Arquivo para 5 de novembro de 2012

SEGUNDA-FEIRA DOMINICAL

Dia da boas almas

# A direita tem mais um corpo para servir-lhe de depressão. A realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), ocorrida nos dias 3 e 4 foi considerada tanto pelo governo federal como pelos estudantes, um fato que ocorrido dentro do padrão de normalidade.

O número de estudantes que compareceram para execução das provas foi de 4,1 milhões em um total de 15.076 locais de provas distribuídos em 1.615 municípios do país. O número de abstenções foi de 27,9% dos participantes. Número esperado em função de vários fatores que levam os estudantes a não comparecerem aos locais das provas. Entre eles chagar atrasado. Para o ministro da Educação, Aloízio Mercadante, tudo ocorreu na normalidade e não houve nenhum índice de fraude.

Mercadante falou sobre os estudantes que forma eliminados do exame por portarem aparelhos informáticos como agendas eletrônicas, celulares, tablets, iPods, pen drives, mp3, gravadores, relógios, entre outros. O ministro disse que 65 estudantes foram eliminados porque postaram imagens no primeiro e segundo dia das provas. Também os nomes das pessoas que postaram notícias afirmando que o exame estava cancelado, foram enviados para a Polícia Federa. Ele também contou o caso da candidata Pâmela de Oliveira Lescano, de 17 anos, de Sidrolândia, em Mato Grosso do Sul, que dera luz no banheiro da instituição antes da realização da prova. Ele voltou a afirmar que este ano os candidatos terão direito às redações corrigidas.

“Não há nenhum indício de algo que pudesse arranhar o exame. Tivemos uma grande eficiência na logística.

Os candidatos eliminados jogaram fora a oportunidade deles e, eventualmente, podendo prejudicar outros, como houve ontem gente dizendo que estava cancelado o Enem. A seriedade tem que ser compartilhada.

O Enem é muito importante na vida de muitos jovens. É uma oportunidade única, que não pode ser fragilizada por irresponsabilidade de quem quer que seja.

Pouco antes do início da prova, ela foi ao banheiro e a coordenadora verificou que tinha um bebê e uma poça de sangue. Tinha uma enfermeira que ajudou a cortar o cordão umbilical. A criança é o símbolo do Enem novo. Ambas foram socorridas pela ambulância do SAMU”.

Segundo o ministro, a jovem mãe vai ter oportunidade de fazer as provas nos dias 3 e 4 de dezembro.

# Nesta segunda-feira, dia 5, em duas cerimônias no Palácio do Planalto, a presidenta Dilma Vana Rousseff, vai homenagear intelectuais, artistas, poetas, cineastas. Durante a primeira homenagem será entregue a Ordem do Mérito Cultural, edição 2012. Pela parte da noite a presidenta homenageara na residência do Palácio da Alvorada, os 41 premiados com um solidário jantar. A cerimônia marca o Dia Nacional da Cultura. Desde sua primeira edição, em 1995, mais de 500 personalidades já foram homenageadas, assim como 60 instituições.

Os nomes dos premiados encontram-se mantidos sob sigilo pela Presidência da República e o Ministério da Cultura. Por seus 100 anos de nascimento o famoso músico, cantor e instrumentista Luiz Gonzaga, o Lua, será homenageado.

Na Ordem do Mérito, que é o maior prêmio da cultura nacional, as personalidades são premiadas em três classes: Grão Cruz, Comendador e Cavaleiro. Entre os que já foram premiados estão os poetas Vinícius de Morais e Clarice Lispector, os dramaturgos, Nelson Rodrigues e Ariano Suassuna, o economista Celso Furtado, e o arquiteto Oscar Niemeyer.

A indicação dos homenageados é feita pela sociedade civil, através da internet e analisados pelo Conselho da Ordem do Mérito, composto por vários setores do governo.

