Arquivo para 26 de outubro de 2012

DILMA LANÇA PLANO SAFRA DA PESCA E DA AGRICULTURA

A presidenta Dilma Vana Rousseff lançou ontem, dia 25, o Plano Safra da Pesca e da Agricultura cujo objetivo é transformar o Brasil em uma potência pesqueira até o ano 2020. Segundo a presidenta para realização do plano não faltarão recursos que serão investidos no aumento da produtividade do setor. Até 2014, serão investidos R$ 4,1 bilhão. As ações do programa poderão fazer dobrar a produção nacional de pescado chegando em 2014 até 2 milhões de toneladas. O Brasil possui oito mil quilômetros de costa marinha e 13% dos reservatórios de agua doce do mundo, mas ocupamos 23° posição na pesca e 17° na agricultura, observou Dilma.

O plano tem em suas ações a concessão de crédito aos pescadores para comprarem equipamentos e reformar os barcos; assistência técnica; formação de cooperativas e investimento em armazenagem e comercialização. A iniciativa trabalhará intimamente com os ministérios da Saúde e Educação para atendimentos médicos e dentários aos pescadores e a formação de técnicos em agricultura. Dilma também pediu que os órgão ambientais agilizem a liberação de licenças para a criação de peixes.

“Recursos não vão faltar se eles forem gastos de forma produtiva e efetiva. O grande objetivo desse plano é criar condições para transformar nosso potencial em uma atividade econômica competitiva e lucrativa, portanto crescer em trabalho e renda para milhões de brasileiros e brasileiras.

É mais um passo para que conquistemos nossa ambição de transformar o Brasil e, um potencial pesqueiro até o ano de 2020. Ao mesmo tempo o programa gera inclusão social e melhoria do trabalho nesse setor.

Milhares de famílias brasileiras que receberam outorga de lote agrícola aguardam com frustração e revolta a autorização para começar a produzir. É hora de tirar minhoca da cabeça e colocar no anzol.

No ranking da produção mundial estamos em 23° na pesca e 17° na agricultura. Esses números dão o tamanho do nosso desafio”, discursou a presidenta.

Por sua vez, o ministro da Pesca, Marcelo Crivella, ao participar da cerimônia, lembrou que o plano tem quatro prioridades: desoneração tributária; ampliação do crédito; investimento em ciência, tecnologia e inovação; e compras do Estado para garantir apoio ao produtor.

“O Plano Safra é a garantia de que geraremos trabalho, riqueza e segurança alimentar do nosso povo. Temos a maior reserva de água doce do mundo, oito mil quilômetros de costa, mas mais da metade dos pescadores dependem do Bolsa Família e 380 do Brasil Sem Miséria”, disse Crivella.

2° SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE O COMBATE AO TRÁFICO DE PESSOAS PEDE PENA MAIS SEVERA PARA O CRIME

Magistrados e especialistas que participam do 2° Simpósio Internacional sobre o Combate ao Tráfico de Pessoas que ora se realiza na capital de São Paulo propuseram uma legislação mais severa para combater o crime de tráfico humano. Como o crime é previsto atualmente no Código Penal dificulta a aplicação de penas, disse Rinaldo Aparecido Bastos, juiz em Goiás. Para ele, o crime de tráfico humano vai muito mais que da questão sexual, visto que existe também a exploração de mão de obra, remoção de órgãos, adoção internacional ilegal e casamento servil.

“Hoje, no Brasil, só há previsão de tráfico de pessoas no Código Penal para fins de exploração sexual, os artigos 231 e 231-A”, disse Aparecido Bastos.

 De acordo com o juiz Aparecido Bastos, cinco workshops foram promovidos este ano pelo Ministério da Justiça que elaboraram uma proposta de modificação da lei produzida pela Polícia Federal, Defensoria Pública da União e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Em julho o documento, com o resultado das discussões, foi entregue à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Pessoas da Câmara dos Deputados. A proposta defende o confisco de bens dos que cometem esse tipo de crime. O objetivo é atacar economicamente a quadrilha. O juiz considera que o ideal seria , além de confiscar os bens, criar um mecanismo de proteção e indenização às vítimas e seus familiares.

