Arquivo para 17 de outubro de 2012

Oscar Niemeyer está internado no Rio de Janeiro

Paulo Virgilio
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O arquiteto Oscar Niemeyer, de 104 anos, está internado desde o último sábado (13) no Hospital Samaritano, em Botafogo, na zona sul do Rio. De acordo com a assessoria de imprensa do hospital, um boletim médico com informações sobre o motivo da internação e o estado de saúde do arquiteto deverá ser divulgado ainda hoje (17).

Em maio deste ano, Niemeyer permaneceu 16 dias internado no Hospital Samaritano devido à uma pneumonia e desidratação. No ano passado, ele já havia passado 12 dias na unidade por causa de uma infecção urinária.

O principal nome da arquitetura brasileira e renomado internacionalmente, Niemeyer completará 105 anos em 15 de dezembro.

Edição: Carolina Pimentel

Estudantes matriculados no Enem podem acessar internet para saber informações sobre o dia da prova

Para os Estudantes que estejam matriculados no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que não receberam em suas casas o cartão de confirmação da prova contendo o número da inscrição, data, hora e local das provas e a opção de língua estrangeira, a outra opção é a internet.

Segundo  o Portal Brasil:

“Para acessar o cartão na internet, é preciso informar o número do CPF e a senha cadastrada no momento da inscrição. A senha pode ser recuperada no próprio site do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Este ano, cerca de 5,7 milhões de estudantes devem fazer a prova, marcada para os dias 3 e 4 de novembro.

O candidato que não receber o cartão em casa e não conseguir imprimi-lo por meio do site do Enem deve entrar em contato com o Inep no telefone: 0800 616161. A ligação só está disponível por telefone fixo ou telefone público.

A participação no Enem é fundamental para que os estudantes possam se inscrever no Programa Universidade para Todos (ProUni), Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e do programa Ciência sem Fronteiras. Além disso, a nota do exame também pode ser usada para o ingresso em universidades públicas, que utilizam o Enem como critério de classificação.”

 

ALERTA SOBRE VENDA E CONCENTRAÇÃO DE TERRA NO DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO

Ontem, dia 16, foi comemorado o dia Mundial da Alimentação. A organização não governamental (ONG) ActionAid fez um alerta no relatório Situação da Terra, divulgado hoje.

Neste documento, é analisada a situação de 24 países da América Latina, África e Ásia, inclusive no Brasil. O que ficou constatado é que há uma grande concentração de posses de terras nestes lugares, que impede e ameaça as comunidades tradicionais e a agricultura tradicional e familiar, pois a terra passa a ser vista como base de produção de plantações que possam ser exportadas como commodities (mercadoria que apresenta características de matéria-prima ainda em estado bruto e que tem grau mínimo de industrialização).

Neste sentido, o que nos interessa é observar como que esta concetração de posse de terras nas mãos de poucos ocorre no capitalismo. Tal concentração implica em um acentuado mercado de vendas de terras para investidores estrangeiros, fazendo com que a produção de alimentos seja concebida principalmente dentro da dinâmica neoliberal — transformar meios e entes naturais em recursos econômicos — em detrimento da produção de alimentos para combater a fome nacional e mundialmente e, assim, poder manter o domínio de países desenvolvidos sobre a economia e autonomia de países em desenvolvimento.

A produção de biocombustível, os deliberados aumentos de alimentos, as decisões institucionais de governos em legalizar desmatamentos para a produção de alimentos são efeitos desta política e economia neoliberal que faz parte do que o geógrafo brasileiro, Milton Santos, chamava de globalização perversa, ou seja, uma globalização que se esforça em realizar a manutenção das contradições lógicas do capitalismo, para que se tenha sempre a certeza de lucros exorbitantes com a exploração do trabalhador, a pobreza e suas nefastas consequências como a fome, por exemplo.

Segundo dados da ActionAid, 56% da terra agricultável do Brasil estão nas mãos de 3,5% dos proprietários rurais. Os 40% mais pobres têm apenas 1% dessas terras. O problema da concentração de posses de terra no Brasil pode ser considerado uma herança da colonização, da exploração e da identidade de ser inferior que o nativo recebeu do Europeu em tempos de inicio de capitalismo mercantilista.

