Arquivo para 25 de outubro de 2012

“POBRE DO POVO QUE PRECISA DE HERÓI (BRECHT)”

Na peça Galileu Galilei do teatrólogo, poeta, cinegrafista, articulista, ativista, alemão Brecht que narra a confirmação astrofísica do sábio Galileu de que a Terra não é o centro do universo, teoria defendida pela Igreja Católica para poder melhor oprimir o povo, mas sim o Sol, há uma cena em que Galileu é obrigado pelo Tribunal da Santa Inquisição a negar a verdade que descobrira, caso contrário seria executado na fogueira da dogmática-cristã-paulínea.

Galileu entre a angústia da execução e a defesa da verdade, conversa com seu secretário Andreas. Andreas, no entusiasmo de sua juventude, quer que o sábio Galileu não ceda aos inquisidores, mas Galileu, mais sereno e racional, sabe que morrendo ou não morrendo, a verdade da Teoria Heliocêntrica, o sol o centro do universo, jamais poderá ser negada. A História se encarregou de oferecer a Galileu sua verdade-social. Apesar de toda brutalidade da Igreja contra os que pensavam contrário a dogmático, como ocorreu com Giordano Bruno.

Andreas entende que a morte de Galileu o fará um herói, o que seria a grande homenagem para um homem como o sábio. E ainda mais, a morte de Galileu poderia levar o povo à rebelião. Percebendo que Galileu não cede aos seus argumentos, Andreas, brada:

– Pobre do povo que não tem herói!

Ao que Galileu, sabiamente, rebate:

– Não, Andreas! Pobre do povo que precisa de herói.

O FRACASSO DO HERÓI E A DOR DE QUEM O QUER

Todo herói é um fantasma de si mesmo, alimentado pela dor de seus desejantes, os que lhe querem herói. O herói nasce em si por uma negação de si mesmo. O homem que se quer herói cria um duplo de si, porque não suporta ser ontologicamente ele mesmo. Pode-se dizer que ele é um covarde existencial. Recorre ao subterfúgio. Desta forma, ele é uma existência malograda, como diria o filósofo Sartre. Mas como ele não pode suportar o malogro, ele passa a viver seu duplo como fantasia salvadora. Esse duplo é o herói para o outro que por sua vez também não pode autenticar sua existência. Outro malogro ontológico. Forma-se então a simbiose. O herói como duplo, fantasia de si mesmo, satisfaz o herói do outro. O simulacro da duplicação.

A lógica da fuga tanto do herói como do outro que o heroiciza, é simples. O herói se alimenta do que o outro diz e pede dele. O outro, que precisa do herói, se alimenta do que ele lhe oferece. Mais é aí que essa simplicidade é terrivelmente implacável para ambos. Para satisfazer o outro o herói cria um personagem para si que ao invés de lhe confortar faz de sua existência um tormento, porque o herói nem é ele e nem é essa representação. O herói é uma insuportável nadificação. E essa nadificação é o tormento do outro que precisa de herói. Mas que por ironia, lhe gratifica. De vazio.

Para um fácil entendimento, basta compreender que todo homem que se quer herói tem um grande pavor da existência, quase sempre herdada como culpa transferida por seus país. Uma obra do inconsciente psicótico dos adultos que a criança luta para escapar, como dizem os filósofos Deleuze e Guattari. O que “precisa de herói” também teme a existência, por isso ele nomeia alguém como seu herói para realizar seus anseios fóbicos. Ele também quando criança lutou para escapar dos pais, mas não conseguiu. Daí sua inautenticidade ontológica.

E como já foi entendido, tanto o homem como herói duplicado para outro, assim como o outro que absorve a duplicação, jamais se encontram, visto que convivem com fantasma. Daí que todas as faculdades humanas que são produtoras de existências reais ontologicamente, serem capturadas pelo fantasma impedindo que elas se manifestem no herói e no outro. Cognição, imaginação, memória, sentido, sexo, todas são perturbadas por essa aliança fantasmagórica.

