Arquivo para 15 de março de 2013

SUPREMO DERRUBA SISTEMA DE PAGAMENTOS DE PRECATÓRIOS

O sistema de pagamentos de precatórios que era vigente até ontem surgiu a partir de uma Emenda Constituicional de 2009. Esta porém foi em grande parte derrubada e afetará parte dos 1 milhão de credores que têm mais de R$ 90 bilhões a receber de estados e municípios.

O sistema anterior permitia o pagamento em até 15 anos com reserva de parte da arrecadação dos municípios e de leilões para pagar dívidas. Porém o Supremo derrubou o sistema antigo pois ele prejudica o cidadão, já que permite parcelar e reduzir uma dívida cujo pagamento deveria ser imediato, um ano após expedir o precatório.

Desta forma o Judiciario entende que o Legislativo deve encontrar uma nova saída que não seja as regras já conhecidas e enquanto isto passa a vigorara os dizeres da Constituição Federal  de 1988.

Para a ministra Rosa Weber “Não se trata de escolher entre um e outro regime perverso, temos que achar outras soluções”. Já o relator-ministro Carlos Ayres Britto criticou a má gestão do dinheiro público, lembrando que os precatórios não são prioridades dos estados e municípios.

Ao fim da votação foi derrubada a Emenda Constitucional e o país agora tem que se modernizar nas legislação para que cada vez mais sejam cumpridos os direitos civis.

RELATÓRIO DE DESENVOLVIMENTO HUMANO 2013 MOSTRA AVANÇO DA AMÉRICA LATINA E O BRASIL MANTEM SUA POSIÇÃO

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Ontem foi lançado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) o Relatório de Desenvolvimento Humano 2013 que mede o IDH (Índice de desenvolvimento humano). Este índice avalia o desenvolvimento humano dos países em 3 dimensões: vida longa e saudável, acesso à educação e padrão decente de vida.

O relatório dá destaque a evolução dos países do Sul, principalmente para Brasil, Chile, Índia e China que foram citados como remodeladores da “dinâmica mundial no contexto amplo do desenvolvimento humano”. Em pouco mais de 20 anos o Brasil evoluiu quase 25% em desenvolvimento humano.

Mesmo assim o IDH do Brasil para o ano de 2012 continua o mesmo: 0,730, o que faz o país ficar na mesma posição do ano anterior. Este nivel ainda deixa o Brasil na 85º posição, atrás de paises como Chile, Venezuela, Argentina, Cuba e outros países caribenhos.

O Ministério da Educação e o Ministério  do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, através dos ministros Aloizio Mercadante e Tereza Campello criticaram o índice pois afirmam que muitos dados usados estão obsoletos.

O representante da PNUD no Brasil, Jorge Chediek, de certa forma concordou com as críticas pois no relatório se usam “dados universais e, em geral, são atrasados para tentar manter a mesma base de dados entre os países. Nem todos tem o mesmo ritmo de atualização do Brasil. Reconhecemos as limitações, usamos dados antigos para manter a isonomia entre os países, de maneira que ele deve ser encarado como uma referência.”

De qualquer forma o índice serve em sua finalidade como indicativo de que o Brasil e a América do Sul vem se desenvolvendo com respeito aos direitos humanos e enfase na saúde, educação, distribuição de renda, entre outras exigencias mínimas para que se desenvolva o país. Por isto a América, do Mercosul, se mantem forte e unida para que cresçamos mais e nosso povo seja mais do que qualquer índice, pois na prática pode exercer sua cidadania com inteligência e racionalidade na prática do bem comum.

COMISSÃO DA VERDADE DE SÃO PAULO OUVE MULHERES TORTURADAS PELOS MILITARES

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

A Comissão Estadual da Verdade de São Paulo ouviu, na tarde de hoje (14), o depoimento de duas mulheres torturadas durante a ditadura militar. Elza Lobo e Ieda Seixas prestaram depoimentos emocionados que devem ajudar a comissão no trabalho de identificar e resgatar a história de militantes mortos ou desaparecidos em São Paulo durante o regime. Esta foi a 22ª audiência pública da comissão estadual este ano.

