Arquivo para 7 de março de 2013

Com votos de evangélicos, pastor acusado de homofobia é eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos

da Agência Brasil

Com os votos apenas de parlamentares da bancada evangélica, a Comissão de Diretos Humanos e Minorias elegeu hoje (7) o deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) para presidir o colegiado. Acusado de homofobia e racismo por defensores de direitos de homossexuais e negros, ele recebeu 11 dos 12 votos dos presentes, um a mais do que o mínimo necessário para ser eleito.

Antes da votação, deputados do PT e do PSOL deixaram a reunião em protesto pela indicação do pastor. O ex-presidente da comissão, deputado Domingos Dutra (PT-MA), disse que vai convocar a sociedade para protestar contra a eleição de Feliciano.

O deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) informou que pretender ir ao Supremo Tribunal Federal para questionar a decisão. “A escolha partidária não pode se sobrepor ao desejo da sociedade”, criticou.

Eleito, Feliciano disse que vai propor a criação de um minigrupo para debater “todos os assuntos de forma bem democrática”. O pastor acrescentou que vai dar a resposta aos contrários ao seu nome trabalhando em defesa dos direitos humanos de todos os segmentos.

“O trabalho que vamos executar vai mostrar ao povo brasileiro que não sou homofóbico. E, caso cometesse esse crime [referindo-se a racismo], teria que pedir perdão, primeiramente, à minha mãe, uma senhora de matiz negra”, disse o parlamentar. “Quero lembrar que os direitos humanos são fundamentais. Sei o que é ser discriminado, sei o que se passa no nosso país”, discursou Feliciano.

Para viabilizar a eleição do deputado evangélico, o PSC teve o apoio do PMDB e do PSDB, que cederam suas vagas na comissão ao partido. Com apenas um membro no colegiado, hoje durante a eleiçã, o PSC tinha cinco deputado membros. O PMDB cedeu duas vagas e o PSDB, mais duas. O partido também recebeu o apoio do PR, do PTC e de um deputado do PSB, o Pastor Eurico (PE) .

A escolha do comando das comissões permanentes da Câmara é feita de acordo com o tamanho dos partidos na Casa. Conforme um coeficiente decidido pelas lideranças, os representantes dos partido fazem as escolhas das comissão que irão comandar no próximo ano. Em 2013, coube ao PSC a 18ª escolha.

Lula fala sobre a importância seu amigo Hugo Chávez

Hugo Chávez: “donos da Globo são filhotes do Império”

APÓS UMA SÉRIE DE PROTESTOS COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS DA CÂMARA ELEGERÁ HOJE NOVO PRESIDENTE COM PORTAS FECHADAS

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Na tarde de ontem diversos ativistas e defensores dos direitos dos homossexuais e dos negros lotaram o plenário da Câmara e pressionaram a bancada de deputados contra a indicação do deputado Pastor Marco Feliciano para presidente de direitos humanos, já que o mesmo viola diversos destes direitos em suas posições preconceituosas. Os presentes manifestaram uma sugestão que o nome de Marco fosse substituido por de Antônia Lúcia, cuja decisão foi negada.

Para evitar as controvérsias o presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves, decidiu que a votação fosse feita a portas fechadas hoje, as 9 horas da manhã. O fato beneficia a Bancada Evangélica que não querem ser expostos as manifestações.

Por se tratar de um país onde questões históricas compostas de paixões tristes como o racismo e a homofobia continuam existindo, as portas e os votos deveriam ser expostos, deixando a vista de todos o lado mais retrógrado da sociedade brasileira.

GOVERNADOR OMAR AZIZ, EM ATITUDE ANTIDEMOCRÁTICA, ESCOLHE MAIS UM APADRINHADO POLÍTICO PARA CARGO DE CONFIANÇA

Na democracia representativa a população elege um represante para determinado cargos pois acredita que este será alguém condições para que seja feitas ações voltadas ao bem comum. Porém as atitudes destes representantes podem prejudicar diretamente a vida da população. Quando um representante, como no caso de um governador, tem que escolher alguém para assumir um cargo público de sua confiança, sua escolha deve ser baseada no fato que o escolhido possui elementos e entendimentos que propiciarão através de seu talento e ações um bem social. Porém se esta escolha é feita por motivos pessoais ou devido retribuição de favores e empoderamento, o representante produz uma ação antidemocrática e se mostra desinteressado no bem da população.

