Arquivo para 16 de novembro de 2012

PADRE HAITIANO DIZ QUE IMIGRAÇÃO PARA O BRASIL ENVOLVE TRÁFICO DE PESSOAS

O padre haitiano Onac Axenat, residente no estado do Acre, parte do Brasil que mais recebeu haitianos em dois anos imigrantes sem visto, afirmou, em entrevista, que imigração ilegal de haitianos pode ser considerada como tráfico de pessoas. De acordo com o missionário da Sociedade dos Sacerdotes de São Tiago (SSST), da Igreja Católica, disse que os haitianos pagam até US$ 4 mil, por pessoa, para se submeter a uma rede tráfico coordenada por coites no Haiti.

Atuando no Brasil desde 2010, logo depois do terremoto que atingiu Porto Príncipe, o padre, tem atuado como apoio psicológico dos imigrantes ilegais. Segundo ele,, sua posição de padre e também descendente do Haiti, fica mais fácil ganhar a cominação deles e trabalhar como ajuda.

Ele disse que o que mais lhe chamou atenção dos haitianos que chegaram no Acre por via dos coiotes, foi que eles logo ao chegarem eram abertos e alegres, mas com o decorrer do tempo forem ficando calados e deprimidos. O padre contou que na ultima vez em que esteve na cidade de Basileia, o que ouviu deles foi que eles tinham medo.

“Alguns dos imigrantes venderam tudo no Haiti. A promessa era de receberem salários entre US$ 1 mil e US$ 2 mil”.

Ele afirmou ainda, que vê com tristeza o aumento da imigração. Alguns deles tem baixa escolaridade, e outros nenhuma formação profissional.

O Brasil acolheu muito bem o meu povo, mas o que estou esperando é que se corte esse tráfico de pessoas.

Tudo está concentrado em Porto Príncipe, tudo é centralizado na capital e o terremoto nos paralisou. O emprego não é fácil, mas há o que fazer. O Haiti é o meu país e está no meu coração, temos que pensar no futuro e esse futuro estar no país e fazê-lo crescer”, desabafou entristecido o padre.

O AMOR, A INTELIGÊNCIA E A GRANDEZA DE MIRUNA, FILHA DE GENOINO

Olá…

Em uma semana muito, muito difícil, onde achei que realmente não conseguiria manter a serenidade e a calma, recorri à minha única forma de aguentar, escrever.

Gostaria muito que lessem esse meu texto e o repassassem aos que tiverem as almas e os corações abertos ao acolhimento.

Muito obrigada…

Miruna Genoino

Se amanhã sentires saudades,
lembra-te da fantasia e
sonha com tua próxima vitória.
Vitória que todas as armas do mundo
jamais conseguirão obter,
porque é uma vitória que surge da paz
e não do ressentimento.

Charles Chaplin

Essa foi uma entre as muitas mensagens tocantes e emocionantes que eu e minha família recebemos em apoio à injustiça que está sendo cometida contra o meu pai. Tentei durante algum tempo responder a tudo o que foi chegando, mas realmente foi impossível… é por isso que gostaria profundamente de agradecer todos os gestos de apoio e carinho recebidos no último mês, de pessoas conhecidas e desconhecidas, que encontraram as mais diversas formas de mostrar que estão ao nosso lado.

Quando escrevi minha carta sobre a condenação de meu pai jamais imaginei que minhas palavras chegariam a tanta gente, de tantas formas diferentes, pois, contrariamente ao que alguns publicaram, aquela não era uma carta aberta ao Brasil, mas sim um texto desabafo dirigido aos amigos, familiares e conhecidos, mas que no fim acabou percorrendo os mais inimagináveis caminhos. Eu realmente agradeço a você que leu e compartilhou minhas palavras, a você que respondeu, mesmo sem saber se eu leria aquelas mensagens, a você que não teve vergonha – nem medo – de publicar aos seus conhecidos o outro lado de toda esta história.