 Como a heroicização  é uma falha ontológica, corre que alguns períodos da história são eficientes em servir como berço do herói. Por isso existem heróis em quase todas as culturas e de todos os matizes. Onde houver o medo e existência anemizada, lá está o herói. Em sociedades pobres de espírito, principalmente, é comum surgir um herói. Bastou a vontade e o instinto coletivo arrefecer, lá aparece o herói.

É por isso que Brecht, através de seu Galileu, diz, “pobre do povo que precisa de herói”. É que ele sabe, que quando um povo precisa de herói é porque ele ainda é escravo da tirania do medo e da ignorância. É um povo que ainda não construiu sua obra beatífica: a liberdade. E sob o julgo do herói, esse povo jamais será livre, visto que o próprio herói é um escravo.

Como Andreas, embora auxiliar de Galileu, não entende essa potência beatífica, ele, o exorta, dizendo, “pobre do povo que não tem herói”. Andreas não sabe que a liberdade é uma produção coletiva, uma multitudo poieticamente criadora da democracia.

Portanto, todo aquele que precisa de herói não sabe que “o herói não “libera” os acontecimentos nem as forças históricas, nem constrói uma história. Encadeia as figuras do mito e da lenda; é por isso que nem a Revolução nem a Democracia têm necessidade de um herói”, como afirma o filósofo Baudrillard.

EX-SENADOR DEMÓSTENES TORRES É PROCESSADO PELO CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO

O ex-senador da ultradireita Demóstenes Torres, cassado por quebra de decoro parlamentar por se envolver com o mafioso Carlos Augusto Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira, preso com sua corriola em 29 de fevereiro pela Polícia Federal por força das operações Monte Carlo e Veja, será processado pelo Conselho Nacional de Ministério Público (CNMP). O amigo de Cachoeira responderá processo administrativo disciplinar.

Demóstenes terá que prestar esclarecimento sobre acusações de que usou seu cargo de procurador de Justiça do Estado de Goiás para favorecer a quadrilha de Carlinhos Cachoeira. A investigação que está sendo realizada pelo Ministério Público de Goiás será endereçada ao CNMP. Enquanto o processo estiver sendo movido o ex-senador ficará afastado do cargo.

A pena máxima poderá ser aplicada ao senador cassado se no final do processo os conselheiros decidirem que ele pode ser demitido. Mas há uma questão, porque o cargo de Demóstenes é vitalício e sua demissão não seria permitida por um processo administrativo. Entretanto, Jeferson Coelho, corregedor nacional do Ministério Público entende que não há óbice quanto ao caso, e defende a demissão de Demóstenes.

De acordo com o corregedor, a Constituição de 1988 deixa claro que membros do Ministério Público podem ter a liberdade de se se filiar a partidos políticos e concorrer a cargos eletivos, assim perder a vitaliciedade do cargo. Demóstenes depois que se filiou a um partido perdeu o cargo vitalício. Assim, ele pode, no fim do processo administrativo, ser demitido.

“Como ele fez opção pelo regime anterior, me parece que não há vitaliciedade do cargo, mas essa é uma discussão de grande debate”, disse Jeferson Coelho.

Em função de toda sua atuação como senador, usando seu cargo para influir em decisões que beneficiaram Carlinhos Cachoeira, conforme se viu e ouviu no relatório que levou a sua cassação por decoro parlamentar, a demissão de Demóstenes Torres seria uma confirmação de que a Justiça como produtora, também, da democracia real estar a se fazer no Brasil.

Ato na USP: “Haddad é resposta da civilização à barbárie”

No ato “São Paulo quer Mudança”, promovido pelo Coletivo de Estudantes em Defesa da Educação Pública, professores da Universidade de São Paulo manifestaram apoio à candidatura de Fernando Haddad (PT). Nas falas, a eleição de Haddad foi apontada como uma possibilidade de mudança, uma resposta da civilização à barbárie. Para Marilena Chauí, Haddad aparece para São Paulo como uma passagem do medo, vindo da atual gestão, para a esperança no resgate da imagem cidadã da cidade.

