Arquivo para 2 de março de 2013

SABATINA MIDIÁTICA

Sabatina Midiática

@ Um deus representa um poder capaz de engendramento, de invenção e criação. Tanto que produz a si mesmo. Não percebendo o poder divino, a mídia nativa não esperou para atacar a singularidade “La mano de Dios”. Supostamente, Diego Maradona afirmou nesta terça-feira à imprensa italiana que é melhor que Messi e Pelé, mesmo não gostando da comparação com o atual melhor jogador do mundo. Esta mídia, amaradona-and-messicéfala, logo entendeu que Maradona quis se dizer melhor que Messi.

Representando esta mídia nativa, a Folha de São Paulo, através de uma falácia, construiu um texto onde Maradona parece dizer que é melhor que Pelé e Messi, mas Diego deixa claro que com Messi não há comparações e que o craque jovem argentino tem que superá-lo. Ora, Maradona sabe do seu limite e bem sabe que Messi é a superação deste limite. Maradona gosta da arte da comparação com o brasileiro Pelé, pois sabe do que os dois corpos são capazes e quem produz mais aumento na potência de agir de cada um.

Maradona não afasta Messi, mas o aproxima a quebrar seu limite. Mas chegar perto dos deuses não é coisa fácil, pois a um deus nada se nega.

@ Matheus Pichonelli, colunista da Carta Capital fez, esta semana, uma crítica ao Partido Social Cristão (PSC) como líder da Comissão de Direitos Humanos das Minorias (CDHM). No artigo intitulado “O deputado das trevas quer ser líder das minorias”, o jornalista demonstra a inaptidão que o PSC apresenta para presidir tal comissão, a começar pela escolha do possível líder para a mesma.pastor marco feliciano

Pichonelli disseca a ignorância do deputado Marcos Feliciano (PSC-SP), expondo os argumentos que este (possível presidente da CDHM) utiliza para lidar com alguns grupos, como negros e homossexuais. Feliciano classifica os africanos como “descendentes amaldiçoados de Noé”, refere-se à AIDS como “câncer gay”, afirma que “a comissão se tornou um espaço de defesa de “privilégios” de gays, lésbicas, bissexuais e transexuais” e, ademais, que “se tem alguém que entende o que é direito das minorias e que já sofreu na pele o preconceito e a perseguição é o PSC, o cristianismo foi a religião que mais sofreu até hoje na Terra”.

O jornalista finda seu artigo com a seguinte frase: “No mundo ideal, sua incitação ao ódio seria bem acomodada em outro grupo: a Comissão das Trevas e Valores Medievais.”

Como é possível esse partido e seus membros representarem as minorias, se não têm a mínima compreensão do que é minoria e, devido a sua postura conservadora e dogmática, não conseguem perceber os anseios desses grupos?

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Jean Claude Duvalier

@ O ex-ditador da Haiti Jean Claude Duvalier, acusado de desvio de fundos em janeiro de 2012, apresentou-se ao Tribunal de Apelações de Porto Príncipe, nesta quinta-feira (28), para responder às acusações de prisões arbitrárias, torturas e prisões ilegais. No tribunal, com voz inaudível, Duvalier afirmou que, durante o seu governo ditatorial, “apesar de não poder dizer que vida era ideal, as pessoas viviam decentemente”. “Ao voltar, encontrei um país afundado e corroído pela corrupção. É minha vez de perguntar: o que fizeram com meu país?”

General Jorge Rafael Videla

General Jorge Rafael Videla

Além de Duvalier, 25 líderes do regime militar argentino (1976-1983) foram imputados pela sua participação no “Plano Condor” – a que coordenou a repressão das ditaduras sul-americanas nos anos 70 e 80 – e serão julgados, esta próxima semana. Dentre eles, estão o ex-ditador argentino Jorge Videla, o ex-general Luciano Benjamín Menéndez e o ex-ditador peruano Francisco Morales Bermúdez. Verificar a colaboração com as ditaduras de Brasil, Chile, Bolívia, Uruguai, Peru e Paraguai é o principal objetivo da acusação, de acordo com as informações da Agência France Press.

