Arquivo para 3 de novembro de 2013

BACHELET, COMO DILMA, PODE GANHAR AS ELEIÇÕES NO CHILE, JÁ NO PRIMEIRO TURNO

Assim como aqui, lá também. Da mesma forma que Dilma vai despontando nas pesquisas como possível eleita nas eleições presidenciais em 2014, ao cargo da Presidência da República, o mesmo ocorre com a ex-presidenta do Chile, candidata nessas eleições à Presidência chilena, a socialista Michelle Bachelet.

Bachelet, a candidata da esquerda do Partido Socialista do Chile, presidiu seu país entre os anos de 2006 a 2010. Bachelet tem um currículo político de constante engajamento nas lutas pela liberdade de seu povo, o que garantiu, no tempo da ditadura chilena, prisão, tortura e exílio. Um histórico inigualável por seus adversários. Quando deixou a presidência, saiu com grande popularidade. Só não foi reeleita porque na Constituição chilena não permite reeleição. Como ela não era, nem é, um Fernando Henrique para rasgar a Constituição, comprando votos para muda-la, Bachelet, esperou o tempo, como dizem; senhor da história, rolar.

Agora, com o tempo rolado, Michelle Bachelet, segundo as pesquisas pode ganhar as eleições já no primeiro turno que ocorre no dia 17. De acordo com pesquisa divulgada pelo instituto mais considerado no Chile, CEP, Bachelet tem 47% da preferência dos eleitores, contra 36% de todos os outros candidatos. E mais, tirando os brancos e nulos, ela vai para 61%.

Como não poderia ser o contrário, nesse panorama, os outros candidatos andam (?) se engalfinhando para conseguir o segundo lugar na disputa. Uma pergunta: Para quê? O segundo lugar está ocupado pela candidata do presidente direitista Piñera, Evelyn Matthei, ministra do trabalho, com 14%. Pela colocação, uma espécie de Marina Silva.

Mas o certo mesmo, é que todos estão no mesmo rolo. Embora o candidato que se diz independente Franco Parisi, tenha se aproximado de Evelyn, o que lhe sobrou denúncias feitas pela mesma. Já o ex-membro do Partido Socialista, partido representado por Bachelet, Enríquez-Ominami, partiu para o ataque contra a ex-companheira. Ele diz que em função de suas alianças, Bachelet, não poderá realizar as mudanças que vem prometendo como educação gratuita e uma nova Constituição. Ela formou aliança com o Partido Democrata Cristão e outros partidos independentes, que não aceitam estas mudanças.

Em O Capital (2012), adaptação de novela francesa, Costa-Gavras acerta mais uma vez

Em O Capital (2012), Costa-Gavras acerta mais uma vez. E reafirma seu mote: “Todo filme é político. Nada mais político do que os filmes de super heróis.”

Por: Léa Maria Aarão Reis

unifrance.org

Não foi difícil para o escritor francês Stéphane Osmont,  economista egresso dos altos quadros da banca europeia, fazer o papel de oráculo quando escreveu a novela Le Capital, em 2004. Assim como o economista americano, Nouriel Rubini, um ano depois, o autor de festejados trabalhos de ficção (?) na área financeira (O manifesto e A ideologia) previu a crise que se abateria pelo mundo, em 2008, com origem na especulação desenfreada, nos Estados Unidos. Ele foi consultor financeiro e conheceu bastante bem os bastidores das altas apostas com as fortunas sem fronteiras.
 
Lançado no ano passado, O capital, adaptado para o cinema pelo cineasta Costa-Gavras (do célebre Z, de Estado de sítio, A confissão, Desaparecido e Music Box, muito mais que um crime entre outros; e agora em cartaz no Brasil há várias semanas) mostra o protagonista, o banqueiro Marc Tourneil interpretado pelo ator franco-marroquino, excelente, Gad Elmaleh, virando-se para a plateia e exclamando, cìnicamente, durante uma reunião com ávidos acionistas: ”Continuaremos tirando dos pobres para dar aos ricos neste jogo, meus senhores. Até que tudo isto exploda!”
 