Caio Sarack

São Paulo – O Coletivo de Estudantes em Defesa da Educação Pública promoveu terça-feira, às 17h, na USP, o ato “São Paulo quer Mudança”. O evento contou com professores da instituição que resolveram se colocar no debate das eleições de segundo turno. Marilena Chauí, André Singer, Homero Santiago, Deisy Ventura, Amélia Cohn, Ismail Xabier, Leda Paulani e outros intelectuais colocaram-se a favor da eleição do candidato Fernando Haddad (PT). Nabil Bonduki, vereador eleito e também professor da USP, compareceu para dar apoio ao que o evento chamou de “única possibilidade de mudança”.

Estas eleições têm o potencial de ampliar a participação direta da população nas decisões públicas, afirmou o professor da Faculdade de Economia e Administração (FEA) da USP, Ricardo Abramovay. O ato promovido na USP nesta terça, 23, pretendeu ser justamente um espaço de participação e debate sobre o segundo turno da eleição paulistana.

Nas falas, o mote foi bastante definido: a eleição de Haddad é uma possibilidade de mudança, uma resposta da civilização à barbárie. O projeto de cidade do petista foi elogiado e posto como paradigmático. Homero Santiago, professor de Filosofia da universidade, elogiou a maneira petista de governar e a contrapôs à maneira tucana de governar, “No transporte, o bilhete único mensal foge da lógica da discussão de planilhas de tarifa tucana. Dá direito a vida social e democrática, o deslocamento na cidade é uma questão da democracia”, disse Homero. O professor fez o contraste com a gestão tucana, segundo ele, um projeto higienista e sem consulta ao povo. “Votar contra Serra é uma espera quase moral”, finalizou.

Amélia Cohn, socióloga aposentada pela universidade, concordou. “São modos de governar radicalmente distintos. Uma, tecnocrática e se reduz a uma questão contábil, outra de transformação civilizada e apropriação do espaço público”. Para a socióloga, Haddad é opção até dentro do PT, vem como um paradigma para o próprio partido e um entusiasmo de retomada da cidade. Saído do departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Sociais (FFLCH-USP), Haddad foi comparado com o também egresso da USP, Fernando Henrique Cardoso. “Saiu daqui a escola neoliberal que governou o país, mas agora sai alguém de esquerda,” afirmou o professor Sérgio Cardoso.

A elaboração de um projeto sério para a economia também é importante, “A Alemanha vai bem porque 60% do seu PIB está nas mão das pequenas empresas e não na economia de escala dos oligopólios. O projeto do Haddad tenta dar uma saída para essa tendência econômica”, disse o especialista em Economia das Organizações Paulo Feldmann.

O voto em Haddad despontou no ato como única opção possível de mudança, Leda Paulani, economista e professora também da universidade, disse que a democracia participativa é opção que nos sobrou, que já está ultrapassada e morta, no entanto é o que nos dá abertura para a democratização do acesso e do espaço público.

“A cidade no século XIX tinha relação estreita com o conceito de civilização, no século XX a cidade tem se confundido com a barbárie. Temos a possibilidade de um processo de desbarbarização, somos uma cidade ocupada”, afirmou Ismail Xavier da Escola de Comunicação e Artes (ECA-USP). A reflexão sobre um projeto de cidade que a afaste de uma gestão higienista e tecnocrática aparece com urgência, segundo Xavier. A urgência deste debate e de achar uma saída que dê vazão ou espaço de movimentação democrática faz a esquerda se colocar a favor do petista.

Deisy Ventura, do Instituto de Relações Internacionais (IRI-USP), aposta em Haddad como a oportunidade de recolocar a universidade no debate sobre um governo de esquerda. “No segundo turno não temos um candidato ideal, isto é crença. Mas não estamos no ambiente da crença, sim no ambiente da política”, concluiu Deisy.

