Arquivo para 19 de novembro de 2012

SEGUNDA-FEIRA DOMINICAL

O dia das boas alams

# Discursando na 22ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governos, da Conferência Íbero-Americana, em Cádiz na Espanha, a presidenta Dilma Vana Rousseff, voltou a falar sobre a crise econômica mundial e as estratégias para combate-la. Para isso, defendeu o modelo adotado pelo Brasil de investimento público e abertura de mercado. Ela aproveitou também para criticar o modelo de austeridade fiscal proposto por alguns países da União Europeia que penaliza a população e não apresenta resultados eficientes.

“Temos assistido nos últimos anos, aos enormes sacrifícios por parte das populações dos países que estão mergulhados na crise: reduções de salários, desemprego, perda de benefícios. As políticas exclusivas, que só enfatizam a austeridade, vêm mostrando seus limites em virtude dos baixos crescimentos. E, apesar do austero corte de gastos, assistimos o crescimento dos déficits fiscais e não a sua redução. Os dados e previsões para 2012 e 2013 mostram a elevação dos déficits e a redução dos PIBs.

Confiança não se constrói apenas com sacrifícios. É preciso que a estratégia adotada mostre resultados concretos para as pessoas, apresente um horizonte de esperança e não apenas a perspectiva de mais anos de sofrimentos”, discursou Dilma.

# “Coração Não Tem Preconceito, Tem Amor”, este o tema levado pela 17ª Parada do Orgulho Gay LGBT ocorrida ontem, dia 18, na orla de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. De acordo com o Grupo Arco Iris de Cidadania LGBT, Organização Não-Governamental responsável pela manifestação, que contou com 15 trios elétrico, a parada é uma festa pelos direitos humanos, pelo respeito, amor e diversidade.

O Movimento Mães da Igualdade, constituído de mulheres que perderam os filhos vitimados pela violência homofóbica, abriu a festa colorida que contou com cerca de 1 milhão de pessoas. Só em 2011, 266 pessoas foram assassinadas no Brasil pela tara homofóbica.

“Não quero que nenhum tipo de violência atinja meu filho e mais ninguém. Meu filho é gay e seu que, como as coisas estão, ele pode sofrer com insultos xingamentos e até com morte. Muitos pagaram com a vida”, disse Kelly Bandeira, uma das mães presentes.

“Lutamos para que a homofobia seja criminalizada, punida como crime de ódio, para que, se algo acontecer, que exista uma lei para culpar os homofóbicos”, observou Mirna Gonçalves, outra mãe.

“A maior parte do ano a população LGBT vive dentro do armário, escondida, alijada de muitos direitos.

Esse é o momento de falar, sim existimos. Mesmo dançando em festa, esse é um ato político”, disse o presidente da ONG, Júlio Moreira.

Mas a parada não foi somente uma manifestação pelos direitos gays, foi também um momento de atividades sociais. Foram prestadas informações sobre a qualidade de vida, o combate a dengue, serviço de emissão de documentos, inscrição em cursos para capacitação profissional e vaga de emprego. Além de serem distribuídos 400 mil preservativos masculinos pela organização e órgão do governo.

No mais, a festa foi uma festa colorida, alegre e contagiante onde compareceram além da comunidade gay, famílias e simpatizantes, políticos e artistas.

# Depois de três dias em Marabá, no Pará, a Comissão Nacional da Verdade (CNV) terminou com seu encontro com indígenas e camponeses com o depoimento de três ex-soldados que participaram no combate a Guerrilha do Araguaia na década de 70, no período da ditadura militar que foi exercida no Brasil entre os anos de 1964 e 1985. Os soldados foram encontrados por Paulo Fonteles, líder em direitos humanos em Belém.

De acordo com psicanalista Maria Rita Kehl, participante da Comissão da Verdade, os depoimentos ouvidos já são de conhecimento dos moradores da região. Como resultado do encontro com a CNV, foi a criada a Comissão da Verdade de Suruí que será dirigida pelos próprios indígenas da etnia. Também foi anunciada a criação da Comissão dos Camponeses do Araguaia.

Falando sobre os depoimentos dos três ex-soldados, Maria Rita Kahl, disse que eles torturam viram torturas e ficaram abalados.

“Eles também guardam muito sofrimento. Torturaram ou assistiram práticas de tortura e isso os afetou psicologicamente. Tanto que hoje recebem atendimento.

