Arquivo para dezembro \31\-04:00 2012

OFERENDAS E BARQUINHAS PARA IEMANJÁ POR UM BOM ANO NOVO DE 2013

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Em uma bela noite de cruviana a Prainha da Ponta Negra em Manaus recebeu diversas famílias, frequentadores das religiões afro e simpatizantes para que vieram fazer oferendas e pedir um bom ano para a rainha das águas e mãe de todos orixás Iemanjá e a dona das aguas doces Mamãe Oxum.

E a areia ficou enfeitada com o colorido das flores, das velas, dos pratos, da fé, dos pontos cantados e das barquinhas que foram oferecidos para Iemanjá. E na festa a nossa mães das águas todos se purificam e renovam assim como o ano novo que logo mais chega.

Eu fui lá na beira da praia,
Para ver o balanço do mar,
Eu vi um retrato na areia,
Me lembrei da Sereia,
Comecei a chamar,…
O Janaína, vem, vem,
O Janaína, vem cá,
Receber estas flores,
Que eu venho te ofertar.

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ele jurou bandeira
ele tocou clarim
com seu exercito branco
ele lutou por mim
na beira da praia
ogum sete ondas
ogum beira-mar

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Caminhando pela prainha vimos alguns babalorixás e ialorixás conhecidos deste bloguinho como a mãe Valkíria e o pai Belmiro, e nestes encontros praianos descobrimos a ausência de algumas casas que não estiveram pelas areias da Ponta Negra neste ano.

Mesmo assim os tambores e os pontos cantados pelos presentes mostraram toda a força que este encontro com oferendas  e agradecimentos possui. E para deixar a festa ainda mais bonita diversas entidades como o Caboclo Ubirajara, Cabocla Herondina, seu Joãozinho, Dona Mariana estiveram presente para oferendar Yemanjá.

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Meus amoriê, Meus amoriá
 
Na linha de umbanda

quem versa, quem manda

são os orixás

Ogum mora na lua

Xangô lá na pedreira

Oxossi na mata virgem

Mamãe Oxum na cachoeira

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Os pontos e orações se renovavam e eram cantados com a força das entidades presentes. Assim as oferendas para Yemanjá presente em cestas, barquinhas, buquê de flores eram enfeitadas e recebiam as velas, presentes e essências destinadas a rainha do mar.

Eu vi chover, eu vi relampejar
Mas mesmo assim o céu estava azul!
Firma seu ponto na folha da jurema
Que oxóssi é bamba no maracatu!

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Os pontos continuaram durante toda a noite, e com o cair da madrugada as barquinhas estavam prontas para levar as oferendas para Mamãe Oxum e Iemanjá.  Os pedidos, graças, e oferecimentos  também foram feitos para que o ano novo seja repleto de muito axé e que Iemanjá nos banhe com suas águas.

Aos poucos os barquinhos que estavam com na areia foram arrastado para as águas e cada grupo presente levava aos poucos suas preces e objetos para os braços das duas mães, dágua  doce e d’água salgada.

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Oh que barco tão lindo que vem

Sobre as ondas do mar  

Ele traz as vibrações de nossa

Mãe Yemanjá    

Yemanjá ,Yemanjá

Ela é a rainha do mar

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Odoyá Odociá minha mãe Yemanjá, Ai-iê-ieu mamãe Oxum

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E assim o mar ficou repleto de oferendas que coloriram e iluminaram um ano novo repleto de bençãos, realizações e muita fé para todos, e ainda um caminho onde a intolerância e preconceito religioso, que acontece muitas vezes com as religiões afro, possam ser superados.

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Após as oferendas a alegria continuou na areia e os tambores continuaram durante a madrugada prenunciando um bom ano novo de 2013 com muita paz, saúde, realizações e com as bençãos de nossa mãe Iemanjá.

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Os únicos que tentaram macular esta bela festa foi o prefeito Amazonino Mendes e a prefeitura de Manaus que não se contentam em terminar este (des)governo com as ruas cheias de buracos, e deixaram a escada, atualmente o único meio de acesso a Prainha, sem manutenção e cheia de burados,o que coloca a vida de centenas de idosos e crianças, religiosos e visitantes em risco fatal.

A prainha, que fica a uma grande altura da rua, poderia ser palco de alguma fatalidade, mas pela força de Iemanjá e dos orixás, tudo ocorreu bem.

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SEGUNDA-FEIRA DOMINICAL

Dia das boas almas

# O ex-procurador-geral da República Cláudio Fonteles, coordenador da comissão da verdade, afirmou que o ano de 2012 termina com um avaliação positiva. “Nos deslocamos a vários estados, debatemos com a sociedade civil, com governos municipais, estaduais, com o objetivo de criar uma grande rede permanente e de proteção da democracia, para que nunca mais tenhamos essa vivência ditatorial”, falou Fonteles à Agência Brasil.comissc3a3o-da-verdade1

A Comissão da Verdade foi instalada em maio deste ano com o objetivo apurar violações aos direitos humanos, praticadas por agentes públicos entre 1946 e 1988, com ênfase no período que predominou no país os anos de chumbo (1964-1985), garantindo, assim, o direito à memória e à verdade histórica e promover a reconciliação nacional.

Segundo reportagem da Agência Brasil, “Para Fonteles, três momentos servem para mostrar o resultado positivo do trabalho da comissão até o momento: a retificação no atestado de óbito do jornalista Vladimir Herzog, a entrega de documentos sobre o desaparecimento do deputado Rubens Paiva e sobre a participação de militares no atentado do Riocentro, em 1981, além da devolução simbólica dos mandatos dos deputados cassados durante a ditadura”.

Fonteles ainda afirmou a elaboração de relatórios circunstanciado para 2013: “A comissão vai começar a olhar para a feitura do relatório e [para] as recomendações. Acho que a gente deve apresentar à sociedade brasileira uma proposta de aperfeiçoamento do Estado, para que ele cada vez mais se comprometa com a democracia”

# AgenciaBrasil3012121645JC115A presidenta Dilma Vana Rousseff, prestou solidariedade à família do jornalista Ottoni Guimarães Fernandes Júnior, diretor internacional da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Em nota oficial, a presidenta destacou o “espírito de luta” que sempre acompanhou a produção existencial do jornalista.

De acordo com a Agência Brasil, “Ottoni morreu de infarto na manhã de domingo, durante viagem à Patagônia, na Argentina. O jornalista estava na EBC desde março deste ano. Antes, foi diretor de Comunicação do Instituto Lula, secretário executivo da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República entre 2007 e 2010, na gestão do ex-ministro Franklin Martins, e diretor de redação da revista Desafios do Desenvolvimento, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)”.

Ottoni ainda foi guerrilheiro durante o início da ditadura militar e atuou na Ação Libertadora Nacional (ALN), até ser preso em 1970. Foi autor do livro O Baú do Guerrilheiro – Memórias da Luta Armada, lançado em 2004, contando as memórias dos anos de prisão.

A nota oficial da presidenta diz o seguinte:

“Externo minha tristeza e minha solidariedade pela perda de Ottoni à toda a família e aos amigos desse grande companheiro. Neste triste momento, devemos nos lembrar do desprendimento e do espírito de luta que moveu Ottoni em toda sua vida, do semear da juventude, à colheita recente no governo, onde, desde 2007, ajudou na luta para consolidar a democratização da comunicação pública. Ottoni  será sempre lembrado como um dos brasileiros que ousaram sonhar e realizar, em prol do nosso povo. Recebam meu abraço fraterno”.

# De acordo com o Portal Brasil, “O início da obrigatoriedade do uso do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa foi adiado, pelo governo brasileiro, por mais três anos. O acordo, que visa padronizar as regras ortográficas, foi assinado em 1990 com outros países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). Com o adiamento, as novas regras, que se tornariam obrigatórias daqui a quatro dias, só poderão ser cobradas a partir de 1º de janeiro de 2016. O novo prazo foi publicado em decreto presidencial no Diário Oficial da União desta sexta-feira (28)”.

acordo ortograficoPortugueses já manifestaram sua insatisfação com as novas mudanças, pois, segundo eles, as mudanças os obrigariam a falar e escrever como brasileiros. Uma das preocupações aqui no Brasil, é que as novas mudanças possam ter uma maior participação da sociedade antes de entrarem em vigor. Com o objetivo de fazer com que as língua portuguesa tenha um prestigio internacionalmente maior, talvez uma mudança mais acertada fosse não fazer das regras gramaticais ferramentas com funções pré-constituídas para as crianças nas escolas.

A GUERRA ACABOU!

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O ÚLTIMO DOMINGO DE AMAZONINO, O NÃO PREFEITO DE MANAUS

“Vai agourar tua mãe” poderão  pronunciar-se vários seguidores do caudilho. Este domingo se revestirá de histórico porque os futuros domingos não o mais teremos como não prefeito. Isto não quer dizer que a não cidade de Manaus irá transformar-se numa Curitiba nos próximos anos sob o governo do velho prefeito Artur Neto  do PSDB paulistano.

Infelizmente as conseqüências de sua não atuação como homem comprometido politicamente com as mudanças em benefício do povo perdurarão por muito tempo e serão difíceis de cicatrização.

Amazonino Mendes que se promoveu junto com outro caudilho já falecido não foi capaz de pensar e mudar politicamente o Estado do Amazonas e nem Manaus.

A Zona Franca de Manaus criada em 1967 como pólo de desenvolvimento da região pelos militares não foi capaz de interiorizar-se por equívocos dos governantes e políticos amazonenses que governaram este Estado.

Em 1982 a Zona Franca alcançava 15 anos de existência. O processo de distensão lenta e gradual do Presidente Geisel possibilitou a realização das primeiras eleições no Brasil.

Gilberto Mestrinho foi eleito e trouxe consigo a maioria dos políticos, administradores, economistas que ainda hoje estão na direção do governo do Estado, prefeitura e órgãos responsáveis por políticas sociais. Amazonino, Eduardo Guerreiro de Sempre Braga, Omar Aziz, Pauderney Avelino, Humberto Michiles, Alfredo Nascimento, Pedro Carvalho dentre vários outros personagens estão governando este Estado e mudanças, never.

Por que a Zona Franca de Manaus não promoveu o desenvolvimento do interior? Quem foram os responsáveis por isso? Gilberto, Amazonino, Eduardo e todos que estavam no comando político do Estado durante toda a dinastia de D. Gilberto.

O que provocou essa não interiorização da Zona Franca de Manaus? O êxodo rural. Manaus a partir de 1977 começou a super povoar-se. Nossos governantes sabiam que isso ia render dividendos políticos proveitosos. Tanto que quando o falecido Gilberto ganhou a eleição falou que ali iniciava um reinado que permaneceria por mais de 30 anos de dinastia. Dito e feito. Gilberto, Amazonino, Eduardo, Omar.

A cidade cresceu desordenadamente.  Invasões e muitas invasões tomaram conta da urbe. As terras eram sempre de pessoas ligadas aos governantes e que rendiam portentosas fortunas. Povo temente a Deus e aos senhores batizaram tais bairros com o nomes de Amazonino Mendes, Braga Mendes, Alfredo Nascimento, João Paulo, Cidade de Deus, Nova Cidade, Paz, Redenção, Menino Deus, N. S. de Fátima, e muitos outros deuses e santos.