“Há três maneiras de impedir a prática e participação políticas. A concepção teológica do poder, da escolha divina; a concepção moralista que vira as costas para a prática do mundo concreto e a submissão à ideologia da classe dominante, submissão ao monopólio da imagem que domina o corpo e o espírito da nossa sociedade”, disse Marilena Chauí no final do evento. Para ela, Haddad aparece para São Paulo como uma passagem do medo, vindo da atual gestão, para a esperança no resgate da imagem cidadã de São Paulo.

Juristas fazem ato em apoio à eleição de Fernando Haddad

Um grupo de juristas, advogados, defensores públicos, magistrados, procuradores, estudantes e professores de direito decidiu promover, na noite desta quarta-feira, no Sindicato dos Advogados de São Paulo, um ato em apoio à eleição de Fernando Haddad para a prefeitura da capital paulista. Manifesto diz que Haddad é “herdeiro da experiência de governo democrático e popular das prefeituras de Luiza Erundina (1989) e Marta Suplicy (2004) e partícipe do projeto de transformação em curso no Brasil desde 2003”.

Redação

São Paulo – Um grupo de juristas, advogados, defensores públicos, magistrados, procuradores, estudantes e professores de direito decidiu promover, na noite desta quarta-feira, no Sindicato dos Advogados de São Paulo, um ato em apoio à eleição de Fernando Haddad para a prefeitura da capital paulista.

Anunciaram participação do ato, entre outras personalidades do meio jurídico, Gilberto Bercovici, professor Titular da Faculdade de Direito da USP; Celso Fernandes Campilongo, professor Titular da Faculdade de Direito da USP; Dalmo de Abreu Dallari; Otávio Pinto e Silva, advogado e professor Livre-docente da Faculdade de Direito da USP; Márcio Sotelo Felippe, Procurador do Estado de São Paulo, mestre em direito pela FDUSP e Alberto Zacharias Toron, candidato à Presidência da OAB-SP.

A candidata a vice-prefeita na chapa de Fernando Haddad, Nádia Campeão (PCdoB), o deputado federal Paulo Teixeira (PT) e o deputado estadual Simão Pedro (PT) também participam do ato.

Abaixo, veja o manifesto dos juristas:

Juristas com Haddad!!

O 2º turno das eleições de São Paulo apresenta duas candidaturas antagônicas: de um lado, José Serra (PSDB), continuidade da gestão Kassab, extensão do governo estadual de Geraldo Alckmin e aliado de FHC no desmonte do patrimônio público brasileiro; de outro, Fernando Haddad (PT), símbolo de mudança, herdeiro da experiência de governo democrático e popular das prefeituras de Luiza Erundina (1989) e Marta Suplicy (2004) e partícipe do projeto de transformação em curso no Brasil desde 2003.

Não por acaso, essa eleição polariza a cidade, situação evidenciada pelo mapa eleitoral do 1º turno: enquanto Serra recebeu os votos dos setores mais privilegiados e das regiões mais abastadas de São Paulo, Haddad emergiu como depositário dos anseios do povo das periferias da cidade, de uma maioria que almeja uma vida melhor.

Nessa hora, é necessário escolher um lado!

Repetindo a dinâmica da disputa presidencial de 2010, Serra manifesta preconceitos e valores antidemocráticos em sua campanha, ao invés de fazer um debate político qualificado sobre o futuro de São Paulo. Como solução para os problemas em áreas sensíveis para o povo, como saúde, educação, transporte e moradia, Serra representa mais do mesmo: submissão aos interesses do mercado imobiliário, políticas higienistas, privatizações (disfarçadas sob as Parcerias Público-Privadas e as Organizações Sociais) e recrudescimento da violência policial contra os pobres e os movimentos sociais.

Haddad apresentou à população de São Paulo um Programa de Governo construído com amplos setores da sociedade civil e que reinsere o respeito aos Direitos Humanos e o compromisso com a gestão democrática e participativa no núcleo da administração pública municipal.

