Arquivo para 18 de outubro de 2012

PESQUISA DO IBGE MOSTRA NOVO PERFIL DA FAMÍLIA BRASILEIRA

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou ontem (17) Resultados da Amostra da pesquisa Censo Demográfico 2010 – Famílias e domicílios. Os resultados da pesquisa demonstram algumas características novas na constituição das famílias brasileiras. Entre estas mudanças está ao aumento de famílias que estão completamente sob a responsabilidade da mulher e o aumento de casais gays no Brasil e nestes casos as famílias se declararam católicos e sem religião.

Estas mudanças em instituições tradicionais, como a família, podem significar, para alguns, a certeza de que o mundo entrou em descontrole e que a globalização, em seus aspectos tecnológicos, culturais, sociais, políticos e econômicos, ameaça a tranquila existência de tradições locais com uma enxurrada de novos modos de existência permeados por modelos impostos que sugerem que as instituições, como a família, tornaram-se inadequadas para as funções a que foram designadas.

Contudo, estas transformações no seio das relações afetivas entre pessoas e grupos sociais, podem também demonstrar o quanto a globalização, em todos seus aspectos, exigiu uma resistência do seu próprio tamanho. Esta resistência está na emancipação feminina que de modo algum, pode ser dissociada das resistências dos trabalhadores contra a exploração capitalista; no aumento de casais gays, que pode significar uma libertação maior do corpo em relação às novas formas de controle sobre o corpo através da sexualidade, por exemplo; e na declaração de que pessoas não se encaixam em nenhuma religião, que pode ser a tentativa de se manter uma relação com o divino sem mediações.

Por mais que isto possa ser tratado apenas como hipóteses, o fato é que instituições responsáveis por manter a ordem ideológica (a consciência constituída de uma realidade sempre em mudança) da sociedade, no intuito de manter o estado de coisas constituído sem restrições, são obrigadas a se transformarem para se adequarem a estas novas mudanças.

Assim, o direito deve ir além do “senso comum teórico dos juízes” (Warat) para tratar de novos casos como a união civil de homoafetivos, a família deve aprender a lidar com novos laços afetivos e sociais, a mídia passa a tratar esta nova realidade de modo mais aberto, o mercado de trabalho deve garantir vagas para mulheres, entre outras adequações. Entretanto, isto não significa que estas transformações possam desempenhar uma revolução social, política, econômica e cultural. Ao contrário, elas podem ser incorporadas pelo capitalismo e serem exploradas tal como a ordem anterior era explorada.

Para acessar reportagens sobre a pesquisa do IBGE clique aqui e aqui.

ELEIÇÕES EM MANAUS REVELAM ESTADOS PATOLÓGICOS PREOCUPANTES DE MISOGINIA, XENOFOBIA E ANTIDEMOCRACIA

Qualquer pessoa que tenha uma inteligência livre das enunciações dominantes de uma sociedade sabe muito bem que eleições não refletem apenas a concretização do exercício do regime democrático representativo. Um regime nem tanto democrático como a democracia participativa como afirma a filósofa Marilena Chauí.

Eleições também são momentos de expressividades política/social que serve como matéria de análise da consciência coletiva. Através de uma eleição é possível se analisar a disposição econômica, social, educacional, política, antropológica, religiosa, estética, e mental da população que dela participa. Daí que eleições não são matérias para serem analisadas por fálicos analistas que se tomam por cientistas políticos como sempre ocorre nesses momentos. Parodiando o engajado escritor uruguaio, Eduardo Galeano, eleições são as “veias abertas” de uma sociedade. É um momento de catarse social em que o voto serve ab-reação – fala liberada, como diz a psicanálise – do eleitor ao se mostrar como sujeito de expressão. As escolhas dos candidatos e os motivos das escolhas são matérias-primas para serem tomadas como compreensão de uma subjetividade dominante.

Em Manaus, não é diferente. Essas eleições também estão servindo material para ser apropriado, analisado, para que suas formas de desenvolvimento sejam encontradas, como diz a dialética do filósofo Karl Marx. Matérias por demais perigosas estão contaminando o evento eleitoral. Matérias que não deveriam ser encontradas em expressão democrática. Três, são as matérias expressadas nessas eleições de formas preocupantes. E agora no segundo turno tornou-se mais veemente. Um tema por demais perigoso em função de suas patologias.