O resultado disso tudo é que temos hoje uma não cidade com ideal divino, mas ostentando  índices de violência, superando o Rio de Janeiro, São Paulo que são megalópoles, em quantidade de homicídios, assaltos, tráfico e consumo de drogas elevadíssimos.

E os responsáveis por essa epidemia de violência são os políticos que aí estão e principalmente o que passará na prefeitura seu último domingo. Amazonino Mendes.

Sua administração foi perdulária, irresponsável. De início foi acusado de captação ilícita de votos  o que lhe custou a cassação pela insigne juíza de direito, Maria Eunice Torres do Nascimento.

Fez as mais mirabolantes promessas dentre uma delas a de construir mil creches. Não fez nenhuma. Enganou o povo, especialmente seus eleitores. Taparia todos os buracos deixados pelo português Serafim. Enganou o povo. A não cidade se constitui por essas mazelas. Há buracos tanto nas ruas como em órgãos municipais, como por exemplo,  na MANAUSPREV gerenciada pela mulher do deputado Sidney Leite, de Maués.

No sistema de transporte como é de praxe maquiou mais uma vez as licitações de transporte. Um ou dois grupos de empresários pintam ônibus denominando-os de Açai, Rondônia, Vegas,  Líder só pra caboco ver. O SINETRAM continua mandando na cidade. Manda tanto que o BRT não será construído.

Amazonino com toda a prática política vivenciada não aprendeu e não apresentou nada diferente. Do simples funcionário do DER-AM que “pirangava”  cigarro de um colega e de outro tornou-se um  homem poderoso e os esqueceu. As decisões da atual desadministração foram todas centralizadas nele. Seus secretários percebendo isso nada fizeram a não ser ganhar muito dinheiro e enriquecer ainda mais.

Amazonino não construiu nenhuma casa para o povo. E teve muita oportunidade para isso, pois o Ministério das Cidades através de convênios ofereceu muito dinheiro e que não foi aproveitado. O que beneficiou muitos habitantes sem casa foi o projeto do governo federal, Minha Casa, Minha Vida.

Emblemático na sua desadministração foram os desmoronamentos de terras, incêndios em favelas, alagamentos de casas e sua raiva não contida de mandar uma paraense morrer por lhe ter cobrado providências e o direito de ter uma moradia digna.

E o que é pior, doente, o não prefeito recorreu ao Hospital Albert Einstein em São Paulo para uma cirurgia do coração enquanto por aqui as Unidades Básicas de Saúde em reforma não foram concluídas. A UBS Artur Virgílio Filho, no bairro Amazonino Mendes é uma vergonha de projeto. Mais parece um galpão. A empresa que ganhou a licitação orçada em mais de três milhões de reais rebocou externamente toda a parede construída e depois disso estão levantando mais umas carreiras de tijolos que precisarão de reboco numa clara demonstração de erro da construtora e de seus engenheiros.

O último domingo de Amazonino, o não prefeito. Não se preocupem seguidores do caudilho, não estamos agourando-o. Este será o último domingo dele como não prefeito, mas teremos todos os domingos com ele, lembrando de sua desventura. Os homens passam e deixam marcas eternas. Os homens morrem e não morrem. Os que viajam e fazem obras lindas permanecem eternos com suas belezas. Os maus permanecerão com suas maldades  para sempre.

Au revoair…

     

SABATINA MIDIÁTICA

Sabatina Midiática

@ Enem-2012 resultado sisu seleção passarO resultado do Exame Nacional do Ensino Médio 2012 (Enem), já pode ser consultado no sitio eletrônico do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). De acordo com o Inep, “cada participante pode visualizar as notas por área de conhecimento e a nota da redação, informando o CPF ou número de inscrição, e a senha usada no ato do cadastro”, porém o acesso a redação corrigida só estará disponível no dia 2 de janeiro .

Além do resultado do Enem 2012 também pode ser consultado nesta página do Inep a metodologia usada na correção das provas: “A metodologia utilizada na correção das provas objetivas do Enem é diferente da metodologia clássica. O Exame Nacional do Ensino Médio emprega a Teoria de Resposta ao Item (TRI). Nas avaliações normais, as notas são calculadas de 0 a 10 ou de 0 a 100, e a forma de chegar à nota é simples, bastando somar as questões corretas na prova”.

A partir do dia 7 de janeiro começa a inscrição do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), porém já é possivel visualizar no sítio o calendário ou cronograma de toda a seleção,  as 101 instituições participantes e o número de vagas para cada curso que no Brasil inteiro somam quase 130.000 vagas.

@Obama despair thinking problem O governo dos Estados Unidos anunciou que o Ano Novo pode trazer uma grande recessão econômica devido ao abismo fiscal causado pelo aumento de impostos e o corte nos gastos para áreas sociais. Com isto pode haver uma grande taxa de desemprego, o que tem deixado o Presidente Obama bastante preocupado com o aumento da taxa de risco americana (que já foram fraudadas várias vezes) e afirmou que a ação tem que ser imediata com um acordo bipartidário.

Enquanto isto por aqui economistas especuladores falam que PIB de 2013 não atingirá a alta proposta pela presidenta Dilma Rousself e prognosticam que isso afetará na reeleição da presidenta. Estamos a dois anos da eleição e a presidenta ostenta uma dos maiores índices de aprovação do povo brasileiro. Não resta dúvida de que órgãos da imprensa nacional e internacional defensores da manutenção da miséria não vêem a hora de ver o projeto petista fora do comando do Brasil. Só não lembram que quando a propalada crise do capitalismo abalou os Estados Unidos e a Europa Lula declinou que por aqui não passava de uma marolinha. Quem estava certo? Lula ou os especialistas?

Brasil Palestina LatuffO acordo de cooperação técnica entre o Brasil e a Palestina entrou em vigor nesta semana. De acordo com decreto publicado no Diário Oficial da União, o acordo foi autorizado pelo Congresso Nacional e têm por objetivo aumentar os laços de cooperação entre os dois países através de ações que envolvam áreas como agropecuária, saúde, esportes e educação. Já existem acordos entre Brasil e Palestina nas áreas de urbanização e comunicação pública.

O acordo vem confirmar a forte relação entre Brasil e Palestina. O Brasil participa de conferências internacionais para discutir soluções para o conflito no Oriente Médio, desde 2006. Em 2004 foi aberto um escritório de representação em Ramallah. Em março de 2010, o ex-presidente Lula fez uma visita aos territórios palestinos ocupados.

A posição de fortalecimentos de colaboração e políticas correlatas entre os dois Países caracteriza uma forte resistência e recusa a clonagem de políticas determinadas pelo mercado globalizado, bem como intensifica uma percepção do Oriente tal qual ele é, respeitando sua autonomia, não impondo uma visão ocidentalizada de sua realidade.

@ ARTHUR~1O velho prefeito da não-cidade de Manaus Artur Virgílio Neto, que tomará posse na semana que vem, anunciou o nome de seus secretários: Hissa Abrahão, Pauderney Avelino, Evandro Melo, Ulisses Tapajós, Luis Irapuan Pinheiro, Kátia Schwichdardt, Márcio Noronha, Jefferson Praia, Paulo Farias, Fabrício Lima, Humberto Michiles, Rafael Assayag, Lourenço Braga, Marcos Cavalcanti, José Fernando Farias, Maria Goreth, José Augusto Rodrigues (Guto), Roberto Moita, Pedro Carvalho, Inês Daou, Martha Moutinho, Edson Nogueira, Roberto de Souza, Félix Valois, Luiza Ribeiro. Não consta nesta relação nenhum dos eleitores que enviaram seus currículos para o prefeito.

Segundo o psdebista, contratará 100 destes candidatos curriculados via compra de voto depois de concluir a análise dos currículos levando em conta a formação acadêmica. Esse fato ainda tramita na justiça, pois a candidata Vanessa pediu a cassação do tucano por captação indevida de votos. Artur não inova.

A maioria dos secretários são pessoas que já passaram pela administração estadual e municipal com exceção de Ulisses Tapajós que vem da iniciativa privada. Nos transportes o que dirão os habitantes desta não-cidade. Volta Pedro Carvalho para a SMTU e IMTRANS. De lembranças malogradas o Expresso e essa eterna separação/deseparação de  vai e volta do IMTRANS e SMTU. Com isso são gastos e mais gastos de dinheiro e a incerteza de funcionários que não sabem se estão ligados à SMTU ou ao IMTRANS. Mantém de Amazonino Mendes, Fabrício Lima e a filha do desembargador Ari Moutinho. O que vai mudar?

@ jose_dirceu_4Foi o ano da “concretização de uma farsa político-jurídica e midiática”. Assim, José Dirceu, réu condenado do julgamento da Ação Penal 470, alcunhado de mensalão, definiu o ano de 2012. Em artigo publicado no O Globo, o político engajado Dirceu, reforçou as críticas feitas ao Supremo Tribunal Federal (STF) por este ter “trilhado o caminho do julgamento eminentemente político” e voltou a dizer que foi condenado sem provas.

dirceu_granma Fidel

“Nessa esteira, cometeu-se toda a sorte de inovações jurídicas: do ineditismo de um julgamento com dezenas de réus sem a possibilidade de duplo grau de jurisdição à utilização parcial de uma teoria jurídica para a dispensa de provas, na qual o próprio autor apontou equívocos de interpretação em sua adoção”, escreveu José Dirceu.

O ministro Joaquim Barbosa, relator e atual presidente do STF, também foi criticado no artigo: “Forjou-se um herói nacional, não pelas massas e movimentos sociais, mas das letras e imagens midiáticas.” Várias outras críticas aparecem no artigo, incluindo a data do julgamento que coincidiu com as eleições municipais no Brasil.

@ Dilma saude bem reeleiçãoA presidenta brasileira Dilma Vana Rousseff viajou rumo a cidade de Salvador, onde passará o ano novo na Base Naval de Aratu. Porém antes de embarcar a presidenta esteve em São Paulo onde pela manhã fez exames de rotina no conceituado Hospital Sírio-Libanês.

Em nota, a Presidência da República informou que segundo o médico Roberto Kalil “os resultados dos exames estão dentro a normalidade”. A mídia reacionária com o resultada morde os beiços e esperneia pois além de amargar a alta popularidade, ainda verá a presidenta Dilma com sua saúde e disposição durante muito tempo.

O local de hospedagem de Dilma, a Base Naval de Aratu, tem sido há tempos uma área litigiosa entre quilombolas e Marinha que disputam uma área de 300 hectares.

Morre ex-deputado José Vicente Brizola

da Agência Brasil

Rio de Janeiro – Morreu hoje (28), aos 61 anos, o ex-deputado federal José Vicente Goulart Brizola, 61 anos, pai do ministro do Trabalho e Emprego, Brizola Neto. Filho mais velho do ex-governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro Leonel Brizola, José Vicente era sobrinho do ex-presidente João Goulart. Ele estava internado desde o dia 13 no Hospital Miguel Couto, zona sul do Rio, com um quadro hemorrágico.