Nós, juristas – advogados, defensores públicos, magistrados, procuradores, estudantes e professores de direito – acreditamos que a Prefeitura deva ser um vetor de promoção de cidadania, de respeito aos direitos humanos e de melhoria das condições de vida da população, em especial da maioria pobre e trabalhadora que faz de São Paulo a maior cidade do país.

Por isso, manifestamos nosso apoio à candidatura de Fernando Haddad para a Prefeitura de São Paulo e convidamos a todos a participarem do “Ato dos juristas com Haddad”.

Assinam esta Convocatória / Manifesto (últimas adesões, escrevam para juristascomhaddad@gmail.com):

José Eduardo Martins Cardoso, Ministro da Justiça;

Ricardo Gebrim, advogado trabalhista;

Aton Fon Filho, advogado popular;

Flavia Piovesan, Doutora e professora de Direito pela PUC/SP;

Gilberto Bercovici, professor Titular da Faculdade de Direito da USP;

Marcus Orione Gonçalves Correia, juiz federal, professor Livre-docente da Faculdade de Direito da USP;

Otávio Pinto e Silva, advogado e professor Livre-docente da Faculdade de Direito da USP;

Boaventura de Sousa Santos, professor da Universidade de Coimbra e da Universidade de Wisconsin (EUA);

Ney Strozake, advogado popular;

Giane Alvares, advogada popular;

Paulo Teixeira, Deputado Federal e advogado;

Luiz Edson Fachin, professore da Faculdade de Direito da UFPR, atualmente Visiting Scholar do King´s College, London.

Patrik Lemos Cacicedo, defensor público do Estado de São Paulo;

Márcio Sotelo Felippe, Procurador do Estado de São Paulo, mestre em direito pela FDUSP;

Flávio Crocce Caetano, advogado, professor de Direito Administrativo e Direitos Humanos da PUC/SP;

Carlos Duarte, tesoureiro do Sindicato dos Advogados do Estado de São Paulo;

Aldimar de Assis – Presidente do Sindicato dos Advogados SP;

Benedito Barbosa – “Dito”, advogado do Centro Gaspar Garcia De Direitos Humanos e da União Dos Movimentos De Moradia De São Paulo;

Alexandre Mandl, advogado do Movimento das Fábricas Ocupadas – Flaskô;

Thiago Duarte Gonçalves, chefe de gabinete de Desembargador do TRT da 2ª Região;

Thiago Barison, advogado, mestre e doutorando em Direito do Trabalho;

Valter Uzzo, advogado trabalhista;

Luiz Eduardo Greenhalgh, advogado;

Silvio Luiz de Almeida, advogado, Doutor em Direito e Presidente do Instituto Luiz Gama;

Suzana Angélica Paim Figueredo, advogada, mestra em direito pela PUC/SP;

Gladstone Leonel da Silva Júnior, professor de direito da UnB e advogado popular;

Alexandre F. Mendes, professor de Direito Urbanístico – PUC-RJ;

Ronaldo Tamberlini Pagotto, advogado trabalhista;

Yuri Carajelescov, Procurador da Assembleia Legislativa do Estado de SP, advogado;

Daniel Carajelescov, Procurador do Estado aposentado, advogado;

Isadora Brandão, membro da comissão de Direitos Humanos do Sindicato dos Advogados de São Paulo;

Jonnas Esmeraldo Marques de Vasconcelos, advogado;

Lourdes Buzzoni Tambelli, advogada trabalhista, diretora secretária do Grupo de advogados pela Diversidade Sexual – Gadvs e diretora suplente do Sindicato dos Advogados de SP;

Raimundo Vieira Bonfim, advogado, coordenador geral da Central de Movimentos Populares do Estado de São Paulo (CMP-SP);

Yasmin Pestana, advogada;

Fernanda Cyrineu Pereira, advogada;

Pablo Castellon, advogado;

Íria Braga Stecca, advogada;

