamos em contato com os aliados potenciais e acreditamos que, nos lugares em que não há confronto direto, a tendência é que estejamos juntos contra a oposição”, acrescentou.

Crescimento e diminuição recordes
O PSB foi o partido que mais cresceu no país: 40%. Conquistou 416 prefeituras, contra as 310 de 2008. Mas o partido que conseguiu alçar o posto de quarto maior do país foi o PSD, nascido de uma dissidência do DEM, no ano passado: 463 prefeitos eleitos. O DEM, consequentemente, foi o que mais encolheu. Conquistou 271 prefeituras, contra 495 nas eleições passadas.

Grandes cidades e segundo turno
Na análise por porte de cidades, o PT se mantém na frente nas maiores.  Garantiu a vitória em oito dos 85 principais municípios brasileiros e, a exemplo do que ocorrerá na capital paulista, disputará o segundo turno em 22 das cidades com mais de 200 mil eleitores. Seu principal concorrente, o PSDB, ficou com o segundo melhor resultado: elegeu os prefeitos de seis dessas cidades e se mantém na disputa em 16. O PMDB elegeu quatro e continua na disputa em 20 cidades.

O PSB também registrou crescimento expressivo. Venceu em cinco grandes cidades e concorre em mais seis. O PDT venceu em três, e agora disputa outras oito. O PP elegeu dois prefeitos e mantém quatro candidatos na corrida. O PSD conquistou uma prefeitura e segue na briga por mais cinco. Já o DEM conquistou três grandes prefeituras e se mantém na disputa em outras duas.

Pequenos e médios municípios
Nos pequenos municípios (até 50 mil habitantes), os três maiores partidos brasileiros mantém seu domínio. O PMDB elegeu 320 prefeitos. O PT, 274 e o PSDB, 238. Na sequência estão PSD, com 200, e PSB, com 190.

A supremacia do PMDB, PT e PSDB se repetiu nos municípios de médio porte (de 50 mil a 199 mil habitantes). O PMDB venceu em 64 prefeituras, o PT em 57 e o PSDB em 54. A novidade, neste caso, foi a inclusão do PDT, com 25 eleitos. PSD e PSB venceram em 23 municípios cada um.

Vereadores eleitos
O PT foi o partido que mais cresceu em números de vereadores: 5.067, contra os 4.168 do último pleito, ou 22% a mais. À frente dele, entretanto, está o líder PMDB, com 7.825 eleitos, 8% a menos do que os 8.475 das eleições passadas. E também o PSDB, com 5.146 eleitos, 13% a menos do que em 2008.

Em quarto lugar ficou o PP, com 4.840, 6% menos que nas últimas eleições. O PSD elegeu 4.570 nomes, seguido pelo PDT, que cresceu 1% em relação a 2008, e PSB, que ampliou seu quadro em 18%.

Dados oficiais
Os números oficiais das eleições deste domingo ainda não foram divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os dados utilizados nesta matéria se baseiam nas estimativas dos partidos. O presidente do PT, por exemplo, observa que a legenda computou 624 prefeituras para o PT, mas os jornais falam em 627. Portanto, pode haver alterações.

“As pessoas têm que respeitar o faro político do Lula”

Para Fabiano Guilherme Santos, o ex-presidente mostrou um faro político melhor do que todos os demais analistas ao insistir na candidatura de Haddad, que agora disputa o segundo turno em São Paulo. Em entrevista à Carta Maior, o professor do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) também fala da influência nula do julgamento do “mensalão” e analisa o impacto da CPMI do Cachoeira nos principais redutos da quadrilha. A reportagem é de Najla Passos.

Najla Passos

Brasília – É fato que as eleições municipais deste domingo tiveram bons e maus momentos para quase todos os partidos.  Para o professor Fabiano Guilherme Santos, do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), a correlação de forças não mudou de forma significativa.

Segundo ele, no campo conservador, o que surpreendeu foi o crescimento vertiginoso do PSD de Kassab, enquanto o PSDB encolheu e o DEM caminha para a extinção. Já no campo progressista, o fator de destaque ainda é o vigor do “efeito Lula”: o ex-presidente emplacou Haddad no segundo turno da principal cidade brasileira, ajudou a manter o fôlego do PT nas disputas das grandes cidades e a garantir a tendência de crescimento nas pequenas.