José Vicente Brizola nasceu em Porto Alegre e foi eleito para a Câmara dos Deputados em 1990, pelo PDT do Rio de Janeiro, cargo no qual permaneceu até 1995. Ele rambém é pai da deputada estadual gaúcha Juliana Brizola e do vereador pelo município do Rio de Janeiro Leonel Brizola Neto.

O ministro Brizola Neto está no Rio, onde participa do velório desde as 18h, no Hospital Memorial do Carmo, no Caju, zona portuária da cidade. Amanhã (29), no mesmo local, o corpo do ex-deputado será cremado.

Inglaterra libera documentos secretos sobre Guerra das Malvinas

Documentos desclassificados pelo Arquivo Nacional britânico mostram que a ex-primeira ministra Margaret Thatcher estava disposta a chegar a um acordo com a Argentina sobre o status e a soberania das Malvinas que evitasse o enfrentamento militar entre as duas nações. Em contraposição à imagem intransigente de Thatcher, as minutas sobre as reuniões do gabinete de guerra indicam que a primeira ministra considerou como um “prêmio considerável” uma solução diplomática´. O artigo é de Marcelo Justo.

Marcelo Justo

A dama de ferro não era tão férrea. Os documentos desclassificados pelo Arquivo Nacional britânico mostram que a ex-primeira ministra Margaret Thatcher estava disposta a chegar a um acordo com a Argentina sobre o status e a soberania das Malvinas que evitasse o enfrentamento militar entre as duas nações.

Em contraposição à imagem intransigente de Thatcher, as minutas sobre as reuniões do gabinete de guerra indicam que a primeira ministra considerou como um “prêmio considerável” uma solução diplomática discutida a apenas duas semanas da tomada das ilhas em 2 de abril de 1982.

Nesta solução se propunha que a Argentina estivesse representada no Conselho governante das ilhas e em uma comissão interina que deveria ser criada para tratar do futuro das Malvinas ao final do ano em troca da retirada das forças militares. “A retirada das tropas argentinas seria conseguida sem a necessidade de recorrer a uma ação militar. A Argentina ganharia representação no comitê interino e no conselho local e um compromisso para negociar o futuro das ilhas, mas sem garantia prévia de que o resultado da negociação seria uma transferência de soberania. É repugnante que um agressor obtenha algo de sua agressão, mas parece um preço aceitável a pagar”, assinalava Thatcher em um documento desclassificado com a rubrica de “Top Secret”.

O plano em questão era estadunidense e estava inserido no marco da guerra fria. O governo de Ronald Reagan, que considerava a ditadura militar argentina como seu principal aliado na América Latina, buscava por todos os meios uma solução que evitasse brigar com um regime que considerava chave na luta contrainssurgente regional pelo assessoramento que ofereciam às forças repressivas em El Salvador ou aos contras que buscavam derrotar o sandinismo na Nicarágua. Segundo as minutas do gabinete de Thatcher, o principal obstáculo ao plano era a intransigência da junta militar argentina. “O presidente Galtieri é um alcoólatra, aparente incapaz de pensamento racional”, assinalam as minutas do gabinete de guerra de 22 de abril.

O afundamento do General Belgrano e do plano de paz promovido pelo presidente peruano Fernando Belaúnde no início de maio praticamente fecharam o caminho diplomático, mas ainda no dia 19 de maio, dois dias antes de as forças britânicas desembarcarem nas Malvinas, Thatcher disse ao gabinete que em “uma sincera tentativa de evitar o derramamento de sangue, o Reino Unido não insistiu que fossem implementadas todas as nossas demandas”.

O presidente Ronald Reagan, que havia dado finalmente seu apoio ao governo britânico, tentou no último momento uma saída mais honrosa para as forças armadas argentinas. Uma nota das reuniões do gabinete de guerra revela detalhes da conversa telefônica que teve com Thatcher em 1º de junho, 13 dias antes de o general Mario Menéndez se render às forças britânicas comandadas pelo general Jeremy Moore. “O presidente Reagan disse que os Estados Unidos consideravam imperativo que o Reino Unido mostrasse sua disposição ao diálogo. Dado que o Reino Unido tem agora uma clara vantagem militar deveria aproveitá-la para chegar a um acordo”, assinala a nota. Ao que Thatcher respondeu que o presidente “agiria da mesma maneira que ela se o Alaska estivesse sofrendo uma ameaça semelhante”.

Os documentos secretos do Arquivo Nacional têm duas curiosidades. Em um plano digno de James Bond, o procurador geral britânico Sir Michael Havers exortou o primeiro ministro a roubar os famosos mísseis Exocet franceses com os quais a aviação argentina havia atacado com êxito a armada britânica. Em uma nota enviada em 1º de junho, Havers reconhecia que seu plano era “digno de James Bond”. A ideia era adquirir os direitos de transporte dos Exocet que a França estava exportando ao Peru – e que, deste país, se dirigiam a Argentina – para terminar desviando a carga para as ilhas Bermuda. Dois dias antes, em 30 de maio, Thatcher havia escrito um telegrama ao presidente francês François Miterrand pedindo que ele adiasse a entrega dos Exocets. “Seria um desastre para a aliança (…europeia…). Nem você nem eu queremos isso”, disse Thatcher a Miterrand.

A Copa do Mundo de Futebol de 1982, na Espanha, também sofreu impacto do conflito. O Reino Unido considerou a possibilidade de retirar a Inglaterra, a Escócia e a Irlanda do Norte e exerceu pressão sobre a FIFA para que a Argentina – campeã mundial de 78 – não participasse do evento. O temor era de que as equipes tivessem que se enfrentar nas oitavas de final ou – muitíssimo mais improvável falando do ponto de vista futebolístico – na final. Nenhuma dessas coisas ocorreu e foi preciso esperar a Copa do Mundo do México, em 1986, para que a Argentina enfrentasse a Inglaterra e vencesse a partida por dois a um, com aqueles dois gols famosos de Diego Maradona, o primeiro rebatizado pelo jogador (e nunca esquecido pela imprensa britânica) como “a mão de Deus”.

Retrospectiva 2012 – Principais ações do Governo Dilma e o ano para o Brasil

Do sítio Dilma na Rede
2012 foi um ano de muitas conquistas para o Brasil, pautado sobretudo pelo crescimento econômico e pela inclusão social. Mesmo em tempos de crise mundial, o brasileiro presenciou o crescente investimento em programas sociais, fundamental para garantir novas oportunidades de trabalho, emprego e formação, melhoria da infraestrutura nacional e recordes na redução da pobreza extrema no país.
Programas para a erradicação da miséria no Brasil e a elevação do país como referência no investimento em educação e esportes marcaram o ano de 2012 da presidenta Dilma Rousseff à frente do Planalto. Conheça a breve retrospectiva com as principais ações realizadas ao longo do ano pela presidenta: clique aqui.

DILMA TOMA CAFÉ COM JORNALISTAS DISCUTINDO O BRASIL

A presidenta Dilma Vana Rousseff tomou café da manhã, nesta quinta feira (27/12), com jornalistas setoristas do Planalto do Congresso. Dentre os assuntos discutidos, alguns de suma importância, outros bastante irrelevantes, como a questão da educação, a (im)possível saída do Ministro da Fazenda Guido Mantega, os (ir)racionamentos de energias vindo dos jornalistas e o julgamento da Ação Penal 470.

Em relação à educação a presidenta foi bastante clara, reafirmando que esta é uma questão de prioridade absoluta. Dilma defende as escolas de tempo integral e programas de alfabetização, além do esforço de juntar, como disse, os “dois mundos” que existe no Brasil – o da pobreza e o da ciência, tecnologia e inovação.

A questão da (im)possível saída de Guido Mantega também foi colocada em pauta pelos jornalistas. Dilma não se deixou intimidar pela pressão internacional das mídias, como o jornal inglês “Financial Times” e a revista também britânica “The Economist”, que temem, junto com os empresários que desejam avidamente lucrar nas terras tupiniquins, que o Brasil cresça, econômica e socialmente. “Tem hora que a gente não pode querer que todos gostem da gente. Uns podem querer fazer isso, acontece que eu não quero, então fica difícil posto que sou eu que decido, o Mantega não tem a menor hipótese de sair do meu governo, a não ser que ele queira”, afirmou a presidenta.

Quando o assunto foi os (ir)racionamentos de energia, conhecidos como “apagões”, a presidenta tratou logo de desmistificar questões que ainda pairavam no imaginário dos jornalistas. Foi categórica ao mencionar que acha ridículo dizerem por aí que o Brasil corre risco de racionamento de energia. Criticou, além disso, a tentativa de colocar a culpa dos “apagões” nos fenômenos naturais, como os raios. Segundo Dilma, se houve racionamento por parte das concessionárias, a falha foi humana.

Ao ser questionada, por fim, sobre a Ação Penal 470, a presidenta precisou dar uma aula de política para a imprensa presente. Afirmou que não se manifesta sobre as decisões de outro poder, pois não pode interferir, mesmo com uma opinião, no funcionamentos desse órgão, além de avisar aos desinformados que não tem ingerência sobre a atuação dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). “Não estaria contribuindo para a governabilidade desse país”, disse afinadamente Dilma.           

 E entre um gole de café e uma mordida naquele pãozinho Dilma teceu com os jornalistas, alguns representantes a mídia reacionária enquanto outros construtores de um jornalismo inteligente, este encontro democrático. Ao final a certeza da competência do governo brasileiro, a leveza de Dilma que anda nas alturas da popularidade, e as energias repostas. Mas certamente algum jornalista queimou os lábios ao tentar ao ouvir certas respostas com firmeza e certeza da boca da presidenta.

 

 

MEDIDA PROVISÓRIA PUBLICADA LIBERA 42,5 BILHÕES PARA 2013

Devido o atraso do Congresso Nacional em votar o Orçamento-Geral da União de 2013, o governo editou nesta quinta uma medida provisória para garantir que as ações previstas para o início do próximo ano pudessem ser realizadas.

Segundo a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, a medida publicada em edição extraordinária do Diário Oficial da União. Esta não irá ser votada no congresso devido o pouco tempo, sendo os R$ 42,5 bilhões liberados no início do ano. Dividida em diferentes montantes este valor engloba 700 milhões referentes a 18 projetos de lei com suplementações orçamentárias de 2012 e crédito para o Orçamento em investimentos nos Três Poderes, num total de R$ 41,8 bilhões.

Para a ministra trata-se de uma medida importante pois “precisamos garantir que o empuxo [dos investimentos federais] do segundo semestre [de 2012] se espraie para o ano que vem, para que não haja problemas de continuidade em projetos importantes.”

Além disto a ministra se mostrou confiante  que o Orçamento de 2013 será aprovado ainda no início de fevereiro. A ação do governo previne qualquer atraso das votações e ainda auxilia que obras importantes não sejam interrompidas.