No caso do Governador do Amazonas, Omar Aziz, que escolheu para vice-presidência da Junta Comercial do Estado do Amazonas (JUCEA) o estudante universitário de 20 anos Reiner Castelo Branco, filiado ao PSDB, filho do deputados Sabino e Vera e sem experiência em cargos administativos.

Obviamente a escolha de Omar, para um cargo importante para o terceiro setor da econômia, foi antidemocrática pois se pauta apenas em seus interesses pessoais e de seu grupo político, tendo nada a oferecer para o bem comum.

Omar já demonstrou algumas vezes seu desinteresse em colocar pessoas que tivessem conhecimento técnico para melhor gerir as questões de seu cargo. Desta forma a não-cidade de Manaus, e o estado amazonense vai continuando com a ausência de experiências democráticas que fazem o povo sentir que realmente há alguém que os represente, e que um dia faça nascer o bem comum.

Chávez e a fita métrica do conservadorismo

 
Saul Leblon para Portal Carta Maior

Quando mede o tempo histórico na América Latina, a régua conservadora irradia uma ambiguidade sugestiva.
Nas medidas à esquerda, identifica extensões anacrônicas de um tempo morto. Fantasmas de um mundo que na sua métrica  não existe mais.
Exceto como detrito histórico.
Entre os fenômenos jurássicos estariam lideranças, a exemplo da exercida pelo falecido presidente Chávez – pranteado agora em massa por um povo a quem favoreceu  um primeiro degrau de cidadania e dignidade.
Enquadram-se  nas mesmas polegadas da régua arestosa Lula, Evo Morales, Correa, Cristina, Mujica e, mais recentemente, Dilma.
A mídia dominante ecoa a régua discricionária, estendendo  sua etimologia às políticas de emancipação social implementadas por esses governantes.
Sintomaticamente, não adota o mesmo peso e medida quando se trata de dimensionar a natureza dos constrangimentos  estruturais enfrentados secularmente na região.
Mencione-se os mais óbvios.
Uma distribuição de renda iníqua; serviços públicos indignos; concentração patrimonial monárquica; estruturas produtivas imiscíveis com demanda popular; dependência colonial asfixiante.Uma elite empresarial cuja única pátria é o lucro e a capital, Miami.
A dualidade conduz a desdobramentos singulares.
Como explicar  a aderência popular de líderes e projetos que, a julgar pela narrativa dominante, levitam em sociedades intrinsecamente modernas, distorcidas apenas pela anacrônica presença de demagogos ?
Oxímoros como ‘autoritarismo democrático’ tem sido cunhados pelo jornalismo conservador.
É notável o esforço para  harmonizar o inenarrável.
As veias abertas de uma América Latina que, quanto mais moderna aos olhos da elite, mais sangra pelo cotidiano de sua gente pobre.
Um caso exclamativo é o da reforma agrária.
‘Verbete  incluído no arquivo morto da história em todo o mundo’, sentencia o  padrão métrico  dominante.
Como tal,  uma discussão sequer  admitida fora do carimbo ideológico que a sepultou.
Todavia, mais de 50%  dos 870 milhões de famintos existentes no mundo hoje vivem ali onde menos se espera que a fome possa dar as cartas: junto à terra.
Não apenas isso.
Quatrocentos milhões de  pequenos proprietários rurais do planeta tem área inferior a dois hectares.
Dispõem de pouco mais  que a força de seus braços para enfrentar , e perder, cotidianamente,  a luta contra  a miséria.
Os maiores bolsões de fome e de pobreza do globo estão no campo, que ainda abriga 49% da humanidade.
A metade da pobreza latino-americana vive aí.
A metade da pobreza brasileira está no Nordeste e a metade dos nordestinos mais pobres habita a área rural.
O Brasil tem menos de 20% de sua demografia misturada ao espaço da agropecuária.
Mas somados os habitantes  de 1.800  pequenos municípios cuja orbita gravita no entorno da terra, nunca tantos brasileiros viveram no mundo rural.
Formam hoje um contingente  quase equivalente a uma Argentina.
Lateja a  percepção de que algo precisa  mudar na estrutura agrária do país e do mundo para que a luta contra a fome e a pobreza possa acelerar o passo.
É mais que velocidade.
Está em jogo  percorrer uma travessia estrutural que o presente deve às mazelas do passado trazidas ao século 21. Diante do complexo emaranhado de tempos históricos e desafios sociais, fica difícil dissociar o  tom do editorial do Globo desta 3ª feira, sobre o ‘anacronismo da reforma agrária’, de um mero rompante de classe. A que fez 1964.
Com o título ‘A comprovada falência da reforma agrária’, o diário da família Marinho capturou a seu favor a autocrítica do governo.
A gestão Dilma,  que beneficiou o menor número de assentados desde 2003, reconheceu a indigência a que estão relegados boa parte dos assentamentos no país. E se comprometeu agora com a Contag, a retificar esse percurso e a sua velocidade.
