Arquivo para 18 de janeiro de 2013

CONVOCADOS PELO SISU FAZEM MATRÍCULA A PARTIR DE HOJE

Aos que obtiveram uma das vagas do Enem e foram convocados pela primeira chamada do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) devem a partir de hoje providenciar a matrícula nas instituições de ensino escolhidas. O prazo para a matrícula é até a próxima terça, dia 22 de janeiro, e o estudante deve atentar para os documentos que a instituição de ensino superior na qual ele foi aprovado exigem.

Aos que não foram aprovados fiquem atentos que no dia 28 de janeiro será divulgado o resultado da segunda chamada cujos aprovados farão matrículas entre 1º a 5 de fevereiro. E aqueles que não forem chamados nas duas primeiras convocações ainda terão mais uma chance pela lista de espera ou ainda para concorrer as vagas na próxima edição do ENEM. Para entrar na lista de espera, é preciso acessar o sítio do programa,e no tópico boletim do candidato  clicar no ícone que corresponde à confirmação de interesse em participar da lista, sendo que esta valerá somente para a primeira opção do candidato.

Não esquecendo ainda que para os que não fizeram o ENEM ou não conseguiram vaga pelo SISU,o acesso a universidade pode se dar ainda pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) que está com inscrições abertas até a próxima segunda (21) pelo sítio do programa. A inscrição no Prouni pode ser feita concomitantemente ao SISU, porém caso seja aprovado em um deles o estudante terá que escolher entre a bolsa ou a instituição de ensino superior pública e gratuita. A terceira opção seria o financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) da Caixa Econômica Federal.

Chavez, Sereno, Tranquilo e Confiante

O líder da Revolução Bolivariana na Venezuela, o chefe de Estado Hugo Chávez, está desde dezembro sem aparecer para o grande público. Chávez está hospitalizado pouco mai de um mês para combater um câncer. Contudo, o vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro afirmou que Chávez está “muito tranquilo, sereno e consciente”. Maduro visitou Chávez em Havana, Cuba, a quatro dias.

Segundo reportagem da Agência Brasil:

“Em termos gerais, ele [Chávez] está muito tranquilo, sereno e consciente de todas as fases que vem passando no pós-operatório”, ressaltou o vice-presidente. Maduro disse ter visitado Chávez, no dia 14, e que a  “infecção [respiratória] foi controlada”.

O retorno de Chávez a Venezuela, parece estar dependendo de uma reunião dos médicos responsáveis pelo seu atendimento. Eles informarão sobre a recuperação do presidente da Venezuela e quando ele poderá retornar.

A oposição na Venezuela continua a gerar polêmica sobre a ausência física de Chávez em seu país. Ao que tudo indica a principal divergência é a legalidade jurídica do adiamento da data posse do presidente. A oposição à Chávez, nada mais faz do que seu papel em continuar a tentar frear a Revolução Bolivariana movimentada na América latina.

Maduro, explica que esta ausência física de Chávez em nada prejudica as ações anteriores impetradas pelo Chefe de Estado venezuelano, pois: “Hugo Chávez é presidente e vai continuar assim. Temos um critério muito claro do papel do presidente”.  “Enfrentamos uma guerra miserável na mídia [envolvendo Chávez], de ataques à sua vida”. “É uma suposta falta temporária. Há um governo funcionando, um escritório ativo,” afirmou de diversos modos o vice-presidente.

Na reportagem da Agência Brasil ainda podemos ler a continuação de acordos bilaterais entre Venezuela e Cuba, bem como novas parcerias com a vizinha Argentina:

“Na visita a Havana, Maduro disse ter conversado com o presidente de Cuba, Raúl Castro, e o ex-presidente Fidel Castro sobre a ampliação de acordos de cooperação bilateral nas áreas de saúde, educação, esporte, cultura e economia. Também mencionou a decisão de intensificar as parcerias com a Argentina para o desenvolvimento regional.

A Venezuela e a Argentina negociam parcerias para a comercialização de energia e o fornecimento de  arroz, leite em pó, carne bovina e de frango, além de tecnologia  para a fabricação de tanques, bombas de gás e de abastecimento de combustível. Também estão em curso acordos para aumentar o número de voos entre os dois países.”

A despeito do chamado socialismo real, que ocorreu de fato na antiga União Soviética e em outros países da Europa Oriental, os quais não apresentaram um regime de governo muito diferente daqueles efetivados pelos regimes de governo capitalista, a conhecida Revolução Bolivariana, vem demonstrando o quanto o projeto neoliberal (desde a década de 1980)vem ocorrendo se expondo efetivamente como o oposto do Estado mínimo que o caracteriza.

Ao contrário do que prega a dogmática neoliberal, da necessidade da existência de um mercado autorregulado e de um estado fraco que exclui a categoria trabalho de sua constituição e procura enfraquecer, por meio de ações normativas do direito, a ação dos trabalhadores, países como a Venezuela e o Brasil, por exemplo, vem demonstrando um Estado forte, donos de seus próprios crescimentos econômicos e políticos, fazendo do trabalho um agente do crescimento do Estado, mostrando autonomia em seus gastos públicos, ainda que algumas vezes demonstre, também, uma regulação jurídica e policial ainda retrograda.