Gostaria de dizer que ao longo do último mês recebemos as mais variadas formas de solidariedade. Visitas à nossa casa foram muitas, de Walmor Chagas, Nelson Jobim, Aloízio Mercadante, Antônio Nóbrega e Marcelo Deda, a tias, amigas, primas e conhecidas – minhas, de meus pais, de meus irmãos, de nossos amigos. Mensagens, inúmeras, de Leonardo Boff, João Moreira Salles e Luis Nassif a amigos de infância, amigos de antes, amigos de ontem, amigos de hoje. Ligações, infinitas, de Marilena Chauí, Jaques Wagner, Abílio Diniz, do presidente do senado, da governadora do Maranhão, de deputados dos mais diversos partidos, a maridos, cunhados, namorados, amigos de amigos, de amigos de outros amigos, de todos nós. Apoios, fiéis, de líderes do PT, do PMDB, de Lula, Rui Falcão e de Dilma, ao apoio de parceiras, companheiros e colegas de trabalho, de bordado, de vida. Neste tempo todo sentimos muitas coisas, das mais diversas, mas se há algo que nós não sentimos, foi solidão e abandono. Se hoje nos mantemos de alguma forma firmes, é por saber que a corrente que nos apóia é maior que toda e qualquer justiça injusta que hoje tenta calar a voz daquele que nunca teve medo de ser ouvido.

Neste momento tão difícil, quando recebemos totalmente por surpresa a dosimetria da condenação de meu pai, 6 anos e 11 meses de cadeia, mais uma multa de um valor que estamos muito longe de possuir, também quero de todo coração, agradecer a você que teve a coragem de enfrentar os comentários contrários, as opiniões maldosas, os artigos mal intencionados, as notas futriqueiras, as informações equivocadas, profanadas das mais diversas formas, nos mais diversos meios. Fosse por meio de supostas respostas à mim, fosse por meio de comentários no facebook, sei que muito provavelmente você leu muita coisa ofensiva à respeito de meu pai e de nossa família e em muitos casos sei que teve a garra de se indignar, de discutir, de mostrar sua opinião e principalmente, de deixar clara a solidariedade em relação ao que estamos vivendo.

Como devem imaginar, para mim é sempre muito duro quando vejo essas manifestações agressivas, principalmente por estarem carregadas de falta de informação e de discursos bastante marcados não por fatos e evidências, já que não existe nada que prove a culpa de meu pai, mas sim por “achismos” e especulações alimentadas sabemos bem por quais fontes. Mas justamente por isso gostaria de compartilhar com vocês, para que quem sabe um dia vocês também compartilhem com estas pessoas, o que desejo a todos os que hoje parecem estar bastante satisfeitos com estes 6 anos e 11 meses que injustamente foram colocados em cima de meu pai.

Desejo aos que dizem que meu pai merece ser condenado, que um dia indaguem um pouco além das manchetes e das frases de efeito, e tentem mesmo encontrar uma prova que indique que José Genoino é culpado.  E aos que usam teorias do direito para justificar sua falta de razão em condenar, desejo que leiam o que o próprio autor da teoria declarou, mostrando que sim, para condenar é preciso que existam provas, pois meros indícios nunca poderão ser suficientes para privar alguém de sua liberdade.

E desejo aos que têm por profissão tentar tornar impossível que um cidadão exerça um direito constitucional, o de votar, que em algum momento de suas vidas possam me dizer se foram mesmo capazes de dar risada deste seu humor maligno que parecem tanto acreditar, e aos que buscam, com esta mesma profissão, incentivar o ódio e a reação das pessoas contra meu pai, que um dia estejam em um supermercado de bairro, na porta de uma loja, na entrada de uma padaria e presenciem os comentários carinhosos e emocionados que toda nossa família teve o orgulho de muitas vezes presenciar.