“Se não houver prosseguimento da CPI, o próprio Conselho Nacional de Justiça vai fazer um movimento nacional para a modificação.

 O que está acontecendo no Brasil, hoje, é a impunidade. Essas pessoas são condenadas a um máximo oito anos de prisão, ficam em regime semiaberto e continuam no crime.

 As pessoas abusadas costumam temer a denunciar seus criminosos e, em muitos casos, nem mesmo se consideram vítimas”, observou Aparecido Bastos.

Para o desembargado Ney José de Freitas, conselheiro do CNJ, as pessoas não se reconhecem vítimas devido a forma como o aliciamento foi executado.

“Elas não se reconhecem como vítimas, têm dificuldade em se aceitar. Não é como outra pessoa que se sente injustiçada. Elas não denunciam, tem dificuldade em se expor, porque, afinal de contas, foi por livre e espontânea vontade, não foi forçada”, opinou o desembargador.

Erros na dosimetria evidenciam “inexperiência” do STF em matéria penal

Na sessão desta quinta (26), o ministro relator, por duas vezes, sugeriu penas para o empresário Ramon Hollerbach, tido como figura periférica no esquema do “mensalão”, superiores às aplicadas pela corte ao seu sócio, Marcos Valério, apontado como principal articulador do esquema. Barbosa acabou revendo os votos. Mas, até lá, as confusões foram muitas e o plenário não conseguiu fechar a dosimetria do réu.

Najla Passos

Brasília – A “inexperiência” da corte máxima do país em matéria penal ficou evidente, nesta quinta (26), em mais uma sessão tumultuada de dosimetria das penas dos réus do “mensalão”. O ápice foi o voto do relator da ação penal, Joaquim Barbosa, para que o empresário Ramon Hollerbach recebesse penas superiores às já aplicadas ao sócio dele, Marcos Valério. Hollerbach, reconhecidamente, teve participação periférica no esquema batizado de “valerioduto”, enquanto Valério foi apontado pelo próprio Supremo Tribunal Federal (STF) como seu principal articulador.

“As penas de Hollerbach estão maiores porque fui vencido nas relativas a Valério”, tentou justificar Barbosa. “Então, seria o caso de Vossa Excelência ajustá-las de acordo com o que já foi definido em plenário”, recomendou o decano da corte, ministro Celso de Mello. O relator reviu os votos. Mas, até lá, seus erros renderam muita confusão em plenário. E deixaram boquiabertos jornalistas, público e, principalmente, advogados que acompanhavam a sessão.

“Essa dosimetria está uma bagunça. Eu nunca vi nada parecido em anos de advocacia”, afirmou o advogado Hermes Guerreiro, que defende Hollerbach. O advogado foi hostilizado por Barbosa, no início da sessão, quando levantou uma questão de ordem. Ele solicitou ao presidente Ayres Britto que lesse, em plenário, a dosimetria deixada pelo ex-ministro Cezar Peluso, agora aposentado, que fixou as penas relativas ao réu no mínimo legal. Barbosa interveio: “É que, no mínimo, conduzirá à prescrição”, disse, emendando uma sonora gargalhada.

O advogado Marcelo Leonardo, que representa Valério, também criticou a confusão na dosimetria. “A única conclusão a que se pode chegar é que o STF não sabe aplicar as penas”, avaliou. Depois que a pena total do seu cliente foi proclamada, ainda na primeira fase da sessão, ele precisou recorrer ao assessor do presidente da corte, Ayres Britto, para entender o cálculo que chegou ao total de 40 anos e um mês de prisão, além de R$ 2,72 milhões em multa.

