Arquivo para 26 de fevereiro de 2013

SEGUNDO COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE, 50 MIL PESSOAS TIVERAM SEUS DIREITOS VIOLADOS

A Comissão Nacional da Verdade (CNV) reuniu-se ontem, 25, com representantes de comissões estaduais e de várias instituições na intenção de apresentar um balanço dos trabalhos feitos e assinar termos de cooperação com quatro organizações, para que haja a partilha da metodologia com estes outros órgãos.

De acordo com a Agência Brasil:

““A CNV assinou termos de cooperação com a Associação Nacional de História (Anpuh), com  o Conselho Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Direito (Conpedi), com a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e com o Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro. “Estamos compartilhando nossa metodologia, nossa estratégia com uma ampla gama de comissões da verdade já criadas, algumas em criação e outros grupos que estão em processo de criação de suas comissões”, disse o coordenador da CNV, Paulo Sérgio Pinheiro”.”

Esta partilha é importante, pois ela precisa parcerias e troca de informações, inclusive o acesso a arquivos e convocações para depoimento. “São acordos de cooperação e basicamente põem à serviço dessas instituições nossas competências, como por exemplo, o acesso aos arquivos e eventuais convocações para depoimentos,” esclareceu o coordenador da CNV.

Precisar estas parcerias é fazer com que informações sobre a ditadura militar no Brasil (1964-1985) sejam conhecidas. Segundo levantamento da CNV, a ditadura militar violou os direitos de 50 mil pessoas (estimativa) entre exilados e torturados, mas também familiares que perderam algum parente nas ações durante o período de 1964 a 1985, além de pessoas que sofreram algum tipo de perseguição.

Um achado importante recente é que a Comissão Nacional da Verdade recebeu da Petrobras mais de 400 rolos de microfilmes, além de microfichas e documentos textuais. Este material é de fundamental importância para revelar qual a relação que se mantinha, durante os anos de chumbo, entre regime militar e empresa.

É inelutável a importância do trabalho da CNV. Uma ditadura militar, assim como outros regimes de exceção como a tirania e o totalitarismo, caracteriza-se por aquilo que o filósofo Spinoza chama de impotência, isto é, a necessidade de entristecer a vida, a necessidade de fazer da escravidão um modo de existência, donde a força de existir só tende a declinar. Daí, a base da “política” de qualquer regime de exceção ser o alastramento da tristeza, pois ela começa a ser irradiada do centro da impotência, que é o tirano, o regime militar, o totalitarismo, etc.. Des-velar esta tristeza, fazer com que toda esta forma inadequada de se fazer política através da impotência venha a público (uma produção feita por todos para todos), assim como a CNV vem fazendo, é colocar o riso da alegria do aumento da potência de agir como resistência a esta tristeza.

A impotência de todos os regimes de exceção impõe a pior forma de morte possível: renunciar a própria vida como produção, deixar de viver em vida, fazer com que a vida seja reduzida a regras morais que apenas devem ser obedecidas para manter certa coesão social imposta. É como diz o filósofo David Hume: “O assassinato ilegítimo de um homem por um tirano é mais pernicioso que a morte de mil pela peste, pela fome ou por qualquer outra calamidade”

PRODUÇÃO COLETIVA: ARTE OCUPA MANAUS DEVOLVE A PRAÇA AO PÚBLICO

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A não-cidade de Manaus sempre foi governada por pessoas tristes que tentaram e continuam tentando de todas as formas manter a população resignada e improdutiva. As produções pseudo (ou somente e raramente) artísticas foram sempre direcionadas a uma cultura-valor (aquela que adiciona valor aos que tem acesso a ela, em uma relação social de poder como expõe Guattari) para uma classe mediana e improdutiva.

Como já discutimos anteriormente Manaus é uma não cidade pois dificilmente se encontra artistas, vemos apenas aqueles que são dependentes do Estado para produzir suas pirações. Assim os poucos se mostram interessados muitas vezes esbarram nesta realidade deprimente e não conseguem ir muito adiante.