E é a candidata Vanessa do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), que não nasceu em Manaus, é de Santa Catarina, quem vem sendo objeto – no sentido de objeto sem sujeito, como querem as mentes controladas e infantilizadas ( infantilizada como patologia regressiva-agressiva de alguns “adulto”) – dessas três matérias perversas. Misoginia, Xenofobia e Antidemocracia.

A MISOGINIA

A misoginia vem da palavra grega Misos. É um estado patológico cujo sintoma é o ódio e o desprezo contra a mulher. Não se trata de homossexualismo masculino. Trata-se de heterossexual que odeia e despreza a mulher e faz tudo para sempre detrata-la. Podem ser homens casados, com filhos ou não casados. Neles o casamento é uma sublimação. Ou como aventam alguns psicanalistas, uma formação reativa: no inconsciente são dependentes da mulher-mãe.

Algumas teorias psicanalistas dizem que o ódio que o homem sente pela mulher é decorrente do fato dele quando criança, não haver conseguido realizar em si, a imago (Imagem) e o ser ontológico da mãe que o levaria a amar a mulher. Assim, o misógino é um fracassado em relação à presença da mãe. É possível que ele tenha fracassado pela força da imagem do pai. Uma imagem paterna severa perturba a realização dessa imagem no homem. Ou uma mãe distante, nervosa, marimacho – como diz a psicanalista Françoise Dolto – pode ser também fator dessa frustração. O certo é que o misógino muitas vezes tenta simular amar uma mulher para poder agredi-la. É como se a culpa dele odiar as mulheres fosse de sua mãe. Quando não é. É de sua responsabilidade ser misógino. E como diz o filósofo Sartre, todos nós somos responsáveis por nossas escolhas. O misógino se escolheu um homem malogrado, frustrado, recalcado. Misógino.

Vanessa vem sendo objeto de projeção desses estados patológicos de muitos misóginos que se iludem imaginando que seus votos são verdadeiramente reflexos de suas escolhas. Quando em verdade, eles são apenas projeções de seus conflitos em seu candidato. O que democraticamente não tem valor algum. Há também uma misoginia da mulher para a mulher. E não é lesbianismo. São mulheres que odeiam o sucesso de outras. Se sentem sempre ameaças por outras, até mesmo quando não há qualquer sinal de ameaça. No caso delas, o fracasso foi com a imagem do pai. São casadas, tem filhos ou solteiras, mas odeiam as outras mulheres. Encontram sempre um sinal de defeito nas outras. Daí um número grande de mulheres que mostram aversão em votar em Vanessa. Mais um voto sem razão democrática, visto que a democracia é a razão política dos homens e mulheres, como afirma o filósofo Spinoza. Ou como dizem os filósofos Guattari e Deleuze: a democracia é a sociedade dos amigos.

 A XENOFOBIA

Outro estado patológico é a xenofobia tão bem acentuada nestas eleições que até os mais incautos estão percebendo. A xenofobia é uma palavra que vem do grego xénos: estrangeiro. É um transtorno patológico de medo ao que é estrangeiro. O xenófobo tem aversão a qualquer pessoa que não seja de sua nacionalidade, território, região ou condado. A xenofobia tem em sua base o corpo racista. Uma aversão aos imigrantes.

O xenófobo, como o misógino, epistemologicamente tem o mais baixo grau de inteligência. É do tipo que viu e ouviu, mas nunca examinou o que lhe mostraram. Assim, ele é um preconceituoso. Alguém que conceitua as ocasiões com juízos pré-concebidos. Ou seja, juízos que não saíram da reflexão. Seu voto em uma democracia também não tem qualquer razão de valor. O xenófobo também apresenta sintoma de preocupação com a limpeza. Seu ódio contra o estrangeiro é uma compulsão por limpeza étnica.

A sentença escolhida do xenófobo é: “não é daqui”. Uma forma de separatismo. Essa sentença está exaustivamente sendo projetada em Vanessa. E a prova do baixo grau de inteligência do xenófobo manauara, é o fato de Manaus ser habitada por uma pluralidade de pessoas que vieram dos mais variados rincões do Brasil e do estrangeiro e que escolheram Manaus para morar, como Vanessa. Muitas dessas pessoas mostram um enraizamento com a terra manauara melhor que muitos que nasceram aqui.

