Arquivo para 6 de fevereiro de 2013

OS COMBUSTÍVEIS TERÃO AUMENTOS FREQUENTES SEGUNDO MANTEGA

Em um pronunciamento o ministro da Fazenda Guido Mantega informou que haverão diversos reajustes nos preços de combustíveis no intuito de acompanhar as cotações internacionais. Embora não tenha afirmado quando haverá um novo reajuste para gasolina e do óleo diesel, Mantega disse que o governo alterou a política de preços da Petrobras.

O ministro lembrou do aumento que ocorreu na semana passada e informou que para o governo “não parece oportuno falarmos em novo reajuste. Agora, a nossa tendência será acompanhar, cada vez mais, a evolução dos preços do petróleo, porque o preço dos combustíveis tem de ter uma correlação com o preço internacional do barril. Esse é o valor que a Petrobras paga quando importa derivados”.

Em seu discurso Mantega ainda explicou o porque dos preços dos combustíveis terem aumentado mais nos últimos cinco anos do que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Isto ocorreu pois os reajustes, na época, não foram repassados aos consumidores já que o governo compensou as altas de preços com reduções na Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide).

A questão que mais influênciou esta alta foi o mercado externo segundo o ministro: “O problema foi a cotação internacional do petróleo, que subiu mais que os preços nas refinarias, então houve descolamento no preço para importar a gasolina”.

GRANDE PARTE DOS PROFESSORES NÃO POSSUEM O HÁBITO DA LEITURA

Segundo uma pesquisa feita pelo QEdu: Aprendizado em Foco, baseada nas respostas dadas aos questionários socioeconômicos da Prova Brasil 2011, descobriu que menos da metade dos professores das escolas públicas brasileiras tem em sua vida o hábito da leitura e do estudo em seu tempo livre.

Para Priscila Cruz, uma diretora do movimento Todos pela Educação, “o número de professores que não leem é chocante, mas isso pode estar ligado ao acesso. É preciso lembrar que faltam bibliotecas e que um livro é caro. Um professor de educação básica ganha em média 40% menos que um profissional de ensino superior. Acho que faltam políticas de incentivo. Não acredito que seja apenas desinteresse.”

Sabemos que esta realidade não ocorre apenas nas escolas públicas pois os professores de instituições particulares não possuem também em sua grande maioria tem um entendimento alienante do mundo e não possuem nenhuma leitura da realidade. Eles apenas recebem, são ensignados pelos valores propostos pela mídia e sociedade de consumo, e se fecham em seu ghetto de sua individualidade, de sua televisão, de seu automóvel. Desta forma mesmo que possuam um habito de leitura de livros, grande partes dos professores não leem o mundo e buscam transforma-lo.

É claro que há problemas físicos como os baixos salários ou a falta de bibliotacas como mostrou um levantamento divulgado em janeiro pelo movimento . Na dificuldade de acesso aos livros físicos, o governo tem facilitado o acesso aos conteúdos por meio da distribuição de tablets, tendo transferido R$ 117 milhões para 24 estados e o Distrito Federal para a compra dos aparelhos.

Ainda na pesquisa percebeu que 68% dos professores afirmam usar computador em sala de aula.

Em detrimento das dificuldades de aquisição de cópias físicas oministro da Educação, Aloizio Mercadante, falou sobre a importância das digitais: “O conteúdo ao qual o filho dos mais ricos tem acesso pode ser dado aos menos servidos de educação. Queremos tornar a educação não algo escasso, mas um direito humano que todas as pessoas possam ter”, disse.

Obviamente que estas teletecnologias possuem um poder de sedução muito grande dentro de nossa sociedade de consumo. Porém deve-se observar se o governo não está incentivando uma alienação ainda maior pela tecnologia, o que não resolve o “interesse de leitura” do professor

Vejamos mais dados desta pesquisa:

Madame Christine e a presidente Cristina

Do Portal de Esquerda Carta Maior

A inflação argentina é, efetivamente, muito mais elevada do que o governo diz. E, a partir disso, pode-se até mesmo duvidar também do crescimento do PIB. O que não dá para entender – e aceitar – é o tom da declaração que, na verdade, foi uma ‘moção de censura’ de Christine Lagarde e do FMI. Boas razões tem Cristina Kirchner, presidente da Argentina, para bater duro. A análise é de Eric Nepomuceno

Foi a mais dura crítica do Fundo Monetário Internacional, o FMI, contra um de seus integrantes, a Argentina. Em 69 anos de história, jamais o FMI havia ameaçado um de seus sócios de expulsão sumária, além de advertir do alto risco de, mesmo permanecendo na instituição, o país não poder ter direito a receber empréstimos.