Porém quando diversas pessoas da sociedade civil organizada, cidadãos comuns como qualquer outro decide deixar esta realidade opressora de lado, acreditar na sua capacidade produtora independente de qualquer auxilio do estado e ir para a rua mostrar sua arte, sua voz, sua presença no mundo.

Esta foi a idéia do Arte Ocupa Manaus, uma ocupação de um dos espaços urbanos para que seja devolvido a produção e presença coletiva. Assim esta ocupação foi dar vida a não-cidade de Manaus que através das desadministrações políticas da cidade temos um verdadeiro cemitério a céu aberto. É só andar pelo Centro da cidade para perceber uma história de abandono da população pelos governantes e que por isto deve-se ocupar o espaço público para oxigenar as veias da não cidade.

Assim diversos grupos e artistas de rua decidiram ocupar no domingo da semana passada (17) a Praça Dom Pedro II, localizada ao redor da Antiga Prefeitura e do INSS. A recente reforma da praça com seu coreto e fontes pintados não escondem todo a deprimente realidade que a cidade se encontra, sem os serviços básicos principalmente nas quebradas do mundaréu onde estão as Zonas Norte e Leste. Porém diversas expressões de amazonenses produtivos, que não sofrem do sentimento de inferioridade imobilizante sobre outros povos (principalmente pelos mais ativ@s paraenses, maranhenses, piauienses, etc) e nem deixam ser deglutidos pela inoperancia do governo e dos artistofastros (falsos artistas).

E rolou a moçada da capoeira, do grafite, do freestyle, do rap, do samba, da poesia, das artes plásticas, dos malabares, do circo, e muitas outras atividades artística. Conversamos com os dois propositores do evento, a ativista Renatinha Peixe-boi e o Grafiteiro Raiz, que deram o início no evento que juntou mais de 200 pessoas em um encontro gostoso, produtivo, que aumentou a potência de agir de cada um que foi para conhecer somar e multiplicar este evento que foi o primeiro de vários outros a vir.

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Eu acho que eu só consegui dá o enter nas idéias que já estavam no coração e nas idéias de muita gente, não só como em um espaço físico, mas no espaço do irreal, do intocado que está dentro de cada um, na possibilidade de fazer e ajudar de fato o irmão com coisas boas. Como por exemplo uma pintura de parede que pode modificar a vida de uma criança que está observando a arte de pintar a parede quando ela poderia está observando o cara alí fumando oxi. Então a idéia foi quando a gente veio pintar uma parede e quando a gente viu estavamos cercados pelas pessoas da comunidade, interessadas pela pintura, falando sobre as necessidades que são necessidades comuns de todo mundo: necessidade a cultura, a liberdade de expressão, de um espaço físico adequado para utilizar. Este aqui é o ponto de prostituição mais famoso da cidade, no entanto é em frente a primeira prefeitura, o prédio do INSS onde as pessoas ficam na fila pra receber um benefício. Então é mostrar que a gente não precisa de mais nada, não precisa de grandes estruturas para resolver nossos próprios problemas. Somos nós que vamos resolver os problemas, não vai ser o governo, não vai ser o dinheiro, vai ser boas ações. Só o fato de a gente estar aqui neste domingo hoje compartilhando, tenho certeza que vai nascer muita coisa boa .Pretendiamos fazer primeiro este encontro em uma mansão. A gente tava saindo de um centro cultural e foi passando na frente desta casa, a gente viu a porta aberta e pensou vamos invadir e fazer um centro cultural. Aí a gente foi entrando e vendo a grandiosidade da casa, cheia de mármore, com piscina, gigante. A gente chegou lá e pensamos em ocupar pra fazer uma exposição com o grafite, por a galera é isto aí, não tem medo de polícia, sabem muito bem dos direitos que defendem quando vão pra rua pintar. Só que a idéia foi crescendo e fomos ficando mais preocupada com a estrutura física, se poderia suportar a quantidade de pessoas. E no dia seguinte viemos aqui nesta parte de trás e a comunidade foi chegando e apreciando.” Renatinha Peixe-Boi

