Arquivo para 11 de outubro de 2012

SEMINÁRIO TRABALHO INFANTIL MOSTRA QUE NÃO É SÓ A POBREZA QUE LEVA A CRIANÇA AO MERCADO DE TRABALHO

O Seminário Trabalho Infantil, Aprendizagem e Justiça do Trabalho que teve início ontem, dia 10, e termina hoje, dia 11, e foi aberto pelo ativista indiano Kaylash Satyarthi, indicado ao Prêmio Nobel da Paz, em 2006, revelou uma nota importante sobre a exploração da mão-de-obra infantil: não é só a pobreza o motivo que leva a criança a entrar no mercado do trabalho. Outros motivos são indicadores da criança buscar o mercado de trabalho. Exemplo, os objetos de consumo.

 Para os especialistas estes estimuladores na criança mostram que o desenvolvimento econômico não acompanhando a distribuição de renda e igualdade de oportunidades não se tornaram reais na vida da criança que procura o mercado de trabalho. A confirmação de que as crianças que procuram o mercado de trabalho não se encontram no estado de pobreza estar na mostra apresentada pelo senso do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados mostram que 40% de menores de idade no mercado de trabalho não estão na linha de pobreza.

 O mercado de trabalho informal e precário será sempre a opção das crianças enquanto o Estado não lhe oferecer plenas condições de inclusão social. Auditores fiscais do trabalho, acadêmicos e magistrados também concordaram que é preciso implementar política integradas e locais para eliminar o trabalho de crianças e adolescentes. A erradicação do trabalho infantil é um grande desafio dos programa políticos e econômicos.

 Para erradicar o trabalho infantil existem 12 prioridades. Entre as prioridades encontram-se a municipalização de políticas públicas e a implementação de medidas para a transição entre a escola e o trabalho, além de creches para crianças até 6 anos, escola integral, cursos profissionalizantes e obrigatoriedade do ensino médio completo para jovens.

 “Isso é o que o sistema das Nações Unidas propõe ao país. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) em parceria com outras agências da Organização das Nações Unidas (ONU) tenta provocar este debate no Brasil. Se o país quer entrar de vez na globalização, precisa de desenvolvimento local e sustentável.

Uma questão importante é a de que tenhamos a consciência se isso – o trabalho infantil – é algo distante do mundo pessoal de cada um. Devemos saber se o que o consumismo estimula o crescimento de empresas que usam esse tipo de mão de obra. A ética não é uma meta de chegada, mas uma condição básica para a estruturação do Estado brasileiro. A progressividade dos direitos da criança tem que ser internalizada no país, com a ampliação da atuação judicial. Qualquer tipo de flexibilização neste sentido pode ser considerada uma afronta às convenções da OIT”, observou, Renato Mendes, oficial de projetos da OIT.

PARA MIRUNA GENOINO

Assistimos a leitura emocionada de sua carta feita pelo nosso querido senador Eduardo Suplicy. Naquela missiva você fala de seu pai, um cearense que só queria o bem do Brasil. Um pai que deixou muitas vezes de dar atenção, à você, à família  porque ele pensava no Brasil, ele pensava nos filhos do Brasil.

Quando ele sai do Ceará e vai para São Paulo ele levava consigo o conhecimento da vida sofrida de um povo lascado e sofredor. Ali ele entende o que é ser pobre e o que é ser rico. Ali ele entende que na sociedade há dois lados. Um que não tem nada e o outro que tem tudo.

O que tem tudo quer sempre mais. Seu pai entendeu que no nosso país havia poucos ricos e muitos pobres. Seu pai entendeu que por estes era preciso lutar e ele lutou. Ele foi ao Araguaia porque ele pensava um brasil, um Brasil não com b minúsculo, mais um Brasil com B maiúsculo, soberano, um Brasil dos Brasileiros. Seu pai, Miruna, é um brasileiro e dos maiores. Seu pai sempre foi um homem combativo, um grande interlocutor.

A tortura que ele sofreu durante a ditatura foram terríveis, foram dolorosas. Não há nada mais deprimente do que ser violentado. Violentado dentro de seu país por seus compatriotas. Infelizmente compatriotas da direita,  que estavam do lado do poder.