Por fim, desejo com todo sentimento possível e verdadeiro, que as pessoas um dia entendam que por trás da notícia, do fato, da chamada do jornal, da atualização de status ou de um tweet, existem muitas famílias que estão não apenas aqui, agora, vivendo a onda midiática do momento, mas sim que estão há 7 anos sofrendo junto aos seus pais, maridos, tios, irmãos, sogros, cunhados, amigos, a dor da injustiça e a angústia do futuro pleno que nunca chega.

Uma vez mais, a você que nos conhece diretamente e que não nos conhece, gostaria de agradecer a força, o carinho e a atitude de estar ao nosso lado. Cada linha, cada agulha, cada caixa, cada bolo. Cada flor, cada oração, cada livro, cada frase. Cada olhar, cada aperto de mão, cada lágrima, cada riso, cada mensagem espiritual, cada abraço. Meu pai, José Genoino, está de cabeça erguida, preparado como sempre para a luta. Se antes ele já tinha muitos motivos para ir até o fim em sua batalha por justiça, agora encontrou mais motivos ainda para seguir em frente com enorme dignidade: honrar e agradecer a cada pessoa que em meio a tanta mentira, soube encontrar e reconhecer o caminho da verdade.
Contem com nossa eterna gratidão.

Com amor e carinho,

Miruna Kayano Genoino – novembro de 2012

VÍDEO MOSTRA, COM HUMOR, OS DEFENSORES DO CIDADÃO MALANDRO, POLICIAL, POLÍTICO E PASTOR NA FARRA DA CORRUPÇÃO.

Uma falsa unanimidade a menos

Eis que a blogosfera, ladeada por um exército de internautas, desconstruiu mais uma falsa unanimidade da direita midiática que pretendia vender o ministro Ricardo Lewandowski como um homem desmoralizado que já vinha sendo apontado quase que como mais um réu do mensalão, em vez de julgador. Fizemos justiça a um justo. E ainda puxamos o tapete de mais uma falsa unanimidade destro-midiática. Não há dinheiro, nesta galáxia, que pague por isso. O artigo é de Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania.

Eduardo Guimarães – Blog da Cidadania

(*) Artigo publicado originalmente no Blog da Cidadania.

Se existisse uma réstia, um único miserável e isolado átomo de honestidade nessa imprensa mistificadora que temos no Brasil, todos os jornais, telejornais, rádios, blogs e sites corporativos que espalharam versões sobre “repúdio popular” ao ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski, a esta altura deveriam estar noticiando o contraponto disso, uma massa de quase quatro mil pessoas neste blog e mais de seis mil no Facebook que endossaram um manifesto de desagravo a ele pelas agressões e calúnias de que tem sido vítima, as quais, incessantemente, flertam com o crime contra a honra.

Por muito menos do que fizeram com esse homem de vida inatacável e notório e reconhecido saber jurídico, seu par naquela Suprema Corte, o ministro Gilmar Mendes, saiu processando meio mundo, inclusive quem, ainda que acidamente, não mais do que meramente opinou em blogs.

Pois bem: aqui mesmo, neste blog, durante os últimos dias em que o manifesto de desagravo a Lewandoswki foi levado a cabo, algumas dezenas de pessoas, sob nomes e sobrenomes provavelmente falsos, fizeram graves ataques à honra do desagravado – todos deletados sem dó nem piedade. Ataques de um teor absurdo, injustos, irresponsáveis, os quais, espantosamente, sempre acabam repercutidos nos grandes meios de comunicação, como no dia do segundo turno das últimas eleições, quando a mídia, em bloco, relatou “manifestações de repúdio” ao ministro, como a de uma cidadã que teria dito sentir nojo dele, ou do mesário de sessão eleitoral que se recusou a lhe estender a mão ao ser cumprimentado.

Dessas manifestações isoladas de incivilidade, nasceram hordas de matérias na mídia tentando forjar uma impopularidade virtual que o ministro Lewandowski teria auferido ao se negar a condenar o “núcleo político” da ação penal 470, vulgo mensalão.