Eles vão nos ajudar no que não conseguimos fazer sozinhos. Vão elaborar um relatório próprio e nos ajudar a encontrar documentos, que darão suporte às nossas investigações”, analisou Maria Rita Kahl.

# Dando continuidade a sua sanha militarista e intervencionista na Faixa de Gaza, os aviões das Forças Armadas de Israel voltaram atacar o território palestino. No novo ataque ocorrido ontem, domingo, o primeiro dia do Senhor, os ataques aéreos israelenses deixaram 11 mortos, entre eles 4 crianças. Segundo o Hamas, foi o prior ataque em cinco dias.

Depois do ataque o Estado israelense já divulgou que pode realizar uma invasão terrestre no território ocupado pelo Hamas. Comentado a decisão do Estado israelense, o presidente do Estados Unidos, Barack Obama, disse que Israel deveria evitar um ataque terrestre, porque pode provocar uma escalada militar na Faixa de Gaza.

Em nome do amor de Deus, Israel, ataca. E Obama em nome da parceria com Israel, comenta inocuamente os ataques.

# Palmeiras o que é o Peladão Brasileiro: um celeiro de pernas-de-pau. Rebaixado o amarelão só espera o momento de estrear na Série B contra o Paissandu que subiu da Série C. Nada de choro e nem ranger de dentes. Pela regra quatro caem, mas poderia ser neste momento também o campeão Fluzão que levou um couro da Raposa. Assim como poderia ser também o Mengão que mandou o amarelão para o travesseiro, lugar quente para se chorar uma anunciada frustração.

A Lulizinha que durante o Peladão Brasileiro andou mostrando que era diferente, chegou na ponta do abismo segundão. Vai que não empata com o Gaúcho, babau, seu Cacau. O que seria de amargar, visto que a Luzinha é como ioiô: desce e sobe.

Para piorar, ainda tem duas rodads para completar tabela. Uma tabela da igualdade.

Parabéns, Palmeiras, por ter mostrado o que é o Peladão Brasileiro!

O risco de lutar a batalha do dia anterior

O macartismo excretado pelo dispositivo midiático está corroendo os alicerces de uma cultura petista sedimentada desde os tempos de gestação e nascimento do partido. A inércia de uma tradição acomodatícia em relação à chamada grande imprensa chegou a um ponto de exaustão.

Marmorizada de ódio conservador e desrespeito pedestre no caso de alguns veículos e expoentes dos colunismo demotucano, a guerra fria cabocla impõe uma experiência de acuamento até certo ponto nova na existência do partido – ainda que virulenta para saturar um ciclo.

Círculos dirigentes e militantes mais antigos não experimentaram nada parecido nem mesmo na sua origem, nos anos 70/80, quando operários do ABC se colocaram frontalmente contra o regime militar, em desafio aberto ao poder armado e empresarial.

Sedimentou-se então a suposição de que haveria da parte da imprensa se não apoio, ao menos respeito com o avanço da luta dos trabalhadores. E tolerância na criação de um partido próprio, de recorte socialista ecumênico.

Ancorada na intensidade histórica de um período de convergência democrática criou-se assim uma jurisprudência petista: a mediação com o conjunto da sociedade, embora marcada pela má vontade de alguns editores e donos de jornais e a rejeição aberta de outros, estava sendo feita à contento pelos meios de comunicação.

A avaliação pragmática, apoiada nas determinações do momento específico, excluiu das prioridades do partido a criação de um sistema de mídia próprio e abrangente. Até o 2º governo Lula, o PT não incluía entre suas prioridades efetivas a de democratizar e regularizar o sistema de comunicação existente.

O projeto de um jornal de circulação nacional esteve sempre em pauta. E por isso mesmo nunca esteve. A rigor, nenhum dirigente histórico deu a ele a prioridade política, financeira e mobilizadora devotada a uma campanha eleitoral.

A política de comunicação acabou se especializando na arte da conversa reservada com o objetivo de aparar arestas junto aos grandes veículos e grupos de comunicação.

O PT nasceu em fevereiro de 1980 com a simpatia abrangente dos jornalistas brasileiros. As greves históricas dos anos 70 e 80 no ABC paulista magnetizaram as redações e toda uma geração de profissionais formada na resistência à ditadura.

