Arquivo para 11 de janeiro de 2013

Uma semana para não esquecer

O jornalismo praticado pelo dispositivo conservador tem cada vez mais o prazo de validade de um pote de iogurte vencido. A ‘grave denúncia’ da noite azeda no contato com o oxigênio da manhã.

A manchete garrafal e assertiva da hora desaba ao primeiro sopro dos fatos. Como um frango desossado da Sadia, não se sustenta sem os ganchos de uma desconcertante indiferença à realidade.

Não raro, a afronta à opinião pública balança sua indignidade por dias seguidos nas páginas e sites, como a carcaça putrefata da credibilidade conservadora.

A insistência do vetusto ‘Estadão’ em manter uma ‘barrigada’ histórica na manchete –a ‘decisão’ do Ministério Público de pedir a investigação de Lula’– é o exemplo arrematado da carnificina da notícia no cepo conservador.

No futuro, quando o historiador autopsiar esse açougue onde cortes especiais redesenham o país ao gosto de interesses pantagruélicos, será possível avaliar melhor as consequências da injeção sistemática de semi-informação, meias verdades, semi-cultura, mentiras e vulgaridade no imaginário social.

Não se trata apenas de aferir votos. A cidadania plena é inseparável da consciência histórica adquirida através da razão argumentativa que politiza os fatos e materializa os valores que sustentam a convivência compartilhada.

Por ora, trata-se de resistir à matéria tóxica em sentido contrário.

Poucas tarefas terão maior importância do que essa nos dias que correm.

A capacidade de entorpecer o discernimento social é o principal trunfo político de um feixe de interesses cada vez mais dissociado dos anseios da população. Cada vez mais disfuncional em relação à agenda do desenvolvimento. Cada vez mais avesso ao aggiornamento que a democracia requer em nosso tempo.

Sites e blogs progressistas devem redobrar esforços na tarefa de oferecer um contrapeso de equilíbrio ao aluvião beligerante embutido nessa asfixia narrativa.

Não ceder ao discurso panfletário já encerra em si um contraponto.

Mas ele somente será eficaz se adquirir a abrangência capaz de romper os torniquetes da infantilização da opinião pública promovida pelo monopólio midiático.

Discutir alternativas críveis a uma crise igual ou pior que a vivida pelo capitalismo em 1929 é o que de mais importante deveria fazer um sistema de comunicação plural e democrático.

A dimensão política dos impasses em jogo, rusticamente condensados na incompatibilidade entre a supremacia financeira e as necessidades vitais da sociedade, convoca a imaginação a erguer linhas de passagem não usuais ao passo seguinte da história.

Quando as coisas atingem o ponto a que chegamos a resistência concentrada nas questões convencionais de sobrevivência da sociedade não basta.

Urge uma disposição mudancista desassombrada para redefinir o papel do Estado e da democracia na retomada do crescimento em meio à desordem neoliberal.

O conjunto requer um salto de organização e engajamento que não se materializará sem a mobilização de ideias e agendas que um jornalismo isento teria obrigação de espelhar .

Não é esse o presente imediato, tampouco o horizonte visível do Brasil.

A sofreguidão midiática dos últimos dias colecionou provas suficientes de um empenho que avança na contramão desse percurso.

Foi uma semana para não esquecer.

Um apagão midiático, uma investigação contra Lula, salvas ao ‘candidato anti-intervencionista’ das gerais, a concentração de vapor golpista contra o regime venezuelano e um alarmismo inflacionário improcedente compuseram o repertório da isenção informativa aspergida insistentemente nos corações e mentes da sociedade.

O saldo distorce os fatos, mas informa o que vem pela frente.

O incompreensível desdém do governo em relação aos meios de comunicação progressistas –a ponto de discriminá-los no agendamento da publicidade oficial de interesse público– assume assim contornos de um erro político de consequências desestabilizadoras.

Sempre se poderá alegar em defesa da inércia que o limite do abuso é o contrapeso implacável da realidade objetiva. Esta favoreceria o discernimento político da sociedade.

Em termos.

O economicismo que se acredita autossuficiente na disputa pela hegemonia é tão equivocado quanto o laissez-faire, que dispensa ao Estado o menosprezo de um estorvo burocrático.