Erros recorrentes
O primeiro impasse grave na dosimetria de Hollerbach ocorreu quando o relator fixou a pena por corrupção ativa, no caso do pagamento de propina ao ex-diretor do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato. Barbosa votou por uma pena de reclusão de 3 anos e 4 meses, além de 180 dias-multa. Já o revisor, Ricardo Lewandowski, se baseou na dosimetria deixada por Peluso, para sugerir de 1 ano e 4 meses de reclusão, além de 10 dias-multa.

Os demais ministros observaram que a pena proposta por Barbosa era superior a que havia sido aplicada a Valério, de 3 anos e 1 mês de reclusão, além de 30 dias-multa. “A atuação de Ramon Hollerbach, assim como de Cristiano Paz, foi uma atuação periférica”, defendeu Lewandoski.

O revisor também lamentou a ausência de Peluso em plenário, magistrado experiente em matéria criminal, no que foi seguido pelos ministros Gilmar Mendes, Ayres Brito e Rosa Weber. “Eu conheço o ministro Cezar Peluso de longa data, tive a honra de ser colega de sua excelência no Tribunal de Justiça de São Paulo. Então, me sinto extremamente à vontade em acompanhar sua excelência, estabelecendo penas no mínimo”, acrescentou.

Barbosa, originário do Ministério Público, não gostou dos elogios. “Nós não temos que nos orgulhar de pertencermos nem a magistratura nem ao Ministério Público. Nós estamos muito aquém da excelência em ambas as carreiras”, disparou ele, presidente eleito do STF e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Após o entrevero, o relator reformulou seu voto e fixou a pena em 2 anos e 8 meses, no que foi seguido pela maioria.

Panos quentes
Para evitar que o tribunal voltasse a protagonizar o vexame da quarta (25), quando os ministros discutiram de forma áspera em plenário, o presidente chamou um longo intervalo. No retorno, a confusão continuou. Barbosa repetiu o erro anterior e votou por uma pena superior para o sócio de Valério pelos crimes de lavagem. Propôs reclusão de 7 anos e 6 meses, além de 166 dias-multa. A pena de Valério, pelo mesmo crime, havia sido fixada em 6 anos e 2 meses, além de R$ 52 mil em multa.

O presidente decidiu encerrar a sessão e anunciou um recesso de uma semana, para que o relator possa viajar para a Alemanha. O plenário só voltará a discutir a dosimetria no dia 7/11. “Quando retornarmos, nós iremos rever os parâmetros”, explicou Britto. Segundo ele, os ministros podem fazer um novo cálculo das penas para “harmonizar” possíveis disparates.

No final da sessão, a pena parcial de Hollerbach já somava 14 anos e três meses de prisão, além de R$ 1,6 milhão em multa. A dosimetria foi concluída apenas para cinco crimes. Ainda faltam ser definidas as penas referentes outros três.

“A grande imprensa brasileira tem lado e classe social”

Para Francisco Fonseca, professor da FGV-SP, não há dúvidas de que a mídia brasileira, sobretudo a televisão, atua como formadora de opiniões. No entanto, segundo ele, há um choque entre a informação e a experiência concreta do cidadão. Isso fica evidente também nas campanhas eleitorais como a de José Serra, “que sempre nos mostra hospitais equipados, as AMAs, as UBSs, e no fundo quem vive na periferia sabe que não é assim”. “A grande imprensa brasileira tem lado e classe social”, defende Fonseca.

Isabel Harari e Mailliw Serafim

São Paulo – Informação é poder. Pode ser um elemento de manipulação ou de democratização de acordo com a forma como é veiculada. No processo eleitoral, a informação torna-se um instrumento valioso que, de acordo com o cientista político Francisco Fonseca, doutor em História Social pela Universidade de São Paulo (USP) e professor da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP), pode mudar o destino da sociedade.

