Arquivo para 12 de abril de 2013

COMPANHEIRO FIDEL CASTRO E SUA FILOSOFIA EXISTENCIALISTA SOBRE AS CONDIÇÕES DE VIDA NO PLANETA TERRA

fidelescuela2Na semana passada o líder cubano Fidel Castro já havia comentado sobre a situação de tensão que o planeta vem passando com a ameaça de uma guerra nuclear criada pela conduta dos irresponsáveis norte-americanos e  dos coreanos.

Ontem ao inaugurar um complexo escolar chamado Vilma Espín Guillois, uma escola com 140 alunos e creche para 34 outros que fornecerá uma educação de alto nível como é a cubana, Fidel conversou com estudantes e professores. Ele lembrou que com a ameaça de guerra nuclear somada com a crise econômica, crise do petróleo há um grande medo, pois   “nessas circunstâncias, a vida é difícil no planeta Terra”.

Em uma época onde a irracionalidade impera, a televisão manipula as informações  a favor de seus conglomerados, o trabalhador não tem mais  a quem recorrer, é necessário lutar pela não alienação e buscar outras formas de agir. Portanto, a proposta de Castro em refletir o posicionamento sociopolítico existente no mundo mostra que independente de sua idade ele se está no mundo para debater e propor novos discursos que vão além da intolerância bélica dos americanos. Neste sentido, Fidel sabe da dificuldade em lidar com linhas duras como os americanos e coreanos e por isto afirma que a situação está difícil e insuportável. E com sua serenidade, o líder cubano mostra ao mundo sua importância e seu engajamento como também responsável pela situação do planeta.

“É intolerável ver Marin na abertura da Copa”, diz filho de Herzog

Em entrevista à ‘Carta Maior’, Ivo Herzog traça paralelos entre o João Havelange, ex-presidente da FIFA, que passeava entre repressores, e o atual presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, ao qual imputa vínculos com o assassinato de “Vlado”, o editor da TV Cultura executado nas dependências do Departamento de Ordem Política e Social de São Paulo (DOPS-SP). A reportagem é de Dario Pignotti do Portal Carta Maior.

Há fotos que mancham com um simples olhar. Uma delas mostra João Havelange junto ao ditador Jorge Rafael Videla e ao almirante Massera, os três vestindo solenes trajes listrados, na abertura da Copa do Mundo de 1978 disputada no estádio Monumental de Buenos Aires, a poucas quadras da ESMA, a maior prisão clandestina do regime onde morreram 5 mil prisioneiros, entre eles o pianista brasileiro Francisco Tenorio Cerqueira Júnior, sequestrado horas depois de tocar junto com Vinicius de Moraes em um teatro portenho.

Quando se observa com mais cuidado aquela foto do inverno de 78 se vê o chefe do campo de concentração da ESMA, Massera, e o “capo” da FIFA, João Havelange, um ex-nadador olímpico de porte atlético, como se fossem dois pavões reais arrogantes, com seus peitos inchados e o ar marcial.

As vidas de Havelange e Masse seguiram rumos paralelos. O brasileiro acumulou milhões dólares graças aos subornos cobrados de uma empresa de marketing desportivo, como provou a justiça suíça, e possivelmente ao envolvimento com o tráfico de armas, um negócio ao qual o genocida argentino também se dedicou.

Durante uma entrevista com Ivo Herzog, falamos sobre essa velha imagem em preto e branco que retrata o obsceno vínculo que os donos do futebol mantiveram com as ditaduras sul-americanas. Seu pai, Vladimir Herzog, foi assassinado pela ditadura em outubro de 1975, um ano depois de Havelange ter tomado as rédeas da FIFA, as quais não soltou até 1998.

Ivo Herzog traça paralelos entre aquele Havelange, que passeava entre repressores, e o atual presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, ao qual imputa vínculos com o assassinato de “Vlado”, o editor da TV Cultura executado nas dependências do Departamento de Ordem Política e Social de São Paulo (DOPS-SP).

O passado de Marin é equiparável ao de Havelange?

Pode ser pior. Creio que Havelange deveria ser investigado pela Comissão da Verdade criada pela presidenta Dilma (Rousseff), mas não conheço tanto sua história para falar muito dela. Mas posso, sim, falar dessa pessoa chamada Marín, a quem não posso chamar de senhor.