Até o último domingo, temia-se que Lewandowski fosse linchado na rua devido a tanta impopularidade de que estaria sendo alvo. Contudo, a partir de matéria publicada pela Folha de São Paulo naquele dia, matéria contendo entrevista do jurista alemão Claus Roxin, formulador da teoria jurídica do Domínio do Fato, como que pairou um sentimento de revolta entre os de boa fé, pois o mesmo Lewandowski, quando da votação das condenações daquele “núcleo político”, chegou a dizer, textualmente, que nem o próprio Roxin acolheria o uso que fizeram de sua teoria.

Era preciso, pois, uma reação decidida. Adotá-la, uma obrigação de qualquer cidadão. Razão pela qual este que escreve viu, ali, oportunidade de, mais uma vez, exercer a própria cidadania oferecendo a tantos indignados com a injustiça contra Lewandowski a chance de, por alguma maneira, saírem da impotência.

Aqui se propôs um manifesto de desagravo ao magistrado, do que decorreu apoio decidido de nomes da blogosfera como Luis Nassif, com uma belíssima crônica, ou como Paulo Henrique Amorim, com seu bom humor, ou mesmo como na crônica cáustica do Brasil 247. Eis que a blogosfera, ladeada por um exército de internautas, desconstruiu mais uma falsa unanimidade da direita midiática que pretendia vender Lewandowski como um homem desmoralizado que já vinha sendo apontado quase que como mais um réu do mensalão, em vez de julgador.

As milhares de pessoas que acorreram a este blog, entre as quais se destacam juristas, jornalistas, advogados, muitos estudantes de direito, vários alunos de Lewandowski, policiais militares, filósofos, médicos, pedreiros, comerciantes,donas de casa, além de amigos e familiares do ministro. E isso só para citar de cabeça alguns dos quais aqui estiveram para deixar a direita midiática com uma falsa unanimidade a menos em suas incontáveis estantes de fraudes do gênero.

Não foi, entretanto, sem custo que se fez o que se fez aqui nesta página. O afluxo impressionante de pessoas para apoiar esse magistrado revoltantemente injustiçado por ter simplesmente feito justiça como melhor sabe fazer, ou seja, em defesa do Estado de Direito e com o rigor em cada milímetro exigível, quando necessário, isso gerou acesso de milhares de pessoas simultaneamente ao Blog para postarem mensagens de apoio ao magistrado injustiçado, o que elevou a exigência da memória virtual que mantém a página no ar de 8 gigabites para quase o triplo, 22 gigabites.

Enquanto isso, eu fora do país a trabalho e o taxímetro do servidor de hospedagem do blog girando a todo vapor – quem entende de informática sabe quanto os servidores cobram para manter uma página no ar. Assim, apesar das dificuldades que se tem para manter no ar uma página sem receita como esta, não havia que considerar custo outro que o de violar a democracia em um processo fascista que condena primeiro e pergunta depois.

O maior custo, porém, não foi financeiro. A página saindo do ar gerou-me uma angústia que só foi sanada ao custo de não pensar em custos meramente monetários, mas nos custos para a democracia. As horas que a página não pôde funcionar, portanto, não desagradaram só aos que se queixaram, mas angustiaram duramente este cujo único objetivo, desde que criou este blog, sempre foi o de estimular cada brasileiro a exercer a própria cidadania não se omitindo diante da injustiça, pois quem se omite diante dela se torna, ele mesmo, seu cúmplice.

O custo do gigabite anda caro na praça? O custo da injustiça é muito maior. Foi assim que, no Blog da Cidadania, mais uma vez foi possível provar que cada cidadão é uma usina de recursos para combater o que está errado, contanto que não se omita. Deste que escreve, portanto, todos podem ter certeza de que esse comportamento nunca partirá, pois já estamos muito perto de tornar o Brasil um país decente. Se os de esquerda não desistimos nem durante a ditadura, quando nos açoitavam a carne e o espírito, não seria agora que lhes entregaríamos tal vitória.

Fizemos justiça a um justo, neste blog. E ainda puxamos o tapete de mais uma falsa unanimidade destro-midiática. Não há dinheiro, nesta galáxia, que pague por isso.