O ÓDIO CONTRA O COMUNISMO

O terceiro estado patológico é o antidemocrático. Ou melhor: ódio contra o comunismo. Esse mesmo ódio levou os militares darem o golpe de Estado no Brasil que perdurou do ano de 9164 a 1985, e que prendeu, torturou e assassinou milhares de pessoas. Esta mesma brutalidade intelectual e política agora estar sendo usada contra a candidata Vanessa. Os antidemocratas propagam que ela não acredita em Deus, é a favor do aborto, dos homossexuais, e só faltam afirmar que ela “come criancinha”. O mote usado pelos ditadores.

Como os misóginos, os xenófobos e os antidemocratas carregam o mais baixo grau de inteligência eles não entendem que o comunismo – não precisa nem Marx afirmar, mas afirmou – é a primeira forma de democracia que a história experimentou. Como democracia o Estado é uma produção do Sujeito-Constituinte. Ou como diz Marx:”A democracia parte do Homem e faz do Estado o Homem Objetivado”.

Mas nada disso eles sabem. Por isso, são antidemocratas com a fantasia de que seus votos lhes tornam agentes da democracia.

O NAZISMO DE HITLER E OS ESTADOS PATOLÓGICOS

A misoginia foi uma das formas de expressões do nazismo. O próprio Hitler odiava as mulheres, assim como os membros do Terceiro Reich. Sua relação com as mulheres foi por demais perturbada, principalmente quanto sua vida sexual. Hitler era impotente e só podia se relacionar com as mulheres na forma do sadismo ou masoquismo, como dependente. O caso da bailarina que ele se apaixonou é revelador do que é um homem misógino.

Hitler se apaixonou por uma jovem bailarina e quis ter um caso com ela. A bailarina ficou preocupada por se tratar do Reich. Mesmo assim ela foi ao quarto com ele. Qual não foi seu desespero quando ela o viu jogado ao chão implorando que ela pisasse nele.

Logo depois ela se suicidou.

Como a xenofobia é também um transtorno de limpeza étnica, Hitler, como é sabido de todos fez uso compulsivo dela. O nazismo odiava o que não fosse ariano dos olhos azuis que era considerado por eles, a raça pura. O exemplo são os milhares de judeus assassinados por ele em função da patologia xenofóbica.

Outros que também foram perseguidos pelos nazistas foram os comunistas. Considerados por eles como raça impura por apresentar várias etnias.

Daí o grande perigo da expressividade desses estados patológicos nessas eleições em Manaus. Por isso, é preciso que a parte da sociedade que não expressa estes estados patológicos fique atenta, porque eles não se manifestam apenas nas eleições. Eles se encontram nas relações cotidianas de Manaus. As eleições são apenas um momento para que estes estados patológicos sejam expressos mais livremente tendo como fundo um candidato.

Ley de Medios argentina é modelo, diz relator da ONU

“A Argentina tem uma lei avançada. É um modelo para todo o continente e para outras regiões do mundo”, afirmou Frank La Rue, relator especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Liberdade de Opinião e de Expressão, ao se referir à Lei de Serviços de Comunicação Audiovisual. “Eu a considero um modelo e a mencionei no Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra. E ela é importante porque para a liberdade de expressão os princípios da diversidade de meios de comunicação e de pluralismo de ideias é fundamental”, defendeu.

Página/12

Buenos Aires – “A Argentina tem uma lei avançada. É um modelo para todo o continente e para outras regiões do mundo”, afirmou Frank La Rue, relator especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Liberdade de Opinião e de Expressão, ao se referir à Lei de Serviços de Comunicação Audiovisual, logo após reunir-se com Martín Sabbatella, titular da Afsca (Autoridade Federal de Serviços de Comunicação Audiovisual). “Falamos da importância da aplicação plena desta lei”, assinalou Sabbatella após o encontro que manteve com o funcionário guatemalteco da ONU na sede portenha da Afsca.