Com a democratização do nosso país foi fundado o PT. Foi uma barra. Éramos espezinados. Partido de pobres. Poucos foram os deputados do partido eleitos a partir de 1982. Mas Genoino estava lá. José Dirceu estava lá. Suplicy de uma família da elite estava do nosso lado. E nós queremos o bem do Brasil e dos brasileiros. Enretanto rachando, nos separando, nos violentando está o STF.

Está esse tribunal julgando um processo alcunhado de mensalão criado pela imprensa ignara, direitista deste país ligada à elite paulistana guiada pelo PSDB. Está um tribunal que pune um homem do povo que lutou por este povo mas não pune um Daniel Dantas patrocinado pelo PSDB que quando FHC comandou este país foi o homem das privatizações e comprador de grandes lotes de terras na Amazônia. Não teve operação que o colocasse na cadeia. O penalizado foi o competente policial federal Paulo Lacerda confinado para Portugal.

Miruna, seu pai não é ladrão. Seu pai não é corrupto. Como não é corrupto José Dirceu, Paulo Cunha. Não houve mensalão. O que se está julgando são ilações, suposições e o que é pior, estamos sendo julgados por juízes que deveriam ser pessoas acima de qualquer suspeita. Juízes que deveriam entender como entendeu Levandowisk. Só pelo manifesto desse juiz jogamos por terra a máxima de que decisão judicial não se questiona, se cumpre. Decisão judicial injusta deve ser questionada sim, deve ser colocada em público sim, como estamos colocando hoje porque prender um homem que trabalhou por este país e que deixa crianças, deixa familiares sem condições de manutenção por seus proventos é uma situação vexatória, é uma situação de desumanidade.

Miruna, tenho seu nome guardado numa agenda antiga. Sempre gostei do seu nome. Quando José o colocou foi porque da luta que ele travou na Amazônia contra a ditadura a índia Miruna era combativa. A índia Miruna era a criança que precisava de uma pai como é José Genoino Neto, um brasileiro, amigo de Suplicy, de Dirceu, nosso amigo.

Querida Miruna. Estaremos sempre do seu lado. Estaremos sempre lutando contra a miséria, a fome e as injustiças e principalmente as injustiças do Estado e dos tribunais.

Conte conosco.

 

DATAFOLHA, INSTITUTO ULTRACONSERVADOR DA BURGUESIA-IGNARA, MOSTRA HADDAD COM 10 PONTOS NA FRENTE DE SERR

Enquanto isso, o instituto de pesquisa, consciência-ignara da burguesia parasita de São Paulo, Datafolha, divulgou ontem, dia 10, a primeira pesquisa para o segundo turno entre os candidatos Fernando Haddad e José Serra, candidato da ultradireita.

O resultado que não surpreendeu os que acreditam na democracia como participação de todos. Haddad aparece com 47%, enquanto o reacionário Serra aparece com 37%. Dez pontinhos de diferença. Um resultado doloroso para instituto que fez mágicas com a matemática e a estatística para colocar Haddad fora da disputa do segundo turno, para privilegiar o amigo de Arthur Neto, candidato também da ultradireita em Manaus.

O resultado da pesquisa comparado com os pontos das eleições em que Haddad terminou com 28% e Serra com 30%, Haddad subiu 19 pontos, e Serra apenas 7.

LÍDER DO PT QUER QUE O STF USE OS MESMOS CRITÉRIOS PARA JULGAR OS MENSALÕES DO PSDB

Participando de uma reunião com integrantes dos diretórios estaduais do Partido dos Trabalhadores em São Paulo, o líder do partido na Câmara Federal o deputado Jilmar Tatto disse que espera que o Supremo Tribunal Federal (STF) mantenha os mesmos critérios que estar usando para julgar a Ação Penal 470 no julgamento dos mensalões do PSDB. O mensalão que envolve a compra de votos no Congresso para aprovar a emenda para reeleição de Fernando Henrique quando presidente e o mensalão de Minas que tem como principal personagem o senador do partido, Eduardo Azeredo. Um esquema de Caixa 2 organizado e liderado por Azeredo durante sua administração.