A razão da barafunda toda: os índices oficiais argentinos de inflação. De acordo com esses números, em 2012 a inflação foi de pouco mais de 10% na Argentina. Ninguém, inclusive gente muito próxima ao governo, engole esse número. A cifra é de mais de o dobro. O país vive uma inflação oficial e outra, a dos supermercados, ou seja, a real, calculada em uns 25% no ano passado. De roldão, o FMI deu um prazo de oito meses para que o país reveja não apenas esse índice, mas também o da evolução do PIB em 2012. Ou seja, o FMI disse que é tudo duvidoso. Pelo menos duvidoso.

Até aí, tudo bem. A inflação argentina é, efetivamente, muito mais elevada do que o governo diz. E, a partir disso, pode-se até mesmo duvidar também do crescimento do PIB. Portanto, daria para entender a chamada de atenção do FMI presidido por madame Christine Lagarde, uma advogada de 57 anos com certa trajetória progressista e que substituiu Dominique Strauss-Kahn no cargo de diretor-geral, o mais alto da organização.

O que não dá para entender – e aceitar – é o tom da declaração que, na verdade, foi mais do que isso: foi uma clara ‘moção de censura’, com todas as letras. Afinal, se de errar feio se trata, difícil será achar alguém capaz de competir com o FMI.

Boas razões tem Cristina Fernández de Kirchner, presidente da Argentina, ao bater duro. É bem verdade que ela não esclarece a questão da distância olímpica entre preços nas ruas e índice oficial de inflação. Preferiu bater em vez de rebater. E acertou em cheio. Primeira pergunta da presidente eleita pelos argentinos: onde estava o FMI, que foi incapaz de detectar com um mínimo de antecipação uma só das crises que sacodem países europeus? Onde estava quando um dos bancos espanhóis, o Bankia, foi para o brejo, presidido por um de seus antigos diretores, Rodrigo Ratto, obrigando o Estado a se endividar para salvar a ganância dos abutres da banca?

Onde está o FMI neste exato instante, quando países endividados se afundam levando sua população ao desespero, como acontece na Grécia, em Portugal, na Irlanda, na Espanha?

Cristina Kirchner lembrou, com amarga memória, que seu país, a Argentina, foi dileta seguidora das receitas do FMI nos anos 90. O resultado é pago até hoje. Em 2001 a Argentina quebrou, foi para o brejo, e só foi resgatada a partir da chegada de Nestor Kirchner ao poder, em 2003.

Aliás, em 2005 Kirchner liquidou o que a Argentina devia ao Fundo Monetário Internacional e prometeu que seu país nunca mais cairia na esparrela de tomar dinheiro se obrigando a cumprir receitas nefastas e perversas.

São muitas as sequelas padecidas pela Argentina desde a quebra de 2001. Uma delas é a dificuldade de obter financiamento em organismos internacionais e na banca global. Outra é desconfiar de números e dados oficiais.

Acontece que isso pode ser corrigido, de uma forma ou de outra. Retomando fórmulas de cálculo abandonadas, por exemplo. Encarando o problema de frente, por exemplo.

Muito, muito mais difícil, porém, é, foi e tem sido reparar os danos profundos causados pelas regras absurdas e as receitas malvadas do FMI que o país adotou no período bizarro de Carlos Menem.

Ao longo dos últimos anos, vários países emergentes, com destaque para o Brasil de Lula e de Dilma, vêm pressionando para que ocorra uma profunda mudança no diálogo entre os organismos financeiros internacionais, a começar pelo FMI, e seus sócios.

Criticar as estatísticas oficiais da Argentina até que seria cabível. Mas partir para moções de censura e ameaças de expulsão é inadmissível.