VALE-CULTURA É SANCIONADO PELA PRESIDENTA DILMA

O Vale-Cultura, que beneficiará os trabalhadores que recebem até cinco salários mínimos com 50 reais a mais em seus recebimentos, foi aprovado na tarde de ontem pela presidenta Dilma Vana Rousseff. O projeto que será agora regulamentado entrará em vigor provavelmente em julho de 2013.

De qualquer forma este é um grande avanço pro trabalhador que pode ter acesso a produção artística que hoje ainda é tão restrita. Além disto um programa deste tipo pode fazer com que haja um avanço na distribuição e produção cultural, e criar ainda novos hábitos culturais no brasileiro no que diz respeito ao seu contato com as artes.

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, lembrou que este projeto é muito rico pois fornece oportunidade de escolha ao trabalhador, ”dá o alimento para a alma” do trabalhador e ainda é cumulativo.

As empresas que aderirem ao programa terão isenção de impostos de R$ 45 por vale doado e o trabalhador contribuirá com um abatimento R$ 5. Segundo a ministra da Cultura este programa é bem amplo pois “temos cerca de 17 milhões de trabalhadores que ganham até cinco salários mínimos, mas trabalhamos com muito menos [adesões]. Devagarzinho, paulatinamente, como foi com a Lei Rouanet e o tíquete alimentação.”

Este benefício porém causará uma redução nos arrecadamentos pelo Governo emR$ 500 milhões através de renúncia fiscal se o Vale-Cultura entrar em vigor em agosto. O Vale-Cultura poderá ser usado para comprar livros, ingressos de teatro, de cinema, de espetáculos de dança e não é obrigatório nem para as empresas, nem para os trabalhadores.

Desta forma a cultura de nosso Brasil será outra, e nossa classe trabalhadora, cada vez mais informada, produzira um novo modo de ser Brasil.

Evo Morales convoca era de paz e união para barrar ‘ganância capitalista’

Do Portal de Esquerda Carta Maior

O dia 21 não marcou o “fim do mundo”, disse o presidente boliviano, mas uma oportunidade de desabilitar “o egoísmo e a ganância capitalista” e unir a humanidade em torno da felicidade. Defensor dos direitos indígenas e descendente do povo Aimara, Evo rejeitou a ideia de que o solstício de verão marcava o “fim dos tempos”, sustentando que o fim do calendário significa uma oportunidade de renovação espiritual.

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Segundo o presidente boliviano Evo Morales, o discutidíssimo dia 21 deveria ser celebrado como o início de uma “nova era de paz e amor” no mundo, na qual o sentimento de comunidade e o respeito pela Mãe Terra vencerão a gânancia a que o capitalismo global induz.

Evo Morales disse que solstício de verão marca “o fim de uma vida antropocêntrica e o início de uma vida biocêntrica. É o fim do ódio e o início do amor, o fim da mentira e o início da verdade.” Num convite para a celebração do dia, o boliviano explicou que “para o calendário maia, o 21 de dezembro é o fim do não-tempo e o início do tempo. É o fim de Macha e o início de Pacha, o fim do egoísmo e o início da fraternidade, o fim do individualismo e o início do coletivismo”.

E continuou, “os cientistas sabem muito bem que chegamos ao fim da vida antropocêntrica. É o fim da divisão e o início da unidade, precisamos desenvolver esse tema. Por isso convidamos a todos que acreditam na humanidade, a todos que querem dividir experiência em benefício da humanidade”.

Morales, defensor dos direitos indígenas e descendente do povo Aimara, ajudou a desfazer a ideia de que o solstício de verão marcava o “fim dos tempos” ou o “apocalipse” sustentando que o fim do calendário não significava senão uma oportunidade de renovação espiritual. Embora fundamentada na cultura do povo maia, o governo boliviano adverte que a retórica do “fim do mundo” é uma invenção ocidental sustentada por quem conhece pouco das tradições e da história do povo indígena.

Em setembro, o presidente boliviano disse numa assembleia da Onu que o amor prevaleceria sobre o ódio a partir do último dia 21. Morales mantém esse discurso há muito, junto com a ideia de vivir bien. Durante as celebrações no Lago Titicaca, para as quais Evo se dirigiu numa embarcação indígena, ele sublinhou a importância de um equilíbrio harmonioso entre a vida e o planeta, apesar de que muitos questionam a aplicação dessas ideias na Bolívia, onde a economia depende basicamente das indústrias de gás, petróleo e mineração.

Um excerto mais longo da fala de Evo Morales na Onu pode ser encontrado no Indian Country Media Network:

“Eu gostaria de anunciar um encontro internacional no dia 21 de dezembro deste ano. Um encontro para encerrar a era do não-tempo e receber a nova era de equilíbrio e harmonia para a Mãe Terra. Falar da sabedoria de nossos irmãos indígenas do México, Guatemala, Bolívia e Equador tomaria muito tempo, mas, basicamente, este é um convite para um debate sobre os seguintes tópicos:

Número 1: crise global do capitalismo

Número 2: governança global, capitalismo, socialismo, comunidade e cultura
da vida

Número 3: crise climática, relação entre homem e natureza

Número 4: energia como bem comum

Número 5: consciência da Mãe Terra

Número 6: recuperação de costumes ancestrais

Número 7: o viver bem como solução para a crise global, porque eu gostaria de afirmar novamente que se pode viver melhor preservando recursos naturais

Número 8: soberania alimentar

Número 9: integração, fraternidade, comunidade, economia, direito à
comunicação e à saúde.

E Shankar Chautari, também do períódico inglês The Guardian, relata de uma recente visita às regiões maias das Américas do Sul e Central que havia pouca ou nenhuma percepção de que o dia marcava o fim de qualquer coisa no sentido físico.

Em nossa viagem, encontramos muitos maias para conhecer suas reações quanto ao suposto fim do mundo. A maioria ficou desconcertada com a pergunta, outros negaram qualquer razão que apontasse para o fim.

Quando dizíamos que por trás do ‘apocalipse’ havia sabedoria tradicional maia, eles polidamente diziam não conhecer qualquer profecia ou texto.
Em todos os lugares que visitamos, fosse em cidades grandes como Merida ou pequenas como Uayamon, encontramos o povo local conduzindo sua vida em perfeita calma, sem qualquer preocupação de que o fim estivesse próximo.

David Stuart, um notório pesquisador da cultura maia da Universidade do Texas, observou em seu livro The Order Of Days: The Maya World and the Truth About 2012 (A Ordem dos Dias: o Mundo Maia e a Verdade sobre 2012) que “nenhum texto maia, seja ele antigo, colonial ou moderno, profetixou o fim dos tempos ou do mundo”.

Matéria origiradução de André Cristi

Sisu 2013 vai oferecer 129,2 mil vagas em mais de 3,7 mil cursos de ensino superior

Heloisa Cristaldo*
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) vai oferecer 129.279 vagas em 3.751 cursos de 101 instituições públicas de ensino superior. As informações já estão disponíveis aos candidatos no site do sistema. A ferramenta foi criada pelo Ministério da Educação (MEC), em 2009, para unificar o processo de seleção de universidades e institutos federais de ensino.

As vagas serão preenchidas por estudantes que prestaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e obtiveram nota maior que zero na redação. O sistema entra no ar a partir do dia 7 de janeiro de 2013.

De acordo com o cronograma do Sisu, publicado ontem (26) no Diário Oficial da União, as inscrições vão até as 23 horas e 59 minutos do dia 11 de janeiro de 2013 (horário de Brasília) e devem ser feitas exclusivamente pela internet, no portal do Sisu. Para a seleção do primeiro semestre de 2013 valerá a nota do Enem 2012, cuja divulgação, segundo o MEC, será feita amanhã (28).

Segundo o edital, o estudante poderá se inscrever em até duas opções de vaga e deverá especificar a ordem de preferência, o local de oferta, o curso e o turno. Além disso, será possível escolher a modalidade de concorrência – em 2013, o Sisu se adequará à Lei de Cotas, de agosto de 2012. As inscrições serão gratuitas e as instituições de ensino deverão disponibilizar acesso à internet aos estudantes interessados.

O resultado da primeira chamada será divulgado no dia 14 de janeiro de 2013 e da segunda chamada, no dia 28 de janeiro, no site do Sisu e das instituições. No caso de notas idênticas, o desempate será feito pela seguinte ordem de critérios: nota na redação; nota em Linguagens, Códigos e suas tecnologias; nota em Matemática e suas Tecnologias; nota em Ciências da Natureza e suas Tecnologias e nota em Ciências Humanas e suas Tecnologias.

As matrículas serão feitas nas instituições nos dias 18, 21 e 22 de janeiro para a primeira chamada e 1º, 4 e 5 de fevereiro para a segunda.

*Colaborou Mariana Torkania   //   Edição: Lílian Beraldo

E NEM POR ISTO BAIXOU O PREÇO DO PEIXE

≈        Foi lançado, na sexta-feira (21/12), na loja virtual do Google, o jogo “Angry Birds STF”, cujo objetivo principal é derrubar os porcos que, no caso deste jogo são José Dirceu, José Genoino e Marcos Valério. Já os pássaros enraivecidos, que têm tudo a ver com o embrutecimento de alguns ministros do STF, são as armas utilizadas para abater os porquinhos, e têm como principal representante Joaquim Barbosa. E nem por isto baixou o preço do peixe.

        A rainha da Inglaterra, Elisabeth II, assistiu à missa de natalina no palácio rural de Sandringham, junto de quase toda a aristocracia que a rodeia. O que mais chocou a falsa mídia acéfala britânica foi a ausência do garoto propaganda da família real, o príncipe William e sua esposa, Kate Middleton. Além deles, o outro príncipe, o Harry, não pode comparecer, pois está servindo o exército no Afeganistão. E nem por isto baixou o preço do peixe.

≈          O prefeito eleito do partido ultraconservador paulistano PSDB, Artur “Mr. Magoo” Neto, prova que realmente precisa procurar um bom oftalmologista. Em entrevista, teceu críticas ao Governo Federal afirmando que o crescimento econômico do país é medíocre. Além deste achaque, com todo seu ressentimento de criança contrariada, bateu o pé e disse que é obrigação deste mesmo Governo ajudá-lo no seu trabalho. E nem por isto baixou o preço do peixe.

≈       O Estado conservador de Iowa, no país ainda mais conservador dos Estados Unidos, através de sua Suprema Corte, determinou que legalmente as empresas podem demitir pessoas pelo fato delas serem atraentes, e que este tipo de atitude não equivale a uma discriminação ilegal. Isso aconteceu por que um dentista deste estado demitiu sua secretária, pois a mesma usava roupas justas, distraindo-o. Ela acabou processando o dentista. Os sete magistrados, homens, apresentaram a seguinte questão “se um empregado que não havia apresentado uma conduta de paquera poderia ser legalmente demitido simplesmente porque o chefe o considerava como uma atração irresistível”. Venceu a causa o dentista. E nem por isto baixou o preço do peixe.

