Arquivo para 17 de dezembro de 2012

SEGUNDA-FEIRA DOMINICAL

O dia das boas almas

# De volta ao Brasil a presidenta Dilma Vana Rousseff inaugurou ontem em Fortaleza a primeira arena construida para a Copa das Confederações e a Copa do Mundo de 2014,o estádio Castelão (Plácido Aderaldo Castelo).

Dilma Rousseff futebol copa 2014O estádio que foi todo reformado e ampliado passando por um processo de modernização com o custo final de  R$ 518,6 milhões e já estando pronto para receber 64 mil pessoas nos jogos. Quem já quiser ouvir o grito ecoado no novo estádio a bola rolará na inauguração no dia 27 de janeiro com os jogos de Ceará X Bahia e  Fortaleza  X Sport pela Copa do Nordeste.

Dilma também vistou o recém inaugurado Hospital da Mulher de Fortaleza ao lado da prefeita Luiziane Lins e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha e que funcionará com verbas federias. 2,1 milhões mensais pra a manutenção do hospital, inaugurado oficialmente em agosto e um dos maiores centros especializados no atendimento à mulher.

castelao_fortalezaEssa é a primeira vez que Dilma volta a Fortaleza desde antes da disputa eleitoral municipal, que colocou em lados opostos dois aliados de seu governo: o governador Cid Gomes (PSB) e a prefeita Luiziane Lins (PT), que apoiaram candidatos diferentes à prefeitura da cidade.

# A advogada Julia Moretti, do Escritório Modelo Dom Paulo, contraria a declaração da prefeitura à CPI dos Incêndios que disse que todas famílias que perdem suas casas em incêndios são cadastradas em programas de habitação.

15nov2012---rescaldo-do-incendio-que-atingiu-uma-favela-na-zona-leste-de-sao-pauloA advogada, que atende as vítimas dos incêndios na favela do Areião e Moinho, demonstra a precariedade do atendimento dado pela prefeitura paulistana no atendimento e solução dos problemas:“Como é de praxe na prefeitura, quando eles dão atendimento, eles entregam um termo de compromisso de atendimento, dizendo que você vai receber em algum dia, em algum lugar, uma moradia definitiva (…) O aluguel não tem documento. Eles recebem só um comprovante para tirar dinheiro no banco”.

Percebe em suas falas o descaso dos gestores em dar um atendimento adequado as vítimas, na agilização investigação da causa destes incêncios por parte da gestão e principalmente em resolver a situação dos moradores que perderam sua casa. Ela demonstra que “não houve qualquer atendimento, nem provisório, nem definitivo (…)O cadastramento acabou deixando de fora algumas famílias, que estão sem nenhum tipo de atendimento. É um problema de operacionalização, mas que a prefeitura esta demorando para sanar, tanto que o Ministério Público interferiu para que houvesse uma movimentação para inclui-las.”

Em uma situação desta, que envolve pessoas que perderam todos os bens e encontram-se desabrigadas, o descaso da prefeitura mostra a inexistente preocupação que eles tem nos direitos humanos, principalmente no que se refere a moradia e vítimas de ‘acidentes’ como estes.

# Corinthians2-e1355671663894A manhã deste domingo despontou com o sol nascente em preto e branco com a vitória do Corinthias contra o decadente Chelsea. Em um título que tem um valor muito maior na América do Sul, do que na Europa, o time paulista se sagrou o campeão da competição.

Festa Corinthians Av.PaulistaOs que conseguiram acordar cedo para ver o jogo do nosso peladeiro mor puderam ver uma partida bastante disputada e suada que terminou no placar rasteiro de 1 X 0. Os torcedores corinthianos de São Paulo correram para celebrar a vitória na Avenida Paulista, mostrando a país que as vezes nosso futebol vai pra frente, mesmo que dando topadas.

Agora com este título inédito, o Corinthians volta de Tóquio com muitas memórias e a certeza de que somos peladeiros de respeito mundial.