No fundo, ambos entregam o destino da Nação às forças de mercado. Com as consequências conhecidas, quando o conflito de interesses atinge a polarização prenunciada nas manchetes da semana que passou.

Postado por Saul Leblon

Milhares saem às ruas de Caracas em apoio a Chávez

Após o Tribunal Supremo de Justiça ter autorizado o adiamento da cerimônia de posse de Hugo Chávez prevista para esta quinta-feira (10), centenas de milhares de manifestantes se concentraram em Caracas para apoiar o governo bolivariano, acompanhados por representantes de 27 países da região. O ato contou com a presença do vice-presidente Nicolas Maduro e dos presidentes da Bolívia, Evo Morales, do Haiti, Michel Martelly, da Nicarágua, Daniel Ortega, e do Uruguai, José Mujica.

Página/12

Caracas – Após o Tribunal Supremo de Justiça ter autorizado o adiamento da cerimônia de posse prevista para esta quinta-feira (10), centenas de milhares de manifestantes se concentraram em Caracas para apoiar o governo bolivariano, acompanhados por representantes de 27 países da região. O presidente boliviano Evo Morales afirmou que a saúde de seu colega venezuelano é um tema que preocupa “a todos os povos antiimperialistas do mundo”, enquanto que o ex-mandatário paraguaio Fernando Lugo assegurou que Chávez “pertence não só a Venezuela, mas também a Argentina, ao Equador, ao Paraguai, ao Caribe e à toda América Latina”.

O ato de homenagem ao presidente reeleito da Venezuela, Hugo Chávez, começou formalmente pouco depois das 14 horas de Caracas, quando o vice-presidente Nicolas Maduro chegou ao palanque erguido em frente ao Palácio de Miraflores. Maduro subiu ao palco junto com os presidentes da Bolívia, Evo Morales, do Haiti, Michel Martelly, da Nicarágua, Daniel Ortega, e do Uruguai, José Mujica, assim como os chanceleres da Argentina, Héctor Timerman, do Equador, Ricardo Patiño, e do ex-presidente paraguaio Fernando Lugo, entre outras autoridades.

Após a entonação do Hino Nacional, em ritmo de capela, por parte da multidão, o chanceler argentino Héctor Timerman abriu a lista de oradores com um breve discurso no qual disse ser portador de uma mensagem de carinho e afeto da parte da presidenta Cristina Fernández de Kirchner, ao mesmo tempo em que confirmou que a mandatária argentina visitará Chávez nesta sexta-feira em Havana.

“Quem diz que o companheiro Hugo está ausente? Ele está aqui em seu povo”, afirmou Fernando Lugo ao tomar o microfone. “A Revolução Bolivariana está em boas mãos porque está nas mãos do povo venezuelano”, acrescentou o ex-presidente paraguaio, destituído após um golpe institucional em junho de 2012.

Por sua parte, o boliviano Evo Morales manifestou que “neste momento Hugo Chávez Frias está na consciência de todos os bolivianos e de todas as bolivianas”. Ele observou que “o tema da saúde do irmão Chávez não é somente uma preocupação do povo venezuelano, mas também do povo boliviano e de todos os povos antiimperialistas do mundo”.

Evo fez um chamado pela “unidade na Venezuelana e na América Latina”, e assegurou que “Chávez seguirá a frente da Revolução”. Além disso, reconheceu sua “admiração e respeito a este povo venezuelano revolucionário, socialista e solidário”, e recordou os cafés da manhã vividos com o líder bolivariano em suas visitas anteriores a Caracas. “Hoje comi uma broa de milho no café da manhã e senti que estava com Chávez”, afirmou.

O governo recebeu quarta-feira um aval legal com a decisão do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), que descartou declarar a ausência temporal ou absoluta do mandatário convalescente e disse que ainda que seja um requisito necessário, Chávez pode fazer o juramento depois do dia 10 de janeiro diante dos magistrados.

A sentença argumentou que Chávez tem uma licença aberta concedida pela Assembleia Nacional, que é um presidente reeleito e, portanto, há continuidade no mando, pelo que autorizou tanto o vice-presidente Nicolás Maduro como os ministros do gabinete para preservar as funções de governo por um tempo que não foi estabelecido.

Tradução: Katarina Peixoto


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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