“Estamos focando na questão dos mortos e desaparecidos. Esse conjunto de depoimentos começa a montar um quebra-cabeça. Temos que montar dois quebra-cabeças aqui: quem foi atingido e quem os atingiu. Então esse conjunto de histórias monta um organograma de uma sequência cronológica de quem foi atingido, em diferentes períodos, tanto na Oban [Operação Bandeirante] como no Dops [Departamento de Ordem Política e Social] e ver quais são as equipes de pessoas que estavam lá reprimindo. Sempre aparece, nesses depoimentos, um elo de ligação”, disse o presidente da comissão, o deputado estadual Adriano Diogo, em entrevista à Agência Brasil.

A primeira a prestar depoimento foi Ieda Seixas, de 65 anos, irmã de Ivan Seixas (membro da Comissão da Verdade de São Paulo) e filha de Joaquim Alencar de Seixas, que foi torturado e morto no dia 17 de abril de 1971, um dia após ter sido preso pelo regime militar. Bastante emocionada, Ieda disse que, apesar de nunca ter militado, foi presa no mesmo ano junto com a irmã e a mãe. “Fomos levadas para o DOI-Codi (Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna), onde fui separada da minha mãe e da minha irmã”. Ieda ficou presa até setembro de 1972.

Ela relatou que, na prisão, foi abusada sexualmente e torturada. “Era um sujeito asqueroso, parecia um ogro [monstro], de chapeuzinho. Ele tirou os sapatos e abusou sexualmente de mim”. Nesse período, Ieda também testemunhou muitas pessoas serem torturadas e até mortas pelas forças policiais da época. Entre elas, um rapaz “loiro e franzino”, que não conseguiu idenficar. “Não sei quem era o garoto”, disse.

Elza Lobo trabalhava na Secretaria da Fazenda de São Paulo, era militante da Ação Popular Marxista-Leninista e foi presa em 10 de novembro de 1969 e levada para a Oban. Lá permaneceu por dois anos e sofreu todo tipo de tortura. “Teve tortura da cadeira do dragão [cadeira com revestimento de zinco ligada a terminais elétricos] e teve os choques em todos os dedos da mão, dentro da vagina e nos seios. Tudo o que vocês estão imaginando foi executado”, relatou. “As torturas foram intermináveis”.

Após os depoimentos Elza e Ieda disseram à Agência Brasil que, apesar de querer, não esperam que seus torturadores e estupradores sejam condenados. “A Comissão da Verdade, qualquer que seja ela, estadual ou federal, tem um valor histórico. Não vai mudar nada. Não vai mudar o que aconteceu com a gente, não vai haver punição, mas que fique consignado para a história que esse período aconteceu”, disse Ieda.

“Acho que meu depoimento ajuda para que as gerações futuras saibam o que aconteceu. Quero que as gerações futuras saibam o que aconteceu e que as escolas discutam [o assunto] para que não aconteça outra vez”, ressaltou Elza. Segundo ela, a violência da qual foi vítima continua ocorrendo nos dias de hoje. “No dia a dia a violência é muito acentuada, principalmente nas periferias, em São Paulo”, disse.

Durante a audiência de hoje, o deputado Adriano Diogo comentou a aprovação da criação do Memorial dos Advogados de Presos Políticos e contra a Censura, que será instalado no local onde antes funcionava o Tribunal da Justiça Militar, em São Paulo. No imóvel, segundo ele, vai funcionar também a sede das comissões da Verdade.

“É um prédio federal e demorou dois anos para ser transferido para a Comissão da Verdade da OAB [Ordem dos Advogados do Brasil] e a Comissão Estadual da Verdade. Isso é fato consumado. É parte do projeto Sítios da Memória. Para nós é algo importantíssimo porque é o primeiro prédio federal de São Paulo que vai se transformar em memorial”, declarou.

A comissão também pretende lutar para transformar em um museu a sede do antigo DOI-Codi, onde hoje funciona o 36º Distrito Policial, no bairo do Paraíso.

Romário quer investigação sobre papel de Marin na ditadura

 

Romário em pronunciamento na Câmara, em dezembro. O "Baixinho" declarou guerra ao presidente da CBF. Foto: José Cruz / ABr

Romário em pronunciamento na Câmara, em dezembro. O “Baixinho” declarou guerra ao presidente da CBF. Foto: José Cruz / ABr

O deputado federal Romário (PSB-RJ), presidente da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara, fez nesta quinta-feira 14 um discurso no plenário da Casa no qual pediu investigações parlamentares a respeito do papel do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, na ditadura (1964-1985). Romário quer que a Comissão da Verdade, responsável por apurar abusos ocorridos durante o regime, passe a investigar também os efeitos da ditadura sobre o esporte.