***

PS: o manifesto do Blog da Cidadania em desagravo ao doutor Ricardo Lewandowski será entregue a ele proximamente e a entrega será comentada aqui.

Espanha e Portugal fazem greve conjunta inédita

Milhões de trabalhadores da Península Ibérica aderem ao movimento que pediu uma mudança na política de ajuste fiscal. Também houve paralisação na Itália, Grécia, Malta e Chipre, enquanto que em outros 20 países europeus os cidadãos realizaram marchas contra as políticas de austeridade. Parlamentos foram alvo de manifestantes, que questionam orçamento com menos gastos sociais. A reportagem é de Naira Hofmeister e Guilherme Kolling, direto de Madri.

Naira Hofmeister e Guilherme KollingMadri – São muitos os fatos que tornam histórica a greve geral deste 14 de novembro na Espanha. É a primeira vez, desde a restauração da democracia no país na segunda metade dos anos 70, que os sindicatos convocam duas greves gerais no mesmo ano e contra um mesmo governo – o conservador Mariano Rajoy, do Partido Popular, que também foi alvo de uma paralisação no final de março.

E agora, de forma inédita, o protesto ultrapassou as fronteiras e foi acolhido em Portugal. Além da greve geral na Península Ibérica, que levou milhões às ruas, trabalhadores de Itália, Grécia, Malta e Chipre cruzaram os braços. E em outros 20 países, entre eles Alemanha, Bélgica e França, onde o dia foi laboral, manifestantes saíram às ruas para protestar contra as políticas de austeridade defendidas por instituições europeias e aplicadas na grande maioria das nações do continente.

Foi, portanto, uma jornada de protestos de caráter internacional, como sinalizou a marcha de Madri no final da tarde, que reuniu, seguramente, mais de 100 mil pessoas ao longo do Paseo del Prado. A faixa principal exibiu o lema “Nos deixam sem futuro. Existem culpados, existem soluções” e foi traduzida ao alemão e ao inglês.

E o alvo dos protestos não ficou restrito à Espanha. “Angela Merkel (chanceler alemã), Van Rompuy (presidente do Conselho Europeu) e Durão Barroso (presidente da Comissão Europeia) devem admitir que fracassaram. Na tentativa de diminuir o déficit público, conseguiram apenas atropelar a dignidade e o direito das pessoas, provocar sofrimento, desemprego e deteriorar a mais nobre essência da Europa, que é o seu modelo social. E ainda não conseguiram reduzir o déficit público”, condenou o secretário-geral da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Cándido Méndez. “Se Rajoy se ajoelha diante de Berlim, o povo espanhol seguirá em pé”, concluiu em seguida.

Os sindicatos prometem manter a mobilização. “São 25 milhões de trabalhadores da Europa sofrendo as consequências da política de austeridade em forma de desemprego. Começou por Grécia, Irlanda, depois foi em Portugal e agora em Espanha, Itália, Chipre, Malta. Hoje toda a Europa se vê ameaçada: querem configurar um novo modelo social, no qual a educação e a saúde não sejam públicas”, criticou o líder de Centrais Obreiras (CC.OO), Ignacio Toxo.

Os sindicatos da Espanha pedem que o governo faça um referendo para que a população avalie suas medidas. “É inadmissível em uma democracia que um partido concorra nas eleições com um programa de governo e o descumpra integralmente logo após a posse. Está na hora de as urnas voltarem a falar neste país, é preciso consultar a população”, conclamou Toxo. José Martinéz, da UGT Madrid, foi mais longe: “Se não quiser chamar o referendo, então que Rajoy se demita”, discursou. O público respondeu com aplausos e gritos de “dimisión!”

Os sindicalistas pretendem continuar nas ruas após a greve e razões não faltam: Grécia e Portugal estão sob intervenção da chamada “troika”, formada por Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Central Europeu (BCE) e Comissão Europeia, que obriga os governos a implementar medidas de ajuste que incluem a subida de impostos e a redução de salários, além de demissões em massa de servidores públicos. A Espanha pode ser a próxima a ser resgatada.

