Arquivo para 8 de novembro de 2012

DILMA PARTICIPA DA 15ª CONFERÊNCIA INTERNACIONAL ANTICORRUPÇÃO

A presidenta Dilma Vana Rousseff, disse ao participar da 15ª Conferência Internacional Anticorrupção, que contou com representantes de 130 países, e é organizado pela Transparência Internacional, que o combate à corrupção no Brasil é uma prática de Estado com seus mecanismos sólidos, como uma Polícia Federal atuante, órgãos como a Controladoria-Geral da União (CGU), o Tribunal de Contas da União (TCU) assim como uma imprensa livre.

No mais importante evento internacional sobre corrupção, onde ocorrem trocas de experiências referentes ao tema que conta com chefes de Estados, representantes de governos e a sociedade civil, ao discursar, Dilma, também destacou a transparência do governo. Para a presidenta o discurso anticorrupção deve levar em consideração a valorização da ética e o conflito democrático. Ela também defendeu o aumento de regulação e transparência das transações financeiras internacionais, pois sem controle os fluxos ficam a mercê das manipulações causando risco aos empregos dos que vivem nos países mais pobres.

“Queria destacar a recente aprovação da Lei de Acesso à Informação que acreditamos ser uma das mais avançadas do mundo porque sujeita todos os entes ao amplo acesso aos dados da gestão, dos gastos, dos históricos.

 O discurso anticorrupção não pode se confundir com o discurso antipolítica ou antiestado que serve a poucos interesses, deve, ao contrário, valorizar a ética e o conflito democrático, deve conhecer o papel do Estado. O Estado é destinatário privilegiado das mobilizações por transparência.

Quanto maior a transparência, maior a possibilidade de que o dinheiro público se destine ao que são os programas necessários”, discursou Dilma, sob os aplausos da comunidade internacional.

ARIANO SUASSUNA NO ATIVISMO DOS SEUS 85 ANOS FAZ ABERTURA DA FESTA LITERÁRIA NA FAVELA

O escritor, dramaturgo, comediógrafo, teatrólogo, contista, ensaísta, e outros ‘istas’, o paraibano, Ariano Suassuna, no auge dos seus 85 anos de ativista artístico/cultural/político, subiu o Morro dos Prazeres, de Santa Tereza, e abriu a Festa Literária Internacional das Unidades de Policias Pacificadoras, Flupp. Uma relação gráfica/sonora com a Festa Literária Internacional de Paraty, Flip.

Coisas de Ariano Suassuna, membro da Academia Brasileira de Letras, foi à favela afirmar que a arte, seja ela que for, não tem patrono. Muito menos é propriedade da burguesia-ignara. Ariano contou histórias, fez imitações, citou trechos de sua obra o Auto da Compadecida, uma das mais conhecidas, mexeu com o imaginário estético da plateia confirmando que o que o filósofo Nietzsche dizia de que a criação é de todos os homens.

“Machado de Assis diz que no Brasil existem dois países. O país oficial, dos privilegiados, e o real, que é o do povo. Eu que sou um home da cultura, que amo meu país, amo meu povo, em meu discurso de posse na Academia Brasileira de Letras disse que o Brasil tinha dois símbolos, o país urbano e a favela. É uma alegria enorme para mim em estar aqui, porque começou-se a perceber que a favela não era os bandidos, era a população ordeira, que era perseguida por eles. Eu, como sertanejo que sou, fico muito feliz de encontrar aqui os meus irmãos urbanos”, discursou alegremente artístico, Ariano Suassuna. O ativista popular.

A Flupp reúne 19 escritores brasileiros e 18 estrangeiros. As atividades estão sendo expressadas em debates, saraus literários, palestras lançamentos de livros. Os debates são livres e mediados por intelectuais da área cultural. Hoje, dia 8, pela parte da noite, será lançado um livro composto por 43 contos selecionados em oficinas realizadas durante todo o ano nas comunidades que contou com as participações de moradores e policiais militares.

Por sua vez, Luiz Eduardo Soares, antropólogo, ex-secretário nacional de segurança, autor dos livros Elite da Tropa e Elite da Tropa 2, e um dos coordenadores do Flupp, disse que o Flupp é uma forma da sociedade carioca vencer a violência através de meios democráticos.