# Em reunião hoje, dia 5, em Brasília, a Comissão Nacional da Verdade (CNV) discutirá vários temas, entre eles a forma como o educador e ex-reitor da Universidade de Brasília (UnB), Anísio Teixeira, foi assassinado durante a ditadura. Mas o tema básico será a participação dos índios suruís na Guerrilha do Araguaia, onde dezenas de militantes que lutaram contra a ditadura militar implantada no Brasil entre os anos de 1964 e 1985, foram mortos e tiveram seus corpos desaparecidos.

O CNV vai realizar nos dias 16, 17 e 18 uma série de atividades com o objetivo de averiguar questões relativas à Guerrilha do Araguaia, ocorrida entre os anos de 60 e 70, e participação dos índios suruis que segundo informações eles foram usados pelos militares para indicar na mata o local onde se encontravam os guerrilheiros.

É a segunda vez que a CNV vai até o Pará. Desta vez para atender o pedido dos índios da etnia Suruí que querem a criação de uma Comissão da Verdade no local para investigar o fato dos índios terem sido usados pelos militares do Exército para cooperar para exterminar a guerrilha.

A CNV também vai se encontrar com o Grupo de Trabalho Araguaia, cria em 2009, com a função de localizar e identificar os corpos dos militantes da Guerrilha do Araguaia que foram capturados e assassinados pelos agentes da ditadura. O grupo é composto por integrantes dos ministérios da Defesa e Justiça e da Secretaria de Direitos Humanos, além de antropólogos, geólogos, cartógrafos e especialistas em logísticas, parentes dos mortos e desaparecidos, o governo do Pará, e membros do PCdoB.

# Então, o Mengão venceu o quase rebaixado Figueirense por um espremido 1 a 0. Nada que salte do tom do canto dos cupins que amam os pernas-de-pau. O Vascão levou uma sonora traulitada do Sport que luta para não cai. Nada foram do senso comum. O Fluzão empatou com o Sampa. O primeiro encontra-se no topo da tabela, o segundo quer a Libertadores. Nada demais. O verdão, amarelado, empatou com Fogãozinho. O Periquito continua balançando na corda dos condenados para Série B, que para os da Série C, como o Paissandu, é um grande privilégio. Claro erro de valor futebolístico, visto que tanto faz A,B e C – como também D -, os cupins aplaudem.

Tudo igual mesmo se sabendo que nada é igual. O Galo que pretendia o campeonato levou um couro do Coxa, e o Inter joga a toalha e não pretende mais entrar nas Libertadores. E o Coringão bateu em quem já está abaixo da última pá de cal, Atlético Goianiense. Faltam só quatro rodadas, mas nada de futebol.

 

EUA: Cinco previsões para depois das eleições

É verdade que Barack Obama e Mitt Romney têm muitas diferenças políticas. Mas eles também estão de acordo em muitas políticas essenciais, o suficiente para prever algumas das coisas que vão acontecer nos Estados Unidos, nos próximos quatro anos, ganhe quem ganhar: a guerra contra os sindicatos vai continuar, a guerra contra o meio ambiente vai continuar, Wall Street continuará a reinar, ocorrerão cortes em nível nacional em nome da austeridade após as eleições e as guerras externas também irão continuar. O artigo é de Shamus Cooke.

Shamus Cooke – Counterpunch

É verdade que Barack Obama e Mitt Romney têm muitas diferenças políticas. Mas também estão de acordo em muitas políticas essenciais; o suficiente para tornar os próximos quatro anos facilmente previsíveis, seja quem for o vencedor. Eis cinco previsões baseadas nas mais importantes convicções que os dois candidatos partilham:

1) A guerra contra os sindicatos vai continuar. Os republicanos são explicitamente contra os sindicatos, enquanto os democratas são a favor em palavras, mas têm uma prática anti-sindical. A muito falada “Race to the Top”, política educacional nacional de Obama, atinge diretamente os sindicatos de professores – os mais poderosos sindicatos do país – atacando os direitos adquiridos por tempo de serviço e restringindo salários e benefícios.