Datafolha, o descrédito camuflado

A pesquisa do Datafolha divulgada neste domingo envolve um contexto tão ou mais humilhante para a oposição e o seu dispositivo midiático do que os resultados que revela.

O que revela, em contrapartida, deve ser encarado com cautelosos festejos pelo governo: pode ser a ante-sala de uma radicalização ainda maior do conservadorismo.

Os números tabulados são devastadores.

Dos entrevistados, 56% e 57% preferem que Brasil continue governado,respectivamente, por Lula ou Dilma, rejeitando a hipótese de se transferir o comando da sociedade à oposição.

Significa que Lula ou Dilma, é indiferente, qualquer um dos dois venceria hoje as eleições presidenciais num hipotético primeiro turno. Repita-se:o PT tem dois candidatos para vencer; a oposição não tem nenhum.

Esse é o tamanho do rombo que o Datafolha desvela na trincheira neoudenista, após cinco meses de açoites sucessivos, iniciados com o julgamento da Ação 470, em 2 de agosto.

Com Lula ou Dilma, o PT supera a soma das preferências atribuídas a todas as alternativas reais ou acalentadas pela direita brasileira – de Marina Silva a Aécio, passando pelo eterno candidato da derrota conservadora, José Serra, ao cobiçado Eduardo Campos.

O resultado é ainda mais humilhante quando se contextualiza a sua coleta.

A pesquisa foi feita estrategicamente no dia 13 de dezembro, 5ª feira passada, ouvindo-se 2.588 pessoas.

A Folha aguardou todo o desgaste da Operação Seguro, iniciada no dia 24 de novembro.Deixou acumular vapor na fornalha e enviou seus pesquisadores a campo no dia seguinte ao vazamento das supostas acusações de Marcos Valério contra Lula.

É uma aula de como fazer política com pesquisas supostamente ‘científicas’.
Primeiro , o jornal e seus assemelhados dão uma ‘esquentada’ na opinião pública. Concluído o bombardeio, lá vai o isento Datafolha mensurar ‘cientificamente’ o diâmetro da cratera aberta no prestígio do PT e do governo.

Não incorre em erro quem asseverar que o Datafolha dilapida rapidamente a sua credibilidade nessa endogamia entre manchetes e enquetes.

Neste caso, por exemplo, a pesquisa foi dia 13 porque no dia 12 as manchetes dos jornais foram as seguintes:

‘O Globo’ 12/12/2012:

* ‘Operador do mensalão disse ter pagado despesas do então presidente da República Lula e que este sabia dos empréstimos ao PT’.

*’Joaquim defende nova investigação (diante das acusações de Marcos Valério a Lula);

* ‘Sou o garganta profunda do PT; o bicheiro Carlinhos Cachoeira deixou o presídio com insinuações contra o PT’.

‘Estadão’,12/12/2012:

*’BB arrecadava para PT, diz Valério’.

*’Joaquim Barbosa afirma que Lula tem de ser investigado’.

* ‘PF apura se Rose e irmãos Vieira ocultam bens’.

‘Folha de SP’ 12/12/2012

‘Presidente do Supremo quer Lula investigado no ‘mensalão’ .

Foi assim que a coisa se deu, com o efeito bumerangue conhecido.

Há mais , porém. E não é menos sugestivo do expediente ardiloso que assentou praça em veículos que antigamente gostavam de ostentar o seu ‘republicanismo’.

Camuflado sob o título ‘Aumenta a percepção de corrupção no governo’, a Folha asfixia em quatro linhas de rodapé outra novidade incômoda trazida das ruas.

O elemento camuflado pelo jornal diz respeito exatamente ao exercício da manipulação.

A pesquisa do Datafolha mostrou uma queda de 10 (dez) pontos percentuais na confiança da população na imprensa, comparando-se justamente o período em que ela foi mais ativa na escalada criminalizante contra o PT e suas lideranças.Ou seja, de 2 de agosto, início do julgamento do chamado ‘mensalão’, até o último dia 13 de dezembro.