Foi a deixa. O Globo disparou a conclusão prevalecente em sua régua histórica.
A reforma agrária sempre figurou assim no Brasil.
Como  uma das  pendências  históricas  mais indigestas ao estômago conservador.
Há 49 anos, no dia 31 de março, foi uma das agulhas mais operosas em cerzir  o golpe militar.
Por mais de duas décadas, ele calaria  a necessária discussão democrática das reformas de base, focadas nas estruturas asfixiantes do desenvolvimento brasileiro.
Entre elas, a estrutura de propriedade da terra.
Na ótica dos interesses que, já àquela altura, atribuíam  o epíteto de ‘demagogo e populista’ aos que empunhavam essa bandeira, o debate reprimido caducou.
Com a palavra, O Globo, desta e terça-feira, 5/02/2013:
“36% das 945.405 famílias assentadas (ou 339.945) sobrevivem do Bolsa Família, por terem renda abaixo do limite divisor da miséria”.
“Não se realizou o sonho da redenção social por meio da divisão de terras. Foram distribuídos 87 milhões de hectares, 10,8% do território nacional, e, mesmo assim, metade dos assentados não sobrevive sem a ajuda assistencialista do Estado”.
“Diante deste quadro, o governo age de maneira sensata ao dar prioridade à tentativa de corrigir os assentamentos existentes em vez de instalar outros”.
“Espera-se que, num segundo momento, o governo se convença de que a modernização da agricultura e a própria urbanização do país jogaram na lata de lixo da História a reforma agrária, tema de meados do século passado, de um Brasil muito diferente do de hoje”.
A síntese feita pelo editorial conservador é ardilosa.
Estampa a fotografia realista de um resgate de náufragos.
Acompanhada porém da legenda torpe.
Nela, os responsáveis pelo transatlântico afundado atribuem o desastre ao predomínio de feridos, fracos e desfalecidos entre os passageiros.
Tem sido um pouco essa a tônica do jornalismo dominante ao tratar da ressurgência de agendas e demandas incompatíveis com a métrica da modernidade  capitalista na América Latina.
A ênfase nas dificuldades – reais – da reforma agrária tardia, perseguida em nosso tempo, evoca a pergunta do poema de Drummond diante da pele estendida no chão:
‘O que sei do tapir senão a sua derrota?’
A ditadura brasileira sustentada por veículos que hoje destinam a reforma agrária ao lixo da história promoveu uma das diásporas rurais  mais fulminantes do século 20.
Aquilo que se convencionou chamar de  ‘modernização conservadora do campo’ cometeu no Brasil, no curto espaço pouco superior a duas décadas, uma transição rural/urbana que países como os EUA demandaram um século para completar.
Mais de 30 milhões de pobres foram empurrados da exclusão rural para periferias conflagradas das grandes metrópoles, entre os anos 60 e 80.
Cinturões urbanos sem cidadania explodiram por todo país.
A produção capitalizada e subsidiada deu conta de suprir a demanda interna por alimentos. E fez do Brasil um dos maiores exportadores agrícolas do mundo.
A um custo nem sempre relacionado.
Uma contrapartida de fome urbana e rural, só mitigada com a extensão do Bolsa Família a mais de 50 milhões de brasileiros na atualidade.
Não por acaso o PT chegou ao governo, em 2003, com a bandeira do Fome Zero.
Execrada, recorde-se,  pelo jornalismo dominante.
Ainda hoje, ventríloquos resistem em admitir a existência da fome no país.
Talvez por ser um dos produtos mais representativos do capitalismo agalopado  que ajudaram a impor.
Por certo, a reforma agrária adequada ao século 21 ainda não foi decifrada pelas forças e lideranças progressistas que se debruçam sobre o tema.
Talvez esteja aqui uma das suas grandes fragilidades.
A hesitação de quem deveria admitir a necessidade de um aggiornamento  na  sua forma e no conteúdo dessa agenda em nosso tempo.
Uma  das chaves da atualização certamente  passa pelo tema ambiental.
O governo ensaiou uma resposta nessa direção com os projetos  de assentamentos agroflorestais.
Mas sem atribuir-lhes a centralidade de uma diretriz estratégica.
A questão agrária e a urgência climática têm sido uniformemente negligenciadas no debate da frente progressista que apoia o governo, dentro e fora do PT.
Talvez não seja um mero acaso.
Talvez sejam agendas gêmeas na atualidade e indecifráveis em separado.
Uma, remanescente do século 19; a outra, contemporânea da exacerbação capitalista em nossos dias.
Juntas, com certeza, justificam a presença vigorosa de lideranças progressistas,  e de processos revolucionários, que não cabem na fita métrica conservadora.
Mas que assumem o desafio de arrastar tempos históricos distintos, na luta por uma emancipação social e econômica ontologicamente incompatível  com a métrica conservadora na América Latina.