Os grafiteiros Hulk e Raiz

Os grafiteiros Hulk e Raiz

Os movimentos aqui em Manaus tem esperado muito das atitudes governamentais. Os skatistas não constroem mais suas rampas pra andar de skate. Então a gente reuniu esta moçada para a galera dar o que tem de melhor. E você está vendo que faltou alguns movimentos, isto por que os movimentos ainda estão fracos. Olha o grafite aí que veio, pintou tudo por que a galera realmente é independente. Mas temos que agradece a galera que fez mesmo, por que quem está aqui pra somar é a galera que temos que acreditar, tem que fortalecer, todo mundo tá tendo seu espaço aqui, isto não está custando nada, não tem nada com dinheiro, a gente está fazendo tudo na força de vontade. A gente quer mesmo é que a galera abra os olhos, por que se a gente diz que a arte salva, vamos provar isto, não vamos ficar esperando ações e atitudes de outras pessoas. E que massa que vocês estão fazendo esta entrevista, que possam divulgar, compartilhar, estar conhecendo uma galera que não conhecia pois é para promover uma união geral. Eu estou só feliz, os caras da polícia estão meio incomodados andando pra caramba, tomara que eles não pegue a galera do bomb que está fazendo uns riscos alí.” Raiz

Dando um rolê pela praça logo sentia a diversidade deste grande evento e um dos grupos que logo encheu o espaço de uma forte cultura multicentenária e história foi o pessoal da capoeira do Mestre Xangô que veio do São Jorge para mostrar esta expressão afro em conjunto com seu trabalho social e conversou com a moçada do bloguinho sobre o evento e da praça ser ocupada com arte.

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Meu nome é José Carlos, sou o Mestre Xangô, presidente e mestre do Grupo Manaus Capoeira e sou morador do bairro de São Jorge há 41 anos. Este trabalho que a moçada está fazendo aqui é uma maneira de fazer uma pequena manifestação e se direcionar as pessoas que se preocupam muito com coisas pequenas, quando tinham outras coisas a se preocupar como a cultura, a dança, a arte, como as outras manifestações que são feitas em Manaus e fora dela por amazonenses que sairam pra divulgar já que aqui não tem espaço.

Nosso trabalho é um trabalho social no bairro de São Jorge, na quadra da Igreja de São Dimas, onde a única coisa que a gente cobra todo ano é o boletim escolar, se tiver ruim no colégio não treina e só volta quando estiver melhor. E como os meninos não querem perder o espaço onde treinam eles dão 100% no colégio. Por isto eu sempre digo que você tem que estudar e manter o esporte sim e dizer sempre não as drogas, mas sem nunca discriminar ninguém. A gente tem pouca divulgação no nosso bairro. Este evento que estamos fazendo podia estar cheio por que é um trabalho gratuito e esta manifestação devia ter em toda praça pública inclusive em datas como no dia 20 de novembro [Dia da Consciência Negra] que a cada ano que se passa está diminuindo mais, as pessoas quase não estão indo pras manifestações por que não está havendo uma atividade cultural e o que tem muitas vezes não tem nada a ver com a cultura afro ou negra. Por isto dentro dos bairros, das comunidades, as praças tem que estar limpa e aberta para a cultura. Estão utilizando as praças hoje, mas não tem espaço para as crianças, que é um direito delas ao lazer, ao esporte, a cultura que está dentro do ECA. Estão enchendo as praças de brinquedos onde ninguém pode mais brincar e se quiser brincar tem que pagar, enquanto a praça é pública. E assim todas tem que estar abertas para cultura.” Mestre Xangô

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Além dos malabares que deixaram a praça com um aspecto alegre e lúdico estava presente o palhaço Curumim que encheu a praça de gargalhada da criançada e transeuntes que não resite a leveza do artista palhaço. Em uma conversa com o bloguinho o artista Rosival que recebe o palhaço Curumim falou sobre sua participação e da expressividade que este encontro tem para todos os cidadãos.