Gabriel de Carvalho Sampaio, advogado e Diretor da Secretaria de Assuntos Legislativos do Mistério da Justiça;

Alessandro Oliveira Soares, advogado, professor e chefe de gabinete do Ministro da Justiça;

Rodrigo Faria, advogado, secretário executivo adjunto do Ministério da Justiça;

Marivaldo de Castro Pereira, advogado e Secretário de Assuntos Legislativos do Mistério da Justiça;

Anna Claudia Pardini Vazzoler, advogada e Diretora da Secretaria de Assuntos Legislativos do Mistério da Justiça;

Sabrina Durigon Marques, advogada e coordenadora da Secretaria de Assuntos Legislativos do Mistério da Justiça;

Patrick Mariano Gomes, advogado e coordenador da Secretaria de Assuntos Legislativos do Mistério da Justiça;

Luiz Antônio Bressane, defensor público e coordenador da Secretaria de Assuntos Legislativos do Mistério da Justiça;

Tedney Moreira da Silva, advogado e coordenador da Secretaria de Assuntos Legislativos do Mistério da Justiça;

Jean Keiji Uema, advogado e consultor jurídico do Ministério da Saúde;

Eduardo Piza Gomes de Mello, advogado, diretor do Sindicato dos Advogados de São Paulo, militante do movimento LGBT e membro do IEN – Instituto Edson Neris;

Paulo Cesar Malvezzi Filho, advogado, membro do Instituto Práxis de Direitos Humanos;

Caio Yamaguchi Ferreira, advogado;

Vinicius Cascone, advogado;

Flavio Marques Prol, advogado;

Stacy Natalie, advogada;

Ricardo Leite Ribeiro, advogado;

Silvio Luiz Estrela, advogado;

Regina Stela Corrêa, advogada;

Francisco Brito Cruz, advogado;

Antônio Carlos de Carvalho, advogado;

Marina Ganzarolli, advogada;

Guilherme Varella, advogado;

Lea Vidigal Medeiros, advogada;

Aroldo Joaquim Camillo Filho, advogado;

Cleyton Wenceslau Borges, militante da área de educação popular e combate ao racismo;

Marco Aurélio Braga, advogado;

Mariana Marques Lage Cardarelli, advogada;

Silas Cardoso de Souza, advogado;

Aline Viotto Gomes, advogada;

Taiguara L. S. e Souza, doutorando em Direito PUC-Rio, professora de Direito Penal;

Jarbas Ricardo Almeida Cunha, professor de Direito Constitucional – Brasília/DF;

Juliana Avanci, advogada;

Sérgio Colletti Pereira do Nascimento, Secretário Municipal de Assuntos Jurídicos de Araras/SP;

Rosa Costa Cantal, advogada;

Márcio Fernandes da Silva, advogado;

Alexandre Pacheco Martins, advogado criminalista e membro da comissão de direitos humanos do sindicato dos advogados;

Ulisses de Miranda Taveira, assistente de Desembargador do TRT da 2ª Região;

Maristela Monteiro Pereira, advogada;

José Carlos Callegari, advogado trabalhista;

André Rota Sena, advogado;

Renan Honório Quinalha – advogado;

Daniella Bonilha de Carvalho, advogada popular;

Taylisi de Souza Corrêa Leite, advogada e professora universitária;

Mário Cabral, advogado;

Stella Bruna Santo, advogada;

André Feitosa Alcântara, advogado, coordenador do CEDECA da Fundação Criança.

Sinvaldo José Firmo, advogado coordenador do departamento jurídico Instituto do Negro Padre Batista

Fábio Roberto Gaspar – Advogado Trabalhista,

Gabriela Araujo – Advogada;

Cesar Pimentel – Advogado – Direito Administrativo;

Marco Aurelio de Carvalho – Advogado;

Rodrigo Frasteschi – Advogado;

Flávia Annenberg, advogada;

Paulo Cesar Malvezzi Filho, advogado, membro do Instituto Práxis de Direitos Humanos;


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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