Casaldáliga diz que recebeu novas ameaças de morte por defender indígenas no MT

O bispo emérito de São Félix do Araguaia (MT), D. Pedro Casaldáliga, disse à Carta Maior que as comunidades sofrem os efeitos da implementação de projetos não sustentáveis, do ponto de vista do respeito às culturas e ao desenvolvimento participativo.

 

Dermi Azevedo para Carta Maior

O bispo emérito de São Félix do Araguaia (MT), d. Pedro Casaldáliga, disse nesta quarta-feira (6) à Carta Maior que está sendo ameaçado de morte por causa de seu apoio aos povos indígenas brasileiros. O bispo denuncia que as comunidades sofrem os efeitos da implementação de projetos não sustentáveis, do ponto de vista do respeito às culturas e ao desenvolvimento participativo.

Casaldáliga afirmou que as ameaças são anônimas e chegam à sua residência por todos os meios: telefonemas, internet e falsas mensagens. Perguntado sobre a eleição do novo Papa, d.Pedro preferiu denunciar as ameaças de morte, além de afirmar a sua fé “na esperança da ressurreição”.

Catalão de nascimento e cidadão do mundo, Casaldáliga é escritor e poeta. Durante a ditadura civil-militar de 1964/1985, escapou de uma tentativa de assassinato, em Mato Grosso. O pistoleiro errou os tiros e, em vez do bispo, foi morto o padre João Bosco Penido Burnier, jesuíta. Sua expulsão do Brasil foi pedida muitas vezes aos generais-presidentes da ditadura, não apenas pelos chefes golpistas, mas também por religiosos de direita.