Em entrevista à Carta Maior, ele também avalia o efeito nulo do julgamento do “mensalão” nas eleições, especialmente nos municípios do ABC paulista, mais propensos a serem afetados pela pauta. E comenta, ainda, a vitória do PT em dois dos principais redutos da quadrilha do contraventor Carlinhos Cachoeira: Goiânia e Anápolis.

As eleições deste domingo mudaram a correlação de forças dos partidos brasileiros?

Não houve grandes alterações, não. Uma coisa que surpreendeu foi o PSD, que teve um desempenho muito bom, se colocando como o quarto no ranking geral de controle de prefeituras. Substitui o DEM, que foi lá para baixo, e que, se não ganhar Salvador, estará no caminho da extinção.

– Então o PSD se consolida como a nova oposição conservadora?

O DEM está se tornando um pequeno partido, um partido nanico mesmo. O PSD teve um desempenho avassalador [sai das eleições com 493 prefeitos]. Depois do PMDB em primeiro, o PSDB em segundo e o PT em terceiro, já vem o PSD. Ultrapassou PDT, PTB, PSB, que são partidos que têm legenda, que continuam crescendo. Esse é o primeiro dado interessante. O PSD realmente se colocou como alternativa de centro-direita ao DEM.

– Mas entre os três principais partidos, a correlação de forças se manteve?

O PMDB perdeu um pouquinho de força [200 prefeituras a menos do que nas eleições passadas]. O PSDB, também [96 a menos]. Não de forma significativa, mas ambos caíram. O PSDB já vem de uma tendência de queda, embora não muito significativa, do número de prefeituras. Já o PT cresceu. Não de uma maneira avassaladora, mas cresceu [fez 67 prefeituras a mais do que em 2008].

– O PT se fortaleceu nas pequenas cidades, mas manteve a postura histórica de liderança das grandes?

O PT manteve sua trajetória de se inserir no poder local das pequenas cidades, uma trajetória que já vem de algum tempo, e esse pleito confirmou isso. Agora, em relação às grandes cidades, o resultado ainda depende em muito do segundo turno. E o PT está competindo em muitas delas [22 capitais e cidades com mais de 200 mil habitantes]. Então, é preciso um olhar do segundo turno para se ter uma análise mais clara. É possível que o PT ainda se saia melhor. Mas o PSDB também, porque está competindo, principalmente em capitais [ 16 cidades polos]. Entretanto, mesmo que ele ganhe todas nas quais está competindo não terá o mesmo desempenho que nas eleições passadas.

– Então, para os partidos de oposição ao governo federal, o quadro piorou: o PSDB diminuiu um pouquinho e o DEM, bastante?

É, bastante. Pode se dizer isso. Agora o PSD do Kassab foi muito bem sucedido ao capitalizar os votos de centro-direita.

– No campo da esquerda, merece destaque o desempenho do PSB, que fez 120 prefeituras a mais do que nas eleições passadas?

Sim, o PSB cresceu muito. Teve um desempenho muito bom.

– Você tinha avaliado, em entrevista anterior, que o julgamento do “mensalão” não afetaria de forma significativa estas eleições, análise esta que se confirmou, não é?

Só para se ter uma ideia, em Osasco (SP), onde o João Paulo Cunha [condenado pelo “mensalão”] teve que retirar sua candidatura, o candidato do PT que o substituiu ganhou com mais de 60% dos votos. O PT tirou o primeiro lugar ou está no segundo turno em todas as cidades do ABC. E isso no interior de São Paulo, onde apontavam que o “mensalão” poderia fazer um estrago maior. Portanto, a alegada influência do “mensalão” não é verdadeira. O PT está muito competitivo, inclusive nestas regiões que seriam teoricamente as mais afetadas.

– Agora, uma outra coisa intrigante foi o bom desempenho do PT no curral do contraventor Carlinhos Cachoeira. O PT reelegeu o prefeito de Goiânia, elegeu o prefeito de Anápolis… Isso pode ser influência da CPMI do Cachoeira, da cassação do mandato do ex-senador Demóstenes Torres (ex-DEM)?

O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) ficou muito combalido com todas essas denúncias. E o governador do Estado tem uma ação importante nas eleições para as prefeituras. O Marconi Perillo tá muito fragilizado, e isso pode ter contado. Então, seria não tanto uma influência direta da CPMI do Cachoeira, mas sim o atar de mãos do governador.

– E o ex-presidente Lula, sai fortalecido?

Os comentaristas e cientistas políticos têm que tirar o chapéu para o Lula.