Barbosa@ Segundo a Agência Brasil, o ministro Joaquim Barbosa espera encerrar em julho todas as pendências da “mensalão”. A expectativa é de que as eventuais ordens de prisão sejam expedidas até essa data. Segundo o presidente do STF, o julgamento dos embargos pode trazer imprevistos em relação à decisão do ano passado, que condenou 25 dos 37 réus.

Na fase atual, os ministros estão revisando os votos e notas taquigráficas para que o acórdão possa ser publicado. O acórdão traz as principais decisões e considerações dos ministros. De acordo com o regimento interno do Supremo, o acórdão deve sair 60 dias após a conclusão do julgamento, prazo dificilmente seguido. Só após a publicação do acórdão, as partes envolvidas podem apresentar recursos, no prazo de cinco dias.

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Kerry e Khatib durante a reunião dos Amigos da Síria em Roma, nesta quinta-feira 28.

@ Após dois anos de conflito, o governo dos Estados Unidos busca apoiar os rebeldes sírios que tentam derrubar o governo de Bashar al-Assad, provendo suprimentos médicos e alimentícios diretamente à coalizão oposicionista síria; direcionando 60 milhões de dólares aos oposicionistas, para que a coalizão possa prover serviços de educação e sanitários à população local, numa tentativa de promover a estabilização das áreas já controladas pelos rebeldes; treinando tropas sírias com o auxílio de militares norte-americanos que, segundo o jornal The New York Times, já está em curso em uma base local não revelada. Os EUA devem, ainda segundo o NYT, tornar mais abrangente o conceito de “ajuda não letal” e podem entregar veículos, blindagem e visores de visão noturna aos rebeldes. Países europeus, como o Reino Unido e a França, devem seguir o mesmo caminho.

 Nesta quinta-feira 28, em reunião do grupo Amigos da Síria, em Roma, na Itália, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, revelou a nova postura de seu governo, afirmando que ela é necessária, pois Assad está determinado a ampliar os ataques contra os civis. Na realidade, a intenção norte-americana é se aliar firmemente ao comando rebelde antes que Assad seja derrubado sem a ajuda dos EUA e Washington perca influência no país árabe. É o que afirma o jornalista da Carta Capital José Antonio Lima.

@ Nessa terça-feira, o Programa Mãos que Falam foi premiado, na categoria Inclusão, durante a competição bienal World Summit Award Mobile (WSA-Mobile), promovida pelas Nações Unidas (ONU) e parceiros. Representantes de 100 países participaram da disputa que escolheu 40 finalistas em oito categorias.hugo

O software reconhece as palavras de uma mensagem de texto, por exemplo, e o personagem Hugo interpreta o significado em Libras. O caminho inverso – a possibilidade de responder em libras que seriam convertidas em texto – faz parte dos planos para uma segunda etapa do projeto. Os cuidados agora estão em aperfeiçoar os códigos que funcionam como cérebro do avatar: quanto mais for usado, mais precisas se tornam as traduções.

Hugo também ajuda na interpretação de imagens que tenham texto, como a capa de um jornal. O usuário fotografa a página e a imagem é varrida pelo programa em busca de caracteres. Um sistema de reconhecimento lê o conteúdo, que é traduzido em gestos, sendo ferramenta que poderia ajudar na leitura de placas de informação.

Ao lado de Carlos Wanderlan, Tadeu Luz – idealizadores do programa – e uma equipe de mais 20 pessoas, Ronaldo Tenório trabalha para deixar tudo pronto para o lançamento oficial dos aplicativos para celular. A previsão é que o software possa ser baixado em smartphones com diferentes sistemas operacionais no segundo semestre deste ano gratuitamente.

@ apple sacomA empresa norte-americana Apple explora seus funcionários e não  fornece condições de trabalhos necessárias a boa saúde, afirma um documento oficial publicado pela entidade de defesa dos direitos do trabalhador Student & Scholars Against Corporate Misbehavior (SACOM).

De acordo do o relatório a empresa não monitora seus trabalhos o que em diversas vezes cria litígios relacionados ao desrespeito aos direitos humanos. Isto é contrário ao código de conduta da empresa que afirma que “requer que os seus fornecedores garantam os direitos humanos básicos, tal como exigido pela comunidade internacional, e que tratem os funcionários com dignidade e respeito”.

