Arquivo para 8 de janeiro de 2013

MAUÉS-AM, SAQUEADA

AFINPRESS – Direto de Maués, no interior do Amazonas, a 267 km próximo à Manaus,  politicamente sempre foi governada por famílias tradicionais: Negreiros, Esteves, Michiles, Leite.

Destoando desse feudalismo, Miguel Paiva, mais conhecido como Belexo teve a oportunidade de quebrar com a servidão, mas nada fez.

Sua administração deixou a cidade saqueada. Após 8 dias da nova administração comandada pelo prefeito eleito do PT, padre Carlos Góes, o que se ouve nas entrevistas, conversas é de que a cidade foi saqueada.

Um exemplo da indignidade é o débito que o SAAE, órgão responsável pelo abastecimento de água na cidade deve para a Manaus Energia mais de dois milhões de reais e por falta de energia no escritório do órgão a CPU do computador onde armazenam todas as informações tiveram que ser encaminhados para Manaus para análise.

O prefeito Belexo e seus secretários deverão prestar contas de bens e patrimônios da prefeitura como freezeres, geladeiras, motor de popas, canoas, carros e outros bens que foram saqueados.

Os professores do município até hoje não receberam o salário de dezembro. A prefeitura pagou apenas o 13° salário e para alguns profissionais,  incompleto.

A atual administração reconhece a dívida e fala que neste momento não tem como pagá-los.

A cidade que padre Carlos Góes vai administrar, nesses primeiros meses ou primeiro ano é só para resolver pendências administrativas anteriores, como pagamentos, identificação de funcionários efetivos e contratados, cargos comissionados reais e fictícios que constam em folha de pagamento mas que não trabalham ou estão em Manaus recebendo, evidentemente que isso não impossibilitará de desenvolver um trabalho para marcar logo sua administração.

A cidade estava sem coleta de lixo e para prejudicar ainda mais a administração que iniciava podaram muitas árvores e deixaram galhos e entulhos por recolhem, dando uma impressão negativa para quem visita a cidade nessa época do ano.

Duas obras que já mereceram  posts neste blog continuam paradas. Entra e termina ano e a orla portuária da cidade não é concluída bem como a miniatura de porto feita pelo governo federal que repassou verbas e mais verbas até hoje não terminaram.

Toda essa irresponsabilidade trouxe como conseqüência a derrota do grupo que esteve à frente da prefeitura municipal e a inelegibilidade do deputado Sidney Leite por não ter cumprido com convênios envolvendo recursos federais.

Agora o ex-prefeito Belexo e seus secretários terão que prestar contas do dinheiro público mal utilizado que prejudicaram o povo saterê-mawé.  

   

Começou o 2º tempo: e a zaga bate cabeça

O mundo literalmente desaba em déficits fiscais decorrentes da fuzarca instaurada pelas finanças desreguladas. Mas no Brasil o governo resolveu posar como o último combatente da batalha do dia anterior.

Numa reverência ao Tea Party ortodoxo-tucano, fez um malabarismo contábil vertiginoso. Deu cambalhotas em saltos triplos. Raspou o tacho aqui e ali. E cumpriu formalmente a meta do superávit de 3,1% para 2012.

O que o país ganhou com isso? Nada.

Ao menos saciou a ressaca da restauração conservadora, que amanheceu o ano novo disposta a fazer de Aécio Neves o Bonaparte dos livres mercados em 2014?

Não.

A ortodoxia borbulha com o champagne grátis oferecido a quem atravessou o ano falando sozinho diante da ceia magra.

Editoriais, manchetes, colunistas foram à desforra.

Festejam o recibo passado pelo governo: os R$ 15,8 bilhões de receita-extra para fechar as contas de 2012 rapidamente evoluíram para outras arguições dogmáticas.

Savonarolas de diferentes linhagens adicionam o seu graveto à fogueira em fraldas.

Centuriões impetuosos falam em descontrole orçamentário. O nome do videogame é ‘desconstruindo Dilma’.

Em 2012 o país realizou um esforço respeitável para contrastar a estagnação gerada pela desordem capitalista mundial que está longe do fim (leia análise de Nouriel Roubini nesta pág)

Corretamente –ao contrário do que fizeram sábios tucanos em crises anteriores– o Estado acionou sucessivas reduções de tributos para reaquecer a economia.