À Carta Maior, Fonseca salienta a importância da democratização da informação no jogo político atual e a necessidade da regulamentação da comunicação, que, segundo ele, deve partir do próprio Estado, como forma de garantir a prioridade dos interesses coletivos em relação aos individuais. “No mundo da informação no Brasil há um verdadeiro laissez-faire, em que o Estado brasileiro intervém pouco, é extremamente frouxo na sua regulação. O jogo da informação pública é um jogo privado, pouco fiscalizado, pouco regrado”, diz.

Carta Maior – Como você enxerga a dinâmica entre a informação e o poder no processo eleitoral?

Francisco Fonseca – Na verdade há um conjunto de fatores para fazer essa avaliação. Um ponto importante é que informação é poder e as pesquisas de opinião não são diferentes: expressam um tipo de informação que pode fazer que as pessoas mudem ou consolidem o seu voto. Os países que nós chamamos de democráticos são muito mais zelosos, digamos assim, por colocarem regras em tudo que envolve a informação. O tema informação, mídia, publicidade e propaganda, pesquisa, tem uma liberalidade incrível no Brasil.

CM – Se a informação é poder, como driblar as promessas e realizações expostas pelos candidatos, muitas vezes irreais?

FF – O que mais afeta o cidadão na sua decisão do voto é a sua própria experiência. Há um choque, se assim posso chamar, entre informação e experiência. A campanha do Serra, que é uma campanha de continuidade do governo, sempre nos mostra hospitais equipados, as AMAs [Assistência Médica Ambulatorial], as UBSs [Unidades Básicas de Saúde], e no fundo quem vive na periferia sabe que não é assim. Existe aí o choque entre informação e experiência. O brasileiro se informa majoritariamente pela televisão, que no Brasil é muito boa tecnicamente e muito ruim em termos de conteúdo – é desprovida de conteúdo. Então é claro que ela forma. Como diz Manuel Castells [sociólogo espanhol, autor de “Sociedade em rede”], a mídia enquadra a política. Aonde eu quero chegar: se a experiência de vida conta, também conta a mídia como agente de manipulação e enquadramento da política.

CM – Pode haver manipulação pelos meios de comunicação na forma da divulgação dos resultados das pesquisas? No site do Ibope, por exemplo, está escrito que sua maior função é “fornecer conhecimento estratégico”. A Globo encomendou uma pesquisa para o Ibope na semana passada, mas o resultado, com o Haddad bem na frente, foi divulgado no SPTV, e não no Jornal Nacional. Se o Serra estivesse na frente, a Globo veicularia o resultado no JN?

FF – A veiculação tem uma importância crucial. Ao meu ver uma lei eleitoral deveria regular não só pesquisas, mas também sua veiculação. O que é básico para ser informado? O voto espontâneo, a rejeição e o grau de tendência das regiões mais populosas. O resto poder dar também, mas isso tem de ser divulgado. O jogo da informação pública é um jogo privado, pouco fiscalizado, pouco regrado. Já foi pior, mas ainda temos de caminhar muito.

Evidentemente, os liberais, os conservadores vão dizer: “é censura, é intervenção. Nem pesquisa mais eu posso fazer!”. Só que não é uma pesquisa sobre se você gosta mais de chocolate ou bolacha, é uma pesquisa que envolve os destinos públicos e coletivos. Tudo que envolve o destino de uma comunidade tem de ser regulado pelo Estado. O direito coletivo, em última instância, se sobrepõe ao direito individual, essa é a marca da democracia. E as pesquisas, tal como são feitas hoje, significam o contrário: o direito individual se sobrepõe ao coletivo.

CM – O Serra disse que poucas vezes as pesquisas foram tão erradas, mas que isso não é por conta de má fé, e sim por dificuldades metodológicas. A consequência disso, segundo ele, é o condicionamento das pessoas, o que traria um prejuízo enorme.