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O palhaço curumim se sente honrado de poder vim numa praça como esta que tem todo um histórico em Manaus. Histórico em prostituição, de abandono e tudo mais. Então este movimento vem exatamente para resgatar a questão do espaço público que precisa ser cuidado. Então para o palhaço Curumim é extremamente importante que além deste lugar aqui a gente poder levar para outros lugares, porque Manaus está carente disto, carente de arte. E quando a gente fala de arte não é só o palhaço, mas arte com toda sua plenitude: levar as crianças, levar as vovós, os vovôs, levar todo mundo. Manaus precisa ocupar seus espaços, colocar arte, dar vida, por que Manaus precisa de vida. Neste domingão de chuva que está maravilhoso dá vontade de a gente sair pulando por estas praças. Adoro praça e este espaço veio a calhar e este movimento é que Manaus precisa acordar. Mais importante que os grandes eventos, o poder público também precisa investir na arte lá no bairro, lá na periferia, isto está faltando, valorizar isto, enquanto expressão da comunidade. É por isto que eu sou palhaço e é por isto que eu sou mambembe para ir a outros lugares.” Palhaço Curumim

A moçada do grafite se fez presente em mais um encontro artístico que contou com mais de 20 grafiteiros e considerados do Bomb com gente da antiga como Buiu, Rogério Arab, Paradise, Blur, Mega, e vários outros. Abaixo vemos um registro histórico da moçada com alguns grafiteiros que estiveram presentes desde o início do evento e que sempre trocaram suas experiências, amizade e estilos artísticos.

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Conversamos com alguns grafiteiros que nos falaram deste grande encontro de grafiteiros e dos mais diversos artistas urbanos.

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Eu acho muito válido em um domingo destes, ainda mais no Centro, eu amo pintar no Centro e é muito massa. Reunir toda esta galera, todo mundo aqui num domingão, sempre desenvolvendo a arte e quebrando estes mitos que arte é isto ou aquilo. Tudo é arte. Ela é vandal, é subversiva, mas é arte. Um artista se liberta, não importa o material, faz, aprende, se supera. Alguém tem que fazer os trabalhos para ficar melhor.” Paradise

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Sou o escritor Soor que estou na rua na atividade e na minha opinião é um projeto muito bom que o cara vai trabalhando. É a arte que na vista de muitas pessoas é vista como vandalismo, mas o pessoal tem que saber diferenciar o vandalismo da arte de rua, que vem da arte da cultura urbana. É uma boa reunir a galera pra pintar no final de semana, estar se distraindo e convido toda rapaziada que puder vim ver nosso trabalho. Melhor do que estar envolvido em droga nós estamos com este trabalho que está tirando muitos jovens usuários de droga e trazendo aqui para o mundo da arte” SOOR

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É bom que não é só o grafite aqui hoje como em geral é, tem todos estilos: o circo, grafite, artes plásticas. Isto no meu conhecimento é uma novidade. Bom estar mandando este grafite com a galera interagindo pra caramba, mesmo tendo só alguns espaços, a galera distanciada mas o clima está bom demais, tudo perfeito. Um dos melhores eventos da cidade e a idéia é se encontrar mais vezes durante o ano fazendo em outros lugares. ” Buiu

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Também marcaram presença o pessoal do Freestyle, estilo de rima com base no rap, onde se tem que criar as rimas na hora. Os participantes fizeram mais uma Competição de Freestyle Amazonas e mandando muito bem. Os competidores se superavam para não perderem na rima do adversário, e assim tinham que usar sua capacidade para mandar sempre uma rima melhor.

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E como a produção não parava em todos os cantos da praça muitos aproveitaram para ficar também durante a tarde, quando também foram chegando novas expressões para mostrar e trocar experiências com a rapaziada que já estava presente.

O pessoal do Mestre Xangô aproveitou para cair no samba de raiz e deixar a praça com ainda mais alacridade. Chegaram também vários poetas e mais grafiteiros que começaram a ocupar todo o Centro e seus espaços abandonados, alguns há mais de uma década.

E no agradável passeio pelo centro de Manaus vimos as cores encher Manaus da vivacidade das cores. Encontramos nesta caminhada pelos arredores do Centro as talentosas representantes do grafite feminino e trocamos uma idéia com as belas Lori e Hippie Greeny que deixavam sua arte sobre a cinzas telas que eram transformadas em pulsações visuais.