A presidenta Dilma concedeu isenções e subsídios ao investimento produtivo. Aspergiu crédito no mercado de consumo. Ampliou em vez de golpear os programas sociais de transferência de renda. Golpeou em vez de adular os banqueiros e rentistas.Trouxe os juros da Selic para a inédita taxa de 1% ao ano em termos reais.

Fez o que tinha que fazer. Poderia ter feito até mais. O superávit fiscal ficou menor do que o previsto.

E daí? Nada.

Em vez de explicar à Nação seu zelo em preservar o emprego, a produção e o investimento, deu milho ao bode santo da ortodoxia.

O ruminante avança agora da espiga para a mão .

Economistas aliados do governo sacodem a cabeça entre irritados e estupefatos.

O que dizem em seguida revela que estão preocupados.

O episódio não é apenas tolo.

A essa altura do segundo tempo, a bobeada deixa o adversário livre diante do gol mais uma vez.

O lance revela uma hesitação recorrente num jogo de vida ou morte. É preciso por ordem em campo.

Embora comungue políticas e valores distintos, o governo parece refém da arquibancada adversária.

Moureja ao sol o ano inteiro. À meia-noite reza a missa do galo ortodoxo.

Em vez de reforçar o discernimento da sociedade dando à crise o seu verdadeiro nome e dimensão, empresta legitimidade ao catecismo que a originou.

Se é justo por que não o cumpriu?

De alguma forma, Brasília continua presa à ilusão de que os mercados farão o serviço pela Nação.

Confunde-se confiança com genuflexão.

É um erro.

Subestimar a luta política é uma forma de ceder ao adversário um pedaço crucial do terreno onde será definida a sorte de governos e nações na crise mundial do capitalismo.

A margem de manobra da economia, dentro das regras do jogo, é estreita.

Para reverter a espiral descendente pró-cíclica do capital privado é decisivo conquistar corações e mentes. De toda a sociedade. Não apenas o espírito animal dos capitalistas, que num certo sentido se nutre do consenso hegemônico.

O que define isso é a política. Não a meta cheia do superávit fiscal.

O mimo de fim de ano oferecido à ortodoxia revela o quanto o governo está confuso nesse front decisivo da batalha.

O mito da gestão eficiente como resposta aos males do capitalismo desregulado – e do Estado abastardado – fica escancarado nesse episódio.

O fetiche gestor, no limite, é tão inoperante quanto o mapa completo do conto de Borges: o detalhamento obsessivo equipara a escala ao perímetro da realidade. Anula-se.

Gestão competente é aquela capaz de enxergar a dimensão política do desenvolvimento.

Algo que se faz coletivamente. Com partido, pluralidade midiática, democracia e movimentos sociais.

O que vai definir o novo ciclo de investimento brasileiro – e por conseguinte uma boa parte do escrutínio de 2014 – é a ação firme, convicta e coerente do Estado na liderança desse processo.

O déficit fiscal dos países ricos, informa o FMI, fechou 2012 em 5,9%; com muita, mas muita sorte, cai a 5% este ano.

Nos EUA de Obama, o déficit chega a 8,7% do PIB. No Japão, o déficit fiscal é de 9% do PIB. E o novo governo –conservador– fala em um estímulo adicional de US$ 130 bi par atirar a economia do pântano.

Em resumo, chove azeite fiscal lá fora.

Embora o lubrificante não chegue onde deveria, empoçado nas mãos da finança, o desequilíbrio internacional não avulta entre as preocupações dos nossos vigilantes orçamentários.

No Brasil, ao contrário, os estímulos seguem na direção correta.Mas o governo hesita em defender o papel do Estado, ajoelhando-se no altar da gororoba conservadora que originou a crise .

O ônus dessa ambiguidade não se circunscreve ao plano das idéias.

Aderir ao enredo do adversário legitima o cerco dos interditos que emperram obras públicas inadiáveis e decisões estratégicas urgentes.

Se o Planalto não se sente confortável em afrontar um fiscalismo anacrônico e desmoralizado pela crise, quando terá a coragem de dizer ao Tribunal de Contas, por exemplo: -‘A legalidade não lhe faculta paralisar projetos, mas tão somente conferir a aplicação do recurso público efetivado’.

Quando irá transformar o Ministério do Planejamento numa máquina eficiente de planejar e tirar do papel obras que patinam no labirinto entre a judicialização ilegítima e os aditivos pantagruélicos?

Postado por Saul Leblon


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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