Aliás, está mais do que na hora de examinar a atuação do FMI e sua influência na crise econômica e financeira que sacode a Europa. Onde estava todo esse rigor prepotente na hora de examinar os números falsos de países como a Grécia, a Itália, a Irlanda e um longo rosário de nações?

Nós, latino-americanos, conhecemos bem os efeitos colaterais das receitas do FMI. Cada um de nossos países padeceu esse mal, essa perversão. Muitos de nossos países encontraram seu caminho para evitar essa cura que mais mata que salva.

A Argentina tem equívocos, e deve corrigi-los. Cabe aos argentinos pressionarem para evitar números duvidosos, que contrastam com a realidade vivida no seu dia a dia.

Cabe, ou deveria caber, a madame Christine Lagarde e seus cúmplices do FMI saber a hora certa de se pronunciar. E entender que, a esta altura do campeonato, prepotência e impertinência são atitudes que não têm o menor cabimento.

Site da Receita fica fora do ar durante o carnaval

da Agência Brasil

O site da Receita Federal estará indisponível para os contribuintes durante o carnaval. Nesse período haverá uma parada técnica no site, que afetará inclusive o envio de declarações. Segundo a Receita, a parada foi programada pela área de tecnologia para que fosse feita a manutenção elétrica, com a ativação de nova subestação no Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) em Brasília.

Amanhã (6) , às 9 horas, a Receita Federal libera novo lote de declarações do Imposto de Renda Pessoa Física, que estavam retidas na malha fina. No lote, constam declarações referentes aos exercícios de 2012, 2011, 2010, 2009 e 2008.

Quem não fizer a consulta até sexta-feira (8) terá de aguardar o final da parada técnica e a liberação do site após o carnaval. Para saber se teve a declaração liberada, normalmente as alternativas são a página da Receita na internet, ou o uso de aplicativo para tablets e smartphones.

O aplicativo, desenvolvido pelo Serpro, é gratuito e pode ser usado para o Android, sistema do Google, e o iOS, criado pela Apple. Para fazer o download do aplicativo, o contribuinte tem duas opções: versão para o sistema operacional Android e versão para o sistema operacional iOS.

O serviço Receitanet (telefone 146) estará disponível na segunda-feira (11) para consultas por meio de atendentes. O atendimento eletrônico, no entanto, não será afetado pela parada técnica e continuará funcionando mesmo durante o Carnaval.

O atendimento eletrônico, por meio de Unidade de Resposta Automática (URA), funciona 24 horas por dia, todos os dias do ano. Normalmente, as ligações caem primeiro na URA e, em alguns casos, são posteriormente transferidas para uma central, para atendimento personalizado, realizado por profissionais de uma empresa contratada pela Receita Federal. Nesse caso, o serviço somente está disponível das 8h às 20h , de segunda a sexta-feira, exceto nos feriados nacionais. Como a segunda-feira de carnaval (11) não é feriado, o funcionamento do serviço será normal.

Renasce o sindicalismo nos EUA?

No final do ano passado, uma série de manifestações envolveu trabalhadores do Walmart, o maior empregador dos EUA, e da indústria de fast-food no país. A luta contra os baixos salários e por mais benefícios, como sempre na história norte-americana, parte de um novo movimento sindical liderado por imigrantes. Seria um renascimento? A análise é do jornalista David Brooks, correspondente do ‘La Jornada’ em Nova York.

David Brooks – La Jornada para o portal Carta Maior

Trabalhadores dos restaurantes de fast-food em Nova York lançaram no final do ano passado uma campanha para exigir um salário digno, enquanto em centenas de eventos em todo o país os trabalhadores do Walmart e aliados comunidade realizaram, no final de novembro, uma breve paralisação dos trabalhos e manifestações. Ambos os eventos não tiveram precedentes no país.

No Walmart, os cerca de 500 colaboradores do participaram com centenas de apoiadores e aliados comunitários e sindicalistas em centenas de atos exigiam melhores salários, maior participação na tomada de decisões sobre as condições e horários, planos de saúde e muito mais. A maior empresa comercial do mundo (apenas nos EUA tem cerca de um milhão 400 mil empregados) tentou reduzir as dimensões do que aconteceu, mas os trabalhadores e seus aliados afirmam que foi apenas o primeiro aviso de uma iniciativa que tem se expandido no último ano, e algo que a empresa nunca enfrentou – conhecida como uma das mais anti-sindicais – em seus 50 anos de existência.