Essa foto do mundial de 78 é terrível porque é a imagem de um passado monstruoso que pode voltar a acontecer. Digo isso porque poderemos ter uma foto parecida se Marin seguir sendo o presidente do Comitê Organizador de nossa Copa do Mundo (COL) e for o anfitrião da cerimônia. Você imagina o que seria ter um homem da ditadura em nossa Copa da democracia?

Seria intolerável que Marin estivesse neste ato que será visto por milhões de pessoas em todo o mundo. Por isso lançamos o manifesto “Fora Marin” que vem tendo uma receptividade surpreendente.

A primeira coisa que queremos é que Marin vá embora do COL, que é uma entidade que recebe dinheiro e apoio do governo. Depois queremos que ele saia da CBF, mas isso é mais difícil porque é uma entidade privada que diz publicamente que não se interessa pelo passado de seu presidente. Eu diria ao senhor Joseph Blatter (titular da FIFA) que não se preste ao jogo de Marin.

Se Blatter pressionou para que Ricardo Teixeira saísse do COL no ano passado, por corrupção, agora teria que fazer o mesmo em relação a José María Marin pelo crime de lesa humanidade, propõe Ivo Herzog.

O abaixo-assinado de Herzog “Fora Marin”, recolheu 60 mil assinaturas em poucas semanas, conquistando o apoio de personalidades como Chico Buarque e o ex-atacante Romário que desde seu mandato na Câmara de Deputados propôs que o Congresso revise o passado político do chefe do futebol brasileiro.

O engenheiro naval Ivo Herzog nasceu há 46 anos no exílio londrino ao qual seu pai havia sido empurrado em função de uma longa militância comunista. Anos mais tarde, Vladimir Herzog decidiu deixar seu cargo na BBC e retornar a São Paulo onde assumiu como editor da TV Cultura.

Na metade da década de 70, o regime planejava uma transição lentíssima rumo à democracia e se disfarçava de “ditabranda” autorizando a existência de um poder legislativo composto por civis comandados desde os quarteis como José Maria Marin. O hoje chefe do futebol brasileiro chegou a ser governador de São Paulo, em recompensa por sua lealdade aos generais e sua proximidade com a polícia política, o DOPS, que assassinou Vladimir Herzog em outubro de 1975. O chefe do DOPS então era Sergio Paranhos Fleury, possivelmente o repressor mais famoso do Brasil e um dos pioneiros do que terminou sendo a Operação Condor. Em dezembro de 1973, o delegado participou em Buenos Aires, junto com repressores argentinos, do sequestro e posterior desaparição dos brasileiros exilados Joaquim Pires Cerveira e João Batista Rita, segundo denúncias apresentadas por familiares das vítimas.

Você diria que Marin foi cúmplice do assassinato de seu pai?

Creio que é possível usar a palavra “cúmplice”, sim. Em outubro de 1975, poucos dias antes de meu pai ser preso, Marin fez um chamado à repressão dos opositores. Foi uma convocação feita em um discurso público e, em 1976, quando já havia passado um ano do crime, fez outro discurso cheio de elogios a Fleury, chefe da repressão.

Vou citar textualmente uma parte do que ele disse: “Queremos dar nossas melhores felicitações a um homem que vem prestando relevantes serviços à comunidade…queremos dizer o orgulho que sentimos por contar com um comissário como Sergio Paranhos Fleury”. Isso quer dizer que sua identificação com a repressão era descarada e qualquer um pode encontrá-la se pesquisar jornais ou artigos legislativos, diz Herzog.

Ivo Herzog não tem muitas ilusões sobre o destino jurídico de Marin beneficiado pela Lei de Anistia promulgada pelo ditador João Batista Figueiredo, ao ver que a ditadura começava a enfraquecer e era preciso garantir a impunidade. Por outro lado, ele confia em Dilma Rousseff e na sua disposição política para que Marin não figure, daqui a 15 meses, na foto da festa inaugural da Copa do Mundo.

Presa e torturada ela também em São Paulo na década de 70, a então guerrilheira “Wanda” não deixou dúvidas sobre seu desprezo ao dirigente.

– É evidente que a presidenta evita encontros com Marin. Isso pode desgastá-lo.