Situação dos Guarani Kaiowás permanece dramática

Apesar de repercussão, situação dos Guarani Kaiowás permanece dramática Os indígenas do Mato Grosso do Sul viram o ano passar sem que o governo federal fizesse uma só homologação definitiva de terra e choraram por mais duas lideranças mortas. Uma resposta pontual chegou apenas no dia 8 de janeiro deste ano quando foi publicado no Diário Oficial da União a entrega do estudo de identificação e delimitação de duas aldeias. Mas fazendeiros organizados na Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul, que teriam que se retirar do local, já afirmaram que irão questionar o relatório.

Por Fábio Nassif, Carta Maior

No final do ano de 2012, milhares de pessoas tomaram conhecimento da dura realidade vivida pelo povo Guarani Kaiowá do Mato Grosso do Sul. Após uma carta da aldeia de Pyelito Kue, informando que resistiriam a um possível despejo de suas terras, entidades, órgãos oficiais, parlamentares e governos correram para se pronunciar sobre o tema e a sociedade respondeu com gestos de solidariedade, como as manifestações realizadas em mais de 50 cidades no mês de novembro. No entanto, nada disso foi suficiente para reverter ou frear o processo de confinamento e genocídio deste povo. Os indígenas do Mato Grosso do Sul viram o ano passar sem que o governo federal fizesse uma só homologação definitiva de terra e choraram por mais duas lideranças mortas.

Uma resposta pontual chegou apenas no dia 8 de janeiro deste ano quando foi publicado no Diário Oficial da União a entrega do estudo de identificação e delimitação de duas aldeias, incluindo a própria Pyelito Kue, que propõe a criação da terra indígena Iguatemipegua I. Mas fazendeiros organizados na Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul), que teriam que se retirar do local, já afirmaram que irão questionar o relatório, o que pode provocar mais uma ameaça de despejo das aldeias.

A demarcação das terras Guarani Kaiowás é a reinvindicação central das lideranças, pois sem isso, se acirram os conflitos, principalmente sobre as áreas que foram retomadas pelos indígenas. A reportagem da Carta Maior passou 18 dias em aldeias da região, acompanhou o Acampamento Internacional de Solidariedade aos Guarani Kaiowás e presenciou algumas situações vividas pelos indígenas.

Demarcação
Na aldeia Taquara, localizada no município de Juti, o processo de demarcação foi iniciado em 2000 e interrompido em 2010. Apesar da área reconhecida pela Fundação Nacional do Índio (Funai) ser de aproximadamente 9700 hectares, os indígenas ocupam hoje cerca de 90 hectares, já que as plantações de soja e cana e os pastos dominam o restante do território.

“Os fazendeiros estão se preparando para invadir mais um pedaço das nossas terras”, denuncia o cacique e professor Araldo Veron. “Se depender deles, em poucas semanas aquele pedaço de terra, que poderia ser reflorestada, se transformará em plantação de soja ou cana. Mas nós iremos resistir”, diz o cacique perto da divisa provisória da aldeia enquanto é observado de longe por funcionários da fazenda.

Na mesma aldeia Taquara, a reportagem presenciou a utilização de aviões que espalham veneno na plantação de cana e na aldeia, plantações que desrespeitam a distância mínima dos leitos de rios e lixões dos fazendeiros próximos às margens, o que têm gerado doenças na comunidade. Além disso, no dia 6 de janeiro, vários focos de incêndio no entorno da aldeia assustaram os indígenas e os próprios homens do Corpo de Bombeiros suspeitavam que o fogo havia sido provocado de maneira criminosa.

Mesmo nas aldeias em terras demarcadas e homologadas, como é o caso da Jarara, perto da cidade de Dourados, os pecuaristas continuam atuando sobre as terras consideradas sagradas pelos indígenas. O cacique Getúlio Juca segue com a construção da casa de reza tradicional, feita de sapé, como forma de resistência à invasão.

Outros casos, como da aldeia Laranjeira Nhanderu – onde os indígenas precisam ultrapassar a cerca da fazenda para adentrar em sua terra – ou da aldeia Nhuvera – cercada pela rodovia e pela plantação de soja – também são ilustrativos da situação geral dos indígenas no estado.

Retrocesso à vista
No dia 13 de janeiro, dezenas de lideranças se reuniram na aldeia Taquara e realizaram uma manifestação em memória do cacique Marco Veron, assassinado em 2003 a mando de fazendeiros. Veron foi um dos responsáveis pelo processo de retomadas das terras Guarani Kaiowás. Ele foi morto por jagunços diante de sua família. Hoje, seus assassinos que foram condenados e depois soltos, atravessam a aldeia Taquara com frequência ameaçando seus filhos.

Na manifestação, Guarani Kaiowás carregavam cartazes lembrando de várias lideranças assassinadas no passado – dentre as 273 em nove anos -, mas também contra medidas que estarão em pauta em 2013, vistas como retrocessos aos direitos indígenas. O Projeto de Emenda Constitucional 215, por exemplo, propõe que a demarcação e homologação de terras indígenas e quilombolas sejam autorizadas pelo Congresso Nacional e não mais pelo poder executivo.