Diante de toda pressão para expulsá-lo, o próprio papa Paulo VI comunicou ao governo brasileiro que se ocorresse a retirada forçada de d. Pedro Casaldáliga, o Vaticano romperia sua multissecular tradição de não romper relações diplomáticas com nenhum país. O Brasil seria o primeiro.

Amazônia
Nos anos 70, Casaldáliga publicou uma carta pastoral de denúncia contra a exploração do trabalho e sobre a progressiva destruição da floresta amazônica. O documento tornou-se uma peça obrigatória no interrogatório dos presos políticos ligados às pastorais sociais da Igreja Católica Romana.

Mais recentemente, o bispo teve confirmado o diagnóstico médico sobre a Síndrome de Parkinson. Com o corpo magro e frágil, d. Pedro continua a levantar sua voz contra as estruturas sociais baseadas no latifúndio, na morte dos indígenas e na destruição da Amazônia. Integra a Congregação dos Claretianos, que realiza atividades missionárias em todo o mundo.

CPI deve apresentar sugestões de mudanças nas leis de combate ao tráfico de pessoas

da Agência Brasil

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Pessoas, da Câmara dos Deputados, deve apresentar em até 60 dias um relatório parcial com sugestões de mudanças legislativas que contribuam para o combate ao tráfico de pessoas. A informação foi adiantada hoje (6), pelo presidente da comissão, deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA).

O parlamentar e outros integrantes da comissão se reuniram esta manhã com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para quem apresentaram um balanço das atividades feitas pela comissão instalada em abril de 2012. A imprensa não teve acesso à reunião e o ministro também não conversou com os repórteres ao fim do encontro, mas, segundo o deputado, ao menos duas colaborações foram acertadas, como o reforço da presença da Polícia Federal (PF) em algumas localidades, sobretudo nas fronteiras.

“É preciso melhorar o diálogo entre a CPI e a PF. Há coisas que a CPI tem a prerrogativa de fazer e que podem ajudar nas investigações da Polícia Federal. Assim como há investigações que não temos habilidade para fazer e que só mesmo a PF pode executar”, disse Jordy, destacando a importância de ampliar o efetivo policial na área sob influência das obras de construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, próximo à cidade de Altamira (PA). No local, há poucas semanas, uma operação conjunta das polícias Militar e Civil libertou 16 mulheres, uma adolescente e uma travesti mantidas em cárcere privado e obrigadas a se prostituir.

“Pedimos ao ministro providências para melhorar o efetivo da Polícia Federal. Nos últimos seis anos diminuiu de 32 para 15 o efetivo da Polícia Federal presente na região, que passou de 100 mil habitantes para 132 mil moradores em apenas sete meses [em função das obras da hidrelétrica]”, disse o parlamentar, afirmando ser quase impossível que os responsáveis locais pelo empreendimento não tivessem conhecimento da existência de prostíbulos no local. Estabelecimentos onde, nas palavras de Jordy, atuava “uma rede de aliciamento de mulheres forçadas a se prostituir”. “Algo inadmissível, já que se trata de um projeto que está recebendo financiamento público, do BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social]”.

Ainda sobre as contribuições da CPI do Tráfico de Pessoas, o deputado diz que o relatório parcial da comissão será apresentado por um grupo de trabalho encarregado de produzir o documento com as sugestões de mudanças legais que contribuam para o combate ao tráfico de pessoas.

“Nosso Código Civil, o Estatuto da Criança e do Adolescente, bem como a legislação de imigração e o estatuto do estrangeiro são instrumentos jurídicos que estão absolutamente defasados. Tivemos todo o apoio do ministro, que pediu que agilizássemos esta contribuição para que o Poder Executivo possa se mobilizar pela aprovação de uma [nova] legislação o mais rápido possível”, disse o presidente da comissão

Promessa de uma vida melhor atrai as vítimas do tráfico de pessoas

A pequena índia tinha apenas 12 anos quando não resistiu às promessas de uma vida melhor e deixou a aldeia no interior de Goiás para seguir viagem com um grupo de ciganos. Quase sete meses depois de seu desaparecimento, ela foi encontrada em Minas Gerais. Nenhuma promessa foi cumprida pelo grupo que, ao contrário, violou vários direitos da jovem, segundo relatos de representantes do programa de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas de Minas Gerais, um dos responsáveis pela solução do caso.