Durante a reunião com Sabbatella, La Rue voltou a expressar seu especial interesse na implementação da chamada “Ley de Medios” da Argentina. “Essa é uma lei muito importante. Eu a considero um modelo e a mencionei no Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra. E ela é importante porque para a liberdade de expressão os princípios da diversidade de meios de comunicação e de pluralismo de ideias é fundamental”, defendeu o relator da ONU após o encontro na Afsca.

“Eu venho de um país multicultural, muito pequeno, mas com 22 idiomas indígenas, onde essa diversidade de meios e esse pluralismo de expressão, assim como o manejo dos serviços de comunicação audiovisual, desempenham um papel muito importante para garantir essa riqueza cultural”, disse o guatemalteco, para quem “neste sentido a lei argentina é realmente muito importante”.

Por sua parte, Sabbatella destacou ao término da reunião que “para os argentinos e as argentinas é um orgulho ter uma lei modelo e é extremamente importante o acompanhamento de Frank La Rue, uma pessoa que tem um forte compromisso com a liberdade, a pluralidade, a diversidade e a democratização da palavra”.

“La Rue tem uma profunda valoração da lei e expressou em várias oportunidades a importância de sua aplicação. Contar com sua atenção sobre o andamento desse processo é fundamental”, acrescentou o titular da Afsca, destacando que foi discutida com o relator da ONU “a importância da aplicação da lei”.

O funcionário da ONU se mostrou interessado pelas medidas que a Afsca deve tomar no dia 7 de dezembro, quando vence o prazo fixado pela Corte Suprema para a medida cautelar com a qual o Grupo Clarín paralisou a implementação da lei, durante três anos, após sua aprovação no Congresso. Assim como o cabo de guerra no Conselho da Magistratura, onde a oposição impede a nomeação de um juiz titular no tribunal que deve resolver a questão da inconstitucionalidade defendida pelo grupo quanto ao artigo 161 da lei, que obriga as empresas a abrir mão das licenças que superam o limite estabelecido pela nova legislação para evitar práticas monopólicas.

La Rue, que foi a Argentina para participar de um congresso mundial sobre direitos da infância em San Juan, também assinalou que logo após sua passagem pela Argentina visitará o Uruguai onde, destacou, “vem ocorrendo uma discussão parecida com a que ocorreu aqui (sobre a ‘ley de medios’ audivovisuais), mas ainda não foi aprovada a lei, o que eu gostaria muito que acontecesse”. O relator da ONU também se mostrou disposto a promover fóruns em toda a América Latina para debater a lei implementada pela Argentina.

Tradução: Katarina Peixoto

Serra em campanha: Confrontos com cinco jornalistas em apenas 19 dias

Perguntas desagradáveis fazem parte da vida de candidatos. Uma resposta agressiva também é parte do jogo. Porém, o tucano se comporta como se fosse blindado pelo patronato midiático e intimida os perguntadores. Já que os chefões da SIP ainda estão por aqui, eis um levantamento de incidentes de José Serra com jornalistas brasileiros, que representam intimidação ao livre exercício da nossa profissão. O artigo é de Conceição Lemes.

Conceição Lemes – Brasil de Fato

O tucano José Serra, candidato à Prefeitura de São Paulo, comporta-se como se fosse um político blindado pelos patrões midiáticos. Do contrário não seria tão deselegante com jornalistas. Basta um repórter perguntar algo que não lhe agrade ou não tenha interesse em responder, para Serra tratar o perguntador de forma ríspida.

O candidato tucano é, sem dúvida, um homem poderoso. Foi deputado, senador, ministro, prefeito e governador. Duas vezes candidato a presidente da República. É uma das lideranças mais importantes do PSDB. Os repórteres que fazem perguntas a ele são assalariados. Ao ousar, correm o risco de desagradar os patrões e perder o emprego.

Perguntas desagradáveis fazem parte da vida de candidatos. Uma resposta agressiva também é parte do jogo. Porém, o tucano se comporta como se fosse blindado pelo patronato midiático e, na prática, intimida os perguntadores.

Serra pede a cabeça de jornalistas?
Em 2010, Heródoto Barbeiro, que na época comandava o Programa Roda Viva, da TV Cultura, fez uma pergunta “desagradável” a Serra sobre pedágios. Coincidentemente, não durou muito na emissora. Hoje está na Record News.