 “O Flupp sintetiza o processo da sociedade carioca de vencer a violência com meios democráticos, valorizando a juventude. Ainda há um caminho longo a ser percorrido, mas na prática ainda há uma série de dificuldades, até porque a brutalidade policial não desaparece do dia para a noite. A Flupp é um momento nesse processo para buscar qualificar as UPPs, chamando a atenção entre favela e produção cultural”, observou Luiz Eduardo.

Marta Porto, coordenadora de cultura da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso/Brasil), falou sobre as mudanças ocorridas na comunidade a partir do trabalho de pacificação.

“É uma microrrevolução que vai começando no território e tomando conta do país. É o germe do bem, que a arte a cultura vão deixando nas pessoas. Começa com as crianças. A retomada do território é um fundamento que estava faltando nas políticas públicas e que agora chegou com toda a força”, analisou Marta.

 

Modo de vida norte-americano segue hegemômico no mundo multipolar, diz Emir Sader

Secretário-executivo do Conselho Latino-americano de Ciências Sociais (Clacso), que realiza seu congresso da Cidade do México, afirmou que decadência política, econômica e militar dos Estados Unidos não afeta sedução de seu modo de vida, baseado no “consumo e no shopping center”. Diante disso, cabem às universidades públicas combater a “alienação” e propor políticas que ampliem os direitos do cidadão, disse ele, na abertura do encontro.

Marcel Gomes*

Cidade do México – Apesar da crise econômica e de potências emergentes como a China, os Estados Unidos seguem hegemônicos quando o assunto é a exportação de seu “modo de vida” e de todo o código de valores a ele ligado. Os projetos de desenvolvimento adotados na maioria dos países ainda são focados no consumidor e no shopping center, assim como direitos básicos do cidadão ainda dependem de sua capacidade de comprá-los.

A crítica foi feita pelo sociólogo Emir Sader, secretário-executivo do Conselho Latino-americano de Ciências Sociais (Clacso), que falou na noite de terça-feira (6) na abertura do congresso trianual da entidade, realizado na capital mexicana. Ao expor sua análise, o brasileiro chamou atenção para que os pesquisadores e professores presentes não se deixassem enganar pelo atual estado de decadência norte-americana.

“No mundo multipolar, os Estados Unidos são decadentes politicamente, economicamente, e militarmente não conseguem conduzir sequer duas guerras ao mesmo tempo. Mas seu modo de vida continua sendo copiado até pela China, que resgata milhares da pobreza com a cultura do consumo e do shopping certer”, afirmou.

Diante dessa constatação, Sader defendeu que as escolas de ciências sociais, sobretudo as públicas, precisam fazer uma opção. “Nossas univerdades não devem formar estudantes para o mercado , mas para a luta, a sociedade, a cidadania, a vida. Deixemos os cursos de MBA para as universidades privadas. Não há educação significativa sem o combate à alienação”, apontou.

O sociólogo brasileiro fez uma crítica aos atuais rumos desse campo acadêmico. Disse que outrora as ciências sociais estavam à frente de seu tempo, antecipando processos e conflitos. “Agora não estamos mais à altura dos desafios”, disse ele, ponderando com a complexidade do contexto conteporâneo.

Para corrigir isso, defendeu uma mudança de prática: que os cientistas sociais pulem os muros das universidades e façam a teoria sobre a prática política. “Isso será bom para os dois lados”, afirmou, defendendo que os acadêmicos proponham, eles mesmos, políticas públicas a partir dos resultados de suas pesquisas.

Apesar das críticas, Sader se mostrou otimista com a América Latina. Afirmou que o esgotamento neoliberal foi sucedido por vários governos que têm conseguido articular “desenvolvimento econômico e redução da desigualdade, apesar de todas as contradições”. “A Europa não conseguiu isso e está dando respostas neoliberais à crise do neoliberalismo”, afirmou.

Por fim, aproveitando-se do público majoritariamente mexicano, sobretudo entre os estudantes, defendeu maior aproximação do México com os países latino-americanos. “Não queremos o México mais perto dos Estados Unidos do que da América Latina. É muito um país ter 90% de seu comércio com o vizinho do norte do que com o sul, que é uma região muito mais dinâmica”, criticou, recebendo muitos aplausos.