Poucos dias depois, um incêndio em uma fábrica de roupas em Bangladesh, Tazreen, onde são fabricadas roupas para o Walmart, entre outras empresas, causou a morte de 112 trabalhadores. Quando o fogo começou, houve pânico porque não havia saídas de emergência na fábrica. Primeiro o Walmart disse que não tinha qualquer relação com a fábrica, mas, depois que os trabalhadores divulgaram fotos de etiquetas das roupas que fabricavam, a companhia teve de admitir que a empresa era seu fornecedor.

O fogo não era novidade. Durante as duas últimas décadas, ocorreram pelo menos 33 incêndios em fábricas em Bangladesh, que causaram a morte de cerca de 500 trabalhadores. Esse é o preço de roupas baratas vendidas no Walmart, Gap e outras empresas, afirmam os defensores dos direitos trabalhistas, em ambos os países. O grande sucesso do Walmart é baseado na redução do preço mais barato, o que significa pagar o mínimo para os que fabricam seus produtos no exterior e aos seus trabalhadores que vendem esses produtos aqui.

Antes, estas fábricas se concentravam em Nova York, onde há um século era a capital da indústria da confecção. Em 1911, uma fábrica se incendiou, Triangle Shirtwaist, a um quarteirão da Washington Square Park. As saídas de emergência estavam trancadas e os trabalhadores – principalmente muitas mulheres jovens (algumas de 14 anos), imigrantes italianas e judias – se jogaram das janelas do 10º andar. Morreram 146. A tragédia chocou a nação e gerou um movimento reformista que promoveu algumas das primeiras leis de saúde e segurança no trabalho, bem como a organização de um sindicato nacional poderoso: ILGWU. “Agora o traslado global da produção permitiu que as empresas de varejo, como Walmart e Gap, voltem o relógio para 1911, recriando em lugares como Bangladesh as condições brutais e custos muito reduzidos que prevaleciam no momento do incêndio de Triangle”, disse Scott Nova, diretor do Consórcio de Direitos dos Trabalhadores.

Robert Reich, secretário do Trabalho do governo Clinton e especialista em políticas públicas, diz que há 50 anos o maior empregador privado do país foi a General Motors, que pagava a seus funcionários um salário por hora equivalente a cerca de 50 dólares (incluindo benefícios de pensão e saúde). Hoje, acrescentou, o maior empregador do país é o Walmart, cujo empregado médio ganha 8,81 por hora, enquanto um terço dos seus funcionários trabalha menos de 28 horas por semana e, portanto, não se qualificam para receber os benefícios. Reich acrescenta que o Walmart faturou 16 bilhões em 2011, muito do que enriqueceu os acionistas da companhia, incluindo a família de seu fundador, Sam Walton. Afirma que a riqueza da família Walton é superior ao total de 40% das famílias que na parte de baixo da pirâmide econômica.

Enquanto isso, em outro setor de salários mínimos, em Nova York, foi feito o esforço mais ambicioso até agora para sindicalizar os trabalhadores de “fast-food” no país. A Iniciativa Fast Food Forward é liderada por uma ampla coalizão de organizações comunitárias, de direitos civis e sindicatos em Nova York. A iniciativa, também anunciada no final do ano passado, visa sindicalizar os trabalhadores de Taco Bell, Burger King, McDonalds, Domino’s Pizza e muitos mais nesta cidade.

A indústria de fast-food no país é uma indústria no valor de 200 bilhões de dólares. A campanha destaca que em 2011 o presidente-executivo da Wendy ‘s recebeu 16 milhões e meio de dólares, enquanto os seus funcionários ganham menos de US $ 20 mil por ano. Muitos ganham apenas US $ 8 ou menos por hora, e a campanha visa aumentar esse nível de salário para US $ 15 por hora. Estima-se que 50 mil trabalhadores estão empregados na indústria em Nova York. Ao mesmo tempo, esta iniciativa diz que é parte da luta nacional para trabalhadores de baixa renda em vários setores, como os do Walmart.