Também os governadores democratas e republicanos, estado a estado, pretendem arrancar gigantescas concessões dos funcionários públicos ou retirar-lhes os direitos sindicais – a menos má política de exigir concessões (democratas) está apenas um passo atrás do fim da negociação coletiva (republicanos).

À medida que a recessão avança, esta política bipartidária contra os sindicatos irá intensificar-se, qualquer que seja o presidente. O alvo é baixar os salários de todos os trabalhadores, já que, dizem eles, os sindicatos distorcem artificialmente o mercado laboral em benefício dos trabalhadores em geral; atacar os sindicatos é assim um ataque a todos os trabalhadores, organizados ou não, com o objetivo de reduzir os custos laborais das empresas, que ganham assim “lucratividade”.

2) A guerra contra o meio ambiente vai continuar. Ambos os partidos tratam a questão ambiental da mesma maneira que o trabalho organizado. Os republicanos degradam-no abertamente e os democratas fazem declarações pró-ambientais ao mesmo tempo que praticam o oposto. Quem quer que vença as eleições continuará vinculado aos combustíveis fósseis, continuará a promover as prospeções de petróleo perigosas no Ártico e no Golfo, a causar estragos com a extração de “gás natural”, a construir o oleoduto Keystone, ao mesmo tempo que pouco ou nada fazem para construir a absolutamente necessária infra-estrutura energética alternativa que iria criar empregos e esperança à Humanidade contra as alterações climáticas. Obama e Romney recusam-se a tomar as medidas necessárias para enfrentar as alterações climáticas porque fazê-lo poria em causa os lucros das grandes empresas poluidoras. Nenhum dos candidatos presidenciais sequer dará início a uma honesta discussão pública sobre o problema, fazendo assim com que outros países sigam esse caminho, pondo-nos a todos em perigo.

3) Wall Street continuará a reinar. Durante os debates ficou claro que não era necessária qualquer outra ação contra Wall Street. Mas os bancos estão maiores sob Obama que na era de Bush, o que significa que continuam a ser “demasiado grandes para falirem”, garantindo que haverá futuros resgates pagos pelos contribuintes. A política da Reserva Federal não é controversa para republicanos ou democratas: as taxas de juros baixas combinadas com a emissão de largas somas de moeda – chamado de “quantitative easing” – têm ambas servido os lucros dos bancos de Wall Street, ao mesmo tempo que todos os restantes sofrem cortes nos salários e benefícios. Os empréstimos aos trabalhadores não foram facilitados, enquanto os bancos e as empresas estão literalmente sentados sobre biliões de dólares de reservas em dinheiro.

4) Cortes de austeridade nacionais após as eleições. O déficit nacional é consequência do resgate aos bancos, às guerras externas e a décadas de sucessivas reduções dos impostos aos ricos e às empresas. Obama e Romney ignoram estes factos, e são a favor de reduções maciças de empregos e cortes nos programas sociais que entrarão em vigor se republicanos e democratas não chegarem a acordo sobre quantos bilhões de dólares de cortes vão aplicar (a proposta de plano de corte de déficit de Obama seria de 4 bilhões de dólares; Paul Ryan quer 6 bilhões).

E apesar de Obama ter feito muito barulho sobre “cobrar impostos aos ricos” para ajudar a combater o déficit, as mesmas promessas foram feitas nas eleições anteriores e acabaram em nada quando ele mesmo manteve as reduções de impostos que Bush promovera para os ricos. Fazer com que os ricos paguem impostos é a única alternativa aos cortes, já que os trabalhadores pouco têm para pagar mais. Em vez disso, Obama está usando o déficit para justificar cortes maciços do Medicare, na educação pública, no subsídio de desemprego, e provavelmente noutros programas da Segurança Social. O debate de Obama/Romney sobre o déficit é, na realidade, uma discussão bem educada sobre como melhor cortar e queimar programas sociais, ao mesmo tempo em que as diferenças são exageradas para o bem das respetivas campanhas eleitorais.