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Na verdade este evento foi bom por que fazia muito tempo que não rolava algo assim que reunia todo mundo pra fazer uma ação assim. E fazer aqui no centro pra todo mundo se rever por que tinha muita gente que pintava há muito tempo atrás e que já tinha dado um tempo e com este evento se empolgou de novo e aí está aqui pintando e isto é muito legal. Pra mim fazer este trabalho é deixar um pedacinho meu no muro, então o que eu sinto eu deixo alí, independente do que eu sinto ou não, se estou mais feliz ou mais triste, tudo eu deposito alí pra não descontar em ninguém. É uma forma de eu liberar um sentimento preso em mim.” Lori- Arte sem limites (ASL)

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Achei este evento muito bom por que tinha tempo que o pessoal não se encontrava. E o lugar está bem deteriorado, então dar uma cor para um muro totalmente sem vida é bem bacana. E não é só o grafite, são vários movimentos juntos, por isto acho que deveria ter mais. Participar de um evento assim é muito bom para o nosso crescimento, por que é uma coisa que vai ficar podemos fazer de novo e a gente vem retoca, faz diferente, sempre procurando evoluir. “Hippie Greeny

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Acima vemos um dos grandes nomes do grafite e do bomb manauara, o sempre presente Blur que também apareceu para expor sua arte no Centro.

Abaixo vemos diversas telas (paredes) sendo ocupadas e criando um fluxo artístico que alimenta as veias esclerosadas da não-cidade de Manaus. Alguns lugares como os interiores de uma casa abandonada, terrenos baldios serviram de suporte para que a arte penetrasse em suas estruturas já bastante empedernidas

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A arte das grafiteira Meg e Poly

O artista grafiteiro Broly

O artista grafiteiro Broly

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O estilo do bomb/grafite de Vapor

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No fim da tarde agentes da Guarda Municipal apareceram para admoestar os grafiteiros por estarem utilizando de um espaço público e que foi relegado pelo poder público. Prédios como o antigo prédio do exército (foto acima) que se encontra há tempos abandonado e teve suas entradas cimentadas e percebe-se diversas plantas que se aproveitaram do abandono para crescerem nos espaços limites da construção.

Os agentes tentaram impor a idéia de que o ato de grafitar era vandalismo e que não tinha nenhuma diferença da pichação. O que prova o desconhecimento da lei de Crimes Ambientais que no seu artigo 65 diferencia e legaliza o grafite. O que os ocupantes estavam fazendo nada mais foi do que dar vida a um espaço afuncional e devolve-lo ao espaço público. Assim aos grafiteiros, cidadãos ativos não podem ser negado a liberdade de sua expressão artistica ainda mais como intervenção urbana.

Porém em um estado que onde a liberdade é tolida, a criação é desincentivada e os jovens marginalizados dificilmente se entenderá a expressividade do grafite e de uma produção como Arte Ocupa Manaus. Por isso mais vezes todos verdadeiros artistas que trazem seu talento ao mundo e as ruas continuarão a ocupar a cidade e novos eventos logo surgirão para que Manaus um dia possa vir a ser uma cidade, já que o possível já está dentro do coração da arte manauara.

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Ratzinger foi o primeiro papa argentino?

O contraponto entre as igrejas brasileira e argentina ganha atualidade quando começa a rodada de apostas sobre um futuro pontífice latino-americano e se discute a passagem do legado de Ratzinger, um Papa indiscutivelmente alemão, mas que bem poderia ter pertencido à Arquidiocese de Buenos Aires, por suas posições políticas e teológicas. O artigo é de Dario Pignotti.