– E melhorar as análises também…

Isso, melhorar as análises, porque todo mundo falou que Lula errou ao escolher o Haddad, ao insistir no Haddad, ao lutar pelo Haddad. As pessoas têm que respeitar o faro político dele. De todas as análises políticas, a melhor foi a de Lula. O Lula dá de dez em todos eles.

– E os institutos de pesquisas?

O Ibope foi bem, mas o Datafolha teve um comportamento muito estranho.

Os temas que Romney e Obama evitam: desastre ambiental e guerra nuclear

Agora que o espetáculo da eleição presidencial nos EUA está chegando ao ápice, é útil perguntar como as campanhas políticas estão abordando os temas mais cruciais que enfrentamos. A resposta é singela: estão abordando mal ou não estão, simplesmente. Esses são dois temas de suma importância, porque o destino das espécies está em jogo: desastre ambiental e guerra nuclear. O que podemos fazer a respeito? O artigo é de Noam Chomsky.

Noam Chomsky – La Jornada

Agora que o espetáculo da eleição presidencial está chegando ao ápice, é útil perguntar como as campanhas políticas estão abordando os temas mais cruciais que enfrentamos. A resposta é singela: estão abordando mal ou não estão, simplesmente. Neste caso, surgem algumas perguntas importantes: por que e o que podemos fazer a respeito? Esses são dois temas de suma importância, porque o destino das espécies está em jogo: desastre ambiental e guerra nuclear.

O primeiro aparece regularmente nas primeiras páginas. Em 19 de setembro, por exemplo, Justin Gillis reportou, no The New York Times, que o derretimento das geleiras do Ártico tinha encerrado, neste ano, mas não antes de demolir o recorde do ano anterior, e de fazer soar o alarme sobre o rápido ritmo de mudança climática da região.

O derretimento é muito mais veloz do que haviam previsto os sofisticados modelos computacionais e o mais recente informe da ONU sobre aquecimento global. Os novos dados indicam que o gelo do verão poderia ter desaparecido para 2020, com graves consequências. As estimativas previam o desaparecimento do gelo no verão do Ártico somente para 2050.

Os governos, no entanto, não responderam à mudança climático com qualquer urgência maior para limitar as emissões de gases do efeito estufa, escreve Gillis. Ao contrário, sua resposta principal tem sido planejar a exploração dos minérios recentemente tornados acessíveis no Ártico, inclusive a perfuração para extrair mais petróleo; quer dizer, acelerar a catástrofe.

Esta reação demonstra uma extraordinária disposição de sacrificar as vidas de nossos filhos e netos em troca do lucro de curto prazo. Ou, quiçá, uma igualmente notável disposição para fechar os olhos e não ver o perigo iminente. Isso não é tudo. Um novo estudo do Monitor de Vulnerabilidade Climática apontou que a mudança climática causada pelo aquecimento global está desacelerando a produção econômica mundial em 1,6% ao ano e conduzirá a uma duplicação dos custos de produção nas próximas décadas. O estudo foi amplamente divulgado em toda parte, mas os estadunidenses foram poupados dessa notícia inquietante.

As plataformas democrata e republicana oficiais sobre o tema clima foram analisadas na edição de 14 de setembro da revista Science. Num caso raro de bipartidarismo partidário, ambos os partidos pedem que pioremos o problema. Em 2008, ambas os programas de governo tinha dedicado certa atenção à forma como o governo deveria abordar a mudança climática.

Hoje, o tema quase desapareceu da plataforma republicana, a qual, no entanto, exige que o Congresso tome rápidas providências para evitar que a Agência de Proteção Ambiental (EPA, em sua sigla em inglês), criada pelo presidente Nixon em dias mais sensatos, regule a emissão dos gases de efeito estufa. E devemos flexibilizar a proteção ambiental do Alaska, de modo a permitir a perfuração e a exploração de todos os nossos recursos estadunidenses concedidos por Deus. Não podemos desobedecer ao Senhor, afinal de contas.

O programa também declara que devemos restabelecer a integridade científica a nossas instituições públicas de pesquisa e retirar os incentivos estatais ao financiamento da pesquisa: termos cifrados do conhecimento científico climático.

O candidato republicano Mitt Romney, visando a escapar do estigma do que entendia há anos ser a mudança climática, declarou que não há consenso científico, assim como que deveríamos apoiar mais debate e investigações científicas; mas não ações, exceto para agravar mais os problemas.