≈       No futebol, o Corinthians sobe para terceiro lugar no ranking da desprestigiada Conmebol, tudo devido ao título do mundial sobre o desmotivado time inglês do Chelsea. Além disso, o mascarado garoto Neymar, do Santos, em uma lista divulgada pelo jornal inglês The Guardian, é o melhor jogador brasileiro em atividade no mundo, ficando em 13º da lista, atrás de Messi, de Cristiano Ronaldo e de outros mais. E nem por isto baixou o preço do peixe.

UM CURSO DESEJANTE PARA VAN GOGH

UM CURSO DESEJANTE PARA VAN GOGH

ESPECIAL DE NATAL

Direto de ESQUIZOFIA.COM

van gogh santa

Nesta edição especial de natal trazemos algumas coisas bastante interessantes que envolve a aura natalina para o pintor monoauricular Vincent Van Gogh. Primeiro algumas das cartas que Van Gogh escreveu ou recebeu durante o período de natal, mas principalmente aquelas que ele fala sobre o natal, seu significado, como ele passava, os afetos familiares.

Além disto separamos alguns dos trabalhos de vários artistas que Van Gogh cita durante suas cartas e cujo a temática é o Natal. Esta pesquisa foi possível devido a sítios de catalogação das cartas e obras presentes nelas.

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Para Theo van Gogh. Haia, Janeiro de 1873.

Howard Pyle’s Christmas morning in Old New York, in Harper’s Weekly 24 (25 December 1880), pp. 828-829 Amsterdam, Universiteitsbibliotheek UvA

Howard Pyle- Manhã de Natal na velha New York, in Harper’s Weekly 24 (25 December 1880), pp. 828-829 Amsterdam, Universiteitsbibliotheek UvA

Que agradavel foram estes dias de Natal, eu penso neles com frequência; eles também serão longamente lembrados por você, com se eles também fosse seus últimos dias em casa. Você deve escrever para mim em particular sobre que tipo de pinturas você vê e o que você acha belo.

Para Theo van Gogh. Paris, Segunda, 13 de Dezembro de 1875.

John Gilbert - Uncle William’s Christmas presents - The Illustrated London News 29 (20 December 1856), p. 611 , The Hague Koninklijke Bibliotheek

John Gilbert – Presentes de Natal do Tio William – The Illustrated London News 29 (20 December 1856), p. 611 , The Hague Koninklijke Bibliotheek

Estou esperando pelo Natal e para te ver, velho garoto, mas agora será muito em breve. Eu provavelmente estarei partindo daqui na quinta desta semana, a noite.
Faça tudo que você pode para conseguir um alongar os feriados quanto possível.

Willemien van Gogh para Vincent e Theo van Gogh. Welwyn, Domingo 19 de Dezembro de 1875.

Myles Birket Foster, The Christmas holly cart in The Illustrated London News, Christmas number 1848  London, Witt Library

Myles Birket Foster,O carro de natal azevinho, The Illustrated London News, Christmas number 1848 London, Witt Library

Caro Vincent e Theo,
Meu sincero obrigado a vocês dois pelas suas últimas cartas, que nós ficamos muito alegres em receber.
Que maravilha será estar em casa no Natal. Aqui tem estado frio, mais agora está bem brando. Theo, que terrível coisa com a sua perna, está agora completamente melho? Nós provavelmente teremos um árvore de natal. Nosso feriado começa na quinta. E agora, adeus caro Vincent e Theo, eu desejo a vocês dois um ótimo e feliz natal.

Para Theo van Gogh. Amsterdam, Domingo, 9 Dezembro de 1877.

Charles Stanley Reinhart - Frank French - 'Merry Christmas to you, old barebones!' - Harper's Weekly. Journal of Civilization 26 (16 December 1882), pp. 800-801 Amsterdam, Universiteitsbibliotheek UvA

Charles Stanley Reinhart – Frank French – ‘Feliz Natal para vocês, velhos barões!’ – Harper’s Weekly. Journal of Civilization 26 (16 December 1882), pp. 800-801 Amsterdam, Universiteitsbibliotheek UvA

Atualmente eu consigo pega-los [mapas] no Seyffardt’s, mas lá provavelmente não estarei nunca com esta oportunidade. Eu desenhei aquele mapa e então eu o dupliquei, e por isso eu quis da-lo a Harry Gladwell como um presente de natal que eu pretendo envia-lo para ele através de você, para incluir quando um caixote for a Paris. (…)
Mas tudo isto passa, agora mais do que uma noite em questão. Do Tio Cor eu recebi Bossuet, Oraisons funèbres, em uma edição muito boa e acessível, muito completa que inclue entre outras coisas, o bom sermão sobre Paulo no texto “para quando estou fraco, então serei forte”. É um livro nobre, você o verá no natal, eu estava tão feliz com ele que até hoje tenho carregado por aí dentro de meu bolso, embora seja tempo de eu parar pois algo pode acontecer com ele. De Mendes eu recebi o trabalho de Claudius, também um bom e sólido livro; eu enviei a eleThomae Kempensis de imitatione Christi e escrito na frente, há nem judeu nem grego nele, nenhuma ligação nem livre, nenhum macho ou fêmea: mas Cristo é tudo, e em tudo. Do tio Stricker recebi uma caixa de charutos, você sabe que eu fiz com eles, eles estão sempre tão amigavelmente no the Rooses’ e eu tenho pensado se eu tivesse algo a enviar quando a caixa de charutos chegasse como uma dádiva de Deus. E de noite encontrei uma carta do tio Jan na mesa. Foi então breve sobre Vos and Kee, onde Tio e tia Stricker estavam bem também, mas não poderiam ficar pois eu tinha aula das 8 às 10 com Teixeira. Tio Jan passou a noite na casa do Tio Cor.

Para Theo van Gogh. Wasmes, Terça, 26 de Dezembro de 1878.

Alexandre Jean Louis Japhet (Jazet) - Christmas Eve (Goupil photograph) Paris, Bibliothèque National de France

Alexandre Jean Louis Japhet (Jazet) – A noite de Natal (Véspera de natal-Goupil photograph) Paris, Bibliothèque National de France

Havia neve nestes últimos dias, os dias escuros antes do Natal. Então tudo esteve remanescência de pinturas medievais do Camponês Bruegel, entre outros, e por muitos outros que foram tão bom expressando o efeito singular do vermelho e verde, preto e branco.

Para Theo van Gogh. Haia. Domingo 17 de Dezembro de 1882.

Edwin Austin Abbey - Joseph Swain - Christmas in old Virginia - The Graphic. An Illustrated Weekly Newspaper 22 (25 December 1880), pp. 660-661 Amsterdam, Van gogh museum

Edwin Austin Abbey – Joseph Swain – Natal na velha Virginia – The Graphic. An Illustrated Weekly Newspaper 22 (25 December 1880), pp. 660-661 Amsterdam, Van gogh museum

Uma das coisas que não vai passar é algo aberto e a crença em Deus, mesmo se as formas mudarem, umamudança como renovação do verde na primavera. Mas você entendera entre uma coisa e outra que minha meta netes desenhos não é pagar homenagem a forma mas mostrar que eu respeito grandemente o sentimento de Natal e Ano Novo.

Para Theo van Gogh. Haia, Sexta, 22 de Dezembro de 1882.

Edwin Austin Abbey - J.G. Smithwick - Winter - Harper's Weekly. Journal of Civilization Christmas number (1882), p. 17 Cambridge, Widener Library, Harvard College Library

Edwin Austin Abbey – J.G. Smithwick – Natal – Harper’s Weekly. Journal of Civilization Christmas number (1882), p. 17 Cambridge, Widener Library, Harvard College Library

Como eu espero que nós podemos passar alguns dias de natal juntos, por exemplo- eu também gostaria ternamente de ter você no meu atelier mais uma vez.
Eu, também, tenho labutado duramente recentemente, precisamente pois eu estava cheio de sentimento de natal, e sentimento nãoé suficiente, algum quem que traze-lo para seu trabalho.

Para Anna van Gogh-Carbentus. Saint-Rémy-de-Provence, Segunda, 23 Dezembro de 1889.

Samuel Read - Christmas reflections - The Illustrated London News London, Witt Library

Samuel Read – Reflexos de Natal – The Illustrated London News London, Witt Library

Eu as vezes penso que eu me sinto muito mais forte e as vezes mais clear-headed do que no último ano.
Agora lhe desejo um feliz natal e um bom ano novo. Envolvido no pensamento pelo

Seu querido
Vincent

Controle de armas e a 2ª Emenda à Constituição dos EUA: o que a direita armamentista não conta e não sabe

A resistência da direita em reconhecer a necessidade do controle de armas é comandada, em parte, por uma falsa noção de que os Pais Fundadores aprovaram a 2ª Emenda porque queriam uma população armada que pudesse combater o governo dos EUA. A verdade é o oposto, mas muitos abraçaram essa narrativa absurda. Os legisladores redigiram a Constituição e a 2ª Emenda para criar um governo central forte, com uma força militar capaz de pôr fim às insurreições, e não para encorajá-las. O artigo é de Robert Parry.

Robert Parry – Commondreams.orgUm grande obstáculo ao tratamento da defesa do controle de armas como algo do senso comum é a falsa narrativa histórica do direito, segundo a qual os fundadores da América queriam uma população armada que pudesse combater seu próprio governo. A verdade é que George Washington buscava milícias de cidadãos para pôr fim às revoltas e para manter a ordem.

A resistência da direita em reconhecer a necessidade do controle de armas é comandada, em parte, por uma falsa noção de que os Pais Fundadores aprovaram a Segunda Emenda porque queriam uma população armada que pudesse combater o governo dos EUA. A verdade é o oposto, mas muitos americanos parecem ter abraçado essa narrativa anti-histórica e absurda.

O fato é que os legisladores redigiram a Constituição e acrescentaram a Segunda Emenda com o objetivo de criar um governo central forte, com uma força militar cidadã capaz de pôr fim às insurreições, e não para viabilizar ou encorajar levantes. Os legisladores originários eram, afinal, majoritariamente homens de propriedades com muito em jogo numa sociedade ordenada, como era o caso de George Washington e James Madison.

Os homens que se reuniram na Filadélfia em 1787 não foram os precursores do Robespierre da França ou do Leon Trotsky da Rússia, que acreditavam em revoluções permanentes. Na verdade, seu trabalho na Constituição foi influenciado pela experiência da Rebelião de Shay, no oeste de Massachusetts, em 1786, um levante popular que o fraco governo federal, sob os Artigos da Confederação, careceu de armas para derrotar.

Daniel Shays, o líder da revolta, era um ex-capitão do Exército Continental que se juntou a outros veteranos e a fazendeiros para pegar em armas contra o governo que não atendeu às suas queixas.

A rebelião alarmou o general da reserva George Washington, que recebeu informes sobre o desenrolar dos acontecimentos dos veteranos da Guerra Revolucionária em Massachusetts, como os generais Henry Knox e Benjamin Lincoln. Washington estava particularmente preocupado com que a desordem pudesse estar a serviço dos interesses da Inglaterra, que apenas recentemente havia aceitado a existência dos Estados Unidos.