“Dilma sabe o que Marin fez e minha família valoriza a atitude muito positiva que ela vem tendo em relação a ele. Ela tem o evitado o quanto pode e se mostra muito digna ao demonstrar sua distância em relação a uma figura desse peso. Hoje temos como presidenta uma pessoa que entende perfeitamente o que aconteceu durante a repressão e isso é algo que, indiscutivelmente, tem um peso político”.

Dilma olha para Marin com os mesmos olhos de desgosto com que observava Teixeira. Ela quer sua saída?

Nunca falei deste tem com a presidenta, mas qualquer um percebe que Marin não lhe agrada. Realmente não sei se ela está usando sua influência para retirá-lo do COL, mas é evidente que, para Marin, não é muito cômodo que todo mundo saiba que ele não tem um respaldo total da presidenta.

COMO EVITAR NOVOS ‘FUX’: A APOSTA ARGENTINA

Do editorial do Portal Carta Maior por Saul Leblon

As revelações de ex-ministro José Dirceu sobre os bastidores da campanha de Luiz Fux à Suprema Corte não são novas.

Tampouco singulares do percurso trilhado pela maioria dos integrantes daquela instituição.

Joaquim Barbosa, por exemplo.

Valeu-se de um encontro fortuito com Frei Betto para fazer chegar sua aspiração e seu currículo à Presidência da República, exercida por Lula.

Assim por diante.

Embora conhecido, o percurso de Fux nem por isso deixa de inspirar um misto de constrangimento e perplexidade pelo avançado despudor que revela no acesso a um posto, teoricamente, reservado à sobriedade e à isenção.

Relata Dirceu ter sido procurado em 2010 pelo então ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em garimpagem de apoios à indicação para o STF.

Seis meses após intenso assédio, o ex-chefe da Casa Civil aquiesceu em receber Fux no escritório de advocacia de um amigo, cujo titular, por certo, pode atestar a veracidade do encontro.

Pregoeiro de um leilão em que era a própria mercadoria, Fux teria ofertado a Dirceu o seu voto de absolvição no julgamento da AP 470.

Dirceu, por certo, tem testemunhos que podem reiterar seu relato.

O silêncio de Fux é eloquente.

O que ele fez de sua promessa é igualmente sabido e revelador.

Não cabe discutir o caráter dos escolhidos para o STF.

Mas o saldo do método não é dos melhores. E isso diz respeito à democracia.

Desvios de comportamento, que vão da vaidade efervescente, ao desequilíbrio ostensivo no exercício de um missão, em si, credora de predicados opostos, foram – tem sido – cumulativamente testemunhados pela sociedade.

Poucos, se é que cabe ombrear alguém à dignidade solitária do ministro Ricardo Lewandowski, declinaram da genuflexão desfrutável pelo enredo conservador montado em torno do julgamento da AP 470.

Fux, por certo, não foi um deles.

E a tal ponto, que empresta pertinência à dúvida.

O que mais teria prometido Fux, e a quem, ao longo de um julgamento que se tornou explicitamente político, com juízes banhando-se nus nas águas de uma sintonia eleitoral escrachada, sem pejo, nem apego decência?

O tempo não regenera os pilares trincados daquele espetáculo midiático, em que provas inexistentes foram supostas, e dúvidas incontornáveis foram torneadas em formato de condenação. (Leia aqui a edição especial da revista Retrato do Brasil, do jornalista Raimundo Pereira, sobre as falhas gritantes no julgamento).

A resistência do ministro Joaquim Barbosa ao legítimo direito de acesso aos votos e aos prazos de recursos pleiteados pela defesa do acusados, ademais de arbitrária, transpira suspeitas.

O conjunto empresta contundente atualidade ao debate ora em curso na Argentina.

A Presidenta Cristina Kirchner acaba de enviar ao Congresso seis projetos destinados a democratizar as instâncias do judiciário no país.

Um deles preconiza a eleição direta, pela população, de membros do Conselho da Magistratura.

O Conselho argentino julga desvios e desmandos de juízes e advogados.

Integrado por personalidades eleitas pelo voto direto, como preconiza a reforma, seu poder de quebrar o corporativismo e desguarnecer a impunidade no judiciário cresce significativamente.

Não por acaso, a oposição, que se valeu do Judiciário para barrar a Ley de Meios, já se manifesta contrária à mudança.

No Brasil, o Conselho Nacional de Justiça é recente, tendo sido criado apenas em 2004.