Nenhum dos colunistas isentos abriu o bico longo para comentar esse degrau abrupto e suas interações com o viés da cobertura precedente.

O fato de que o jornal dos Frias tenha camuflado uma variação estatística que é o dobro daquela destacada na manchete sobre corrupção ( cuja percepção saltou de 64% para 69% no mesmo período) apenas comprova a pertinência da desconfiança registrada na pesquisa.

A manipulação dentro da manipulação serve também de advertência ao governo: o conservadorismo brasileiro dobrou um Rubicão.

Repita-se o que tem dito Carta Maior: não se espere recuo ou acomodação em meio a escalada conservadora para voltar ao poder.

A mídia já está em campanha e o que tem cometido e ventilado como jornalismo deixa pouca dúvida sobre seus planos,seus propósitos e seu método. (Leia também aqui: ‘O agendamento conservador’ )

Os canhões midiáticos atiram contra Lula

Os canhões midiáticos atiram contra Lula
Noticiar não é informar. A narração da atualidade, especialmente aquela divulgada em tempo real, busca impactar o telespectador, mesmo que o preço a pagar seja mutilar os fatos e escamotear dados indispensáveis para que o público saiba o que está ocorrendo. O que o distingue o espetáculo midiático, no caso brasileiro, é a deformação seletiva sobre praticamente tudo o que diz respeito a Lula. Nos últimos dias ficou demonstrado que as aberrações publicadas no Brasil agravam-se mais uma vez quando chegam ao noticiário internacional. O artigo é de Dario Pignotti.

Dario Pignotti – Página/12

Brasilia – Últimas notícias, extra, extra! “Lula viaja para a Europa, fugindo das denúncias de corrupção que o têm preocupado”; “Revelações do empresário Marcos Valério confirmam a vinculação de Lula com o mensalão”; “Golpeado pelas denúncias, o ex-presidente ameaça voltar a ser candidato”; “Lula ataca a imprensa”.

As manchetes acima são dos canais de televisão, sites da internet e alguns jornais brasileiros, nos últimos quinze dias.

Como se sabe, noticiar não é informar: a narração dos dias que correm, especialmente aquela divulgada em tempo real, busca, por definição, impactar o telespectador, mesmo que o preço a pagar seja mutilar os fatos e escamotear dados indispensáveis para que o público saiba o que está ocorrendo.

Contar de maneira anômala os acontecimentos é característico do espetáculo midiático global, nem sempre responde a motivações ideológicas. O que o distingue, no caso brasileiro, é a deformação seletiva sobre praticamente tudo o que diz respeito a Lula. O ex governante e líder do Partido dos Trabalhadores (PT) é um personagem crucial no panorama político do país e o dirigente brasileiro de maior estatura mundial – sua influência externa só se equipara à de Dilma Rousseff – e aquilo que se conta/inventa sobre ele, aqui em Brasília, às vezes sofre uma segunda distorção, ao chegar aos jornais de Washington, Buenos Aires ou Madri.

Tomemos alguns exemplos: “Revelações do empresário Marcos Valério confirmam a vinculação de Lula com o Mensalão”, foi uma das notícias na imprensa brasileira na semana que passou. Não é adequado chamar Marcos Valério de “empresário”; ele é na verdade um lobista que operou com o Partido dos Trabalhadores e que acaba de receber uma condenação no valor de 40 anos de prisão, por sua participação no mensalão, aquele escândalo de desvio de dinheiro público e outras irregularidades, ocorrido durante os primeiros anos da gestão de Lula (2003-2010).

Além disso, em que pese a imprensa local não ter dado por certo, as declarações de Valério ao Ministério Público estão longe de ser críveis, sendo a versão apresentada por um “corrupto” condenado na justiça, que busca atenuar sua pena por meio da “delação premiada”.

Também é inexato mencionar “revelações” aquilo que Valério disse, porque até o momento não se tem conhecimento de nenhum documento que apoie a sua versão, sem esquecer que nos corredores do Congresso, Valério se tornou conhecido como um personagem habituado a lançar bravatas vazias.