Mesmo em nações que ainda conseguem financiar-se no mercado, a norma passou a ser cortar onde for possível. Na França, o socialista François Hollande – cuja eleição em maio foi motivo de celebração por movimentos europeus contrários à política de austeridade – já sucumbiu: aumentou o principal imposto do país (em um percentual baixo, é verdade), provocando um racha dentro do próprio partido.

E até a Alemanha, tida como exemplo de que os ajustes podem levar em um segundo momento à estabilização da economia enfrenta problemas: aproximadamente 7 milhões de habitantes retiram sua renda dos chamados “mini-jobs”, contratos de baixa remuneração (cerca de 400 euros ao mês) por no máximo 15 horas de trabalho por semana.

Parlamentos são alvo principal do protesto
Tanto em Portugal quanto na Espanha, as concentrações massivas de manifestantes terminaram diante das portas dos Parlamentos nacionais com um pedido em comum: que os deputados se recusassem a aprovar os orçamentos de 2013, que aumentam ainda mais os cortes em saúde, educação e cultura, enquanto destinam mais recursos ao pagamento da dívida.

Os lusos conseguiram chegar às escadarias do Congresso em Lisboa, retirando as grades de proteção e avançando até o cordão formado pela polícia. Muitos atiraram pedras nos agentes da guarda, que reprimiu com violência os protestos. Segundo o jornal Público, diversas ambulâncias foram chamadas para atender feridos no local.

Em Madri, embora tenha sido a sexta vez, desde o dia 25 de setembro, que milhares de cidadãos rodearam o Legislativo pedindo mais espaço para a democracia participativa (parte do grupo defende uma nova constituinte) e criticando a proposta orçamentária, os parlamentares ignoraram o clamor das ruas e aprovaram nesta quarta-feira o texto do orçamento. As únicas sete emendas se restringiram a questões pontuais de regiões autonômicas, propostas por partidos nacionalistas ou siglas locais.

Mesmo com uma repressão violenta por parte da polícia espanhola, os manifestantes prometiam passar a noite na praça de Netuno, para saudar na manhã desta quinta-feira os parlamentares que aprovaram a proposta de gastos do governo para 2013. Até o início da madrugada, mais de uma centena permanecia no local.

Sindicatos e governo coincidem na adesão da indústria
A avaliação de sindicatos de Portugal e Espanha é de que a greve foi um sucesso. A Confederação Geral de Trabalhadores de Portugal não deu cifras totais, mas avalia que é uma das maiores manifestações ocorridas no país desde a Revolução dos Cravos – esta é a terceira paralisação lusa no ano.

Na Espanha, as organizações sindicais que convocaram a greve – além de CC.OO, e UGT, também a União Sindical Obreira (USO) – avaliaram que a adesão foi de 76,7% dos trabalhadores assalariados.

O governo espanhol, entretanto, avaliou que o dia transcorreu “de forma normal” e minimizou o impacto da convocatória sindical na rotina do país. “No setor de transporte de mercadorias, houve baixa adesão; no transporte urbano, foi desigual. Grande parte dos mercados nas capitais operaram em absoluta normalidade, com grande impacto apenas em Zaragoza, Sevilha e Astúrias”, comentou a diretora geral de Política Interior, Cristina Díaz.

O governo, entretanto, admite que nas indústrias houve paralisações totais em algumas unidades, especialmente no setor de fabricações de automóveis. Segundo os sindicatos, no setor metalmecânico, mais de 80% dos trabalhadores cruzaram os braços.

Ao contrário do metrô de Madri, que funcionou cumprindo o acordo de serviços mínimos, variando a frequência de trens entre 30 e 35% ao longo do dia, em Lisboa, o transporte ficou totalmente parado durante a jornada de greve.