Em 22 de outubro de 1786, numa carta à procura de informações de um amigo em Connecticut, Washington escreveu: “Estou mortificado além da conta com o fato de que, no momento do reconhecimento de nossa independência estejamos, por nossa própria conduta, confirmando as expectativas de nosso inimigo transatlântico e nos tornando ridículos aos olhos de toda a Europa”.

Numa outra carta, em 7 de novembro de 1786, Washington questionou o general Lincoln a respeito da inquietação disseminada. “Qual é a causa de todos esses tumultos? Quando e como terão um fim?”. Lincoln responde: “Muitos deles parecem mesmo estar absolutamente loucos, se a tentativa de aniquilar nossa atual Constituição e dissolver o atual governo puder se considerada como evidência de insanidade”.

No entanto, o governo dos EUA careceu de meios para restaurar a ordem, e assim, cidadãos ricos de Boston financiaram sua própria força armada sob o comando do general Lincoln, para enfrentar o levante de fevereiro de 1787. Washington, no fim das contas, expressou satisfação no começo desse movimento de contenção, embora tenha permanecido preocupado que a rebelião pudesse se tornar um sinal de que as previsões da Europa a respeito do caos americano se confirmassem.

“Se há três anos [no fim da Revolução Americana] alguém tivesse me falado a respeito deste dia, eu teria visto uma rebelião formidável dessas, contra a lei e a constituição que nós mesmos fizemos, como a que agora acontece e teria pensado que se trata de uma insanidade – uma coisa apropriada a uma casa de loucos”, escreveu Washington a Knox, em 3 de fevereiro de 1787, acrescentando que, se o governo “vacilar ou for incapaz de reforçar suas leis…a anarquia e a confusão vão prevalecer”.

O alerta de Washington a respeito da Rebelião de Shay foi um fator chave na sua decisão de tomar parte – e presidir – a Convenção Constitucional, organizada para que se apresentasse revisões aos Artigos da Confederação, mas em vez disso jogou fora inteiramente a velha estrutura e a substituiu pela Constituição dos EUA, a qual alterou a soberania nacional dos 13 estados pelo “Nós, o Povo” e fortaleceu o poder do governo central.

Um aspecto crucial da constituição foi o estabelecimento de meios pacíficos para que os EUA criasse políticas em benefício da população, no interior mesmo da uma estrutura de freios e contrapesos, para evitar mudanças radicais consideradas perturbadoras para a sociedade estabelecida. Por exemplo, o mandado de dois anos para a Casa dos Representantes [Congresso] visava a refletir a vontade geral, mas o de seis anos para o Senado foi designado para temperar as paixões do momento.

No interior deste quadro de uma república democrática, os legisladores criminalizaram a pegada em armas contra o governo. O Artigo IV, seção 4 obriga o governo federal a proteger cada estado não apenas de invasão, mas de “violência doméstica”, e a traição é um dos poucos crimes definidos na constituição como “recrutamento para a guerra contra” os Estados Unidos, assim como fornecer “Ajuda e Conforto” ao inimigo (Artigo III, seção 3).

Mas foi a drástica expansão do poder do governo federal que provocou forte oposição de algumas figuras da Guerra Revolucionária, como Patrick Henry da Virgínia, que denunciou a Constituição e organizou um movimento conhecido como os Anti-Federalistas. As perspectivas para a ratificação da Constituição estavam de tal maneira em questão que seu principal arquiteto, James Madison, lançou-se numa campanha que ficou conhecida como a campanha dos Autos Federalistas, com a qual tentava minimizar o quanto suas mudanças eram, na verdade.

Para vencer os céticos, Madison concordou em apoiar a Carta de Direitos, que seria apresentada como as primeiras dez emendas à Constituição. A manobra política de Madison saiu vencedora por uma pequena margem, em estados chave, como Virgínia, Nova York e Massachusetts. O Primeiro Congresso, então aprovou a Carta de Direitos, que foi ratificada em 1791. [Para mais detalhes, ver, de Robert Parry, America’s Stolen Narrative, algo como A Narrativa roubada da América].

Por trás da Segunda Emenda
O acordo da Segunda Emenda lidava com preocupações com “a segurança” e a necessidade de milícias treinadas para garantirem a Constituição chamada de “tranquilidade doméstica”. Também havia hesitação dentre muitos dos legisladores, quanto aos custos e aos riscos da formação de um grande e forte exército, que tornasse a organização de milícias compostas de cidadãos uma alternativa atraente.

Assim, a Segunda Emenda diz: “Sendo necessária para a segurança de um Estado livre, uma milícia bem regulamentada, o direito do povo a manter e adquirir armas não deve ser infringido”. Ao contrário de algumas fantasias da direita a respeito dos legisladores pretendendo encorajar levantes populares com base em reivindicações, a linguagem da emenda está claramente voltada à manutenção da ordem interna do país.

Esse ponto foi posto em prática pelas ações do Segundo Congresso, em meio a um outro levante, que eclodiu em 1791, no oeste da Pensilvânia. Essa revolta anti-taxação, conhecida como a Rebelião Whiskey, instigou o Congresso em 1792 a expandir a ideia de “uma milícia bem regulamentada”, ao aprovar o Milicia Acts [algo como Lei das Milícias], o qual requeria de todos os militares adultos e brancos que obtivessem seus próprios rifles e equipamentos para uso nas milícias.

Em 1794, o Presidente Washington, que estava determinado a demonstrar a competência do jovem governo, comandou uma força combinada de milícias estaduais contra os rebeldes de Whiskey. Essa revolta rapidamente colapsou e a ordem foi restaurada, evidenciando como a Segunda Emenda ajudou o governo a manter a “segurança”, como a Emenda diz.

Além dessa clara lembrança histórica – de que a intenção dos legisladores era criar segurança para a nova República, não promover rebeliões armadas – também há a lógica simples que os legisladores constitucionais representavam a jovem aristocracia da nação. Muitos, como Washington, tinham grandes propriedades de terras. Eles reconheciam que um governo central forte e a tranquilidade doméstica atendiam os seus interesses econômicos.

Assim, seria contraintuitivo – bem como anti-histórico – acreditar que Madison e Washington queriam armar a população para que os descontentes resistissem ao governo constitucionalmente eleito. Na realidade, os legisladores queriam armar o povo – ao menos os homens brancos – de modo que levantes, sejam eles de natureza econômica, como a Rebelião de Shays e protestos anti-taxações, como a Rebelião Whiskey, e como os ataques dos americanos nativos ou as revoltas de escravos fossem reprimidas.

No entanto, a Direita tem investido pesadamente ao longo das últimas décadas na fabricação de uma narrativa nacional diferente, que ignora tanto a lógica como o registro histórico. Nessa fantasia da direita, os legisladores queriam que todos tivessem uma arma, de modo que poderiam violentamente resistir contra o seu próprio governo. Para esse fim, uma pequena lista de citações incendiárias são pinçadas e usadas fora do contexto.

Essa “história” tem sido amplificada por meio do poderoso aparato de propaganda da direita – Fox News, rádios, a internet e publicações ideológicas – para persuadir milhões de americanos de que a posse de rifles de caliber semi-automático e outras ponderosas armas de fogo era o que os legisladores pretendiam, que os proprietários de armas de hoje estão cumprindo com um dever americano de alguns séculos.

A mitologia a respeito dos legisladores e da Segunda Emenda é, é claro, só parte da falsa história que a Direita criou para persuadir os desavisados do Tea Party de que eles devem se vestir com a indumentária da Guerra Revolucionária e canalizarem os espíritos de homens como Washington e Madison.

Mas essa fábula das armas é particularmente insidiosa, porque obscurece os esforços do atual governo de tornar intuitiva para o senso comum leis que controlem as armas, então as falsas narrativas tornam possível certos massacres que irrompem periodicamente ao redor dos Estados Unidos, mais recentemente em Newtown, Connecticut, onde 20 crianças e seis professores foram assassinados em minutos por um jovem desequilibrado com uma versão civil de um rifle de combate M-16.

Soa absurdo pensar que os Fundadores dos EUA pudessem sequer ter contemplado um ato como esses – com suas baionetas do século XVIII que demandavam tempo para serem recarregadas -, mas os militantes pró-armamento afastaram essa obviedade, ao postularem que Washington, Madison e outros legisladores teriam desejado uma população altamente armada para cometer o que a Constituição definia como traição contra os Estados Unidos.

A direita americana está hoje embriagada de uma história muito ruim, que é tão perigosa como falsa.

(*) Robert Parry é um jornalista que cobriu o escândalo do Irã-Contras, em 1980, para a Associated Press e a Newsweek.

Tradução: Katarina Peixoto

A Folha tenta se explicar

Nos três momentos mais importantes da história brasileira, a mídia estava do lado golpista, do lado das elites, contra o povo e a democracia. Entre eles, o jornal dos Frias, um dos que mais tem a esconder do seu passado e do seu presente. Uma funcionária da empresa há 24 anos, que fez sua carreira totalmente na Folha, que já ocupou vários cargos na direção na mesma, escreveu uma espécie de história ou de justificativa da empresa. O livrinho tem o titulo “Folha explica Folha”. Mas poderia também se intitular Folha tenta se explicar, em vão. O artigo é de Emir Sader.

Emir Sader

Os órgãos da imprensa brasileira não podem fazer suas histórias, tantos são os episódios, as posições, as atitudes indefensáveis deles ao longo do tempo. Suas trajetórias estão marcadas pelas posições mais antipopulares, mais antidemocráticas, racistas, golpistas, discriminatórias, de tal forma que eles não ousam tentar contas suas histórias.

Como relatar que estiveram sempre contra o Getúlio, pelas políticas populares e nacionalistas dele? Como recordar que todos pregaram o golpe de 1964 e apoiaram a ditadura militar, em nome da democracia? De que forma negar que apoiaram entusiasticamente o Collor e o FHC e fizeram tudo para que o Lula não se elegesse e se opuseram sempre a ele, por suas políticas sociais e de soberania nacional? Nos três momentos mais importantes da história brasileira, a mídia estava do lado golpista, do lado das elites, contra o povo e a democracia.

Entre eles, o jornal dos Frias, um dos que mais tem a esconder do seu passado e do seu presente. Uma funcionária da empresa há 24 anos, que fez sua carreira profissional totalmente na empresa, sem sequer conhecer outras experiências profissionais, que já ocupou vários cargos na direção da empresa, decidiu – ou foi decidida – a escrever uma espécie de história ou de justificativa da empresa dos Frias.

O livro foi publicado numa coleção da empresa. A funcionária se chama Ana Estela de Sousa Pinto e o livrinho tem o titulo Folha explica Folha. Mas poderia também se intitular Folha tenta se explicar, em vão.

Livro mais patronal, não poderia existir, até porque quem o escreve não tem a mínima isenção para analisar a trajetória da empresa da qual é funcionária. Começa com uma singela apresentação histórica das origens da empresa. De resgatável, uma citação do editorial de apresentação do primeiro jornal da empresa, que se diz como um jornal “incoerente” e “oportunista”, numa visão premonitória do que viria depois. Nada do que é relatado considera a historia como elemento constitutivo do presente. São informações juntadas, num péssimo estilo de historiografia que não explica nada.