Assim como nas empresas micro, multi, ou trans nacionais a prática de exploração do trabalho ao extremo para alcançar metas e um market share cada vez maior acontece indiscriminadamente na Apple. Obviamente isto reflete o modelo industrial do sistema capitalista que Chaplin expôs  em Tempos Modernos, onde cada vez mais em menor tempo, com menor custo explora mais o trabalhador para atingir uma produção maior.

Porém a questão não para por aí. Estas empresas trazem isto em sua política e buscam países cada vez mais miseráveis para poderem lucrar ainda mais, controlando a produção em milésimos de segundo. Isto é um dos objetivos do capitalismo: diminuir o custo e aumentar as mercadorias.

No caso da Apple ainda envolve seus produtos voltados as teletecnologias que fazem o humano imergir dentro da máquina e passar a agir  insensivelmente conforme os textos carregados de partes supérfluas já programados para anulação da atuação no real (Baudrillard).

Além disto, as formas de sedução que os novos aparelhos possuem através do design, publicidade, e inclusão em “multi”funcionalidades, fazendo com que esta imersão seja ainda maior. Isto sem contar na busca constante de criação de novas necessidades de consumo supérfluas através de “novidades” como tablets, telefones “smarts”, notebuks entre outro.

O relatório da Sacom ainda traz outras denúncias envolvendo a empresa norte-americana em questões que também são perniciosas ao desenvolvimento da exploração da força de trabalho como agressões verbais, excesso de produtos químicos perigosos, barulho e poeira.

A Europa precisa de uma nova consulta popular

O projeto de unificação europeia começou nos anos 50 do século passado, ainda sob o impacto das duas guerras mundiais. Se trataria, antes de tudo, de criar uma comunidade de nações, com destinos comuns, que evitasse que conflitos entre elas levasse a novas guerras mundiais.

Posteriormente, conforme seu desenho foi se concretizando, a emergente hegemonia neoliberal no mundo, já nos anos 80, fez com que a unificação ganhasse novos contornos.

Por um lado, a criação de um mercado comum, que disputasse com os EUA e outros mercados, em escala mundial.

Mas logo se viu que não era somente a economia que preponderaria, a dimensão financeira foi ganhando preeminência. Basta dizer que a consulta feita em todos os países não foi sobre se estavam de acordo com a unificação europeia, mas se queriam ter moeda única – o euro. Essa seria o condutor da unificação, a moeda única. A instância mais importante da unificação europeia é o Banco Central Europeu e não o Parlamento Europeu, que nem sequer é protagonista durante a prolongada crise atual.

Assim que começou a valer, apesar do debilitamento do dólar, o euro já demonstrou que não teria força para competir com a moeda norteamericana. Iniciada a crise economica atual, em 2008, os efeitos iniciais positivos da unificação se desfizeram rapidamente e se reverteram para se constituir numa armadilha, especialmente para os países mais fragilizados pela crise.

Espanha, Portugal e Grécia tinham se valido de benefícios significativos da unificação, na sua qualidade de países menos desenvolvidos. A modernização econômica dos países foi evidente. Mas acumularam problemas, especialmente seus sistemas bancários e suas dívidas públicas, que acabaram explodindo na crise iniciada em 2008.

Se saltamos para a situação atual, está claro que o predomínio das políticas de austeridade, comandadas pela Alemanha através do Banco Central Europeu e do FMI, está asfixiando os países do Sul. Mas todos os governos que aplicam a austeridade (chamada de austericídio) perdem as eleições. Perdem na França, na Espanha, em Portugal, agora na Italia.

Está claro que a forma que assumiu a unificação europeia perdeu legitimidade, é questionada em todos os países. Em todas as pesquisas feitas atualmente, a maioria tem opinião negativa da unificação europeia. Mas, ao mesmo tempo, não há forma razoável de um país sozinho sair do processo de unificação, como se cogitou sobre a Grécia. Seria marginalizado, adotaria uma moeda muito frágil, seria punido duramente pelo Banco Central Europeu, para evitar o “mau exemplo”.

As eleições alemãs deste ano pode levar à reeleição de Angel Merkel, mas também pode dar a vitória à social democracia e mudar uma peça chave na política europeia.

Mas independentemente dessa variável, se houvesse uma mínima sensibilidade e consciência democrática nos dirigentes políticos europeus, teria que convocar uma nova consulta popular sobre a unidade europeia: se os países a querem ainda e sob que forma.