Os levantes metalúrgicos criaram o sujeito histórico novo do período acalentado. São Bernardo do Campo simbolizava o protagonista e o locus da mudança. Era uma pauta de apelo avassalador.

Estabeleceu-se uma camaradagem solidária entre repórteres e os destemidos metalúrgicos de Lula. A intimidade com o baixo clero das redações trouxe apoios, informações e contatos. Era um tempo em que a luta operária carecia de escala e organização política.

A proximidade com os jornalistas – muitos dos quais renunciaram a cargos e carreiras para se engajar na luta sindical e depois, na do PT – criou também ilusões.

O trânsito fácil com a imprensa sugeria haver espaço a ocupar na caixa de ressonância da grande indústria de notícias estabelecida. Formou-se um consenso: a margem de manobra existia, bastava habilidade, e bons contatos, para explorá-la.

A derrota para Collor em 1989, quando a Globo editou o debate final da campanha; deu quase dois minutos adicionais ao ‘caçador de marajá’ no compacto que levou ao ar no Jornal Nacional e estigmatizou as falhas de Lula, selecionando-as em contraponto aos melhores momentos do rival, marcou um divisor. Mas não construiu uma novo diagnóstico político a ponto de renovar a agenda em relação ao poder midiático.

Pesaria mais naquele momento a autocrítica das falhas da campanha do que a percepção do novo adversário de peso – com poderes para exacerbar a relação de forças e disposto a fazê-lo. Até o limite da manipulação, se necessário.

A ‘união’ nacional no impeachment de Collor, logo em seguida, e a vitória em 2002, num ambiente de hostilidade aberta, mas contrastado pelo racha que a inoperância tucana promoveria no interior da próprio empresariado, atalharam o conflito entre as convicções históricas do partido e a postura abertamente anti-petista da mídia.

A liderança de massa de Lula atingiu seu auge e reverberou no país durante os oito anos que esteve à frente de um governo exitoso no plano social e econômico.

O prestígio esmagador dentro e fora do país empalideceu o cerco midiático e coagulou o debate sobre a mídia no interior do partido.

Parecia desnecessário.

Lula falou todos os dias, algumas vezes por dia, durante os 2.920 dias em que exerceu a Presidência da República.

O instinto político comandava a sua garganta. A voz rouca abria espaço na opinião pública estabelecendo uma linha direta com o imaginário popular, a contrapelo da má vontade conservadora.

Não eram apenas palavras como alvejavam os editoriais raivosos. Elas carregavam políticas bem-sucedidas que entravam na casa dos mais humildes, sentavam-se à mesa, mudavam a rotina. A voz rouca falava do que o povo vivia e queria viver. Tinha o que mostrar. A mídia era obrigada a repercutir e Lula falava sem trégua. Todos os dias. Pautava a conversa nacional: era uma estratégia militante de ocupação de um espaço que se tornara esfericamente adverso. Eles chamavam a isso de ‘lulo-populismo’.

Paradoxalmente, a exuberância do ciclo de Lula na Presidência veio revalidar a ingenuidade dos que ainda apostavam na existência de um espaço de tolerância no interior das redações.

Escaparia a esses dirigentes petistas a brutal transformação em marcha no interior da mídia e na própria composição das redações. Ao longo de duas década de polarização entre a agenda afuniladora do neoliberalismo e as urgências sociais do país, o jornalismo brasileiro sofreria uma mudança qualitativa de pauta e estrutura.

A tentativa de impeachment de Lula em 2005, já no ciclo da chamada crise do ‘mensalão’ – que culminaria neste 12 de novembro com a condenação de José Dirceu e Genoíno à prisão, sacudiu a inércia petista com força, pela primeira vez.

O espaço de tolerância acalentado ainda por emissários autonomeados, que traziam recados dos donos da mídia sobre o preço a pagar por uma trégua na escalada golpista, perdeu eco na cúpula do governo.

Lula recorreu então ao movimento sindical. A palavra ‘golpe ‘ foi entronizada no discurso da resistência – para horror dos que insistiam em um acordo com o dispositivo que costurava a derrubada do governo.

A reeleição em 2006 – quando se imaginava que ele sangraria até morrer – e o êxito em eleger a sucessora, em 2010, pavimentaram o espaço para o conservadorismo colocar em prática aquilo que os extremistas já apregoavam há anos: seria necessário a eliminação política de Lula, do seu entorno – incluindo-se a destruição de lideranças petistas e a desmoralização do partido – para que a direita pudesse aspirar a dirigir o país novamente.