O deputado disse ainda, que nessas eleições o PT saiu mais forte, e que não adiantaram as acusações e as posições contrárias da mídia. Para ele, o alcunhado mensalão pela mídia acéfala, não vai influir nas eleições do segundo turno. Assim como não influiu no primeiro, principalmente em São Paulo, onde o candidato do PT, Fernando Haddad, disputa com o candidato da ultradireita, José Serra, do PSDB o partido que mais encolheu nessas eleições.

“Só espero que essa referência do STF continue. Tenha o mesmo tratamento com os acusados do PSDB, tanto do ponto de vista da reeleição de Fernando Henrique Cardoso como do Azeredo.

Espero que o que está acontecendo com o Brasil agora no STF dê continuidade. E acho que vai dar porque há uma mudança de comportamento dos próprios ministros. Já que está mudando, tem que mudar para valer.

Vamos continuar governando e mudar a cara do Brasil cada vez mais. Vamos fazer a disputa política no segundo turno. Não há nada que modifique a nossa história. O PT tem uma história bonita e nós vamos dar continuidade”, disse Tatto.

JOSÉ GENOINO ESCREVE CARTA ABERTA AO POVO BRASILEIRO

Por José Genoino Neto

Estou indignado. Uma injustiça monumental foi cometida!

A Corte errou. A Corte foi, sobretudo, injusta. Condenou um inocente. Condenou-me sem provas. Com efeito, baseada na teoria do domínio funcional do fato, que, nessas paragens de teorias mal-digeridas, se transformou na tirania da hipótese pré-estabelecida, construiu-se uma acusação escabrosa que pôde prescindir de evidências, testemunhas e provas.

Sem provas para me condenar, basearam-se na circunstância de eu ter sido presidente do PT. Isso é o suficiente? É o suficiente para fazerem tabula rasa de todo uma vida dedicada, com grande sacrifício pessoal, à causa da democracia e a um projeto político que vem libertando o Brasil da desigualdade e da injustiça.

Pouco importa se não houve compra de votos. A tirania da hipótese pré-estabelecida se encarrega de “provar” o que não houve. Pouco importa se eu não cuidava das questões financeiras do partido. A tirania da hipótese pré-estabelecida se encarrega de afirmar o contrário. Pouco importa se, após mais de 40 anos de política, o meu patrimônio pessoal continua o de um modesto cidadão de classe média. Esta tirania afirma, contra todas as evidências, que não posso ser probo.

Nesse julgamento, transformaram ficção em realidade. Quanto maior a posição do sujeito na estrutura do poder, maior sua culpa. Se o indivíduo tinha uma posição de destaque, ele tinha de ter conhecimento do suposto crime e condições de encobrir evidências e provas. Portanto, quanto menos provas e evidências contra ele, maior é a determinação de condená-lo. Trata-se de uma brutal inversão dos valores básicos da Justiça e de uma criminalização da política.

Esse julgamento ocorre em meio a uma diuturna e sistemática campanha de ódio contra o meu partido e contra um projeto político exitoso, que incomoda setores reacionários incrustados em parcelas dos meios de comunicação, do sistema de justiça e das forças políticas que nunca aceitaram a nossa vitória. Nessas condições, como ter um julgamento justo e isento? Como esperar um julgamento sereno, no momento em que juízes são pautados por comentaristas políticos?

Além de fazer coincidir matematicamente o julgamento com as eleições.

Mas não se enganem. Na realidade, a minha condenação é a tentativa de condenar todo um partido, todo um projeto político que vem mudando, para melhor, o Brasil. Sobretudo para os que mais precisam.

Mas eles fracassarão. O julgamento da população sempre nos favorecerá, pois ela sabe reconhecer quem trabalha por seus justos interesses. Ela também sabe reconhecer a hipocrisia dos moralistas de ocasião.

Retiro-me do governo com a consciência dos inocentes. Não me envergonho de nada. Continuarei a lutar com todas as minhas forças por um Brasil melhor, mais justo e soberano, como sempre fiz.

Essa é a história dos apaixonados pelo Brasil que decidiram, em plena ditadura, fundar um partido que se propôs a mudar o país, vencendo o medo. E conseguiram. E, para desgosto de alguns, conseguirão. Sempre.