Dario Pignotti – @DarioPignotti

Desde o dia 10 de fevereiro, quando sua renúncia caiu como um raio sobre a aristocracia vaticana, o Papa Bento XVI confirmou ser um político imprevisível e intrinsecamente alemão. Este homem nascido na Baviera há 85 anos, fisicamente debilitado e intelectualmente lúcido, deixará quinta-feira (28) a chefia da Igreja de uma forma sem precedentes na história moderna, o que não chegou a surpreender alguns vaticanólogos (uma especialidade muito cultivada na imprensa da Itália) que acompanham há muitas décadas seu método de trabalho e as premissas geopolíticas sobre as quais guiou seu trabalho como cardeal e papa, em particular na relação com a América Latina. Em várias análises dos citados “vaticanólogos” pode-se ler que o chefe de Estado demissionário é um homem de poder, agarrado a um projeto que espera poder perpetuar para além de sua saída e esta é a razão última de seu afastamento antecipado: permanecer como o grande eleitor de seu sucessor.

Joseph Ratzinger pode ser considerado como o arquiteto de uma revisão doutrinária extremista no Vaticano, iniciada muito antes de sua consagração como Papa em abril de 2005, mas sim a partir de sua indicação como prefeito da Sagrada Congregação da Doutrina da Fé, em 1981. A partir daí, com racionalidade germânica, Ratzinger foi desmontando peça por peça o que havia sido construído durante quase duas décadas na igreja latino-americana desde o Concílio Vaticano II, por meio das Conferências Episcopais de Medellin, em 1968, e de Puebla, em 1979, à luz do trabalho de um bispado cada vez mais sensível frente a exclusão de centenas de milhões de católicos do continente. O cardeal bávaro caracterizou esse essa corrente católica de crescente penetração popular como a transposição automática à prática evangélica das teses da Teologia da Libertação, concebidas pelo bispo peruano Gustavo Gutiérrez e enriquecidas por um de seus teóricos posteriores, o ex-frei franciscano Leonardo Boff, doutorado na Alemanha.

Devido à sua erudição eurocentrista, o ex-arcebispo de Munique Ratzinger não foi capaz de distinguir entre a Teologia da Libertação, certamente acolhida por uma parte dos clérigos mas sem chegar a ser uma maioria, e o conjunto dessa igreja latino-americana popular é pós-concílio, onde não existe uma homogeneidade ideológica férrea, ainda que houvesse sim uma disseminada opção preferencial pelos pobres. É errado sustentar que eram teólogos marxistas dois mártires como foram o arcebispo de El Salvador Amulfo Romero, assassinado por paramilitares enquanto celebrava uma missa em março de 1980, ou o arcebispo argentino Angelelli, vítima de um atentado durante a ditadura militar, em agosto de 1976. Dois assassinatos, não os únicos, que a Cúria Romana ignorou.

A indiferença do Vaticano ante esses crimes desnuda sua cumplicidade por omissão e sua percepção atrofiada da religiosidade popular na América Latina, assimilando de maneira simplista o trabalho missionário com o proselitismo político. Esta atrofia ideológica, arrastada desde a Guerra Fria, impregnou igualmente os papados do polonês João Paulo II e do alemão Bento XVI, este último guiado por um fundamentalismo opressor das individualidades das igrejas nativas.

Nos anos 90, a fúria vaticana, como Ratzinger como o homem forte da Cúria, recaiu sobre Dom Samuel Ruiz Garcia, bispo de San Cristóbal de las Casas, Chiapas, por seu compromisso com as demandas indígenas e o sincretismo entre catolicismo e cultos dos povos originários. Após algumas sanções canônicas, Dom Samuel teve que deixar o cargo exatamente ao cumprir 75 anos, nem um dia a mais, em outro sinal de desgosto com o qual o Vaticano recebeu seu apoio à rebelião do Exército Zapatista de Libertação Nacional.

Para medir o desatino sociológico e antropológico dessa perspectiva míope que marcou estes anos de poder alemão na Santa Sé pode-se citar a deserção de dezenas de milhões de católicos brasileiros, argentinos, peruanos e centroamericanos que foram engrossar o rebanho pentecostal. Um fenômeno menos pronunciado no caso do México, onde o fervor católico parece resistir até às forças destrutivas do Vaticano.