Romário prometeu realizar uma audiência pública conjunta entre a Comissão de Desporto e a Comissão Memória, Verdade e Justiça com o tema “futebol e ditadura”. Ele pediu que a Comissão da Verdade acompanhe a audiência e lembrou que atletas como Afonsinho (colunista de CartaCapital), Nando, Reinaldo, Sócrates e Vladimir sofreram com a repressão. “Marín (…) manteve, naquele período, alguma relação com os órgãos da repressão, como, por exemplo, o DOI-CODI”, afirmou Romário. “Será que merecemos ter à frente do nosso esporte mais querido, mais popular, um esporte que orgulha o nosso povo, uma pessoa suspeita de envolvimento, ainda que indireto, com tortura, assassinato e a supressão da democracia?”, questionou.

Romário lembrou do “duro pronunciamento contra a TV Cultura” feito pelo então deputado Marin em 9 de outubro de 1975, no qual “exigia que fossem tomadas providências, segundo ele, em nome da ‘tranquilidade dos lares paulistanos’”. “Não sei que providências ele tinha em mente. O que sei, e que todos nós sabemos, é que no dia 24 de outubro daquele mês, o diretor de Jornalismo da TV Cultura, Vladimir Herzog, foi convocado para depor no DOI-CODI, e apareceu morto em sua cela, no dia seguinte”, afirmou Romário.

O deputado lembrou que o Brasil vai organizar a Copa do Mundo de 2014, que Marin é presidente Comitê Organizador Local (COL) e não teria, segundo Romário, boas relações com a presidenta Dilma Rousseff e o ministro do Esporte, Aldo Rebelo. “Será que, como presidente do COL e da CBF, Marín terá tranquilidade para figurar ao lado da Presidente Dilma e do Ministro Aldo Rebelo na recepção às autoridades estrangeiras?”.

Desde terça-feira, Marin vem usando o site oficial da CBF para se defender das acusações. A página inicial do site responsável pelas notícias da seleção brasileira e do futebol brasileiro tem em sua abertura a inscrição “Desmascarando uma falsidade”. Ao clicar, o usuário é direcionado para textos em que Marin se defende. “Parece óbvio o intuito de constranger o Sr. José Maria Marin, conturbando as atividades do futebol brasileiro num momento de notória importância e delicadeza, quando se avizinha a realização, no Brasil, da Copa Mundial de 2014″, diz o texto. Segundo Marin, integrantes da imprensa estariam, de “ânimo criminoso”, empenhados na “desmoralização de pessoas de bem, para satisfazer maus instintos, entretendo-se em atirar, em quem os mira de cima, a lama em que chafurdam esses delinquentes”.

No pronunciamento desta quinta, Romário disse acreditar que “Marin não tem o direito de chamar de ‘delinquentes’ aqueles que simplesmente buscam a transparência e a verdade”.

Máscaras de carne e osso

O país vive dias buliçosos.

Como se não houvesse amanhã, nem ontem, Aécio cogita a necessidade de reestatizar a Petrobrás. Vai além: promete fazê-lo.

Serra ressurge das cinzas.

Por Saul Leblon do Portal Carta Maior

E reacende seu fogo ‘desenvolvimentista’ – ‘de boca’, entrecortou, um dia, Maria da Conceição Tavares, em aparte rápido, definitivo.

Aguarda-se a chegada de Alckmin. Especula-se um figurino chão de fábrica, na defesa carbonara do salário mínimo do Dieese. Ou isso, ou greve geral.

O que falta ainda? A mídia. Conhecida pela isenção com que aborda as causas da miséria brasileira, mostra-se indignada. O país ‘estacionou’ na 85ª posição do IDH mundial, proclamam manchetes sulforosas.

Cegas, ignoram que o IDH brasileiro de 2012 baseou-se em dados de 2005,no caso da educação, por exemplo. Sete anos desconsiderados.

A própria análise do PNUD relativiza a importância da variação entre um ano e outro (leia a reportagem). O braço da ONU atesta para todos os fins que o Brasil perfila entre os grandes velocistas da luta contra a pobreza e a desigualdade no século 21.

A informação é irrelevante para o jornalismo isento. Há lógica na indignação seletiva.

Os dados defasados lubrificam de alguma forma a narrativa construída meticulosamente neste início de 2013, mas que ainda carecia de uma ‘evidência’ de apelo popular.