Logo no primeiro grande acontecimento histórico que a empresa vive, sua natureza política já aflora claramente: apoio a Washington Luís e oposição férrea a Getúlio, tudo na ótica que perduraria ao longo do tempo: “a defesa dos interesses paulistas” ou do interesse das elites, revelando a função da imprensa paulista: passar seus interesses pelos de São Paulo.

Naquele momento se tratava de defender os interesses da lavoura do café. Para favorecer aos fazendeiros em crise, a empresa aceitava o pagamento de assinaturas em sacas de café, revelando o promiscuidade entre jornal e o café.

De forma coerente com esse anti-getulismo em nome dos interesses de São Paulo, a empresa se alinha com a “Revolução Constitucionalista” de 1932, contra a “ditadura inoperante, obscura e inepta em relação ao Estado de São Paulo”. O estado é sempre a referência, sinônimo de progresso, de liberdade, de democracia. O anti-getulismo é visceral: “O diretor Rubens Amaral levava seu anti-getulismo ao extremo de impedir que os filhos saíssem de casa quando o ditador (sic) visitava São Paulo. ‘Dizia que o ar estava poluído”, conta sua filha mais velha.”

Esse elitismo paulistano fez, por exemplo, que o Maracanaço de 1950 só fosse noticiado na terça-feira, na pagina 4 do caderno “Economia e Finanças”.

A autora tenta abrandar as coisas. Afirma que “A posição da Folha foi oscilante ao abordar o governo de João Goulart (1961-64) e a ditadura que o sucedeu.” Mentira, o jornal fez campanha sistemática pelo golpe militar.

Bastaria ela ter se dado ao trabalho de ler os jornais daquela época.

Encontraria, por exemplo, no dia 20/3/1964, a manchete: “São Paulo parou ontem para defender o regime”. E, ainda na primeira pagina: “A disposição de São Paulo e dos brasileiros de todos os recantos da pátria para defender a Constituição e os princípios democráticos , dentro do mesmo espírito que dito a Revolução de 32, originou ontem o maior movimento cívico em nosso Estado: “Marcha da Família, com Deus, pela Liberdade”. E vai por aí afora, reproduzindo exatamente as posições que levaram ao golpe. Editorial de primeira página vai na mesma direção.

Bastaria ler alguns dos jornais desses dias e semanas, para se dar conta da atitude claramente golpista, mobilizadora a favor da ditadura militar, pregando e enaltecendo as “Marchas”. Nenhuma oscilação ou ambiguidade como, de maneira subserviente, a autora do livrinho sugere.

A transformação da Folha da Tarde num órgão diretamente vinculado à ditadura militar e a seus órgãos repressivos, o papel de Carlos Caldeira, sócio dos Frias, no financiamento da Oban, assim como o empréstimo de veículos da empresa para dar cobertura à ações terroristas da Oban, são coerentes com essas posições.

De Caldeira, ela não pode deixar de mencionar que “tinha afinidade com integrantes do regime militar e era amigo do coronel Erasmo Dias”. “Caldeira não era o único com conexões militares. Na redação da empresa havia policiais civis e militares, tanto infiltrados como declarados – alguns até trabalhavam armados.”

Sobre o empréstimo dos carros à Oban, a autora tenta aliviar a responsabilidade dos patrões, mas fica em maus lençóis. Há os testemunhos de Ivan Seixas e de Francisco Carlos de Andrade, que viram as caminhonetas com logotipos da empresa estacionadas várias vezes no pátio interno na fatídica sede da Rua Tutoia. Só lhe resta o apelo às palavras do então diretor do Doi-Codi, major Carlos Alberto Brilhante Ustra – condenado pela Justiça Militar como torturador – que “nega as afirmações dos guerrilheiros”. Bela companhia e testemunha a favor da empresa dos Frias, que a condena por si mesma.

Já um então jornalista da empresa, Antonio Aggio Jr. “reconhece o uso de caminhonete da empresa por militares, mas antes do golpe”. Dado o precedente, ainda na preparação do golpe, nada estranho que isso tivesse se sistematizado já durante a ditadura. Fica, portanto, plenamente caracterizado tudo o que diz Beatriz Kushnir no seu indispensável livro “Caes de Guarda”, da Boitempo, significativamente ausente da bibliografia do livro, sobre a conivência direta da empresa dos Frias na ditadura, incluído o empréstimo das viaturas para a Oban.

Editorial citado confirma a posição da empresa: “É sabido que esses criminosos, que o matutino (Estado) qualifica tendenciosamente de presos políticos, mas que não são mais do que assaltantes de bancos, sequestradores, ladrões, incendiários e assassinos, agindo, muitas vezes, com maiores requintes de perversidade que os outros, pobres-diabos, marginais da vida, para os quais o órgão em apreço julga legítimas toda promiscuidade.” (30/6/1972)

Assim os Frias caracterizam os que lutaram contra a ditadura. Fica plenamente caracterizado que a empresa estava totalmente do lado da ditadura, reproduzindo os seus jargões e a desqualificação dos que estavam do lado da resistência.

Passando pelo apoio ao Plano Collor, a empresa saúda a eleição de FHC como a Era FHC, com um caderno especial, assumindo que se virava a pagina do getulismo, para que o Brasil ingressasse plenamente na era neoliberal. Do anti-getulismo a empresa passou diretamente para o anti-lulismo – posição que caracteriza o jornal há tempos -, sempre em nome da elite paulista. A Era FHC acabou sem que o jornal tivesse feito sequer uma errata e nem se deu conta que a nova era é a Era Lula.

A decadência da empresa não consegue ser escondida. Depois de propalar que tinha chegado a tirar 1.117.802 exemplares em agosto de 1994, 18 anos depois, com todo o aumento da população e da alfabetização, afirma que tira pouco mais de 300 mil, para vender muito menos – incluída ainda a cota dos governos tucanos.

Ao longo dos governos FHC e Lula, a empresa foi sendo identificada, cada vez mais, com órgão dos tucanos paulistanos, seus leitores ficaram reduzidos aos partidários do PSDB, sua idade foi aumentando cada vez mais e o nível de renda concentrado nos setores mais ricos.

A direção do jornal, exercida pelos membros da família Frias nos seus cargos mais importantes, tendo a Otavio Frias Filho escolhido por seu pai para sucedê-lo, cargo que ocupa já há 18 anos, por sucessão familiar.

Apesar de quererem explicar a Folha, a impossibilidade de encarar com transparência sua trajetória, o livro se revela uma publicação subserviente aos proprietários da empresa, oficialista, patronal, que reflete o nível a que desceu a empresa ao longo das duas ultimas décadas.

A CULMINÂNCIA DA SOLIDARIEDADE E DO AMOR CONSTITUTIVO NO NATAL COM NELSON NOEL

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Não há nada demais no natal. Todo o discurso típico da época, envolvendo solidariedade, altruísmo, afetividade, igualdade social, amor ao próximo, religiosidade, abundância em alimentos e bebidas variadas, a família alegre reunida em torno da mesa, o carinho dos pais aos filhos; todo o simbolismo natalino, que alimenta as últimas esperanças de existências que resolveram esquecer-se de si mesmas durante boa parte do ano, na noite da véspera do natal, colore as pálidas alegrias. Então é festa! Mas festa no seu sentido pontual: após os comes e bebes, retorna-se ao ordinário estado de coisas constituído.
Mas no natal promovido pelo companheiro, pai, marido e empresário Nelson Rocha, o popular Nelson Noel – e por seus amigos – o personagem criado para alegrar, trata de arrematar toda a solidariedade e o amor constitutivo que vão sendo tecidos durante o ano, culminando no dia 24 de dezembro há onze anos. Nelson Noel não espera a noite chegar; inicia a festa da alegria cristiana já nos primeiros raios de sol que iluminam o núcleo 5 do bairro Cidade Nova, local onde os amigos e Nelson Noel se reúnem, fazem suas orações e iniciam a carreata que conta com vários carros e pessoas à pé, responsáveis por fazer a distribuição do delicioso sorvete para as crianças, que vão tornando a existência mais suave com seus longos e autênticos sorrisos iluminados.
Nelson Noel 2012 (36)

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Nelson Noel 2012 (12)

A alegria cristiana não envolve somente as crianças. Todos os moradores dos bairros da Cidade Nova, Nossa Senhora do Perpetuo Socorro, Novo Aleixo, Águas Claras e Carlinhos da Carbrás (Parque São Pedro) saem às ruas e vão ao encontro de Nelson Noel para abraçá-lo, beijá-lo, para um simples aperto de mão, para compartilhar da festa.
Festa que não é em seu sentido pontual: a festa é durante o ano todo, sem hora ou data para terminar. Uma festa que se constrói à medida que é nutrida por tudo aquilo que faz o natal existir, mas de modo autêntico, verdadeiro e que não espera o sono chegar para que Papai Noel entre sorrateiramente e deixe os presentes enquanto crianças dormem, posto que Nelson Noel vai ao encontro das crianças na luz clara do dia, abertamente.
Junto com diversos voluntários que moram na Cidade Nova e outros bairros de Manaus, Nelson Noel foi construindo esta festa. Muitos ajudaram com a doação de fardos de açucar, outros com sua disposição e apoio técnico; outros, ainda, decidiram participar auxiliando a distribuir o sorvete enquanto vários motoristas forneceram seus carros para a carreata dos bairros da Zona Leste e Norte de Manaus.
Os bons encontros natalinos, entre a multidão nos bairros visitados e Nelson Noel, foram acontecendo durante a carreata. Esta se iniciou no núcleo 5 da Cidade Nova onde Noelson acordou ansioso pelo grande dia de sua produção solidária natalina.  Com sua alegria e disposição, o incansável Nelson superou, neste ano, diversas dificuldades e pôde fazer uma nova distribuição sorvetal natalina para as crianças de Manaus.
Logo cedo, Nelson se vestiu e transformou-se em Nelson Noel, e começou a divulgar nos arredores da Cidade Nova o grande encontro com as crianças de todas as idades (inclusive adultos e idosas). Os carros começaram, então, a serem carregados de sorvete e a carreata foi se formando em frente à lanchonete Degust’Gula, onde Nelson  promove encontros culinários todos os dias.
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Nelson Noel e a moçada da Afin