Neste afã de expurgar aos que considerou como impuros por questionar o celibato, a proibição dos preservativos e defender maior peso das igrejas locais na nomeação dos bispos, Ratzinger escolheu como uma de suas metas cruciais a desconstrução e “reorientação” da Conferência Nacional de Bispos do Brasil. Um trabalho iniciado em 1984, por meio da perseguição, apresentada como questionamento canônico, de Leonardo Boff, com o que materializava uma advertência à CNBB e à arquidiocese de São Paulo, cujo titular, Dom Paulo Evaristo Arns, tinha então o freio como conselheiro teológico.

Dom Paulo era o cardeal sulamericano que encarnava ao mesmo tempo a luta contra o regime militar brasileiro e havia convertido sua arquidiocese, a maior do subcontinente, em refúgio dos militantes perseguidos pelas ditaduras argentina, chilena e uruguaia. “O arcebispo Arns foi extraordinário conosco, uma pessoa na qual os perseguidos políticos podiam encontrar a solidariedade que nos foi negada pela hierarquia católica argentina”, disse a Carta Maior, desde Buenos Aires, Dora Salas, uma militante que fugiu de seu país nos anos 70, logo depois da desaparição de seu marido.

Em 2006, ao se cumprirem 30 anos do golpe que instalou o general Jorge Videla na Casa Rosada, o governo do então presidente Néstor Kirchner lamentou não poder reivindicar a memória de nenhum dos cardeais de seu país durante os anos de chumbo e, em troca, prestou homenagem ao arcebispo emérito Arns.

Há sete anos, na véspera do 24 de março, data da sublevação golpista, o embaixador argentino Juan Pablo Lohlé viajou até São Paulo para condecorar o arcebispo emérito com a Ordem do Libertador José de San Martín, em uma cerimônia onde velhos militantes e antigos membros da organização humanitária Clamor (que trabalhou lado a lado com a Arquidiocese de São Paulo), me contaram seus enfrentamentos com a cúria argentina, sempre muito obsequiosa frente os generais e desinteressada em matéria de Direitos Humanos.

Em razão de sua solidariedade com os exilados argentinos e as denúncias sobre os desaparecimentos, Arns recebeu uma carta de seu colega argentino (Raúl) Primatesta, demonstrando incômodo por essa atitude que ele considerava uma ingerência nos assuntos internos argentinos. Arns respondeu a essa carta vinda da Argentina dizendo que a dignidade não tem fronteiras e rechaçou a falácia de que teria invadido uma jurisdição alheia ao contar ao mundo o que o Episcopado da Argentina ocultava: a existência de milhares de desaparecidos.

“A Igreja argentina foi servil à vontade da ditadura e aos poderes estabelecidos, era o tipo de Igreja que o Vaticano considera mais apropriada a seus interesses”, disse à Carta Maior desde Roma o diplomata aposentado Enrico Calamai. Apontado como o “Schindler italiano”, por ter arriscado a vida ao colaborar na fuga de centenas de perseguidos políticos ítalo-argentinos, Calamai conheceu de perto a cumplicidade entre o Vaticano e o Episcopado argentino. “Era inútil pedir ajuda à igreja, sempre diziam não saber nada e pelo que foi se conhecendo com o tempo eles sabiam bastante”.

O contraponto entre as igrejas brasileira e argentina ganha atualidade quando começa a rodada de apostas sobre um futuro pontífice latino-americano e se discute a passagem do legado de Ratzinger, um Papa indiscutivelmente alemão, mas que bem poderia ter pertencido à Arquidiocese de Buenos Aires, por suas posições políticas e teológicas.

Tradução: Katarina Peixoto

Crise e síndrome de Estocolmo

O conservadorismo gostaria de impor à política econômica de Dilma no Brasil a mesma receita de Mário Monti na Itália.

Equivalente ao que os republicanos querem enfiar goela abaixo de Obama nos EUA.

A mesma purga que o comissariado do euro aplica contra as populações da Espanha, Portugal, Grécia, Bélgica etc.

Com as consequências sabidas.

As urnas revelaram nesta 2ª feira que os italianos preferem Berlusconi ao tecnocrata querido dos mercados.