‘O Brasil estagnou’

Ou não é isso que sugere com diuturna disciplina o jogral de vozes que nunca desafinam? São elas que ajudam os fatos com a força das ideias.

E não lhes faltam espaços, manchetes, nem publicidade federal, generosamente aspergida pela Secom.

Desse conjunto endogâmico, em que as coisas são como são, e como são, assim ficarão, estala agora um frenesi no ar.

O IDH corrobora a bandeira em fraldas da oposição para 2014: ‘o Brasil de Dilma estagnou’.

Tucanos rodopiam no divertido baile das máscaras, onde ninguém é de ninguém, o passado fica na porta e o futuro é uma jura de salão.

Cabe ao coletivo dos professores banqueiros do PSDB acertar os ponteiros do relógio com quem realmente conta: a engrenagem do dinheiro a juro.

Aqui a conversa é entre costelas do mesmo espinhaço, partes convexas que fazem rodízio articulado dos dois lados do guichê. Das gargantas ecoam a mesma linguagem. Cifrada pela mídia no ensaio de arrumação para 2014.

A saber:

a) o país vive uma pressão inflacionária difusa decorrente do excesso de demanda;

b) o excesso de demanda deriva do abusivo aumento do poder de compra dos trabalhadores, puxado pelo reajuste real de 60% do salário mínimo nos governos Lula/Dilma;

c) a renda das famílias cresce ininterruptamente há mais de 4 anos ;

d) sustenta o insustentável: a expansão da demanda interna sem aumento equivalente da oferta — atendida, em mais de 20% no caso de manufaturados, pelas importações;

e) a solução para o estresse macroeconômico, somatizado em alta de preços, passa por um tratamento de choque: alta dos juros e achatamento salarial.

f) o IDH, oportunamente, mostra que nem os pobres ganham mais com o quadro vigente. Logo, tanto faz ministrar-lhes um cristel de arrocho, desemprego e paulada no crédito.

A mídia cuida de dar ao ensaio de 2014 um sentido de urgência. O apetite da usura é caramelado com o glacê do interesse social.

Nem tudo é pastelão.

Ingredientes objetivos evocados no confronto político de uma época muitas vezes são idênticos dos dois lados da disputa.

As consequências listadas não raro compartilham alguma similitude.

O que distingue as margens do rio é menos o ingrediente do que o sentido de determinação que se atribui a cada um deles.

O conservadorismo identifica no ganho de poder aquisitivo a usina de males do país. Daí deriva a vacina conhecida pelas suas consequências.

Resistir passa por debater politicamente o que há de real no impasse econômico brasileiro hoje.

A saber:

– a inflação reflete pressões passageiros de quebra de safra de alimentos e outras que vieram para ficar; estas, decorrentes de uma mudança estrutural na economia do país;

– o setor de serviços (telefonia, saúde, educação, transportes, bancos etc.) elevou sua participação no PIB, de 63% para 68,5% nos últimos oito anos.

– a inflação dos serviços tem crescido acima de 8% ao mês (dois ou três pontos acima da média por ela puxada).

– combate-se isso com mais oferta, fiscalização, exigência de qualidade, regras de reinvestimento etc.;

– mas a expansão dos serviços na cesta ‘básica’ moderna é algo irreversível: um padrão planetário;

– nenhuma ‘abertura comercial’ do tipo ‘deixai o mercado agir por conta própria’ vai resolver isso; serviços em regra são de difícil importação;

– tampouco a alta dos juros supera o impasse; na verdade, apenas agravará o polo oposto: o enfraquecimento do setor industrial, cuja participação no PIB recuou de 19% para algo como 14% no período citado.

– juro alto e laissez-faire vão desidratar ainda mais a industrialização brasileira;

– são políticas conhecidas pelo efeito de valorizar a moeda local e incentivar importações castradoras da manufatura.

– hoje, mais de 20% da demanda brasileira por bens industrializados é importada.

– importa-se produto barato, exporta-se o emprego industrial que paga salário superior ao padrão call-center das vagas na área de serviços.

– o recuo da industrialização é real, mas vem de longe: em 1985 o setor fabril produzia 27% da riqueza agregada ao PIB brasileiro; em 1996 essa fatia caiu para cerca de 18,5%; agora oscila em torno de 14%.