São Paulo, 10 de outubro de 2012

José Genoino Neto

MIRUNA, FILHA DE GENOINO, ESCREVE CARTA AOS BASILEIROS

Por Miruna Genoino

Lembro-me que quando comecei a ser consciente daquilo que meus pais tinham feito e especialmente sofrido, ao enfrentar a ditadura militar, vinha-me uma pergunta à minha mente: será que se eu vivesse algo assim teria essa mesma coragem de colocar a luta política acima do conforto e do bem estar individual? Teria coragem de enfrentar dor e injustiça em nome da democracia?

Eu não tenho essa resposta, mas relembrar essas perguntas me fez pensar em muitas outras que talvez, em meio a toda essa balbúrdia, merecem ser consideradas…

Você seria perseverante o suficiente para andar todos os dias 14 km pelo sertão do Ceará para poder frequentar uma escola? Teria a coragem suficiente de escrever aos seus pais uma carta de despedida e partir para a selva amazônica buscando construir uma forma de resistência a um regime militar? Conseguiria aguentar torturas frequentes e constantes, como pau de arara, queimaduras, choques e afogamentos sem perder a cabeça e partir para a delação? Encontraria forças para presenciar sua futura companheira de vida e de amor ser torturada na sua frente? E seria perseverante o suficiente ao esperar 5 anos dentro de uma prisão até que o regime político de seu país lhe desse a liberdade?

E sigo…

Você seria corajoso o suficiente para enfrentar eleições nacionais sem nenhuma condição financeira? E não se envergonharia de sacrificar as escassas economias familiares para poder adquirir um terno e assim ser possível exercer seu mandato de deputado federal? E teria coragem de ao longo de 20 anos na câmara dos deputados defender os homossexuais, o aborto e os menos favorecidos? E quando todos estivessem desejando estar ao seu lado, e sua posição fosse de destaque, teria a decência e a honra de nunca aceitar nada que não fosse o respeito e o diálogo aberto?

Meu pai teve coragem de fazer tudo isso e muito mais. São mais de 40 anos dedicados à luta política. Nunca, jamais para benefício pessoal. Hoje e sempre, empenhado em defender aquilo que acredita e que eu ouvi de sua boca pela primeira vez aos 8 anos de idade quando reclamava de sua ausência: a única coisa que quero, Mimi, é melhorar a vida das pessoas…

Este seu desejo, que tanto me fez e me faz sentir um enorme orgulho de ser filha de quem sou, não foi o suficiente para que meu pai pudesse ter sua trajetória defendida. Não foi o suficiente para que ganhasse o respeito dos meios de comunicação de nosso Brasil, meios esses que deveriam ser olhados através de outras tantas perguntas…

Você teria coragem de assumir como profissão a manipulação de informações e a especulação? Se sentiria feliz, praticamente em êxtase, em poder noticiar a tragédia de um político honrado? Acharia uma excelente ideia congregar 200 pessoas na porta de uma casa familiar em nome de causar um pânico na televisão? Teria coragem de mandar um fotógrafo às portas de um hospital no dia de um político realizar um procedimento cardíaco? Dedicaria suas energias a colocar-se em dia de eleição a falar, com a boca colada na orelha de uma pessoa, sobre o medo a uma prisão que essa mesma pessoa já vivenciou nos piores anos do Brasil?

Pois os meios de comunicação desse nosso país sim tiveram coragem de fazer isso tudo e muito mais.

Hoje, nesse dia tão triste, pode parecer que ganharam, que seus objetivos foram alcançados. Mas ao encontrar-me com meu pai e sua disposição para lutar e se defender, vejo que apenas deram forças para que esse genuíno homem possa continuar sua história de garra, HONESTIDADE e defesa daquilo que sempre acreditou.

Nossa família entra agora em um período de incertezas. Não sabemos o que virá e para que seja possível aguentar o que vem pela frente pedimos encarecidamente o seu apoio. Seja divulgando esse e/ou outros textos que existem em apoio ao meu pai, seja ajudando no cuidado a duas crianças de 4 e 5 anos que idolatram o avô e que talvez tenham que ficar sem sua presença, seja simplesmente mandando uma palavra de carinho. Nesse momento qualquer atitude, qualquer pequeno gesto nos ajuda, nos fortalece e nos alimenta para ajudar meu pai.