Mas o fato atual, é que há muito tempo, devido a estes problemas, a fome não pode mais ser considerada apenas uma questão biológica. Ela é um problema organizado de modo mundial. A própria falta de nutrientes necessárias para que o corpo possa ter a energia que precisa para realizar suas atividades físicas e mentais, é negada devido ao processo de exploração conveniente à lógica capitalista. Deste modo, um corpo atingido pela exploração capitalista, torna-se um corpo impotente, já que precisa se adequar as condições impostas por esta exploração, forçando, assim, este mesmo corpo a ter que sobreviver em uma condição de besta humana, sendo forçado a aceitar as condições impostas pelo capital.

Marxianamente falando, há uma perda de humanidade provocada por este processo de exploração. Contudo, esta perda de humanidade não será sanada apenas com a manutenção das igualdades impostas historicamente, como a gerada pela compaixão cristã, a engendrada pelos direitos e deveres da justiça/direito e a garantida pelo Estado. Criticar tal problema não significa criticar a ideologia do capitalismo. Esta é evanescente e produzida pelas muitas interelações que ocorrem para que se possa alcançar o lucro de vários modos diferentes. Ainda em uma perspectiva marxiana, o que interessa é vasculhar os pormenores destas relações, perceber seus elos, problematizar a própria efetividade das coisas e perguntar o porquê delas se tornarem naturais ou banalizadas pelo senso comum, para daí podermos produzir ações capazes de desenvolver novas subjetividades.

Assim, o problema não pode ser fechado na lei (“a sociedade sempre mudou a lei, mas a lei nunca mudou a sociedade”). Esta lei e sua aparente igualdade podem ser apenas invólucros de interesses mais perversos. Garantias legais para que a apropriação de posses de terras nas mãos de poucos possa ser mantida sem maiores problemas.

Basta olharmos com um pouco de desconfiança para a condição histórica que o capitalismo impôs sobre nós, para percebermos como a fome se tornou um problema biofilosófico, uma vez que aquilo que pode garantir a existência em sua base, os nutrientes necessários para a constituição física e mental de nosso corpo, é tomado como uma preciosa mercadoria de troca para se alcançar o lucro. E, ainda que possa haver pesquisas e estudos que desenvolvam perspectivas diferentes, o que prevalece são as que possibilitam a perpetuação da exploração capitalista sobre a vida.    

TRÁFICO DE PESSOAS VITIMOU MAIS 500 BRASILEIROS

Diagnóstico preliminar sobre tráfico de pessoas no Brasil elaborado pela Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça e pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (Unodc), divulgado ontem, dia 16, mostra que 500 brasileiros foram vitimados pelo tráfico de pessoas. Do total divulgado, 337 casos que representam 70%, e que foram registrados entre os anos de 2005 a 2011, são casos de exploração sexual, e mais 135 são casos relativos à escravidão.

Para o secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão, os dados podem ser maiores, e isto porque, o registro de pessoas vitimadas pelo tráfico ainda é deficiente no Brasil, porque as vítimas não denunciam e não se reconhecem nessa situação.

A maioria dos casos de pessoas traficadas foi registrado nos estados de Pernambuco, Bahia e Mato Grosso do Sul, e a maioria das vítimas brasileiras são traficadas para Holanda, Suíça e Espanha. O país com o maior número de incidências de brasileiros e brasileiras, e que é rota para a Holanda, é o Suriname com 133 casos. Logo em seguida vem a Suíça com 127, a Espanha com 104, e a Holanda com 71 pessoas traficadas.

Segundo a assessoria de imprensa do Ministério da Justiça, nos próximos dias, o governo federal vai anunciar um pacote de medidas para o enfrentamento do tráfico de pessoas. Até o momento, a estratégia para combater o tráfico de pessoas está baseada em campanha de conscientização e em uma rede nacional de apoio às vítimas.