5) As guerras externas vão continuar. Ouvir Obama e Romney a debater as guerras externas foi muito semelhante a um debate do tipo Pepsi/Coca-Cola. Ambos amam Israel, odeiam o Irã e a Síria, mentem sobre um calendário para o Afeganistão (nenhum analista sério acredita que os EUA saiam do Afeganistão em 2014). Ambos são a favor de continuar a bombardear com drones o Paquistão, o Iêmen e a Somália,o que constitui obviamente crime de guerra. Ao mesmo tempo, ambos acusam hipocritamente a Síria de “violações dos direitos humanos”. Em resumo, ambos candidatos discutem como melhor empurrar o Médio Oriente e o Norte de África na direção de uma guerra regional, sem receberem as culpas por isso.

Na verdade, existem sim diferenças de política social entre o presidente Obama e Mitt Romney. Mas as políticas descritas acima vão afetar profundamente todos os trabalhadores dos Estados Unidos. O país não está numa recessão típica. A maioria dos economistas concorda que, na melhor das hipóteses, os EUA podem esperar uma “década perdida” de estagnação econômica – na pior, um duplo mergulho na recessão/depressão.

As políticas descritas acima estão desenhadas tendo em conta o pior cenário, com a premissa de que para que o capitalismo se reestabilize, é necessário aumentar o poder dos bancos e das empresas, que têm de perder quaisquer restrições em relação à questão laboral, ambiental, e outras regulamentações, de forma a aumentarem os seus lucros, em detrimento de todos nós.

Assim, democratas e republicanos têm a mesma agenda na generalidade, uma agenda que todos os trabalhadores deveriam considerar detestável, já que os ganhos das grandes empresas são obtidos à nossa custa. Quando os trabalhadores se organizam e vão à luta, como fizeram os professores de Chicago, todas as ilusões nos democratas começam a desvanecer-se, porque as pessoas veem com os próprios olhos que os democratas não só se recusam a ajudá-las, mas opõem-se-lhes ativamente, tal como fizeram aos professores de Chicago. Acontecimentos como este permitirão a emergência de um movimento real que ponha em causa a agenda bipartidária dominada pelos grandes negócios.

Até que os grupos de trabalhadores e comunitários se unam numa base alargada em ações independentes contra a citada agenda bipartidária, seremos sempre arrastados ao apoio a um dos dois candidatos, nenhum dos quais defende os nossos interesses básicos.

(*) Shamus Cooke é trabalhador do serviço social, sindicalista e escreve para o Workers Action. Email: shamuscooke@gmail.com

Artigo publicado no Counterpunch

Tradução de Luis Leiria para o Esquerda.net

De como Max Weber teria analisado o julgamento do chamado “mensalão”

A aplicação de um arremedo de Justiça em alguns casos do “mensalão”, sobretudo nos de Dirceu e Genoínio, nos remete aos métodos dos antigos tribunais de Inquisição nos quais a prova técnica era dispensada e a decisão era o domínio da suposição e do arbítrio. Para o resto de nossa História, a maioria deste Supremo que não conheceu a ditadura comportou-se como se fosse um tribunal ditatorial. Como escreveu Weber, sob as condições de uma democracia de massa, a opinião pública é a conduta social nascida de sentimentos irracionais. O artigo é de J. Carlos de Assis.