Os democratas mencionam em sua plataforma que existe um problema e recomendam que deveríamos trabalhar com vistas a um acordo para estabelecer limites às emissões, em uníssono com outras potências emergentes. Mas isso é tudo.

O presidente Barack Obama enfatizou que devemos conseguir 100 anos de independência energética aproveitando a técnica de fracking, ou a fratura hidráulica, e outras tecnologias, sem perguntar-se como o mundo restará depois de um século das práticas atuais.

Certo que há diferenças entre os partidos, a respeito do quão entusiasticamente marcharão os ratos para o precipício.

O segundo tema importante é a guerra nuclear, que também está nas primeiras páginas dos jornais, mas numa forma que assombraria um marciano que observasse as estranhas atividades na Terra.

A ameaça atual está, de novo, no Oriente Médio, especificamente no Irã: quer dizer, ao menos segundo o Ocidente. No Oriente Médio, os Estados Unidos e Israel são considerados ameaças muito maiores.

À diferença do Irã, Israel se nega a permitir inspeções ou a firmar o Tratado de Não-Proliferação Nuclear. O país tem centenas de armas nucleares e sistemas de lançamento avançado e um longo histórico de violência, agressão e ilegalidade, graças ao absoluto apoio estadunidense. Se o Irã está buscando desenvolver armas nucleares a espionagem dos EUA não sabe.

Em seu informe mais recente, a Agência Internacional de Energia Atômica disse que não se pode afirmar a ausência de material nuclear e de atividades não declaradas voltadas ao enriquecimento de urânio no Irã; trata-se de uma forma indireta de condenar o Irã, como quer os Estados Unidos, na medida em que admite que a agência não pode acrescentar nada às conclusões da espionagem estadunidense.

Portanto, ao Irã deve-se negar o direito de enriquecer urânio, que está garantido pelo Tratado de Não-Proliferação Nuclear, e é apoiado pela maior parte do mundo, inclusive pelos países não alinhados que recentemente estiveram reunidos em Teerã. A possibilidade de que o Irã possa desenvolver armas nucleares surge na campanha eleitoral. (O fato de que Israel as tenha, não).

Duas posições se contrapõem: os Estados Unidos deveriam atacar o Irã se o país obtiver a capacidade de desenvolver armas nucleares de que dezenas de outras países desfrutam? Ou Washington deveria manter a linha vermelha mais indefinida?

A segunda postura é a da Casa Branca. A primeira é a dos israelenses belicosos e aquela aceita pelo Congresso dos Estados Unidos. O Senado votou 90 a 1 a favor da postura israelense.

O inexistente no debate é a forma óbvia de mitigar ou de pôr fim a qualquer ameaça que se pudesse acreditar que o Irã representa: estabelecer uma zona livre de armas nucleares na região. A oportunidade está disponível facilmente: uma conferência internacional ocorrerá nos próximos meses para buscar este objetivo, apoiado por quase todo mundo, inclusive a maioria dos israelenses.

O governo de Israel, no entanto, anunciou que não participará até que haja um acordo de paz geral na região, que é inalcançável enquanto Israel persistir em suas atividades ilegais nos territórios palestinos ocupados. Washington mantém a mesma postura, e insiste em que Israel deve ser excluído de qualquer acordo regional desse tipo.

Podemos estar marchando para uma guerra devastadora, possivelmente até nuclear. Existem formas claras de superar essa ameaça, mas não serão adotadas, a menos que haja um ativismo público em grande escala que exija que a oportunidade seja aproveitada. Isso, por sua vez, é altamente improvável enquanto esses temas seguirem fora da agenda, não só no circo eleitoral, mas na mídia e no grande debate nacional.

As eleições são operadas pela indústria das relações públicas. Sua tarefa fundamental é a publicidade comercial, que está desenhada para minar os mercados, criando consumidores desinformados que tomarão decisões irracionais; totalmente o oposto de como se supõe que funcionam os mercados, mas certamente familiar a qualquer um que tenha visto a campanha eleitoral na televisão.

É simplesmente natural que, quando chamada para operar eleições, a indústria adote os mesmos procedimentos em benefício de quem as paga, os quais necessariamente não querem ver cidadãos informados tomando decisões racionais.

Em todo caso, as vítimas não têm de obedecer. A passividade poderia ser o caminho fácil, mas dificilmente é honroso.

Tradução: Katarina Peixoto


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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