Não ficou confirmada a exploração sexual da jovem, mas ao longo desses meses ela sofreu agressões verbais e físicas.“É um caso muito comum de tráfico doméstico de pessoas. Oferecemos atenção para a garota e articulamos a rede com os órgãos de Goiás, porque temos que garantir que as pessoas sejam assistidas da forma mais correta”, contou a psicóloga Ariane Gontijo Lopes Leandro,diretora do programa mineiro de enfrentamento ao crime.

Ariane que comanda o núcleo na capital mineira, onde estão sendo analisados outros 15 processos como esse, explicou que as instituições não estão preparadas para lidar com o problema. “Há muita desinformação e temos que ter cuidado para a vítima não sofrer retaliações. Os inquéritos, hoje, não são feitos com cautela”, disse ela. Segundo a psicóloga ainda existem profissionais que não reconhecem o crime, “não acreditam que existe tráfico de pessoas e dizem que elas [as vítimas] escolheram ir”.

A situação dificulta ainda mais as estatísticas sobre tráfico de pessoas no país. Um levantamento divulgado recentemente pelo governo, mostrou que, entre 2005 e 2011, houve 475 vítimas do tráfico de pessoas e quase todas (337) sofreram exploração sexual. Representantes do governo sinalizam que os números podem estar subestimados já que o registro desse tipo de crime é deficiente, principalmente, porque as pessoas não querem se expor ou sequer se veem como vítimas.

A maioria das vítimas (25%) não tinha sequer 20 anos de idade, era solteira e tinha baixa escolaridade. Ainda que especialistas e representantes do governo evitem apontar tendências sobre os alvos preferenciais desse tipo de crime, profissionais como Ariane destacam fatores que explicariam o perfil da maioria das vítimas.

“É fato que as mulheres são mais vulneráveis pelo poder da estrutura patriarcal de violência que ainda é cultural e tem subgrupos mais vulneráveis, pelas condições de acesso [econômico]. Não é qualquer pessoa que se torna vítima. Tem que ser alguém suscetível à vulnerabilidades”, disse.

Para Ariane, mulheres das classes A e B poderiam, por exemplo, viajar para o exterior para fazer intercâmbio ou para turismo. “As mulheres das classes C, D e E, como vão conseguir arcar com o custo e as dívidas de uma viagem e da passagem? É assim que elas entram no circuito que viola cotidianamente seus direitos, porque têm que cumprir com os compromissos e querem aproveitar para dar boas condições para a família que ficou no Brasil”.

O levantamento do governo mostra que a maioria das vítimas brasileiras procura como destino os países europeus: Holanda, Suíça e Espanha. Pernambuco, Bahia e Mato Grosso do Sul são os estados onde se registram mais casos de vítimas. Especialistas ainda acreditam que alguns estados são mais visados pelos aliciadores, entre eles, Goiás.

Em Águas Lindas, município de Goiás, o movimento feminista conhecido como Promotoras Legais Populares, que capacita mulheres em serviços de apoio à população, está concluindo um projeto de disseminação de informação entre jovens. “A gente entende que é a idade ideal para começar a ter esse conhecimento. É uma população que tem mais vulnerabilidade. Quando você é jovem, é mais fácil se deixar levar por promessas, e expectativas de vida”, explicou a advogada Cíntia Mara Dias Custódio, uma das promotoras legais do Distrito Federal.

Alunos de duas escolas do município de Águas Lindas de Goiás, devem começar a participar de oficinas quinzenais nos próximos meses. Segundo Cíntia Mara, as promotoras da região vão definir, até o final do mês quais as escolas que vão receber os grupos. “Serão dois grupos para fazer o trabalho. Vamos tratar questões como cidadania, raça e outras relacionadas às classes sociais até chegar ao tráfico de pessoas”.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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