J. Carlos de Assis (*)

Escrevi anteriormente que o Supremo, no julgamento do chamado “mensalão”, violou as bases formais do Direito Brasileiro, fundado no Direito Romano, ao ignorar a necessidades de provas concretas para incriminação de réus, especialmente de Dirceu e Genoíno. Eis meus fundamentos:

“A interpretação ‘racional’ da lei, à base de conceitos rigorosamente formais, opõe-se ao tipo de adjudicação ligado primordialmente às tradições sagradas. O caso à parte, que não pode ser resolvido sem ambiguidades pela tradição, é solucionado pela ‘revelação’ concreta (oráculo, profecia ou ordálio – isto é, pela justiça ‘carismática’) ou – e apenas esses casos nos interessam aqui – pelos juízos informais prestados em termos de avaliações éticas concretas, ou outras avaliações práticas. É a ‘justiça do Cádi’, como adequadamente a chamou R. Schmidt. Ou os julgamentos formais são feitos não pelo suposição de conceitos racionais, mas pelo recurso às ‘analogias’ e dependendo dos ‘precedentes’ concretos e de sua interpretação. É a ‘justiça empírica’.

A justiça do Cádi não conhece qualquer julgamento racional. Nem a justiça empírica do tipo puro apresenta quaisquer razões que possam, em nosso sentido, ser chamadas de racionais. O caráter avaliativo concreto da justiça do Cádi pode avançar até o rompimento profético com toda a tradição. A justiça empírica, por sua vez, pode ser sublimada e racionalizada numa ‘tecnologia’. Todas as formas não-burocráticas de domínio evidenciam uma coexistência peculiar: de um lado, há uma esfera de tradicionalismo rigoroso, e, do outro, uma esfera de arbitrariedade livre e de graças senhoriais. Portanto, as combinações e as formas de transição entre esses dois princípios são muito frequentes; serão discutidas em outro contexto.

Ainda hoje, na Inglaterra, como Mendelssohn demonstrou, um amplo substrato da justiça é, na realidade, do tipo de justiça de Cádi, em proporções dificilmente concebíveis no continente europeu. (…) Na Inglaterra, a razão para o fracasso de todos os esforços de uma codificação racional da lei, como o fracasso de se copiar o Direito Romano, foi devido a uma resistência bem sucedida contra essa racionalização por parte das grandes corporações de advogados, organizadas centralmente. Essas corporações formavam uma camada monopolista de notáveis, entre os quais eram escolhidos os juízes das altas cortes do reino. Eles conservavam em suas mãos o treinamento jurídico, como uma tecnologia empírica e altamente desenvolvida, e combatiam com êxito todos os movimentos em favor do direito racional, que lhes ameaçava a posição social e material. Tais movimentos nasceram nos tribunais eclesiásticos e, durante algum tempo, também nas universidades. (…)

Toda espécie de ‘justiça popular’ – que habitualmente não pergunta pelas razões e normas – bem como toda espécie de influência intensiva sobre a administração da chamada opinião pública, cruza com o mesmo vigor o caminho racional da justiça e administração, e em certas circunstâncias, ainda com mais vigor, como o que pôde fazer o processo da ‘câmara das estrelas’ do governante ‘absoluto’. Ou seja, sob as condições de democracia de massa, a opinião pública é a conduta social nascida de ‘sentimentos irracionais’.

Normalmente, ela é encenada, ou dirigida pelos líderes partidários e pela imprensa.” (In. Weber, Max. Ensaios de Sociologia, Zahar Editores, 3ª. Edição, p. 251 e sgs., “Burocracia e Direito”. Pela transcrição, JCA.)

Em termos mais diretos, a aplicação de um arremedo de Justiça em alguns casos do “mensalão”, sobretudo nos de Dirceu e Genoínio, nos remete aos métodos dos antigos tribunais de Inquisição nos quais a prova técnica era dispensada e a decisão era o domínio da suposição e do arbítrio. Para o resto de nossa História, a maioria deste Supremo que não conheceu a ditadura comportou-se como se fosse um tribunal ditatorial.

(*) Economista e professor de Economia Internacional da UEPB, autor do recém-lançado “A Razão de Deus”, pela editora Civilização Brasileira. Esta coluna sai também nos sites Brasilianas e Rumos do Brasil, e, às terças, no jornal carioca “Monitor Mercantil”.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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