– a desindustrialização pesada do ciclo tucano desenhou um retrocesso de participação no PIB da ordem de 8 pontos; impulsionada pela gororoba livre mercadista composta de privatizações, câmbio valorizado, juro alto e abertura comercial suicida.

Os governos do PT desmontaram essa lógica parcialmente. E de forma muito lenta.

Manteve-se até 2008 a dupla turbina do juro alto e câmbio valorizado.

A partir do colapso neoliberal daquele ano, o governo Lula acelerou o desmonte do mecanismo que Dilma golpeou mais fundo, com o corte nas taxas de juros.

O estrago na estrutura industrial, porém, estava feito.

Linhas de montagem foram desativadas. Empresas desterritorializaram seu fornecimento de componentes. Vagas fechadas aqui brotaram na Ásia.

Não só o Brasil.

Mas o erro generalizado dos países em desenvolvimento, com raras exceções, não mitiga o ônus da obra comum.

Síntese: o país tem a maior mina de ferro a céu aberto do mundo; montou um programa de expansão de ferrovias de 10 mil kms nos próximos anos. E importa cada centímetro de trilho que usa.

A política econômica dos últimos anos, no entanto, introduziu um redefinidor potente na equação do desenvolvimento.

Ele dificulta sobremaneira a aplicação mecânica da vacina ortodoxa de juro alto e salário baixo.

O ciclo Lula/Dilma promoveu o mercado de massa à condição de ator principal do enredo econômico brasileiro.

Muda muita coisa.

Em primeiro lugar, a centralidade do novo protagonista dificilmente é reversível nas urnas.

Tampouco ele cabe na escala da infraestrutura pesada e da logística social, originalmente previstas para 30% dos que vivem no topo da pirâmide de renda.

A organização política do novo ator persiste aquém do peso que ele exerce na ordenação do desenvolvimento.

Mas sua dimensão histórica ultrapassou o ponto em que poderia ser facilmente descartado.

Mesmo sem se traduzir em uma nova relação de forças efetivamente mobilizada, a presença condiciona e atemoriza.

Em resumo: máscaras novas, para receitas velhas, é o truque que resta ao conservadorismo para transitar nesse ambiente mutante e adverso.

Talvez sejam necessárias máscaras de carne e osso para reduzir as resistências previsíveis.

Há oferta em espécie.

O resultado do IDH de 2012 será manipulado para lubrificar o simulacro, mas não lhe confere autenticidade.

O que o PNUD mostra na verdade é que uma visita imprevista chegou para jantar.

O governo tem no problema a solução para injetar a coerência política e macroeconômica à continuidade do desenvolvimento.

A visita espera no meio na sala. Em pé.

Cabe-lhe, de fato, a cabeceira da mesa. E a prerrogativa do cardápio.

*Foto de George Gianni/PSDB

Dilma promulga lei dos royalties do petróleo

da Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff promulgou na noite de hoje (14) a nova lei que trata da distribuição dos royalties do petróleo, após o Congresso Nacional ter derrubado os vetos da presidenta a parte do texto original. A íntegra da nova lei será publicada na edição de amanhã (15) do Diário Oficial da União.

O texto aprovado por deputados e senadores sobre as novas regras de distribuição dos royalties do petróleo teve origem no Senado e foi relatado pelo senador Vital do Rêgo (PMDB-PB). Na votação na Câmara, os deputados rejeitaram substitutivo apresentado pelo relator da matéria, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), e aprovaram o texto original do Senado. A proposta recebeu então 142 vetos da presidenta Dilma Rousseff. Os vetos desagradaram os parlamentares dos estados não produtores de petróleo.

Os parlamentares do Rio de Janeiro e do Espírito Santo entraram com mandados de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF), na semana passada, para reverter a derrubada dos vetos. Os estados produtores também reagiram e anunciaram entrar com ações diretas de inconstitucionalidade (Adin) no STF assim que a lei fosse promulgada.

Pela lei, a União tem sua fatia nos royalties reduzida de 30% para 20%. Os estados produtores terão redução de 26,25% para 20%. Os municípios confrontantes (que fazem divisa com os produtores) sofrerão a seguinte redução: de 26,25% passam para 17% e chegam a 4% em 2020. Os municípios afetados pela exploração de petróleo também sofrerão cortes: de 8,75% para 2%. Em contrapartida, o percentual a ser recebido pelos estados e municípios não produtores saltará de 8,75% para 40%.

O Poder do Subconsciente em Segredos de Auto-Hipnose

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USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

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Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

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