Reich, como muitos analistas mais, observa que um dos principais fatores na queda da renda e dos benefícios para os trabalhadores e a dramática concentração de riqueza no país tem a ver com o enfraquecimento dos sindicatos. Mais de um terço dos trabalhadores do setor privado foram sindicalizados nos anos 50, hoje, menos de 7% pertencem a um sindicato.

Mas com estas iniciativas e muitos mais esforços locais, mas igualmente vitais em vários cantos do país, talvez não seja o fim dos sindicatos. É importante afirmar que, como sempre na história deste país, parte do novo movimento sindical é liderado por imigrantes. Não são poucos os que estão se perguntando se essas novas iniciativas são sinais de vida para o sindicalismo nos Estados Unidos.

Divulgação e tradução: Telesur

Governo estuda retirar impostos da cesta básica

da Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (5), em entrevista a emissoras de rádio do Paraná, que o governo estuda para este ano a desoneração integral da cesta básica e a revisão de seu conceito, já “ultrapassado”. A medida, segundo ela, deve contribuir para que a inflação seja menor em 2013.

“Como a lei que definiu a cesta básica é bastante antiga, nós estamos revisando os produtos que integram a cesta, a fim de que possamos desonerá-los integralmente”, explicou a presidenta. “A inflação, não descuidamos dela em nenhum momento, em nenhuma circunstância. Vários fatores vão contribuir para redução da taxa de inflação neste ano”.

O principal fator que levará à queda da inflação, segundo a presidenta, é a redução de cerca de 18% nas tarifas de energia para pessoa física e 32% para o setor produtivo. Além de beneficiar todas as famílias diretamente na conta de luz, ela disse que a medida estimulará o aumento da produção, das contratações e da competitividade da indústria.

Dilma Rousseff reconheceu que o aumento do preço da gasolina terá impacto negativo na inflação, mas argumentou que este será muito menor do que o benefício trazido pela redução da tarifa de energia.

A presidenta disse que uma série de medidas tomadas pelo governo, como a redução da taxa de juros, começará a ter resultados na economia a partir de agora, contribuindo para o crescimento econômico e uma economia mais estável. “Vamos continuar desonerando o investimento, a produção e o emprego”, disse.

Dilma se reúne com CUT e promete receber sindicalistas após marcha de 6/3

CUT, CGTB, CTB, Força Sindical, NCST e UGT vão somar energia para marchar na Esplanada dos Ministérios em Brasília, no dia 6 de março. Entre as bandeiras do movimento, estão a redução da jornada para 40 horas semanais, fim do fator previdenciário, reforma agrária, 10% do PIB para a educação, 10% do PIB para a saúde, a regulamentação da Convenção 151 e a ratificação da Convenção 158 da OIT.

Da Redação*

Em reunião nesta terça-feira (5) com dirigentes da CUT, a presidente Dilma Rousseff ressaltou a importância da Central – “a CUT chegou onde chegou porque teve um olhar para a sociedade como um todo” – e da interlocução com os movimentos sociais para continuar o processo de transformação social do país e atendeu pelo menos dois pedidos feitos pelo presidente da CUT, Vagner Freitas.

O primeiro pedido feito por Vagner foi para que a presidente ajudasse os sindicalistas a ter espaço e voz na próxima cúpula do G20, que acontece nos dias 5 e 6 de setembro, em São Petersburgo. Dilma disse que vai trabalhar para que uma delegação sindical internacional tenha direito de fala na próxima reunião da cúpula do G20 e também para que os líderes sindicais sejam recebidos pelos chefes de estado. Com a presidenta Dilma, a audiência já está garantida.

“A presidenta se comprometeu a ser a interlocutora do nosso pedido porque concorda que a crise financeira internacional não pode ser colocada como responsabilidade da classe trabalhadora”, disse Vagner. Segundo ele, a CUT e a Confederação Sindical Internacional (CSI) vão escolher o grupo de dirigentes que vão participar dessas audiências.

O presidente da CUT também conversou com a presidenta sobre a importância do diálogo permanente com os representantes dos trabalhadores e pediu à Dilma que recebesse a pauta da classe trabalhadora, após a marcha que será realizada em Brasília no próximo dia 6 de março. Dilma aceitou o pedido e vai receber uma comissão de sindicalistas de todas as centrais sindicais que participarão da marcha.