Nos últimos dias ficou demonstrado que as aberrações publicadas no Brasil agravam-se mais uma vez quando chegam ao noticiário internacional. Alguns veículos, além de terem dado por verdadeiro o que Valério afirmou, chegaram a citá-lo como o “sócio” de Lula, algo majestosamente falso.

Outro exemplo do oceano que separa os fatos de sua versão televisiva foi a notícia de que o ex mandatário viajou repentinamente para a Europa “escapando das denúncias de corrupção que o têm preocupado”.

Segundo informações obtidas por este correspondente em novembro, a viagem para a França e a Espanha não se montou com o objetivo de salvar a pele de Lula, já que tinha sido planejada com antecipação o suficiente para incluir um evento em Paris, realizado na quinta-feira passada, onde estiveram Dilma Rousseff e seu colega francês François Hollande. E até o cidadão menos informado sabe que a agenda dos chefes de estado não é um “arranjo” de última hora.

Numa bem documentada reportagem publicada pela revista Carta Capital, uma das poucas que denuncia os atropelos da Rede Globo, reportou-se que grandes veículos e grupos empresariais financiam uma fundação destinada a recompor o ideário conservador, a ensinar que só há democracia quando impera o livre mercado, enquanto estimula o ressentimento anti-PT e anti-Lula, como expoentes do populismo, do estatismo e da corrupção.

Mesas redondas e seminários organizados por essa entidade sustentada por empresas jornalísticas têm como tema recorrente o atual processo que se encerra no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a antiga cúpula do PT, do Mensalão, o suposto pagamento de subornos e desvio de dinheiro público que comoveu o país em 2005 e pôs em risco a gestão de Lula.

Essas vozes predominantes da imprensa elogiam a intransigência do STF no julgamento dos petistas responsáveis pelo Mensalão, sem mencionar que o mesmo tribunal inocentou o folclórico ex presidente Fernando Collor de Mello, por falta de provas (ele havia renunciado ao cargo para escapar de um impeachment) e que há dois anos ratificou a Lei de Anistia herdada da ditadura, desafiando a Corte Interamericana de Direitos Humanos que reclamou a sua derrogação.

A campanha eleitoral para a presidência, em 2014, está em curso e o bloco conservador sabe que a Justiça ou, para ser mais preciso, o STF, é um aliado indispensável para dissimular o déficit político resultado da fratura do Partido da Socialdemocracia brasileira (PSDB), a maior força de centro-direita, onde ainda não surgiu nenhum dirigente capaz de herdar a liderança do octogenário Fernando Henrique Cardoso, o ex-presidente que encarna o antilulismo puro sangue.

Lula é um bicho político tão popular como astuto e, ao falar em Paris durante o seminário aberto por Dilma Rousseff e Hollande, insinuou que pode voltar a ser candidato a presidente dentro de dois anos. Fez a afirmação de forma meio sinuosa, mas suficientemente clara, como que para que os executivos e donos de poder entendam a mensagem. E tremam.

Ele também falou da forma assimétrica com que as empresas de informação divulgam as notícias sobre casos de corrupção. “Quando um político é denunciado, sua cara sai na imprensa pela manhã, à tarde e à noite. Mas vocês já viram algum banqueiro corrupto no jornal? Sabem porque não o viram? Porque ele paga as propagandas dos jornais”, comentou Lula.

No dia seguinte a Rede Globo reportou que Lula tinha renovado os seus “ataques” à imprensa livre.

Tradução: Katarina Peixoto

Fotos: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Mostra resgata hábitos e documentos do antigo presídio Cândido Mendes

Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – Soterrados debaixo de escombros, registros e objetos dos antigos presídios da Ilha Grande começam a ser revelados no Museu do Cárcere, na Vila Dois Rios. Hábitos alimentares e costumes constituem um dos pontos mais importantes da mostra, inaugurada na última semana, no desativado Instituto Penal Cândido Mendes, implodido em 1994. A mostra traz depoimentos, imagens, utensílios e até documentos resgatados por moradores e historiadores.