De acordo com o diagnóstico preliminar que se apoia em dados da Polícia Federal as mulheres são as principais aliciadoras, recrutadoras ou traficantes, representando 55% dos indiciados. Mas o Sistema Penitenciário Federal mostra um maior número de homens presos por atividades criminosas relacionadas ao tráfico de pessoas. E ainda, segundo o Ministério da Saúde, cerca de 65% dos casos de agressão a vítimas de tráfico de pessoas foram cometidos por homens.

JUSTIÇA FEDERAL MANDA SOLTAR CACHOEIRA, MAS JUÍZA O MANTÉM PRESO POR CAUSA DA OPERAÇÃO SAINT-MICHEL

Novamente Carlos Augusto Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira, preso com sua corriola em 29 de fevereiro pela Polícia Federal por força da Operação Vega e Monte Carlo, sentiu a ilusão da liberdade penitenciária, mas teve que se contentar com sua permanência onde se encontra.

A Justiça Federal mandou soltar o mafioso, mas a juíza Ana Cláudia de Oliveira Costa Barreto da 5ª Vara Criminal de Brasília determinou que ele continuasse onde se encontra: na Penitenciária da Papuda, em Brasília. A decisão é de 11 de outubro, entretanto só foi divulgada ontem, dia 16. A decisão é relativa a Operação Saint-Michel em que Cachoeira é acusado de fraudar o sistema de transporte público do Distrito Federal. Ela disse que a sentença desse caso deve sair, no máximo, dentro de 30 dias.

Para a juíza Cachoeira não pode ser solto porque ele “ainda representa risco concreto à ordem pública”.

“Em razão do inegável poderio econômico do réu, exibido as escâncaras na mídia, as outras medidas cautelares previstas na legislação não seriam suficientes para resguardar a ordem pública, uma vez que, no atual momento processual, deve preponderar o interesse da sociedade”, disse Ana Cláudia Barreto.

Ela disse também, que não é possível aplicar sanções alternativas nele, como proibi-lo de falar com os réus ou frequentar lugares, por isso “não o impediria de cooptar novos membros para seu grupo e organizar novas ações semelhantes àquelas que estão sendo apuradas neste juízo”.

Enquanto isso, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) de Cachoeira através de seus líderes, resolveu prorrogar os trabalhos. O prazo de extensão das atividades do colegiado será definido após o segundo turno das eleições. Os chamados oposicionistas querem uma prorrogação de 180 dias, já a base governista prefere um tempo menor.

Acabou o Lexotan na SIP

Leandro Fortes

Há quase 200 anos, os embaixadores das maiores potências da Europa se reuniram em Viena, na Áustria, com o mesmo objetivo que, por esses dias, juntou em São Paulo os barões da mídia panamericana na 68ª Assembleia da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP). Nos dois casos – no Congresso de Viena e no convescote da SIP – a nobreza presente tinha o mesmíssimo objetivo: restaurar o passado, voltar ao status quo e, principalmente, eliminar do futuro o germe da revolução. Em 1814, a intenção era redesenhar a geopolítica europeia após o fim da Era Napoleônica e banir das mentes e dos corações dos cidadãos de então as ideias e ideais da Revolução Francesa.

Em 2012, o baronato da mídia associado à SIP, também em franco desespero, tenta a mesma coisa: resgatar um mundo hegemônico onde a imprensa determinava o perfil e o caráter dos governantes, onde a mídia tinha a exclusividade da intermediação dos fatos, das informações, das notícias, e era, por si só, a própria ideologia da comunicação.

A História, como se sabe, se repete como farsa.

A SIP foi criada em 1943, em Havana, Cuba, durante a ditadura-bordel de Fulgencio Batista. Acabou sediada em Miami, nos Estados Unidos e, como tudo o mais durante da Guerra Fria, rapidamente foi transformada em braço funcional da CIA e do Departamento de Estado dos EUA para dar suporte aos movimentos golpistas bancados pelos ianques na América Latina. Os tempos mudaram, mas a SIP, como a maioria de seus associados, quedou-se estagnada, triste e ultrapassada, exatamente como a mídia que orgulhosamente representa.