É formado por 15 membros:
nove integrantes dos Tribunais Superiores e das Justiças Federal, Estadual e do Trabalho;
dois integrantes do Ministério Público;
dois advogados;
dois cidadãos ‘com notável saber jurídico e reputação ilibada’.

O mandato é de dois anos. E as indicações são autorreferentes.

Como acontece no caso das agencias reguladoras, capturadas pelos regulados, os fiscalizados aqui tem influencia determinante na nomeação dos fiscais.

Uma das funções do CNJ, porém, é assegurar que os magistrados ‘julguem com imparcialidade’.

Fosse composto de personalidades eleitas pelo voto da sociedade, o que diria o CNJ do comportamento esvoaçante, digamos assim, de magistrados como o senhor Fux?

O desassombro do governo argentino sugere mais que isso.

A composição da Suprema Corte brasileira obedece a uma mecânica de indicação mais antidemocrática que a do Vaticano na escolha do Papa.

O caso do ministro Fux é ilustrativo de um vício de origem que acolhe as naturezas mais voluntariosas e melífluas. Nem por isso as mais condizentes com as expectativas e compromissos intrínsecos às obrigações daquela corte.

Por que não democratizar esse processo, se não pelo voto direto, imediato, ao menos para livra-lo das sombras de onde emergem os ‘Fux’ e assemelhados?

A ver.

Movimentos sociais de Brasil e Argentina anunciam apoio a Maduro

 Do Portal Carta Maior

Presentes em Caracas, João Pedro Stedile, do MST, e Damian Lambusta, da Frente Darío Santillan, da Argentina, ambos ligados à Aliança Bolivariana para Povos de Nossa América (Alba), anunciaram apoio à candidatura de Nicolás Maduro nas eleições do próximo domingo (14).

Os movimentos sociais que integram a Aliança Bolivariana para Povos de Nossa América (Alba) anunciaram, nesta quarta-feira (10), no centro de Caracas, o apoio à candidatura de Nicolás Maduro na Venezuela e a realização de uma cobertura midiática alternativa para a eleição presidencial na Venezuela, no próximo domingo, 14 de abril.

“A batalha de 14 de abril não é venezuelana, mas latino-americana. Nos cabe não só manifestar solidariedade, mas dizer ao povo venezuelano que a responsabilidade histórica que tem nesse domingo é fundamental”, disse o dirigente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stedile.

O dirigente destacou que foi a Venezuela de Hugo Chávez quem começou a derrubar o neoliberalismo em 1999 e a articular um projeto, não só de governos, mas popular, econômico, cultural, político e ideológico para se contrapor as elites subordinadas aos países ricos. “Estamos lutando em cada um dos nossos países, fazendo atividades de solidariedade e de denúncia contra o projeto de Capriles [candidato de oposição ao chavismo], porque ele não é outra coisa do que um porta voz das empresas norte-americanas”, afirmou.

O dirigente da Frente Darío Santillan, da Argentina, Damian Lambusta, destacou que acreditam em Maduro e, especialmente, no povo venezuelano. “É ele quem pode garantir a continuidade da revolução bolivariana”, enfatizou.

Pablo Kunich Cabrera, integrante de Alba TV, anunciou que os movimentos sociais estão organizando uma cobertura midiática popular, alternativa e comunitária do processo eleitoral venezuelano. “Estaremos montando o Operativo Pátria, com o objetivo de romper o cerco midiático à Venezuela”, disse.

Mais informações sobre o operativo podem ser encontradas no site da Alba TV: http://www.albatv.org/Operativo-Patria-2013-articulacion.html

Além de movimentos sociais brasileiros e argentinos, também estiveram presentes no ato organizações da própria Venezuela, Bolívia e Panamá.

EBC lança edição impressa do Manual de Jornalismo

Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil

A edição impressa do Manual de Jornalismo da EBC (Empresa Brasil de Comunicação) foi lançada hoje (11), em Brasília. A publicação, disponível na internet desde junho de 2012, traz os princípios e valores da empresa, além de orientações gerais para o trabalho diário dos profissionais de todos os seus veículos.

Na avaliação do jornalista Antonio Achilis, que coordenou o processo de elaboração do manual, trata-se de um marco na construção da comunicação pública do país. Ele ressaltou que a publicação é resultado de um trabalho coletivo e democrático, que envolveu jornalistas de todas as plataformas usadas na empresa e contou com as contribuições de especialistas externos e de representantes da sociedade civil.