Não é o que prima hoje na Europa, onde os governantes se pelam de medo de eleições e de consulta popular, porque perdem todas. Basta ver que na Italia, o queridinho do BCE, do FMI e de Angela Merkel, Mario Monti, depois de governar por mais de um ano, conforme eles desejavam, chegou em quarto lugar, com 10% dos votos, enquanto os tres primeiros, que condenavam, cada um à sua maneira, as politicas de austeridade, somaram 85%.

Mas não ha saída para a Europa que não seja uma reformulação das condições da sua unificação, imprimindo-lhe um caráter politico e não estritamente econômico e financeiro. Só assim poderia sair da armadilha em que se meteu e que está levando ao fim da maior construção histórica que o continente já havia logrado – o Estado de bem estar social -, que durante três décadas propiciou pleno emprego, melhoria social constante da vida das pessoas e estabilidade politica.

Do contrário, sob o controle de ferro da Alemanha, a Europa, além de pelo menos uma década perdida de recessão, dará passos largos para sua decadência, perda de legitimidade dos seus governos e perda de importância em escala mundial.

Postado por Emir Sader

As decisões finais do Papa Bento XVI

Agora vem o conclave para mudar de época e de igreja, ou só de fachada. Bento XVI publicou um decreto por meio do qual autoriza os cardeais eleitores a antecipar a reunião para escolher um novo caminho. As nódoas de antes estarão presentes: muitos dos cardeais acusados de encobrir a pedofilia estarão presentes. Os cardeais têm entre 15 e 20 dias para designar seu sucessor. O papa decidiu que o informe realizado por uma comissão de três cardeais sobre os escândalos que açoitaram o Vaticano nos últimos meses permanecerá sob sete chaves: só poderá ser conhecido por seu sucessor. O artigo é de Eduardo Febbro, direto da Cidade do Vaticano.

Eduardo Febbro

Cidade do Vaticano – Digno de Fellini, de Nani Moretti e do Copola mais inspirado. Os diretores do Vaticano prepararam o ato final do mandato de Bento XVI com imagens bem cuidadas e planos perfeitos. O papa perdeu a capa que cobria seus ombros (esclavatina), o anel do Pescador, a faixa com seu escudo de armas (fascia), as sandálias vermelhas do pescador que simbolizam o sangue de Cristo e lembram os mártires católicos e o título de papa. O mundo cristão perdeu seu chefe católico na última jornada de um papado agitado e polêmico ao qual o Vaticano colocou um ponto final com uma encenação cuidadosa.

Desta vez, Bento XVI não esteve de corpo presente na Praça de São Pedro. Os fieis o viram, choraram, gritaram seu nome e o aplaudiram desde cinco telas gigantes colocadas em vários pontos da praça. Após as despedidas tradicionais com os hierarcas vaticanos, Bento XVI partiu em um helicóptero até Castel Gandolfo, a 20 quilômetros de Roma. O aparelho sobrevoou a praça e a capital italiana e às oito da noite a Guarda Suíça fechou a porta principal e o Vaticano ficou órfão de papa. Mas Bento XVI reserva ainda algumas surpresas além da sequência cinematográfica elaborada pelo Vaticano e filmada desde vários helicópteros que voavam sobre a Praça São Pedro. Tudo parecia perfeito, pensado por um arquiteto de multidões encantador, desenhado milímetro por milímetro para que as imagens fossem alimentando a sincera e profunda emoção das pessoas reunidas na praça. Dezessete dias cinematográficos para tapar o grande furo: tudo foi perfeito, tudo, menos a renúncia em si.

Pedra enorme e irremovível no caminho da igreja. “Já não sou mais papa. Sou apenas um peregrino na última etapa de sua caminhada nesta terra”, disse Joseph Ratzinger desde a janela de Castel Gandolfo. As coisas são vistas de distintas maneiras conforme se acredita ou não nos martírios da cruz e na santíssima trindade. Alguns pensarão que Ratzinger é um pastor santo devorado pelos lobos que o rodeiam, outros, que o papa derrotado que ontem abandonou seu trono é um farsante reacionário, um cúmplice de toda a corrupção e pederastia que corrói há anos a igreja.