Últimos artigos de Leandro Fortes:
O ‘mensalão’ e a direita que ri
Velha mídia, casa de ferreiro
O carlismo, a ilha do urubu e o paraíso traído

Assim como os ventos revoltosos do século XIX surpreenderam os nobres europeus em Viena, perdidos estão, no tempo e na circunstância, os porta-vozes dos oligopólios de mídia convidados a participar da assembleia da SIP, em São Paulo. Também estão apavorados. Os une o desespero das perdas e a incerteza de um futuro nebuloso sobre o qual não há mais quaisquer garantias de poder e lucro. Buscam na encenação montada sob as bandeiras das liberdades de imprensa e expressão um Napoleão Bonaparte que os justifique e, por isso mesmo, os redima. Encontram, aturdidos, generais do povo, pior, eleitos. Gente a quem sempre consideraram serviçais de menor monta: índios, mamelucos, mulatos, negros, caboclos, operários, mulheres.

Como era de se esperar, os dirigentes da SIP tem se revezado na tribuna para demonizar os napoleões que elegeram como inimigos da liberdade de imprensa: Hugo Chávez, da Venezuela; Cristina Kirchner, da Argentina; Rafael Correa, do Equador; e Evo Morales, da Bolívia.

Dilma Rousseff, do Brasil, esperada para falar no festim da SIP, desistiu de última hora. Enfim, se redimiu de ter participado do aniversário de 90 anos da Folha de S.Paulo, jornal associado da SIP que, em 2010, estampou uma ficha falsa do DOPS da então candidata do PT à Presidência da República a fim de eternizá-la como terrorista e assassina.

Diante da cadeira vazia reservada a Dilma, os 600 participantes da assembleia da SIP sincronizaram um muxoxo generalizado, mas pelo menos se livraram da obrigação protocolar de respeitar a presidenta do País que os acolheu. Em poucos minutos, Dilma foi comparada ao general-ditador Ernesto Geisel e ao ex-presidente Fernando Collor, outros dois mandatários que se negaram a emoldurar, quando no Brasil, a feliz confraternização de empresários midiáticos do continente americano.

Até o final do encontro, espera-se que a presidenta seja igualada a Stalin, Hitler, Mussolini, Gengis Khan e Átila, o huno.

Embalados pelo medo do admirável mundo novo aberto pela internet, mas, sobretudo, unidos por um grau de descolamento da realidade muito próximo do delírio, os próceres da SIP vociferam em coro contra os governos progressistas aos quais, cada qual em seu canto americano, fazem oposição sistemática, partidária e, não raramente, golpista.

Temem, no detalhe, medidas como a Lei dos Meios, baixada na Argentina, que irá desmembrar, em breve, o império do Clarín, principal apoiador da sangrenta ditadura dos generais argentinos. No todo, se apavoram com a possibilidade de uma combinação capaz de disseminar, sobretudo na América do Sul, a ideia de um novo marco regulatório com poder de romper a hegemonia dos oligopólios de mídia e, enfim, criar mecanismos de democratização da informação – um direito humano imprescindível, mas negado desde sempre ao eleitor latino americano.

A tudo chamam de censura e, deliberadamente, misturam os conceitos de liberdade de expressão e liberdade de imprensa para que, justamente, não se discuta nem um, nem outro.

Em Viena, pelo menos, a nobreza era genuína.

Boas razões para a presidenta Dilma não ter ido à SIP

As famílias que controlam os meios de comunicação na região, sem aliados importantes além dos Estados Unidos, ambicionavam aval implícito de Dilma Rousseff para sua ofensiva contra políticas de democratização e regulação levadas a cabo por diversos governos progressistas. Estes veículos, mais recentemente, apoiaram o golpe contra o presidente Hugo Chávez (2002), a derrocada do hondurenho Manuel Zelaya (2009) e o afastamento ilegal do paraguaio Fernando Lugo (2012). Funcionam como uma aliança intercontinental do conservadorismo. O artigo é de Breno Altman.