Pequeno pedaço de pão acompanhado de um suco de capim santo com moscas mortas foi servido no café da manhã a ninguém menos que o escritor Graciliano Ramos. Em 1936, ele passou 18 dias encarcerado por crime político. Seus relatos, revelados no livro Memórias do Cárcere (1953), dimensionam a agonia à qual os presos eram submetidos.

“A potassa [substância química] arruinava intestinos. Arriscara-me a ingerir uma colher de feijão e apavorava-me”. “[…] A miserável boia [comida] arrasara as entranhas [dos presos]”, afirma Graciliano, no relato que ganhou um grande quadro. Havia, dentre de utensílios de cozinha utilizados pelos presos, em diferente épocas, imensas panelas de pão, retirada dos restos da implosão.

Criado para receber “vagabundos e marginais”, a primeira instalação carcerária da ilha, no sul fluminense, ocorreu em 1984. À época, a comida chegava junto com os presos, de navio, poucas vezes por ano: as condições alimentares eram tão precárias que eram freqüentes os casos de desinteria, de prisão de frente e de problemas cardíacos.

Com a instalação de colônias agrícolas na década de 1930, os presos incluíram no cardápio frutas e pescado. Porém, a comida ficou pouca a partir da chegada de presos políticos, nos anos 60: Eles passaram conviver com presos comuns. Houve transformação da unidade, que permitia o preso sair para produzir, em presídio de segurança máxima, explica o curador da mostra e diretor do Museu do Cárcere, que é vinculado à Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), o historiador Gelsom Rozentino de Almeida.

“À medida que não se produzia nada, plantações e criações foram deixadas de lado, o preso não tinha mais a obrigação de trabalhar e não podia mais sair por conta da questão da segurança, voltando a depender da compra de alimentos”, informou.

Contrariando os documentos históricos e até fotos ilustrando a precariedade da cozinha do presídio, há quem diga que a comida naquela época “não era tão ruim”. O único ex-detento e morador da Vila Dois Rios, onde ficava a penitenciaria, Julio de Almeida, de 81 anos, que chegou a trabalhar na cozinha e serviu diretores, diz que tudo dependia do “fazedor”.

“O pessoal tem um pensamento que a comida era ruim e mal feita. Só que a comida era especial, tinha arroz, feijão carne, peixe, doce, tudo direitinho como manda o figurino, agora, o fazedor tinha que saber fazer”, contou. Segundo ele, a cozinha, apesar da fama de “caldeirão do diabo”, como o presídio também ficou conhecido, era “bem organizada, limpinha e direitinha”.

O policial militar aposentado Getulio Cantuária, que chegou ao posto de chefe da segurança em uma das últimas administrações, concorda. Ele lembra que a comida do instituto penal era também servida aos trabalhadores e suas famílias, que moravam na vila. Principalmente o pão.

“Quando eu cheguei, em 1975, a comida do preso era uma das melhores, feita aqui com muito carinho. O pão era excelente. Dava para todo mundo que morava aqui, inclusive minha família, e chegava a ser vendido lá embaixo [outras vilas da ilha]”, frisou.

Sem contestar os sobreviventes, o pesquisador Rozentino pondera que antes da implosão, o presídio e, consequentemente, a cozinha, estavam deteriorados. “Até acho que a comida era boa entre 1940 e 1960. Depois, tenho minhas duvidas em função da precariedade da aquisição de alimentos, da deterioração da higiene e das instalações físicas do instituto, que datam de 1943”, afirmou.

A exposição Comida e Cárcere abre de terça à domingo, das 10h às 16h e tem a peculiaridade de aceitar visitantes em trajes de banho, de passagem pela praia do povoado. O local pode ser acessado de barco ou por meio de uma caminhada de 11 quilômetros do centro de Ilha Grande.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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