Nada é tão simples. Poderiam se fazer dois livros com uma investigação jornalística e cada um deles aportaria provas robustas sobre a veracidade de uma ou outra tese. O Joseph Ratzinger de antes, o implacável perseguidor dos representantes mais inteligentes da Teologia da Libertação. E o Ratzinger de agora, o homem que assinou dois decretos para sanear o banco do Vaticano, que condenou, excomungou ou forçou a renúncia de padres cúmplices dom os atos de pederastia, o que, nas últimas semanas, removeu de seus cargos dezenas de lideranças com as batinas manchadas de vergonha. E esse mesmo papa é o que suspendeu a excomunhão dos bispos tradicionalistas e reacionários do Monsenhor Lefevbre e anunciou sua renúncia em latim. Muitas coisas diferentes, boas e más.

Se fosse tão fácil decidiu por uma ou outra coisa não teria ficado esse silêncio gelado e solitário que envolveu a Praça São Pedro quando as telas que retransmitiam a cerimônia se apagaram, essa sensação de que nesta renúncia havia algo profundo e surpreendente, escandaloso e doloroso até as lágrimas para quem tem fé, uma ruptura do destino que nenhuma interpretação pode abarcar. Encarnado na renúncia de Bento XVI, o Vaticano ofereceu ao universo cristão um dos episódios mais sórdidos que se conhecem. Não há, em Roma, um livro que não fale de decadência, sexo, corrupção, manipulações, disputas rasteiras, que não evoque, por outro lado, a figura de um papa que quis mover algumas peças e terminou por derrubar o tabuleiro.

Em cada página desta grande narração moderna há um detalhe polêmico, começando pelo principal, o ato que ativou o relógio da renúncia, ou seja, os documentos roubados do papa. Ninguém sensato pode acreditar que um mordomo seja capaz de fotocopiar 2.600 folhas de documentos secretos retirados da própria habitação do papa sem que os guardas do menor e mais vigiado Estado do planeta se dessem conta. Mistérios mais profundos que os da própria cruz.

Isso era repetido pelos homens e mulheres ainda habitados pela fé, as freiras que trabalham com os pobres, os que, em nome de Deus, dão sua vida pelo próximo: “por que ele se foi realmente? Qual o segredo final desta imensa derrota?”. A debilidade, os escândalos, as lutas pelo poder, o cansaço. Cada pessoa tem uma teoria, uma vela para iluminar a breve verdade. Ratzinger e a Igreja Católica ainda são perseguidos pela sombra de João Paulo II, o papa anterior que desenhou com uma habilidade de bruxo o desastre de hoje. A tal ponto que Bento XVI é como um homem invisível nos arredores do Vaticano. Nos quiosques de bugigangas e recordações há mais fotos e imagens de João Paulo II que do papa que foi embora ontem.

Tapado pela sombra do predecessor, Bento XVI existiu plenamente junto com os escândalos e sua renúncia: a visibilidade extrema do que se vai. E agora vem o conclave para mudar de época e de igreja, ou só de fachada. Bento XVI publicou um decreto por meio do qual autoriza os cardeais eleitores a antecipar a reunião para escolher um novo caminho. As nódoas de antes estarão presentes: muitos dos cardeais acusados de encobrir a pedofilia estarão presentes. Os cardeais têm entre 15 e 20 dias para designar seu sucessor. Segundo a vontade de Ratzinger, serão necessários pelo menos dois terços dos votantes para escolher o próximo papa. O mais denso destes meses permanecerá secreto.

O papa decidiu que o informe realizado por uma comissão de três cardeais sobre os escândalos que açoitaram o Vaticano nos últimos meses permanecerá sob sete chaves: só poderá ser conhecido por seu sucessor. Por via das dúvidas, Ratzinger se adiantou à modernidade e proibiu que os cardeais reunidos no conclave vazem informações por meio do Twitter ou outros canais. De todo modo, é muito tarde: já saíram de seus espaços privados milhares de documentos. Em um par de meses haverá dois papas no Vaticano: o novo e o que se foi, que viverá em um convento da cidade papal. Ao invés do “cardeal Ratzinger”, como quer a tradição uma vez que não se é mais papa, seguirá sendo chamado de “Bento XVI”. Em resumo, haverá dois sumos pontífices. Talvez um seja inimigo do outro, ou um cópia do outro, ou somente sua marionete.

Tradução: Katarina Peixoto


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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