Numa quadra de clamorosa falência do projeto neoliberal, o tridente udenista da corrupção e a demonização da esquerda como sujeito histórico degenerado, pôs-se a campo. Tornou-se a pauta-jogral do dispositivo midiático reestruturado para esse fim.

Instalou-se um termidor nas redações nesse período de acirramento programático. A fratura acalentada originariamente pelo PT, entre o baixo clero feito de jornalistas solidários e as direções conservadoras, foi cicatrizada a ferro e fogo com depurações e rupturas.

Profissionais íntegros e isentos não faltam nas redações. Mas os sistemas de controle, a pauta e o torniquete da edição, sob comando de robespierres que compartilham do diretório demotucano, esmagaram o espaço da isenção sem a qual não há contraditório.

A grande mídia como ambiente democrático permissivo à formação da consciência crítica e progressista da sociedade não está em vigor no país.

A percepção dessa ruptura e os desdobramentos políticos que ela acarreta cristalizou-se no linchamento midiático que orientou as togas inebriadas
pelos holofotes, na Ação Penal 470.

A tradição acomodatícia do PT em relação à chamada grande imprensa – seu descuido histórico com iniciativas para contrapor a pluralidade ao monólogo – tornou-se perigosamente anacrônica.

Quando a Presidenta Dilma diz que prefere o excesso de uma mídia ruidosa ao silêncio das ditadura não está dizendo nada de novo para a história do PT. Mas a frase soa insuficiente para as circunstâncias que se modificaram.

O PT sempre perfilou entre os partidos pluralistas, antagônicos à voz única, ao poder absoluto e à intolerância política, ideológica ou religiosa.

O que se discute agora é outra coisa.

Como fazer prosperar a democracia, o senso crítico e a pluralidade num ambiente em que um poder não eleito e sem rival à altura em sua abrangência e decibéis, dá voz de comando até mesmo à Suprema Corte –diz quem deve ou não ser julgado, como, com que precedência, as penas a cumprir e onde?

Condenado Dirceu, o poder pantagruélico não saciará.

São previsíveis os seu alvos, ele não os dissimula. Como contrapor a esse ruído despótico um contrapeso equivalente de vozes democráticas?

Essa é a pergunta que a mídia jamais fará à Presidenta Dilma. Nem por isso a história a exime de responder.

O monólogo conservador quer permanecer na privilegiada condição de árbitro acima de qualquer sentença ou regulação. E, sobretudo, blindado de qualquer contraponto crítico.

Não por acaso, a nova campanha macartista em curso tem como meta consagrar o interdito da publicidade federal aos sites e blogs progressistas, aqueles que semeiam a referência de um ponto de vista alternativo ao círculo de ferro conservador.

Por certo, a Presidenta não convalida em sua concepção de ruído a narrativa de uma nota só evocada por aqueles que sobrepõem a liberdade de empresa à liberdade de expressão.

As lideranças progressistas, e a Presidenta Dilma se inclui entre elas, não podem mais declinar de dar às causas as suas consequências.

As causas da crispação autoritária que lateja na vida política do país decorrem em grande parte do desequilíbrio avassalador cristalizado no seu sistema de mídia e comunicação. Os 50 dias de julgamento da Ação 470 tornaram isso autoreferente.

Um governo democrático, que pretende fazer do Brasil um país de classe média – supõem-se que não simplesmente de consumidores de tablets, não pode mais lutar a batalha do dia anterior.

A disjuntiva que se coloca não é mais entre ditadura ou monólogo conservador. Não estamos nos anos 60 ou 70. Estamos diante de um aparato claustrofóbico de difusão que se avoca o direito de enclausurar a formação da opinião pública brasileira em pleno século XXI.

Não se constrói um país de classe média esclarecida sem as condições efetivas ao esclarecimento e à formação da consciência crítica. Não basta o crédito à aquisição de tablets. É obrigação de governo, também, assegurar espaço para que seu conteúdo seja plural e democrático.