FF – Nós não sabemos o que é erro técnico, má fé ou interesse político. A fala do Serra tem de ser circunscrita, porque ele estava na frente, então é um momento de oportunidade, circunstância. Nessa época, os candidatos, em particular o Serra, que é um candidato que joga as últimas fichas de sua carreira política, quer tirar proveito da pesquisa. É uma fala conjuntural, oportunista. Mas, tirando a questão da conjuntura, é possível dizer que as pesquisas erram.

CM – Existe um choque, no uso das informações, entre os interesses dos institutos de pesquisa privados e os da sociedade?

FF – Todo mundo tem o direito de montar um instituto de pesquisas. Esse é o direito individual, mas e o direito coletivo? Se o instituto faz uma pesquisa na quinta ou na sexta [últimos dias antes da eleição], período em que o grau de confiabilidade é pequeno, então é uma irresponsabilidade o Estado permitir que o direito individual se sobreponha ao coletivo. Nós como comunidade não podemos estar sujeitos a uma informação potencialmente falsa, pois há um incrível transe de mudança de voto do sábado para o domingo e que a pesquisa não vai captar.

CM – Você acha que os institutos de pesquisa têm um viés ideológico?

FF – Em particular o Datafolha, um instituto ligado a um jornal que claramente tem lado. A grande imprensa brasileira tem lado e classe social. Para o meu livro [“O consenso forjado”] eu entrevistei o Otávio Frias Filho. Perguntei a ele o que era opinião pública, o que a Folha de S. Paulo entendia como opinião pública. Ele respondeu que era a classe média: “nós somos um jornal de classe média para a classe média”. E a classe média vota no Serra. Me parece que essa politização da imprensa está respingando nos institutos. Me chama mais a atenção os erros do Datafolha do que os do Ibope. Não estou dizendo que este seja imune, mas o Datafolha tem essa relação com o jornal que claramente tem classe e uma visão de mundo muito específica.

Esses erros podem ser trágicos para o destino do país. No mundo da informação no Brasil há um verdadeiro laissez-faire, em que o Estado brasileiro intervém pouco, é extremamente frouxo na sua regulação, e as pesquisas – embora tenha uma lei, o que já é um avanço – possuem muitas falhas, muitos buracos que precisam ser preenchidos.

Desenvolvimento mediúnico na Umbanda

Escrito por Géro Maita pelo espírito José Severino.

Pergunta: O pai pode nos falar um pouco a respeito do desenvolvimento mediúnico na Umbanda?
Notamos que muitos médiuns adentram os terreiro sendo girados e logo são conduzidos para a sessão de atendimento após haver a incorporação isso é correto?

José Severino: Filho, o desenvolvimento mediúnico na Umbanda dever ser feito a custa de estudo e bom senso antes de mais nada. Abordamos isso logo no início desta respostas, pois é o que mais encontramos em meio as médiuns sejam homens ou mulheres que tentam ingressar na Umbanda nos dias de hoje, mais movidos por um sensacionalismo e ilusão do que por amor a religião, pois quem ama faz direito filho, pois faz mais com o coração.

Notamos ainda nos dias de hoje médiuns sendo girados dentro dos terreiros para manifestarem sua mediunidade, ato totalmente reprovável, pois o mesmo faz com o que o duplo etéreo do médium se desloque alguns centímetros ao lado de seu corpo, permitindo assim que o corpo mental capte a energia reinante no ambiente,

salientando que em certos lugares encontramos espíritos levianos se fazendo passar por pais e mães velhos, exus de lei e diversas outras entidades que compõem o grupo de espíritos comprometidos com a lei de Umbanda e neste ambiente desregrado, onde falta estudo acima de tudo se manifestam nesta ação iniciando-se processos de obsessão por fascinação que irão com o passar do tempo para casos mais complexos.

Quando promovemos os estudos da mediunidade em uma casa, em grupo de médiuns é estimulado o lado do conhecer a si próprio e ver o quanto o mesmo se trai com as ilusões disfarçadas nos atendimentos mediúnicos, pois notamos que a maioria dos colaboradores de um terreiro não querem varrer chão, limpar o banheiro ou serem cambonos, mas sim, movidos por esta ilusão desejam o ato da incorporação esquecendo-se que toda atividade que envolve um terreiro é viável e tem seu valor junto aos que frequentam o mesmo.