Breno Altman – Opera Mundi

(*) Artigo publicado originalmente no Opera Mundi

O dirigente do Grupo Estado, Júlio César Mesquita, não escondeu sua frustração. Diante da cadeira vazia na cerimônia de abertura da 68ª Assembleia da Sociedade Interamericana de Imprensa, comparou a atitude da atual presidente a de seus antecessores, Ernesto Geisel e Fernando Collor, nos dois convescotes da agremiação anteriormente por aqui realizados.

A comparação pode ser estapafúrdia, mas o rancor tem sua razão de ser. As famílias que controlam os meios de comunicação na região, sem aliados importantes além dos Estados Unidos, ambicionavam aval implícito de Dilma Rousseff para sua ofensiva contra políticas de democratização e regulação levadas a cabo por diversos governos progressistas.

Apesar de sua administração manter intactos os privilégios dos monopólios de imprensa, a presidente pode ter sido eloquente ao dar silencioso bolo no evento dos marajás da informação. Como não foram tornados públicos os motivos dessa decisão, é natural que provoquem especulações. Uma abordagem possível remete à trajetória da associação. A SIP, afinal, congrega a fatia mais ativa e influente das elites continentais, com expressiva folha de serviços prestados às ditaduras.

Fundada nos EUA em 1946, a entidade teve papel fundamental durante a Guerra Fria. Empenhou-se com afinco a etiquetar como “antidemocráticos” os governos latino-americanos que não se alinhavam com a Casa Branca. Constituiu-se em peça decisiva do clima psicológico que antecedeu levantes militares no continente entre os anos 60 e 80.

Entre seus membros mais proeminentes, por exemplo, está o diário chileno El Mercurio, comprometido até a medula com a derrubada do presidente constitucional Salvador Allende, em 1973, e a ditadura do general Augusto Pinochet. Outros grupos filiados são os argentinos La Nación e El Clarín, apoiadores de primeira hora do sanguinário golpe de 1976.

A lista é longa. O vetusto matutino da família Mesquita, O Estado de S.Paulo, também foi adepto estridente das fileiras anticonstitucionais, clamando e aplaudindo, em 1964, complô contra o presidente João Goulart. Mas não foi atitude solitária: outras empresas brasileiras de comunicação, igualmente inscritas na SIP, seguiram a mesma trilha.

Seus feitos, porém, não fazem parte apenas da história. Estes veículos, mais recentemente, apoiaram o golpe contra o presidente Hugo Chávez (2002), a derrocada do hondurenho Manuel Zelaya (2009) e o afastamento ilegal do paraguaio Fernando Lugo (2012). Funcionam, a bem da verdade, como uma aliança intercontinental do conservadorismo.

Às vésperas das eleições de 2010, em julho, o então presidente da SIP, Alejandro Aguirre, afirmou que Lula “não poderia ser chamado de democrata” e o incluiu entre os líderes que “se beneficiam de eleições livres para destruir as instituições democráticas”. Seu objetivo era evidente: como porta-voz dos barões da mídia, queria colaborar no esforço de guerra contra a condução de Dilma Rousseff, pelo sufrágio popular, ao Palácio do Planalto.

A SIP, no entanto, vai além de movimentos pontuais, ainda que constantes, para a desestabilização das experiências de esquerda. Trata-se de um laboratório para estratégias de terceirização política dos Estados nacionais, na qual as corporações privadas de imprensa ditam a agenda, articulam-se com esferas do poder público e se consolidam como partidos orgânicos da oligarquia.

Diante deste inventário de símbolos e realizações, fez bem a presidente ao se recusar a emprestar o prestígio de seu mandato e a honradez de sua biografia. Ainda mais em um momento no qual sócios nacionais da associação animam julgamento de exceção contra dirigentes históricos de seu partido e integrantes de proa do governo Lula.

Oxalá esse gesto possa dar início a uma batalha firme pela democratização da imprensa e a adoção de marco regulatório que rompa com o feudalismo midiático.

(*) Breno Altman é diretor do site Opera Mundi e da revista Samuel

Chico César encerra programação cultural de 2012 no Açougue T-Bone

 


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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