Postado por Saul Leblon

Israelense de 19 anos prefere a cadeia ao ataque a Gaza

O jovem Natan Blanc, de 19 anos, seguiu para a prisão neste domingo porque se recusou a tomar parte neste novo ataque a Gaza. “Como cidadãos e seres humanos, temos um dever moral de recusar a participar desse jogo cínico. É por isso que eu decidi recusar entrar para o Exército Israelense em 19 de novembro de 2012”’, diz o jovem em uma carta que denuncia a “onda de militarismo agressivo” em Israel.

Da Redação

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No Blog de Moriel Rothman, um escritor e poeta israelense e estadunidense, que mora em Jerusalém e saiu há pouco da prisão militar por ser um “refusenik”, está a carta de Natan Blanc. Moriel tem 23 anos e já cumpriu sua pena por ter se recusado a servir, em outubro deste ano. Os “refuseniks” são os cidadãos israelenses que se recusam a ingressar nas Forças de Defesa de Israel para atuar além da fronteira da linha verde, que é a fronteira reconhecida pelas Nações Unidas como legitimamente pertencente ao Estado de Israel, e que datam de 1967.

O movimento surgiu em meio aos bombardeiros entre Israel e o Líbano, em 1982, quando pilotos da Força Aérea Israelense decidiram não bombardear civis e não tomar parte em operações militares fora de Israel. De 1982 para cá, os refuseniks cresceram e criaram uma rede internacional de solidariedade, que hoje em dia conta com uma rede de financiamento para ajudar às famílias dos “refuseniks” que, além de enviados a prisões militares, perdem o direito ao soldo.

A primeira geração de “refusenik” é fundadora do estado de Israel e tem dentre os seus mais ilustres membros o escritor, falecido em novembro do ano passado, Peretz Kidron. Kidron, de origem austríaca e militante de toda a vida da esquerda sionista, era membro da Força Aérea e protagonizou o movimento de recusa de tomar parte nos ataques que “cruzaram a linha vermelha”, na linguagem deles, contra as populações civis no Líbano.

Desde meados dos anos 80, ele e os seus companheiros de resistência criaram o movimento Yesh Gvul (“Há um limite”), e inspiraram muitos outros militares a não ultrapassarem a linha que é de direito israelense.

A segunda onda de “refuseniks” surgiu, não por acaso, por ocasião da Segunda Intifada, que irrompeu durante o governo de Ariel Sharon. Também em 2006, na operação que resultou num ataque ao sul do Líbano, uma nova geração de refuseniks se organizou e, agora, seis anos depois, novos refuseniks, mais jovens, manifestam sua disposição de ir para a prisão militar, mas não combater e não tomar parte nos combates além da linha verde.

No blog de Moriel Rothman, hoje, está a carta de Natan Blanc, 19 anos, que neste domingo, 19, segue para a prisão, porque se recusou a tomar parte neste ataque a Gaza.

Segue a carta de Natan:

“Eu comecei a pensar em recusar a tomar parte no exército israelense durante a operação ‘Chumbo Fundido’ em 2008. A onda de militarismo agressivo que varreu o país, então, as expressões de ódio mútuo e o vácuo de conversas a respeito do caráter de nosso terror e da criação de um efeito de dissuasão, sobretudo, impulsionaram minha recusa.

Hoje, depois de anos cheios de terror, sem um processo político [por meio de conversações de paz], e sem tranquilidade em Gaza e em Sderot, está claro que o governo Netanyahu, assim como o de seu antecessor, Olmert, não estavam interessados em encontrar uma solução para a situação existente, mas, antes, em preservá-la.

Do ponto de vista deles, não há nada errado em iniciarmos a “Operação Chumbo Fundido 2” a cada três ou quatro anos (e então a operação chumbo fundido 3, 4, 5 e 6): nós falaremos em dissuasão, nós vamos matar algum terrorista, nós perderemos alguns civis em ambos os lados, e nós prepararemos o terreno para uma nova geração cheia de ódio de ambos os lados.

Como representantes do povo, os membros do gabinete não têm qualquer dever de apresentarem sua visão para o futuro do país, e podem continuar com esse círculo sangrento, sem fim à vista. Mas nós, como cidadãos e seres humanos, temos um dever moral de recusar a participar desse jogo cínico. É por isso que eu decidi recusar entrar para o Exército Israelense em 19 de novembro de 2012”.

Natan Blanc

Natan pode ser contatado neste email nathanbl@walla.com

Para saber mais sobre os refuseniks: www.yeshgvul.org ,

http://www.couragetorefuse.org/english

Tradução: Katarina Peixoto


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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