Ele lutará até o fim pela defesa de sua inocência. Não ficará de braços cruzados aceitando aquilo que a mídia e alguns setores da política brasileira querem que todos acreditem e, marca de sua trajetória, está muito bem e muito firme neste propósito, o de defesa de sua INOCÊNCIA e de sua HONESTIDADE. Vocês que aqui nos leem sabem de nossa vida, de nossos princípios e de nossos valores. E sabem que, agora, em um dos momentos mais difíceis de nossa vida, reconhecemos aqui humildemente a ajuda que precisamos de todos, para que possamos seguir em frente.

Com toda minha gratidão, amor e carinho,

Miruna Genoino – 09.10.2012

A direita que ri

Tenho acompanhado nas redes sociais, desde cedo, e sem surpresa alguma, o êxtase subliterário de toda essa gente de direita que comemora a condenação de José Dirceu como um grande passo civilizatório da sociedade e do Judiciário brasileiro. Em muitos casos, essa exaltação beira a histeria ideológica, em outros, nada mais é do que uma possibilidade pessoal, física e moral, de se vingar desses tantos anos de ostracismo político imposto pelas sucessivas administrações do PT em nível federal. Não ganharam nada, não têm nada a comemorar, na verdade, mas se satisfazem com a desgraça do inimigo, tanto e de tal forma que nem percebem que todas essas graças vieram – só podiam vir – do mesmo sistema político que abominam, rejeitam e, por extensão, pretendem extinguir.

José Dirceu, como os demais condenados, foi tragado por uma circunstância criada exclusivamente pelo PT, a partir da posse de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002, data de reinauguração do Brasil como nação e república, propriamente dita. Uma das primeiras decisões de Lula foi a de dar caráter republicano à Polícia Federal, depois de anos nos quais a corporação, sobretudo durante o governo Fernando Henrique Cardoso, esteve reduzida ao papel de milícia de governo. Foi esta Polícia Federal, prestigiada e profissionalizada, que investigou o dito mensalão do PT.

Responsável pela denúncia na Procuradoria Geral da República, o ex-procurador-geral Antonio Fernando de Souza jamais teria chegado ao cargo no governo FHC. Foi Lula, do PT, que decidiu respeitar a vontade da maioria dos integrantes do Ministério Público Federal – cada vez mais uma tropa da elite branca e conservadora do País – e nomear o primeiro da lista montada pelos pares, em eleições internas. Na vez dos tucanos, por oito anos, FHC manteve na PGR o procurador Geraldo Brindeiro, de triste memória, eternizado pela alcunha de “engavetador-geral” por ter se submetido à missão humilhante e subalterna de arquivar toda e qualquer investigação que tocasse nas franjas do Executivo, a seu tempo. Aí incluída a compra de votos no Congresso Nacional, em 1998, para a reeleição de Fernando Henrique. Se hoje o procurador-geral Roberto Gurgel passeia em pesada desenvoltura pela mídia, a esbanjar trejeitos e opiniões temerárias, o faz por causa da mesma circunstância de Antonio Fernando. Gurgel, assim como seu antecessor, foi tutelado por uma política republicana do PT.

Leia também:
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Dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal, seis foram indicados por Lula, dois por Dilma Rousseff. A condenação de José Dirceu e demais acusados emanou da maioria destes ministros. Lula poderia, mas não quis, ter feito do STF um aparelho petista de alto nível, imensamente manipulável e pronto para absolver qualquer um ligado à máquina do partido. Podia, como FHC, ter deixado ao País uma triste herança como a da nomeação de Gilmar Mendes. Mas não fez. Indicou, por um misto de retidão e ingenuidade, os algozes de seus companheiros. Joaquim Barbosa, o irascível relator do mensalão, o “menino pobre que mudou o Brasil”, não teria chegado a lugar nenhum, muito menos, alegremente, à capa de um panfleto de subjornalismo de extrema-direita, se não fosse Lula, o único e verdadeiro menino pobre que mudou a realidade brasileira.