Nelson Noel e a moçada da Afin

Antes de iniciar as atividades, fez-se uma oração em agradecimento por mais um ano de encontro coletivo e solidário do Nelson Noel. Logo a carreata, com Nelson Noel em cima de um carro, seguiu pelas ruas do núcleo 5 do Cidade Nova.
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Neste bairrro, onde Nelson trabalha, a população conhece o trabalho do Nelson Noel desde o início e sempre incentivou a empreitada. Lá, Nelson viu crescer muitas crianças durante estes 11 anos de Natal Solidário, que hoje já são adolescentes e cujo o reencontro a cada ano emociona Nelson.
Ainda nos primeiros metros da Cidade Nova, Nelson desceu do carro e seguiu, a pé, o encontro com os comunitários. Todas crianças corriam para abraçar Nelson Noel e também traziam suas sacolas, panelas e vasilhames para enchê-los de sorvete e da alegria deste encontro natalino.
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O percurso seguiu. Depois entrou pelo Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, onde uma multidão de crianças, idosos, trabalhadores e transeuntes receberam Nelson Noel com muita alegria.
A carreata seguiu por diversas ruas no bairro até chegar na rua principal, onde várias pessoas sairam de seus cotidianos para, também, ter este encontro noelsonlino. Algumas estavam no salão de beleza, outras preparando a ceia, outros trabalhando em obras, pintura de letreiros, no comércio. Mas todos pararam suas atividades para dar um abraço festivo em Nelson Noel e em seus vizinhos. Afinal, a caravana da solidariedade acontece todo ano e cria uma subjetividade própria aos encontros comunitários que produzem afetos alegres e aumentem a potência de agir de cada pessoa.
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Nestes encontros, Nelson Noel sempre interage com pessoas que, devido à alguma deficiência, são excluidas pela sociedade capitalista e suas instituições, que só se interessam por aqueles que estão aptos a serem explorados. Estas pessoas recebem o carinho de Nelson Noel que, com seu coração sensível, emociona-se com estes encontros.
Depois da longa caminhada pelas ruas do Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, a carreata foi recarregar os isopores com sorvetes enquanto o resto da equipe do Natal Solitário preparava os detalhes da próxima parte da caminhada. Com as forças e os carros reabastecidos, a alegria de Nelson foi carregando as pessoas através dos núcleos 3, 4 e 16 da Cidade Nova, rumo aos próximos bairros.
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 O bairro do Novo Aleixo, onde a Afin desenvolve algumas de suas atividades, foi a nova parada da carreata. Pelas ladeiras e ruas, Nelson Noel e seus voluntários adentraram o bairro e o carregaram de muita aividade neste encontro comunitário.
No Novo Aleixo, a população sempre acolhe com muito afeto a presença da carreata e dos trabalhadores voluntários em sua solidariedade e, neste encontro, todos aparecem para prestigiar e compor novas formas de relações humanas durante o natal.
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Quando Nelson Noel chegou na rua Rio Jaú, dezenas de crianças  já esperavam a presença deste festejo para receberem e darem muitos abraços e ganharem sorvetes. Muitas das crianças e comunitários participam das atividades afinadas como o cinema, a bandinha do outro lado, os cursos e encontros que ocorrem durante o ano.
Neste ano, os afinados sugeriram um novo trajeto pelo caminho inverso do passeio dionisíaco da bandinha carnavalesca e, assim, foi possível Nelson Noel passar por novos territórios, ter novos encontros e presentear mais crianças.
Em todos os lugares por onde passava, a comunidade não deixava Noelson Noel sem abraços e trocas de afetos. E, nestes encontros,  além de distribuir sorvete, pode-se produzir o verdadeiro amor constitutivo do Natal.
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Dentre tantos amigos que já participam há vários anos do evento natalino, o menino Ezequias, participando pela primeira vez da caminhada natalina, tornou-se um destaque na festa como um ajudante de Nelson Noel. Isto, em razão de ele manifestar sua vontade de fazer parte da alegria, ajudando a entregar os sorvetes.
O menino Ezequias, de 11 anos, com seus pés descalços, levava sorvete e carinho a todos que encontrava. Longe de Nelson Noel estar praticando exploração do trabalho infantil. Ele compreende que o trabalho somente é uma exploração quando as energias mental e física do trabalhador são subtraídas, no intuito de favorecer o domínio de um sobre o outro.
Mas na carreata, a participação do menino Ezequias foi trabalho vivo, pois sua ação foi motivada pela afirmação da vida como produção solidária, criando laços afetivos sólidos com as comunidades por onde passava, demonstrando a compreensão que uma criança pode ter das distintas situações de outras crianças na mesma cidade. Ezequias fez, de sua ação, construção de bons encontros, divertindo-se com sua enorme disposição para a vida.
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Depois, carros e amigos de Nelson Noel, seguiram pelo Águas Claras até o Carlinhos da Carbrás. Durante a caminhada, Nelson Noel, emocionado pela energia transmitida por todos que o recebiam em suas casas, na rua e em todos os lugares, públicos e privados, por onde passava; desceu do carro de onde acenava a todos e se juntou às crianças na rua.
Assim, durante mais um ano, o Natal Solidário de Nelson Noel e dezenas de voluntários encheu de vida a não-cidade de Manaus. Ainda que, durante todos outros dias do ano, este local geográfico sofra com seus governantes , que manipulam os eleitores e a não-cidade, na véspera de natal, a cidade é contagiada com uma festa de encontros transformadores e comunitários. Desta forma, aqueles que não tem força nenhuma produzem a potência necessária para aproximarem-se da vida em uma cidade real.

Poema de natal

 Natal… Na província neva.
Nos lares aconchegados,
Um sentimento conserva
Os sentimentos passados.

Coração oposto ao mundo,
Como a família é verdade!
Meu pensamento é profundo,
Estou só e sonho saudade.

E como é branca de graça
A paisagem que não sei,
Vista de trás da vidraça
Do lar que nunca terei!

Poema de Natal-    Fernando Pessoa

VÉSPERA DE NATAL

“VÉSPERA DE NATAL”

Era véspera de Natal, em toda casa
Nenhuma criatura, nem mesmo um camundongo;
As meias com cuidado foram penduradas na lareira com cuidado,
Na esperança de que Papai Noel logo chegasse;

As crianças aconchegadas, quentinhas em suas fronhas,
Enquanto visões de rosquinhas de natal dançavam em suas cabeças;
E mamãe com seu lenço, e eu com meu gorro,
Há pouco acomodados para uma longa soneca de inverno;

Quando fora no gramado cresceu uma algazarra,
Eu pulei da cama para ver o que estava acontecendo.
Para fora da janela eu voei como um raio,
Abri as persianas, e subi pela faixa.

A lua no colo da recém-caída neve,
Dava um lustro de meio-dia aos objetos abaixo,
Quando, o que para meus olhos curiosos deveria aparecer,
Mas Um trenó miniatura, e oitos renas pequenininhas,

Com um motorista velhinho, tão vivo e ágil,
E eu soube, na mesma hora, que era o Pap Noel.
Mais rápido que águias vinha pelo caminho,
E assobiava, e gritava, e as chamava os pelo nome;

“Agora, Dasher! Agora, Dancer! Agora, Prancer e Vixen!
Venha, Comet! Venha, Cupid! Venham, Donder e Blitzen!
Para o alto da sacada! Para o topo do telhado!
Agora fora, depressa! Fora todos, bem depressa!”

Como folhas revoltas que antes do furacão voam,
Quando encontram um  obstáculos, voam para o céu,
Tão alto, acima do telhado os corcéis voaram,
O trenó cheio de brinquedos, e Papai Noel também.

E então num piscar de olhos, ouvi no telhado
O toque-toque e o arrastar dos casquinhos.
Como desenhei em minha cabeça, e estava virando
Descendo a chaminé Papai Noel vinha com um salto.

Todo vestido de peles, da cabeça aos pés,
E com a roupa toda manchada de cinzas e fuligem;
Uma trouxa de brinquedos lançada em suas costas,
Parecia um mascate, só abrindo o saco.

Seus olhos como brilhavam! Suas covinhas que alegres!
Suas bochechas como rosas, seu nariz como uma cereja!
Sua boquinha engraçada curvada para cima como num arco,
E a barba em seu queixo era tão branca como a neve.

O cabo do cachimbo que segurava preso aos seus dentes,
E a fumaça em volta de sua cabeça como uma guirlanda;
Tinha um rosto largo e uma barriguinha redonda,
Que balançava quando sorria, como uma tigela de geléia.

Era gordinho e rechonchudo, um perfeito alegre e  velhinho elfo
E eu ri quando o vi, sem poder evitar;
Uma piscadela de seus olhos e um meneio de cabeça,
Na hora me fizeram entender que eu nada tinha a temer;

Não disse uma só palavra, mas foi direto ao seu trabalho,
E recheou todas as meias; então virou o seu joelho,
E colocando o dedo ao lado do nariz,
E dando um aceno com a cabeça, a chaminé ele escalou;

Ele saltou em seu trenó, ao seu time deu um assobio,
E para longe todos voaram, como o queda de um dente-de-leão.
Mas eu o ouvi exclamar,  enquanto ele desaparecia
“Feliz Natal a todos, e para todos uma Boa Noite!”

Tradução deste bloguinho Esquizofia com base na feita por Célia Mello

THE NIGHT BEFORE CHRISTMAS
by Clement Clarke Moore
or Henry Livingston

Twas the night before Christmas, when all through the house
Not a creature was stirring, not even a mouse.
The stockings were hung by the chimney with care,
In hopes that St Nicholas soon would be there.

The children were nestled all snug in their beds,
While visions of sugar-plums danced in their heads.
And mamma in her ‘kerchief, and I in my cap,
Had just settled our brains for a long winter’s nap.

When out on the lawn there arose such a clatter,
I sprang from the bed to see what was the matter.
Away to the window I flew like a flash,
Tore open the shutters and threw up the sash.

The moon on the breast of the new-fallen snow
Gave the lustre of mid-day to objects below.
When, what to my wondering eyes should appear,
But a miniature sleigh, and eight tinny reindeer.

With a little old driver, so lively and quick,
I knew in a moment it must be St Nick.
More rapid than eagles his coursers they came,
And he whistled, and shouted, and called them by name!

“Now Dasher! now, Dancer! now, Prancer and Vixen!
On, Comet! On, Cupid! on, on Donner and Blitzen!
To the top of the porch! to the top of the wall!
Now dash away! Dash away! Dash away all!”

As dry leaves that before the wild hurricane fly,
When they meet with an obstacle, mount to the sky.
So up to the house-top the coursers they flew,
With the sleigh full of Toys, and St Nicholas too.

And then, in a twinkling, I heard on the roof
The prancing and pawing of each little hoof.
As I drew in my head, and was turning around,
Down the chimney St Nicholas came with a bound.

He was dressed all in fur, from his head to his foot,
And his clothes were all tarnished with ashes and soot.
A bundle of Toys he had flung on his back,
And he looked like a peddler, just opening his pack.

His eyes-how they twinkled! his dimples how merry!
His cheeks were like roses, his nose like a cherry!
His droll little mouth was drawn up like a bow,
And the beard of his chin was as white as the snow.

The stump of a pipe he held tight in his teeth,
And the smoke it encircled his head like a wreath.
He had a broad face and a little round belly,
That shook when he laughed, like a bowlful of jelly!

He was chubby and plump, a right jolly old elf,
And I laughed when I saw him, in spite of myself!
A wink of his eye and a twist of his head,
Soon gave me to know I had nothing to dread.

He spoke not a word, but went straight to his work,
And filled all the stockings, then turned with a jerk.
And laying his finger aside of his nose,
And giving a nod, up the chimney he rose!

He sprang to his sleigh, to his team gave a whistle,
And away they all flew like the down of a thistle.
But I heard him exclaim, ‘ere he drove out of sight,
“Happy Christmas to all, and to all a good-night!”


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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