Já imaginou o que os barões da mídia fariam se Fernando Haddad, candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, chamasse um repórter de “sem-vergonha”, como Serra fez em 28 de setembro deste ano durante campanha no bairro da Moóca?

Ou se o ex-presidente Lula e a presidenta Dilma tachassem um jornalista de disseminar propaganda do adversário, como Serra fez hoje com o jornalista Kennedy Alencar, na CBN, a quem acusou de espalhar “trololó petista”?

Não é preciso bola de cristal para saber que isso seria denunciado ao mundo pelos patrões. A mídia global se encarregaria de tornar o caso um escândalo internacional.

Já que os chefões da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) ainda estão por aqui, resolvemos fazer um levantamento de incidentes de José Serra com jornalistas brasileiros, que, na prática, representam intimidação ao livre exercício da nossa profissão.

Na campanha de 2010, por exemplo, colegas da RBS, Heródoto Barbeiro, Márcia Peltier e até Miriam Leitão foram alvo do seu desrepeito profissional:

Também em 2010, Serra se irritou com a pergunta de um repórter em São Luís, no Maranhão. O Blog do Décio registrou:

Durante entrevista coletiva em São Luís nesta terça-feira 13 de julho, o tucano José Serra se chateou com pergunta do jornalista Mário Carvalho sobre sua rejeição no Nordeste. As fotos do vídeo são de Biaman Prado.

Ao longo da campanha à Prefeitura de São Paulo, em 2012, levantamos cinco episódios.

No desta terça-feira 16, o mais recente, Serra se superou. Acusou Kennedy Alencar, comentarista político da rádio CBN de espalhar “trololó petista”.

Alencar perguntou sobre um kit gay semelhante ao que esteve em estudos no Ministério da Educação e que o tucano havia implementado na sua gestão enquanto governador. Queria saber se o tucano tinha dado uma guinada conservadora, já que em 2010 Serra baseou parte de sua campanha na questão do aborto. O tucano não respondeu à pergunta.

Em vez disso, bateu boca, disse que o jornalista estava mentindo e o acusou de fazer campanha para “outro candidato”. ”Kennedy, você não pode fazer campanha eleitoral na CBN”, incriminou.

A acusação de que um jornalista está usando o emprego para fazer campanha para um partido é gravíssima: pode causar demissão.

O primeiro ataque de Serra a jornalista na eleição de 2012 aconteceu em 28 de setembro.

Em campanha no bairro da Moóca, Serra, ao ser questionado por repórter da Rede Brasil Atual, sobre onde os eleitores poderiam encontrar o seu plano de governo, disparou: “Eu não respondo pergunta de sem-vergonha”.

No dia 11 de outubro, a vítima foi a repórter da TVT. Serra ignorou a pergunta dela e deu as costas à equipe da TV dos Trabalhadores. Foi durante coletiva para anunciar o apoio do PDT paulista à candidatura tucana no segundo turno.

No 12 de outubro, Serra repetiu a “dose” contra a TVT.

O tucano tem a mania de, antes de responder, querer saber o veículo representado pelo entrevistador.

Aparentemente, é assim que decide entre “amigos” e “inimigos”.

Praticado por um petista, tal comportamento seria denunciado como tentativa de “controlar” a mídia.

Ontem, 15 de outubro, Serra destratou a repórter do UOL, do Grupo Folha. Após caminhada no bairro Cidade Ademar, no extremo da Zona Sul da capital, ela perguntou-lhe se o tom agressivo do primeiro programa eleitoral do segundo turno, que recorreu ao mensalão, seria uma estratégia da campanha tucana para diminuir a vantagem de Haddad nas pesquisas de intenção de voto.

Serra não gostou e reagiu: “Não sei, eu não vi. Vai lá para o Haddad. É a pauta dele. Não precisa ter uma assessora a mais para ele. Vai lá direto”.

Para quem diz defender a liberdade de imprensa e de expressão, são cinco episódios de agressividade com profissionais da imprensa em apenas 19 dias.

Não encontramos críticas do candidato aos patrões midiáticos no mesmo período.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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