Madri, uma cidade com muitos cenários
A capital espanhola talvez seja um bom parâmetro para entender como a adesão à greve geral convocada pelos sindicatos foi irregular. Nos bairros residenciais, a vida transcorreu normalmente, à exceção de alguns colégios públicos que estavam fechados, já que este setor teve a metade de seus serviços afetados por falta de pessoal. Nas universidades, a cifra foi bem maior, passando os 90%.

Em um dos centros empresariais madrilenhos, o Paseo Recoletos, a atividade parecia não ter sofrido alterações. Cafés e bares estavam abertos e contavam com intenso movimento. Também em ruas fundamentalmente comerciais, como Princesa e Serrano, havia poucos sinais da greve – alguns adesivos colados em vitrines.

Dois empregados do setor financeiro que acudiram ao escritório normalmente criticavam o movimento grevista. “Acreditamos que neste período temos que trabalhar mais, e não menos”, observaram, pedindo para manter o anonimato. Disseram que no setor houve uma paralisação mínima.

A greve se notava bastante na parte central da cidade: uma boa parte do comércio estava fechada ou mantinha as portas entreabertas, temendo represálias dos piquetes sindicais. Poucos se arriscaram a colocar as tradicionais mesas na calçada. Muitos trabalhadores reivindicaram seu “direito ao trabalho”em referência a estes grupos que passam em cada lugar onde haja “pelegos” e tentam fazer com que mudem de posição.

A reportagem da Carta Maior pôde verificar que havia uma parte dos piquetes que passavam nas lojas entregando panfletos e conversando com os funcionários, buscando através da argumentação, que fechassem as portas. “Não devemos ter medo, só a união na luta pode mudar o rumo das coisas”, argumentavam os sindicalistas.

Alguns outros grupos se concentravam diante das casas abertas e gritavam palavras de ordem e, em alguns casos, colocavam rojões em frente a esses estabelecimentos. A atitude provocou a indignação de parte dos moradores do centro e ocorreram discussões.

Em muitos casos, entretanto, foram os próprios trabalhadores que decidiram cumprir a jornada normalmente. Ocorre que na Espanha a adesão a uma greve é descontada do salário do empregado, que perde o equivalente a um dia de trabalho dos seus rendimentos. “Decidimos todos os empregados comparecer normalmente. Queríamos cobrar o salário integral, porque a situação não está para desperdiçar nem um euro. Além disso, ganhamos participação nas vendas do dia”, comentava Pablo Rodríguez, diante da porta do bar onde desempenha a função de garçom.

Mas mesmo as casas que optaram por manter as portas abertas receberam uma clientela menor, já que os conflitos entre piqueteiros, polícia e defensores das medidas de austeridade do governo fazem com que a população evite essa região.

Turistas sim haviam alguns, embora também os serviços a esses visitantes eventuais foram afetados: o Museu Nacional Reina Sofía, por exemplo, teve que manter fechadas várias salas por falta de pessoal. O aeroporto de Barajas também registrou o cancelamento de vários voos.

Fórum Social Mundial Palestina Livre sofre pressões e ameaças de boicote

Representantes de entidades da comunidade judaica do Rio Grande do Sul – e também entidades em nível nacional – estão pressionando autoridades do governo do Estado, da prefeitura de Porto Alegre e da Assembleia Legislativa a não apoiar com cessão de espaços ou outro tipo de suporte a realização doo Fórum Social Mundial Palestina Livre, que ocorrerá na capital gaúcha de 28 de novembro a 1º de dezembro.

Marco Aurélio Weissheimer

Porto Alegre – Representantes de entidades da comunidade judaica do Rio Grande do Sul estão pressionando autoridades do governo do Estado, da prefeitura de Porto Alegre e da Assembleia Legislativa a não apoiar com cessão de espaços ou outro tipo de suporte a realização do Fórum Social Mundial Palestina Livre, que ocorrerá na capital gaúcha de 28 de novembro a 1º de dezembro.