CUT, CGTB, CTB, Força Sindical, NCST e UGT vão somar energia para mobilizar dezenas de milhares de pessoas até a Esplanada dos Ministérios em Brasília, no dia 6 de março, “Em defesa da cidadania, do desenvolvimento e da valorização do trabalho”.

A marcha foi definida no último dia 23 de janeiro, quando os sindicalistas estiveram reunidos na sede nacional da CUT, na capital paulista. Os dirigentes das seis centrais reiteraram a importância do sindicalismo brasileiro estar unificado para que retome o seu protagonismo e exerça pressão sobre o governo e o Congresso pela retomada do investimento público e em defesa da indústria nacional, fortalecendo o mercado interno e garantindo contrapartidas sociais.

“Fizemos uma análise econômica do momento e isso nos levou a uma pauta que aponta para a retomada do crescimento, com mais e melhores salários e empregos, garantindo e ampliando direitos”, explicou o secretário geral da CUT, Sérgio Nobre, que coordenou a reunião.

Entre as bandeiras do movimento, ressaltou o líder cutista, estão a redução da jornada para 40 horas semanais – que segundo estudos do Dieese tem potencial para gerar mais de dois milhões de empregos-; fim do Fator Previdenciário; Reforma agrária – com o assentamento de 200 mil famílias; 10% do PIB para a educação; 10% do PIB para a saúde; a regulamentação da Convenção 151 da OIT – que garante a negociação coletiva no serviço público; a ratificação da Convenção 158 – que combate a demissão imotivada – e a valorização dos trabalhadores aposentados e pensionistas.

“É uma pauta social, com bandeiras amplas, que soma trabalhadores da cidade e do campo, estudantes e idosos pelo desenvolvimento com valorização do trabalho. Desde agora nós vamos mobilizar nossa militância para encher a Esplanada, para entupir o Planalto”, sublinhou Sérgio Nobre. Frente à retração do PIB e ao agravamento da crise internacional, o cutista destacou a importância de que cada entidade jogue pesado, com a consciência do que está em jogo.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), que realizará seu Congresso na capital federal entre os dias 4 e 8 de março, também vai se somar à Marcha, fortalecendo a luta pela reforma agrária e em defesa da agricultura familiar.

Para o secretário geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna), “esta retomada da unidade de ação, com reivindicações unitárias, amplia a pressão pelo atendimento da nossa pauta, que cobra mais atenção à produção, que quer mais investimento em políticas públicas”. De acordo com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Miguel Torres, um dos problemas a serem resolvidos é o da desoneração, que acaba repercutindo negativamente na Previdência. “O fato é que quem mais demitiu foi, infelizmente, o mais beneficiado pela política de desoneração”, criticou.

*As informações são da CUT

Jornal ‘El País’ desmorona nas mãos de seu editor-chefe

A publicação de uma foto falsa do presidente Hugo Chávez entubado e em coma não é um fato isolado no jornal ‘El País’ e nos outros veículos do Grupo Prisa, que o detém. Há anos a cobertura sobre a América Latina oferecida pelo jornal, que é dirigida pelo notório anticomunista Juan Luis Cebrián, está pautada na calúnia e na difamação. O artigo é de Marcos Roitman Rosenmann, do ‘La Jornada’

Marcos Roitman Rosenmann* – La Jornada

Já passa uma década que o Grupo Prisa, dono do periódico ‘El País’, conglomerado cultural, ideológico e político, e que conta com semanários, livros didáticos e literários, jornais esportivos e econômicos, cadeias de rádio e televisão, cobre a realidade latino-americana pautado na calúnia e na difamação.

A publicação de uma foto falsa do presidente Hugo Chávez entubado e em coma, em primeiro plano, com a legenda tratando do “segredo da doença de Chávez”, é complementada pela submanchete “A longa e obscura doença do venezuelano”. A decisão de publicar o material não é um fato isolado. É uma ação das muitas que ocorrem nas várias mídias do grupo.

Noticiários, programas de rádio, televisão, livros. O Grupo Prisa conta um elenco de acadêmicos, comunicadores, personalidades e políticos que dia a dia confabulam para criar uma linguagem de desestabilização informativa. Amparados pelo rumor, a opinião, as suposições e o segredo profissional, constroem um imaginário que conflui na desqualificação, tergiversação dos fatos e na manipulação informativa sobre governos latino-americanos.