Para Achilis, que é especialista em gestão estratégica da informação e ex-presidente da Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais (Abepec), a principal característica do Manual de Jornalismo da EBC é a “forte abertura à participação da sociedade”.

“Analisamos manuais de dez países e percebemos que há um consenso entre eles no que tange a questões éticas, de correção, de respeito à privacidade. No nosso caso, foram agregados conceitos importantes de estímulo à qualificação das pessoas [profissionais] e do produto, por meio, entre outros fatores, da forte abertura à participação da sociedade. Isso deve ocorrer com mecanismos estáveis e de forma regrada. As pessoas têm espaço para participar [do conteúdo que a empresa produz] sem que a EBC abra mão da qualidade do que veicula”, ressaltou.

O jornalista português Carlos Fino, que trabalhou na Rádio e Televisão Portuguesa (RTP) e que participou hoje  da terceira edição do Diálogos EBC, evento interno da empresa, que promove debates sobre temas relacionados à comunicação, destacou que “o fazer substancialmente diferente” em relação aos veículos comerciais, sem abrir mão da qualidade e da audiência, é o principal desafio da comunicação pública.

“Se é para fazer igual ao setor privado, para que o Estado gasta dinheiro?”, questionou Carlos Fino, enfatizando que os veículos públicos são feitos para o público, com dinheiro do público e devem ser controlados pelo público.

Para ele, a iniciativa brasileira de estabelecer parâmetros para o setor, com o lançamento do manual, revela que essa preocupação “está muito presente”. “Embora o Brasil engatinhe nessa área, percebemos que houve avanços nos últimos cinco anos na direção da consolidação de um serviço público que mereça esse nome, que esteja a serviço do público, e não dos governos ou do Estado”, disse o jornalista,reconhecido como o primeiro repórter a noticiar o bombardeio do Iraque em 2003, quando era correspondente internacional em Moscou.

O diretor-presidente da EBC, Nelson Breve, ressaltou que o manual, resultado dos cinco anos de experiência desde a criação da empresa, refina a prática do jornalismo público interno, mas também reflete o compromisso da instituição com a sociedade.

Segundo Breve, o nome dado à publicação, Somente a Verdade, corrobora o principal caráter da atividade jornalística, que deveria ser entendida, independentemente de ser financiada com recursos públicos ou privados, como um serviço público. Para ele, a definição de regras claras para a busca, o tratamento e a publicização da informação que deve ser de interesse do cidadão é imprescindível para que todos esses processos sejam feitos com integridade.

“Temos que primar pela perfeição, o que não é fácil porque somos humanos e erramos, mas o erro não pode ser uma forma de justificar intenções que não são as de busca e divulgação da verdade. O cidadão tem o direito de tomar suas decisões com base nisso, com base nas informações que ele recebe”, enfatizou, destacando que o lançamento da edição impressa do manual ocorre na semana do Dia do Jornalista – 7 de abril – quando também comemoram-se os cinco anos da lei que criou a Empresa Brasil de Comunicação.

A diretora de Jornalismo da EBC, Nereide Beirão, disse que lançamento encerra um ciclo “desafiador e interessante”. Ela enfatizou que a produção do manual não limita a prática jornalística, mas define parâmetros para uma produção que se diferencie dos conteúdos dos veículos comerciais, sendo “mais completa para o ouvinte, o leitor e o telespectador”.

“O jornalismo público dá ao profissional o direito de produzir sem manipulação, sem influência, o jornalismo de verdade, em sua plenitude, e o conteúdo do manual conseguiu refletir nossos princípios, valores, de acordo com a lei que criou a EBC“, disse.

A diretora destacou, no entanto, que a prática jornalística é dinâmica, e que o manual deve absorver, futuramente, novas contribuições e ter novas edições.

Nereide Beirão ressaltou que, entre outros temas, a publicação consolida a autonomia e a isenção da cobertura jornalística das atividades do Poder Executivo, ao qual a EBC está vinculada formalmente, mas sem dar espaço ao preconceito que possa deixar de lado informações de interesse do cidadão, como sobre programas e serviços do governo que podem ser usados pela população. Ela enfatizou que o manual também busca a interiorização da notícia, de modo a valorizar a real diversidade cultural no país, fugindo de esteriótipos.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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