Nos estudos mediúnicos devem os médiuns primeiros compreenderem a responsabilidade que os espera, promover sua reforma intima, sua postura doutrinária e acima de tudo ligarem seus espíritos e propósitos mundanos com os propósitos de Deus. O que surge com o tempo dentro do fenômeno incorporativo é o resultado desta busca e isso não ocorre da noite para o dia.

Acreditamos que em futuro não tão distante estas casas que ainda hoje recorrem a estas práticas antiquadas em sem surtir efeito inteligente, mudem suas posturas doutrinárias, pois a maioria dos médiuns de hoje se voltam para o interesse de estudas a Umbanda e compreende-la separando o que é fundamento energético e ilusão temporária.

Para finalizar lembramos as palavras de um ponto de umbanda:

“Umbanda tem fundamento, é preciso preparar”

Preparo filho, não vem da noite para o dia, mas sim com o tempo e ainda vale rememorar: “Trabalhador pronto o trabalho aparece…”

Texto de José Severino
Canalizado por Géro Maita

UM NOVO DIA EM ENCONTRO DEVIR-CRIANÇA AFINADO

A Afin durante todo o ano produz encontros com as crianças do Novo Aleixo, sempre criando além da composição das relações com a comunidade e as crianças, um espaço onde sejam visto e composto novas formas de ver, sentir e agir no mundo. Assim as atividades da Afin acontece sempre aos domingos com as novas imagens do kinemasófico que é seguido das brincadeiras, atividades, discussões e como não poderia faltar as pipocas doce e salgada e o suco.

E assim todo encontro é um novo dia com novas existências e produções crianças. No mês de outubro continua as produções e quando o consumismo impõe o dia da criança, afinadamente para as crianças afinadas é apenas um novo dia de produções que sempre estão presentes.

E assim a Afin realizou um novo encontro criança no segundo domingo deste mês para mais uma vez festejar o ser criança. Houveram diversas brincadeiras como pula-corda, boliche, cabo de guerra, tabelas futebolísticas, embaixadinha entre diversas outras. A primeira brincadeira era fazer embaixadinha com a bola, mas a cada novo lugar do corpo que conseguisse bater na bola sem a deixa-la cair contava como dois pontos. E como sempre as brincadeiras são feitas com novas regras afinantes.

Depois foi a vez da tabela, onde uma das crianças da dupla tocava a bola e a outra tinha que esperar a bola passar da linha para poder finalizar para o gol. Assim era necessário haver uma coordenação entre o passe e o posicionamento para o chute a gol.

Deixando a bola nas redes foi a vez de pegar a corda e partir para o cabo de guerra. A brincadeira é bastante simples, onde dois trios puxam uma corda e aquele que passar da marca do meio perde.

Uma das estratégias do cabo de guerra é deixar os adversários avançar um pouco para pega-los no contra-pé. O mais importante é que a corda deve ser de material que não cause grande atrito na brincadeira. E como sempre as mulheres mostraram que tem mais determinação e garra, derrotando os garotos.

Quando terminou as brincadeiras a fome já estava apertando e foi a vez do tradicional mata-broca que estava reforçado para este encontro especial tendo vatapá com arroz, frango, bola, torta de abacaxi e maria-mole.

Por fim nosso encontro afinado terminou com a distribuição de brinquedos para que as vivências afinadas se expandam dentro do cotidiano de cada um e nas brincadeiras comunitárias. E tinha todos tipos de brinquedos: flautas, carrinhos, bonecas, bolas, ioios, fogãozinhos, e muito mais.

Com a noite se alongando o encontro teve que ser interrompido. Embora ele não continue as produções do devir-criança afinado continuam sempre em novas maneiras de criar os dias.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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