Com relação à Venezuela, já são anos em que profissionais do grupo desenham um cenário de caos, violência, ingovernabilidade, quase guerra civil, onde governa um autocrata. Como dado, vale citar que nas eleições de outubro o noticiário do grupo informava que havia empate técnico nas pesquisas. Agora, o destaque é para o suposto vazio legal e de poder, marcado pelo segredo da doença do presidente Hugo Chávez, que é tratado de maneira indecente e desrespeitosamente.

Em todos os casos, não se tratam de colunas de opinião cujos colaboradores façam insultos a governantes que não agradam aos acionistas do grupo. Na verdade, é uma linha editorial desenhada estrategicamente para sustentar seus aliados naturais que possuem no México, Chile, Bolívia, Argentina, Colômbia, Venezuela ou dentro da população hispânica da Flórida.

Entre seus convidados habituais, há o ex-presidente do Chile Ricardo Lagos, o espanhol Felipe González, o uruguaio Julio María Sanguinetti, o contarriquense Óscar Árias, ou algum filho de famoso, como Álvaro Vargas Llosa, ou ainda ideólogos como o mexicano Enrique Krauze ou o venezuelano Teodoro Petkoff.

Todos, sem exceção, liderados por Juan Luis Cebrián, que foi na ditadura franquista diretor-geral do diário vespertino Pueblo e depois, na última etapa do franquismo, chefe do noticiário da Rádio Televisão Espanhola. Com sua fama, foi nomeado diretor do nascente El País, matutino defensor da reforma política e de Adolfo Suárez, da coalizão de centro-direita que venceu as eleições de 1977 – as primeiras após Franco. Assim, oculta seu passado.

Hoje, Juan Luis Cebrián recebeu como pagamento por seus serviços uma cadeira na Academia Real de Letras e ainda participa do grupo Bilderberg. De gostos refinados, acredita ser um democrata em toda a vida. No entanto, quem o conhece sabe bem que é um anticomunista visceral.

Mas voltemos à imerecida fama do El País. Nos primeiros anos de vida, o jornal foi voz de uma direita moderna que pretendia reformar o franquismo. Os avalistas eram velhos franquistas. Diante da censura e da falta de liberdade de expressão, seus protestos foram pioneiros da luta pela liberdade de imprensa. Nas suas páginas escreveram destacados jornalistas latino-americanos, como Mario Benedetti, Julio Cortázar, Carlos Fuentes e Gabriel García Márquez.

Era ar fresco na época da Guerra Fria, mas durou pouco tempo. O Grupo Prisa contou com esses personagens para projetar uma imagem de compromisso com as lutas democráticas na América Latina. No início dos anos oitenta, porém, colaboradores e jornalistas comprometidos, democratas radicais e esquerdistas foram afastados da redação. E o jornal se voltou à direita latino-americana. Os interesses da Telefónica, Repson, Iberdrola, Endesa, Santander e BBVA se converteram em seus aliados. A Espanha buscava a segunda colonização. E o Grupo Prisa tomava a dianteira.

Com o PSOE no governo, a amizade entre Polanco e Felipe González converte o El País em voz de propaganda do governo. Nos anos noventa, muitos jornalistas e articulistas, desiludidos com a linha editorial do periódico, se retiram. Como Antonio Gala, um dos escritores mais relevantes do século XX na Espanha. Igualmente, Mario Benedetti decide não escrever mais no jornal, ao ver o caminho neoliberal tomado pelos editores após a sua polêmica com Vargas Llosa.

El País publicou reportagens maniqueístas sobre a América Latina, nas quais não há ética ou responsabilidade profissional. Depois da edição da foto falsa de Chávez e da informação manipulada, o mínimo que poderia fazer a direção do periódico, se houvesse dignidade, era advertir o editor internacional ou demiti-lo. Mas não é este o caminho tomado. Dentro de alguns dias tudo volta ao normal. El País nunca se comprometeu com as causas democráticas da América Latina e nem nunca o fará. Sua história demonstra isso.

*Marcos Roitman Rosenmann é jornalista do diário mexicano ‘La Jornada’.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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