O fato é que José Dirceu foi condenado sem provas. Por isso, ao invés de ficar cacarejando ódio e ressentimento nas redes sociais, a direita nacional deveria projetar minimamente para o futuro as consequências dessas jurisprudências de ocasião. Jurisprudências nascidas neste Supremo visivelmente refém da opinião publicada por uma mídia tão velha quanto ultrapassada. Toda essa ladainha sobre a teoria do domínio do fato e de sentenças baseadas em impressões pessoais tende a se voltar, inexoravelmente, contra o Estado de Direito e as garantias individuais de todos os brasileiros. É esperar para ver.

As comemorações pela desgraça de Dirceu podem elevar umas tantas alminhas caricatas ao paraíso provisório da mesquinharia política. Mas vem aí o mensalão mineiro, do PSDB, origem de todo o mal, embora, assim como o mensalão do PT, não tenha sido mensalão algum, mas um esquema bandido de financiamento de campanha e distribuição de sobras.

Eu quero só ver se esse clima de festim diabólico vai ser mantido quando for a vez do inefável Eduardo Azeredo, ex-governador de Minas Gerais e ex-presidente do PSDB, subir a esse patíbulo de novas jurisprudências montado apenas para agradar a audiência.

Leandro Fortes

No mundo das ilusões da velha mídia

Imaginemos alguém que só lesse, escutasse ou visse a velha mídia. Que visão teria do Brasil e do mundo?

Em primeiro lugar, não poderia entender por que um governo – corrupto, incompetente, com a economia à deriva, nomeando ministros como troca-troca eleitoral, que cobra muitos impostos, que está atrasado na entrega de todos as obras, do PAC, do Mundial e das Olimpíadas, que tem politica exterior aventureira, etc., etc. – tem 75% de apoio do povo.

Não entenderia como um líder como o Lula – que tem 80% de referências negativas na mídia – consegue que 69,8% dos brasileiros queiram que ele volte a ser o presidente do Brasil em 2014.

Não poderiam entender como o PT – partido corrupto, protagonista do maior escândalo da historia do Brasil – sai fortalecido das eleições municipais, eleja mais prefeitos e mais vereadores e ameace tirar dos tucanos a prefeitura mais importante do Brasil, a de São Paulo – tão bem administrada pela competência dos tucanos.

Não saberiam por que a economia brasileira não naufraga, se leem todos os dias que tudo vai mal, que o governo faz tudo errado, que a economia não cresce. Por que o governo continua a estender as políticas sociais, sem os recursos que a economia deveria lhe dar.

Não entende por que o FHC dá seu apoio e participa da campanha do candidato tucano no Rio – junto com o Aécio e o Álvaro Dias -, mas o candidato tem apenas 2,47% dos votos. Como os tucanos e o DEM perderam 332 prefeituras, sendo os mais preparados para governar.

Leem numa revista semanal que a Argentina é “governada por autoridades cada vez mais repressoras”, que “bloqueiam as liberdades individuais, como o acesso à livre informação, a bens de consumo e ao capital”. Que o governo “já tem o controle autoritário de 80% (sic) dos canais de radio e tv do país”. Que “na ilha de Cristina, os cidadãos só leem o que ela quer”.
Que as grifes “Escada, Armani e Yves Saint-Laurent fecharam suas lojas no país”, assim como a Vuitton e a Cartier. Que a “Avenida Alvear está com ares de fim de feira”. Que “na ilha de Cristina os investidores são tratados como piratas”.

E, no entanto, a Cristina é reeleita no primeira turno. Como entender isso, vendo a velha mídia?

Como entender que a Venezuela está se desfazendo, entre a ineficiência da sua economia, a corrupção e a violência, mas o Hugo Chavez é reeleito para um quarto mandato?

Que a América Latina vai bem enquanto os EUA e a Europa vão mal?

Tudo parece de cabeça pra baixo, o mundo parece absurdo, incompreensível, para quem depende da velha mídia, dos seus jornais, das suas revistas, dos rádios e da suas TVs.

Por Emir Sader


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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