Segundo Humberto Carvalho, coordenador do Comitê Gaúcho de Solidariedade à Luta do Povo palestino, o Fórum previa a utilização de prédios do Estado e do município de Porto Alegre para sediar o evento. Em princípio, a Usina do Gasômetro concentraria a maior parte das atividades, conforme informação publicada na página do evento. Mas a menos de duas semanas do seu início, o que há de concreto são pressões e incertezas.

Humberto Carvalho encaminhou uma carta esta semana ao presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, deputado Alexandre Postal (PMDB), protestando contra a decisão de não permitir a utilização do prédio da Assembleia para abrigar eventos ligados ao Fórum Social Mundial Palestina Livre.

Na carta, Carvalho afirma: “a negativa de V. Exa. implica uma postura, em relação ao já longevo conflito Israel- Palestina, incompatível com a alta função que V. Exa. desempenha, fazendo coro aos que querem confundir o elementar direito de resistência que qualquer povo possui, expresso até na Declaração de Independência dos Estados Unidos, com terrorismo”.

“Temos uma grande colônia palestina em nosso Estado que em muito contribui para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul e um Poder do Estado não deveria se posicionar contra os interesses gerais desses cidadãos”, acrescenta Carvalho em sua manifestação ao chefe do Legislativo gaúcho. E acrescenta:

“Como a Comunidade Internacional, desejosa da paz no Oriente Médio, verá essa negativa de V. Exa, ao não permitir que, em próprio do Estado, reúnam-se pessoas de boa vontade, oriundas de diversos países do mundo, justamente para discutir e levar adiante uma luta pela paz? O tempo responderá a essa pergunta e a resposta, certamente, não será favorável a V. Exa. Considero não só lamentável, mas deplorável esse gesto de V. Exa. porque fere princípios humanitários agasalhados na consciência universal e também na dos gaúchos”.

Na terça-feira (13), o governo do Estado do Rio Grande do Sul divulgou nota esclarecendo a posição oficial do Executivo sobre o evento. Neste dia, o governador Tarso Genro conversou com o presidente da Confederação Israelita do Brasil (Conib), Claudio Lottenberg, sobre o Fórum Social Palestina Livre.

Segundo a nota divulgada pela assessoria de imprensa do governo gaúcho, “Tarso Genro assegurou que eventuais posições que possam ser manifestadas neste evento só serão apoiados pelo governo do Rio Grande do Sul se estiverem norteadas pela posição do governo brasileiro sobre o conflito entre israelenses e palestinos no Oriente Médio”.

O governador gaúcho afirmou ainda que o “o apoio ao evento foi aprovado por se tratar de uma atividade vinculada ao Fórum Social Mundial, sem compromisso com as posições políticas que ali serão sustentadas pelos diversos integrantes do fórum”. Tarso Genro esclareceu que as posições do governo do Rio Grande do Sul que serão reafirmadas durante o evento, estão baseadas nos seguintes princípios:

– Apreço às comunidades israelense e palestina, que convivem em harmonia no Rio Grande do Sul, e colaboração no debate para promover uma paz negociada e justa na região, com cessação completa das hostilidades;

– Reconhecimento do direito do povo palestino de estruturar seu Estado soberano e reconhecimento do direito à existência do Estado de Israel;

– Aplicação dos acordos de Oslo e apoio às decisões das Nações Unidas sobre o conflito.

Tarso Genro propôs ainda que as comunidades gaúchas de palestinos reúnam-se com ele no Palácio Piratini, repetindo o que ocorreu quando ele era prefeito de Porto Alegre.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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A Confluência das Torcidas!
CHURRASQUINHO DO LUÍS TUCUNARÉ (Japurá, entre a Silva Ramos e a Comendador Clementino).

Só o Peixe Sabe se é Novo e do Rio que Saiu. Confira esta voz na...
BARRACA DO LEGUELÉ (na Feira móvel da Prefeitura)

Preocupado com o desempenho, a memória e a inteligência? Tu és? Toma o guaraná que não é lenda. O natural de Maués!
LIGA PRA MADALENA!!! (0 XX 92 3542-1482)

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