Outra medida criticada é a Portaria 303 da Advocacia Geral da União (AGU) na qual as 19 condicionantes utilizadas para aprovação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol (RR), seriam colocadas em prática. Entre elas estão, por exemplo, a definição de que os direitos indígenas sobre as terras não podem sobrepor os interesses de defesa nacional e nem podem impedir a exploração de “riquezas de cunho estratégico para o país”. Ou seja, abrem brechas para o agronegócio em terras indígenas.

Funai
Em setembro de 2012, também como reflexo da repercussão internacional da situação de vida desses indígenas, a Funai apresentou à Presidência da República um Informe Técnico sobre suas ações na “promoção da qualidade de vida das comunidades Guarani Kaiowá e Nhandeva em articulação com os demais órgãos”. O documento lista uma série de iniciativas da Funai, referentes a acessibilidade aos direitos sociais e previdenciários, educação indígena, mobilização, segurança, produtividade, segurança alimentar e gestão ambiental.

O relatório do órgão, no entanto, ora deixa de expor a verdadeira situação deste povo, ora coloca informações desconhecidas pelos indígenas, segundo lideranças Guarani Kaiowás.

Entre as informações que mais chamam a atenção das lideranças estão o desenvolvimento de um projeto para construção de 400 moradias de madeira em acampamentos e a distribuição de 40 mil mudas de erva-mate, plantas nativas e frutíferas em 5 aldeias. Ládio Veron, cacique da aldeia Taquara, que está na lista de aldeia beneficiada pela política de reflorestamento, afirma que nenhuma muda chegou ao local, mesmo que a Funai tenha colocado isso em seu relatório e que os indígenas desconheçam o projeto para construção de casas. “Muito pelo contrário do que é afirmado, o que vemos é o aumento da devastação, da poluição de nossas águas e da tentativa de extermínio do nosso modo de vida”, diz.

O documento foi questionado diretamente para a então representante da Coordenação Regional da Funai de Dourados, Maria Aparecida, e para a presidenta da Funai, Marta Maria Azevedo, durante o Aty Guasu (grande assembleia Guarani Kaiowá) ocorrida entre os dias 22 e 26 de novembro de 2012. Na ocasião, presenciada também pelo representante do Ministério Público Federal do estado, caciques de diversas aldeias demonstraram espanto com o texto, que sequer havia sido entregue aos indígenas.

“Esse documento não reflete o que vivem os Guarani Kaiowá no Mato Grosso do Sul”, afirma Valdelice Veron, representante do Aty Guasu. Segundo Valdelice, “infelizmente a Funai tem preferido fazer promessas vazias aos povos indígenas enquanto os grandes fazendeiros avançam sobre nossos territórios sagrados”. Uma reclamação recorrente dos indígenas é inclusive o atraso na entrega de cestas básicas às aldeias. A reportagem marcou entrevista com o novo responsável pela Funai no local, Vander Aparecido Nishijima, mas ele não compareceu.

“Nós somos um povo. A segunda maior etnia do país. Não queremos mais ver nossas terras banhadas de sangue, seja pelas balas dos jagunços seja pelas canetadas dos poderosos”, conclui Ládio, diante do túmulo de seu pai e das crianças que se preparam para ser os próximos guerreiros Guarani Kaiowás a liderar novas retomadas de terras.

Fotos: Guarani Kaiowás fazem manifestação no dia 13 em homenagem a Marco Veron. (FOTOS: PEDRO ALVES)

LULA VOLTA. E MUDA A PAUTA DO PAÍS

Do editorial da Carta Maior

O ex-presidente  Lula  está volta.  Na primeira semana de atividade  depois das férias, mostrou que  o espaço vazio na política brasileira, ocupado nos últimos meses pelo conservadorismo, agora tem agenda e contrafogo de peso. Na 4ª feira, Lula reuniu-se com o prefeito de São Paulo e secretários municipais. E foi ao ponto: a gestão Haddad deve ser marcada pela participação popular.Cravou: a prefeitura deve  organizar  grandes  conferências da cidadania para a população discutir as suas urgências e se organizar em torno delas. Na próxima segunda-feira, Lula encontra membros do governo federal , autoridades de oito países latinoamericanos  e intelectuais  para debater a integração regional — um dos eixos de atuação do Instituto  que leva o seu nome.O tema do encontro rebate na discussão do passo seguinte da agenda do desenvolvimento  em meio à desordem neoliberal: “Caminhos progressistas para o  desenvolvimento”. Estarão presentes entre outros, Celso Amorim, Marco Aurélio Garcia,Luciano Coutinho, Ricardo Carneiro, Antônio Prado, Aldo Ferrer,  Fander Falconi e Alberto Couriel . Ainda em  janeiro ele vai a Brasília para discutir a aceleração dos investimentos públicos com a Presidenta Dilma e integrantes do primeiro escalão. No fim do mês, desembarca em Cuba para uma conferência. A partir de fevereiro, Lula inicia caravanas pelo país.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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