A abertura do congresso da Clacso foi acompanhada pela secretária de Relações Exteriores do México, Patrícia Espinosa, e a diretora-adjunta da Unesco, Pilar Álvarez, além de diversas autoridades universitárias mexicanas. O governo do país e a Unesco são os principais apoiadores do encontro, que acontece até sexta-feira (9).

*Viagem realizada a convite da Clacso

‘Guerra contra terrorismo e narcotráfico são virtuais e facilitam neocolonialismo’

Avaliação é de Pablo González Casanova, que, aos 90 anos, é um dos intelectuais mexicanos vivos mais importantes. Autor do clássico ‘La democracia en México’, ele afirmou no congresso do Conselho Latino-americano de Ciências Sociais que o capitalismo corporativo tenta recolonizar campo e cidades, mas a resistência de indígenas e jovens tem mostrado sua força com um novo projeto emancipador.

Marcel Gomes*

Cidade do México – Um dos intelectuais mexicanos vivos mais importantes, Pablo González Casanova, de 90 anos, retomou conceitos de seu clássico La democracia en México (1965) para defender que as guerras contra o terrorismo e o narcotráfico, nas quais seu país está engajado, são “virtuais” e “dificultam que se vejam as guerras reais que têm sido travadas”.

Ao defender que “as ciências hegemônicas da globalização não são só ideologias, mas tecnologias e tecnociências para a dominação e a acumulação”, o mexicano afirmou que as ferramentas de realidade virtual permitem a corporações e governos aliados conduzirem suas guerras pela recolonização do campo e das cidades – tudo em prol da maximização dos lucros.

Dom Pablo, como é chamado, realizou na noite de terça-feira (6) uma das mais aguardadas conferências do congresso do Conselho Latino-americano de Ciências Sociais (Clacso), promovido na capital mexicana. Na ocasião, também foi o primeiro agraciado com o Prêmio Latino-americano e Caribenho de Ciências Sociais, entregue a ele pelo secretário-executivo da Clacso, o brasileiro Emir Sader.

“Há pessoas que são notáveis por sua grande obra, há pessoas que são notáveis por seu humanismo, há pessoas que são notáveis por sua dignidade, e Pablo González Casanova representa tudo isso”, exaltou Sader.

Ex-reitor da Universidade Nacional Autônoma do México (Unam), Dom Pablo é reconhecidamente um defensor dos direitos das populações indígenas. Autor de diversos livros no ramo das ciências sociais, debruçou-se em sua obra clássica na tarefa de demonstrar como a democracia mexicana, em termos de leis e práticas, funcionava em benefício da elite branca e mestiça, gerando a “colonização interna” das populações indígenas e pobres do país.

Foi, assim, um dos precursores da interpretação de que os governos eleitos do Partido Revolucionário Institucional (PRI), que permaneceria 70 anos no poder, apenas legitimavam, na verdade, um regime autoritário.

Em sua intervenção na conferência da Clacso, Dom Pablo comentou outros desenvolvimentos das ciências também voltados para garantir a maximização dos lucros do que ele chama de “capitalismo corporativo”: os sistemas de comunicação e informação, que facilitam a organização das corporações em rede; a robótica e a biorrobótica, abatendo custos produtivos; e a disseminação das sementes transgênicas, que destroem os cultivos tradicionais campesinos.

Ao desenhar esse cenário difícil, Dom Pablo brincou com a plateia: “Vocês devem estar deprimidos”. Mas, em seguida, detalhou as razões para ser otimista sobre o futuro. Afirmou que novos movimentos sociais surgiram com o neoliberalismo, dos zapatistas nos anos noventa aos movimentos de juventude que ocuparam praças e ruas após a crise financeira de 2008.

“São grupos que compartilham um projeto emancipador da humanidade, organizado a partir de ideais de liberdade, pluralismo, justiça social, para todas as raças e opções sexuais, de uma democracia que combine representação com participação”, explicou.

O intelectual mexicano ponderou, porém, que esse processo de lutas enfrentará contradições. “Surgirão governos de resistência e falas alternativas doutrinárias correspondentes a sonhos e leituras passadas”, disse ele, para em seguida concluir: “Mas o único caminho que poderá assegurar um novo socialismo será algo que organize a soberania do povo com um governo que a respeite, e que também respeite a soberania de outros povos e outros governos”.

* Viagem realizada a convite da Clacso


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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