Na zona do euro, à exceção da Alemanha, a economia tornou-se uma usina de pobreza, despejos e demissões.

Nos EUA as grandes corporações tem quase US$ 1 trilhão em caixa, mas o desemprego não encoraja investimemtos.

Antes da implosão neoliberal, seu fluxo financeiro somava um déficit equivalente a 3,7% do PIB.

Agora, acumula um superávit de aproximadamente 5% dele.

O dinheiro ocioso queima como batata quente.

Não há muito o que fazer com ele.

A taxa de juros é negativa; as bolsas de commodities andam de lado.

A mais lenta recuperação do nível de emprego da história das recessões norte-americanas faz o resto.

Não há razões para ampliar capacidade produtiva quando a demanda rasteja sob o peso de 8% de taxa de desemprego.

Uma anemia que promete resistir por muito tempo.

Mesmo quem trabalha empobreceu.

O patrimônio das famílias perdeu mais de um terço do valor na recessão.

Quase 90% das riquezas geradas no período seguinte foram drenadas para 1% da população.

Para o caixa das grandes corporações,em especial, onde ardem como batata quente.

A queimadura pode se agravar.

A ortodoxia republicana dobra a aposta no veneno: cobra de Obama o corte de US$ 100 bi em gastos fiscais.

A partir de março.

Outro facão deve decepar mais US$ 1,2 trilhão até o final da década, ‘para ajustar as contas do Estado’.

Na jaula pequena da estagnação o que mais prospera é o canibalismo.

A onda de fusões e aquisições em marcha reflete o estreito repertório de opções para o dinheiro graúdo.

Grandes corporações se vampirizam na luta de conquista pela liderança dos mercados quando a crise acabar.

Os avanços tecnológicos compõem a outra jugular em disputa.

Invenções e saltos tecnológicos permitem roubar demanda velha no mercado estagnado. E capturar demanda fresca nas nações em desenvolvimento.

No euro ou nos EUA, o cachorro morde o próprio rabo.

Obama quer regenerar o tônus da economia injetando-lhe alguma expansão de demanda.

Elevando o salário mínimo, por exemplo, dos atuais US$ 7,25 por hora para US$ 9/h.

Há razões sólidas para isso:

a) nos últimos 40 anos de supremacia neoliberal, o piso salarial norte-americano foi corrigido abaixo da inflação;

b) a atual capacidade de compra do salário mínimo nos EUA é inferior a que existia nos anos 60.

Entende-se por que a crise escava o fundo do abismo. Ele já havia se instalado no metabolismo da sociedade há décadas.

Falcões republicanos dão de ombros e insistem: a chave é o corte do gasto público.

Como se os mercados pudessem se erguer pelos próprios cabelos.

À margem da demanda agregada; sem consumo ou investimento.Público ou privado.

O ambiente internacional carrega assustadora transparência.

Serviria como antídoto ao clamor ortodoxo que prescreve o mesmo óleo de rícino para os desafios do Brasil.

Mas a vacina não age.

Os canais de transmissão do debate seccionam as interações entre o noticiário internacional e os acontecimentos locais.

A economia brasileira emite sinais contraditórios.

Vive-se um momento decisivo.

O investimento ainda se arrasta.

Mas o vigor persistente da demanda e as medidas de incentivo do governo esboçam uma retomada que o jogral conservador quer abortar.

A qualquer preço.

Como se o país que arrastou mais de 50 milhões de cidadãos para fora da pobreza e criou um dos mercados de massa mais pujantes do planeta, pudesse se desfazer desse trunfo agora e dizer:

“Senhoras e senhores, a viagem acabou; aguardem no meio-fio até passar o próximo bonde da história”.

A viabilidade política dessa baldeação regressiva é zero.

Mas falta o debate consequente que liberte o próprio governo dos termos da equação imposta pela ortodoxia: ou mais inflação, ou menos crescimento.

Falta o governo livrar-se da ‘síndrome de Estocolmo’ em relação à mídia dominante. E entender que o debate é um ingrediente tão importante de um ciclo de desenvolvimento quanto a queda dos juros.

Postado por Saul Leblon


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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