A história pessoal da ascensão financeira de Tourneil no banco Fênix – é sempre bom lembrar: aquele que ressurge das cinzas -, e estruturada nos mais perversos jogos de poder, é o fio condutor para um passeio macabro pelos labirintos sujos do mundo do dinheiro, do poder, do sexo. Remete a Marx ao avesso – no título do livro e do filme – e ao “horror”, a que se referia, no seu livro seminal, Viviane Forrester, em 97 – O horror econômico.
 
Mais uma vez Costa-Gavras acerta, prosseguindo na sua obra de filmes ditos “políticos”. Quando o interpelaram porque só faz cinema político, ele respondeu: ”Não existe cinema político. Todo filme é político. Nada mais político do que os filmes de super heróis.” 
 
Neste mais recente trabalho enxuto, preciso e eficiente, pontilhado das ironias de Osmont e do cinismo dos executivos, pelo qual alguns críticos não se entusiasmaram (acharam “esquemático”) Costa-Gravas reproduz algumas observações literárias à perfeição, nos tempos cinematográficos justos, sem pernosticismos, permitindo que qualquer espectador tenha acesso à trama. Exemplos de algumas das observações dos personagens: ”A moral do capital é deixar os ricos mais ricos e os pobres mais pobres.” Ou: “Os estados democráticos não podem mais se livrar dos bancos que os asfixiam”. E mais: “Você é respeitado pelo salário que recebe e para tal é preciso possuir dinheiro.”
 
Outra delas: quando Tourneil responde, rindo, à sua mulher, no tom farsesco  que permeia o filme, e prestes a decidir o seu futuro se aproveitando de um vácuo de poder: “Quem é o presidente neste momento? Quem está no poder? É uma piranha gorda chamada A Conjuntura.” 
 
E a apologia da mentira, quando o banqueiro é entrevistado pela primeira vez, de supetão, durante uma mega festa organizada pela indústria de marcas luxuosas e se sai com esta: “O luxo é democrático! É um direito de todos!” Em seguida comenta, rindo, baixinho, também aqui para sua mulher: ”Agora aceito dar qualquer entrevista. A gente diz uma bobagem e pronto.”
 
O esquema é bastante conhecido, mas nunca é demais lembrá-lo. “Somos um bando de caçadores”, se autodenominam os grandes acionistas, em Miami, capitaneados pelo acionista mor do banco Fênix (outro excelente ator, Gabriel Byrne). Dizem os banqueiros franceses: ”Eles (referindo-se aos investidores dos fundos especulativos americanos) querem ganhos do capitalismo de caubói. Porque lá eles não têm empecilhos; não têm leis sociais como as nossas. Esses americanos adoram Paris, mas detestam a França”.
 
Depois de filmar a ditadura grega dos anos 60; o estalinismo na Europa Central; a tortura na aliança militar do Cone Sul (seu filme Estado de sítio não chegou a estrear em Washington e foi banido do Centro Kennedy porque seria “inapropriado”); os primeiros trágicos meses da ditadura chilena e os crimes de guerra do nazismo, agora, aos 80 anos Costa-Gavras mostra que está novo em folha, mordaz como de hábito – “A Europa se transformou em um grande supermercado”, observou recentemente – sempre ocupado em denunciar. 
 
Esquemático? Ou ativista?
 
Certo é que a aliança com Osmont, de 55 anos, uma geração depois da sua, deu certo. Os dois trabalham juntos nos grandes assuntos do nosso tempo: as conseqüências nefastas da globalização, o massacre das demissões em massa, o desemprego; os mercados desregulados, os abismos entre ricos e pobres; os produtos tóxicos oferecidos pelos bancos. 
 
Em mais um dos diálogos que mantém com a mulher (ela é um dos lados da sua consciência que o aguilhoa) Tourneil lembra duas coisas fundamentais. Primeiro: ”Neste mundo das finanças ninguém denuncia ninguém; é como na máfia”. Segundo: “Para que eu quero mais dinheiro? O que mais há além dele?”


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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